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Autor de ‘Os imperfeccionistas’ lança novo romance

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Tom Rachman cria personagens que decidem viver à parte do mundo digital

Reflexões. Em ‘The rise & fall of the great powers’, que sai no Brasil em 2015, o escritor anglo-canadense aborda temas contemporâneos, como o direito à privacidade na web - FREDRIK VON ERICHSEN / AFP

Reflexões. Em ‘The rise & fall of the great powers’, que sai no Brasil em 2015, o escritor anglo-canadense aborda temas contemporâneos, como o direito à privacidade na web – FREDRIK VON ERICHSEN / AFP

Ramon Vitral em O Globo

LONDRES — Era 1988 e Tooly Zylberberg tinha 9 anos quando foi raptada por três estranhos em Bangcoc. Em 1999, ela vivia de pequenos golpes em Nova York. Doze anos depois, Tooly é dona de uma livraria no País de Gales e recebe uma mensagem informando que seu pai está morrendo nos EUA. O segundo livro do escritor anglo-canadense Tom Rachman é um quebra-cabeça da vida dessa jovem, que decide viver offline no limiar do século XX para o XXI. “The rise & fall of the great powers” (“Ascensão & queda das grandes potências”, em tradução livre) chega às livrarias inglesas quatro anos após o primeiro romance de Rachman, “Os imperfeccionistas” (Record), que colheu elogios ao narrar a vida de um grupo de jornalistas e que, agora, está sendo adaptado para virar seriado da BBC. Tanto na história anterior quanto na nova, que sai no Brasil em 2015, também pela Record, Rachman parte de uma trama simples, mas recheada de questões contemporâneas, como direito a privacidade e anonimato no mundo virtual.

Envolvido com a adaptação de “Os imperfeccionistas” e já trabalhando num terceiro livro, Rachman falou ao GLOBO em Londres. Ex-editor do “International Herald Tribune” e ex-repórter da agência Associated Press, o autor, de 40 anos, falou da necessidade de se desconectar para ser criativo e da onda nostálgica que ele acredita estar assolando a Humanidade.

Você acha que ainda há muitas pessoas que optam por ser tão desconectadas e distantes do mundo virtual como os protagonistas do livro?

Elas só existem em livros (risos). Acho que há pessoas optando por limitar o tempo que passam on-line, sim, buscando formas de viver com o mínimo e ter períodos de completo afastamento do mundo virtual. Mas algo tão radical é extremamente difícil para quem quer uma vida normal. Na verdade, é muito difícil se livrar dessas coisas, mesmo que você queira. Há várias indústrias bilionárias no mundo da tecnologia que vivem exclusivamente para descobrir formas de satisfazer os interesses das pessoas. Elas trabalham para que estejamos sempre checando alguma coisa. É obviamente uma reação animal: você fica excitado a cada nova mensagem e está condicionado a reagir dessa maneira. Progressivamente fica mais difícil se livrar dessa realidade. Todo mundo está mais agitado e distraído, e é cada vez mais difícil se concentrar. Sendo possível, acredito que é uma boa ideia controlar a extensão com que deixamos nossas vidas se dissolverem na internet.

Um dos temas do livro é a relação dos personagens com seus passados. Nossas escolhas e ações são registradas o tempo todo na internet e por câmeras de seguranças nas ruas. Pode-se viver fora dessa vigilância?

Até determinado ponto, sim. Deve ser uma escolha feita de forma bastante consciente. Se uma pessoa não age para controlar como as mídias digitais estão presentes em sua vida, ela pode ser totalmente dominada. Pois elas são extremamente sedutoras. Afetam a gente da mesma forma que o uísque afeta um alcoólatra. Se você sabe que possui essa fraqueza, e todos nós possuímos, então não tenha muito uísque em casa. Não estou sendo radical e recomendando cortar todas as ligações com a tecnologia. Há várias coisas ótimas que compõem esse universo, mas acho que é melhor ter algumas taças de vinho do que mandar uma garrafa inteira para dentro de uma vez só.

A protagonista tem diferentes perspectivas de sua vida e da História à medida que conhece pessoas. A internet vai ajudar futuras gerações a ter uma perspectiva mais ampla da História?

Pense na Wikipédia, por exemplo. As pessoas a usam como fonte básica de conteúdo. É apenas uma fonte, então você pode pensar: “Bem, no futuro, todos vão concordar muito mais pois há uma referência básica em comum”. Mas, até aqui, apesar de toda a onipresença da mídia digital, tenho a impressão de que as pessoas não estão com opiniões mais unificadas e compartilhando uma mesma percepção da História. Estamos mais divididos. No momento, a internet concentra pontos de vista semelhantes em pequenos grupos. Se você acredita que o homem nunca pisou na Lua e foi tudo conspiração, você vai encontrar várias informações on-line comprovando que você está certo. As pessoas tendem a preferir perspectivas que comprovem informações nas quais já acreditam. E a internet é perfeita para isso. Mas as pessoas também podem ter acesso a informações que vão permitir outro ponto de vista. É difícil prever o que vai acontecer. No fim, talvez o problema seja que os usuários são seres humanos, sempre falhos, apesar da evolução em suas tecnologias.

A quantidade de informação que temos não vai ajudar a esclarecer eventos como os que acontecem, por exemplo, na Faixa de Gaza ou na Ucrânia?

Acho difícil. Mesmo as informações que temos agora dão várias perspectivas. Se você olhar para o conflito entre Israel e Palestina, ninguém concorda em relação ao que está acontecendo. Então, imagine no futuro. É difícil esperar a existência de uma compreensão objetiva de quem estava certo ou errado. A História sempre foi composta por dois lados. De um, os fatos objetivos: o Holocausto aconteceu e o homem foi à Lua. Você encontra evidências para eles. De outro, o lado moral da História, e as pessoas geralmente estão em busca dele, das lições, de quem estava errado ou certo, dos culpados, daqueles que precisam pagar e dos que devem ser beneficiados por ter sofrido. Infelizmente, os motivos fazem com que as pessoas distorçam os fatos. Os seres humanos são tão dispostos a manipular que acho difícil pensar que no futuro será melhor. Temos registros filmados do avião acertando a segunda torre do World Trade Center, e eu garanto para você que muita gente ainda acha aquilo falso. Há quem acredite que os prédios não caíram e foi tudo uma invenção. Se não acreditam hoje, imagina daqui a 50 anos.

O livro também fala da relação com o presente. Como alguns personagens, tendemos a achar o passado melhor. A tecnologia pode combater a nostalgia?

Mesmo antes desse período tecnológico que vivemos, as pessoas sempre tiveram o passado como referência. Mas hoje há uma obsessão com o retrô. Você vê pessoas com estojos de iPad semelhantes a fitas cassete. Acredito que a nostalgia só tende a crescer, pois as mudanças estão tão aceleradas que coisas novas logo parecerão antigas. Por isso acho que haverá uma forma ainda mais intensa, afetuosa e apaixonada de nostalgia. Quanto mais rápido mudarmos, mais nostalgia.

Personagens do livro falam que é melhor viver como observador e não se envolver. Hoje há uma cobrança por posicionamentos e opiniões?

Provavelmente sim, mas talvez no passado apenas não houvesse tantos canais para as pessoas se expressarem. Quando tratamos de egocentrismo, acho que é uma verdade fundamental que a maioria está interessada apenas em si mesma. Acredito que estamos programados a agir dessa forma pois, se não, vamos acabar morrendo. E hoje, pelo menos no Ocidente, a crença na meritocracia nos permite acreditar que qualquer um pode ser bem-sucedido. Isso é um mito, não é todo mundo que consegue ter sucesso, mas a ideia persiste. E, para muitos, a solução é engrandecer a existência escrevendo sobre ela no Facebook ou no Twitter. Ao mesmo tempo, acredito que, lá no coração dessas pessoas, está claro que elas só tem 400 seguidores, enquanto outras têm muito mais.

Seu primeiro livro foi sobre um jornal impresso, e o segundo é sobre livros. Você está registrando a luta pela sobrevivência da mídia impressa?

Sim, pensei nisso (risos). A lógica cultural está mudando e dificultando a existência da mídia impressa. Jornais ainda existem, jornalismo definitivamente continua a existir, e livros e livrarias também. Mas o lugar deles na nossa cultura está mudando. Costumo variar entre o otimismo e o pessimismo. Acho que os livros tendem a sobreviver melhor, pois informações rápidas e triviais são consumidas de forma muito mais rápida pela internet. Em um mundo tão acelerado, com atualizações constantes e coisas apitando e piscando o tempo todo, você consegue se desligar? Talvez os livros continuem importantes, pois nos farão desconectar. A indústria editorial está em busca de formas de sobreviver digitalmente, e muitas entram em choque com a essência do livro. Por exemplo, e-books com links apenas acabam com o efeito que o livro possui. Não há nenhum outro exercício cultural que exija 25 ou mais horas de pura concentração e envolvimento, que demande tanto da sua mente por um período tão longo. Música, filmes e outros podem afetar tanto ou até mais, mas são experiências diferentes. Acho que a profundidade de atenção exigida por um livro é muito significativo e uma alternativa a nosso modo de vida. Mas não sei se isso torna a existência dos livros ainda mais ameaçada ou uma esperança. Só nos resta torcer.

Você também está falando do livro como objeto físico, certo?

Sim. Escrever, para mim, é o reflexo de uma leitura, requer atenção prolongada. Quando escrevo, uso um programa chamado Freedom, que corta a minha internet. Muitos escritores usam. Quando vocês está entediado, a primeira coisa que faz é olhar e-mails ou notícias. Mas os momentos mais criativos são quando você está no ponto de ônibus, sem celular, apenas esperando. Ou quando está lavando a louça. Você processa as informações, fica quase vazio, e as ideias chegam. Esse estado é o primeiro passo para escrever algo interessante. Você ainda não tem uma história, mas está no caminho, entre o tédio e a criatividade. Também é um processo estressante, pois você se pressiona, questiona seu trabalho. É tentador abrir o e-mail, mas você não pode, precisa continuar… Acho incrível a sensação quando ligo o Freedom. O programa me pergunta quanto tempo quero. Geralmente coloco 180 minutos, e ele pergunta: “Tem certeza?”. Sim. Então, experimento uma mudança quase fisiológica: tudo fica mais sereno e me sinto aliviado. Aí produzo bastante, os 180 minutos passam, o programa me avisa, eu nem percebo e sigo trabalhando. Consigo desligar e é maravilhoso.

Bruxa cantora é a estrela de novo conto de J. K. Rowling

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Publicado por Folha de S.Paulo

A escritora britânica J. K. Rowling publicou mais um conto no site “Pottermore“, dedicado ao universo criado por ela em sua saga de livros de sucesso, “Harry Potter”. Dessa vez, a personagem principal é uma bruxa cantora, Celestina.

O nome da bruxa é mencionado diversas vezes nos livros de Potter, mas ela nunca aparece de fato.

Num texto de 500 palavras, Rowling esclarece um pouco sobre a vida da bruxa, considerada uma “sensação internacional da música”. A escritora fala um pouco do início da carreira de Celestina, de seus pontos altos e da vida pessoal da artista fictícia.

A escritora britânica J. K. Rowling, em imagem feita em Londres, em setembro de 2012 - / Lefteris Pitarakis/Associated Press

A escritora britânica J. K. Rowling, em imagem feita em Londres, em setembro de 2012 – / Lefteris Pitarakis/Associated Press

Além da história, há também um arquivo de áudio, o primeiro do site. Trata-se da faixa “You Stole my Cauldron but You Can’t Have My Heart” (em tradução livre, você roubou meu caldeirão, mas não pode ter meu coração).

A música foi gravada por Celestina Warbeck and the Banshees, banda que se apresenta ao vivo todo dia na atração Beco Diagonal, do parque The Wizarding World of Harry Potter, em Orlando, nos Estados Unidos.

Rowling já descreveu Celestina no passado como uma de suas personagens “fora dos holofotes” favoritas em toda a saga. O nome da cantora é inspirado no de uma ex-colega da autora, com quem ela trabalhou na Anistia Internacional, em Londres.

Comissão do Senado estuda abolir “ç”, “ch” e “ss” da língua portuguesa

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Grupo técnico pretende alterar a nova reforma ortográfica, tornando a escrita mais próxima da fala

Novas regras podem ser ensinadas em sala de aula a partir de 2016 Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

Novas regras podem ser ensinadas em sala de aula a partir de 2016
Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

Bruna Scirea, no ZH

Mal deu tempo para entender o que o último acordo ortográfico fez com o acento de voo, com o hífen de antissocial e com o trema de cinquenta, e uma nova proposta, ainda mais radical, já está em elaboração pela Comissão de Educação do Senado.

A partir de 2016, se entrar em vigor o projeto que pretende fasilitar o ensino e a aprendizajem da língua portugeza, vosê poderá ser obrigado a escrever asim (leia outros exemplos abaixo).

As (mais recentes) novas regras para o português devem ser apresentadas pelo grupo técnico da Comissão de Educação até 12 de setembro. Elas podem alterar as mudanças que tinham obrigatoriedade prevista para o fim de 2012, foram prorrogadas por quatro anos, e que, até agora, quase ninguém aprendeu direito. Além de reduzir o número de regras e exceções na língua, o objetivo da comissão é expandir o debate com a comunidade, especialistas e países que falam o português.

— O projeto estava entrando em vigor sem ter sido discutido no Brasil. A Academia Brasileira de Letras (ABL) estava fazendo uma reforma sozinha, de um jeito muito conservador. Então pedimos o adiamento do prazo de obrigatoriedade e montamos uma comissão para propor novas regras, simplificar a ortografia e, principalmente, padronizar a gramática com outros países — afirma o presidente da comissão, senador Cyro Miranda (PSDB-GO).

Como senador não palpita sobre a presença ou a ausência de “cê-cedilha, hagá ou ceagá”, dois especialistas foram chamados para coordenar o grupo técnico: os professores de português Pasquale Cipro Neto e Ernani Pimentel, responsável pelo site simplificandoaortografia.com — que fomenta um movimento para “substituir o decorar pelo entender” e reúne pitacos de quem se interessar pelo assunto.

— Por enquanto estamos juntando sugestões. Pretendemos redigir o conjunto de regras e apresentar entre 10 e 12 de setembro, no Simpósio Internacional Linguístico-Ortográfico da Língua Portuguesa, em Brasília. Esse projeto será levado ao Senado, que irá realizar uma audiência pública para ouvir todos que quiserem contribuir — diz Pimentel.

A polêmica não deverá ser pequena. Para a doutora em Filologia Românica e professora do Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada da Unisinos, Dorotea Kersch, a proposta é um “absurdo, a legítima falta de ter o que fazer”.

— Não existe língua fácil ou língua difícil. Cada língua tem sua história e suas especificidades. Não é simplificando a ortografia que resolvemos os graves problemas de leitura e escrita de nossos alunos, que são escancarados a cada avaliação sistemática. Quem sabe os senadores se preocupam com coisas que realmente impactam o ensino, como salário de professores, ou uma política de ensino de língua adequada às diferentes realidades do Brasil — rebate.

Conforme o senador Miranda, o objetivo é ter a versão final do projeto pronta até maio de 2015 para que seja colocada em votação e possa entrar em vigor no início de 2016. Até lá (e se chegar lá), o processo é longo, e não são poucos os obstáculos. No caminho, ainda estão a resistência que mudanças radicais provocam, a morosidade com que o assunto é levado no Brasil — o último acordo ortográfico proposto foi discutido na década 1970, assinado em 1990 e aplicado a partir de 2008 — e a necessidade de se convencer todos os países a aprovarem a nova forma de se escrever português.

Conheça regras que devem ser propostas pela CE:

Fim do H no início da palavra:
Homem – Omem
Hotel – Otel
Hoje – Oje
Humor – Umor

G fica som de “gue”:
Guerra – Gerra
Guitarra – Gitarra

CH substituído por X:
Chá – Xá
Flecha – Flexa

S com som de Z vira Z:
Asa – Aza
Brasília – Brazília
Base – Baze

X com som de Z vira Z:
Exame – Ezame
Executar – Ezecutar

C antes de E e I vira S:
Censura – Sensura
Cedo – Sedo
Cidade – Sidade

SS vira S:
Gesso – Geso
Fossa – Fosa

SC antes de E e I vira S:
Nascer – Naser

XC com som de S vira S:
Exceto – Eseto
Excêntrico – Esêntrico

O que mudou com o acordo de 2008:

O último acordo acabou com o trema, alterou 0,5% das palavras utilizadas no Brasil (1,6% da grafia usada em Portugal) e incorporou as letras “k”, “w” e “y” ao alfabeto. O acento agudo desapareceu nos ditongos abertos “ei” e “oi” em palavras como “idéia” e jibóia” e nas palavras paroxítonas com “i” e “u” tônicos, quando precedidos de ditongo em palavras como “feiúra”. O acento circunflexo deixou de ser usado em palavras com duplo “o”, como “enjôo”, e na conjugação verbal com duplo “e”, como vêem e lêem. O temido hífen desapareceu em palavras em que o segundo elemento comece com “r” e “s”, como “anti-rábico” e “anti-semita” — cuja grafia passou a ser “antirrábico” e “antissemita”. O hífen foi mantido quando o prefixo termina em “r”, como “inter-racial”.

dica do Guilherme Nascimento

Escola expulsa aluna por causa de cabelo vermelho ‘que chama atenção’

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Estudante dos EUA pintava o cabelo há três anos sem ser notificada.
Hayleigh Black, de 15 anos, teve de tirar tintura para poder voltar às aulas.

Hayleigh Blacl, de 15 anos, pintava o cabelo há três anos (Foto: Reprodução/Facebook/Hayleigh Black)

Hayleigh Blacl, de 15 anos, pintava o cabelo há três anos (Foto: Reprodução/Facebook/Hayleigh Black)

Publicado por G1

A direção da escola Muscle Shoals High School, no Alabama, Estados Unidos, mandou a aluna Hayleigh Black, de 15 anos, de volta para casa no primeiro dia de aula alegando que os cabelos vermelhos da jovem chamavam muita atenção e provocavam distração dos demais estudantes. Hayleigh não conseguiu terminar o primeiro dia de aula da primeira série do ensino médio norte-americano.

A jovem alegou que tinge o cabelo há três anos e nunca recebeu uma advertência. A escola já havia impedido alunos com cabelos pintados de roxo e azul de frequentarem as aulas. “Vermelho é a cor natural do cabelo dela, Hayleigh apenas intensificou o tom com as tinturas”, afirma a mãe da jovem, que estuda processar a escola e pede que os dias de aula perdidos não sejam descontados.

Meu cabelo é uma parte de mim, diz a jovem (Foto: Reprodução/Facebbo/Hayleigh Black)

Meu cabelo é uma parte de mim, diz a jovem (Foto:
Reprodução/Facebbo/Hayleigh Black)

“Seus lábios começaram a tremer e seus olhos começaram a derramar lágrimas”, disse Kate Boyd, mãe da jovem. “Estou de coração partido ao ver minha filha expulsa da escola no primeiro dia de aula.”

A direção da escola disse que apenas segue as regras de conduta pré-estabelecidas e que não faria concessões. Algumas colegas de classe colocaram a foto de Hayleigh com os cabelos vermelhos em seus perfis no Facebook em solidariedade à amiga.

Para voltar às aulas, Hayleigh precisou tirar toda a tintura e entrou na classe com os cabelos loiros, ainda com alguns tons de vermelho.

“Meu cabelo vermelho é uma parte de mim e é assim que meus amigos me reconhecem”, disse ela. “Eu realmente gostaria de ter o meu cabelo vermelho de volta.

Pesquisa detalha distribuição das livrarias no país

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Regiões Sudeste e Sul concentram 74% dos espaços comerciais dedicados a livros

ZS Rio de Janeiro (RJ) 16/07/2014 - Especial Leblon. Burburinho literario e intelectual do Leblon: o movimento das livrarias mais queridas do bairro. Livraria da Travessa, no Shopping Leblon. Foto: Leo Martins / Agencia O Globo - Leo Martins / Leo Martins

ZS Rio de Janeiro (RJ) 16/07/2014 – Especial Leblon. Burburinho literario e intelectual do Leblon: o movimento das livrarias mais queridas do bairro. Livraria da Travessa, no Shopping Leblon. Foto: Leo Martins / Agencia O Globo – Leo Martins / Leo Martins

Publicado em O Globo

RIO – O Brasil possui 3.095 livrarias, o que representa, em média, uma para cada 64.954 habitantes, de acordo com a Associação Nacional de Livrarias (ANL). Do total , 55% estão na região Sudeste, 19% no Sul, 16% no Nordeste, 6% no Centro-Oeste (incluindo o Distrito Federal) e 4% no Norte, conforme pesquisa da instituição sobre a localização desses espaços comerciais no país.

Entre as dez cidades com mais livrarias por habitantes estão duas capitais: Belo Horizonte, em primeiro lugar, com uma loja para cada 13.848 habitantes; e Porto Alegre, em quarto lugar, com uma para cada 14.913.

O Rio tem 252 livrarias, o que significa uma a cada 24.865 moradores. São Paulo tem 335, representando uma loja a cada 35.664 pessoas. A Camaçari (BA) coube o pior índice: uma a cada 255.238 habitantes. Foram analisados municípios com população acima de 50 mil habitantes.

A média brasileira é inferior à recomendada pela Unesco, que é de 1/10 mil, segundo Ednilson Xavier, presidente da ANL. Para ele, a concentração nas regiões Sudeste e Sul, que chega a 74%, reflete a má distribuição de cultura no país.

— O Norte e o Nordeste sofrem com falta de acesso. Políticas públicas são necessárias para evitar essa concentração. As livrarias costumam ter acervo mais rico e atualizado do que as bibliotecas. Para termos um país com mais leitores, precisamos olhar para as livrarias não só como espaço comercial, mas também social — defende Xavier.

No mundo, observa-se que a venda de livros migra para a internet e, no Brasil, a situação não é diferente. Para Carlo Carrenho, consultor editorial e fundador do site “Publishnews”, o crescimento da venda on-line atende em parte a demanda de locais onde não há livrarias.

— A ANL entende que a loja física é importante porque estimula o consumo — explica Carrenho, avaliando ser necessário o investimento em comércio eletrônico por parte de espaços comerciais médios.

VEREJO ON-LINE

Grandes varejistas, Saraiva e Livraria Cultura informam que 30% e 23% de seus faturamentos, respectivamente, vêm de vendas pelos sites. A Livraria da Travessa vende pela internet o mesmo que numa de sua lojas físicas. E 70% de seus clientes virtuais vivem fora do eixo Rio-São Paulo.

— A internet é hoje a maior loja da companhia e a tendência é de crescimento, especialmente no Norte e no Nordeste, onde há mais espaço para conquistar novos consumidores — afirma o diretor de negócios digitais da Livraria Cultura, Jonas Ferreira, sem desconsiderar a importância da experiência cultural proporcionada pelas lojas físicas.

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