(Foto: Creative Commons/ Kyrnos)

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Publicado na Galileu

A combinação maconha e faculdade nunca foi uma novidade. Mas na Universidade do Norte do Michigan (MNU), nos EUA, a planta deixou o intervalo e as matadas de aula para virar tema de quatro anos de graduação. Quase metade dos 50 estados norte-americanos já reconhecem o uso terapêutico da planta, sendo que oito unidades da federação legalizaram inclusive o uso recreativo. Nasceu assim um mercado bilionário, mas ainda faltam pessoas capacitadas para lidar com ele. Visando preencher essa lacuna surgiu o curso de Química de Plantas Medicinais.

Somente no ano passado, o mercado legal da maconha e seus derivados movimentou U$ 6.7 bilhões somente nos EUA. A expectativa é que o volume dispare nos próximos anos, atingindo a marca de U$ 44 bilhões em 2020, tanto que a revista Forbes apontou o mercado da erva como a melhor oportunidade de negócios para empreendedores e investidores de startups. A Sociedade Americana de Química criou recentemente uma subdivisão que visa apresentar as novidades da indústria em seus encontros nacionais.

Foi justamente em um desses encontros que um professor da MNU, Brandon Canfield, observou a necessidade de formação técnica na área. Nos quatro anos de curso os alunos obterão conhecimento em química e biologia da Cannabis, além de aprender sobre empreendedorismo e a cultivar a planta. O curioso é que a Universidade não vai poder manter sua própria plantação de maconha, já que o Michigan não é um dos estados em que a erva foi legalizada.

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