Com amor, a garota chamada Estrela
Pavarini

Pavarini

(7 comments, 1749 posts)

This user hasn't shared any profile information

Posts by Pavarini

Fé, devoção e 40 horas de fila: a saga dos fiéis e do padre Marcelo Rossi no Recife

0

Capital pernambucana foi a 12ª cidade do roteiro de lançamentos de “Philia”, em evento com oito horas de duração

Lançamento do terceiro livro do Padre Marcelo Rossi durou quase oito horas. Foto: Brenda Alcâtara/DP/D.A Press

Lançamento do terceiro livro do Padre Marcelo Rossi durou quase oito horas. Foto: Brenda Alcâtara/DP/D.A Press

Luiza Maia, no Diário de Pernambuco

A primeira fã chegou às 6h do dia anterior, improvisou uma cama e fez refeições ali mesmo, em frente à Livraria Cultura do Paço Alfândega. O padre Marcelo Rossi estava acordado desde as 3h. Em tarde de tanta fé quanto esforço físico, o religioso recebeu cerca de 5 mil pessoas no lançamento no Recife, ontem, do livro Philia, sobre 14 males da alma.

“Deus permitiu que eu passasse por uma depressão. Eu podia ter escondido. Mas se eu escondesse, não é o meu jeito de ser. Eu mostei para as pessoas a verdade: eu passei por uma depressão, mas eu venci e agora posso ajudar as pessoas a vencer também”, contou o autor, sobre a doença. “Cheguei ao ponto de a vida perder o colorido para mim”, diz ele. Philia, o terceiro livro dele, é inspirado na depressão e anorexia que o fizeram perder 60 quilos.

“Comi uma misturada”, brincou o pedreiro José Lopes, o segundo a chegar, junto com a irmã, atrás somente de Dona Osana, 33, moradora de Surubim. Os dois cederam lugar à senhorinha falante de 82 anos conhecida como Maria Alegria, que chegou às 8h da segunda, de carona com um vizinho. “É um lugar a que a gente vem e só encontra gente boa, amigos”, comemora ela, já no terceiro encontro com Rossi – foi a 10ª da fila em 2011, durante a sessão de autógrafos de Ágape, e visitou duas vezes o Santuário Mãe de Deus, em São Paulo.

Durante a manhã, guarda-chuvas coloriam a fila, que se estendia pelas ruas vizinhas, no Bairro do Recife, e abrigavam os fiéis do calor típico da cidade. Ali, enquanto esperavam, compartilhavam lanches, pães e bolos trazidos de casa ou comprados das dezenas de ambulantes que deixaram outros pontos da cidade para seguir o padre.

Onde há gente, há pipoca, manda a lei dos vendedores itinerantes. E é por isso que o pipoqueiro Jorge Luiz dos Santos, 45, deixou a Rua Nova para aproveitar o movimento em frente à livraria. Apurou mais que o dobro de um dia comum e abriu a gavetinha de alumínio para mostrar a conquista. Os irmãos, Pio e Ana, colegas de profissão, também estavam nos arredores. Outro que comemorava era Gilberto Costa, 64, “pipoqueiro desde que se entende por gente”. Aproveitou para comprar uma maçã do amor, comercializada na barraca da frente.

A tarde de autógrafos começou com uma Ave-Maria. “Ao trabalho”, disse o padre, logo concluída a oração. O cansaço daquele homem tão alto e magro era visível – antes de chegar ao local, às 14h30, ele já havia caminhado 10,5 km na orla de Boa Viagem (por isso acordou às 3h) e concedido três entrevistas. Nas primeiras duas horas e meia de evento, deu quatro pequenas pausas, para descansar, tomar café e energético. Numa delas, conversou rapidamente com o Viver.

Após as 17h, as assinaturas à mão foram substituídas por carimbos e bênçãos, acompanhados por fotografias, que serão disponibilizadas no site https://www.flickr.com/photos/globolivros/. A dupla de voluntários do Santuário Laerte e Antônio (o pai do padre, de 73 anos) marcava cada livro. Às vezes, pilhas de 10 exemplares.

Recife foi a 12ª cidade de 70 destinos previstos na travessia de aproximação com os leitores. Com Ágape, 60 eventos ajudaram a catapultar o livro ao topo dos mais vendidos, com 10 milhões de unidades. A turnê de Kairós (que não passou dos 2 milhões) passou por apenas 20 locais. Philia já vai em 900 mil.

Sentados no auditório da Livraria Cultura, os fiéis davam sinais de esgotamento físico. Alguns levavam pequenas cadeiras dobráveis, sacolas com alimentos. Outros carregavam os filhos, sobrinhos, netos. Até bebês. “Quando a gente consegue tocar uma criança, consegue tudo”, acredita o padre.

O pequeno Lucas, de 5 anos, foi um dos responsáveis por fazer valer a pena todo aquele esforço, diz o padre. O garoto acompanha as missas, aos domingos, e acredita que a bênção do padre pode ajudar no tratamento da Doença de Perths, que compromete os movimentos da perna. Ele mora em João Alfredo, no Agreste pernambucano, e foi trazido pelos pais, os agricultores Lucicleide e Justino Manuel.

A médica Henny Barreto, 80, se locomovia com ajuda de um andador, depois de sofrer um acidente na BR-101, mas estava lá. A doméstica Amara Gouveia, 32, queria pedir oração para o marido, que bebe muito, e para a filha, cardiopata, de apenas três meses – mas já abençoada pelo padre Marcelo. Maria de Lourdes, 61, sofre depressão desde criança. “Estou em cada capítulo”, confessou, com os olhos marejados, logo após conseguir o autógrafo.

Outras histórias ficaram perdidas, mas denunciadas pelos olhares cheios de devoção e paixão de cada um. São narrativas de dificuldades e superações. Mas, acima de tudo, de esperança, vindas de pessoas simples, de várias cidades pernambucanas e estados vizinhos. As primeiras palavras eram sempre de gratidão. E a bênção retribuía.

MEC cortará vagas no Pronatec e no Ciência sem Fronteiras

0

Ministério priorizará o investimento em creches e no ensino básico

Número de vagas no Pronatec diminuirá (Foto: Luiz Ackermann / Agência O Globo)

Número de vagas no Pronatec diminuirá (Foto: Luiz Ackermann / Agência O Globo)

Raphael Kapa, em O Globo

Com cortes em seu orçamento por causa do ajuste fiscal, o Ministério da Educação (MEC) já definiu alguns programas que serão afetados, e entre eles estão o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e o Ciência sem Fronteiras (CsF), que terão o número de vagas reduzidos em relação a 2014.

“As ofertas ainda serão definidas, mas quantitativamente serão em número inferior ao do ano passado”, informou a assessoria do MEC, em nota.

Sem informar de quanto será a redução, o ministério disse apenas que o tamanho dos cortes “será divulgado em breve”. Segundo a pasta, o ensino básico deve ser preservado ao máximo, com os cortes atingindo mais programas de ensino técnico e superior.

O ministério afirma ainda que as verbas de custeio, responsáveis pelos investimentos nas universidades federais e pagamentos de funcionários terceirizados, estão garantidas.

Desde o ano passado, o corte na educação fez com que universidades entrassem em crise por falta de remuneração de seus funcionários terceirizados. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a maior federal do país, suspendeu suas atividades devido à falta de serviços de limpeza, segurança e portaria. Alunos chegaram a ocupar a reitoria da instituição requisitando regularização dos pagamentos.

“O Ministério também atua no sentido de garantir os recursos de custeio necessários para o funcionamento das universidades e dos institutos federais”, informou o MEC.

O Pronatec foi um dos principais programas citados pela presidente Dilma Rousseff na campanha presidencial. O governo prometeu, no entanto, poupar dos cortes outro programa que foi também uma das bandeiras do governo na eleição: a criação de creches. Dilma prometeu construir mais 4 mil unidades em seu segundo mandato.

GASTOS ACIMA DO MÍNIMO

Além disso, outros serviços ligados à educação básica, como a merenda e o transporte, também não terão impactos com o ajuste fiscal, segundo o MEC.

“Programas como Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), além de merenda e transporte escolar, não receberam cortes em relação à Lei Orçamentária Anual (LOA), e ainda apresentaram aumento em relação ao empenhado no ano de 2015”, diz o ministério na nota.

O MEC afirmou ainda que, apesar dos cortes nos programas, o ajuste fiscal “preserva os programas e ações estruturantes e essenciais” da pasta e “mantém os gastos do ministério acima do mínimo constitucional”.

John Green vem ao Brasil em julho para divulgar filme

0

Escritor será acompanhado pelo ator Nat Wolff para lançamento de ‘Cidades de Papel’

O escritor John Green atende aos fãs em Nasville, nos Estados Unidos (Rick Diamond/Getty Images/VEJA)

O escritor John Green atende aos fãs em Nasville, nos Estados Unidos (Rick Diamond/Getty Images/VEJA)

Publicado na Veja on-line

O escritor americano John Green virá ao Brasil com o ator Nat Wolff para a divulgação do filme Cidades de Papel. Este é o segundo longa baseado em um livro de Green, que no ano passado se tornou sucesso de bilheteria com a adaptação de outro best-seller, A Culpa É das Estrelas. Os dois chegam ao país no início de julho – o filme está previsto para estrear por aqui no dia 9 de julho.

Wolff, que em A Culpa interpretou Isaac, um personagem coadjuvante, agora ocupa o papel do protagonista na pele de Quentin. Na trama, o rapaz alimenta uma paixão platônica por sua vizinha Margo (Cara Delevingne). Certo dia, a jovem aparece de surpresa em sua janela e pede ajuda para realizar uma série de vinganças. Na manhã seguinte, ela desaparece, mas deixa pistas para ser encontrada. Logo, Quentin parte em seu encalço.

Além de Cidades de Papel, outros livros de Green estão previstos para serem adaptados para o cinema. São eles Quem É Você Alasca?, o primeiro escrito pelo autor, em 2005, e Deixe a Neve Cair, parceria de Green com Maureen Johnson e Lauren Myracle, que recentemente teve os direitos adquiridos pela Universal.

2001, uma odisseia no espaço

0

Douglas Pereira, no Cafeína Literária

2001, uma odisseia no espaço
Arthur C. Clarke

Já comentei por aqui que gosto de literatura fantástica, desde que o livro mantenha uma perna dentro da realidade. Criar um mundo encantado ou inventar criaturas mágicas/místicas não é um salvo conduto para absurdos. Na literatura tudo é válido, mas é preciso levar o leitor com maestria até o seu mundo. Bem como setar regras coerentes que não ofendam a inteligência de quem lê.

O mesmo vale para ficção científica. Mesmo que o autor suponha falar do futuro e de toda a utopia (ou distopia) com a qual ele possa se parecer, tudo soará falso se as leis da física e da natureza não forem respeitadas.

2001_box

O livro 2001, Uma odisseia no espaço de Arthur C. Clarke, é um magnífico exemplo de livro que respeita as leis da realidade e, indo além, prediz o futuro, imaginando itens que vieram a existir de verdade. É aquele tipo de clássico que revoluciona e vira referência, e que dá origem a uma corrente de outras obras. Há até uma novela global em que existe um computador igualzinho ao HAL do filme, ambos baseados neste livro.

Aliás, falando no filme, decidi ler o livro justamente porque assisti novamente ao filme e, mesmo sendo muito bom, tinha um final… Vamos dizer… Esquisito. Busquei o livro então como uma forma de tentar entender o que Kubrick queria dizer e logo nas primeiras páginas me apaixonei.

A narrativa é dividida em três tomos (igual ao filme). Cada qual com seu núcleo de conflito próprio, mas ligados entre si pela premissa do monolito encontrado. A narração é em terceira pessoa, mas tende a ser indireta livre e não ao estilo demiúrgica. Cada tomo mantém o ponto de vista restrito ao do personagem em foco.

O autor demonstra alguns lampejos poéticos, mas o seu estilo pesa mais para o sóbrio, conferindo à obra um tom de seriedade que corrobora diretamente para manter a verossimilhança. Se ele tendesse demais ao lirismo, a ficção científica descambaria para a fantasia.

stanley-kubrick

Arthur C. Clarke e Stanley Kubrick no set (foto: http://hollywoodandallthat.com/)

Ele é tão meticuloso em montar sua previsão de futuro que peca um pouco pelo excesso de descrições. Suas explicações de como máquinas e dispositivos futuristas funcionam devem ter impressionado muito no tempo em que o livro foi escrito. Hoje em dia, o que impressiona é menos o dispositivo em si do que a forma muito assertiva com que ele deduz tecnologias que realmente vieram a existir. O que mostra um trabalho meticuloso de pesquisa e uma inteligência e imaginação muito acima da média.

No posfácio, o autor comenta um pouco sobre seu processo de criação e sua relação com Kubrick e Carl Sagan. Com essa dupla de amigos influenciando-o, era de se prever que o texto se tornaria uma obra prima.

Para os amantes da ciência, como eu, este livro abre uma janela por onde saltamos de braços abertos, flutuando num mar de divagações e imaginações. Entrou para meus top 10.

Ganha um merecido café vienense.
★★★★★

Editoras mais populares no Facebook (14)

0

facebookcover

Sérgio Pavarini

Que as redes sociais são altamente viciantes, ninguém tem dúvida. No entanto, há situações que envolvem riscos para terceiros e extrapolam o bom senso.

Pesquisa encomendada pela AT&T revelou que 27% dos motoristas norte-americanos com idade entre 16 e 65 anos disseram usar o Facebook ao volante. Alguns gravam vídeos (oi?) e outros tiram selfies no momento em que deveriam estar concentrados em dirigir.

De acordo com o Conselho Nacional de Segurança dos EUA, o número de acidentes com motoristas que estavam digitando responde atualmente por 6% do total. Lembrando o bordão, “para que tá feio”.

Vamos ao nosso ranking, Todas as editoras permaneceram estacionadas nas posições de abril, com exceção da Leya, que subiu uma posição e agora está em 12º lugar.

Mês que vem estamos de volta. :-)

 

Ranking Maio

.
1.   2.307.000 Chiado

2.      901.000 Intrínseca

3.      850.000 Saraiva

4.      670.000 Record

5.      531.000 Arqueiro

6.      476.000 Rocco

7.      442.000 Cia das Letras

8.      370.000 Darkside Books

9.      327.000 Novo Conceito

10.    251.000 Sextante

11.    209.000 Universo dos Livros

12.    197.000 Leya Brasil

13.    195.000 Impetus

14.    181.000 CPAD

15.    169.000 Suma de Letras

16.    163.000 Casa Publicadora

17.    153.000 Mundo Cristão

18.    141.000 Galera Record

19.    138.000 L&PM Editores

20.    119.000 Hagnos

ranking atualizado em 21/5

Pavarini's RSS Feed
Go to Top