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Um teto todo seu e 500 libras por ano: condições para escritoras, segundo Virginia Woolf

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Ela cria uma situação hipotética: e se Shakespeare tivesse uma irmã igualmente talentosa? Essa irmã poderia tentar o mesmo caminho do dramaturgo, mas muito provavelmente não conseguiria chances iguais e seu talento seria sufocado. Por mais que se diga que a genialidade não escolhe sexo ou classe, o grupo social privilegiado obtém mais condições de manifestá-la.

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Nicole Ayres Luz, no Homo Literatus

Virginia Woolf foi convidada, em 1928, para palestrar em duas universidades exclusivas para mulheres na Inglaterra sobre o tema “As Mulheres e a Ficção”. Posteriormente, seus artigos foram publicados em livro. O estilo acadêmico se mistura ao estilo ficcional da escritora em um discurso muito bem pensado e desenvolvido, feminista, sem radicalismos. Virginia começa com uma premissa: uma mulher, para conseguir ser escritora, precisa ter um teto todo seu (título da palestra) e 500 libras por ano, ou seja, um espaço para trabalhar à vontade e a situação financeira estável. Então, ela tenta exemplificar o seu argumento através de uma narrativa que descreve sua rotina e sua linha raciocínio em relação ao tema imposto.

Procurando dar um tom de generalização e afastamento, ela escolhe uma personagem para essa narrativa (apesar do uso da 1ª pessoa): Mary Seton ou Carmichael, mulher comum, culta, que possui as duas condições já expostas para escrever, porém não observa o mesmo ao seu redor. Mary passeia pelo campus de uma universidade refletindo sobre o tema “As Mulheres e a Ficção”. No refeitório, durante o almoço, nota a presença de um gato sem rabo, figura grotesca e rara. Fica no ar a reflexão sobre o que exatamente poderia simbolizar aquele gato sem rabo na universidade. A mulher? A mulher escritora? A mulher universitária? A mulher que não possui um teto todo seu e 500 libras por ano?

1À noite, Mary visita uma amiga numa universidade feminina. Durante o jantar, ela percebe o contraste entre a refeição farta do outro campus e a sopa simples daquele. Por que a verba para a universidade feminina é tão inferior? Por que as fundadoras não lutaram por mais recursos? Porque estavam ocupadas cuidando de suas casas, de seus filhos e deixando os assuntos financeiros para os maridos.

Mary resolve consultar o acervo do museu e da biblioteca e constata que há muito mais livros de homens falando sobre as mulheres do que de mulheres falando sobre homens, além da imensamente maior quantidade de escritores do que de escritoras. Os escritores e pensadores, aliás, apresentam as mais variadas opiniões sobre o sexo oposto; alguns o desprezam, outros o temem, outros o idealizam. Mary reflete sobre o patriarcado e a submissão feminina. Ela julga que os homens não querem que as mulheres descubram seu valor, por medo de que elas os superem. É o orgulho e a necessidade de autoafirmação que faz dos homens dominadores e controladores de suas companheiras, por tanto tempo e de maneira tão intensa. Ela não os culpa, apenas tenta compreender seus motivos. Entretanto, observa que muitas mulheres escritoras os responsabilizam por sua condição social desprivilegiada e isso afeta negativamente sua literatura. Analisando um conto de Charlotte Brontë, ela marca como a narrativa é interrompida para um desabafo revoltado contra a posição feminina na sociedade, o que prejudica o andamento da história. Jane Austen, ao contrário, conseguiu construir uma boa literatura, sem o peso da amargura feminista.

Virginia ou Mary é adepta da teoria de Coleridge de que a mente do escritor deve ser andrógina, para que a criação artística seja livre. No entanto, é difícil fugir das imposições do gênero. Se já é difícil profissionalizar-se como escritor, pois não há uma demanda social direta, para a mulher, é ainda mais difícil, devido às menores oportunidades, em termos de viagens, experiências culturais e sociais. Ela cria uma situação hipotética: e se Shakespeare tivesse uma irmã igualmente talentosa? Essa irmã poderia tentar o mesmo caminho do dramaturgo, mas muito provavelmente não conseguiria chances iguais e seu talento seria sufocado. Por mais que se diga que a genialidade não escolhe sexo ou classe, o grupo social privilegiado obtém mais condições de manifestá-la.

A autora reflete ainda sobre o paradoxo entre a condição privilegiada da mulher na ficção, sendo as personagens femininas da literatura normalmente fortes, e na realidade, em que se demorou tanto para que as mulheres conseguissem conquistar seus direitos, gradativamente. Ela faz um panorama das mulheres escritoras a partir do século XVIII até o início do século XX, comentando estilos e inovações.

No final das contas, Woolf deixa mais porquês do que respostas, apesar de expor suas próprias conclusões, terminando o discurso com sua voz. Dentre suas considerações finais, está o cuidado em não se comparar talentos femininos e masculinos, já que, em seu ponto de vista, é perigoso medir aptidões: “Contanto que você escreva o que tiver vontade de escrever, isso é tudo o que importa; e se isso importará por eras ou por horas, ninguém pode afirmar”. Woolf ressalta as diferenças entre os gêneros e como eles se complementam mutuamente (daí a ideia da mente andrógina do escritor, aberta para a arte, sem adotar partidos).

O curioso é perceber a pertinência da fala de Virginia até os dias de hoje. Muitas situações se mantêm atuais. O machismo tornou-se mais velado, não deixou de existir. Mesmo que as mulheres tenham obtido sua autonomia, a pressão social sobre elas é ainda maior: precisam ser boas mães, boas esposas, boas donas de casa e profissionais exemplares, além de felizes e lindas, é claro. Como arranjar tempo para escrever, ainda que haja talento?

O discurso da escritora gera, portanto, reflexões para a literatura, a história e a filosofia, pois o assunto dificilmente será esgotado. Esta edição conta ainda com um posfácio da escritora e crítica literária contemporânea Noemi Jaffe (que deixa ainda mais perguntas no ar, como: as mulheres do século XXI ainda são gatos sem rabo? e o que seria a literatura feminina, afinal?) e alguns trechos selecionados do diário de Virginia Woolf, em que é possível entrever pensamentos da autora entre uma produção literária ou acadêmica e outra. Recomendado para todas as mulheres, escritoras ou leitores, e todos os homens que as admiram e respeitam.

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Referência Bibliográfica:
WOOLF, Virginia. Um Teto Todo Seu. São Paulo: Tordesilhas, 2014.

Livrarias da Alemanha processam a Amazon por abuso de poder

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Publicado por Folha de S.Paulo

A associação de livrarias da Alemanha anunciou nesta terça-feira (24) um processo contra a Amazon por chantagem em suas práticas comerciais e por abuso de posição dominante.

“Com suas práticas similares à chantagem com as editoras, a Amazon viola o direito à livre concorrência”, declarou em um comunicado o presidente da associação, Alexander Skipis.

A organização, que atua em nome de todas as empresas do setor, levou o caso à comissão alemã da concorrência.

Segundo os profissionais alemães, o gigante americano do comércio eletrônico pressiona algumas editoras para obter descontos de 40% a 50% se quiserem vender seus livros no serviço.

Entre as editoras afetadas estão a escandinava Bonnier, presente na Alemanha com selos como Ullstein, Carlsen e Piper.

Há mais de um ano, a Amazon enfrenta na Alemanha —seu mercado mais importante fora dos Estados Unidos— o sindicato Verdi, que reúne vários setores de prestação de serviços e organizou várias greves em seus principais centros de logística, exigindo aumento de salários.

Empregados do sindicato Verdi fazem protesto em frente a Amazon em Rheinberg, Alemanha, em junho

Empregados do sindicato Verdi fazem protesto em frente a Amazon em Rheinberg, Alemanha, em junho – Roland Weihrauch/AFP

Concurso Cultural Literário (77)

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capa indesejadas

LEIA UM TRECHO

Crimes brutais marcam um verão sueco

Suécia, meados de um verão chuvoso. O inspetor Alex Recht e sua equipe, auxiliada pela analista criminal Fredrika Bergman, começam a investigar o que parece ser um caso clássico de disputa familiar pela guarda de uma criança. No entanto, quando a menina é encontrada morta no extremo norte da Suécia, com a palavra “indesejada” escrita na testa, o caso se transforma rapidamente no pior pesadelo da equipe de investigadores.

“Ohlsson sem dúvida vai se juntar a Jo Nesbø na maioria das listas de leitura obrigatória da literatura policial escandinava.” Booklist (EUA)

“De escrita elegante e com um grupo de detetives extremamente humanos, a trama de Indesejadas entra no nosso inconsciente do jeito que só os bons thrillers são capazes.” Daily Mail (Reino Unido)

“Prosa, trama e caracterização impressionantes… Os leitores vão ficar ansiosos para continuar na companhia da intrigante protagonista Fredrika Bergman.” Publishers Weekly (EUA)

Vamos sortear 3 exemplares de “Indesejadas“, lançamento da Vestígio.

Para concorrer, basta completar a frase: “Quero ler ‘Indesejadas’ porque…” (use no máximo 3 linhas).

Se usar o Facebook, por gentileza deixe seu e-mail de contato.

O resultado será divulgado dia 29/7 neste post.

Boa sorte! ;-)

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Parabéns aos ganhadores: Ana Paula da Silva PintoSidney FurlanRenato Neves

Por gentileza enviar seus dados completos para livrosepessoas@gmail.com em até 48 horas.

Pesquisa revela que, ao ler romances, leitor pode se transportar para dentro do personagem

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Suzana Reis, no Literatortura

Ao ler um romance, muitas vezes nos identificamos tanto com um personagem que sentimos que somos ele. Podemos nos divertir em uma festa, pular de um rio, correr do vilão. Mas e se essas atividades físicas realmente tivessem algum efeito sobre nós, meros leitores?

Alguns benefícios da leitura para nossa mente e para nosso bem estar são conhecidos pela maioria das pessoas, mas como a ciência adora nos surpreender. Uma pesquisa recente, de 2013, realizada por pesquisadores norte-americanos na Universidade Emory, em Atlanta, mostrou que a leitura de romances pode alterar o cérebro, de maneira que, além de deixá-lo mais rápido para compreender um texto, faz com que o leitor se transporte para dentro o personagem. O mais interessante é que esse transporte é biológico, ou seja, o leitor estaria fazendo as mesmas ações do personagem dentro do livro: correndo, nadando, fugindo.

A pesquisa se desenvolveu com 19 voluntários, que tiveram seus cérebros escaneados durante 5 dias. A partir do sexto, os participantes começaram a leitura de Pompeii, de Robert Harris, e continuaram durante mais nove dias a ler 30 páginas toda noite. Para comprovar a leitura, eles respondiam diariamente a um questionário sobre a leitura. Todas as manhãs eles iam ao laboratório para ter o cérebro escaneado e, quando o livro acabou, ainda retornaram mais 5 dias para escaneá-lo novamente.

Todo o método revelou um aumento entre as conexões no córtex temporal esquerdo, associado à capacidade de compreensão da linguagem. Além disso, mudanças em outras conexões indicam que o cérebro do leitor, durante um pensamento de ação que surge durante ou depois de uma passagem do romance, acredita que a ação é real. Dessa forma, pensar em nadar ou pular durante a leitura de um livro pode desencadear as mesmas conexões neurológicas que uma atividade física.

Gregory Berns, um dos autores da pesquisa, explica que as alterações neurais associadas com a sensação física e os sistemas de movimento sugerem que ler um romance pode transportar o leitor para o corpo do protagonista. “Nós já sabíamos que boas histórias podiam colocar você no corpo de alguém, no sentido figurado. Agora estamos vendo que alguma coisa pode estar acontecendo biologicamente”, explica. Mas os pesquisadores não sabem por quanto tempo, após a leitura da obra, esses efeitos permanecem.

Confira a pesquisa: aqui!

Pequenas editoras se destacam com títulos nas listas dos principais prêmios literários do país

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Casas como a Patuá e a Confraria do Vento apostam em distribuição independente e divulgação informal

SC São Paulo 19/06/2014; Eduardo Lacerda da editora Patuá, tem 5 livros indicados do premio Portugal. Foto: Fernando Donasci/ Agência O Globo - Fernando Donasci / Agência O Globo

SC São Paulo 19/06/2014; Eduardo Lacerda da editora Patuá, tem 5 livros indicados do premio Portugal. Foto: Fernando Donasci/ Agência O Globo – Fernando Donasci / Agência O Globo

Mariana Filgueiras em O Globo

Rio — “Acordei ácido. É primeiro de ano. Primeiras horas da manhã. De toda forma, oito e meia, para um ex-sedentário, não deixa de ser uma vitória: primeiras horas, ainda que a manhã dos sábios tenha começado lá pelas cinco. Os sábios são como o sol. Chego lá.”

Começa cedo o dia do protagonista do romance “Companhia Brasileira de Alquimia”, do escritor Manoel Herzog, um dos indicados deste ano ao Prêmio Portugal Telecom, principais reconhecimentos literários da língua portuguesa.

Começa mais cedo ainda o dia do editor Eduardo Lacerda, de 31 anos, fundador e único funcionário da editora Patuá, que lançou a obra.

Eduardo acorda às sete da manhã, às vezes seis, para conseguir cumprir sua rotina atribulada na empresa de um funcionário só. É ele quem seleciona os livros que vai publicar, edita, revisa, divulga, embrulha, põe nos Correios quando os fregueses apertam a tecla “comprar” no site da Patuá, que funciona na sala de sua casa. Trabalho que começa a ser reconhecido: com menos de três anos de funcionamento, a Patuá é uma das muitas editoras nanicas que vêm despontando na lista de prêmios literários, geralmente loteados pelas graúdas.

Olhar generoso dos jurados

Dos 64 livros indicados ao Portugal Telecom deste ano, a Patuá emplacou cinco — mesma quantidade da Cosac Naify, das mais importantes casas editoriais do país. No ano passado, a editora de Eduardo abocanhou o Prêmio São Paulo de Literatura na categoria Autor Estreante com o romance “Desnorteio”, de Paula Fábrio; e ainda teve o livro “Vário som”, de Eliza Andrade Buzzo, entre os finalistas do Jabuti.

— Percebo que há um olhar mais generoso dos jurados com as editoras menores de uns dois anos para cá, sim — observa Eduardo, formado em Letras pela USP, que começou a editora como uma revista literária (“O casulo”), e já publicou 200 títulos de maneira independente desde então, a maioria poesia. — E como é difícil publicar poesia nas grandes editoras, são as pequenas que acabam dando conta deste nicho. Acontece mais ou menos assim: escritores publicam seus romances por grandes editoras, mas se quiserem publicar suas poesias, não há interesse. Aí que nós entramos.

Na mesma lista do Prêmio Portugal Telecom divulgada no início do mês, a pequena editora carioca Confraria do Vento aparece com quatro indicações; a potiguar Jovens Escribas, com duas; a baiana Casarão do Verbo, com uma; bem como a carioca Oito e Meio e as gaúchas Não Editora (a primeira editora independente brasileira a ser convidada para a Feira de Frankfurt) e Arquipélago Editorial (que já foi vencedora e finalista dos prêmios Jabuti e Esso).

— Essas editoras merecem toda a atenção. E os prêmios já estão começando a perceber a importância do papel das editoras independentes no mercado. Apesar da distribuição modesta, do modelo de negócio às vezes ainda nem tão bem resolvido, eles desenvolvem muito mais proximidade com o autor do que uma grande editora, e isso permite que arrisquem mais. Além de tudo, têm mostrado livros belíssimos — nota Marianna Teixeira Soares, agente literária de escritores espalhados em muitas editoras com este perfil, como Victor Heringer, cujo romance, “Glória”, lançado pela 7Letras (que começou como uma das nanicas listadas acima) foi o segundo colocado no prêmio Jabuti ano passado.

Uma das razões para o boom dessas empresas nanicas pode ser a mudança que alguns prêmios estão empreendendo no modo de aproximar o júri dos inscritos, dizem os nanoeditores. Neste ano, pela primeira vez, o Portugal Telecom disponibilizou em seu site o e-mail de cada jurado inicial. Assim, cada concorrente poderia enviar o próprio livro.

— Isso certamente deu condições mais igualitárias de acesso das editoras menores — avalia Victor Paes, da Confraria do Vento, que no último Prêmio Brasília de Literatura ganhou o segundo lugar da categoria Poesia com “O aquário desenterrado” de Samarone Lima.

Funcionando numa sala comercial diminuta num prédio na Cinelândia há sete anos, a editora é formada por três editores — Victor, que é professor de português em uma escola municipal de Belford Roxo; Marcio-André, escritor e artista visual radicado na Espanha; e Karla Melo, que vive e trabalha no Recife. As reuniões acontecem por Skype, e só há poucos meses os três contrataram dois funcionários: Irlim Corrêa, gerente de marketing, e Ricardo Mendes, diretor comercial.

— Uma vez entrei numa livraria e pedi alguns livros do João Gilberto Noll. O livreiro me disse que só pediam um livro por vez do autor. Achei muito estranho: como um dos maiores autores do país só tem um livro pedido pela loja? Imagine com autores novos? E infelizmente a realidade é essa. Se as editoras não apostam nos autores, as livrarias, menos ainda. Mas nós acreditamos que é preciso enfrentar essa barreira de distribuição e conquistar cada livraria. Eu quero viver disso, de formar leitores. Ou não teria essa jornada dupla como professor e editor — atesta Victor, que aposta nas redes sociais para tornar as obras da Confraria dos Ventos conhecidas.

Cortesia para ganhar o leitor

Não há fórmula para a independência. A Patuá, por exemplo, prefere nem lidar com livrarias, fazendo a distribuição por conta própria. Com tiragens iniciais de cem exemplares, parte é vendida na noite de lançamento (se saem 60 livros, a R$ 30, os custos de produção estão quitados) e parte na internet. Uma das estratégias é a fidelização de leitores: quem compra pela internet não sabe, mas vai ganhar outro livro de autores da casa de presente. Uma cortesia que faz com que o público volte ao site, diz Eduardo.

— Estou satisfeito com este sistema. Gosto muito de livrarias, evidentemente, mas cresci numa região sem elas e tive que aprender a me virar — diz o editor, que está lançando justamente um livro-catálogo intitulado “Histórias de editoras independentes”. — Nestes três anos, descobri que vale a pena investir em qualidade. Livros de capa dura, bem acabados. Vale a pena não comprometer o catálogo, apelando para a venda fácil. Recebo cerca de 180 originais por mês, e publico em média de oito a dez. Curiosamente, a maioria dos que recebo não é poesia. Os originais vão seguindo um pouco a lógica do mercado: muitos ressonando Harry Potter, literatura erótica, temas holísticos. Na época do lançamento de “Toda poesia”, do Paulo Leminski (Companhia das Letras), comecei a receber muitos textos de jovens escrevendo como ele. O que acho ótimo, na verdade, minha intenção é a formação de leitores em geral, não só compradores de livros.

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