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McLivro Feliz

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McDonalds vai distribuir 10 milhões de livros na América Latina em 2014

Leonardo Neto, no PublishNews

Fotógrafo: Divulgação

Fotógrafo: Divulgação

O McDonalds quer se transformar, em 2014, na maior rede de livrarias do Brasil. Isso mesmo. Você não leu errado… Em fevereiro, a rede de fast foods vai dar livros infantis na compra do McLanche Feliz. A campanha, que acontece em toda a América Latina, promete distribuir 10 milhões de exemplares em 2014. De acordo com Hélio Muniz, diretor de comunicação para o Brasil, 50% disso ficará nas mais de 700 lojas do McDonalds espalhadas em 159 municípios de todos os estados da federação. “Estamos muito felizes em usar a nossa grande capilaridade para estimular o hábito de leitura entre as famílias”, comemora o diretor.

A edição ficou por conta da Planeta. “Procuramos uma editora que tivesse a capacidade de chegar em diversos países da América Latina e, nesse sentido, a Planeta foi a parceira mais adequada”, comentou Muniz.

A campanha será feita em dois rounds. O primeiro, marcado para começar em 25 de fevereiro, vai distribuir seis títulos de autores nacionais. Encabeçando o time, Ana Maria Machado, com o inédito De noite no bosque, que conta uma história que mistura vários clássicos infantis contados por dois irmãos. Dois poemas (A Casa e O Pato) de Vinícius de Morais musicados pelo Poetinha e por Toquinho no álbum Arca de Noé estão em outro título da coleção. Caio Ritter (com Menino qualquer), Lalau (Você pergunta, a poesia responde), Márcio Vassallo (A voz da minha mãe), Leticia Wierzchowski e Marcelo Pires (O farol e o vaga-lume) completam a coleção.

Essa não é a primeira vez que o McDonalds dá livros a seus clientes. Em novembro de 2013, a uma campanha distribuiu livros nas áreas de ciências e física, mas que, de acordo com Isabela Almeida, gerente de marketing da empresa no Brasil, não teve o alcance que terá agora. “Essa é a primeira vez que fazemos essa campanha de livros exclusivamente com autores brasileiros. A gente entendeu que era hora de trazer uma nova edição com livros mais lúdicos, escritos por escritores que já têm a linguagem do universo infantil”, comentou Isabela. Além do texto, os exemplares trazem atividades e uma cartela de stickers que permite que os leitores recontem as histórias lidas no livro. Em novembro, será feita uma nova campanha.

Em nível mundial, essa onda de dar livros na compra de lanches do McDonalds começou na Europa, há dois anos. A ideia é que se torne uma campanha sazonal, mas permanente no Brasil. No período da campanha, o McDonalds estuda levar contadores de histórias e autores para sessões de autógrafos nas suas lojas. “Se a gente fizer que uma criança saia das nossas lojas com um livro e compartilhe com um amiguinho, teremos a nossa missão cumprida”, comentou Daniel Arantes, diretor de planejamento de marketing para América Latina da companhia. “Dizem que poesia não enche barriga, mas enche a alma… Nossos clientes vão poder sair dos nossos restaurantes com a barriga e alma cheias agora”, finalizou Arantes.

É política do McDonalds vender os brindes do McLanche Feliz, independente da compra do kit. Pais e crianças que quiserem adquirir um exemplar terão que desembolsar R$ 9,50.

Nova biografia de Salinger fala sobre como traumas de guerra influenciaram na escrita d’O Apanhador no Campo de Centeio

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JD Salinger

Diego Santos, no Literatortura

Resultante de um trabalho de 9 anos pesquisa e mais de 200 entrevistas, acaba de ser lançada a biografia de Jerome David Salinger.

JD Salinger, escritor americano que, de certa forma, introduziu um novo estilo na literatura, terá nova biografia, com mais de 700 páginas, escrita pelo cineasta Shane Salerno e o escritor David Shields.

A obra conta sobre os momentos vividos por Salinger em relação a sua família, o período em que esteve na 2ª Guerra Mundial e sua aproximação com a filosofia oriental e o zen-budismo.

Os autores acreditam que os traumas da guerra tiveram extrema importância para a formação de Salinger, até no que diz respeito a sua literatura. Eles afirmam que “Ele esteve em cinco batalhas sangrentas na 2.ª Guerra e, durante algum tempo, transformou seu sofrimento acumulado em arte perecível”, escrevem os autores(…) Esses golpes físicos não só definiram sua arte como também o transformaram em um artista que exigia de si mesmo nada menos que a perfeição.”

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Salinger e os rascunhos de “O Apanhador”. Foto tirada durante a Guerra.

Eles afirmam ainda que, os traumas convertidos em Literatura, como em O Apanhador no Campo de Centeio foi o que levou tanta gente a se identificar com as obras. Identificação essa que levou John Hinckley a tentar assassinar o presidente Ronald Reagan em 1981. E até mesmo Mark David Chapman, que quando assassinou seu ídolo John Lennon, carregava nos braços um exemplar d’O Apanhador.

Shields e Salerno tentam compreender várias questões e traumas de Salinger que teriam sido transferidas para sua obra em forma de arte. Acreditam que pelo fato do escritor ter nascido com apenas um dos testículos, fizeram com que ele associasse a sexualidade adulta a vulgaridade, por isso, em seus contos era possível notar um tipo de atração por pés femininos, uma espécie de “sexualidade não genital”. Além disso, acreditam que o envolvimento dele com mulheres mais jovens seria devido a inexperiência sexual de suas parceiras, que fariam com que seu “defeito físico” passasse despercebido.

A biografia também dá destaque a reclusão do escritor. JD Salinger morreu aos 91 anos de idade, na cidade de Cornish em North Hampshire, onde se isolava há mais de 50 anos. Preferia não dar entrevistas, mas gostava de saber o que acontecia ao seu redor. Era querido pelas pessoas da cidade onde morava e aparecia de vez em quando em algumas festas, numa forma de não ser esquecido.

Gostava de saber o que era dito obre ele e sobre sua obra e aparecia para o mundo quando algum tipo de resposta era necessário.

O biógrafo Paul Alexander teria dito que Salinger era um recluso que gostava de flertar com o público para lembrá-lo de que era um recluso.

Uma lista déjà vu

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Poucas novidades na lista e no ranking das editoras

Cassia Carrenho, no PublishNews

Numa primeira olhada a lista geral dos mais vendidos parece ser um repeteco da semana passada, com apenas algumas alterações nas posições. Os quatro primeiro livros são os mesmos: A culpa é das estrelas (Intrínseca), Nada a perder 2 (Planeta), Destrua este diário (Intrínseca) e Kairós (Principium). A única novidade na lista geral é o lançamento A redenção de Gabriel (Arqueiro), que chegou e já foi para o 5º lugar. Na lista de ficção foi direto para a vice-liderança com 4.286 exemplares.

Outras novidades na lista foram: não ficção, Operação banqueiro (Geração editorial) e O sal da vida (Valentina), e autoajuda, Estrada para os sonhos (Gente).

No ranking das editoras a mesma sensação de “já te vi” da semana passada, com Intrínseca em 1º lugar, com 18 títulos, Sextante com 12, Record com 10 e Novo Conceito, com 7. O destaque desta semana vai para o empate no 5º lugar da Companhia das Letras (que subiu uma posição), Gente (subiu 4 posições) e Vergara&Riba (subiu 5 posições).

Concurso Cultural Literário (46)

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capa minha metade silenciosa

LEIA UM TRECHO

Stark McClellan tem 14 anos. Por ser muito alto e magro, tem o apelido de Palito, mas sofre bullying mesmo porque é “deformado”, já que nasceu apenas com uma orelha. Seu irmão mais velho, Bosten, o defende em qualquer situação, porém ambos não conseguem se proteger de seus pais abusivos, que os castigam violentamente quase todos os dias. Ao enfrentar as dificuldades da adolescência estando em um lar hostil e sem afeto – com o agravante de se achar uma aberração –, o garoto tem na amizade e no apoio do irmão sua referência de amor, e é com ela que ambos sobrevivem.

Um dia, porém, um episódio faz azedar terrivelmente a relação entre Bosten e o pai. Para fugir de sua ira, o rapaz se vê obrigado a ir embora de casa, e desaparece no mundo. Palito precisa encontrá-lo, ou nunca se sentirá completo novamente. A busca se transforma em um ritual de passagem rumo ao amadurecimento, no qual ele conhece gente má, mas também pessoas boas. Com um texto emocionante, personagens tocantes e situações realistas, não há como não se identificar e se envolver com este poético livro.
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“Smith acelera as emoções e a violência neste livro realista e poderoso, trazendo abuso sexual, drogas pesadas e falta de um lar, ao mesmo tempo em que inclui personagens positivos que dão a Palito o apoio de que ele desesperadamente precisa.”
Publishers Weekly

“Uma obra convincente e perturbadora.”
Kirkus Reviews

Vamos sortear 3 exemplares de “Minha metade silenciosa“, lançamento da Gutenberg.

Para participar, comente se é mais comum a amizade ou a rivalidade entre irmãos. Por gentileza, use no máximo 3 linhas.

Se usar o Facebook, não se esqueça de deixar seu e-mail de contato.

O resultado será divulgado dia 27/2 às 17h30 neste post.

Boa sorte! ;-)

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Parabéns aos ganhadores: Paulo Henrique, Tati Meireles e Symone.

Por gentileza enviar seus dados completos para livrosepessoas@gmail.com em até 48 horas.

Livro defende tese de que Hitler foi enterrado em cidade de Mato Grosso

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Dissertação aponta que o nazista viveu seus últimos anos no estado.
Versão é contestada por professor de História Contemporânea da UFMT.

Foto obtida pela pesquisadora mostra o senhor Adolf Leipzig com a companheira em Livramento no ano de 1982, quando Hitler teria 93 anos de idade. (Foto: Simoni Guerreiro Dias / Arquivo Pessoal)

Foto obtida pela pesquisadora mostra o senhor Adolf Leipzig com a companheira em Livramento no ano de 1982, quando Hitler teria 93 anos de idade. (Foto: Simoni Guerreiro Dias / Arquivo Pessoal)

Renê Dióz, no G1

O ditador Adolf Hitler, marcado na história pela execução de milhões de judeus no século passado, pode ter escapado da invasão soviética a Berlim em 1945 e forjado o próprio suicídio a fim de fugir para a América do Sul, onde teria vivido e morrido com cerca de 95 anos na pequena cidade de Nossa Senhora do Livramento, a 42 km de Cuiabá. Pelo menos é o que defende o livro “Hitler no Brasil – Sua Vida e Sua Morte”, dissertação de mestrado em jornalismo de Simoni Renée Guerreiro Dias, que subverte a versão conhecida dos últimos dias do nazista. A pesquisadora deve realizar um exame de DNA em Israel com um suposto descendente do nazista.

Ainda em desenvolvimento, a dissertação segue a linha de outras pesquisas que apontam rastros de nazistas na Argentina após a Segunda Guerra, mas já recebeu críticas como a do professor de História Política e Contemporânea da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Cândido Moreira Rodrigues. Ele aponta falta de rigor científico no trabalho e afirma que não faltam referências na historiografia segundo as quais o ditador se suicidou ao ver-se encurralado pelos soviéticos em 1945.

Autora do livro defende que Hitler tinha interesses em Mato Grosso. (Foto: Renê Dióz/G1)

Autora do livro defende que Hitler tinha interesses
em Mato Grosso. (Foto: Renê Dióz/G1)

A própria mestranda Simoni Dias, judia e residente em Cuiabá, conta que demorou dois anos para acreditar nos primeiros relatos que ouviu sobre a suposta passagem do Führer em território mato-grossense. “Eu zombava, dava risada, dizia que era blefe”, relata. Hoje, porém, ela se diz convicta e afirma que o austríaco não teria vindo parar em Mato Grosso por acaso.

O livro
Graduada em Educação Artística, Simoni começou a pesquisar os últimos anos de Hitler após ouvir boatos de que ele, assim como outros nazistas de primeiro escalão, teria perambulado pela América do Sul após a guerra que derrubou o Reich na Europa. Em “Hitler no Brasil”, a autora registrou a parte inicial da pesquisa e ligou as versões de passagem pela América do Sul a outra história, a de que o Vaticano teria oferecido ao ditador derrotado o direito de posse e o mapa para localização de um tesouro jesuíta escondido desde o século XVIII em uma caverna em Nobres, cidade turística a 151 km de Cuiabá.

Pesquisa contou com abertura do túmulo em Livramento. O local é indicado apenas por um toco de madeira. (Foto: Simoni Guerreiro Dias / Arquivo Pessoal)

Pesquisa contou com abertura do túmulo em Livramento. O local é indicado apenas por um toco de madeira. (Foto: Simoni Guerreiro Dias / Arquivo Pessoal)

Hitler, portanto, teria escapado da invasão soviética e, com ajuda de Roma, viajou para Argentina, para o Paraguai, para o Rio Grande do Sul e, finalmente, para Mato Grosso, instalando-se numa cidade que hoje com pouco mais de 11 mil habitantes.

Na região, teria buscado sem sucesso o tal tesouro prometido pela igreja e morreu na década de 80, tendo sido enterrado com outro nome.

Hitler na prisão em 1925. (Foto: Heinrich Hoffmann/ Keystone Features/Getty Images)

Hitler na prisão em 1925. (Foto: Heinrich Hoffmann/
Keystone Features/Getty Images)

‘Alemão velho’
No livro, Simoni diz que se intrigou pela existência de um idoso estrangeiro na cidade de Nossa Senhora do Livramento, na década de 80, que utilizava como sobrenome a cidade onde o compositor Bach, admirado pelo líder nazista, foi enterrado. Adolf Leipzig, conhecido pela vizinhança por “Alemão Velho”, seria o próprio Führer disfarçado e virou objeto de pesquisa de Simoni, que recolheu objetos, restos mortais e relatos sobre ele.

A pesquisadora obteve uma fotografia de 1982 de Adolf Leipzig com sua companheira “Cutinga” e quase se convenceu por supostas semelhanças fisionômicas com Hitler. Ela conta que manipulou a foto, adicionando um bigode no rosto do sujeito, e a imagem alterada lhe teria convencido por completo. Já a relação com uma mulher fora dos padrões da chamada “raça ariana” seria mais um elemento de disfarce, supõe.

 

Pesquisadora obteve roupas e material genético. (Foto: Simoni Guerreiro Dias / Arquivo Pessoal)

Pesquisadora obteve roupas e material genético.
(Foto: Simoni Guerreiro Dias / Arquivo Pessoal)

Evidências
Outra suposta evidência considerada pela pesquisadora é o registro de uma internação para cirurgia na Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá no dia 29 de novembro de 1979. O registro, porém, é para um paciente chamado Adolfo Sopping, então com 81 anos de idade e natural do estado do Rio Grande do Sul. Em fevereiro do ano seguinte a Santa Casa registrou a entrada de Adolfo Lepping, de 82 anos e de mesma naturalidade. Simoni defende que trata-se da mesma pessoa.

Para daí afirmar que se tratava de Hitler, a pesquisadora relata uma outra suposta evidência: segundo uma fonte não identificada no livro, uma freira polonesa do hospital teria reconhecido a figura de Hitler.

“Aqui esse homem não entra! Ele é sanguinário! Matou muita gente! Tire-o daqui, por favor!”, teria exclamado a religiosa. Um padre a teria repreendido afirmando que aquele doente deveria ser atendido por ordens do próprio Vaticano.

A publicação de Simoni traz ainda evidências de outras supostas relações de Hitler com grupos de europeus que se fixaram em Mato Grosso, como suíços, e explora a peculiaridade da arma e de vestimentas que pertenceriam ao tal Adolf Leipzig, cujos restos mortais foram retirados do cemitério em Livramento para a pesquisa de Simoni.

Ela pretende submeter parte dos restos mortais, como cabelo e fragmentos de ossos, a exames genéticos com base em material colhido de um suposto descendente de Hitler localizado, segundo Simoni, em Israel. Ela deve viajar para o país ainda este ano para realizar o exame de DNA e depois seguir para a Alemanha a fim de concluir o projeto de mestrado.

Professor da UFMT critica critérios da pesquisa. (Foto: Cândido Moreira Rodrigues/Arquivo Pessoal)

Professor da UFMT critica critérios da pesquisa.
(Foto: Cândido Moreira Rodrigues/Arquivo Pessoal)

Crítica
Apesar de se tratar de um trabalho acadêmico, o professor Moreira Rodrigues, da UFMT, afirma que não há qualquer evidência de que Hitler tenha sobrevivido à invasão soviética a Berlim e deixado o território alemão após a derrota dos nazistas. Ele também apontou falta de rigor científico e não enxergou os devidos critérios de apuração historiográfica na apuração de Simoni.

“Não é novidade o fato de que muitos que se dizem historiadores venham a levantar hipóteses as mais diversas sobre as possíveis estadias de Hitler na América do Sul e a sua consequente morte num dos países desta região do mundo”, lembra o historiador, referindo-se a outras suposições já divulgadas sobre passagens de Hitler no Cone Sul.

Segundo ele, a historiografia é farta de evidências de que Hitler e sua companheira Eva Braun se suicidaram no bunker onde tentavam resistir aos ataques soviéticos. Subordinados, os próprios nazistas podem ter sido responsáveis pela incineração do corpo do líder antes que os soviéticos o capturassem. Segundo Rodrigues, esta é uma das únicas lacunas que ainda restam nesta história.

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