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Guilherme Cepeda, no Burn Book

Os deuses e heróis da Escandinávia medieval devem aportar em Boston a partir de 2015, numa invasão viking orquestrada pelo escritor de fantasia americano Rick Riordan.

Em entrevista à Folha por e-mail, Riordan, 49, contou que sua nova série, uma trilogia, terá “muita ação e humor, misturando o moderno e o mítico”, na mesma linha dos livros de sua autoria que têm como protagonista o jovem semideus Percy Jackson.

As aventuras de Jackson, inspiradas nos mitos gregos e ambientadas no século 21, já venderam mais de 20 milhões de livros mundo afora. Em outras obras, Riordan também deu nova roupagem aos mitos romanos e egípcios, mas conta que, na verdade, as histórias escandinavas foram a primeira mitologia antiga pela qual se interessou.

“Quando eu era bem pequeno, meu pai costumava ler histórias folclóricas do Velho Oeste para mim. Depois, virei fã de ‘O Senhor dos Anéis’, de J.R.R. Tolkien.

Meu professor de inglês, na época, foi muito esperto e disse que, se eu gostava de Tolkien, também poderia me interessar pelos mitos nórdicos”, explica. “Logo depois, descobri a mitologia grega, que acabou virando uma paixão para o resto da vida.”

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Poderosos como suas contrapartes da Grécia Antiga, os heróis adolescentes de Riordan tendem a sofrer com problemas modernos, como dislexia e TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade). Essas características são uma homenagem a seu filho Haley, que é disléxico e tem TDAH.

Nos livros mais recentes de seu universo, os da série “Os Heróis do Olimpo”, o autor decidiu enfrentar outro tema envolto em tabus mesmo para os adolescentes modernos, mas muito comum na mitologia greco-romana original: as paixões homossexuais.

Na história, um semideus adolescente confessa ter se apaixonado por Percy. “É uma parte da mitologia da qual tendemos a nos afastar hoje”, diz. “Mas não acho que haja razões para fingir que a homossexualidade não existe.” Riordan diz esperar que o personagem ajude seus leitores a evitar a discriminação.

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