Diário da Maísa

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Biblioteca Pública de Nova York disponibiliza 180 mil arquivos para uso indiscriminado

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Rodney Eloy, no Pesquisa Mundi

A coleção inclui uma enorme quantidade de imagens digitalizadas em alta definição de domínio público, textos de poesia épica do século XI e manuscritos de mestres literários como Walt Whitman, Henry David Thoreau e Nathaniel Hawthorne, documentos e correspondências dos Pais Fundadores como Alexander Hamilton, Thomas Jefferson e James Madison e manuscritos com iluminuras medievais e renascentistas da Europa Ocidental.

http://digitalcollections.nypl.org/

 

Jovem monta biblioteca pública em praia de Vila Velha, ES

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Suzana Lordelo Braga monta biblioteca pública na Praia da Costa (Foto: Vitor Jubini/ A Gazeta)

Suzana Lordelo Braga monta biblioteca pública na Praia da Costa (Foto: Vitor Jubini/ A Gazeta)

 

Publicado no Jornal Floripa

Neste mês de janeiro, a tradutora Suzana Lordelo Braga, de 24 anos, marca presença na orla da Praia da Costa, em Vila Velha , Grande Vitória, nas manhãs de terça e quinta. Com mochila nas costas e um carrinho de supermercado cheio de livros, ela implantou uma biblioteca pública nas areias da praia.

A jovem contou que decidiu pela iniciativa porque queria oferecer alternativas gratuitas de leitura para quem passa pela orla. Suzana disse que, como o acesso a livros é difícil, já que muitas vezes eles não são baratos, e as opções de bibliotecas são bem limitadas, ela decidiu emprestar os cerca de 120 obras que arrecadou em dezembro de 2016.

Suzana explica que escolheu a praia para realizar o projeto porque o local é um ambiente democrático, frequentado por pessoas de todas as origens e classes sociais.

“Eu achei que seria legal ser na praia porque, assim, eu consigo ter acesso a todas as comunidades. Às vezes, aquela pessoa que está na periferia fica distante do acesso a esses serviços. Mas a praia é para todos”, falou.

O trabalho feito pela tradutora é voluntário e, atualmente, ela tem se esforçado bastante para conseguir carregar todos os livros que expõe em uma tenda na praia para poder ajudar as pessoas a adquirirem o hábito da leitura.

A biblioteca funciona em uma tenda instalada na orla da Praia da Costa, próximo ao cruzamento entre a avenida Antônio Gil Veloso com a rua Pernambuco, às terças e quintas, das 9h30 às 17h30, com pausa para almoço.

Para pegar um livro emprestado, o interessado deve fazer um cadastro. O empréstimo é de uma semana.

Quem quiser doar livros para o projeto pode levá-los até a tenda nos mesmos dias em que a biblioteca funciona ou buscar pela tradutora Suzana Lordelo Braga no Facebook e oferecer as obras.

Como montar uma biblioteca para as crianças em casa

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Divulgação/Pixabay

Divulgação/Pixabay

 

Publicado no Bonde

Estimular a leitura desde os primeiros anos de vida traz inúmeros benefícios para a criançada. Além do estímulo à linguagem – tanto oral, quanto escrita -, esse momento em família fortalece a interação e o vínculo entre pais e filhos, aumenta o repertório cultural dos pequenos, a criatividade, a compreensão, o armazenamento de informações e o resgate de memórias passadas.

Pensando em contribuir ainda mais no estímulo ao gosto por livros na primeira infância, a Leiturinha, maior clube de assinatura de livros infantis do Brasil, selecionou algumas dicas para transformar um simples espaço em casa em um ótimo cantinho da leitura.

1. Escolha um espaço

O primeiro passo é reservar um local adequado em casa. Pode ser um canto da sala que esteja sobrando, ou até mesmo uma parede vazia. Você poderá adequar seu projeto ao espaço que tem disponível.

2. Abuse da criatividade!
Monte prateleiras e estantes acessíveis às mãozinhas do seu pequeno. Existem algumas movelarias que comercializam estantes em tamanhos adequados, mas com criatividade vocês mesmos podem confeccionar uma. O importante é que a criança consiga manusear, sentir e tocar nos livros.

3. Crie um ambiente aconchegante
Não precisa de luxo. Um ambiente bem iluminado e algumas almofadas, tapetes ou puffs vão deixar o cantinho da leitura bem mais gostoso e aconchegante para se espalhar entre histórias e aventuras!

4. Aposte na curadoria do conteúdo
É importante uma seleção de livros adequada à fase da criança. Ela precisa ser acessível ao seu entendimento e explorar sua evolução de maneira prazerosa. É necessário também que se conheça as preferências da criança – observando o pequeno no seu dia-a-dia você poderá ter indícios claros das suas preferências literárias.

Hoje também existe no mercado a opção dos clubes de leitura, como a Leiturinha, que conta com uma equipe especializada no assunto e que seleciona livros adequados ao perfil de cada pequeno.

5. Organize os livros com seu filho

Defina uma maneira de organizar os títulos. Pode ser por gênero, autor, ordem alfabética, o que vocês acharem mais fácil! Seu filho também pode participar da organização, o que despertará ainda mais sua curiosidade.

6. Quantidade de livros
Não é necessário que se defina um número exato de títulos presentes na biblioteca do seu pequeno. É necessário que ele entre em contato com diferentes tipos de obras literárias e que esse contato esteja vinculado a uma rotina.

Melhor tarde do que nunca: nos EUA livro é devolvido passados 100 anos

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Um norte-americano devolveu à biblioteca da cidade de São Francisco um livro que tinha sido pedido emprestado pela sua avó 100 anos antes.

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Publicado no Sputinik Brasil

A informação foi divulgada pelo jornal San Francisco Chronicle.

O livro devolvido é uma coletânea de contos de Francis Hopkinson Smith, intitulada “Forty Minutes Late and Other Stories” (“40 Minutos Mais Tarde e Outras Histórias” na tradução do inglês), que a avó de Webb Johnson pediu emprestado em 1917.

Segundo o neto, a avó faleceu muito jovem, uma semana antes da data em que o livro deveria ser devolvido à biblioteca. O homem descobriu o livro em 1996, mas não o devolveu logo porque acreditou que fosse propriedade da família, por estar em casa há tantos anos. Ao devolver o livro, Johnson só deu um suspiro triste, admitindo se sentir culpado por não entregar o livro durante mais de 20 anos. A biblioteca decidiu não cobrar multa por expiração do prazo de devolução do livro, uma vez que atualmente está realizando uma ação para reaver livros que por razões diferentes acabaram não foram entregues no prazo devido. Um incidente semelhante tinha lugar no Reino Unido no ano passado, quando uma reformada devolveu a uma biblioteca escolar um livro 63 anos após o ter pedido.

Foto: Valeri Menilkov

Para melhorar educação em comunidade, garoto ergue biblioteca

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Jefferson está agora, com cerca de 2 mil livros aptos para a biblioteca

Jefferson está agora, com cerca de 2 mil livros aptos para a biblioteca – Marcus Mesquita/MidiaNews

 

O estudante Jefferson Gabriel da Silva Melo, de 13 anos, já recebeu milhares de doações

Yuri Ramires, no Midia News

As deficiências da educação na comunidade de Bonsucesso, a 10 quilômetros do Centro de Várzea Grande, levaram o estudante Jefferson Gabriel da Silva Melo a encarar a maior empreitada de seus 13 anos de vida: a construção de uma biblioteca.

O menino mora com a mãe, os avós e os tios, em casas ladeadas, sem muros, na comunidade que é rota turística na cidade.

Na porta da casa, ao lado de uma árvore grande, que em dias de sol faz uma sombra fresca, e um banco de madeira improvisado, ele tenta erguer sua biblioteca, que vem sendo idealizada há um ano.

“Eu nasci e sou criado aqui. Estudei até a metade do ano aqui, na escola estadual, onde fui alfabetizado. Aprendi a ler com seis anos”, contou Jefferson ao MidiaNews.

Desde o meio do ano, o menino vem para Cuiabá diariamente para estudar em uma escola salesiana, onde conseguiu uma bolsa de estudos. Apesar disso, não deixou de lado o sonho de construir a biblioteca em sua comunidade.

“A nossa escola aqui em Bonsucesso não tinha biblioteca. Foi aí que surgiu a ideia de fazer uma”, contou.

Desde que fixou a ideia, começou a arrecadar livros de todos os estilos, desde os didáticos até os de literatura estrangeira. Até meados do ano, mais de seis mil tinham sido arrecadados.

“Hoje, estamos com 2 mil livros, mais ou menos. Os livros passaram por uma triagem junto com uma bibliotecária do Governo do Estado. E só ficaram por aqui aqueles que estão aptos para serem colocados na biblioteca”.

Os livros selecionados já estão encaixotados no fundo da casa da família. “Na triagem, os que não estão em condições são levados para a reciclagem. A nossa biblioteca vai ter capacidade para 2.500 livros”, disse.

100 livros em 2016

Jefferson conta que só em 2016 leu 100 livros, o que ele considerou pouco. “Foram poucos. Eu fiquei muito corrido por causa da escola. Então, não deu tempo de ler mais. Gosto muito de ler”, contou.

Segundo ele, seu gênero preferido são as HQs, ou seja, histórias em quadrinhos. “Mas gosto de literatura brasileira também. Gosto de qualquer tipo, na verdade”.

Seu autor favorito? Maurício de Souza, o criador da Turma da Mônica. Gibis também foram arrecadados, alimentando ainda mais sua fixação pelo autor.

Para a avó, Valdivina Ferreira da Silva, de 60 anos, o neto está trazendo um diferencial para a comunidade, onde vai deixar um legado.

“Eu fico muito feliz. Ele, com essa idade, pensando numa coisa tão grandiosa. E todo mundo ajudando, dando a apoio. Fico muito feliz. Tem que ser assim, ajudar a ir para frente”, disse.

A ligação entre avó e neto vai além. Jefferson conta que a biblioteca levará o nome deu seu bisavô, pai de Valdivina. “Vai se chamar Biblioteca Comunitária Boaventura Ferreira Campos, em homenagem a ele”, disse.

O menino não teve a oportunidade de conhecer o bisavô, mas sempre ouviu a avó contando muitas histórias, fazendo com que ele se tornasse uma figura importante nesse processo.

Já para dona Valdivina, a homenagem é motivo de honra. “Eu fico emocionada. Meu pai foi nascido e criado aqui, assim como eu. Então é uma lembrança muito boa, um legado que fica marcado”.

Estrutura está sendo construída com a ajuda de reeducandos das cadeias públicas de Mato Grosso - Marcus Mesquita/MidiaNews

Estrutura está sendo construída com a ajuda de reeducandos das cadeias públicas de Mato Grosso – Marcus Mesquita/MidiaNews

Quase pronta

A obra está quase pronta. A estrutura já está em pé. Alguns acabamentos estão sendo realizados e ainda falta colocar o telhado. “A obra está sendo tocada, foi paralisada por conta das festas de fim de ano, mas será retomada em janeiro”, contou Jefferson.

A obra vem sendo tocada pelo Núcleo de Ações Voluntária de Mato Grosso (NAV-MT), em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh-MT).

“A construção está sendo feita por reeducandos. Eles são supervisionados e são bacanas. Estão ajudando na construção do meu sonho”, lembrou Jefferson.

Ainda na busca pela concretização da biblioteca, no ano passado, ele teve a surpresa de conhecer a apresentadora Xuxa Meneghel. “Eu fui até Várzea Grande para buscar um projeto da biblioteca, mas, quando cheguei lá, me falaram que uma pessoa queria ajudar. Quando eu vi, era a Xuxa”, contou.

A apresentadora contribuiu com um cheque de R$ 5 mil. O dinheiro foi usado na compra dos materiais para a obra, que, até então, estava no início.

Sobre a sombra da árvore, aquela que fica na porta da casa do menino, a ideia é fazer um tablado de madeira, como um píer, para que as crianças e frequentadores possam desfrutar da leitura, ali, debaixo da árvore.

Jefferson espera, agora, que nos primeiros meses de 2017 a obra seja inaugurada. “Agora é só esperar, estamos na reta final”.

Doações ainda estão sendo aceitas. Quem tiver o interesse de ajudar, é só chegar no Distrito de Bonsucesso e perguntar para qualquer morador onde mora o Jefferson, o menino que está construindo uma biblioteca. O garoto é o orgulho do local.

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