Coletivo promoveu em São Paulo a ‘Virada Educação’ no primeiro semestre
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Por Stéfano Salles, O Globo

RIO – Responsável pela ‘Virada Educação’, evento que mobilizou São Paulo no primeiro semestre, o Movimento Entusiasmo pretende transformar a rua em ambiente de aprendizado e trocas entre os estudantes e a sociedade civil. Idealizador do coletivo que promoveu mais de uma centena de atividades, entre palestras, apresentações artísticas e oficinas, o jornalista André Gravatá esteve no Rio neste sábado para participar do segundo dia do encontro internacional Educação 360, promovido pelos jornais GLOBO e Extra na Escola Sesc de Ensino Médio, em Jacarepaguá. No encontro, ele destacou os objetivos do grupo, que pretende estimular iniciativas semelhantes pelo país.

— Nós entendemos que a rua é um espaço de interações, trocas e aprendizado. Temos que levar a rua para dentro da escola e a escola para a rua, para que essas trocas aconteçam de verdade — explica o jornalista, que fundou o coletivo ao lado de outros quatro jovens amigos que se conheceram durante atividades ligadas à defesa de reformas na educação.

Durante o evento, as escolas abrigaram atividades que geralmente encontro amplo apelo na juventude, mas que costumam ser encaradas com resistência pelas instituições de ensino, como oficinas de skate e rodas de funk.

— A escola precisa incorporar essas atividades de alguma maneira, porque elas prendem a atenção do estudante que, geralmente, acha chato ir para um lugar que não abre espaço para nada do que ele gosta — afirma.

Para a primeira edição do evento, o grupo conseguiu arrecadar cerca de R$ 20 mil em contribuições recebidas pela internet. Agora, para uma segunda edição, eles já conseguiram o apoio de uma fundação privada, no mesmo valor, e buscam encorajar ativistas de outros estados a produzirem suas próprias edições do evento, para as quais promete oferecer apoio logístico.

— Esse não é apenas um evento nosso, nós queremos que ele se espalhe, que o conceito se reproduza. Qualquer um pode usar o nome, a marca, não há problema. Queremos apenas que a iniciativa se difunda, porque acreditamos na lógica que vai por traz dela — resume Gravatá.

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