A biblioteca do colégio se transformou em uma forte aliada para a meta de Kira

A biblioteca do colégio se transformou em uma forte aliada para a meta de Kira

Raquel Ramos, no Hoje em Dia

Com apenas 13 anos, Kira Rocha Pereira Gonçalves se propôs a realizar uma façanha: ler 500 livros em 365 dias, meta ousada em um país onde o hábito de leitura não se firmou. Pesquisa recente realizada pelo Instituto Pró-Livro aponta que o brasileiro lê, em média, quatro publicações ao ano – mas só conclui duas.

“O índice é baixo e preocupante. Percebemos que os alunos leem unicamente para cumprir atividades escolares, raramente por iniciativa própria”, afirma Zoara Failla, gerente de projetos e coordenadora da pesquisa.

Para ela, a tecnologia é uma das grandes culpadas pelo desinteresse nessa faixa etária, embora pais e professores também tenham uma parcela de responsabilidade. “Estão deixando de estimular essa prática, sobretudo entre crianças que têm muito a ganhar com a leitura”.

Não é o caso de Kira, que, pelo desempenho até agora, não terá dificuldade em cumprir sua meta. Chegou ao 136º dia do ano com mais de 210 títulos lidos. Todos com mais de cem páginas. A “largada” começou em 1º de janeiro. Valendo-se do período de férias, ela devorou 110 obras somente no primeiro mês.

Mas, como era de se esperar, não foi possível manter o mesmo ritmo após o início das aulas. “Tenho que dividir o tempo com os estudos”, justifica a garota. Por outro lado, a biblioteca do colégio onde estuda, o Instituto Padre Machado, transformou-se em uma ajuda de grande valor para que consiga cumprir o objetivo. É nesse “refúgio de livros” onde a jovem leitora passa os intervalos.

Lá, também pode recorrer à bibliotecária Ana Carolina Silva, que a ajuda a escolher os títulos. “Ela é aberta a novidades. Prova disso é que lê de infanto-juvenis a clássicos da literatura brasileira, escritos por Fernando Sabino e Carlos Drummond de Andrade”, afirma Ana.

Apoio em casa

Na raiz da paixão pelos livros está a mãe da jovem, Ana Maria Rocha. Foi ela quem mais incentivou Kira a manter contato com os livros. “Foi graças a esse hábito que adquiri habilidades como criatividade, boa escrita e amplo vocabulário”, enumera a menina-prodígio, sem falsa modéstia.

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