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Após disputa, Sherlock Holmes permanece em domínio público

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Publicado por Folha de S.Paulo

A história de “Sherlock Holmes” permanecerá em domínio público, apesar das tentativas de manter os diretos autorais sobra a obra, levadas à justiça pelos administradores do espólio do escritor Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930).

A corte americana decidiu nesta segunda (4) em favor de um editor que brigava na justiça pelo livre uso da história do famoso detetive britânico, criado por Doyle no final do século 19.

A disputa entre o editor de livros Leslie Klinger e os atuais administradores da herança de Doyle teve início no ano passado. Na ocasião, os herdeiros exigiram que Klinger pagasse uma licença para publicar uma nova antologia do detetive, o que levou o editor a abrir um processo na justiça contra os gestores.

Os atores Benedict Cumberbatch (à esq., como Sherlock Holmes) e Martin Freeman (como John Watson), na série de TV 'Sherlock', da BBC/ Robert Viglasky/BBC

Os atores Benedict Cumberbatch (à esq., como Sherlock Holmes) e Martin Freeman (como John Watson), na série de TV ‘Sherlock’, da BBC/ Robert Viglasky/BBC

Na época, a corte decretou que todas as histórias de Holmes publicadas antes de 1923, ou há mais de 90 anos, pertencem agora ao domínio público. Ou seja, não é necessário uma licença para utilizá-las.

Insatisfeitos, os administradores recorreram a decisão, alegando que a personalidade ficcional do personagem não pode ser dividida em aspectos protegidos ou não por copyrights.

Com esta divisão, aspectos mencionados pela primeira vez em livros publicados após 1923 não podem ser utilizados em reinterpretações da obra, sem que se pague uma licença por elas. Cerca de dez histórias sobre o detetive foram publicadas depois de 1923.

Mesmo assim, a corte decidiu novamente a favor do editor, alegando que vai contra as leis dos Estados Unidos conceder 135 anos de proteção dos direitos autorais, tal como é exigido pelos herdeiro. Em sua decisão, o juiz do caso considerou a demanda uma “forma de extorsão”, e a atuação de Klinger, um “serviço público”.

Grandes empresas que realizaram adaptações da história do detetive, como a Warner Bros e a HBO, pagaram a licença requerida pelos donos do espólio.

No Brasil e no Reino Unido, o prazo para uma obra entrar em domínio público é de 70 anos após a morte de seu autor, o que significa que todos os livros de Conan Doyle podem ser reeditados e adaptados livremente nos dois países.

J.K. Rowling se passa por Dumbledore para enviar carta a sobrevivente de massacre

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Autora da saga ‘Harry Potter’ escreveu mensagem de apoio a jovem americana que perdeu os pais e os irmãos nos EUA

Dumbledore, interpretado na imagem por Michael Gambon, é um dos personagens preferidos da saga de J.K Rowling - Divulgação/Warner

Dumbledore, interpretado na imagem por Michael Gambon, é um dos personagens preferidos da saga de J.K Rowling – Divulgação/Warner

Publicado em O Globo

RIO — Autora dos livros “Harry Potter”, J.K. Rowling enviou uma carta de apoio em nome do bruxo Alvo Dumbledore a Cassidy Stay, de 15 anos, única sobrevivente de um massacre que dizimou sua família. A mensagem foi enviada dias após a menina de Houston, no Texas, revelar que o bruxo de Hogwarts foi sua inspiração para encarar o luto. O conteúdo da carta não foi divulgado.

O massacre aconteceu no dia 9 de julho. Segundo a polícia, Ronald Lee Haskell, de 33 anos, autor dos disparos, entrou na casa da família de Cassidy, buscando por sua ex-mulher (tia da jovem), e acabou atirando contra os sete integrantes da família. Mesmo ferida, ela conseguiu ligar para a polícia após o atirador sair. Os pais e os quatro irmãos da adolescente morreram. Haskell foi preso no mesmo dia, e seu advogado alegou que ele possui distúrbios mentais.

A jovem, que agora mora com o avô, fingiu estar morta e alertou a polícia sobre o crime ocorrido em sua residência em julho deste ano. Durante o velório da família, Cassidy contou ter tirado de “Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban” a inspiração para buscar forças para enfrentar um momento tão difícil, e leu uma frase dita por Dumbledore no livro: “A felicidade pode ser encontrada até nos tempos mais escuros se alguém se lembrar de ligar a luz.”

Além da carta, assinada pelo mago e diretor de Hogwarts, o pacote enviado por Rowling continha uma varinha mágica, uma carta de aceitação para a escola, a lista de materiais do ano letivo e o terceiro livro da série autografado pela autora. O recebimento da correspondência foi confirmado numa página no Facebook, criada por amigos de Cassidy para realizar um encontro entre Rowling e a jovem.

Segundo o jornal “The Telegraph“, um porta-voz da escritora confirmou que “J.K. Rowling entrou em contato com Cassidy Stay”, mas que “o conteúdo da carta permanece em privado”.

Literatura e internet: uma jornada metamórfica

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Se tem muito discutido a relação entre internet e literatura, tal como a importância de divulgação da leitura e escrita.

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Luísa G. Ferreira, no Homo Literatus

A literatura possui suas raízes intrinsecamente ligadas à cultura. A escrita não surgiu de forma prorrompida, todos os passos da humanidade influenciaram e influenciam o que escrevemos hoje. De acordo com o momento vivido, as suas relações dentro do contexto histórico e político o escritor cria sua própria técnica e suas características tão importantes em sua obra. Um exemplo são os personagens criados por Dostoiévski, sempre bem construídos psicologicamente, explorando o lado obscuro existente em todo homem. Suas referências são as escolas de teologia, psicologia e o modernismo literário, contribuindo na construção do existencialismo e expressionismo.

Jamais consegui nada, nem mesmo me tornar malvado; não consegui ser belo, nem mau, nem canalha, nem herói, nem mesmo um inseto. E agora, termino a existência no meu cantinho, onde tento piedosamente me consolar, aliás sem sucesso, dizendo me que um homem inteligente não consegue nunca se tornar alguma coisa, e que só o imbecil triunfa. Sim, meus senhores. O homem do século XIX tem o dever de ser essencialmente destituído de caráter; está moralmente obrigado a isso. O homem que possui caráter, o homem. De ação, é um ser essencialmente medíocre. Tal é a convicção de meus quarenta anos de existência. (Conto: O Subsolo, de Fiódor Dostoiévski)

Bem como Dostoiévski, o escritor português Fernando Pessoa possui características bem marcantes. O Modernismo Português (que inclui Pessoa) teve como base os movimentos de vanguarda européia com a publicação do primeiro volume da revista Orpheu. Instalou-se com a eclosão da Primeira Guerra Mundial e possuía uma crítica à estética e a idealização estabelecidas pela Revolução Industrial. A utilização de heterônimos foi um marco de Pessoa. Diferente dos pseudônimos que constituíam apenas a utilização de um outro nome, os heterônimos eram a constituição de uma nova pessoa com características próprias, uma multiplicação de identidades.

Alguns exemplos de seus heterônimos e suas peculiaridades:

Alberto Caeiro

Considerado o Mestre, tem uma linguagem simples, ligada a natureza, provavelmente herdada pelas suas origens de poucos anos de estudo. Adepto do verso livre, anti-metáfisico, predominando as sensações visuais (vê o pensamento como um mundo vazio e obscuro), pouco uso de metáforas.

Creio no mundo como num malmequer,

Porque o vejo. Mas não penso nele

Porque pensar é não compreender…

O Mundo não se fez para pensarmos nele

(Pensar é estar doente dos olhos)

Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…

(Trecho de O Meu olhar, Alberto Caeiro)

Ricardo Reis

Adepto do que promove calma, clareza, serenidade e paz. Baseado principalmente nas doutrinas gregas: epicurismo (busca da tranquilidade) e estoicismo (não envolver muito emocionalmente para ter liberdade). Possui uma linguagem culta com temas mitológicos.

Vê de longe a vida.

Nunca a interrogues.

Ela nada pode

Dizer-te. A resposta

Está além dos deuses.

Mas serenamente

Imita o Olimpo

No teu coração.

Os deuses são deuses

Porque não se pensam.

(Trecho de Segue o Teu Destino, Ricardo Reis)

Álvaro de Campos

Possuiu três fases de escrita: a Decadentista, Futurista/Sensacionista e a Intimista/Pessimista). Possui poemas mais intensos e apelativos, existencialmente. O heterônimo futurístico de Fernando Pessoa, de angústia incessante.

Ah, onde estou ou onde passo, ou onde não estou nem passo,

A banalidade devorante das caras de toda gente!

Ah, a angústia insuportável de gente!

(Múrmuro outrora de regatos próprios, de arvoredo meu)

Queria vomitar o que vi, só a náusea de ter o visto,

Estômago da alma alvorotado de eu ser …

(Oh, onde estou, de Álvaro de Campos)

Estes exemplos (Dostoiévski e Pessoa) demonstram claramente a relação entre as mudanças ocorridas em um contexto social e a literatura. Para o entendimento da relação com a internet é preciso esgueirar-se pela história; as primeiras formas de escrita eram baseadas em símbolos, evoluindo em diferentes sistemas de acordo com os diferentes povos existentes naquela época. O início da escrita é um marco importante no desenvolvimento humano, delimitando o início da história e o fim da pré-história. Como sendo uma das primeiras formas de comunicação, se torna a base indispensável para as outras que se desenvolveram e as que se desenvolverão ao longo do tempo.

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Durante a década de 1960, uma das mais importantes invenções humanas começou a ganhar forma. Com objetivos militares; a internet, entrementes a Guerra Fria, possuía inicialmente o intuito de armazenamento e compartilhamento de dados sigilosos dos EUA. Muitas das tecnologias usadas hoje foram em seus princípios, utilidades bélicas e de guerrilhas. Apesar disso, com o desenvolvimento científico, estas invenções se tornaram muito úteis para fins acadêmicos, e nos dias atuais tornou-se um alicerce para divulgações literárias.

Se tem muito discutido a relação entre internet e literatura, tal como a importância de divulgação da leitura e escrita. Assim, é viável pontuar os principais tópicos abrangentes das duas áreas para um entendimento mais amplo e racional.

A internet como ferramenta de escrita

Muitos são os textos publicados na internet, sejam em blogs ou em sites. É importante distinguir as várias nuances que cercam um texto feito para a internet e um texto publicado na internet. Os textos escritos em blogs possuem um escrita mais subjetiva, focando na vida do escritor, uma espécie de diário; além disso, é comum o uso de termos típicos da web como: ‘rs’, ‘haha’. Geralmente são texto criados para a web. Já a maioria dos sites focam em um material mais formal, discutindo assuntos atuais ou clássicos. Um exemplo é o Homo Literatus, com o jornalismo literário, publica sobre a literatura (material crítico), e a literatura (com crônicas e contos dos colaboradores). Como diferenças básicas, estão o público alvo e o tipo de escrita: formal ou informal.

Credibilidade

Hoje em dia os internautas possuem uma maior distinção do que se tem credibilidade ou não na internet. Como “todos” têm liberdade de publicar qualquer material, a web pode se tornar vilã para alguns leitores; ludibriando e distorcendo conteúdos de relevância.

Discursões

Conteúdos são despejados todos os dias, a maioria são superficiais. Assim como a credibilidade, o leitor precisa encontrar discussões mais profundas, que não se contentem em mostrar apenas um lado da moeda, principalmente em assuntos atuais, que estejam em pauta.

Algo novo ou apenas uma reprodução modificada do real?

Pode-se pensar que a internet introduziu diversos conteúdos, tipos de escrita; mas a maioria já existia e foi apenas modificada. Como as cartas, os moleskines para anotações, e até mesmo, os próprios livros.

A globalização

A internet se tornou um meio de globalização, uma extensão do que o capitalismo introduziu com empresas multinacionais, se tornando uma forma de adquirir mais acesso do que antigamente. Também é mais comum os textos coletivos, unindo ideias e pessoas de diferentes lugares. Incluindo a possibilidade de armazenamento de fotos e textos virtualmente.

As dificuldades de publicação

Um dos motivos do aumento nas publicações independentes vem da resistência das editoras. Muitas ainda preferem publicar um best-seller americano que já possui viabilidade e com certeza será sucesso de vendas no Brasil, do que investir em um novo escritor. Isso faz com que as publicações independentes permanecem no texto integral, sem ser corrompido por mudanças feitas por editores. O público passa e ter um contato mais direto com o autor, com a sua escrita em essência. Há também, situações que envolvem ‘da internet para a editora’, como aconteceu com o ‘Eu me chamo Antônio’, um projeto envolvendo poemas; fizeram um grande sucesso na internet e só após foi publicado editorialmente.

As redes sociais

O auge de divulgação fica com as redes sociais. Através do Twitter e do Facebook quem está conectado vê como uma forma de se expressar publicar frases/citações e trocar informações sobre suas obras preferidas. Os jovens são quem dominam esta área, criando fan pages sobre obras as obras mais populares do momento. Os livros se tornam mais do que conteúdo, um objeto; e os leitores se tornam fãs; alimentando o mercado editorial e formando um vínculo de afeto entre eles e os escritores.

Não há dúvida quanto a importância da internet na divulgação literária. A resistência encontrada inicialmente com argumentos que apoiavam que a web extinguiria os livros, foi aos poucos sendo substituída pela simples razão: como sendo um veículo de informação e compartilhamento, fez com que o que foi produzido no mundo possa circular com mais facilidade; escoando pelas valas das fronteiras e despejando, em cada ponto do mundo, um pouco de identidade.

Saraiva lança o Lev, seu leitor de livros digitais

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Emanuelle Najjar, no Cabine Literária

Nesta terá-feira (5) a Saraiva lançou o seu e-reader, o Lev. O aparelho chega ao mercado de leitor de livros digitais em duas versões: uma sem iluminação interna – custando R$ 299 – e outro com iluminação – com preço de R$ 479.

Imagem: Divulgação / Saraiva

Imagem: Divulgação / Saraiva

O aparelho conta com a tela de tecnologia E-Ink (tinta eletrônica) de seis polegadas e alta resolução, touchscreen, e peso de pouco mais de 190 gramas. Tem conexão Wi-Fi, 4 GB de memória interna com capacidade de expansão até 32 GB com uso de cartão microSD e bateria com duração de 2 a 3 semanas.

O e-reader suporta arquivos ePub, PDF, HTML, TXT, FB2, jpg, png, GIF, BMP, ico, TIF e PSD enviados via cabo USB. A princípio a marca oferece o acesso a um acervo digital com mais de 30 mil títulos em português e 450 mil em língua estrangeira. O Lev vem com 10 livros já armazenados no aparelho e ganha mais quatro ao se cadastrar no site da Saraiva.

O leitor ainda possui três opções de capa protetora nas cores preto, azul e rosa que custarão R$ 79, mas que durante o lançamento poderão ser adquiridas por R$ 59.

O Lev estará disponível em todas as lojas da Saraiva e também no Walmart.

Compre o Lev no site da Saraiva – http://oferta.vc/3QNl

8 hábitos que vão deixar você mais inteligente segundo a revista Time

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Jogar palavras cruzadas e ler mais estão na lista de práticas que estimulam o cérebro

Crédito: Thinkstock

Crédito: Thinkstock

Publicado por Itodas

Engana-se quem pensa que não é possível aprimorar o raciocínio e a mente por meio de práticas cotidianas. Alguns hábitos estimulam (e muito!) o funcionamento do cérebro e melhoram a memória.

Segundo o psicólogo Michael Zanchet, estímulos externos, como atividades simples, aumentam o desempenho das tarefas cognitivas. Veja na galeria de fotos 10 hábitos que a publicação norte-americana “Time” indicou para quem deseja exercitar o cérebro:

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Evite procrastinar na internet: que atire a primeira pedra quem nunca fez login no Facebook “só para dar uma olhadinha rápida” e acabou passando horas online. Ao invés de gastar seu tempo livre com isso, procure explorar o lado bom da internet fazendo cursos online, por exemplo.

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Anote: não importa se em um caderninho, no bloco de notas do celular ou em um papel solto, anotar as tarefas pendentes e as informações importantes ajuda a garantir que aquilo não vá se perder ao longo do dia, quando outros dados e notícias forem ocupando a sua cabeça.

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Liste conquistas: listar as conquistas e as metas alcançadas também é um hábito que ajuda o cérebro a continuar a topo vapor. A prática está diretamente ligada à autoestima, que é fundamental para obter resultados.

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Jogue: jogar também está na lista de práticas que te deixam mais inteligente. Palavras cruzadas, baralho e xadrez são os jogos tradicionais que estimulam o cérebro. Além disso, segundo a pesquisadora Eline Kullock, os jogos de videogame ajudam a desenvolver o pensamento.

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Leia mais: é um conselho clichê, mas que não deve sair de moda. Além de exercitar o cérebro, a leitura estimula a criatividade e enriquece o vocabulário. De acordo Zanchet, a leitura uma das melhores maneiras de melhorar a memória.

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Faça coisas diferentes: se você está acostumada a sempre ir à academia para fazer musculação, experimente de vez em quando fazer outro tipo de modalidade. Criar memórias de novas experiências também alimenta a mente.

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Relaxe: ter momentos de relaxamento também é essencial para garantir o pleno funcionamento das tarefas cognitivas. De acordo com a especialista em comportamento humano Roselake Leiros, relaxar e meditar aumenta o potencial criativo e a organização dos pensamentos.

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Aprenda um novo idioma: aprender outro idioma, seja por meio de aulas em escolas de línguas ou de músicas, amplia a capacidade de reconhecer, adquirir e acumular informação.

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