Priscila Visconti, em O Barquinho Cultural

Nesta semana iremos falar do livro A Forma da Água, que deu origem ao filme vencedor do Leão de Ouro de Veneza, recordistas de indicações ao Globo de Ouro, o mais premiado do Oscar 2018, inclusive na categoria mais esperada da noite, “Melhor Filme do Ano”, então sem mais delongas vamos ao que interessa e falar dessa história de ficção, amor, terror, suspense e bem dosada em um conto de fadas em plena Guerra Fria nos anos de 1960.

A obra do livro A Forma da Água é de Guillermo del Toro e David Kraus, que juntos colaboraram no romance Caçadores de Trolls, que foi adaptado pela Netflix, e atualmente é uma das produções mais assistida da história da plataforma, que a partir desse projeto, os dois começaram a desenvolver a ideia do que se tornou A Forma da Água.

A história é de um oficial do governo dos Estados Unidos, Richard Strickland, que foi enviado para à Amazonas para capturar um ser místico e misterioso cujo seus poderes inimagináveis seriam utilizados para aumentar o potencial militar do país, que está em plena Guerra Fria, ao retornar aos EUA, Richard consegue levar o ser misterioso, que é levado consigo, o ser é o deus Brânquia, o deus de guelras, um homem-peixe que representa para o oficial a selvageria, estupidez, e o calor que o próprio homem se tornou e no qual detesta ser.

No decorrer da trama a jovem faxineira Elisa, surge para travar uma batalha contra Strickland, pois enquanto o oficial quer o homem-peixe como um objeto de estudo, para ser dissecado, subjugado e exterminado, ela o vê como amigo, um companheiro que a escuta quando ninguém mais o faz, alguém cuja existência deve ser preservada.

Uma história com estilo inconfundível e marcante de del Toro, com uma narrativa que se expande nas brilhantes ilustrações de James Jean, com um enredo atemporal sobre o homem e seus traumas, uma mulher e sua solidão e o deus que muda para sempre essas duas vidas.

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