Tininha

Tininha

(6 comments, 2293 posts)

This user hasn't shared any profile information

Posts by Tininha

5 Escritores africanos que você precisa conhecer

0

África também é berço de grandes escritores. Muitos desconhecidos por aqui. Todos têm em comum a influência de suas raízes, de sua terra, sua cultura, sua beleza e suas mazelas sociais e políticas.

1

Eliane Boscatto, no Homo Literatus

O continente Africano é imenso, cultural e possui uma natureza exuberante. No entanto, é também cenário de conflitos étnicos-religiosos, miséria e ditadores corruptos. Uma região cheia de contrastes profundos, da África do Sul que foi fortemente colonizada pelos europeus e mais parece um país da Europa, à Somália e Serra Leoa, quase tribais. No continente Africano, estão os países mais pobres do mundo. A região costuma ser vista com certo desdém pelo ocidente que baseia suas ideias apenas em estereótipos e tem por ela indiferença ou comiseração.

Mas África também é berço de grandes escritores. Muitos desconhecidos por aqui. Todos têm em comum a influência de suas raízes, de sua terra, sua cultura, sua beleza e suas mazelas sociais e políticas.

Abaixo falamos sobre alguns deles.

***

1 – J.M.Coetzee

1

John Maxwell Coetzee nasceu, em 1940, na cidade do Cabo, considerado um dos melhores escritores da África do Sul. É romancista, ensaísta, crítico literário, linguista e foi professor de literatura na cidade do Cabo. Completou dois bacharelados em sua cidade natal, um em Língua Inglesa, outro em matemática. Viveu por quatro anos na Inglaterra exercendo a função de programador de computador e fazendo pesquisas para uma tese sobre o ficcionista inglês Ford Madox. Na década de 1970, seu pedido de moradia permanente nos Estados Unidos foi recusado em virtude de sua participação em protestos contra a Guerra do Vietnã. Sua vida literária tem início em 1969 quando escreve sua primeira ficção, Terra de Sombras, publicada em 1974. Neste romance ele faz uma analogia entre os invasores norte-americanos no Vietnã e os primeiros colonizadores na África do Sul. Em 2003, foi premiado com o Nobel de Literatura. Coetzee não costumava fazer uso dos tons realistas do apartheid em seus escritos; não de forma direta. Seus romances procuram um tom mais íntimo sobre personagens essencialmente humanos tentando viver sob as determinações perversas de uma autoridade constituída. Seu romance mais recente, A infância de Jesus, foi publicado em 2013, no qual “Jesus” pode ser um menino comum da atualidade, embora o período histórico não esteja bem definido.

2 – Wole Soyinca

1

Wole Soyinca é desconhecido no Brasil. De origem humilde, nasceu em 1934, na Nigéria. Em 1986, foi agraciado com o Nobel de Literatura. É considerado o dramaturgo mais notável da África. Em 1954, ele partiu para o Reino Unido, matriculando-se no curso de Literatura Inglesa, da Universidade de Leeds, que concluiu em 1959. Enquanto estudante apaixonou-se pelo teatro e levou aos palcos algumas peças de sua autoria. Em 1972, publicou The Mand Died (obra censurada na Nigéria), sobre sua experiência no cárcere. No mesmo ano, ele resolveu deixar o país e partir novamente para a Inglaterra, onde tornou-se professor no Churchill College de Cambridge e obteve o título de doutor pela Universidade de Leeds. Durante esse período, publicou obras como Jero’s Metamorphosis (1972) e Death And The King’s Horsemen (1975).
Soyinca regressou à Nigéria, onde passou a ocupar o cargo de professor catedrático de inglês na Universidade de Ife, mas em 1994, teve que deixar o país após participar de uma marcha de protesto contra o ditador Sani Abacha, retornando em 1998 após a morte de Abacha. Em 2001, ele publicou King Baabu, uma paródia dos ditadores africanos. Soyinca foi incansável em protestar em suas obras contra a corrupção e a sede de poder em seu país. Dizem que muitos de seus escritos tratam do que ele chama de “the oppressive boot and the irrelevance of the colour of the foot that wears it”, ou seja: o coturno opressivo e a irrelevância da cor do pé que o calça.

3 – Mia Couto

1

Mia Couto, pseudônimo de Antonio Emilio Leite Couto, nasceu em julho de 1955 em Moçambique. Mia é bastante conhecido no Brasil. Seus livros são publicados em mais de 22 países e traduzidos para o alemão, francês, castelhano, catalão, inglês e italiano. Em sua obra, o escritor tenta recriar a língua portuguesa com uma influência moçambicana, utilizando o léxico de várias regiões do país e produzindo um novo modelo de narrativa africana. Ele chegou a estudar medicina mas abandonou a área, e em 1974 passou a exercer a profissão de jornalista. Mia abandonou a função de diretor da Agência de Informação de Moçambique para continuar os estudos universitários na área de biologia, onde tem sido bastante ativo, tendo fundado uma empresa que faz estudos de impacto ambiental em Moçambique. Em 1983 publicou seu primeiro livro de poesia, Raiz de Orvalho. Além de poesia, escreveu contos, crônicas e romances. Seu primeiro romance, Terra Sonâmbula, foi considerado um dos dez melhores livros africanos do século XX.

4 – Chinua Achebe

1

Outro grande escritor africano da Nigéria, Albert Chinualumogu Achebe nasceu na aldeia de Ogidi, em Igboland, na década de 1930, trinta anos antes da Nigéria se libertar do domínio colonial britânico. Achebe foi romancista e poeta e escreveu cerca de trinta livros (romances, contos, ensaios e poesia). Em algumas de suas obras, fala da depreciação que o ocidente faz da cultura e a civilização africanas, bem como dos efeitos da colonização do continente pelos europeus, mas também criticou abertamente a política nigeriana. Sua obra mais conhecida, O Mundo se Despedaça, foi publicada em 1958, quando ele tinha 28 anos, e foi traduzida para mais de cinquenta línguas. Outros destaques são: A Paz dura pouco, A Flecha de Deus e A Educação de uma criança sob o protetorado britânico. Em 1944, Achebe ingressou na University College of Ibadan onde estudou Teologia, História e Língua e Literatura Inglesas, e renunciou ao seu nome britânico em favor do seu nome africano. Foi professor catedrático de Estudos africanos na Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, tendo também recebido o título de doutor Honoris Causa de várias universidades de todo o mundo. Achebe viajou pelo continente africano e pela América e tornou-se uma figura central do movimento literário nigeriano, que baseava suas obras na tradição oral das tribos indígenas do país. Embora escrevesse em língua inglesa, procurava sempre incorporar vocábulos e narrativas Igbo da região onde nasceu.

5 – Ondjaki

1

Ondjaki é da nova geração de escritores. Nasceu em Luanda, Angola em 1977. Escritor e poeta, licenciado em Sociologia em Lisboa, é também artista plástico, ator e roteirista. Escreve contos e romances, alguns infanto-juvenis. Seu interesse pela literatura teve início bem cedo, aos 13 ou 14 anos. Costumava ler Asterix e outros quadrinhos similares, além de Gabriel Garcia Márquez, Graciliano Ramos e Jean-Paul Sartre. Na Etiópia ele foi reconhecido com o prêmio Grinzane for best african writer 2008. Seus livros têm sido traduzidos em diversos países, especialmente França, Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha e China. Em outubro de 2010, ganhou no Brasil o Prêmio Jabuti de Literatura na categoria Juvenil com o romance AvóDezanove e o Segredo do Soviético. Em 2013, recebeu o Prêmio Literário José Saramago por seu romance Os Transparentes. Ondjaki integra ainda a União dos Escritores Angolanos e a Associação Protetora do Anonimato dos Gambuzinos (seres do imaginário popular em Portugal e em algumas regiões da Espanha). Atualmente mora no Brasil, no Rio de Janeiro.

***

Quais desses escritores você já leu? Quais já conhecia? Deixe nos comentários abaixo.

Projeto escolar incentiva o hábito de leitura nos pequeninos

0

1

Caio Raphael Passamani, no Literatortura

Há dois anos, uma pequena grande ideia nasceu numa escola municipal de São José do Rio Preto (SP): o projeto Mala Viajante.

Depois da aula, os pequeninos (em geral alunos em processo de alfabetização) começaram a fazer uma rodinha paraesperar com entusiasmo o docente responder à pergunta “Quem será que vai levar pra casa a mala cheia de historinhas?!”. O escolhido, com a Mala Viajante às mãos, voltava para casa com as mais famosas histórias infantis.

Vale ponderar que, ao ser escolhida dentre todos da “salinha”, a criança certamente tem a sensação de exclusividade, o que a deixa animada/empolgada para ler as historinhas com seus pais assim que estiver em casa.

1

A priori, pode-se pensar ser essa mais uma atividade escolar. Seu intuito, não obstante, é preciosíssimo. A proposta aqui é fazer com que as crianças, desde seu primeiro contato com as palavras, se interessem pelo hábito da leitura. Além disso, a atividade é uma boa “chance de os pais terem um momento exclusivo com os filhos”, como afirma a professora local LeslianeCestari. Os pais dagarotada assinam embaixo.

Os efeitos do projeto não se restringem aos momentos em que o aluno está em posse da Mala Viajante. Isso porque, após devolvê-la para dar continuidade à brincadeira,há uma maior possibilidade deo aluno sorteado e sua respectiva família darem continuidade à corrente livresco-cultural; isto é, lerem mais e mais livros.

Quão grande é o caráter paradigmático do projeto Mala Viajante, várias outras escolas nacionais já adotaram a ideia. Pensando a longo prazo, só temos a ganhar com isso.

Euclydes da Cunha sabia de traição, escreveu sua mulher em manuscrito

0

Cristina Grillo, na Folha de S.Paulo

A menina de 14 anos, recém-saída da escola, estava animada com a perspectiva de ganhar casa nova, vestidos e presentes que viriam com o casamento com um jovem jornalista dez anos mais velho. Para a lua de mel, levou a boneca favorita.

O desespero com o “ímpeto carnal” do marido na noite de núpcias, o choro, o pedido para ser levada de volta para a casa dos pais, o destempero do homem que a chamava de “vaca”, os vestidos rasgados por ele são descritos num manuscrito, cuja existência era desconhecida, de Anna Emília Ribeiro de Assis.

“Se soubesse que o casamento consistia em um acto tão impudico quanto violente e repugnante, não me teria casado”, escreveu.

Página do diário de Anna de Assis, mulher do escritor Euclides da Cunha (Reprodução)

Página do diário de Anna de Assis, mulher do escritor Euclides da Cunha (Reprodução)

Anna de Assis foi o pivô de um dos casos mais rumorosos do início do século 20. Casou-se com Euclydes da Cunha (1866-1909), autor do épico “Os Sertões”; separou-se para viver com o cadete Dilermando de Assis, 13 anos mais novo.

Euclydes confrontou o rival. Foi morto. Sete anos depois, tentando vingar a morte do pai, um dos filhos de Euclydes e Anna, Euclydes da Cunha Filho, também foi morto por Dilermando —segundo registros, por acidente.

Anna de Assis abre seu relato de 45 páginas afirmando “cumprir com um sagrado dever e dar desencargo à minha consciência e tranquilidade ao meu espírito, dizendo que de nós três: Euclydes, Dilermando e eu, três criminosos, o mais responsável sou eu”.

Anna de Assis conta ainda que, durante quatro anos, Euclydes soube de seu relacionamento com Dilermando e que, por três vezes, ela tinha saído de casa para viver com o cadete, voltando sob ameaças do escritor, que não lhe concedia o divórcio e ameaçava tomar-lhe os filhos.

“Isso é uma novidade, pois acreditávamos que ele tinha sido morto ao surpreender meus avós juntos”, diz a terapeuta Anna Sharp, 73, neta de Anna e Dilermando.

O documento, intitulado “O Caso do Homicídio de Euclides da Cunha por Dilermando de Assis – Exposição e Narrativa dos Fatos Feitos por Escrito do Próprio Punho da Mulher da Vítima”, foi entregue há uma semana a Sharp por Luís Henrique de Oliveira, bisneto de Gregório Garcia Seabra Júnior, advogado de Dilermando. A descoberta foi revelada no site da colunista do Portal iG Lu Lacerda.

“Ainda estou em estado de choque. É o único manuscrito existente de minha avó”, disse Sharp. Há cinco anos, a terapeuta tinha parado de escrever “Vozes do Passado”, sua versão para a história da família, a pedido das irmãs que preferiam “deixar os mortos em paz”.

Lista abençoada pelos deuses

0

PJ Pereira conquista espaço na lista de ficção com seu livro ‘Deuses de dois mundos’

Cassia Carrenho, no PublishNews

O livro Deuses de dois mundos – o livro da traição (Da Boa Prosa), do brasileiro PJ Pereira, está longe dos números estelares de A culpa é das estrelas (Intrínseca), mas tem muito para comemorar pela entrada na concorrida lista de ficção, em 19ºlugar. Apenas mais dois livros nacionais aparecem na lista, Fim (Companhia das Letras), da autora Fernanda Torres, e Adultério (Sextante) de Paulo Coelho. Sem dúvida, hoje é dia de preparar uma oferenda! Na lista geral, A culpa é das estrelas voltou ao seu lugar no céu com 12.988 exemplares vendidos e Ansiedade: como enfrentar o mal do século assumiu a vice-liderança, deixando o grande destaque da semana passada, A escolha (Seguinte), em terceiro. A semana do ranking das editoras foi o famoso “tudo junto e misturado”. A Sextante continua em primeiro com 14 títulos, quatro a menos que na última semana. Empatados com onze, Intrínseca, que manteve o mesmo número, e Santillana, que subiu duas posições. Logo atrás, em terceiro, Companhia das Letras e Globo, com oito. As novidades da semana foram: em ficção Surpreenda-me (Suma de Letras) e O jogo de Ripper (Bertrand) e infantojuvenil, Frozen, uma aventura congelante (V&R).

No ensino médio, Isadora Faber lança livro e comenta sobre nova escola

0

Mesmo em colégio particular, estudante continua com o ‘Diário de classe’.
Para a catarinense, momento mais marcante foi reforma de antigo colégio.

Joana Caldas, no G1

Isadora Faber lança livro nesta sexta-feira, em Florianópolis (Foto: Apoio Comunicação/Divulgação)

Isadora Faber lança livro nesta sexta-feira, em
Florianópolis (Foto: Apoio Comunicação/Divulgação)

Agora no ensino médio, a criadora da página “Diário de Classe” afirmou que o momento mais marcante da publicação foi a reforma realizada na antiga escola de Florianópolis, no bairro Santinho, onde cursava o ensino fundamental. Atualmente em um colégio particular no Centro da cidade, a estudante segue com a página na rede social, comentando desde a educação na capital catarinense até o sequestro de adolescentes na Nigéria.

Esta sexta-feira (16) marca o lançamento do livro “Diário de Classe: A Verdade”, em Florianópolis. É quando a estudante participa da primeira sessão de autógrafos. “Estou muito ansiosa. Espero que gostem”, declarou. Na obra, a adolescente, atualmente com 14 anos, fala “de tudo um pouco da vida dela antes do ‘Diário’, de tudo o que ela viveu durante o diário, brigas na Justiça, eventos”, conta a mãe da garota, Mel Faber.

O livro começou a ser escrito no início de 2013. Eles [a editora] mandaram um e-mail com o convite e falaram com meus pais. Eles me mandavam um roteirinho e cronologicamente eu escrevia a minha história e a minha experiência com ‘O Diário de Classe’, contou Isadora. A conciliação entre a produção e escola “foi bem difícil”, segundo a estudante. “Eu escrevia no final da tarde ou à noite, depois do colégio”, completou.

'Diário de classe' foi criado em 2012 (Foto: Reprodução/Facebook)

‘Diário de classe’ foi criado em 2012
(Foto: Reprodução/Facebook)

Outra publicação, o “Diário de Classe”, continua sendo escrito por Isadora. Criada em julho de 2012, a página do Facebook foi responsável por deixar a estudante famosa tanto dentro como fora das redes sociais.

Antes focada nos problemas da escola municipal que frequentava, Maria Tomázia Coelho, agora a publicação aborda assuntos diversos, como o sequestro de adolescentes argelinas na Nigéria, o confronto entre estudantes e Polícia Federal na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e os 50 anos do golpe militar.

A educação, porém, continua sendo o assunto predominante. “Eu tento sempre falar de educação, mas, quando eu vejo coisas que são absurdas na TV ou nos jornais, eu opino. Primeiro eu converso com os meus pais e, depois, eu me manifesto”, afirmou a estudante.

Mesmo frequentando uma escola particular, a garota diz não ter se distanciado do assunto “educação”. “Eu sigo publicando, quando eu vejo alguma notícia eu comento. Seja em Santa Catarina ou em outro lugar no Brasil ou mundo. O importante é dar destaque ao que é bom e chamar atenção do que está errado”, finaliza.

Tininha's RSS Feed
Go to Top