Cada um na sua casa

bibliotecas

No Japão, uma biblioteca busca restaurar o que foi perdido no tsunami

0

n-RIKUZENTAKDALIBRARY-large570

Publicado no Brasil Post

 

A cidade de Rikuzentaka no leste do Japão foi devastada pelo terremoto e tsunami que assolaram a região no dia 11 de março de 2011. Entre as vítimas do desastre natural estavam os sete funcionários da Biblioteca Pública de Rikuzentaka — juntamente com 80.000 livros que estavam sob os seus cuidados.

Logo após o desastre, o cuidado com os mortos e feridos era prioridade, obviamente. Mas nos anos subsequentes, começaram os esforços no sentido de restaurar a amada biblioteca da cidade.

A Biblioteca Metropolitana Chuo de Tóquio (Minato), a única biblioteca pública do país com um departamento dedicado à restauração de livros, vem trabalhando na restauração de materiais do acervo local da Biblioteca Pública de Rikuzentaka desde 2013. Cinquenta e um itens restaurados serão devolvidos à cidade no dia 20 de março.

Até lá, ficarão expostos como parte de uma exposição na Biblioteca Metropolitana Chuo de Tóquio chamada de “Tesouros Locais Renascem Após o Grande Tsunami: a Restauração de Materiais do Acervo Local da Biblioteca Pública de Rikuzentakata”. Quem visita a exposição, aberta até o dia 11 de março, pode ver o andamento da restauração, além de alguns dos livros que estão sendo restaurados.

A exposição exibe fotos que registram o ano após o tsunami. A exposição de fotos contém imagens do resgate de materiais do acervo local encontrado em uma pilha de livros da biblioteca que foram resgatados de uma garagem onde haviam sido jogados. As fotos também mostram a sujeira e lama do tsunami antes de serem removidas. Há também uma série de paineis que explicam o processo de restauração usado pela Biblioteca Metropolitana. A exposição inclui as ferramentas atuais usadas e os próprios livros restaurados.

Materiais restaurados do acervo local da Biblioteca Pública de Rikuzentakata (Foto: HuffPost Japan)

Materiais restaurados do acervo local da Biblioteca Pública de Rikuzentakata (Foto: HuffPost Japan)

As técnicas de restauração usadas pela Biblioteca Metropolitana de Chuo foram passadas pelo seu antecessor, a Biblioteca Pública Hibiya de Tóquio, inaugurada em1908 (ano 41 da Era Meiji). No entanto, essa foi a primeira vez que os funcionários receberam uma tarefa de restauração de livros saturados de sal e pó de um tsunami. Usando um processo de tentativas e erros, eles agora estão trabalhando numa segunda remessa de materiais da Biblioteca de Rikuzentakata.

 

A exposição "Tesouros Locais Renascem Após o Grande Tsunami: a Restauração de Materiais do Acervo Local da Biblioteca Pública de Rikuzentakata" na Biblioteca Metropolitana Chuo de Tóquio (Foto: HuffPost Japan)

A exposição “Tesouros Locais Renascem Após o Grande Tsunami: a Restauração de Materiais do Acervo Local da Biblioteca Pública de Rikuzentakata” na Biblioteca Metropolitana Chuo de Tóquio (Foto: HuffPost Japan)

Conheça uma das bibliotecas mais antigas e suas relíquias na Irlanda

0
Passeio cheio de cultura e história feito pelos integrantes do blog Partiu Mundo no Trinity College na Irlanda. divulgação

Passeio cheio de cultura e história feito pelos integrantes do blog Partiu Mundo no Trinity College na Irlanda. divulgação

Publicado no Catraca Livre [ via PartiuMundo]

Somos do Blog #PartiuMundo. Falamos sobre viagens, intercâmbio e afins. Nós moramos 1 ano na Irlanda através de um programa de intercâmbio e hoje resolvemos compartilhar com vocês um passeio mega interessante, cheio de cultura e história.

Em setembro houve um evento cultural na Irlanda em que as atrações ficaram abertas até muito tarde e não era cobrado ingresso neste dia. Dublin ficou lotada e foi uma correria pra conseguir visitar tudo o que queríamos. Todos os detalhes sobre este evento nós falamos neste post aqui. Nossa primeira escolha foi visitar o Trinity College mais uma vez, só que agora fomos conferir a exibição do Book of Kells e a Long Room.

Old Library

A biblioteca do Trinity College foi a segunda atração mais visitada na Irlanda em 2013, de acordo com o Trip Advisor, e deve estar na sua lista de atrações quando você visitar o país. A Old Library é uma das maiores bibliotecas de pesquisa do mundo e detém a maior coleção de manuscritos e livros impressos na Irlanda. Desde 1801 ela tem tido o direito de reivindicar uma cópia gratuita de todas as publicações britânicas e irlandesas sob os atos de direitos autorais relevantes e tem um acervo de quase três milhões de volumes alojados em um total de oito edifícios.

Old Library Trinity College

Old Library Trinity College

A Old Library é o edifício mais antigo sobrevivente do Trinity College, construído entre 1712 e 1732. Três áreas da biblioteca estão abertas aos visitantes: o piso térreo era originalmente uma colunata aberta dividida longitudinalmente por uma parede central, com o lado sul ensolarado reservado para os estudantes do colégio. Em 1892, as arcadas foram preenchidas para formar estantes de livros. Cem anos mais tarde, em 1992, a área foi reconstruída internamente para formar a loja de souvenirs e uma nova área de exposição.

Book of Kells

O Livro de Kells (tradução em português) é famoso por sua decoração luxuosa. O manuscrito contém os quatro Evangelhos em latim com base em um texto Vulgata, escrito em pergaminho (pele de bezerro preparada), em uma versão ousada e especialista da escrita conhecida como insular majuscule.

book_of_kells_-_trinity_college_2

O lugar de origem do Book of Kells é geralmente atribuído ao scriptorium do mosteiro fundado por volta de 561 por St. Colum Cille em Iona, uma ilha da costa oeste da Escócia. Em 806, após uma sequência de ataque Viking na ilha, que deixou 68 de mortos comunidade, os monges Columban refugiaram-se em um novo mosteiro de Kells, no Condado de Meath. Deve ter sido perto do ano 800 que o Book of Kells foi escrito, embora não haja nenhuma forma de saber se o livro foi produzido inteiramente em Iona ou em Kells, ou parcialmente em cada local.

O livro tem ficado em exposição na Old Library no Trinity College desde meados do século XIX, e atrai mais de 500.000 visitantes por ano. Infelizmente fotos não são permitidas, mas você pode ver o livro em altíssima resolução neste link aqui.

Long Room

A principal seção do Old Library é a Long Room, cujos 65 metros de comprimento, aproximadamente, são preenchidos com 200.000 dos mais antigos livros da Old Library. Quando construída (entre 1712 e 1732), tinha um teto de gesso liso e as estantes só ficavam no piso térreo. Na década de 1850 essas (mais…)

Cinco bibliotecas no mundo incendiadas por tiranos

0

Publicado em O Globo

Foto: Wikimedia Commons

Foto: Wikimedia Commons

Alexandria, 48 a.C.

O incêndio na Grande Biblioteca de Alexandria ocorreu durante a invasão romana e é considerado até hoje um exemplo mítico da destruição de livros. Estima-se que foram queimados entre 40 mil e um milhão de documentos.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Granada, em 1501

Durante os primeiros conflitos com os muçulmanos, o cardeal Cisnero, inquisidor de Castilha, ordenou a queima de milhares de livros islâmicos. No dia 12 de outubro do mesmo ano, foi criada uma lei que obrigava a queima de todos os livros islâmicos na região.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Louvain, em 1914

Soldados alemães queimaram a Biblioteca da Universidade Católica de Louvain pela primeira vez durante a Primeira Guerra. Depois de reconstruída, a biblioteca foi atacada pelos alemães novamente em 1940, durante a Segunda Guerra.

Foto: CIA Freedom of Information Act / Wikimedia Commons

Foto: CIA Freedom of Information Act / Wikimedia Commons

Chile, 1973

Depois do golpe militar, vários livros considerados subversivos foram queimados com o objetivo de acabar com as ideologias marxistas no país.

Foto: AFP

Foto: AFP

Mossul, 2015

Militantes do Estado Islâmico colocaram fogo na biblioteca pública de Mossul e queimaram pelo menos 8 mil livros e manuscritos raros no último domingo. Segundo testemunhas, eles fizeram uma foqueira com livros culturais e científicos e levaram embora livros infantis e religiosos.

Funcionários da USP mantêm biblioteca fechada alegando contaminação de livros

0
 Segundo a direção da faculdade, a coleção especial foi higienizada mais uma vez no final de 2013 Divulgação/ Banco de Imagens USP

Segundo a direção da faculdade, a coleção especial foi higienizada mais uma vez no final de 2013 Divulgação/ Banco de Imagens USP

O acervo em questão foi acolhido em 2009 e conta com cerca de 9.200 volumes

Publicado no R7

Nesta primeira semana de aulas, os alunos da USP (Universidade de São Paulo) encontram fechada uma das maiores bibliotecas da Cidade Universitária, na zona oeste da capital paulista. Os funcionários da Biblioteca Florestan Fernandes, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, mantêm hoje (25) a paralisação iniciada nesta segunda-feira (23) por conta de suposta contaminação de parte do acervo. Uma reunião de negociação entre representantes do Sintusp (Sindicato dos Funcionários da USP) e a direção da unidade está marcada para hoje às 14h30.

Segundo o Sintusp, a interrupção dos trabalhos segue por tempo indeterminado, até que o acervo supostamente contaminado seja retirado pela direção da faculdade.

Por meio de nota, os funcionários afirmam que “há quase um ano, sabe-se que um acervo doado à Biblioteca Florestan Fernandes, ligada à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, está contaminado por DDT, DDD e DDE, compostos utilizados na fabricação de inseticidas e de uso atualmente proibido”.

O acervo em questão faz parte da Coleção João Cruz Costa, acolhida em 2009, e conta com cerca de 9.200 volumes.

Contaminação?

Os funcionários afirmam que ao manipular parte do acervo, no início de 2014, tiveram dor de cabeça, dores no corpo, náusea e ânsia, sangramento do nariz, tosse, dor de garganta, dificuldade respiratória, vermelhidão na pele, coceira e inchaço dos olhos e do rosto.

Segundo nota da direção da faculdade, “essa coleção especial foi higienizada (mais do que simplesmente limpa) mais uma vez, no final de 2013”.

O texto diz ainda que um laudo do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) identificou que um pó branco encontrado em parte da coleção continha DDT e seus derivados DDD e DDE. Porém, conclui que não há como garantir que isso aponte a existência de uma contaminação.

“Não há, ao menos até o momento, como saber se esses agentes químicos estão ativos e quais danos teriam de fato impactado a saúde de funcionários que manusearam ou estiveram perto daqueles que manusearam volumes da coleção […] Não temos, igualmente, até o momento como avaliar a extensão desses agentes químicos em toda a coleção, razão pela qual o termo, corrente nos documentos sindicais, de ‘contaminação do acervo’ não pode ainda ser cientificamente confirmado”, diz treco da nota.

Para o Sintusp, o “comunicado da direção enfatiza que nenhum dos pareceres técnicos que ela mesma apresenta recomenda a retirada dos livros da biblioteca, mas nenhum deles afirma, também, que o ambiente está seguro”.

— Ao contrário, deixam clara a dúvida ao recomendar uma série de medidas para avaliar esse risco.

Em nota divulgada ontem (24), a direção diz que uma equipe de engenharia da Superintendência de Saúde da USP esteve na Biblioteca Florestan Fernandes para nova análise ambiental no início desta semana.

Até amanhã (26), a direção se compromete a encaminhar médicos (dentro das possibilidades do sigilo médico) e técnicos de verificação ambiental à biblioteca.

A intenção é que os especialistas ajudem na elaboração de “um relatório que poderá subsidiar a FFLCH sobre decisões a serem tomadas sobre o tema”.

Universidade de Princeton herda de ex-aluno biblioteca avaliada em US$ 300 milhões

0

Publicado no Yahoo Notícias

Washington, 18 fev (EFE).- O erudito e bibliófilo William Scheide, que morreu em novembro do ano passado aos cem anos, deixou para a Universidade de Princeton, onde foi aluno, um legado de 2.500 livros e documentos únicos, avaliados em US$ 300 milhões.

“É o maior presente na história da Universidade”, assinalou a prestigiada instituição acadêmica americana, onde Scheide estudou em 1936.

O legado inclui exemplares das seis primeiras bíblias impressas, entre elas uma “Bíblia Gutenberg” de 1455, considerada o livro principal mais antigo publicado na Europa.

 O erudito e bibliófilo William Scheide morreu em novembro do ano passado aos cem anos Foto: Twitter

O erudito e bibliófilo William Scheide morreu em novembro do ano passado aos cem anos
Foto: Twitter

Há partituras originais de Ludwig Van Beethoven do século XIX com a letra do músico alemão e outros manuscritos de Johann Sebastian Bach, Wolfgang Amadeus Mozart, Richard Wagner e Franz Schubert.

Entre os documentos americanos mais destacados, há uma cópia impressa original da Declaração de Independência; um discurso manuscrito de Abraham Lincoln de 1856 sobre os problemas da escravidão, e uma carta original e telegramas do general Ulysses Grant das últimas semanas da Guerra Civil.

O presidente de Princeton, Christopher Eisgruber, agradeceu a “dedicação eterna de Scheide a Princeton e seu compromisso de compartilhar seu coleção com acadêmicos, estudantes e gerações vindouras”.

A Universidade abrigava a biblioteca de Scheide desde 1959, quando o erudito transferiu as peças de sua casa em Titusville, na Pensilvânia, para sua “alma mater”.

“Graças à generosidade de Bill Scheide, uma das maiores coleções de livros raros e manuscritos do mundo terá um lar permanente aqui”, assinalou Eisgruber.

O avô de Scheide, William Taylor Scheide, iniciou sua coleção em 1865 aos 18 anos e seu filho, John Hinsdale Scheide, aluno de Princeton em 1896, deu continuidade, construindo a biblioteca familiar em Titusville.

Scheide seguiu a tradição e acrescentou na década de 50 novos manuscritos à coleção, que se manteve em Titusville até a morte de sua mãe, e em 1959 foi transferida para Princeton, onde ficará permanentemente.

A bibliotecária da Universidade Karin Trainer destacou o valor acadêmico da coleção para a pesquisa.

“Há descobertas para fazer em cada documento e volume”, assinalou Trainer.EFE

Go to Top