Tininha

Tininha

(6 comments, 2402 posts)

This user hasn't shared any profile information

Posts by Tininha

Quadrinista uruguaio faz ‘poesia gráfica’ com cotidiano

0

Douglas Gravas, na Folha de S.Paulo

Nos desenhos de Gervasio Troche, 37, maestros regem cruzamentos para controlar o trânsito de notas musicais, homens se equilibram na linha do horizonte —e não estranhe se uma árvore resolver brincar de balanço.

O uruguaio é integrante de uma safra de quadrinistas latino-americanos, como os argentinos Ricardo Liniers e Pablo “Kioskerman” Holmberg, que se preocupam em publicar obras mais autorais.

Ele lança no Brasil “Desenhos Invisíveis”, coletânea de quadrinhos publicados entre 2009 e 2012 em seu blog (portroche.blogspot.com).

1

O artista veio ao país para uma série de encontros viabilizados por meio de um financiamento coletivo criado pela editora no site Catarse.

Em 45 dias, mais de 300 pessoas contribuíram com um total de cerca de R$ 18 mil, para custear os eventos em quatro cidades. Ele já esteve em São Paulo e no Rio, estará em Curitiba nesta segunda (29), às 19h, na Itiban Comic Shop (av. Silva Jardim, 845; tel. 41-3232-5367) e no Recife, na quinta e na sexta (2 e 3).

Suas histórias não têm diálogo e muitas vezes se resolvem em uma imagem, como “poemas gráficos” que revelam perspectivas inusitadas e mais gentis do cotidiano.

“Nos desenhos, tento atingir alguém que pensa como eu, mas que não conheço. Acho que tento ser compreendido pelo outro, me inspirar naquilo que nos faz humanos”, diz Troche.

Filho de artistas militantes do grupo de esquerda Tupamaros, Troche nasceu na Argentina nos anos 1970, após seus pais deixarem o Uruguai, então sob uma ditadura que se arrastaria por quase 12 anos.

Ele passou a infância no México e na França, até a família voltar ao Uruguai, onde ele se naturalizou e ainda vive.

“Como era criança, amava todos os lugares em que vivi. Aquele exílio era dos meus pais. Pude entendê-los quando a família voltou para o Uruguai, perder raízes é difícil para qualquer um”, diz.

Exilada de olhares banais, sua obra capta profundidade em cenas singelas: o sol que se esconde debaixo da água após o poente, a sombra do astronauta refletindo o universo, a felicidade de se observar as estrelas.

“É difícil poder ver inteiramente o universo. Meus desenhos são como pequenos pontos de um mundo particular.”

DESENHOS INVISÍVEIS
AUTOR Gervásio Troche
EDITORA Lote 42
QUANTO R$ 29,90 (160 págs.)

1

O quadrinista uruguaio Gervasio Troche, que lança “Desenhos Invisíveis” / Manuel Gutierrez/Divulgação

2

3

4

5

6

7

8

John Green: o autor camarada

0

Autor de ‘A Culpa É das Estrelas’ mantém uma relação próxima com seus leitores através das redes sociais

John Green, autor de bestsellers para o público jovem (Foto: Divulgação)

John Green, autor de bestsellers para o público jovem (Foto: Divulgação)

Sarah Mund, na Monet

De um dia para o outro, parece que todo mundo é fã de John Green. Pessoas lêm seu livro nos transportes públicos, as livrarias expõe sua obra logo à entrada para facilitar quem entra em busca dos títulos e uma multidão chorou ao assistir ‘A Culpa É das Estrelas’ no cinema. E ainda assim o maior trunfo do autor é outro: a relação com seus leitores.

'A Culpa É das Estrelas' (Foto: Divulgação)

‘A Culpa É das Estrelas’ (Foto: Divulgação)

Tudo bem que a atuação de Shailene Woodley e Ansel Elgort do jovem casal desafortunado que se apaixona mesmo enfrentando a morte iminente catapultou os outros títulos de Green, como ‘Quem É Você, Alasca?’, ‘Cidades de Papel’ e ‘Deixe a Neve Cair’ – os três em diferentes estágios de produção para o cinema.

Mas independente disso, ele se tornou um dos principais representantes da nova onda literária comumente chamada de YA, sigla de Young Adult, ou jovem adulto em tradução livre. O público adolescente e no início da vida adulta são os grandes consumidores de literatura do momento, com a ajuda das redes sociais ser visto lendo um título faz parte de sua identidade – o que talvez explique por que a geração mais tecnológica até hoje continue preferindo o papel.

A grande sacade de Green foi saber se aproximar de seu público. Se quando alguém dessa faixa etária sente que ele realmente lhe entende ao ler suas histórias, é por que ele provavelmente entende mesmo. Extremamente acessível a seus fãs através de Tumblr, Instagram, Twitter, e um canal de vídeos, ele se tornou provavelmente um dos autores mais próximos de seus leitores. E isso é genial!

Livros de John Green (Foto: Divulgação)

Livros de John Green (Foto: Divulgação)

Confesso que demorei para entrar na febre John Green, e nem sei se de fato cheguei a pegá-la (até agora só li ‘A Culpa É das Estrelas’ e estou achando que o filme é mais hypado que o livro, mas enfim… isso pode mudar depois que me dedicar aos demais títulos). Mas uma rápida olhada em sua atuação nas redes sociais torna impossível continuar a ignorá-lo.

É difícil ver autores tão dedicados e divertidos. Não que isso seja algo crucial para ser bom escritor, mas para atingir esse público que vive tão imerso na realidade online, pode ser essencial para o sucesso e John Green achou (um)a fórmula.

Quem É Você, Alasca?
Looking For Alaska
John Greeen
229 páginas
Preço: R$ 29,90
Martins Fontes

Cidades de Papel
Paper Towns
John Green
368 páginas
R$ 29,90
Intrínseca

O Teorema Katherine
An Abundance of Katherines
John Green
304 páginas
R$ 29,90
Intrínseca

A Culpa É das Estrelas
The Fault In Our Stars
John Green
288 páginas
R$ 29,90
Intrínseca

Deixe a Neve Cair
Let It Snow
John Green,
Lauren Myracle e
Maureen Johnson
336 páginas
R$ 29,50
Rocco

Will & Will –
Um Nome, Um Destino

Will Grayson, Will Grayson
John Green e David Levithan
Tradução:
352 páginas
R$ 29
Galera Record

Artista carioca recria rostos famosos da literatura com máquina de escrever

0
Clarice Lispector pelas mãos – e dedos – de Álvaro Fraca

Clarice Lispector pelas mãos – e dedos – de Álvaro Fraca

Publicado por Glamurama

Os tipos de letra, as cores, a pressão feita da tecla no papel… Tudo isso imprimia personalidade em cada carta ou texto que saíam das antigas máquinas de escrever. Pois o artista carioca Álvaro Franca se apoderou desses detalhes para criar retratos de grandes personalidades da literatura usando teclas, tinta e papel. Álvaro Franca disse que escolheu seus autores favoritos para a série “Typewritten Portraits”, que ainda está em produção e que ele começou quando estudava na Cambridge School of Art, na Inglaterra. O resultado é impressionante. Confira abaixo!

1

Jose Saramago no retrato de Álvaro Franca / Créditos: Divulgação

2

Clarice Lispector no retrato de Álvaro Franca / Créditos: Divulgação

3

Charles Bukowski no retrato de Álvaro Franca / Créditos: Divulgação

4

Jack Kerouac no retrato de Álvaro Franca / Créditos: Divulgação

5

J. D. Salinger no retrato de Álvaro Franca / Créditos: Divulgação

6

Processo de criação do artista Álvaro Franca / Créditos: Divulgação

E veja também o vídeo do processo de criação do artista.

Há exatos 100 anos, Tolkien idealizou o mundo fantástico da Terra-Média

0

1

Ian Castelli, no Megacurioso

Há exato um século, em setembro de 1914, J. R. R. Tolkien teve os primeiros vislumbres do universo fantástico que criou em suas renomadas e principais obras, como “O Hobbit”, “O Senhor dos Anéis” e “O Silmarillion”, livros que encantaram pessoas por gerações e fascinam leitores do mundo todo até hoje.

Mesmo que Tolkien não pudesse prever o impacto que suas criações fantasiosas teriam no mundo real, ele fundamentou todas as suas criações mitológicas como se elas fossem verdadeiras – foram criados línguas, lendas, heróis e até mesmo poemas mitológicos. E foi justamente com os poemas que tudo teve início.

Aos 22 anos, durante o período da Primeira Guerra Mundial, o jovem Tolkien escreveu em Nottinghamshire um aparentemente despretensioso poema sobre um marinheiro estelar que navega em direção ao céu. Batizado de “The Voyage of Éarendel the Evening Star”, esse foi o primeiro texto do universo de Tolkien, que, posteriormente, foi adaptado às mitologias propostas pelo autor.

1

Nas frases de 1914, não encontramos referências aos hobbits, elfos ou ao poder do Um Anel, já que esses conceitos provavelmente não estavam na mente do jovem Tolkien. Porém, temos um rascunho de Eärendil, um personagem extremamente importante que foi pai de reis e detentor do poder da luz.

É possível que você se lembre de Eärendil em trechos do livro e dos filmes de “O Senhor dos Anéis”, já que o frasco de luz que Frodo possui e que o protege em Mordor provém do próprio marinheiro estelar Eärendil. Veja abaixo o texto original em inglês (não encontramos traduções livres para o português):

Éarendel sprang up from the Ocean’s cup
In the gloom of the mid-world’s rim;
From the door of Night as a ray of light
Leapt over the twilight brim,
And launching his bark like a silver spark
From the golden-fading sand;
Down the sunlit breath of Day’s fiery Death
He sped from Westerland.

1

Caso deseje saber mais sobre Éarendel, existem mais informações sobre ele no livro “Contos Inacabados”, Volume II, editado pelo filho do autor, Christopher Tolkien. Depois de escrever o poema de Éarendel (que posteriormente virou Eärendil), Tolkien começou um processo criativo que se estendeu por anos e que está presente em todas as suas obras. Com o amadurecimento desses conceitos, a Terra-Média foi criada por ele, assim como todas as suas criaturas, lendas e referências.

Inspirado por outros épicos clássicos nórdicos e germânicos, aos poucos as histórias que hoje já conhecemos tão bem ganharam as páginas – e depois, invadiram os cinemas também.

Coleção dedicada às crianças é iniciação no universo indígena

0

Em parceria com a Cosac Naify, a Vídeo nas Aldeias lança livros de uma série sobre lendas e a vida real dos índios

Bia Reis, no Estadão

Primeiro nasceram os filmes, feitos por índios cineastas dos povos panarás, que vivem em Mato Grosso e no Pará, ikpengs, em Mato Grosso, e wajãpis, no Amapá. Dos vídeos, desdobraram-se os livros, com as histórias adaptadas para crianças, em uma linguagem simples, parecida com o jeito de falar indígena, e recheadas de ilustrações. Os três filmes e livros compõem a coleção Um Dia na Aldeia, lançamento do Vídeo nas Aldeias com a editora Cosac Naify, que apresenta uma visão autêntica e realista dos primeiros habitantes do Brasil.

Os livros da série foram feitos a partir de filmes

Os livros da série foram feitos a partir de filmes

“A ideia é sensibilizar as crianças em relação a um universo que não conhecemos, que nos livros didáticos aparece de forma totalmente equivocada. Os índios não estão apenas em 1500, estão ao nosso lado, vivendo, se apropriando da nossa cultura, mas mantendo as suas. A questão indígena no País envolve desrespeito ao direito e muita violência. Isso também faz parte do que somos nós”, afirma a escritora e educadora Ana Carvalho, que integra a equipe do Vídeo nas Aldeias e assina a adaptação da história Depois do Ovo, a Guerra, feita com base no filme de Komoi Panará.

Neste livro, as crianças panará brincam de reviver a guerra de seu povo contra os txucarramães, seus antigos inimigos. Pintam o corpo, cortam seus cabelos e produzem as armas para celebrar a história.

Os outros dois livros – A História de Akykysia, o Dono da Caça e Das Crianças Ikpeng Para o Mundo – foram adaptados pela escritora, ilustradora e atriz Rita Carelli, que também fez os desenhos de toda a coleção. Na primeira obra, Rita conta a lenda dos índios wajãpis e do monstro Akykysia, que mora no buraco de um tronco de sumaúma. Na segunda, o foco é a vida em uma aldeia ikpeng. Por meio elas, o leitor conhecerá a casa do cacique, o hábito de tomar banho no rio e de comer frutas direto do pé, além de compreender como se dá a divisão de tarefas entre homens e mulheres.

Para fazer as ilustrações, Rita fez diversas oficinas de ilustração com as crianças indígenas. Levou papel, lápis e tinta e propôs que elas desenhassem. Curiosamente, conta, os índios optaram por cores fora da paleta tradicionalmente usada quando são retratados – eles ficaram fascinados com os tons mais fortes. Nos livros, Rita apostou em amarelos, vermelhos e verdes fechados.

“Também trabalhei muito com colagens, usei papéis de origami japonês. Quis brincar com a ideia de que a cultura indígena quase se aproxima da japonesa. Encontramos padrões semelhantes, quis provocar”, diz Rita. Os livros são bilíngues: em português e no idioma dos índios. A ideia é que eles também sejam lidos por eles. “Existe além do português no Brasil. Desta forma, os livros voltam para as aldeias e para as escolas indígenas diferenciadas. A tradição oral retorna em formato escrito”, afirma Ana. Para Vicent Carelli, diretor executivo do Vídeo nas Aldeias, como há escassez de material para os índios, a coleção poderá ser usada no processo de alfabetização das crianças indígenas.

Tininha's RSS Feed
Go to Top