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Milan Kundera e a era do vazio

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Milan Kundera voltou ao romance com um bem humorado exercício de sarcasmo sobre o triunfo da insignificância sobre a grandeza

Não sendo um dos melhores romances de Milan Kundera, não pode deixar de ser lido como “testamento literário”, uma divertida reflexão sobre o destino trágico do ser humano AFP

Não sendo um dos melhores romances de Milan Kundera, não pode deixar de ser lido como “testamento literário”, uma divertida reflexão sobre o destino trágico do ser humano AFP

José Riço Direitinho, no Público

Mais de uma dezena de anos depois do seu último romance (A Ignorância), o checo Milan Kundera (n. 1929) volta à ficção com uma fábula moral sobre a futilidade da vida nos nossos dias. A Festa da Insignificância não é, de modo algum, um romance apocalíptico ou com propósitos críticos, mas antes uma brincadeira séria e bem humorada sobre uma sociedade (em que “muita gente já não sabe quem foi Estaline”) que se transformou num teatro de marionetas – à semelhança do criado por uma das personagens – um exercício de sarcasmo sobre a época que vivemos. “De uma época da qual não restarão traços? Dos livros, dos quadros lançados no vazio? Da Europa, que já não será Europa? Das piadas de que já ninguém rirá?”

Em jeito de peça musical escrita em sete partes – como já acontecia em A Insustentável Leveza do Ser – Kundera vai fazendo neste romance variações sobre o mesmo tema, misturando a Paris de hoje com os fantasmas da União Soviética de Estaline, como um puzzle que vai sendo construído diante do leitor, a que não faltam uns traços de metaficção. Cinco amigos (Alain, Charles, Ramon, D’Ardelo e Caliban), numa deriva mais ou menos estéril, tentam dar sentido a uma existência vazia. O narrador vai contando, de maneira aparentemente desorganizada, encontros casuais dos amigos nas ruas, em festas, nas casas de cada um. Sempre em situações frívolas e em que a angústia é contada com frases triviais. Um deles, logo a abrir o romance, discorre sobre o umbigo, que segundo ele passou a ser o novo centro erótico feminino, em prejuízo das coxas, das nádegas e dos seios, mas que ao mesmo tempo invoca a maternidade (ele foi abandonado pela mãe em criança mas ainda mantém com ela diálogos imaginários). Outro, ao tomar conhecimento dos resultados das análises e de que não tem um cancro, decide mentir e dizer que a sua vida está por um fio. Outro ainda, um actor desempregado, Caliban – cujo nome lhe vem do ingénuo selvagem da peça A Tempestade, de Shakespeare – faz-se passar, nas festas em que trabalha com Charles, por paquistanês falando uma língua incompreensível apenas para troçar dos convidados. Charles, um dramaturgo e poeta que nunca escreveu nada, concebe um teatro de marionetas ao longo da narrativa que é visitada amiúde por fantasmas soviéticos. Ramon é um diletante que contempla as pessoas pela cidade, em especial as que fazem fila para uma famosa exposição da obra de Chagall. Todos eles são personagens à procura de uma marca de individualidade, da “ilusão da individualidade”, socorrendo-se do fingimento, de maneira desesperada, para adquirirem alguma espessura.

A Festa da Insignificância Autoria:Milan Kundera Trad. Inês Pedrosa Dom Quixote

A Festa da Insignificância
Autoria:Milan Kundera
Trad. Inês Pedrosa
Dom Quixote

A “leveza do ser” dá neste romance lugar à insignificância. Mas Kundera mantém vivos os três “pilares” sobre os quais construiu a sua obra: sexo, ironia e a falácia do poder. E é precisamente a ironia que mais se manifesta neste teatro de marionetas, de um acto em sete partes, em que um grupo de amigos se entrega a diálogos extravagantes onde surgem referências aos pensamentos de Hegel e de Schopenhauer, ao mesmo tempo que uma diva enche a boca de salmão e que uma valiosa garrafa de Armagnac, elevada numa espécie de altar, se parte, ou ainda às recorrentes caricaturas de Estaline e das suas reuniões no poltiburo (sobretudo a sua relação com o apagado Kalinine, que pela sua insignificância ficou imortalizado no nome da cidade de Kaliningrado, antes Königsberg) que são capazes de deitar por terra qualquer desejo de utopia.

O caminho das personagens para se reconciliarem com a insignificância, pois “ela é a chave da sabedoria”, é o humor que lhes chega do fingimento. “A insignificância, meu amigo, é a essência da existência. Está connosco sempre e em toda a parte. Está presente mesmo onde ninguém a quer ver: nos horrores, nas lutas sangrentas, nas piores infelicidades. Exige-se-nos muitas vezes coragem para a reconhecer em condições tão dramáticas e para a chamar pelo nome.” Para Milan Kundera, por detrás de toda a ironia, o nosso tempo caracteriza-se pelo triunfo da insignificância sobre a grandeza, mas há também nisso uma certa transcendência (com leveza, é certo) do trivial.

O romance termina com uma das cenas mais metafóricas de toda a narrativa: no jardim do Luxemburgo, um homem “com grandes bigodes, vestido com uma velha parka usada, uma comprida espingarda de caça pendurada no ombro”, acaba por disparar contra uma estátua de uma rainha de França, arrancando-lhe o nariz, para impor a sua vontade a um pobre homem de que não se podia urinar no jardim. Todos os que assistem riem. Aquele homem, “um sedutor de aldeia”, neste teatro de marionetas, é Estaline. A gravidade da História deu nos nossos dias lugar à impostura, à fácil leveza desprovida de significado.

Não sendo um dos melhores romances de Milan Kundera, A Festa da Insignificância não pode deixar de ser lido como uma espécie de “testamento literário”, uma divertida reflexão sobre o destino trágico do ser humano.

Os livros que muito poucos conseguem terminar

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O autor Nick Hornby propõe queimar os livros que se leem por pura pose

CORDON PRESS

CORDON PRESS

Miqui Otero, no El País

No último festival literário de Cheltenham, o romancista britânico Nick Hornby encorajava as pessoas a queimar em uma fogueira os livros complicados. A não insistir nesse romance que se instala na mesinha de cabeceira como um parasita porque seu leitor é incapaz de lê-lo, mas não quer admitir sua derrota. “Cada vez que continuamos lendo sem vontade reforçamos a ideia de que ler é uma obrigação e ver televisão é um prazer”, afirmava, em um elogio da leitura como atividade hedonista.

Depois que Hornby expressou essa posição, muitos fóruns discutiram quais títulos são os mais indigestos, em mais uma versão do eterno debate sobre se as pessoas leem obras complicadas para poder dizer que as leram, não pelo prazer de lê-las. Alguns levam essa ideia longe demais. O romancista britânico Kingsley Amis disse em seus anos de maturidade que a partir de então, com pouco tempo de vida pela frente, só leria “romances que começam com a frase: ‘Escutou-se um disparo’”. Talvez o pai de Martin Amis tenha exagerado (as memórias de seu filho, nas quais tanto o ataca, têm quase 500 páginas), mas são muitos os que opinam que “a vida é muito curta para ler livros muito compridos”. Eis aqui uma lista de volumes que carregam o estigma (frequentemente injusto) de ser impossível terminar de ler.

a vida é muito curta para ler livros muito compridos

1.- O Arco-Íris da Gravidade, de Thomas Pynchon

No episódio A Pequena Garota no “Big Ten”, da 13ª temporada de Os Simpsons, a pequena Lisa quer se fazer passar por estudante universitária. Em uma cena, bisbilhota o armário de uma estudante e descobre este grande romance. A conversa das duas é a seguinte: “Você está lendo O Arco-Íris da Gravidade?”, pergunta-lhe a pequena Simpson. “Bom, estou relendo”, responde a estudante. A brincadeira, e o fato de que apareça nessa série, resume até que ponto esse e outros romances do autor mais misterioso da literatura americana alcançaram o status de literatura ilegível. Não para todos, claro. É famoso o caso do professor George Lavine, que cancelou suas aulas para se recolher durante três longos meses de 1973 com o único objetivo de devorá-lo. Quando saiu de sua reclusão, afirmou que Pynchon era o melhor que havia acontecido para as letras americanas do século XX.

2.- Crime e Castigo, de Fiodor Dostoievski

Não adianta muito que se possa ler como um thriller psicológico e torturado que não se resolve até o último parágrafo. Talvez por seu título, que alguns consideram aplicável ao que representa sua escritura e sua leitura, poucos se atrevem a criticar os delírios de Raskolnikov, ou os abandonam na sexta manifestação de tormento.

3.- Guerra e Paz, de Leon Tolstói

Outro exemplo da literatura russa, que se costuma colocar neste tipo de lista com piadas como: “Lamentavelmente, não cheguei nem ao primeiro disparo da guerra”. Embora muitos o considerem uma leitura trepidante ambientada durante a invasão napoleônica da Mãe Rússia, eles prefeririam ver a versão cinematográfica. Carrega o estigma recorrente de que ler para os russos é complicado e mais cansativo que escalar algum pico dos Urais. Seu autor o escreveu convalescendo, depois de quebrar um braço ao cair de um cavalo. Alguns leitores declaram, neste tipo de debate, ter se sentido assim durante sua leitura.

4.- Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

Outro romance que esconde pistas em seu título. Alguns leitores terminam de lê-lo pelo primeiro elemento, por orgulho, enquanto outros nem se aproximam dele por causa do segundo, por puro preconceito. É um festival de murmúrios e vaivéns românticos, inclusive cômicos, mas o leitor contemporâneo frequentemente se cansa das tensões sexuais que celebra, entretanto, nas comédias da televisão. Esse leitor pouco paciente não é o único. O gênio Mark Twain chegou a declarar: “Cada vez que leio Orgulho e Preconceito, tenho vontade de desenterrar [a autora] e golpeá-la no crânio com sua própria tíbia”.

5.- A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristram Shandy, de Laurence Sterne

Foi publicado por volumes durante oito anos. O autor morreu antes que se publicasse como romance; de fato, muitos especialistas consideram a obra inacabada depois de tantas páginas. O livro pretende ser a autobiografia do narrador, que se perde em digressões e rodeios infinitos e hilários, mas não adequados para todos os gostos. É uma peça fundamental da narrativa moderna e cômica, mas o fato de que o protagonista não nasça até o terceiro volume não ajuda muita gente a aguentar manter o livro nas mãos. Talvez prefiram a adaptação de Michael Winterbottom, embora seja uma adaptação pouco fiel, como não poderia deixar de ser.

6.- A Divina Comédia, de Dante

O poema escrito por Dante Alighieri no século XIV pertence ao grupo dos que talvez enganem o leitor desprevinido pelo título. Crucial na superação do pensamento medieval e ácido como um limão nos olhos graças aos comentários sobre sua época, foi até adaptado em um monólogo por Richard Pryor. No entanto, muitos ficam na primeira parte (intitulada Inferno) ou não passam pela segunda, o Purgatório, e muito menos terminam a última, batizada de Paraíso.

7.- Moby Dick, de Herman Melville

Se o protagonista de outro relato deste autor, Bartleby, o Escrivão – esse advogado nova-iorquino entediado, entre outras coisas, com seu trabalho – diz aquilo de “Preferiria não fazer isso”, muitos leitores adotam essa frase quando encaram o romance definitivo de Melville. Não compartilham a obsessão cega do Capitão Ahab por caçar a baleia e se enjoam com a primeira tormenta em alto mar. Não estão sozinhos, apesar da legião de fãs que realmente vibram com o livro. Em uma recente reedição em castelhano desta obra, o autor do prólogo inclui uma saborosa curiosidade. O músico Moby (sim, aquele que faz canções que saem em oitenta anúncios) admite que, embora tenha adotado esse pseudônimo, jamais terminou de ler o romance porque lhe parece “muito longo”. Uma pista: esse músico calvo se chama, na verdade, Richard Melville. Seu tio-bisavô é o consagradíssimo autor.

8.- Paradiso, de José Lezama Lima

As mais de 600 páginas desta espécie de romance de aprendizagem, exuberante em sua prosa como uma árvore repleta de frutos, são um inferno para muitos leitores. Muitos resolvem abordar a formação do poeta José Cemí aconselhados por Julio Cortázar, um autor fundamental para muitos adolescentes, do qual tentam devorar todas suas pistas, mas a linguagem personalíssima e o longo alcance afugentam uma altíssima porcentagem do público de um dos principais romances em castelhano do século XX. É mais curioso ainda quando se sabe que o autor é cubano, já que os cubanos geralmente são pouco dados a introspecções. Na narrativa latino-americana, apesar do recente culto global a Roberto Bolaño, também se costuma brincar com 2.666, do escritor chileno, que não alcança esse número de páginas, mas tem mais de mil.

9.- As Aventuras do Bom Soldado Svejk, de Jaroslav Hasek / Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes

O mesmo bufo de tédio e desinteresse nas salas de aula checas e espanholas. E o pior é que ambos são emitidos pela obrigação de ler dois dos romances mais divertidos e delirantes da história. Duas histórias pitorescas com dois anti-heróis absolutamente inesquecíveis que carregam o problema de ser o clássico mais aplaudido de ambos os países. Seu problema? Obrigar alunos imberbes com os feromônios disparados a mergulhar em suas numerosíssimas páginas para transformá-los em “um livro de La Mancha – ou de Praga – do qual não quero me lembrar”. No entanto, quando lidos mais tarde, são mais viciantes que um saquinho de pipocas ou que a série de TV com maior audiência.

10.- A Piada Infinita, de David Forster Wallace

É curioso que um romance que trata, entre outras coisas, do vício e do colapso da cultura do entretenimento desanime tantas pessoas. Suas mais de mil páginas – centenas delas são notas de rodapé – o convertem em um dos livros pós-modernos fundamentais na história da literatura, mas também fazem com que muitos acreditem que seu depressivo autor, que acabou se suicidando, tenha escrito, efetivamente, uma espécie de piada infinita sem graça. Os leitores atuais traçam uma linha no chão e formam dois grupos: aquele dos que amam o livro e aquele dos que o odeiam.

Como seriam o perfil no Instagram de 6 grandes escritores mortos

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Diego Santos, no Literatortura

Antes das redes sociais da internet, a vida dos escritores só aparecia em jornais, na TV ou quem sabe em alguma biografia.

Hoje, os fãs não apenas podem saber do dia-a-dia de seus ídolos, como também tem uma facilidade muito maior pra poder conversar e interagir com seus escritores favoritos.

Pena que alguns grandes gênios da literatura já se foram. Mas…

Como seria se alguns deles estivessem nas redes sociais?

Ou melhor, como seria se alguns escritores estivessem no Instagram.

O site Dito pelo Maldito fez algumas montagens e imaginou o caso.

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John Fante

Um cara que passou grande parte da vida preocupado com as possíveis críticas a sua obra, mesmo que desnecessário. Pelo seu estilo recluso, provavelmente passaria a maior parte do tempo postando fotos caseiras com seu animal de estimação.

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Bukowski

Ha! O velho Buk com certeza, e com cerveja, iria revolucionar as jocosas fotos de pratos de comida. Em vez de fazer publicidade grátis de restaurantes, o perfil desse cara daria é prejuízo pra revista Playboy!

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Hilda Hilst

Hildinha para os íntimos. A nada comportada dama da literatura nacional sempre cultivou um estilo blasé, e não creio que perderia muito tempo conectada. Suas postagens seriam poucas, espaçadas entre si, mas super aguardada pelos seus fiéis seguidores.

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Jack Kerouac

Para um escritor que baseou a maior parte de sua obra em suas viagens e loucuras com o pé na estrada, nada mais justo do que incluir a hashtag#partiu em suas postagens sempre que ele sair em busca de uma nova aventura literária.

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Jean Paul Sartre

Para um Nobel de literatura, um perfil mais requintado e cheio de registros de encontros com personalidades históricas na mais pacata intimidade. Como é o caso da foto acima.

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Nelson Rodrigues

O anjo pornográfico era mestre nas frases de efeito e respostas mal criadas, gostaria muito que ele tivesse vivido tempo suficiente para ter chegado até a facilidade de associar imagens com suas palavras polêmicas.

*As imagens e os comentários foram extraídas do site “Dito pelo Maldito”.

Bispo invade o Olimpo

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Livros religiosos em destaque na lista dessa semana e Companhia das Letras em segundo lugar no ranking das editoras

Cassia Carrenho, no PublishNews

Nada a perder v.3, do bispo Edir Macedo (Planeta) chega a lista prometendo o mesmo sucesso de vendas dos volumes anteriores. Em 2012, Nada a perder v2 foi o livro mais vendido na lista anual, com 849.600 exemplares. O terceiro volume vendeu 36.350 exemplares na estreia nessa semana, passando Sangue do Olimpo (Intrínseca), que vendeu 13.575. Pelo visto o livro do Bispo vai render números tão grande quanto os dízimos da sua igreja…

Falando em igreja, os livros religiosos, ou sobre o tema, fizeram sucesso nessa semana. Aparecida (Globo) pulou do sétimo para o quinto lugar na lista geral com 6.354 exemplares e dois livros apareceram na lista de autoajuda: O amigo Jesus (Intelítera) e O que sou sem Jesus? (Loyola).

No ranking das editoras, o destaque foi a Companhia das Letras, que passou de quarto para vice colocada, com 12. Apenas um livro a menos da primeira colocada, Intrínseca, com 13. Em terceiro, completando a trindade, Sextante, com 11.

Se a briga pelas primeiras posições está apertada, na quinta posição tivemos o empate de cinco editoras, cada uma com cinco títulos: Gente, Globo, Record, Santillana e Saraiva.

Livros didáticos são jogados em vala de lixão no distrito de Colina Verde, RO

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Descarte aconteceu no último domingo, 19, e revoltou moradores.
Comissão de investigação do caso foi instaurada pela Seduc.

Livros didáticos foram descartados em lixão no distrito de Colina Verde (Foto: Fred Barbosa/ RO463)

Livros didáticos foram descartados em lixão no distrito de Colina Verde (Foto: Fred Barbosa/ RO463)

Eliete Marques e Franciele do Vale, no G1

Moradores do distrito de Colina Verde, do município de Governador Jorge Teixeira (RO), a 370 quilômetros de Porto Velho, denunciaram o descarte de centenas de livros didáticos no lixão da região. Conforme os denunciantes, os materiais foram despejados no último domingo (19) por um caminhão da prefeitura. A Secretaria Municipal de Educação (Semed) nega que o material seja do município e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) diz que está investigando se pertenciam a Escola Estadual Cláudio Manoel da Costa.

O roceiro Ivan de Souza, de 37 anos, conta que ficou indignado e resolveu denunciar o caso. Ele diz que descobriu os livros por acaso, quando passava pelo local e afirma que os livros foram jogados por um caminhão da prefeitura de Governador Jorge Teixeira. “É uma coisa que não dá para gente aceitar. Quantas pessoas estão precisando de um livro. Estão jogando o futuro de milhares de crianças no lixo. Espero que seja tomada uma providência rigorosa sobre isso”, enfatiza.

A secretária da Semed, Daniele Cupertino, afirma que o material didático não pertence à rede municipal de ensino. Alguns dos livros apresentam carimbo da Escola Estadual Cláudio Manoel da Costa, localizada em Colina Verde. O vice-diretor da escola, Deiverson Mendes de Paula, confirmou ao G1 que os livros jogados no lixão do distrito pertenciam a unidade de ensino e foram descartados após um mutirão de limpeza realizado na escola. Ele garante que todos os materiais descartados estavam ultrapassados e em desacordo com a nova ortografia da língua portuguesa.

Materiais foram descartados após multirão (Foto: Fred Barbosa/ RO463)

Materiais foram descartados após multirão
(Foto: Fred Barbosa/ RO463)

Apesar da confirmação do vice-diretor, a coordenadora pedagógica da Coordenadoria Regional de Educação da Seduc, em Jaru (RO), Dercília Antônia, informou que após o conhecimento do corrido, foi instaurado uma comissão para investigar se de fato os livros pertencem à escola Estadual Cláudio Manoel da Costa.

Segundo a coordenadora, com a confirmação serão tomadas as providências cabíveis sobre o caso. Dercília asseverou que o descarte foi incorreto, independente de quem tenha o feito. Ela informou que há uma portaria que define normas descartar livros em desuso, como catalogar os materiais, doar, incinerar, dentre outras.

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