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Cesar Gaglioni, no Jovem Nerd

Ah, aquela semana entre o Natal e o Ano Novo em que parece que nada acontece! Muitas empresas estão em recesso, escolas e universidades estão em férias e a gente fica buscando coisas para fazer, sem sucesso, claro.

Mas seus problemas acabaram! Listamos aqui 7 livros que podem ser lidos em um dia, para você matar seu tédio de fim de ano e ainda complementar sua lista de leitura de 2017!

O Estranho caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde, de Robert Louis Stevenson

Popularmente conhecido como O Médico e o Monstro, o livro de Robert Louis Stevenson conta a história do Dr. Henry Jekyll, um médico que inventa uma substância que supostamente consegue eliminar a maldade de quem a toma. Desacreditado pelos colegas de profissão, Jekyll decide testar a fórmula em si mesmo. Mas algo dá errado e liberta o Edward Hyde, um assassino frio que representa tudo de ruim que existe em Jekyll.

A ficção científica escrita em 1886 tem como temas centrais a luta entre o bem e o mal em cada um de nós, além de criticar a hipocrisia da sociedade britânica da época. Com 160 páginas e uma escrita fluída, é possível matar esse livro em uma tarde!

Um Estudo em Vermelho, de Arthur Conan Doyle

O primeiro romance de Sherlock Holmes traz 169 páginas e uma aventura fascinante do começo ao fim. Na aventura, o detetive e o dr. John Watson precisam investigar algumas mortes misteriosas que estão acontecendo em Londres.

Aqui, Arthur Conan Doyle alterna entre o ponto de vista da dupla e a perspectiva do assassino, criticando principalmente o fanatismo dos mórmons, movimento religioso que estava em alta na época.

Fahrenheit 451, de Ray Bradbury

A ficção científica escrita em 1953 traz uma sociedade distópica em que os livros são proibidos. A trama acompanha Montag, um bombeiro incumbido de destruir as obras que acaba ficando desiludido com seu trabalho e se junta a um grupo de resistência que visa preservar a produção intelectual da humanidade.

Bradbury escreveu o livro pouco tempo após o final da Segunda Guerra Mundial e critica principalmente o anti-intelectualismo de sociedades conservadoras e totalitárias, alertando sobre os perigos de uma população ignorante. Fahrenheit 451 tem 158 páginas e uma história que prende o leitor a cada parágrafo.

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, de C.S. Lewis

O primeiro volume das Crônicas de Nárnia (segundo, na cronologia da narrativa) conta com 133 páginas e uma história cativante. Acompanhamos os irmãos Pevensie, três crianças que precisaram escapar dos horrores da Segunda Guerra Mundial e se refugiaram na casa de um excêntrico professor no interior da Inglaterra. Lá, eles descobrem um guarda-roupa que abre as portas para o mundo mágico de Nárnia, e lá eles se veem no meio de uma batalha entre o bem e o mal.

Na obra, Lewis fala principalmente sobre princípios cristãos e usa a fantasia como uma forma de alegoria a eles. O livro foi adaptado para os cinemas em 2005.

Matadouro 5, de Kurt Vonnegut

Encaixar Matadouro 5 em um único gênero é uma tarefa difícil. O clássico de Vonnegut é um livro de guerra. Mas também é uma comédia de humor negro. E uma ficção científica. Uma maluquice! Mas uma maluquice excelente! Aqui acompanhamos Billy Pilgrim, um soldado do exército americano que lutou na Segunda Guerra Mundial e que acaba sendo capturado por uma espécie alienígena que possui um zoológico com espécies de todo o Universo.

O livro tem 224 páginas e uma linguagem bem fluida, com parágrafos ligeiros que representam o pensamento de Billy. Na trama, Vonnegut faz um grito anti-guerra e critica vários aspectos da mentalidade dos EUA na época, além de colocar elementos autobiográficos na narrativa.

Sempre Vivemos no Castelo, de Shirley Jackson

Considerada uma das maiores escritoras de terror, Shirley Jackson revolucionou o gênero com seus livros. Em Sempre Vivemos no Castelo, acompanhamos a jornada de Merricat Blackwood, uma moça que vive em uma grande mansão numa pequena cidade da Nova Inglaterra e é marginalizada por conta de um bizarro assassinato que aconteceu em sua família.

No livro, que tem 214 páginas, Jackson fala sobre o preconceito e como as pessoas podem nutrir um ódio muito forte e irracional dentro de si só pela presença de alguém diferente. O tema também esteve presente em outras obras da autora, como A Assombração da Casa da Colina e The Sundial.

Casino Royale, de Ian Fleming

O livro que deu origem a James Bond! Em 213 páginas, Fleming nos apresenta ao espião e uma trama complexa envolvendo Le Chiffre, um mafioso que trabalha para uma agência de inteligência soviética, e um jogo de pôquer que pode ser mortal.

Todos os elementos de uma história clássica de James Bond estão aqui: cenários exóticos, missões de vida ou morte, uma Bondgirl e o espião chutando a bunda de todos que aparecem em seu caminho. Apesar disso, alguns fãs do filme podem se espantar com as diferenças entre o personagem que vemos na telona e aquele que nos é apresentado nos romances.

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