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A biblioteca, o ministro e os alunos que zeraram

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Iana Soares, no O Povo

Na casa da minha avó, sempre existiu uma biblioteca. Lá dentro, uma coleção de livros de capa vermelha me chamava atenção, aos 7 anos. Lia de tudo, mas sempre voltava aos contos de um dos volumes, que tinha um cheiro só dele. Basta fechar os olhos para tê-lo aqui outra vez.

Em 1997, aos 11 anos, mudei-me para Barcelona. Não sabia dizer nem “hola, qué tal?”. Do lado do apartamento onde morava, tinha uma biblioteca de dois andares. Não era a única do bairro e podia pegar emprestado os livros que quisesse, garantidos gratuitamente pelo governo. Diante do medo de um idioma desconhecido, tinha um paraíso de estantes para me dar coragem.

Depois descobri que podia usar cadernos para puxar o ar. Um sutil rastro de oxigênio ficava escondido entre a costela e o abismo. Tinha de viver qualquer coisa que fosse ali, no branco da página, para investigar o paradeiro do fôlego e seguir adiante.

Faço esta digressão porque andei me perguntando quais são as lembranças das primeiras experiências de leitura e escrita que têm os mais de 529 mil estudantes que zeraram a redação do Exame Nacional do Ensino Médio. Não só de autores ou grandes obras, mas de como é estar diante da palavra com prazer e curiosidade. E os gestores públicos? Como têm contribuído para essa situação?

O novo ministro da Educação, Cid Gomes, foi governador do Ceará durante os últimos oito anos. Neste estado, a principal biblioteca pública estadual está fechada desde fevereiro de 2014 para passar por reformas que nunca começaram. Nos últimos tempos de portas abertas, os usuários levavam ventiladores próprios e abriam as janelas para suportar estar lá dentro, enquanto a maresia prejudicava o acervo já tão sofrido. Não são feitos reparos desde 2002.

Não são discursos “preocupados” que sobem os pontos da redação (e transformam vidas inteiras). Professores e alunos estão vinculados a um sistema educacional frágil. Que o novo ministro, antes de apelar para o que ele chamada de “amor”, garanta livros e educação de qualidade. Que apalavra seja usada para transformar e não para enganar ou ocultar precariedades. Não se constrói uma “pátria educadora” com tão poucas bibliotecas. E o pior: com as portas fechadas.

Fotógrafo documenta as bibliotecas mais bonitas do mundo

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Publicado no Catraca Livre

Para os amantes da literatura ou da arquitetura, não há nada melhor do que entrar em uma grande biblioteca e encontrar os mais variados livros. Pensando nisso, o fotógrafo francês Franck Bohbot criou um projeto chamado Casa dos Livros, no qual ele captura as mais belas bibliotecas ao redor do mundo.

 

Biblioteca Mazarine - Paris

Biblioteca Mazarine – Paris

Na série, criada em 2012 e ainda em andamento, o fotógrafo já documentou a Biblioteca Nacional da França, a Biblioteca Interuniversitária de Sorbonne, a Biblioteca Angelica em Roma e a Biblioteca Pública de Nova York.

Biblioteca Nacional da França - Paris

Biblioteca Nacional da França – Paris

Franck Bohbot nasceu em 1980 no subúrbio de Paris, na França, e começou sua carreira como fotógrafo freelance. Desde 2008, sua pesquisa artística foi concentrada em espaços públicos, paisagens urbanas e retratos ambientais. Como temática principal, o artista estuda a relação entre indivíduo e arquitetura.

Veja mais imagens:

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Biblioteca Angelica – Roma

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Biblioteca de Sainte Genevieve – Paris

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Biblioteca Pública de Boston – EUA

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Biblioteca Publica de Nova York – EUA

(mais…)

Estudantes fazem filas para entrar em biblioteca na China

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Publicado no UOL

O frio não é capaz de desanimar os estudantes que esperam em longas filas para encontrar um espaço para estudar na biblioteca da Universidade de Finanças e Economia, em Nanjing, na China. As informações são do site britânico “Daily Mail”.

A espera começa horas antes da abertura da biblioteca e persiste mesmo com temperaturas abaixo de zero. As filas, dizem os estudantes, são causadas pela escassez de lugares na biblioteca. O problema piora no período das provas finais, quando os alunos mais se dedicam aos livros.

Segundo o porta-voz da União dos Estudantes, Um Chang, algumas bibliotecas do país têm privatizado salas de estudo. Ou seja, quem tem dinheiro para pagar uma taxa anual não precisa esperar. “Os alunos querem trabalhar duro, mas ficar de pé durante horas para conseguir um lugar para estudar é um desperdício de tempo”, disse.

As universidades admitem que têm adotado a medida para conseguir arrecadar dinheiro, mas os alunos dizem que agora há menos espaço disponível. “A biblioteca pertence a todos os alunos, as cabines são um bom serviço, mas apenas para um pequeno número de alunos. Para a maioria de nós, o espaço de estudo foi reduzido”, afirmou um estudante.

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“Todos os dias eu tenho que acordar cedo e pegar fila”, disse outro estudante. “Uma biblioteca universitária não deve ser administrada como uma organização sem fins lucrativos, com estudantes tratados de forma desigual com base no dinheiro”.

A universidade informou que 169 cabines de estudo foram vendidas no primeiro dia de oferta. A maioria delas foi reservada por estudantes que farão exames de pós-graduação. “A atmosfera é importante para os alunos que estão se preparando para os exames importantes. Por isso, as cabines foram criadas”, disse o porta-voz da universidade Lu Hin.

As reclamações, porém, se estendem aos que conseguiram pagar por uma sala de estudo na biblioteca, porque não podem compartilhá-las com amigos.

Biblioteca Digital do Senado disponibiliza obras raras com mais de 300 anos

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Biblioteca Digital do Senado disponibiliza obras raras com mais de 300 anos

Rodney Eloy, no Pesquisa Mundi

Entre os 260 mil documentos de interesse do Poder Legislativo, obras raras com mais de 300 anos fazem parte do acervo digital da Biblioteca do Senado. O livro mais antigo é o Novvs Orbis seu Descriptionis Indiae Occidentalis, de Johannes de Laet, datado de 1633. Trata-se de uma descrição geográfica, científica, etnológica e linguística da América, além de relatos e desenhos dos animais e plantas da região, com especial destaque para o Brasil.

Da Coleção Digital de Obras Raras  também constam revistas e manuscritos. A Revista Moderna, impressa em Paris a partir de 1897 é um dos destaques do acervo, com o que havia de mais avançado em jornalismo na época, primando por reportagens elaboradas e a cobertura dos acontecimentos mais marcantes.

Em breve serão incluídos outros títulos como o jornal ilustrado Don Quixote, uma publicação de sátira política, editada e ilustrada por Angelo Agostini, que circulou entre 1895 e 1903.

Ainda são poucos os manuscritos digitalizados, mas todos muito relevantes. Um deles é o autógrafo da Lei Áurea, pertencente ao Arquivo do Senado, sendo um dos documentos mais acessados. Outro bastante procurado é composto por versos de Machado de Assis, intitulado O Casamento do Diabo, que é acompanhado por uma versão digitada para ajudar na compreensão do texto.

Acesso

A Biblioteca do Senado oferece 916 obras raras e valiosas digitalizadas, dentro da coleção específica que possui 7.548 volumes. As obras foram restauradas e estão à disposição de qualquer pessoa conectada à Internet. A restauração e conservação do acervo permitiram a digitalização e facilitaram o acesso. Os arquivos digitais reproduzem fielmente todas as características das obras.

O processo de disponibilização desse material demanda tempo e exige diversos cuidados, como informa a bibliotecária Clara Bessa da Costa, do Serviço de Biblioteca Digital.

— Na etapa de seleção analisamos se as obras estão em condições de passar pelo processo de digitalização, que é realizada com todo o cuidado para que não haja nenhum dano ao material. Depois os arquivos em alta resolução são conferidos e convertidos para PDF para facilitar o download pelas pessoas que acessarem nosso acervo — explicou.

Em 2014, os arquivos da Biblioteca Digital do Senado foram visualizados mais de 2,2 milhões de vezes. As obras publicadas são de domínio público ou têm os direitos autorais cedidos pelos proprietários, possibilitando o download gratuito.

Pesquisa

Para pesquisar na Biblioteca Digital do Senado, basta acessar o portal e informar o nome do autor, título ou assunto procurados. A pesquisa avançada também permite selecionar a coleção (entre livros, legislação em texto e áudio, jornais e revistas, produção intelectual de senadores e servidores do Senado e documentos diversos).

Clara Bessa da Costa explica que não é necessário nenhum tipo de cadastro.

— Porém, se o usuário quiser ficar atualizado com nossas novidades basta se cadastrar para receber um e-mail com o link dos novos itens incluídos na coleção que ele escolher.

 

Javali vira viral após invadir biblioteca de universidade na Malásia

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Javali surpreendeu usuários de biblioteca na Universidade de Multimídia da Malásia (Foto: Reprodução/Twitter/Apék)

Javali surpreendeu usuários de biblioteca na Universidade de Multimídia da Malásia (Foto: Reprodução/Twitter/Apék)

Cena ocorreu na Universidade de Multimídia da Malásia.
Animal ficou preso por quase 2 horas após quebrar porta de vidro.

Publicado no G1

Um javali surpreendeu os usuários de uma biblioteca na Universidade de Multimídia da Malásia (MMA), nesta segunda-feira (5), em Cyberjaya, segundo a imprensa local.

O animal ficou preso no prédio por quase duas horas após quebrar uma porta de vidro.

Os bombeiros e agentes de vida selvagem chegaram a esvaziar parte da biblioteca para conseguir capturar o animal.

Em comunicado, o bibliotecário Kamal Sujak disse que os funcionários e alunos na biblioteca levaram um susto quando viram o animal.

O incidente se tornou viral na Internet depois que alunos postaram fotos do javali entre os corredores de livros nas redes sociais.

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