Daniela Brighenti, de 17 anos, é paulistana e mora em Buenos Aires.
Prática de vários esportes foi diferencial da candidatura às vagas.

Dani Brighenti, de 17 anos, fez parte da equipe de triato de Santos (Foto: Arquivo pessoal/Daniela Brighenti)

Dani Brighenti, de 17 anos, fez parte da equipe de triato de Santos (Foto: Arquivo pessoal/Daniela Brighenti)

Vanessa Fajardo, no G1

A estudante Daniela Rodrigues Faria Brighenti, de 17 anos, nada, corre, pedala. Ama esporte. Quando morou em Santos, no litoral de São Paulo, integrou a equipe de triatlo da Prefeitura e participou de várias competições. Também joga basquete e pratica ‘ultimate frisbee’ (lançamento de disco) e ioga – nenhum deles como profissional. Paulistana, Daniela já morou nos Estados Unidos na infância, passou uma temporada em Santos, e desde o final de 2012, vive em Buenos Aires, na Argentina. Tudo por conta do pai que é engenheiro de uma montadora e precisa ser transferido de unidade.

Agora, Dani, como é chamada pelos amigos, vai seguir um novo rumo. Ela vai voltar a morar nos Estados Unidos, pois foi admitida por importantes universidades americanas como Harvard, Yale, Brown, Georgetown, George Washington e Lafayette para fazer graduação. Ela ainda não se decidiu onde estudar.

A brasileira pretende continuar a praticar esportes, mas como estilo de vida, sem pretensão de ser tornar atleta profissional. A carreira que pretende seguir ela ainda não decidiu, pois gosta de áreas diferentes como relações internacionais e física.

Mostrar que eu consigo gerenciar vários esportes rigorosos e ainda assim manter notas altíssimas na escola fez parte do meu diferencial. Eu amo esportes, e eles são, para mim, um divertimento. É onde mais sou feliz”
Dani Brighenti, aprovada em seis
universidades americanas

Em Buenos Aires, Dani estuda em escola americana, onde vai concluir o ensino médio no mês de junho. Seus pais optaram por um colégio americano por conta do calendário que é diferente das escolas regulares argentinas e foi compatível com a data da mudança da família – ela e o irmão Caio, de 15 anos, começaram a estudar em novembro. Outra vantagem foi o idioma. Os brasileiros não tinham domínio do espanhol e já eram fluentes no inglês.

A vontade de fazer faculdade nos Estados Unidos foi despertada quando, aos 9 anos, Dani passou a frequentar a escola norte-americana, na primeira mudança de país da família, e experimentou outro modelo de ensino. “Fiquei encantada. Quando voltei ao Brasil vi que as minhas aulas não rendiam muito e que o sistema de ensino americano me motivava mais. Fazer universidade nos Estados Unidos passou a ser meu maior sonho.”

A determinação para os estudos, Dani também tem nos esportes. Em Santos, era membro da equipe de triatlo da Prefeitura. “Levava muito a sério, o nível do treino era altíssimo, mas quando me mudei pra Argentina passei a ter que treinar sozinha pois o esporte não é popular aqui e as provas são pouquíssimas.”

Esporte foi diferencial

Dani mora atualmente em Buenos Aires com a família (Foto: Arquivo pessoal)

Dani mora atualmente em Buenos Aires com a família (Foto: Arquivo pessoal)

O envolvimento com os esportes, além do excelente desempenho acadêmico, foi para Dani seu diferencial da candidatura às vagas nas universidades americanas que têm seleções muito rigorosas. Em Harvard, por exemplo, cujo resultado foi anunciado no dia 27 de março, só 5,9% do total dos aplicantes foram aceitos – entre eles, quatro são brasileiros.

“Acho que isso fez parte do meu diferencial, por mostrar que eu consigo gerenciar vários esportes rigorosos e ainda assim manter notas altíssimas na escola. Eu amo esportes, e eles são, para mim, um divertimento. É onde mais sou feliz”, afirma Dani, que voltou de uma competição de basquete no Chile no último domingo (6).

Dani passou em Yale e mais outras 5 universidades americanas (Foto: Arquivo pessoal)

Dani passou em Yale e mais outras 5
universidades americanas (Foto: Arquivo pessoal)

Outro ponto das atividades extracurriculares da brasileira, muito valorizadas pelas universidades americanas, é que ela toca violino. Começou quando morava nos Estados Unidos, na volta ao Brasil entrou para a orquestra do Grupo Pão de Açúcar, projeto que tenta difundir a música clássica entre as comunidades de baixa renda. “Eu gostava muito desse projeto por unir meu instrumento e também serviço comunitário. Quando me mudei para a Argentina, de novo não tive onde praticar. Hoje mantenho o violino como hobby, mas pretendo voltar a tocar no ‘college’.”

Nos Estados Unidos, Dani ainda não sabe o que vai cursar. Lá, o aluno tem até dois anos para definir o curso, neste período pode optar por disciplinas de diversas áreas do conhecimento. A estudante diz que cogita o curso de relações internacionais, mas também gosta muito de física. Para depois da graduação, não há planos. Lição que aprendeu com o esporte, a música e a própria história de vida. “Aprendi que não adianta fazer planos muito distantes, porque você nunca sabe para que lado a vida vai te levar. Sei que quero continuar viajando e explorando o mundo, mas não sei exatamente para onde vou voltar.”

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