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Editora imprime trechos de histórias em bolsos de calças

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Ação realizada pela LP&M, especializada em pocket books, em parceria com a marca de moda jovem Free Surf mostra que boas narrativas podem caber nesse compartimento da roupa

Renata Leite, no Mundo do Marketing

A editora de pocket books LP&M fechou parceria com a Free Surf, empresa de moda jovem com mais de 1.000 lojas no país, e imprimiu trechos de contos, poemas e poesias no forro de calças jeans da marca. No fim dos textos, uma frase explica o conceito da ação: “Carregue uma boa história com você”. A ação “The Original Pocket Books” foi idealizada pela agência DM9Rio, para mostrar que narrativas podem caber no bolso, assim como ocorre com os livros em formato de pocket.

Veja o vídeo que apresenta a ação:

Imagem de Amostra do You Tube

5 livros que podem te levar a uma conversa com estranhos na rua

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

Estamos prestes a contradizer uma regra básica que seus pais repetiram incessantemente durante toda a sua infância: “Nunca fale com estranhos!”
Não que já não tenhamos quebrado regras antes, mas como uma criança, você realmente não deveria falar com estranhos. Mas a medida que envelhecemos e ficamos mais sábios, conversar com estranhos passa a ser uma necessidade que pode gerar conversas bem interessantes. Principalmente quando se tem os livros envolvidos no papo.

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Eu posso quase que te garantir com absoluta certeza que, se você estiver lendo em público qualquer uma das obras indicadas abaixo, é bem provável que você seja abordado por alguém para conversar sobre o que você está lendo.

✔ O Azarão, de Markus Zusak
*Livro já resenhado aqui no blog. Clique aqui para acessar a resenha.

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Muita gente leu ‘A Menina que Roubava Livros’, mas poucos conhecem os outros trabalhos do autor Markus Zusak. Com essa indicação explícita na capa do livro, certamente alguém irá te perguntar se ele é tão bom quanto o best-seller do autor.
Narrado em primeira pessoa, o livro apresenta a história de Cameron Wolfe, um garoto de 15 anos perdido na vida e que vive às turras com a família. Trabalha com o pai encanador e sua mãe está sempre brigando com os filhos.
Steve é o mais velho e mais bem-sucedido. Sarah é a segunda, e está sempre dando uns amassos com o namorado. Rube é o terceiro e o mais próximo de Cameron. Os dois, além de boxeadores amadores, vivem armando esquemas para roubar lojas e outros locais do tipo. Contudo, os planos nunca saem do papel.
Uma história sobre a vida e sobre as lições que dela podem ser tiradas. Um romance de formação que exibe um jovem incorrigível, infeliz consigo mesmo e com sua vida.
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✔ A Culpa é das Estrelas, de John Green

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É o livro que todo mundo está falando no momento, e se você está pensando em lê-lo em público, com certeza alguém virá até você dizer algo a respeito. Garanto!
Hazel foi diagnosticada com câncer aos treze anos e agora, aos dezesseis, sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões. Ela sabe que sua doença é terminal e passa os dias vendo tevê e lendo Uma aflição imperial, livro cujo autor deixou muitas perguntas sem resposta. Essa era sua rotina até ela conhecer Augustus Waters, um jovem de dezessete anos que perdeu uma perna devido a um osteosarcoma, em um Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Como Hazel, Gus é inteligente, tem senso de humor e gosta de ironizar os clichês do mundo do câncer – a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Com a ajuda de uma instituição que se dedica a realizar o último desejo de crianças doentes, eles embarcam para Amsterdã para procurar Peter Van Houten, o autor de Uma aflição imperial, em busca das respostas que desejam. Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A Culpa é das Estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.
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✔ 1Q84, de Haruki Murakami

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1Q84 é o livro mais ambicioso de Haruki Murakami, fenômeno da literatura contemporânea. Escrita originalmente em três volumes, a obra esteve no topo das listas de mais vendidos no mundo inteiro e, só no Japão, ultrapassou a marca de 4 milhões de exemplares vendidos.
Tóquio, 1984. Aomame, uma mulher que esconde sua profissão de assassina, é enviada para matar um homem numa missão que mudará drasticamente sua vida. Em paralelo, Tengo, professor de matemática e aspirante a escritor, se envolve em um misterioso projeto de reescrever o romance Crisálida de ar, composto por uma menina de 17 anos. De forma alternada, as duas narrativas convergem, e aos poucos o leitor descobre o verdadeiro elo entre elas. Conforme 1Q84 caminha para uma resolução, acompanhamos o incerto destino se fechar ao redor de Aomame e Tengo. Ao mesclar com maestria suspense, fantasia e amor, Murakami alcança nesta trilogia o ápice de sua criatividade literária.
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✔ As Sombras de Longbourn, de Jo Baker

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Se alguém olhar rapidamente a capa desse livro, ele será rapidamente remetido ao clássico ‘Orgulho e Preconceito’. Então, essa pessoa (de olhar fantástico) provavelmente irá te perguntar algo sobre a obra que tem em mãos.
Admiradora de Jane Austen, a romancista Jo Baker perguntava-se quem seriam aquelas presenças pontuais e quase inumanas que serviam à mesa ou entregavam um recado para os personagens de ‘Orgulho e Preconceito’, um dos romances mais recontados em versões literárias desde a sua publicação, há duzentos anos. Por trás de cada descrição da toalete das irmãs Bennet havia certamente o trabalho de uma criada, e cada refeição servida implicava uma cozinheira, um mordomo para servi-la. Qual seria a história não contada desses personagens?
As Sombras de Longbourn é o romance dessas figuras invisíveis. Sob o comando da governanta e cozinheira sra. Hill, trabalham Sarah e Polly, duas jovens trazidas de um orfanato quando ainda eram crianças para trabalhar na casa. O mordomo idoso, sr. Hill, serve à mesa e divide a administração da casa com a sra. Hill. Os quatro formam um pequeno exército de empregados que labuta dezoito horas por dia para que a família Bennet goze do máximo conforto possível.
Por sua impressionante pesquisa sobre a vida cotidiana no início do século XIX, e também por impor um estilo próprio a sua narrativa, Jo Baker recebeu elogios de críticos e publicações como The New York Times, que considerou ‘As Sombras de Longbourn’ excepcional: não uma sequência, mas um olhar comovente sobre o mundo de Orgulho e preconceito, só que do ponto de vista da área de serviço.
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✔ O Teste: Seu Tempo Está Acabando, de Joelle Charbonneau

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A primeira vista, o visual dessa obra pode até sugerir um spin-off de ‘Jogos Vorazes’, e qualquer fã da saga ficará tentado em perguntar do que se trata o livro.
No dia de formatura de Malencia ‘Cia’ Vale, e dos jovens da colônia de Five Lakes, tudo o que ela consegue imaginar – e esperar – é ser escolhida para O Teste, um programa elaborado pela United Commonwealth que seleciona os melhores e mais brilhantes recém-formados para que se tornem líderes na demorada reconstrução do mundo pós-guerra. Ela sabe que é um caminho árduo mas existe pouca informação a respeito desta seleção. Mas então ela é finalmente escolhida e seu pai, que também havia participado da seleção, se mostra preocupado.
Desconfiada sobre o seu futuro, ela corajosamente segue para longe dos amigos e da família, talvez para sempre. O perigo e o terror a aguardam. Será que uma jovem é capaz de enfrentar um governo que a escolheu para se defender?
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E por falar em conversa, use o nosso espaço dos comentários abaixo para contar quais livros já provocaram uma conversa com algum estranho na rua.

Rubem Alves é internado em UTI após pneumonia em Campinas, SP

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Novo boletim médico deve ser divulgado no começo da tarde de quarta-feira.
Página oficial em rede social pede orações e ‘boas vibrações’ para o poeta.

Publicado por G1

Rubem Alves, de 80 anos, é poeta, pedagogo e escritor. (Foto: reprodução/EPTV)

Rubem Alves, de 80 anos, é poeta, pedagogo e
escritor. (Foto: reprodução/EPTV)

O escritor Rubem Alves está internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Centro Médico de Campinas (SP) há seis dias. De acordo com o hospital, ele foi encaminhado para o local na noite da quinta-feira (10) por insuficiência respiratória, após uma pneumonia.

De acordo com o último boletim médico divulgado pelo hospital na noite de terça-feira (15), o escritor, de 80 anos, se alimentava por sonda, respirava com a ajuda de aparelhos, estava sedado, mas apresentava quadro estável.

Segundo a entidade, um novo boletim médico deve ser divulgado no começo da tarde desta quarta-feira (16).

A página oficial do escritor em uma rede social divulgou uma nota sobre a internação de Rubem Alves e pediu para que os fãs enviassem ‘boas vibrações’ e orações para ajudar na recuperação do poeta.

Intelectual

Rubem Alves é pedagogo, poeta, filósofo, cronista, contador de estórias, ensaísta, teólogo, acadêmico, palestrante, autor de livros para crianças e psicanalista. Ele nasceu no dia 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, no sul de Minas Gerais e atualmente mora em Campinas.

Página oficial pede para fãs enviarem 'boas vibrações' para o escritor (Foto: Reprodução/ Facebook)

Página oficial pede para fãs enviarem ‘boas vibrações’ para o escritor (Foto: Reprodução/ Facebook)

#ForçaRubemAlves

Artista cria retratos realistas de pessoas e animais em pilhas de livros usados

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Publicado por Hypeness

Enquanto que muitos ilustradores colocam suas artes dentro de livros, Mike Stilkey prefere usá-los como tela. Chamadas por ele de “esculturas de livros”, as peças são formadas por diversos livros usados, que foram resgatados dos lixos de bibliotecas – por estarem velhos, duplicados ou desatualizados. Ao unir essas peças, ele tem a seu dispor uma bela tela, a qual preenche com sua arte.

Mike Stilkey cria belíssimos retratos de pessoas e animais antropomórficos, que tocam instrumentos musicais e se vestem com roupas “de gente”. As lombadas dos livros, com suas diferentes cores e inscrições, funcionam como um fundo perfeito para a pintura.

Veja o resultado logo abaixo:

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Todas as fotos © Mike Stilkey

‘Dungeons & dragons’ completa 40 anos influenciando escritores famosos

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Misto de livro e jogo fez parte da formação de autores como Junot Díaz, George R.R. Martin e Matt Groening

Mesa de 'Dungeons & Dragons' - Reprodução/Wikimedia Commons

Mesa de ‘Dungeons & Dragons’ – Reprodução/Wikimedia Commons

Publicado em O Globo

NOVA YORK — Quando era um jovem imigrante crescendo em Nova Jersey, o escritor Junot Díaz se sentia marginalizado. Mas esse sentimento se dissipou de alguma forma em 1981, quando ele estava na sexta série. Junto com algums amigos, que também tinham raízes em reinos distantes — Egito, Irlanda, Cuba e República Dominicana — foi “completamente sugado”, diz, por “um conceito radical: um jogo de interpretação”, na forma do “Dungeons & dragons”.

Jogando “D&D” e seus contos com missões heróicas, “as crianças podiam viajar”, disse Diaz, de 45 anos, numa entrevista por e-mail, além de “viver aventuras, triunfar, serem poderosas, falhar e passar por experiências impossíveis no mundo real”. “Para nerds como nós, o ‘D&D’ foi um horizonte mais amplo”, acrescenta. O jogo funcionava como “uma espécie de tutorial de narrativas”.

Agora o muito popular e muito ridicularizado “Dungeons & dragons”, o primeiro RPG comercial, completa 40 anos. No “D&D”, os jogadores se sentam em volta de uma mesa, não uma tela de vídeo. Juntos, usam mapas desenhados a mão e bonecos em miniatura para contrar histórias de bravos e espertos protagonistas como feiticeiros élficos e guerreiros anões que exploram cavernas e enfrentam orcs, trolls e devoradores de mentes. Dados dos mais variados formatos e enormes livros de regras ajudam a determinar o resultado história, que vai se formando de acordo com as decisões dos jogadores.

Para alguns escritores, especialmente aqueles que cresceram nos anos 1970 e 1980, todo aquele tempo perdido em volta da mesa valeu a pena. O “D&D” ajudou a dar o primeiro impulso em suas vidas criativas. “Foi uma forma de narrativa que formou vários tipos de escritores”, argumenta Díaz.

A liga de ex-jogadores inclui o autor de “ficção estranha” China Miéville (“The city & the city”); Brent Hartinger (autor de “Geography club”, um romance sobre adolescentes gays e bissexuais); o escritor de ficção científica e literatura jovem Cory Doctorow; o poeta Sherman Alexie; o comediante Stephen Colbert; e George R.R. Martin, autor de “Game of thrones” (que ainda gosta de RPG). Outros que também foram influenciados, na televisão e no cinema, são Robin Williams, Matt Groening (“Os Simpsons”), Dan Harmon (“Community”) e Chris Weitz (“American pie”).

Com o lançamento de uma nova versão de “Dungeons & dragons” nesta terça-feira, e livros de regras mais avançados programados para os próximos meses, outra geração de futuros escritores pode encontrar inspiração nos mapas de calabouços e castelos cheios de segredos.

Díaz, professor no Massachusetts Institute of Technology, o MIT, diz que seu primeiro romance, o vencedor do Pulitzer “A fantástica vida breve de Oscar Wao”, foi escrito “em homenagem ao tempo em que eu jogava”. Oscar, o protagonista, é um “fanático por RPG”. Querendo se tornar o J.R.R. Tolkien da República Dominicana, ele escreve “dez, 15, 20 páginas por dia” de ficção inspirada em fantasia.

Mesmo nunca tendo se tornado um escritor de fantasia, Días atribui seu sucesso, em parte, aos “primeiros anos profundamente envolvido em narrativas fantásticas”. Com o “D&D”, garante, “aprendeu muito sobre a essência da narrativa, sobre como dar espaço para o leitor participar”. Nos jogos, Días normalmente era o Mestre, o semi-narrador que define as regras e o destino dos jogadores.

O papel do mestre num jogo de RPG é criar um mundo crível com uma história de fundo, aventuras para os jogadores e opções para viradas na narrativa. A função exige habilidades variadas como as de um diretor teatral, pesquisador e psicólogo — todas importantes para um escritor.

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O que torna as história do “D&D” diferentes de romances e outras narrativas é sua natureza de improviso e interação. O roteiro é decidido em grupo. Como um jogador, “você precisa convencer os outros de que sua versão da história é interessante e válida”, diz Jennifer Grouling, professor de inglês na Ball State University. Ela estudou jogadores de “D&D” para seu livro “The creation of narrative in tabletop role-playing games”.

Se um mestre de jogo cria um “mundo tedioso com um enredo pouco interessante”, diz, os jogadores podem ir numa direção completamente diferente. Da mesma forma, como juiz o mestre pode vetar as decisões dos jogadores. “Acredito que o ‘D&D’ pode ajudar a desenvolver a capacidade de trabalhar e escrever em grupo”, acrescenta.

Jennifer também cita um “senso de controle sobre as histórias” como uma das razões pelas quais as pessoas gostam de RPGs. “O ‘D&D’ está completamente na imaginação e as regras são flexíveis. Não existem as mesmas limitações da ficção, ou mesmo de videogames”, diz.

Um romance é algo terminado, escrito, editado e publicado. No ‘D&D’, o roteiro é sempre fluido; qualquer coisa pode acontecer.

O dramaturgo e roteirista David Lindsay-Abaire, de 44 anos, autor da peça “Rabbit hole”, vencedora do Pulitzer, diz que o “D&D” “remonta a um modo primitivo de contar história”, que é ao mesmo tempo “imersivo e interativo”. Para ele, o mestre de jogo lembra um “narrador tribal que reúne todos em torno do fogo para contar histórias sobre heróis, deuses e monstros”.

“É um evento comunal, vivo, onde tudo pode acontecer a qualquer momento.”

Lindsay-Abaire diz que organizar aventuras de RPG esteve entre “as primeiras experiências com escrita” que teve. E que o jogo ensinou não apenas sobre enredos, mas também sobre desenvolvimento de personagens.

Para Díaz, “quando as garotas entraram na equação de uma forma séria, o jogo ficou de lado”. Mas ele diz que ainda sente falta das aventuras de “D&D” e sente que o RPG deixou um legado.

“Não sei se teria conseguido passar de leitor a escritor com facilidade se não fosse o jogo”.

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