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Fernanda Mendanha

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Escolas de MS vão testar ensino sem provas e aulas

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Publiado em UOL Educação.

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A Escola Waldemir Barros da Silva foi selecionada para participar do projeto-piloto

As aulas em duas escolas públicas de Mato Grosso do Sul não serão divididas por disciplinas. Os alunos também não terão provas e os professores serão orientadores de estudo. Saem as lições expositivas e entra o método de pesquisa, onde cada aluno avança de acordo com a sua velocidade de aprendizado.

“Os dados apresentados nas avaliações de larga escala, como o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), demonstram que o sistema de ensino não dá mais conta das necessidades de nossos estudantes e também da sociedade contemporânea”, diz a secretária de Estado de Educação, Maria Cecilia Amendola da Motta.

“Não teremos aulas e sim tempos de estudos, onde os estudantes serão orientados pelos professores das diversas áreas de conhecimento para o desenvolvimento de suas pesquisas e aprendizagens. A organização dos tempos de estudos será flexível, porém com o tempo delimitado de 8 horas diárias”, disse a secretária.

Segundo a pasta, os alunos vão partir de problemas para buscar soluções nos livros didáticos e demais materiais de estudo. Cada escola também vai desenvolver práticas e orientações de estudo de acordo com a demanda e as necessidades locais.
Quanto a forma de avaliação, a secretaria disse que “se dará sobre a produção diária do estudante, será contínua, diagnóstica, formativa e preventiva”.

Para testar o modelo, a Secretaria de Educação afirma que fez um levantamento prévio da estrutura física e dos recursos humanos (gestores e professores) das escolas de ensino médio da rede. Algumas escolas foram visitadas e duas foram selecionadas para a implantação da educação integral: a Waldemir Barros da Silva, no bairro das Moreninhas, e a Manoel Bonifácio Nunes da Cunha, no Jardim Tarumã.

O objetivo, diz a secretária, é que o modelo seja implantado em outras unidades que queiram fazer a mudança. “Essa implantação será um processo gradativo, pois, necessitamos proporcionar formação para toda a comunidade escolar”, afirma.

Críticas ao projeto

O modelo é inspirado na Escola da Ponte, do professor português José Pacheco, mas há quem critique a sua forma de implantação na rede estadual de MS. Seria necessário mais treinamento de professores, diretores e funcionários, e a adaptação de alunos que já vieram do ensino tradicional e deficiente pode ser complicada. É o que acredita a professora Angela Costa, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

“A proposta da Escola da Ponte é espetacular, eles estudam sozinhos, as crianças trabalham juntas, mas para implantar isso é um processo”, diz a professora. “Eu não acredito nessa proposta. Primeiro, o professor José Pacheco tinha que estar aqui, ele é o autor da metodologia. Ele vai orientar a implantação do projeto? Se não for, eu não acredito”, disse Costa.

Em MS, o projeto tem a supervisão do professor Pedro Demo, aposentado da UnB (Universidade de Brasília).

“Essa proposta exige muito estudo por parte do aluno, mas se o professor não tiver a formação adequada, não adianta”, afirma Costa. A secretaria diz que os professores das escolas selecionadas participam, desde outubro do ano passado, de capacitações virtuais e presenciais.

Outro ponto importante para a implantação da proposta, diz Costa, é que os alunos vêm de um ensino deficitário. “A criança vem de um ensino péssimo e, se vem mal do fundamental, a proposta não vai dar conta de resolver todos os problemas”. As duas escolas selecionadas para participar do projeto não alcançaram as notas médias em nenhuma das habilidades do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2015.

Em um ano, aluno vai da reprovação na 1ª fase ao 1º lugar em direito na USP

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Publicado em UOL

Quando estava prestes a terminar o 3º ano do ensino médio, João Vitor Silva Rodrigues fez o mesmo que muitos jovens: prestou o vestibular. No seu caso, a única escolha foi o curso de direito na USP (Universidade de Sâo Paulo).

O vestibular é dos concorridos e com fama de difícil, elaborado pela Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular). A lista de aprovados foi divulgada nesta terça (2).

Após uma vida de estudo em escolas públicas, João Vitor não tinha muita confiança em um bom desempenho.

Na primeira tentativa, a Fuvest 2015, ele fez 46 pontos e ficou longe da 2ª fase. Naquele ano, a nota de corte foi 58. Para a seleção de 2016, os candidatos tiveram que acertar 59 das 90 questões para ir à segunda fase. A concorrência foi de 24,47 candidatos por vaga.

Um ano depois, o jovem de 18 anos atingiu seu objetivo de ser aprovado para estudar no Largo São Francisco, casa do tradicional curso de direito da USP, no Centro de São Paulo. O “detalhe” é que ele passou em primeiro lugar.

Achei que tinha coisa errada
“[O primeiro lugar] foi uma surpresa. Quando vi no site, achei que tinha alguma coisa errada. Tirei uma foto e mandei para um professor confirmar para mim. Minha ficha ainda nem caiu”, afirmou o jovem.

A frustração do ano anterior fez João Vitor obter uma rotina e uma disciplina invejáveis. Não que fosse um mau aluno. Mas, a base que adquiriu nas escolas municipais de São Caetano, na Grande São Paulo, onde estudou toda sua vida não foram suficientes.

Por isso, a primeira atitude do jovem em 2015 foi tentar uma bolsa de estudos em um cursinho. Conseguiu apenas 30% e já achou a prova para conseguir o desconto difícil. Mesmo assim, não desanimou. Encarava, diariamente, uma hora de trem e metrô até o cursinho Poliedro, na Vila Mariana, em São Paulo.

No primeiro mês, estava perdido
Chegava por lá por volta das 6h20, tomava café, e começava a aula às 7h. Ficava sentado, prestando atenção em tudo, até às 12h40, almoçava pelas redondezas, e voltava ao cursinho, de onde só saía por volta das 20h, depois de uma maratona de exercícios e de ter todas as dúvidas sanadas pelos professores. Os livros para a Fuvest, ele lia na viagem de metrô e trem para casa.

Os primeiros meses foram complicados. João Vitor tinha clara noção de que estava defasado em relação aos colegas.

“Em fevereiro, comecei a estudar. Estava perdido. Não tinha ideia do que falavam na aula. A maioria dos colegas era de escola particular com mais bagagem do que eu”, contou.

“Em um mês, entrei no ritmo deles. Por meio dos simulados, eu via qual era meu nível. Eram provas específicas para a Fuvest. Nos primeiros, eu tirava média de 3, de zero a 10. Por fim, minha média era de 7 ou 7,5. Fui vendo meu crescimento e tendo uma ideia de pontos fracos e fortes”, completou.

Em junho, com a vida dedicada ao vestibular, João Vitor passou por um baque. Em um sábado de manhã cedo, quando ia a pé para a estação de trem, foi abordado por um assaltante que levou sua mochila e, consequentemente, todas as anotações feitas em sala de aula.

“Todas as minhas anotações, folhas, cadernos e rascunhos eu perdi. Desanimei bastante. Contei para os professores e eles me deram todo o apoio. Passei as férias de julho reescrevendo tudo com base nas fotos das folhas dos cadernos dos meus colegas”, relembrou.

Música também era uma opção
Por pouco, João Vitor não optou por outro curso. Durante oito anos, o jovem estudou música em uma instituição de sua cidade. Hoje, ele é violinista e toca em uma orquestra de São Caetano. Por isso, o curso de música por muito tempo foi uma opção.

“Desde a oitava série, eu tenho a vontade de estudar direito, mas sempre ficava no impasse com música. Agora, penso em me formar em direito, passar em um concurso público, obter uma certa estabilidade e, então, voltar a estudar música”, explicou.

Claro que a música não vai ficar de lado. Em 2015, por causa do vestibular, João Vitor teve de dar um tempo com a orquestra. Mas, agora, já avisou o maestro que vai dividir o violino e as apresentações com sua vida de estudante universitário.​

No AC, professor é processado após pedir que aluno ‘se esforçasse mais’

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Primeira decisão de juiz negou indenização a aluno, mas ele deve recorrer.
Professor nega que tenha dado zero a aluno e disse que deu nova chance.

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Publicado em G1

O aluno Idelson Pereira, que cursa biomedicina na Faculdade Meta (Fameta), entrou com um processo contra a instituição, alegando que foi prejudicado após receber uma nota zero na disciplina de toxicologia. O estudante afirma também que o professor o teria mandado estudar mais.

Ao G1, o professor Danilo Faustino negou que tenha dado zero ao aluno e disse que apenas deu uma nova chance para que ele se recuperasse.

Na segunda-feira (1) saiu a decisão do 2º Juizado Especial Cível da Comarca de Rio Branco, que julgou o pedido do aluno improcedente e negou a indenização ao estudante, que deve recorrer da decisão.

O aluno reconhece que durante a prova deu uma resposta incompleta, mas afirma que o professor não considerou nada do que ele respondeu e deu a ele uma nota zero. Idelson Pereira relata também que o professor havia se ausentado da faculdade por problemas pessoais e quando retornou passou vários trabalhos para concluir o período.

O professor rebate essa informação. Segundo ele, fez uma viagem programada, avisou à coordenação pedagógica e não ‘atropelou’ conteúdos em sala.

‘Não dei zero’, diz professor
O professor Faustino também nega que tenha dado nota zero ao aluno. Segundo ele, Pereira recebeu uma nota suficiente para fazer a prova final.

Porém, o estudante reclamou alegando que a nota estava errada, por isso, Faustino disse que ele deveria se esforçar mais, que poderia se recuperar no próximo exame. Mesmo assim, Pereira pediu para que a prova fosse corrigida por um outro professor, que deu a nota zero.

“Fiz tudo dentro da minha programação de aulas. Após as apresentações complementei alguns pontos. Com base nesse conteúdo foi feita a prova. Ele tirou uma nota abaixo de outros alunos, até porque em uma questão ele tentou responder tudo com apenas uma palavra. Disse que ele poderia estudar e se esforçar mais, apenas isso. Pedi para ele esperar, pois, após a entrega das provas, iríamos ver a questão da nota dele”, explica.

Faustino destaca que o aluno recebeu a oportunidade de refazer a prova, mas não quis. “Com a nota que dei, ele poderia refazer a prova, mas com o zero ele estaria automaticamente reprovado. Ele não foi desassistido pela faculdade, não aceitou fazer o exame, nem quando foi dada uma nova oportunidade aos alunos e ele foi incluído. Na conciliação, foi proposto que ele fizesse novamente a prova e ele não quis”, enfatiza.

‘Outros alunos não foram testemunhar com medo de represálias’, diz aluno
O aluno alega ainda que outros estudantes tiveram o mesmo problema que ele, mas preferiram não se manifestar.

“A questão de outros alunos estava igual a minha e ele deu nota cinco. Fui reclamar com ele dentro da sala ainda, o professor disse que eu não sabia de nada e me mandou estudar. Outros alunos tiveram problema e não foram testemunhar com medo de represália. Procurei a coordenação pedagógica e disseram que iam resolver o problema e nada. Procurei a coordenação do curso, mostrei a prova e nada. Por isso fui para a Justiça”, conta o aluno.

Em sua defesa, o professor disse que não houve nenhuma represália com qualquer um dos alunos. “Até onde sei, ocorreu que nenhum dos alunos quis testemunhar a favor, por não estarem de acordo com as atitudes do colega. Ao contrário, no dia da audiência, dois alunos foram para testemunhar a meu favor”, destaca.

Com a reprovação, Pereira deve pagar R$ 800 para cursar a disciplina novamente. “Nunca havia tido problemas com esse professor ou qualquer outro. Ele me deu a chance de fazer uma outra prova e eu não quis, pois não fiquei de recuperação, ele que me reprovou. Creio que a decisão dele foi pessoal, se ele fosse profissional isso não teria ocorrido”, finalizou.

Vitrine de Dilma, Ciência sem Fronteiras tem futuro incerto

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Publicado em Folha de S.Paulo

Lançado em agosto de 2011, o PNPG (Plano Nacional da Pós-Graduação) trazia um capítulo com diretrizes para enviar mais alunos ao exterior. Mas, apenas cinco meses depois, o governo federal lançou o Ciências sem Fronteiras, o que deixou o documento original defasado.

“Tivemos de rescrever totalmente o capítulo sobre internacionalização”, diz Jorge Luis Nicolas Audy, coordenador da comissão de acompanhamento do PNPG.

O trecho revisto, publicado em 2013, não traz metas claras, mas descreve que “o envio de estudantes para fora não é um luxo” e deve ser incentivado.

Em relatório de 2013, a comissão apontou que a internacionalização havia “evoluído acima das expectativas, mantendo coerência com as diretrizes do PNPG, fundamentalmente em função do lançamento pelo governo federal do programa Ciência sem Fronteiras.”

O programa de bolsas do governo federal tinha como o objetivo enviar, até 2014, 101 mil estudantes brasileiros ao exterior, 25% deles de mestrado ou doutorado –a meta foi atingida no ano passado.

Esses números representaram um salto no envio de alunos para fora do país. Em média, foram mais de 6.000 estudantes de pós no exterior em cada um dos quatro anos de vigência do Ciência sem Fronteiras.

Como comparação, o país enviou 3.741 alunos de pós a universidades estrangeiras em 2008 (último ano de referência para o PNPG).

O principal destino foram os Estados Unidos, que receberam mais de um terço do total de estudantes. De acordo com o último relatório anual “Open Doors” (“Portas Abertas”), do Instituto de Educação Internacional dos EUA, o Brasil foi o país que mais cresceu no envio de estudantes para aquele país.

FUTURO

Manter os bons resultados da internacionalização, porém, parece um objetivo difícil para os próximos anos.

Os cortes no orçamento do governo federal fizeram minguar o dinheiro disponível para bolsas. Aliado a isso, a alta do dólar deixou mais caro manter um aluno lá fora –quando o programa foi lançado, em 2011, a moeda americana valia aproximadamente R$ 1,85. Agora vale R$ 4.

Segundo avaliação da ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos), até 2014, havia um esforço enorme para internacionalizar os cursos de pós-graduação. Agora, ele está sendo reduzido drasticamente.

Com tudo isso, o Ciências sem Fronteiras está atualmente congelado.

A Folha apurou que o Ministério da Educação está mais preocupado em fechar as contas internas do que em lançar a segunda edição do programa, que voltou a ficar em segundo plano.

A redução no orçamento das universidades federais, por exemplo, foi tão profunda que muitas não conseguiram pagar contas de energia elétrica ou de limpeza no ano passado.

Alunos de Ciências Humanas são os menos confiantes, diz pesquisa

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Publicado em O Globo.

Estudantes de Ciências Políticas, Economia e Direito superestimam seu desempenho

Alunos responderam a perguntas de História - Free Images Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/alunos-de-ciencias-humanas-sao-os-menos-confiantes-diz-pesquisa-18572177#ixzz3yiqpZCA7 © 1996 - 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

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RIO — Estudantes de Ciências Políticas, Administração, Direito e Economia são mais confiantes do que seus colegas de outras áreas. A conclusão é de um estudo conduzido pelas universidades de Yake (EUA) e Lausanne (Suíça). O objetivo era determinar se haveria uma relação entre excesso de confiança e a escolha de uma carreira.

Os pesquisadores Jonathan Schulz e Christian Thöni aplicaram testes com 711 estudantes suíços. Os alunos deveriam responder a perguntas de História, como o ano em que ocorreram o acidente nuclear de Chernobyl (1986) e o primeiro voo do avião Concorde (1976). Foi analisado, então, o quanto chegaram perto das respostas corretas.

Em seguida, os alunos deveriam dizer o quão bem eles acharam que foram nos testes, em comparação aos colegas. A diferença entre a avaliação pessoal e a nota real equivalia ao nível de autoconfiança.

Os estudantes de Ciências Políticas foram os mais confiantes em seu próprio desempenho. Eles tiveram, em média, notas 1,4 ponto menores do que imaginavam. Em seguida vieram os estudantes de Direito, Administração e Economia.

Os alunos de Engenharia tiveram a avaliação pessoal mais próxima da realidade. Já os estudantes de Medicina e Ciências Naturais subestimaram seu desempenho.

Os estudantes de Ciências Humanas foram os menos confiantes em seus resultados. Suas notas foram 0,8 ponto maiores do que haviam calculado.

Os autores do estudo recomendaram cautela na interpretação dos resultados — todos os alunos que participaram do questionário ainda estão cursando o primeiro ano na universidade, então é difícil avaliar se o seu grau de confiança veio dos primeiros resultados no ensino superior ou de outras experiências. O levantamento foi publicado esta semana na revista “PLOS One”.

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