Orgulho & Preconceito

bibliotecas

Projeto Livro na Faixa é ampliado para outros 9 terminais de SP

0

publicado na Mistura Urbana

Quem passar pelos terminais Amaral Gurgel, Cidade Tiradentes, Parelheiros, Penha, Pinheiros, Princesa Isabel, Sapopemba/Teotônio Vilela e Vila Nova Cachoeirinha poderá trocar livros gratuitamente nas estantes do Projeto Livro na Faixa. A Prefeitura de São Paulo decidiu ampliar o projeto para esses nove locais, somando 21 terminais de ônibus de toda a cidade.

O Projeto Livro na Faixa foi desenvolvido no final de 2014 por meio de uma parceria entre as secretarias municipais de Transportes e de Cultura. A ideia do projeto é criar uma rotatividade de obras literárias, incentivando a leitura e promovendo a cidadania e a interação entre as pessoas por meio da troca de livros e histórias.

 

LivroNaFaixa

Para participar, o usuário interessado em um livro não precisa realizar qualquer tipo de inscrição. Basta comparecer a um dos terminais com estantes do projeto, escolher um livro e retirar de forma totalmente gratuita. O leitor não tem a obrigação de devolver a obra, mas como o sucesso do projeto depende da participação coletiva, é recomendável que após a leitura ele devolva o livro ou que a retirada de uma obra seja feita mediante à doação de outra, para que as estantes permaneçam sempre abastecidas.

Para devolver ou doar uma obra é preciso apenas comparecer a um dos terminais que integram o projeto. Não é necessário que o título seja novo, basta estar em boas condições de leitura.

Além dos nove terminais novos que passaram a receber o Livro na Faixa, outros 12 já dispõem de estantes do projeto. São eles: A.E. Carvalho, Carrão, Pq. D. Pedro, Pirituba, Bandeira, Jardim Ângela, Grajaú, Santo Amaro, Capelinha, Guarapiranga, Campo Limpo e Lapa.

Confira dez links de bibliotecas virtuais espalhadas que vão te ajudar a estudar

0
Biblioteca digital da USP oferece 50 mil teses e dissertações defendidas na universidade

Biblioteca digital da USP oferece 50 mil teses e dissertações defendidas na universidade

 

Rodney Eloy, no Pesquisa Mundi

Você está à procura de algum livro específico? Para te ajudar, a Educação selecionou dez links de bibliotecas virtuais de todo o mundo espalhadas na internet para você, estudante ou professor, que busca maior aprendizado. Confira:

1) Oxford Digital Library:  site traz projetos digitais das bibliotecas da Universidade de Oxford.

2) Biblioteca Digital de Obras Raras: possui inúmeros livros completos digitalizados, como um de Lavoisier, editado no século 19.

3)  Human Rights Library: site tem mais de 14 mil documentos relacionados aos direitos humanos.

4) Perseus Digital Library: biblioteca dedicada ao estudo dos gregos e romanos antigos.

5) The Digital South Asia Library: site contém periódicos, fotos e estatísticas que contam a história do Sul da Ásia.

6) SciELO: biblioteca eletrônica que reúne periódicos científicos brasileiros.

7) Bibliomania: biblioteca com mais de 2.000 textos clássicos e guias de estudo em inglês.

8) Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro: biblioteca especializada em literatura em Língua Portuguesa.

9) Biblioteca Virtual Universal: site possui textos infanto-juvenis, literários e técnicos.

10) The Literature Network: pra quem gosta de poemas, contos e romances, o site possui aproximadamente 90 autores com livros sobre os temas.

Conheça a biblioteca digital da USP

Professores e alunos da rede estadual paulista podem ter acesso a um acervo virtual com mais de 50 mil teses e dissertações defendidas na Universidade de São Paulo (USP). O material está localizado na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, criada pela universidade estadual em 2001.

via Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

6 técnicas de estudo poderosas para concursos públicos

0

publicado na Exame

No filme “Sem limites”, o personagem Eddie, vivido pelo ator Bradley Cooper, descobre uma pílula misteriosa que lhe permite usar 100% do seu cérebro. Se fosse candidato a um concurso público, seu sucesso estaria garantido.

Infelizmente (ou não), a vida real não traz as mesmas soluções mágicas de Hollywood. Para assimilar e memorizar conteúdos exigidos numa prova, a única saída é estudar – e muito.

Mas quantidade não é tudo. Segundo professores e especialistas em concursos, certas técnicas relativamente simples podem otimizar o tempo e alavancar o rendimento do aluno.

É claro que não existem regras universais: alguns métodos excelentes para uns podem ser péssimos para outros, diz Paulo Estrella, diretor pedagógico da Nova Academia do Concurso.

“Todo candidato tem seu ponto forte, como a facilidade para visualizar ideias ou para retê-las por meio da audição”, explica ele. “O ideal é usar suas vantagens individuais a seu favor na hora de estudar”.

No lugar de esperar uma única receita infalível, diz Estrella, o aluno deve testar vários métodos e incorporar aquele que mais facilite sua vida.

size_810_16_9_lapis_coloridos

A título de sugestão, veja a seguir 6 táticas que podem trazer um salto de produtividade para a sua próxima sessão de estudos:

1. Grave sua própria “aula” sobre a matéria
Segundo Renata Xisto, psicóloga especializada em concursos, uma boa forma de reter conteúdo é ler uma parte da sua apostila e, em seguida, gravar sua própria voz explicando o conteúdo. O benefício é triplo: você precisará estudar com muita atenção para preparar sua “aula”, fará um ótimo exercício de síntese e memorização ao dizê-la em voz alta e, de quebra, ficará com um registro auditivo da matéria – que poderá ouvir no trânsito ou em qualquer hora do dia.

2. Resolva (muitos) exercícios
De acordo com Paulo Estrella, diretor da Nova Academia do Concurso, a preparação para um concurso só começa quando o candidato começa a fazer exercícios: todo o resto é mera introdução ao estudo. “A única técnica absolutamente necessária para ser aprovado é resolver exames anteriores da banca organizadora e dos últimos concursos para o cargo”, diz o especialista. Segundo ele, essa é a melhor forma de descobrir quais disciplinas exigirão mais ou menos aprofundamento.

3. Faça associações mentais – quanto mais engraçadas, melhor
Técnica popular em cursinhos pré-vestibular, criar conexões entre palavras e conceitos é uma ótima forma de memorização. A relação entre termos pode vir por semelhança sonora, por exemplo. Uma dica útil é fazer associações bizarras, inusitadas ou engraçadas. Quando uma imagem mental faz “cócegas” em você, fica mais fácil fixá-la, diz Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Segundo Paulo Estrella, da Nova Academia do Concurso, esse e outros métodos mneumônicos são úteis para dominar conteúdos menos interpretativos, tais como listas, procedimentos ou regras que têm uma ordem obrigatória, por exemplo.

4. Elabore fichamentos dos textos
Escrever – de preferência à mão – é uma das melhores formas de guardar uma informação no cérebro. Por isso, embora a leitura de textos teóricos seja importante, também é obrigatório elaborar um resumo do conteúdo com as suas próprias palavras, afirma o professor Nestor Távora, da LFG Concursos. Além de aprofundar o estudo, o fichamento pode ser consultado posteriormente no lugar do livro, trazendo economia de tempo para o concursando.

5. Estude em grupo
Este método não é para todos, mas funciona muito bem em alguns casos. Segundo Grasiela Cabral, diretora do curso Pra Passar-RJ, trata-se de uma solução interessante para candidatos com dificuldades de concentração. “A principal vantagem desse modelo é estimular a discussão sobre os temas estudados”, diz ela. “O debate com outras pessoas melhora o foco e facilita a memorização”, diz ela. Veja aqui outras vantagens e desvantagens de estudar com colegas.

6. Quebre suas sessões de estudo em blocos
Nosso cérebro não consegue se fixar num único objeto por mais do que uma hora, diz a neurociência. Assim, o ideal é fazer intervalos regulares para descansar e mexer o corpo. Também vale intercalar as disciplinas entre si. Além de sobrecarregar menos o seu cérebro, diz Cabral, a divisão da sessão em blocos temáticos fará com que você permaneça mais tempo estudando.

Bibliotecários tiram roupa e posam nus para financiar biblioteca LGBT

0

bibliotecarios-tiram-roupa-e-posam-nus-para-financiar-biblioteca-lgbt-1452103475658_800x597

Publicado em UOL

Precisando arrecadar fundos para construir a Biblioteca da Diversidade, um espaço destinado a fomentar o diálogo entre minorias religiosas e sexuais, 12 bibliotecários e estudantes tiraram a roupa e posaram nus para um calendário. Os modelos, de sete Estados diferentes, posaram voluntariamente.

A ideia do calendário é do brasiliense Cristian Santos, ex-vendedor de cocadas que conquistou cinco diplomas e virou servidor público. De acordo com ele, o calendário serviu para chamar atenção para o projeto e também quebrar estereótipos. “Tinha que fazer algo que sensibilizasse as pessoas para a causa e pudesse realizar doações. Escolhi homens para quebrar o estereótipo que existe no próprio meio de que apenas mulheres trabalham na área”, diz.

Até o momento, quase todos os 300 exemplares (com o preço de R$ 50) foram vendidos. Porém, Cristian (que realiza as vendas e entregas) diz que a repercussão tem ido além da venda direta. “O calendário serviu para as pessoas conhecerem a nossa ideia. Já recebemos doações de livros e até algumas empresas já conversaram com a gente. No exterior, já saíram matérias sobre a iniciativa na França, México, Espanha, Chile e Colômbia”, afirma.

Autores LGBT também já se ofereceram para pesquisar e levantar um acervo sobre o gênero no Brasil. “Eles ofereceram obras e também acharam interessante a ideia de se pesquisar sobre assunto no Brasil. Além disso, teve gente que também se ofereceu para posar para um eventual calendário 2017”, conta.
Espaço para discutir a intolerância

Caso o calendário dê certo, a Biblioteca da Diversidade será um espaço para discutir intolerância sexual e religiosa. Além de atender o público LGBT, o espaço também visa contemplar religiões que sofrem preconceito como, por exemplo, as de matriz africana. “A cada 28 horas um homossexual é assassinado no Brasil. No ano passado, vários terreiros de candomblé sofreram invasões. Por isso, queria criar um espaço onde essas minorias poderiam ler e não sofrer preconceitos”, diz Cristian.

“Inicialmente, gostaríamos de arrecadar R$ 2 milhões para a compra de um espaço na Asa Sul (área central de Brasília). Sei que é ambicioso, mas não custa sonhar”, diz o bibliotecário. Até o momento, Cristian reúne um acervo de livros em sua casa. Todos os custos do local são arcados do bolso do bibliotecário (que trabalha na Câmara dos Deputados): “No momento, tudo funciona na minha casa. Mas queria um espaço com café e toda infraestrutura”.

A ideia que está sendo colocada em prática vem de alguns anos, quando o bibliotecário ainda era estudante: “Quando estava na UnB, presenciei uma coisa que me chocou: uma menina lésbica pegou um romance LGBT. Ela não viu, mas eu vi a bibliotecária fazer caras e bocas. E tudo o que eu quero é um espaço para que isso não aconteça”.

Bibliotecas municipais do Rio de Janeiro estão abandonadas, diz sindicato

0
Acervo conta com cerca de 5 mil livros, entre literatura infantil e adulto

Acervo conta com cerca de 5 mil livros, entre literatura infantil e adulto

 

Publicado no Aqui Acontece

Apesar de a prefeitura do Rio de Janeiro ter assumido parte dos custos das bibliotecas parque da cidade até o fim de 2016, projeto do governo do estado, os equipamentos de responsabilidade do Poder Executivo municipal estão abandonados. A denúncia é do Sindicato dos Bibliotecários do Estado do Rio de Janeiro (Sindib-RJ).

Segundo a presidenta da entidade, Luciana Manta, a prefeitura sucateou o sistema de bibliotecas e transferiu os equipamentos da Secretaria de Cultura para a de Educação, além de extinguir outras.

“Caso da Biblioteca de Santa Teresa, que foi extinta de fato, mas que só não fechou as portas pela insistência da Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast) e pelo apoio do Sindib-RJ no movimento criado na época. Hoje, a biblioteca funciona sem verba, sucateada e sem segurança, já que não existe por ter sido extinta”.

A Secretaria Municipal de Cultura foi procurada pela Agência Brasil, mas não respondeu às ligações. No site da pasta, há uma lista de 12 bibliotecas populares do município, sendo que uma, na Gamboa, consta como fechada para obras.

A de Santa Teresa aparece na lista. A reportagem esteve no local e verificou que o lugar é pequeno, com cerca de 20 cadeiras e cinco estantes de livros, e exala forte cheiro de mofo.

O acervo conta com cerca de 5 mil livros, entre literatura infantil e adulto. A atendente informou que o local é frequentado por estudantes e moradores da área, mas que, no período de férias escolares, quando estivemos no local, não tem muita gente.

Na Biblioteca Popular Abgar Renault, localizada no interior do prédio da Prefeitura, na Cidade Nova, o acervo tem cerca de 10 mil livros e apenas uma mesa com quatro cadeiras. O local é acessado principalmente pelos funcionários da prefeitura.

Concurso e terceirização

De acordo com a presidenta da Sindib-RJ, há décadas estado e município não abrem concurso para bibliotecários. “São quase duas décadas sem concurso público para bibliotecários no âmbito da Secretaria de Educação. O Estado não abre concurso para a Secretaria de Cultura há mais de 25 anos, sem falar na pasta da Educação, que nunca fez concurso. Os bibliotecários lotados na secretaria foram do concurso para Fundação de Apoio a Educação Pública [FAEP] e, com a extinção do órgão, acabaram vinculados à SEE-RJ”.

Para Luciana, a intenção é terceirizar os serviços, como ocorre com as bibliotecas parque do estado, cuja administração é feita pela Organização Social (OS) Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG). “O IDG não cumpre a lei que institui os pisos no estado e que deveria ser seguida em todos os editais para contratação de empresa prestadora de serviço. Ela aplica-se também à administração indireta, inclusive às organizações sociais contratadas pelo Poder Público. Encaminhamos ofício ao IDG, mas ainda não obtivemos resposta. O caminho será a justiça.”

Integrante do Movimento Abre Biblioteca Rio, o bibliotecário Chico de Paula questiona o modelo de gestão via OS para as bibliotecas parque. “Como o estado do Rio de Janeiro não realiza concurso para bibliotecário há cerca de 30 anos, acaba contratando uma organização social. Não vou entrar no mérito, mas o fato é que terceirizado é precário. Tanto que o governo pode não repassar a verba e, da noite para o dia, despedir todo mundo, como corremos o risco agora”.

Segundo ele, a terceirização só é permitida para atividades meio. “A terceirização nas bibliotecas parque é uma piorada. Pela legislação, somente as atividades meio é que podem ser terceirizadas. Poderia a segurança e o pessoal de limpeza, nunca os bibliotecários, jornalistas e historiadores. Mas como é contratação por uma organização social, ela terceiriza até a atividade fim.”

O IDG foi procurado e informou que apenas a Secretaria de Estado de Cultura pode se pronunciar sobre o assunto. A superintendente da Leitura e do Conhecimento da secretaria, Vera Schroeder, explicou que os profissionais que trabalham nas bibliotecas parque não são concursados justamente porque são contratados via OS.

“ Se você for estudar esse modelo de gestão via OS, pode ter crítica, achá-lo ele insuficiente ou não tão bom, mas um contrato de gestão não é um contrato de terceirização de um serviço. Muito pelo contrário, esse modelo já existe no Brasil há algum tempo. A acusação de não ter concurso para trabalhar nas bibliotecas parque é totalmente incorreta. O que deveria ser cobrado é um concurso dentro do próprio estado para contratar museólogos, bibliotecários e produtores culturais. Aí eu concordaria”, afirmou a superintendente.

Conforme Vera, o país também não consegue formar profissionais de biblioteconomia em número suficiente para suprir a demanda dos espaços de leitura do Brasil, o que acaba levando pessoas com outras formações a gerirem algumas bibliotecas, prática proibida por lei.

por Agência Brasil

Go to Top