Fernanda Santana está há mais de um ano tirando notas 10 na escola.
Filha de professor, ela diz que não sofre pressão por causa disso.

Fernanda mostra o boletim com uma sequência de notas 10 (Foto: Mariane Rossi/G1)

Fernanda mostra o boletim com uma sequência de notas 10 (Foto: Mariane Rossi/G1)

Mariane Rossi, no G1

Dedicação, concentração e assiduidade. Esses três fatores, somados, tornaram uma estudante de Santos, no litoral de São Paulo, uma ‘aluna nota 10’. Desde o início do ano passado, Fernanda Armondes Santana, de oito anos, não sabe o que é tirar uma nota abaixo de 10 na média do boletim. Ela é filha de um funcionário da escola, mas garante que não é pressionada para manter as melhores notas que são obtidas, segundo ela, porque procura manter muita concentração durante as aulas.

O boletim escolar de Fernanda tem média 10 em todas as disciplinas (Foto: Mariane Rossi/G1)

O boletim escolar de Fernanda tem média 10
em todas as disciplinas (Foto: Mariane Rossi/G1)

No mundo de Fernanda, ainda há bonecas, videogame, brinquedos e desenhos animados. Mas, ainda na infância, ela optou por dar prioridade para os estudos. No ano passado, a menina ficou com a média 10 em todas as matérias. Fernanda diz que não tem nenhuma mania, estratégia ou segredo para tirar notas boas nas provas. O estudo e a concentração são as ‘armas’ para conseguir bons resultados nos exames. “Quando a professora explica, eu presto atenção e estudo bastante quando tem prova. Tem que prestar atenção”, conta a menina. Depois da obrigação, Fernanda aproveita para se divertir no ballet, capoeira e no judô, uma das paixões da garota.

Fernanda e mãe Jaqueline no quarto com bonecas e brinquedos(Foto: Flavio Santana/Arquivo Pessoal)

Fernanda e mãe Jaqueline no quarto com bonecas
e brinquedos(Foto: Flavio Santana/Arquivo Pessoal)

A mãe dela, a dona de casa Jaqueline Pereira Armondes, de 29 anos, diz que Fernanda nunca teve dificuldade com os estudos. Matemática é a matéria preferida da filha. “Ela gosta de estudar, é dedicada, não gosta de faltar”, fala Jaqueline. Ela acredita que as boas notas da filha são por conta do comportamento da menina dentro e fora da escola. “Ela já tem facilidade e incentivamos também mostrando o quanto é importante estudar. É natural dela, nem precisamos cobrar”, diz.

Pai de Fernanda é professor de Robótica na escola dela (Foto: Mariane Rossi/G1)

Pai de Fernanda é professor de Robótica na escola
dela (Foto: Mariane Rossi/G1)

Fernanda é filha do professor de robótica Flávio Americo Santana, de 44 anos. Ele vê o desempenho da filha bem de perto. “Sempre foi assim. As professoras sempre elogiaram. Em tudo que ela faz, ela se dedica”, diz ele. O pai percebe que muitas crianças da idade de Fernanda tem dificuldades em prestar atenção no professor, mas conta que ela nunca teve esse tipo de problema. Nas aulas de informática, Santana é o professor. Ele diz que, mesmo assim, a filha não muda o jeito de ser. “Eu acho que o comportamento é o mesmo. Ela é bem quietinha, certinha. Eu creio que o comportamento dela é igual independente de eu estar perto dela”, afirma.

Diretora da escola fala sobre a aluna Fernanda (Foto: Mariane Rossi/G1)

Diretora da escola fala sobre a aluna Fernanda
(Foto: Mariane Rossi/G1)

A diretora da escola, Dorinda Domingues da Rocha, considera Fernanda uma aluna nota 10. Assim como a mãe e o pai, Dorinda acredita que os bons resultados da menina são frutos de estudo e muita concentração em sala de aula. “Ela fixa no que está fazendo e resolve. Ela é muito comprometida. Acho que isso faz a diferença, aliado a uma facilidade que ela tem principalmente para a área de exatas”, diz. A diretora diz que as crianças que estão nesta faixa etária estão no começo dos estudos e podem receber pressão por parte da família para conseguir boas notas na escola, o que acaba atrapalhando. “O aluno não pode ficar com receio de fazer uma prova. Às vezes, fazemos exercícios em sala de aula e os alunos são avaliados ali”, fala.

Ainda segundo a diretora, reconhecer o esforço dos alunos que tem boas notas é sempre uma forma de incentivá-lo. “O aluno que dá problema, que é descomprometido, bagunceiro, indisciplinado, todo mundo conhece na escola. Mas o aluno mais centrado, que realmente se dedica, é desconhecido”, diz. Por isso, a escola fez um diagnóstico no começo do ano. Os alunos fizeram uma prova para ver o que os estudantes lembravam sobre as matérias. “Fizemos questão de ir nas salas e falar os que pontuaram mais”, conta.

A diretora espera que outras alunas se espelhem em Fernanda e que a menina continue tendo resultados positivos na escola. “Ela ainda está aberta para tudo, pode fazer muitas experimentações. Não só na área de exatas, como na área das artes, de línguas. O grande diferencial da Fernanda é ela ser realmente comprometida. Ela presta atenção, é muito focada. Eu acho que isso vai ajudar em todos os âmbitos da vida dela. Espero que ela nunca mude”, finaliza Dorinda.

Fernanda durante uma aula na escola (Foto: Mariane Rossi/G1)

Fernanda durante uma aula na escola (Foto: Mariane Rossi/G1)

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