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Pantim, bizu, galego: dicionário traz origem de termos comuns em PE

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Novo livro explica surgimento de palavras como ‘oxente’ e ‘bigu’.
Com 2.300 verbetes, obra de Paulo Camelo será lançada nesta quinta (7).

Dicionário explica algumas das expressões usadas em Pernambuco (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Dicionário explica algumas das expressões usadas em Pernambuco (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Katherine Coutinho, no G1

Ao conversar com um pernambucano, não se surpreenda se ele discordar de alguma atitude sua dizendo para você ‘deixar de pantim’. Para entender essa e outras expressões, facilitar a vida de quem chega ao Recife ou apenas conhecer mais sobre a cultura local, o médico e escritor Paulo Camelo resolveu fazer o ‘Dicionário do Falar Pernambucano’, que será lançado nesta quinta (7), às 17h, na Livraria e Café 17, em Casa Forte, no Recife.

A expressão ‘deixar de pantim’ significa deixar de besteira, que tal atitude é absurda e não tem fundamento. “É algo que importamos do francês. Enquanto no original significa uma pessoa toal, influenciável, em Pernambuco se tornou em um atitude idiota, uma frescura, como se diz”, explica Camelo, que se diverte com as expressões da terra.

Médico e escritor Paulo Camelo não gosta quando dizem que os pernambucannos falam errado (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Médico e escritor Paulo Camelo não gosta quando dizem
que os pernambucannos falam errado
(Foto: Katherine Coutinho / G1)

A ideia do livro surgiu da percepção das diferenças regionais, especialmente das acusações de estar falando algo errado. “Sou escritor, poeta, sempre primei por falar e escrever bem a nossa língua. Quando vem alguém de fora, diz que falamos coisas que elas não entendem. Comecei então a pesquisar e percebi que tinham palavras ditas erradas ou caricatas, que diziam ser o pernambuquês. Mas nós não falamos erradamente”, defende o escritor, que tem 66 anos.

Entre as acusações de ‘erros’ estava o famoso oxente, tão popular no Nordeste. “Costuma-se dizer que é uma corruptela de ‘oh gente’, mas na verdade não falamos errado, falamos como antigamente. Importamos do galego [dialeto da região espanhola da Galícia], que se fala como ‘o xente’. Importamos no começo da colonização e ficou sem alteração”, contextualiza Camelo.

Buscando mostrar como os pernambucanos falam, na capital ou no interior, e que as expressões são não somente corretas como poderiam ser aceitas em qualquer dicionário, Camelo se dedicou a revirar seus livros de literatura pernambucana e a comprar dicionários de autores diversos para ajudar na composição da obra.

A lista final reúne aproximadamente 2.300 palavras e expressões utilizadas com frequência em Pernambuco, mas não necessariamente apenas no estado. “Eu procurei fazer realmente um dicionário, como mandam as regras, com explicações, e etimologia, quando possível”, aponta o escritor.

Livro traz 2.300 verbetes muito usados em Pernambuco (Foto: Katherine Coutinho / G1)

Livro traz 2.300 verbetes muito usados em Pernambuco
(Foto: Katherine Coutinho / G1)

Muitas das palavras que fazem parte da rotina pernambucana vieram de línguas estrangeiras. Além de “pantim”, que foi modificada, há ainda “alcatifa”, palavra árabe para carpete utilizada amplamente, até hoje. Outras expressões que foram dicionarizadas têm como origem onomatopéias. É o caso de “bizu”, muito utilizado por professores de cursinho pré-vestibular, que significa dica. “O bizu vem do barulho de uma pessoa cochichando para outra”, afirma Camelo.

Outro termo cuja origem é explicada no dicionário é “bigu”. Segundo a investigação do autor, é uma derivação de “be good” (‘seja bom’, em tradução livre), expressão utilizada pelos soldados norte-americanos que estavam no Recife durante a II Guerra Mundial, quando a cidade serviu como base para os EUA. Para pedir carona aos nativos, eles diziam “be good”, em uma tentativa de que os recifenses fossem simpáticos e atendessem ao pedido.

Ainda há aquelas palavras que ganham um novo significado na boca do povo, como “desmentir”. “Já ouvi muito as pessoas dizerem que ‘desmentiram o joelho’. Não tem nada a ver com revelar uma mentira, mas sim uma torção articular”, explica o médico, que buscou outra expressão na infância: “broti”. “Essa vem da colonização holandesa, broti é um tipo de pão. Minha avó me mandava buscar um broti na padaria. Era um pão redondo”, relembra.

O dicionário traz ainda a expressão “galego”, cujo sentido se transformou. No original, é a pessoa natural da Galícia, no Norte da Espanha, mas em Pernambuco são aqueles que têm pele clara e, usualmente, cabelo loiro ou aloirado. “Nosso português regional é rico em palavras importadas. Espero que esse dicionário seja útil para os nossos turistas visitantes”, aponta o escritor.

Concurso Cultural Literário (85)

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capafinal

Como você reagiria diante da possibilidade de se tornar sócio de Deus e poder contar com a ajuda dele para alavancar sua vida profissional e financeira?

A ideia pode parecer ousada, mas a Bíblia nos mostra que Deus quer participar de nossa vida como um todo, e não apenas da parte espiritual. Jesus abordava com frequência temas como trabalho, carreira e negócios e aproveitava as situações cotidianas para semear valores e promover mudanças.

Em Sociedade com Deus, os autores do consagrado As 25 leis bíblicas do sucesso voltam a se aprofundar na sabedoria milenar da Bíblia e apresentam as leis para quem deseja atingir um padrão ainda mais alto de sucesso e excelência com a condição de ter fé em Deus e buscar firmar uma parceria com ele.

Nessa sociedade, como em qualquer outra, cada lado tem direitos e deveres, ônus e bônus. Deus vai entrar com o “capital” e o “trabalho” dele e espera que você faça a sua parte para que o projeto decole e renda frutos a ambos.

Os princípios aqui reunidos formam um plano de ação para que você alcance uma nova dimensão de ética e serviço ao próximo, tornando-se uma pessoa íntegra, buscando superar-se em tudo o que faz e cuidando das pessoas à sua volta.

LEIA UM TRECHO

 

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Por gentileza enviar seus dados completos para livrosepessoas@gmail.com em até 48 horas.

 

Não há incentivo à leitura sem corte de impostos

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Rodolfo Viana, no Brasil Post

Durante a Flip, um dos temas mais debatidos no circuito paralelo foi o incentivo à leitura. Para mim, qualquer discussão sobre o assunto é, neste momento, infrutífero. Motivo: o governo “joga contra” a popularização da leitura.

Dois projetos de lei sustentam esta opinião.

Está em tramitação no Congresso o projeto de lei 4.534/2012, de autoria do senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que busca conceder a e-books e e-readers os benefícios já conquistados pelos livros físicos na lei 10.753/2003, a chamada Política Nacional do Livro.

Um dos obstáculos para a aprovação do projeto é a discussão sobre incluir ou não e-readers (aparelhos eletrônicos próprios para a leitura de e-books, como Kindle e Kobo) na lei.

A novela ganhou novos capítulos em junho. Na terça-feira (10), o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) solicitou, por meio de requerimento, que o projeto seguisse à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) mesmo sem o parecer final da Comissão de Cultura (CCult). Queria agilidade no trâmite, o que levou a relatora do projeto na CCult, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), a apresentar suas observações.

No relatório, a deputada reafirma “a importância de se conceder ao texto digital o mesmo tratamento assegurado ao texto impresso”, e considera a plataforma em que o conteúdo se apresenta “irrelevante”; contudo, a deputada petista acredita que o e-reader não deve ser incluído na lei, pois “considerar que sejam livros os equipamentos com função exclusiva ou primordial de leitura nos parece um equívoco por princípio — o aparelho não é o conteúdo”.

Em contrapartida, ela sugere a lei 11.196/2005 (Lei do Bem) para desonerar os devices das contribuições PIS/Cofins. “Por uma questão de isonomia e de neutralidade econômica, é premente que os e-readers também passem a usufruir dos benefícios tributários da Lei do Bem. O incentivo (…) é estratégico não somente como fomento à democratização da leitura e à inclusão digital da população, mas também para a geração de empregos qualificados em solo brasileiro”, afirma.

A CCult ganhou o prazo de cinco sessões ordinárias, a partir de 13 de junho, para discutir o relatório e, depois, encaminhá-lo à CCJ. No mesmo dia, o prazo foi aumentado para dez sessões. Desde então, nada mais foi dito sobre o assunto. E esta discussão não pode parar agora.

Em março deste ano, o deputado federal Vicentinho (PT-SP), líder do partido na Câmara, apresentou em plenário o projeto de lei 7299/2014, que visava proibir a aquisição de publicações gráficas — livros, revistas etc. — de procedência estrangeira pelos órgãos públicos governamentais das esferas federal, estaduais e municipais. De acordo com o texto do projeto, o objetivo da lei seria “minimizar a constante evasão de divisas” por meio de “restrições à importação de livros e demais publicações gráficas comumente adquiridas”.

Foram muitas as críticas nas redes sociais e até no próprio site da Câmara, em que uma pesquisa popular mostrou que 98,6% dos participantes discordaram da proposta.

O projeto foi criticado devido à incompreensão gerada pela redação vaga do texto apresentado. Pelo conteúdo, seria possível apontar um possível mecanismo de cerceamento, inclusive acadêmico. Ora, como as universidades públicas seriam capazes de manter um ensino de qualidade se não tivessem à mão obras de referência produzidas no exterior?

Diante das críticas, enfim, Vicentinho retirou o projeto de lei no dia 5 de junho.

A real intenção do projeto parecia interessante: as obras adquiridas pelas três esferas de governo deveriam ser confeccionadas no Brasil, ou seja, vir de gráficas nacionais (exceto nos casos em que não houvesse produção nacional equivalente, como obras de referência em outros idiomas). Não significa que livros em outros idiomas estariam proibidos; significa que os livros feitos por editoras brasileiras fossem produzidos internamente, caso as editoras quisessem pleitear uma boquinha no governo, como o Programa Nacional do Livro Didático.

Faz sentido. Muitos dos livros escritos no Brasil por autores brasileiros e editados por casas nacionais são impressos em países asiáticos. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, aproximadamente 71% do total de livros importados tem a Ásia como procedência — China e Hong Kong respondem juntas por 60% de todas as importações do segmento gráfico editorial. Em 2013, as importações brasileiras de livros chegaram a 24,2 mil toneladas, 90,6% de aumento nos últimos sete anos.

Por que isso acontece? A resposta é simples: a alíquota de PIS/COFINS para livros importados é zero, enquanto as gráficas nacionais recolhem 9,25% na impressão de livros. É mais barato fazer livro lá fora do que aqui dentro.

Vicentinho enxergou um problema real. Seu erro foi apontar como remédio um projeto estapafúrdio. Diante da percepção acerca do cenário das gráficas nacionais, de quanto pagam de imposto, de como enfrentam a concorrência desleal de países asiáticos com cargas tributárias nulas, Vicentinho optou pelo protecionismo em vez de levantar uma bandeira que agradaria a todos os brasileiros: a redução de impostos. Pois este seria o cenário ideal: editoras nacionais produzindo livros aqui não por obrigação de uma lei, mas porque é financeiramente viável.

Apenas quando tivermos o governo cortando impostos de livros (físicos ou digitais), então poderemos prosseguir no debate sobre incentivos à leitura. Até lá, qualquer discussão sobre o tema será natimorta.

Os 10 livros recomendados por Bill Gates

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CONHEÇA AS DICAS DE LITERATURA DE BILL GATES (FOTO: GETTY IMAGES)

CONHEÇA AS DICAS DE LITERATURA DE BILL GATES (FOTO: GETTY IMAGES)

Rennan A. Julio, na Revista Galileu

Conhecido pela sua carreira na Microsoft, Bill Gates é um fã de literatura. Mesclando o mundo dos negócios com grandes clássicos, ele acredita que todos deveriam ler estes dez livros:

Confira abaixo!

Meus Anos com a General Motors – Alfred Sloan

“Se você quer ler apenas um livro sobre negócios, esse é o livro a ser lido”.

O Apanhador no Campo de Centeio – J.D. Salinger

“Eu só fui ler aos 13 anos e desde então eu digo que é o meu livro favorito. É muito inteligente, pois mostra como jovens podem enxergar coisas que os adultos não entendem. E eu sempre amei isso”.

Uma Ilha de Paz – John Knowles

“Meu segundo livro favorito é esse. É fenomenal, estive lendo para o meu filho recentemente e é incrivelmente bom.”

O Grande Gatsby – F. Scott Fitzgerald

Bill Gates já se fantasiou como Gatsby e possui uma citação do livro na porta de sua biblioteca pessoal.

Leia aqui (em português)

A Vida é o que Você Faz Dela – Peter Buffet

“Melinda [sua esposa] e eu lemos e gostamos muito. É um livro tocante que planejamos passar para nossas crianças”.

SuperFreakonomics: O Lado Oculto do Dia a Dia – Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner

“Eu recomendo esse livro a todos que gostam de não-ficção. Foi muito bem escrito e está cheio de grandes ideias”.

That Used to be Us [sem tradução] – Thomas Friedman

“Esse é um livro fantástico e eu realmente encorajo as pessoas a lerem. Ele fala sobre como o mundo está mudando, focando principalmente nos desafios dos Estados Unidos”.

For the Love of Physics [sem tradução] – Walter Lewin

“Esse livro mostra o intelecto extraordinário, a paixão pela física e como Lewin é um professor brilhante. Espero que traga ainda mais pessoas para a ciência”.

O Instinto da Linguagem – Steven Pinker

10 Mandamentos para Fracassar nos Negócios – Donald R. Keough

“Don possui uma combinação especial de experiência, sabedoria, confiança e consciência. Seus mandamentos poderão ajudá-lo nos negócios muito mais do que uma estante cheia de livros”.

Bacardí usa graphic novel para contar a história do homem por trás da marca

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Projeto é resultado da parceria entre o escritor Warren Ellis e o artista Michael Allred

Imagem de Amostra do You Tube

Amanda de Almeida, no B9

O que existe por trás da assinatura de uma marca? Às vezes pode ser apenas uma jogada de marketing, em outras, uma história fascinante. É neste segundo caso que se encaixa “Untameable Since 1862″ (“Indomável desde 1862″), de Bacardí. A destilaria de rum fundada por Don Facundo Bacardí Massó superou muitos problemas, como terremotos, incêndios e revoluções até se consagrar como uma das principais marcas de bebida do mundo, mas indomável mesmo foi Emilio Bacardí, protagonista da graphic novel The Spirit of Bacardí.

Com texto de Warren Ellis e ilustrações de Michael Allred, a novela gráfica conta a história do homem por trás da marca e todo o seu trabalho em prol de uma Cuba livre (ou Cuba Libre), no fim do século 19.

Filho de Don Facundo, Emilio foi preso diversas vezes durante a ocupação espanhola, quando trabalhava junto aos rebeldes pela independência do país. Após um período de exílio na Jamaica, a presença norte-americana na ilha permitiu que Bacardí voltasse e se tornasse prefeito indicado pelo governador e, depois, o primeiro prefeito eleito pelo povo.

No vídeo acima, Ellis e Allred contam com muito bom humor seu envolvimento com o projeto – que teve até gotas de Bacardí Gold adicionadas às tintas usadas pelo ilustrador.

O download da graphic novel pode ser feito gratuitamente aqui.

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