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Obras raras da Biblioteca Nacional ganham forma inédita de exibição

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A mostra Gabinete de Obras Máximas e Singulares, da Biblioteca Nacional, integra à arquitetura do prédio 18 vitrines, especialmente construídas e climatizadas para abrigar o acervo (Imagem: Jaime Acioli)

A mostra Gabinete de Obras Máximas e Singulares, da Biblioteca Nacional, integra à arquitetura do prédio 18 vitrines, especialmente construídas e climatizadas para abrigar o acervo (Imagem: Jaime Acioli)

 

Publicado no Portal Comunique-se

Com cerca de nove milhões de volumes, a Biblioteca Nacional é a oitava do mundo e a maior da América Latina. Possui valioso acervo que inclui raridades bibliográficas, entre elas as 60 mil peças que chegaram ao Brasil no início do século 19, trazidas por Dom João VI e a corte portuguesa, para constituir o núcleo original do que é hoje a biblioteca sediada no centro do Rio de Janeiro.

Uma proposta expográfica inédita permite que 507 obras originais desse acervo possam ser vistas pelo público, na mostra Gabinete de Obras Máximas e Singulares, que a Biblioteca Nacional inaugurou na semana passada. A exposição integra à arquitetura dos corredores do 3° e 4° andares 18 vitrines, especialmente construídas e climatizadas para abrigar o acervo.

São obras que exigem muito cuidado para a sua preservação, o que inviabilizava sua exibição, a não ser por meio de fac-símiles, nas tradicionais vitrines expositoras horizontais. A solução encontrada pela curadora Claudia Fares e pelo arquiteto Temer Neder foi a verticalização, ideia que buscou inspiração nos gabinetes de curiosidades, comuns nos séculos 16 e 17 na Europa.

Obras da antiguidade clássica, animais empalhados, autômatos, minerais, fósseis, fragmentos de meteoritos, esculturas, sementes, plantas conservadas em frascos, instrumentos musicais são exemplos das peças que compunham os gabinetes de curiosidades. Organizados por eruditos, naturalistas, profissionais liberais e nobres interessados pela ciência e pela arte, os gabinetes eram originalmente locais de estudos, periodicamente abertos ao público, e tiveram seu apogeu com a descoberta do Novo Mundo e a curiosidade em torno dos itens então considerados exóticos.

“Eles tinham forma de expor muito fascinante e rica. A maneira de associar as obras era sincrética, eles juntavam as coisas da natureza e as da cultura, as de Deus e as dos homens”, explica Claudia Fares. Os mesmos critérios dos eruditos e naturalistas dos séculos 16 e 17 foram utilizados pela curadoria na disposição das obras na exposição.

De acordo com a curadoria, as obras selecionadas são máximas, “por serem superlativas em significado, e singulares por serem, em si mesmas, únicas, o que as qualifica, todas, como raras”. Exibidas pela primeira vez, essas obras raras incluem até mesmo os catálogos dos gabinetes de curiosidades, que vieram de Lisboa como parte da biblioteca real.

“Não tenho dúvida de que essa forma de apresentar as obras vai tornar mais atrativas as exposições na Biblioteca Nacional”, aposta Cláudia Fares. Além dos estudantes e pesquisadores que frequentam suas salas de leitura, a instituição recebe visitantes, nacionais e estrangeiros, interessados em conhecer o acervo, a arquitetura imponente e as obras de arte do prédio.

A exposição Gabinete de Obras Máximas e Singulares fica em cartaz até 31 de outubro e pode ser vista de terça a sexta-feira, das 10h às 17h e aos sábados, das 10h30 às 14h. A entrada é grátis e a Biblioteca Nacional fica na Avenida Rio Branco, 219, na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro.

*Edição: Jorge Wamburg

Construída com material reciclado, Ecoteca incentiva a literatura e sustentabilidade nas escolas

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A Ecoteca, com 300 livros, fica até amanhã, na Praça Martiniano Maia, em Lauro de Freitas, e será doada à Escola Municipal Vida Nova, em Lauro (Foto: Marina Silva/CORREIO)

 

Biblioteca móvel usa resíduos de caixinhas de leite e suco, além de tubos laminados de creme dental

Tailane Muniz, no Correio 24Horas

Na casa de Enila Eduarda Andrade, 11 anos, o hábito de colocar roupa para secar atrás da geladeira está com os dias contados. É o que promete a garota, que não sabia dos perigos por trás dessa simples ação, mas disse que vai passar para os pais tudo o que aprendeu ontem, na palestra de lançamento do projeto Ecoteca, biblioteca construída com material reciclado, na Praça Martiniano Maia, em Lauro de Freitas.

Enila e os colegas do 6º ano da Escola Municipal Ana Lúcia Magalhães, em Lauro, assistiram à palestra de fantoches que apresentou a biblioteca móvel, que ficará no local até amanhã. Maneco e Toquinha, os personagens principais, divertiram e alertaram as crianças para o risco, por exemplo, de empinar pipas perto de fiações elétricas. O projeto Ecoteca, patrocinado pela Coelba por meio do Fazcultura e desenvolvido pela Rede Educacional Educare, propõe a política de sustentabilidade e incentivo à literatura e cinema nas escolas.

Para Caíque Costa Barbosa, 12, foi importante aprender sobre o que pode ou não fazer quando o assunto é energia elétrica. “Eu já joguei coisas em cima de fios. Não sabia que era perigoso, agora sei e não faço mais”, disse o estudante. Já Lavínia Oliveira, 11, que gosta de tomar banho quente, aprendeu que é importante tomar determinados cuidados ao utilizar o chuveiro elétrico. Rebeca Mendes, 11, não desgrudou do livro Lili, Pedro e o Peixe Caçador de Tesouros que escolheu no acervo da biblioteca.

Alunos do Ana Lúcia participam de atividades lúdicas na estrutura montada em Lauro (Foto: Marina Silva/CORREIO)

Alunos do Ana Lúcia participam de atividades lúdicas na estrutura montada em Lauro (Foto: Marina Silva/CORREIO)

 

Os alunos tiveram acesso aos 300 livros infantis e infantojuvenis que compõem o acervo da Ecoteca – que dispõe também de um projetor, em alta definição, além de 100 filmes originais, de temas diversos, voltados para crianças, jovens e adultos. Outras quatro escolas municipais vão levar cerca de 1.200 crianças para conhecer o espaço e participar das atividades educativas sobre energia elétrica. Para os jovens e adultos, a proposta da Ecoteca é transformar a praça numa grande sala de cinema. Até amanhã, três filmes vão ser exibidos, sempre às 19h. O evento é aberto ao público.

A Ecoteca é construída com placas de resíduos de caixinhas de leite e suco, além de tubos laminados de creme dental. Os mais atenciosos puderam notar pequenos fragmentos de canudos de plástico que, em geral, compõem as embalagens de sucos industrializados.

Segundo a gerente de relacionamentos da Coelba, Adriana Teodorio, o objetivo do projeto é contribuir para a formação educacional dos moradores de Lauro de Freitas. “Projetos como a Ecoteca podem ajudar na formação cidadã das crianças”. Ela disse que a Ecoteca será doada para a Escola Municipal Vida Nova, também em Lauro. Cidades como Feira de Santana, Jequié e Porto Seguro também receberão o projeto.

Biblioteca Mário de Andrade inaugura serviço de empréstimo e devolução de livros 24 horas por dia

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Clássicos brasileiros já são os mais buscados pelos vestibulandos na madrugada

Publicado no R7

 Serviço de autoatendimento é o 1º da América Latina Divulgação

Serviço de autoatendimento é o 1º da América Latina Divulgação

Inédita no país, a iniciativa da Biblioteca Mário de Andrade disponibilizará os cerca de 60 mil títulos da biblioteca por meio de um sistema de automação que permite que os leitores emprestem ou devolvam materiais automaticamente, sem necessidade de um funcionário. A Biblioteca é a 1ª da América Latina a ter funcionamento 24 horas.

Para isso, o usuário precisará apenas cadastrar uma senha e passar o código de barras do livro em um dos equipamentos disponíveis na biblioteca, na hora de pegar o material. Um comprovante em papel será impresso, com as informações sobre a retirada e prazo para devolução. Fabricio Reiner, supervisor de planejamento do local, conta que os clássicos brasileiros já são os mais buscados pelos vestibulandos na madrugada e explica melhor o processo.

— O projeto de expandir os horários da Biblioteca começou no ano passado quando abrimos os espaços de convivência durante toda a noite. Iniciamos o processo com as viradas culturais e vamos conclui-lo agora, quando os testes do sistema de automação ficaram prontos proporcionando à população a retirada de livros em qualquer horário do dia ou da noite.

Para incentivar a ocupação, a biblioteca vai realizar uma festa por mês ao espaço, sempre no último sábado. Neste dia 27 de Agosto a balada começa às 23h30 e terá discotecagem do filósofo Vladmir Safatle. A Mário de Andrade fica na Rua da Consolação, 94, na zona central de São Paulo.

Biblioteca Parque do Rio de Janeiro oferece atrações ligadas à Olimpíada para crianças

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Entrada da Biblioteca Parque Estadual, no centro do Rio Tomaz Silva/Agência Brasil

Entrada da Biblioteca Parque Estadual, no centro do Rio Tomaz Silva/Agência Brasil

 

Alana Gandra, na Agência Brasil

A Biblioteca Parque Estadual, ligada à Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, intensificou a programação cultural gratuita por causa dos Jogos Olímpicos e oferecerá no período atrações especiais, voltadas principalmente para as crianças.

Como as férias escolares coincidem com os Jogos, um dos programas da biblioteca foi inspirado em viajantes que estão na capital fluminense para o evento. Denominada Volta ao Mundo na Biblioteca Parque Estadual, a atração inclui contação de histórias de diversas culturas.

“A cada dia, teremos uma viagem para um país diferente. Os exemplos são Peru, onde se abordará as fases da lua; México, com história ligada ao Dia dos Mortos mais a artista Frida Kahlo; a Índia, com o Festival das Cores, entre outros países”, contou a diretora da biblioteca, Adriana Karla Rodrigues.

A atração terá sessões até o dia 26 de agosto, de terça a sexta-feira, das 15h às 17h. Serão distribuídas senhas uma hora antes.

Outro destaque da programação é o Cine Pipoca Olímpico, com exibição de filmes sobre o espírito esportivo, que ocorrerá todos os sábados de agosto das 17h às 18h30. Nos dias 6 e 20, será exibido o desenho animado Kung Fu Panda 2, no qual um urso panda vive o sonho de se tornar um grande guerreiro para proteger o Vale da Paz. No dia 13, o filme será Jamaica Abaixo de Zero, sobre a preparação de atletas jamaicanos, país de clima quente, para os Jogos de Inverno. Fechando o ciclo, no dia 27, será exibido o filme Harry Potter e o Cálice de Fogo, no qual o estudante mais famoso da escola de bruxos Hogwarts é selecionado para participar do Torneio Tribruxo, competição internacional do jogo quadribol, e tem que enfrentar alunos mais velhos e experientes.

Exposição e livros

A programação da Biblioteca Parque também inclui uma exposição gratuita de uniformes e objetos oficiais olímpicos de diversas modalidades, como basquete, vela, vôlei, handebol e rúgbi. As peças ficarão expostas no Café Literário, de 6 a 20 de agosto.

A diretora da biblioteca disse que, para não deixar os livros – protagonistas da instituição – de fora da programação especial Rio 2016, a equipe do acervo da instituição selecionou publicações para contar a história das olimpíadas, abordando os heróis da Antiguidade, o olimpismo no Brasil e suas conquistas. A exposição especial de livros ficará aberta ao público até o dia 31.

Adriana espera que o público da biblioteca aumente por causa da programação especial para o período olímpico. “Acredito que vai bombar assim que as pessoas souberem que os equipamentos culturais estão abertos.”

A programação normal da biblioteca será mantida, segundo a diretora, com contação de histórias aos sábados e a apresentação de coral formado por pessoas em situação de rua às quintas-feiras. “A biblioteca continua a todo vapor com essas atividades”, disse.
Edição: Luana Lourenço

Uma micro-biblioteca feita de embalagens de sorvete

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Publicado no Boas Notícias

A fachada de uma micro-biblioteca em Bandung, Indonésia, foi construída com mais de 2.000 caixas de sorvete. Este projeto original quer incentivar o interesse das pessoas pelos livros ao oferecer um espaço dedicado à leitura e à aprendizagem.

Localizada numa pequena praça usada pela comunidade local para momentos de convívio e atividades desportivas e sendo construída no ar quase como um espaço flutuante, esta biblioteca adiciona espaço em vez de roubar área ao terreno.

A praça está localizada entre um bairro de classe média e um bairro social, servindo assim de ligação entre toda a comunidade. Para além do design inovador, a biblioteca oferece sombra e proteção da chuva.

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De acordo com informação no portal ArchDaily, as caixas de sorvete foram escolhidas para fazer as paredes por serem um material econômico mas também devido ao clima tropical de Bandung, que ronda uma média de 23º C durante todos os meses do ano, com picos de 32º C.

Nesta zona, para manter os sítios fechados frescos é normalmente necessário ar condicionado, mas com esta solução do atelier de arquitectura SHAU o espaço fica bem ventilado uma vez que o fundo de algumas das caixas foram cortados, enquanto outras ficaram fechadas. Esta solução permite que o ar circule por todo o espaço e que entre a quantidade certa de luz.

A biblioteca vista por fora de noite © SHAU

A biblioteca vista por fora de noite © SHAU

 

Os responsáveis do projeto escreveram, na fachada, uma mensagem através de código binário, usando as caixas abertas para simbolizar o zero e as caixas fechadas para simbolizar o um. As palavras elegidas foram “buku adalah jendela dunia”. Em português significam “os livros são a janela para o mundo”.

O espaço foi desenhado pela firma de arquitetura SHAU, dedicada a encontrar “soluções de design inovadoras que incorporam preocupações sociais e ambientais no processo de design”.

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