Passageiro clandestino – Diário de vida
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Referência no mercado por livros de arte de luxo, Cosac Naify fecha as portas

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Antonio Gonçalves Filho, no Estadão

Quase 20 anos após seu nascimento, a editora Cosac Naify chega ao fim por decisão de seu fundador, o editor Charles Cosac. Ele comunicou seu fechamento em entrevista exclusiva ao Estado, nesta segunda-feira, 30, à tarde, em sua casa, justificando-o não por causa da crise econômica atual – que também pesou, mas nem tanto como as dificuldades em seguir adiante no caminho traçado por ele em 1996. “Só o meu desejo de que ela existisse não justificaria a manutenção da editora, cujos projetos culturais se encontram ameaçados neste momento”, resume. Com 1.600 títulos no catálogo, de clássicos como Tolstoi a monografias de artistas, passando por romancistas estrangeiros como Enrique Vila-Matas e Valter Hugo Mãe, a Cosac Naify surgiu como editora com o livro Barroco de Lírios, de Tunga, e vai encerrar sua história também com um livro do artista pernambucano, ainda em preparo.

Cosac comunicou nesta segunda-feira, 30, sua decisão aos funcionários da empresa, após conversar com seu sócio, o empresário norte-americano Michael Naify, que apoiou sua iniciativa. Em situação deficitária pelo alto investimento que demandam seus projetos editoriais, alguns com produção gráfica sofisticada e sem garantia de retorno financeiro, a Cosac Naify tentou, segundo seu fundador, criar fórmulas que cobrissem os prejuízos dessas edições especiais, mas a situação do mercado não ajudou. “Somos uma editora cult, cujos livros são destinados a professores acadêmicos e estudantes de arte, e não gostaria de ver nossa linha editorial desvirtuada”, justificou.

Uma dessas fórmulas foi criar coleções de literatura com obras que estão em domínio público, como as de Tolstoi, até hoje um dos best-sellers da editora. “Mas não queria fazer o que outras editoras já fazem.” Seu interesse inicial, como um editor que estudou e coleciona obras de arte, era produzir monografias para divulgar a produção contemporânea brasileira, como a mais recente, dedicada à artista carioca Elizabeth Jobim, lançada há um mês, cuja produção foi pessoalmente cuidada pelo editor.

“Eu vejo a editora se descaracterizando, se afastando daquilo que fez dela tão querida, e prefiro encerrar as atividades a buscar uma solução que possa comprometer seu passado”, diz, referindo-se a uma possível fusão com grupos editoriais poderosos, como tem sido frequente no mercado. Como exemplo de uma coleção difícil de ser considerada por editoras mais comerciais, ele cita a dedicada ao crítico Mário Pedrosa, que só teve três volumes lançados dos sete planejados com a obra crítica e ensaística daquele que é considerado uma referência da arte brasileira.

Cosac lembra que teve dificuldades para manter outras coleções, como as de Murilo Mendes e Jorge de Lima. Para publicar títulos de difícil consumo, ele tentou investir ainda mais nos clássicos de literatura, lançando recentemente as Novelas Exemplares de Cervantes, obras que, a exemplo dessa, poderiam, eventualmente, permitir a publicação de outras, de interesse restrito. “Como disse, não criei a editora para recauchutar obras em domínio público”, observa. “Quero que ela termine como começou, não gostaria que ela entrasse em decadência.”

Desde os primeiros anos da Cosac Naify, o editor valorizava a reimpressão de obras que considerava de interesse acadêmico, mesmo sem retorno financeiro. Publicou, por exemplo, os principais títulos de Lévi-Strauss e do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, mantendo-os em catálogo. No momento em que declara o fechamento da editora, ele afirma que pretende “perpetuar” de forma generosa essa tradição. “Não podemos deixar que esse legado morra e, naturalmente, vamos fazer o possível para que esses livros sejam publicados por outras casas editoriais.” Será como uma contribuição pessoal sua. “Não vou tentar dizer que essas séries são minhas”, adverte. “Não estou vendendo aquilo que a gente construiu.”

Quando Cosac fala no plural, ele está se referindo aos editores e colaboradores que contribuíram para o êxito da editora, cujos autores aparecem sempre nas listas dos principais prêmios literários do Brasil, entre eles o São Paulo de Literatura, que premiou ontem como melhor romance de 2014 o livro de Estevão Azevedo, Tempo de Espalhar Pedras, desbancando autores veteranos como Chico Buarque (leia mais na página C7). “Esse esforço não morre com o fechamento da editora, que não consegue viver da literatura que publica, apesar dos nomes que estão em nosso catálogo, como Zambra, Tabucchi e tantos outros.” Há exceções que, chegam a ser considerados best-sellers diante do fraco desempenho dos títulos de arte e arquitetura no mercado, edições luxuosas dirigidas a estudantes ou especialistas. Dois autores dos quais a editora lançou quase toda a obra são o espanhol Vila-Matas e o português Valter Hugo Mãe, amigo pessoal do editor, ambos com público cativo no Brasil

Cosac esclarece que pretende tratar cada caso individualmente ao encerrar as atividades da editora. “Cada livro é um livro e falaremos com cada autor”, adianta, valendo o mesmo para fornecedores e demais pessoas envolvidas no processo. A editora, que mantinha 110 pessoas em sua equipe no começo do ano, foi reduzida à metade com os cortes realizados por causa do ajuste à realidade do mercado. “Tínhamos uma estrutura caseira e a editora cresceu demais.” Ele diz que sempre deu liberdade aos editores, que não concordava com todos os títulos publicados, mas que incentiva projetos mesmo nesses casos. “Ela deixou essa estrutura caseira e se tornou acadêmica, sobretudo após a entrada do Augusto Massi, que criou escola.”

A editora não está em processo de falência, garante Cosac. “Do capital investido, cerca de R$ 70 milhões, nunca recebi um tostão de volta”, revela. Ao contrário. As perdas, diz, somam o dobro disso. “Mas não estou culpando ninguém, nem a Dilma nem a alta do dólar”, acrescenta. Apenas não se pode manter uma editora, segundo ele, vendendo meia dúzia de títulos como foi o caso da coleção de arte da Yale University, que lançou logo no início, quando não tinha experiência como editor, ou as edições experimentais, múltiplos de luxo numerados que não deram certo num país sem essa tradição.

“Para mim, o balanço foi positivo, pois conheci autores que não conhecia, publiquei outros que amava, como Goncharov, mas lamento não ter editado a obra de Bataille a Artaud.” Quem sabe alguém ainda o convença a fazer isso.

Escritor recebe mensagem aconselhando a fazer “stand up” durante palestra

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Rodrigo Casarin, no UOL

O escritor Rafael Gallo passou por uma situação bastante inusitada na noite de ontem, quinta-feira. A palestra sobre “viver de escrita” que ministrava na Bienal do Livro de Alagoas, que acontece em Maceió, pelo visto desagradou um grupo de jovens que não esperou a apresentação acabar para deixar o salão. Antes disso, no entanto, um deles Gallo-200x300entregou um bilhete ao autor de “Rebentar” e vencedor do Prêmio Sesc de 2011/2012. “Um pouco de stand up seria legal para te soltar mais no começo da palestra”, aconselhava a mensagem.

A inusitada dica evidentemente surpreendeu Rafael. “Eu falei um pouco sobre o universo profissional dos escritores, como funcionam as editoras grandes, as pequenas, quais são as possibilidades profissionais, as relações com agentes literários… Uma espécie de apresentação do mundo do lado de cá do balcão, para quem se interessa por escrever e quer publicar um livro, enfim. Quando recebi o bilhete fiquei um pouco desconcertado, mas agradeci e segui em frente”, lembra.

A mensagem deixada pelo jovem, no entanto, vai ao encontro de uma discussão recorrente no meio literário: qual é exatamente o papel do escritor na hora de divulgar sua obra? Além de escrever, quais outras habilidades ele precisa ter? Além de seus livros, o que mais as pessoas devem esperar de um autor?

“Achei muito engraçado porque essa é uma discussão que se vem tendo há tempos. Apesar de serem legais em vários aspectos, esses eventos têm esse lado de colocar o escritor em outro papel, o de falar com uma plateia, ser uma ‘atração’ de palco e ser julgado por isso, inclusive. Quase sempre que se fala nisso, menciona-se que estamos beirando nos tornarmos comediantes de stand up”, diz Rafael. “Dessa vez, alguém do público teve o pensamento contrário: em vez de achar que é um problema estar perto de fazer stand up, achou que o problema era não chegar a se tornar isso”, completa, rindo, o autor.

Bota-fora de livros da Editora Unesp em SP

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Promoção começou hoje (3/11), e se estende até o dia 14, incluindo sábados e domingo. Os descontos são de até 80%, com livros por R$ 5, R$ 10, R$ 20 e R$ 30.

Arquitetura, literatura e crítica literária, antropologia, sociologia, história, política, educação, comunicação, economia, artes, psicologia, medicina… São mais de 150 títulos nas mais variadas áreas do conhecimento, além de livros de interesse geral, com descontos de até 80%.

A promoção acontece apenas na Livraria Unesp, na Praça da Sé, 108, no Centro de São Paulo, no período de 3 a 14 de novembro. No período da campanha, a Livraria Unesp vai funcionar das 9h às 19h de segunda a sexta e das 9h às 15h, no sábado e domingo.

Para pagamentos acima de R$ 100 é possível parcelar em até 5 vezes no cartão de crédito.

Confira, a seguir, alguns dos títulos que estarão no Bota-fora (clique no nome da obra para conhecer detalhes):

Por R$ 5

Título Autor/Organizador Preço capa
A moral secreta do economista Albert O. Hirschman R$ 27,00
A saúde do homem em foco Romeu Gomes R$ 15,00
A vida em Jesus Cristo Jean-Yves Leloup R$ 20,00
Aborto, saúde e cidadania Regina Maria Barbosa e Wilza Vieira Vilela R$ 23,00
Atlântico Sul XXI Jonuel Gonçalves R$ 42,00
Contra os patrões, contra as oligarquias Richard Rorty R$ 20,00
Da Internet ao Grid Sergio F. Novaes e Eduardo de M. Gregores R$ 18,00
Energia nuclear: com fissões e fusões Diógenes Galetti e
Celso Lima
R$ 18,00
Natureza e ilustração: sobre o materialismo de Diderot Maria das Graças de Souza R$ 32,00
O crime ocidental Viviane Forrester R$ 38,00
O pensamento neoconservador
em política externa nos Estados Unidos
Carlos Gustavo Pogio Teixeira R$ 27,00
Os sertões de Euclides da Cunha José Leonardo do Nascimento R$ 30,00
Voltaire político Marcos Antonio Lopes R$ 28,00

 

Por R$ 10

Título Autor/Organizador Preço capa
A evolução do sexo John Maynard Smith R$ 32,00
A reunificação da Alemanha Luiz Alberto Moniz Bandeira R$ 47,00
A vida de José de Alencar Luiz Viana Filho R$ 55,00
Brasil em imagens Sílvia Maria Azevedo R$ 58,00
Brutalidade Jardim Christopher Dunn R$ 39,00
Cartas de Claudio Monteverdi Claudio Monteverdi R$ 30,00
Che Guevara Olivier  Besancenot e Michel Löwy R$ 26,00
Desenvolvimento para céticos Carlos Lopes e
Thomas Theisohn
R$ 55,00
Jornalismo público Danilo Rothberg R$ 38,00
Liberdade ou capitalismo Ulrich Beck R$ 38,00
Organização de dicionários Francisco da Silva Borba R$ 40,00
Os pincéis de Deus Oscar  D’Ambrosio R$ 55,00
Rubáiyát Omar Khayyám R$ 36,00
William Harvey e a descoberta da circulação do sangue Regina André Rebollo R$ 45,00

 

Por R$ 20

Título Autor / Organizador Preço capa
A ascensão do “resto” Alice H. Amsden R$ 60,00
A luta indígena no coração do Brasil Seth Garfield R$ 60,00
Computabilidade e lógica George S. Boolos R$ 65,00
História de São Paulo Colonial Maria Beatriz Nizza da Silva R$ 50,00
João Walter Toscano Rosa Camargo Artigas R$ 100,00
O cão do sertão Luiz Roncari R$ 44,00
O desenvolvimento da criança Dante Moreira Leite R$ 60,00
Os ferrões José do Patrocínio R$ 54,00
Repensando os trópicos Peter Burke R$ 65,00
Vivendo no fogo cruzado Maria Helena Moreira Alves R$ 46,00

 

Por R$ 30

Título Autor / Organizador Preço capa
A juventude de Machado de Assis Jean-Michel Massa R$ 75,00
Arte virtual Oliver Grau R$ 92,00
Charles Darwin – O poder do lugar  Janet Browne R$ 96,00
Charles Darwin – Viajando Janet Browne R$ 98,00
Machado de Assis – Crítica literária e textos diversos Silva Maria Azevedo
(Org.)
R$ 70,00
Negociações econômicas internacionais Luis Fernando Ayerbe (Org.) R$ 72,00
Obras Filosóficas – Berkeley George Berkeley R$ 65,00

 

 

Editoras mais populares do Twitter (46)

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twitter9Ranking Outubro

1.  122.000 Intrínseca @intrinseca

2.  119.000 Mundo Cristão @mundocristao

3.    97.400 Editora Rocco @editorarocco

4.    90.700 Companhia das Letras @cialetras

5.    64.800 Novo Conceito @Novo_Conceito

6.    63.800 Editora Saraiva @editorasaraiva

7.    62.600 Editora Gutenberg @Gutenberg_Ed

8.    56.600 Editora CPAD @EditoraCPAD

9.    56.500 Editoria Arqueiro @editoraarqueiro

10.  55.800 Galera Record @galerarecord

11.  50.200 Editora Record @editorarecord

12.  49.000 Editora Autêntica @Autentica_Ed

13.  46.500 Sextante @sextante

14.  44.400 Editora Leya @EditoraLeya

15.  39.800 Suma de Letras @Suma_BR

16.  37.700 Cosac Naify @cosacnaify

17.  35.300 Casa Publicadora @casapublicadora

18.  32.400 Editora Nemo @editoranemo

19.  29.600 L&PM Editores @LePM_Editores

20.  28.900 Editora RT @revtribunais

Ranking atualizado em 30/10

Concurso Cultural Literário (138)

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sophieSophie em Paris

 

SOPHIE É UMA JOVEM DE 17 ANOS QUE SABE MUITO BEM O QUE QUER DA VIDA… E TAMBÉM O QUE NÃO QUER!

Dona de uma beleza estonteante, a garota linda, alta e loira se vê pressionada por todos a seu redor a seguir a carreira de modelo; afinal, o que mais poderia querer uma garota tão deslumbrante como ela? Mas Sophie tem outros planos! Não são os holofotes do mundo da moda que a atraem, e sim os bastidores. O que ela realmente quer é ser estilista! Mas o destino tem suas ironias, e Sophie vê a sorte lhe sorrir de um modo que ela não esperava: com um curso de modelo… em Paris!

Embarque com Sophie nessa viagem de descobertas, aprendizado e amadurecimento; uma transição da juventude para a vida adulta recheada de bons momentos e de grandes escolhas que nos mostram que a realidade pode ser muito mais interessante do que ousamos imaginar!

***

Em parceria com a Gutenberg, vamos sortear 3 exemplares de “Sophie em Paris”, livro de Regina Drummond.

Para concorrer, responda na área de comentários

Em sua visão, por quais motivos Paris é considerada a “cidade do amor”?

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Para ficar sempre por dentro das novidades e promoções, sugerimos que curta as páginas dos envolvidos neste concurso cultural:

O resultado será divulgado dia 5/11 neste post.

Participe e divulgue!

 

Atenção para as ganhadoras!

Adriana Tavares, Mayane Boniolo e Julia Rigo.

 

Parabéns!

 

 

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