Totens com informações turísticas lançado na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), faz parte do projeto App Paraty: cultura e natureza – Paraty na palma da sua mão. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Publicado no Portal R3

A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) está em sua 16ª edição com uma performance celebrando o caráter transgressor da obra de Hilda Hilst, escritora homenageada deste ano. A abertura oficial aconteceu na quinta-feira (25), no Centro Histórico de Paraty (RJ).

Além do telão montado no Centro Histórico de Paraty, as mesas da festa neste ano serão transmitidas via internet. Os debates serão exibidos ao vivo pelo canal da Flip no YouTube, onde também é possível conferir na íntegra as mesas de edições passadas da festa.

A Flip deste ano manteve em sua programação a diversidade entre autores brancos e negros, e entre mulheres e homens. Como nas edições passadas, escritores estrangeiros de destaque também marcam presença, como o vencedor do prêmio Pulitzer Colson Whitehead e Liudmila Petruchévskaia, considerada uma das mestras do terror na literatura russa.

Confira a programação completa:
Quinta-feira (26/07)
10h
A jornalista Mariana Filgueiras media uma mesa que reúne a cineasta Gabriela Greeb e o sound designer Vasco Pimentel para apresentar fitas magnéticas da década de 1970 com divagações literárias e existenciais de Hilda Hilst.

12h
A poeta portuguesa Maria Teresa Horta participa por vídeo de um diálogo com as autoras brasileiras Júlia de Carvalho Hansen e Laura Erber, cujas obras trazem influências da lírica portuguesa e da autora homenageada.

15h30
A escritora e pesquisadora Lilia Schwarcz conversa com Christopher de Hamel, considerado o maior especialista em textos medievais do mundo.

17h30
O feminismo negro da literatura de Djamila Ribeiro encontra a obra de Selva Almada, escritora argentina que contou histórias reais de feminicídios no livro Garotas Mortas. Alice Sant’Anna media a mesa, que terá também uma apresentação da slammer pernambucana Bell Puã.

20h
Sergio Sant’Anna encerra o primeiro dia em um diálogo com um leitor seu que se tornou autor, Gustavo Pacheco. Na conversa, estão temas caros a Hilda Hilst, como o desejo, a solidão e a morte. O jornalista Guilherme Freitas media.

Sexta-feira (27/07)
10h
A doutora em literatura brasileira Rita Palmeira media um encontro em que o editor e artista visual Ricardo Domeneck e a pesquisadora Lígia Ferreira, especialista e divulgadora do poeta negro Luiz Gama, conversam sobre o silenciamento de autores, como a própria Hilda Hilst.

12h
A língua italiana é o mote para reunir duas diferentes vozes: o poeta suíço Fabio Purstela e a italiana Igiaba Scego, descendente de uma família somali e admiradora de Caetano Veloso. A escritora Noemi Jaffe será a mediadora.

15h30
Um dos grandes destaques da Flip deste ano, o franco-congolês Alain Mabanckou será “entrevistado” em uma mesa com dois mediadores, José Luiz Passos e Bruno Gomide. Questões raciais e a obra do autor, comparado a Samuel Beckett, estão na pauta.

17h30
Ricardo Domeneck volta ao palco principal com uma performance em homenagem a Hilda Hilst. Depois, os escritores Leila Slimani e André Aciman discutem a liberdade de abordar temas como o homoerotismo, a sexualidade feminina e a religião.

20h
Hilda Hilst retorna ao centro do debate com a escritora e pesquisadora Eliane Robert de Moraes e a atriz Iara Jamra, que interpretou a protagonista de o Caderno Rosa de Lori Lamby, um dos livros mais famosos da autora homenageada. Alice Sant’Anna media a mesa, que promete debater o lado místico e também a dimensão corpórea na obra de Hilda.

Sábado (28/07)
10h
Jocy de Oliveira e Vasco Pimentel voltam em uma discussão sobre a criação de universos sonoros e a música de vanguarda. A mesa sobre a escuta terá como mediadora a jornalista Paula Scarpin, que trabalha com podcasts.

12h
O biógrafo de Josef Stálin, Simon Sebag Montefiore, conta como trabalha para retratar a intimidade de figuras como ditador soviético, a família Romanov e a czarina Catarina, a Grande. Guilherme Freitas e Bruno Gomide participam da mesa como mediadores.

15h30
Autora de A Gorda, a portuguesa nascida em Moçambique Isabela Figueiredo encontra Juliano Garcia Pessanha, em uma mesa que tem o corpo no centro do debate e a pesquisadora Rita Palmeira como mediadora.

17h30
O poeta e artista visual do Maranhão Reuben da Rocha abre a 15ª mesa com uma performance sobre Hilda Hilst, para dar lugar ao encontro entre os autores Colson Whitehead e o brasileiro Geovani Martins, elogiado pela estreia com o livro O Sol na Cabeça.

20h
Autora de contos de terror em um universo fantástico e político, Liudmila Petruchévskaia chegou a ser censurada pela União Soviética e hoje é considerada um dos grandes nomes da literatura russa. Anabela Mota Ribeiro media a mesa com a escritora, de 80 anos.

Domingo (29/07)
10h
O folclore de Paraty, retratado por Thereza Maia, encontra a mitologia da morte no sertão da Bahia, narrada por Franklin Carvalho. A mesa é gratuita e tem Luciana Araujo Marques na mediação.

12h
A sessão de encerramento da Flip é mais uma homenagem a Hilda Hilst e a atriz Iara Jamra retorna para falar sobre encontros com a autora. Também participam o fotógrafo Eder Chiodetto e o cantor e compositor Zeca Baleiro, que têm trabalhos baseados na obra da autora paulista.

15h30
Autores convidados pela Flip de 2018 leem trechos de seus livros preferidos.

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