Ansiedade 3 - Ciúme
Cristina Danuta

Cristina Danuta

(1 comments, 10315 posts)

This user hasn't shared any profile information

Posts by Cristina Danuta

Cristianismo Criativo? (2)

0

“Imagino que não sou o único a ouvir músicas porque elas me animam, me relaxam, me consolam ou me elevam, e não porque contêm letras que endossam algumas de minhas convicções.”

Steve Turner, em Cristianismo Criativo?

Martins

No divã de Deus

0

“Os salmos são a psicanálise da história e dos fatos.

Quem lê apenas os dois livros dos Reis e os dois de Samuel, textos que descrevem boa parte das tramas que deram origem aos Salmos, confronta-se com homens fortes, corajosos, suados, decididos e guerreiros. Mas quem lê os salmos correspondentes aos fatos descritos naqueles livros históricos percebe como esses mesmos homens – fortes, corajosos, suados, decididos e guerreiros – eram pessoas sujeitas ao medo, à perplexidade, à dúvida, à depressão e ao desânimo.

(…)

Nós sofremos da psicopatologia que nos faz divinizar a história. Por isso os profetas são banalizados enquanto vivos e honrados depois de mortos. Mas quando mortos, eles são elevados a categorias mais excelentes do que as que são cabíveis na descrição da condição humana. Os salmos desmitificam os personagens sagrados, mostram-nos como eles sofreram dos mesmos sentimentos aos queis Elias e Tiago estavam sujeitos: medo, ira, inveja, ciúme, autopiedade, dúvida etc.”

Caio Fábio em No divã de Deus, pela Fonte Editorial

O Deus (in)visível (2)

3

No método irônico de Deus, o que consideramos desvantagens pode operar como vantagem, verdade que Jesus frisou em quase todas as histórias que contou e nos contatos humanos que fez. Destacou o bom samaritano, não os líderes religiosos privilegiados como exemplo de misericórdia. para seu primeiro missionário, escolheu outra samaritana, uma mulher com ficha de cinco casamentos desfeitos. Apontou para um soldado pagão como modelo de fé e tranformou um ganancioso cobrador de impostos chamado Zaqueu em um modelo de generosidade. Ao partir, transferiu seu mandato para um grupo de camponeses, quase todos incultos, dirigido pelo traidor Pedro. Cada uma dessas escolhas destaca a ironia da redenção

Autor: Philip Yancey, pág:272

PS: só uma observação pessoal, estava eu olhando aquele início de livro, onde ficam as datas de edição, informações tecnicas sabe? Aí, de repente, o que eu vejo? Revisão de provas: Judson Canto, Rosa M. Ferreira … e… Sérgio Pavarini! hehehe

o cara é um Mc Gayver!! hehe

Por que ler os clássicos

0

1. Os clássicos são aqueles livros dos quais, em geral, se ouve dizer: “Estou relendo… ” e nunca “Estou lendo… “
2. Dizem-se clássicos aqueles livros que constituem uma riqueza para quem os tenha lido e amado; mas constituem uma riqueza não menor para quem se reserva a sorte de lê-los pela primeira vez nas melhores condições para apreciá-los.
3. Os clássicos são livros que exercem uma influência particular quando se impõem como inesquecíveis e também quando se ocultam nas dobras da memória, mimetizando-se como
inconsciente coletivo ou individual.
4. Toda releitura de um clássico é uma leitura de descoberta como a primeira.
5. Toda primeira leitura de um clássico é na realidade uma releitura.
6. Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer.
7. Os clássicos são aqueles livros que chegam até nós trazendo consigo as marcas das leituras que precederam a nossa e atrás de si os traços que deixaram na cultura ou nas culturas que atravessaram (ou mais simplesmente na linguagem ou nos costumes.)
8. Um clássico é uma obra que provoca incessantemente uma nuvem de discursos criticos sobre si, mas continuamente as repele para longe.
9. Os clássicos são livros que, quanto mais pensamos conhecer por ouvir dizer, quando são lidos de fato mais se revelam novos, inesperados, inéditos.
10. Chama-se de clássico um livro que se configura como equivalente do universo, à semelhança dos antigos talismãs.
11. O “seu” clássico é aquele que não pode ser-lhe indiferente e que serve para definir a você próprio em relação e talvez em contraste com ele.
12. Um clássico é um livro que vem antes de outros clássicos; mas quem leu antes os outros e depois lê aquele, reconhece logo o seu lugar na genealogia.
13. É clássico aquilo que tende a relegar as atualidades à posição de barulho defundo, mas ao mesmo tempo não pode prescindir desse barulho de fundo.
14. É clássico aquilo que persiste como rumor mesmo onde predomina a atualidade mais incompatível.

Italo Calvino, em Por que ler os clássicos – Companhia das Letras.

Por que ler os clássicos

0

1. Os clássicos são aqueles livros dos quais, em geral, se ouve dizer: “Estou relendo… ” e nunca “Estou lendo… “
2. Dizem-se clássicos aqueles livros que constituem uma riqueza para quem os tenha lido e amado; mas constituem uma riqueza não menor para quem se reserva a sorte de lê-los pela primeira vez nas melhores condições para apreciá-los.
3. Os clássicos são livros que exercem uma influência particular quando se impõem como inesquecíveis e também quando se ocultam nas dobras da memória, mimetizando-se como
inconsciente coletivo ou individual.
4. Toda releitura de um clássico é uma leitura de descoberta como a primeira.
5. Toda primeira leitura de um clássico é na realidade uma releitura.
6. Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer.
7. Os clássicos são aqueles livros que chegam até nós trazendo consigo as marcas das leituras que precederam a nossa e atrás de si os traços que deixaram na cultura ou nas culturas que atravessaram (ou mais simplesmente na linguagem ou nos costumes.)
8. Um clássico é uma obra que provoca incessantemente uma nuvem de discursos criticos sobre si, mas continuamente as repele para longe.
9. Os clássicos são livros que, quanto mais pensamos conhecer por ouvir dizer, quando são lidos de fato mais se revelam novos, inesperados, inéditos.
10. Chama-se de clássico um livro que se configura como equivalente do universo, à semelhança dos antigos talismãs.
11. O “seu” clássico é aquele que não pode ser-lhe indiferente e que serve para definir a você próprio em relação e talvez em contraste com ele.
12. Um clássico é um livro que vem antes de outros clássicos; mas quem leu antes os outros e depois lê aquele, reconhece logo o seu lugar na genealogia.
13. É clássico aquilo que tende a relegar as atualidades à posição de barulho defundo, mas ao mesmo tempo não pode prescindir desse barulho de fundo.
14. É clássico aquilo que persiste como rumor mesmo onde predomina a atualidade mais incompatível.

Italo Calvino, em Por que ler os clássicos – Companhia das Letras.

Cristina Danuta's RSS Feed
Go to Top