Tatiana Gerasimenko, no Ciência Diária
O mundo pode estar diferente, mas algumas coisas não mudam. De acordo com pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles e de Princeton, nos EUA, a famosa canetinha Bic tem mais força que laptops e tablets, ao menos para nos fazer lembrar do que aprendemos. Em um artigo publicado no periódico especializado Psychological Science, […]

De acordo com pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles e de Princeton, nos EUA, a famosa canetinha Bic tem mais força que laptops e tablets, ao menos para nos fazer lembrar do que aprendemos. Em um artigo publicado no periódico especializado Psychological Science, a equipe descreve como estudantes que escrevem – em vez de digitar – compreendem melhor o conteúdo apresentado em sala de aula.

Para chegar ao resultado, a equipe realizou uma série de experiências. Na primeira delas, 65 alunos assistiram a cinco palestras sobre assuntos incomuns, mas interessantes. Um grupo anotou o que viu e escutou em laptops e o outro fez anotações com a caneta. Depois, todos foram submetidos a três tipos de questão. Ambos os grupos tiveram desempenho semelhante nas perguntas do tipo ‘decoreba’. Contudo, quem se valeu do papel para guardar os dados mais importantes conseguiu se sair melhor nas questões conceituais (mesmo que o volume de anotações tenha sido menor).

A explicação, segundo os pesquisadores, é que há um empenho maior em processar a informação antes de anotar à mão, selecionando os dados. Isso torna a aprendizagem mais eficiente e o armazenamento do conteúdo mais duradouro. Depois de uma semana, o grupo que não usou computadores conseguiu novamente responder questões relacionadas às palestras com mais facilidade que os demais.

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