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Tininha

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E se você fosse o escritor no Big Brother Brasil 15?

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Gustavo Magnani, no Literatortura

Uma das notícias que correu a terça-feira era a de que um escritor fará parte do BBB15.

Adrilles, escritor (pelo pouco que li sobre, ele escreve mais versos e não exclusivamente prosa. escreveu poemas pra uma modelo plus size, segundo algum site de fofocas – que, inclusive, mostrou prints duma conversa de whatsapp e, por ali, ficou um pouco claro que adrilles, ao menos ali, soa como um escritor motivacional ou algo do tipo [isso não é um juízo de valor, apenas uma observação]. Ele ainda não publicou nenhum livro – panorama que deverá mudar em pouco tempo. É leitor dum filósofo que faz sucesso na internet falando um monte de groselhas e deverá ser o “oráculo intelectual” da casa, como acontece sempre quando alguém tem uma profissão que, supostamente, lhe dá vantagem intelectual. Uma besteira de senso comum.

Não consegui nada escrito dele, a não ser essa foto:

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Mas, o artigo não foi pensado para falar de Adrilles, necessariamente. Se você fosse (se voccê é) um escritor, aceitaria o convite para o BBB?

De pontos positivos, temos a óbvia publicação.

Se jogasse o jogo direito, sairia por qualquer uma das grandes editoras.

Você teria visibilidade, seria notícia em basicamente qualquer jornal pelos próximos 12 meses, ao lançar seu livro.

Conseguiria várias entrevistas, matérias – desde sites especializados a revistas destinadas ao dia-a-dia de famosos.

Poderia, inclusive, escrever um livro sobre o ponto de vista de DENTRO do Big Brother, coisa que ninguém ainda fez no Brasil (ou no mundo, não sei)

Possivelmente, sua tiragem inicial passaria da casa dos 10 mil exemplares. Em termos de Brasil, algo ótimo. A média é 2~3 mil.

Isso tudo sendo um dos candidatos medianos, que não possuem tanto destaque.

Imagina sendo um dos queridinhos do público – ou da globo.

E aí vem o problema: saber jogar o jogo das aparências. Alguns escritores não têm saco pra isso. Você teria? A nova geração de escritores está acostumada com exposição, redes sociais e esse é um fator menos preocupante.

Ainda assim, são 24 horas do dia e não uma foto no instagram por dia.

O fator negativo, obviamente, é a exposição gigantesca e inimaginável.

Existe, também, o risco de você ficar marcado como “o escritor do BBB”, caso sua obra não seja de muita relevância.

Dito isso, fator que varia entre positivo e negativo: a qualidade da obra. Tudo vai depender do quão bom você (ou seu editor) é.

Se o indivíduo é um ótimo escritor e uma pessoa que consegue se relacionar e se expor bem, não vejo motivos para não participar.

Se o indivíduo é um péssimo escritor e uma pessoa que consegue se relacionar e se expor bem, vejo ainda mais motivos para participar – afinal, se ele escreve mal, é a melhor chance de fazer sucesso.

Agora, se ele é um escritor recluso etc etc, obviamente, não valeria a pena.

Pesando prós e contras e não apenas em termos de carreira, mas também de experiência pessoal – ao qual eu acho bastante interessante -, eu toparia. Pensaria bem, hesitaria – pra criar um conflito básico, como em qualquer boa história – mas, ao final, acabaria aceitando. E vocês?

p.s: entendo completamente quem diria não.

Os ecos dos protestos de junho de 2013 em livro e debate

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Obra traz ideias ainda em formação de nomes como Paulo Mendes da Rocha, Hans Ulrich Gumbrecht, Gilberto Gil e Fausto Fawcett

Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

Quando o brasileiro saiu às ruas para protestar contra o aumento da tarifa de ônibus e contra tantas outras insatisfações em junho de 2013, Natasha Felizi, pesquisadora do Portal Panfletos da Nova Era, e João Paulo Reyes, ativista formado em audiovisual, tiveram que assistir de casa porque esperavam o nascimento da filha. Mas isso não bastava. “Nervosos com essa situação, decidimos produzir um pequeno jornal com textos publicados na internet que estávamos lendo”, conta Reys. Eles então acionaram a artista Maria Borba, que pediria ajuda a uma amiga do mercado editorial para imprimir o material.

Manifestação do Movimento Passe Livre em São Paulo, realizada em 17 de junho

Manifestação do Movimento Passe Livre em São Paulo, realizada em 17 de junho

Chegaram à Rocco, e a editora, que já queria publicar um livro ali, no calor da hora, com textos de intelectuais de peso, convidou o trio para organizar essa obra. Brasil em Movimento – Reflexões a Partir dos Protestos de Junho é o resultado de meses de entrevistas e contato com nomes divers0s – de Davi Kopenawa a Fausto Fawcett, de Gilberto Gil a Hans Ulrich Gumbrecht. Um debate nesta quinta-feira, dia 15, às 19 horas, na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915), com Lucio Gregori, Raquel Rolnik e Paulo Mendes da Rocha – três dos mais de 30 autores do livro – marcará o lançamento em São Paulo. A ideia não é falar da obra em si, mas, como explica Maria Borba, continuar pensando o Brasil. “Este pensamento e movimento não terminam nunca, são constantes e precisam estar sempre em transformação. A luta continua”, diz.

Trata-se de um livro datado, como os próprios organizadores colocam na apresentação, e João Paulo Reyes justifica sua publicação agora, um ano e meio depois: “Junho foi um momento de importância histórica para o País e deveria ser documentado. É uma maneira de retratar o que as pessoas estavam pensando naquele momento, e transportar essas reflexões no tempo pelo livro, que é uma mídia que alcança o futuro”. Para Maria, o objetivo é apresentar um conjunto de pensamentos abertos, em desenvolvimento – em forma de texto, entrevista e trabalho artístico, e não produzir uma análise. “Uma abertura necessária no sentido de nos permitir acompanhar o movimento de um país”, comenta.

Uma cronologia dos protestos, iniciada com a manifestação em Porto Alegre, no dia 27 de março, contra o aumento da passagem de ônibus e encerrada em 26 de agosto, com a confirmação da condenação em primeira instância do morador de rua Rafael Braga Vieira, preso no Rio durante protesto, completa a obra que reproduz, ainda, obras de Cildo Meirelles, Tunga e Carmela Gross, entre outros.

Mas a história não acaba com o lançamento, acreditam. “O debate tem que continuar ecoando para que os presos políticos, feridos, vítimas da polícia e da repressão desproporcional não tenham suas causas esquecidas ou abafadas. O objetivo maior deste livro talvez seja contribuir para que junho continue ecoando, se possível cada vez mais, até que haja justiça”, diz Natasha Felizi.

Brasil em Movimento – Reflexões a Partir dos Protestos de Junho
Org.: Maria Borba, Natasha Felizi e João Paulo Reyes
Editora: Rocco (448 págs.,R$ 59,50)

Carta de suicídio de Kurt Cobain, na íntegra e com grafia original, vira camiseta sucesso de vendas

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A camiseta que está a venda no eBay por U$ 25 (cerca de R$ 64) (Foto: Reprodução)

A camiseta que está a venda no eBay por U$ 25 (cerca de R$ 64) (Foto: Reprodução)

Bruno Astuto, Aoyr Méra Junior e Dani Barbi, na Época

Antes de cometer suicídio em 1994 Kurt Cobain, vocalista e guitarrista da banda Nirvana, deixou uma carta de despedida. No texto, ele narra sua solidão e problemas de relacionamento possivelmente causados por excesso de drogas e álcool. A tal carta veio à tona logo após sua morte e chegou a ser lida em um programa de TV pela viúva do músico, Courtney Love. Agora, fãs de todo o mundo podem usar as últimas palavras de Kurt próximo ao peito, ‘vestir a camisa’ e partilhar da dor do roqueiro. É que o site de venda eBay está vendendo por U$ 25 (cerca de R$ 64) uma camiseta com a íntegra da carta de Cobain, com direito a grafai original, com a letra do cantor. Em pouco mais de uma semana 200 mil unidades já foram vendidas, o que obrigou o site de vendas a providenciar uma nova remessa do produto. Procurado por um jornal americano, a viúva Courtney Love, detentora dos direitos de imagem de Kurt, preferiu não se pronunciar sobre o produto.

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A vida do cantor já foi retratada de várias maneiras e diversas vezes após a sua morte, seja no cinema, em livros ou em documentários televisivos. A primeira delas foi em 1998, com o documentário ‘Kurt & Courtney’. Já em 2005 foi produzido o longa-metragem ‘Últimos Dias’, filme que narra de forma fictícia os últimos dias de vida de Kurt. No ano seguinte, detalhe, a revista Forbes listou as treze celebridades mortas que mais lucraram nos últimos doze meses do ano de 2006. O cantor ficou em primeiro lugar da lista, 12 anos depois da sua morte, com ganhos estimados em U$ 50 milhões.

A cópia da carta de que a viúva de Kurt, Courtney Love, apresentou após suas morte (Foto: Reprodução)

A cópia da carta de que a viúva de Kurt, Courtney Love, apresentou após suas morte (Foto: Reprodução)

Veja abaixo, em tradução livre, a íntegra da carta de despedida de Kurt Cobain

Falo como um simplório homem com experiência que obviamente preferia ser uma criança castrada e reclamona. Este bilhete deve ser bastante fácil de entender. Todas as advertências das aulas de Introdução ao Punk Rock ao longo dos anos, desde minha apresentação à, digamos, ética envolvida na independência e o acolhimento de sua comunidade, se provaram verdadeiras. Eu não tenho sentido a excitação de ouvir, bem como criar música, juntamente com a leitura e a escrita, faz muitos anos. Eu me sinto culpado por essas coisas além do que posso expressar em palavras

Por exemplo, quando estamos atrás do palco e as luzes se apagam, e o ruído ensandecido da multidão começa, isso não me afeta do jeito que afetava Freddie Mercury, que parecia amar, se deliciar com o amor e adoração da multidão, que é algo que eu admiro e invejo totalmente. A verdade é que não consigo enganar vocês, nenhum de vocês. Simplesmente não é justo nem com vocês nem comigo. O pior crime que posso imaginar seria enganar as pessoas sendo falso e fingindo como se eu estivesse me divertindo 100%. Às vezes eu sinto como se eu tivesse que bater o cartão de ponto antes de subir ao palco. Eu tentei tudo ao meu alcance para gostar disso (e eu tento, por Deus, acreditem em mim, eu tento, mas não é o suficiente). Eu gosto do fato que eu e nós atingimos e dirvertimos um monte de gente. Devo ser um daqueles narcisistas que só dão valor as coisas quando elas se vão. Sou muito sensível. Preciso ficar um pouco dormente para ter de volta o entusiasmo que eu tinha quando criança.

Nas nossas últimas três turnês, eu tive um apreço muito maior por todas as pessoas que conheci pessoalmente e pelos fãs de nossa música, mas eu ainda não consigo superar a frustração, a culpa e a empatia que eu tenho por todos. Existem coisas boas dentro de todos nós. Eu acho que simplesmente amo demais as pessoas e isso me deixa muito triste. O pequeno, sensível, insatisfeito, pisciano, Jesus triste. “E por que você simplesmente não aproveita?” Eu não sei.

Eu tenho uma deusa como esposa que transpira ambição e empatia e uma filha que me lembra demais como eu costumava ser, cheia de amor e alegria, beijando cada pessoas que ela encontra porque todos são bons e ninguém a fará mal nenhum. E isso me apavora ao ponto de eu mal conseguir funcionar. Eu não posso suportar a idéia de Frances se tornar um triste, autodestrutivo, e mortal roqueiro, como eu virei.

Eu tive muito, muito mesmo, e eu sou grato por isso, mas desde os sete anos, passei a ter ódio de todos os humanos em geral. Apenas porque parece tão fácil para as pessoas que tem empatia se darem bem. Apenas porque eu amo e lamento demais pelas pessoas, eu acho.

Obrigado do fundo do meu ardente e nauseado estômago por suas cartas e preocupação nestes últimos anos. Eu sou um bebê errático e triste! Eu não tenho mais a paixão, e por isso lembre-se, é melhor queimar de vez do que se apagar aos poucos.

Paz, amor, empatia.

Kurt Cobain

Novas tecnologias, velhos hábitos: smartphones impulsionam a leitura de livros físicos

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pedrosimoes7 | Flickr

pedrosimoes7 | Flickr

Rodolfo Viana, no Brasil Post

Um debate que se arrasta nos últimos anos é sobre a possível “morte” do livro físico — sobretudo dos grandes romances — diante das novas tecnologias. Afinal, com o universo digital tão presente em nossas vidas, somos seduzidos pela distração a ponto de não mais conseguirmos dissociá-la de uma atividade que demande concentração, como a leitura.

O escritor Will Self decretou a morte do romance no Guardian, em artigo de maio de 2014. Ele justifica o óbito: “A marca da nossa cultura contemporânea é uma resistência ativa à dificuldade em todas as suas manifestações estéticas.” Ele tem razão quanto à “resistência ativa à dificuldade”, e um exemplo claro disso foi o caso da escritora Patrícia Secco, que queria simplificar clássicos da nossa literatura. Ler Machado de Assis se tornou algo hercúleo.

Ler não é passar os olhos sobre palavras, mas sim o exercício de criar ligações cognitivas baseando-se nos signos. As palavras em si nada significam: elas ganham alma apenas quando nós conseguimos, a partir delas, criar mundos na mente. Isso demanda um tempo que, hoje, não temos. E não temos porque desperdiçamos mais e mais segundos com meras distrações. O ser humano é basicamente um ser de desperdícios. Temos interesse no acúmulo e queremos mais de tudo; mas, no final das contas, somos apenas um e não temos como consumir tudo. Queremos tudo porque somos finitos. As coisas não acabam; nós, sim.

Mas há uma luz.

A ascensão do digital faz com que mais pessoas busquem livros físicos. Sério. Um relatório da Biblioteca Britânica mostra que o aumento do público no último ano foi de aproximadamente 10%. A visitação cresceu de 1,46 milhão em 2013 para mais de 1,61 mi em 2014.

“Quanto mais as nossas vidas estão ligadas a uma tela, mais percebemos o valor de encontros humanos e artefatos físicos reais: as atividades em cada ambiente alimentam o interesse no outro”, diz o relatório.

Depois da divulgação do documento, Roly Keating, chefe executivo da Biblioteca Britânica, apresentou os dados e disse: “As pessoas me perguntam — talvez mais do que eu poderia esperar —: ‘na era do Google e de grandes ferramentas de busca e de grandes telas, a ideia de uma livraria ainda faz sentido?’ O que nós coletivamente acreditarmos ser o propósito de uma livraria determinará sua sobrevivência nos anos futuros.”

Então talvez seja um pouco cedo para “matar” o livro físico.

Edição ilustrada de ‘Harry Potter’ chega ao Brasil em 2016

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Hermione Granger e Rubeus Hagrid por Jim Kay

Hermione Granger e Rubeus Hagrid por Jim Kay

Publicado por Veja

Prevista para ser lançada na Inglaterra e nos Estados Unidos em outubro deste ano, a edição ilustrada de Harry Potter e A Pedra Filosofal, a cargo de Jim Kay, ganhador da Kate Greenaway Medal, sairá no Brasil pela editora Rocco em 2016.

Imagens de quatro personagens — Rubeus Hagrid, Hermione Granger, Draco Malfoy e Ron Weasley — foram divulgadas nesta quarta-feira pela editora britânica Bloomsbury, que publica a série sobre o bruxinho. No total, mais de 450 milhões de exemplares de toda a coleção já foram vendidos no mundo todo.

Outra edição ilustrada sobre o universo dos personagens foi lançada no Brasil recentemente. O Livro das Criaturas de Harry Potter, publicado pela Record no Natal, mostra em detalhes a criação dos seres presentes nos filmes baseados na obra best-seller de J. K. Rowling.

Rony Weasley

Rony Weasley

Draco Malfoy

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