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Cesar Gaglioni, no Jovem Nerd

Uma pesquisa encomendada pela CBL (Câmara Brasileira do Livro) e pelo Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livros) mostrou que os e-books ainda não emplacaram no Brasil.

O resultado, divulgado pela Folha de São Paulo, mostrou que os e-books representaram apenas 1,1% do faturamento das editoras em 2016, totalizando um montante de R$ 42,5 milhões. Por outro lado, os livros físicos totalizaram um valor de R$ 3,8 bilhões.

De acordo com Marcos Veiga Pereira, presidente do Snel, os e-books apenas aumentaram a taxa de leitura de quem já possui o hábito:

Descobrimos que o e-book é mais um canal de leitura. Acredito que para o leitor assíduo. Não vimos aumentar o número de leitores, mas o consumo per capita de quem já lê.

Além da recepção morna dos consumidores, a pesquisa apontou que as editoras também não estão apostando no formato: apenas 37% das casas editoriais do país comercializam livros no formato digital, o que resulta em um catálogo de apenas 49,6 mil títulos. Para efeitos comparativos, o catálogo da Amazon nos EUA possui 5,1 milhões de títulos publicados. Na França o número sobe para 5,5 milhões.

Alguns fatores são importantes para se contextualizar os dados da pesquisa: em pesquisa divulgada em maio de 2016, notou-se que apenas 56% da população do país possui o hábito de ler. Além disso, temos o custo de um e-reader em meio a uma crise econômica. A pouca familiaridade com o formato e o “preconceito” com a leitura de um livro digital também contribuem.

Em 2011, Duda Ernanny, pioneiro no mercado dos e-books no Brasil, disse: “Até 2015, o livro digital já vai ter ultrapassado o físico em volumes de vendas no Brasil”. Não foi dessa vez.

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