Orgulho & Preconceito

bibliotecas

Como são organizados os livros numa biblioteca?

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publicado na Mundo Estranho

No Brasil, a maioria delas é organizada de acordo com o Sistema Decimal de Dewey.Criado pelo bibliotecário norte-americano Melvil Dewey em 1876, ele utiliza três dígitos principais para classificar o tema de cada livro. O primeiro, na casa das centenas, estabelece a área mais abrangente. O segundo, na casa das dezenas, é uma subdivisão dessa área. E o terceiro, uma subdivisão da subdivisão. O sistema permite ainda subtemas mais detalhados, com a adição de casas decimais. Abaixo, você confere o significado de alguns desses números.

Outro código que você pode encontrar na lombada das obras em uma biblioteca, desta vez misturando letras e números, indica quem é o autor. Ele é elaborado a partir de outra tabela, a Cutter, estabelecida por Charles Ammi Cutter, outro bibliotecário dos EUA, em torno de 1890.

Os padrões Dewey e Cutter são universais, mas as bibliotecas os aplicam de maneira independente. Portanto, é possível que alguns livros recebam códigos diferentes (mas parecidos) em estabelecimentos distintos. Por exemplo: Harry Potter e a Pedra Filosofal, citado abaixo, também pode ser encontrado com a numeração Dewey 809.89282 e o código Cutter R884h.

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1) Área do conhecimento

É indicada pelo código no Sistema Decimal de Dewey. O primeiro algarismo estabelece o tema mais amplo do livro. Cada algarismo seguinte vai definindo-o com mais especificidade

8- literatura

2- língua inglesa

3- ficção

9- período moderno

1- século 20

4- lançado entre 1945-1999

2) Nome do autor

Definido pelo sistema Cutter. As letras (sempre maiúscula no início e minúscula no final) são facilmente explicáveis, mas os números centrais têm regras bem mais complexas.

R- inicial do sobrenome

797- código Cutter

h- inicial do nome do livro

3) Outras informações

Revela o ano do primeiro lançamento do livro, sua edição e quantos exemplares dele há na biblioteca. Se a obra for dividida em volumes, isso também é indicado (“v. 1”, “v. 2” etc.) –

1997- Ano de publicação

3 ED.- Terceira edição

EX. 5- Quinto exemplar

AS DEZ PRINCIPAIS ÁREAS

Os temas estabelecidos pelo primeiro algarismo no Sistema Dewey

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AS SUBDIVISÕES

Exemplos de temas indicados pelo segundo e pelo terceiro algarismo, em literatura. Portanto, se você encontrar um livro com o código “841”, por exemplo, saberá que ele é de poesia francesa

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OUTROS EXEMPLOS

A classificação Dewey e Cutter de alguns clássicos

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Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda

Dewey:981

Cutter:H722r

A Origem das Espécies, de Charles Darwin

Dewey:575.0162

Cutter:D228o

Assim Falou Zaratustra, de Friedrich Nietzsche

Dewey:193

Cutter:N558a

Projeto Livro na Faixa é ampliado para outros 9 terminais de SP

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publicado na Mistura Urbana

Quem passar pelos terminais Amaral Gurgel, Cidade Tiradentes, Parelheiros, Penha, Pinheiros, Princesa Isabel, Sapopemba/Teotônio Vilela e Vila Nova Cachoeirinha poderá trocar livros gratuitamente nas estantes do Projeto Livro na Faixa. A Prefeitura de São Paulo decidiu ampliar o projeto para esses nove locais, somando 21 terminais de ônibus de toda a cidade.

O Projeto Livro na Faixa foi desenvolvido no final de 2014 por meio de uma parceria entre as secretarias municipais de Transportes e de Cultura. A ideia do projeto é criar uma rotatividade de obras literárias, incentivando a leitura e promovendo a cidadania e a interação entre as pessoas por meio da troca de livros e histórias.

 

LivroNaFaixa

Para participar, o usuário interessado em um livro não precisa realizar qualquer tipo de inscrição. Basta comparecer a um dos terminais com estantes do projeto, escolher um livro e retirar de forma totalmente gratuita. O leitor não tem a obrigação de devolver a obra, mas como o sucesso do projeto depende da participação coletiva, é recomendável que após a leitura ele devolva o livro ou que a retirada de uma obra seja feita mediante à doação de outra, para que as estantes permaneçam sempre abastecidas.

Para devolver ou doar uma obra é preciso apenas comparecer a um dos terminais que integram o projeto. Não é necessário que o título seja novo, basta estar em boas condições de leitura.

Além dos nove terminais novos que passaram a receber o Livro na Faixa, outros 12 já dispõem de estantes do projeto. São eles: A.E. Carvalho, Carrão, Pq. D. Pedro, Pirituba, Bandeira, Jardim Ângela, Grajaú, Santo Amaro, Capelinha, Guarapiranga, Campo Limpo e Lapa.

Confira dez links de bibliotecas virtuais espalhadas que vão te ajudar a estudar

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Biblioteca digital da USP oferece 50 mil teses e dissertações defendidas na universidade

Biblioteca digital da USP oferece 50 mil teses e dissertações defendidas na universidade

 

Rodney Eloy, no Pesquisa Mundi

Você está à procura de algum livro específico? Para te ajudar, a Educação selecionou dez links de bibliotecas virtuais de todo o mundo espalhadas na internet para você, estudante ou professor, que busca maior aprendizado. Confira:

1) Oxford Digital Library:  site traz projetos digitais das bibliotecas da Universidade de Oxford.

2) Biblioteca Digital de Obras Raras: possui inúmeros livros completos digitalizados, como um de Lavoisier, editado no século 19.

3)  Human Rights Library: site tem mais de 14 mil documentos relacionados aos direitos humanos.

4) Perseus Digital Library: biblioteca dedicada ao estudo dos gregos e romanos antigos.

5) The Digital South Asia Library: site contém periódicos, fotos e estatísticas que contam a história do Sul da Ásia.

6) SciELO: biblioteca eletrônica que reúne periódicos científicos brasileiros.

7) Bibliomania: biblioteca com mais de 2.000 textos clássicos e guias de estudo em inglês.

8) Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro: biblioteca especializada em literatura em Língua Portuguesa.

9) Biblioteca Virtual Universal: site possui textos infanto-juvenis, literários e técnicos.

10) The Literature Network: pra quem gosta de poemas, contos e romances, o site possui aproximadamente 90 autores com livros sobre os temas.

Conheça a biblioteca digital da USP

Professores e alunos da rede estadual paulista podem ter acesso a um acervo virtual com mais de 50 mil teses e dissertações defendidas na Universidade de São Paulo (USP). O material está localizado na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, criada pela universidade estadual em 2001.

via Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

6 técnicas de estudo poderosas para concursos públicos

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publicado na Exame

No filme “Sem limites”, o personagem Eddie, vivido pelo ator Bradley Cooper, descobre uma pílula misteriosa que lhe permite usar 100% do seu cérebro. Se fosse candidato a um concurso público, seu sucesso estaria garantido.

Infelizmente (ou não), a vida real não traz as mesmas soluções mágicas de Hollywood. Para assimilar e memorizar conteúdos exigidos numa prova, a única saída é estudar – e muito.

Mas quantidade não é tudo. Segundo professores e especialistas em concursos, certas técnicas relativamente simples podem otimizar o tempo e alavancar o rendimento do aluno.

É claro que não existem regras universais: alguns métodos excelentes para uns podem ser péssimos para outros, diz Paulo Estrella, diretor pedagógico da Nova Academia do Concurso.

“Todo candidato tem seu ponto forte, como a facilidade para visualizar ideias ou para retê-las por meio da audição”, explica ele. “O ideal é usar suas vantagens individuais a seu favor na hora de estudar”.

No lugar de esperar uma única receita infalível, diz Estrella, o aluno deve testar vários métodos e incorporar aquele que mais facilite sua vida.

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A título de sugestão, veja a seguir 6 táticas que podem trazer um salto de produtividade para a sua próxima sessão de estudos:

1. Grave sua própria “aula” sobre a matéria
Segundo Renata Xisto, psicóloga especializada em concursos, uma boa forma de reter conteúdo é ler uma parte da sua apostila e, em seguida, gravar sua própria voz explicando o conteúdo. O benefício é triplo: você precisará estudar com muita atenção para preparar sua “aula”, fará um ótimo exercício de síntese e memorização ao dizê-la em voz alta e, de quebra, ficará com um registro auditivo da matéria – que poderá ouvir no trânsito ou em qualquer hora do dia.

2. Resolva (muitos) exercícios
De acordo com Paulo Estrella, diretor da Nova Academia do Concurso, a preparação para um concurso só começa quando o candidato começa a fazer exercícios: todo o resto é mera introdução ao estudo. “A única técnica absolutamente necessária para ser aprovado é resolver exames anteriores da banca organizadora e dos últimos concursos para o cargo”, diz o especialista. Segundo ele, essa é a melhor forma de descobrir quais disciplinas exigirão mais ou menos aprofundamento.

3. Faça associações mentais – quanto mais engraçadas, melhor
Técnica popular em cursinhos pré-vestibular, criar conexões entre palavras e conceitos é uma ótima forma de memorização. A relação entre termos pode vir por semelhança sonora, por exemplo. Uma dica útil é fazer associações bizarras, inusitadas ou engraçadas. Quando uma imagem mental faz “cócegas” em você, fica mais fácil fixá-la, diz Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Segundo Paulo Estrella, da Nova Academia do Concurso, esse e outros métodos mneumônicos são úteis para dominar conteúdos menos interpretativos, tais como listas, procedimentos ou regras que têm uma ordem obrigatória, por exemplo.

4. Elabore fichamentos dos textos
Escrever – de preferência à mão – é uma das melhores formas de guardar uma informação no cérebro. Por isso, embora a leitura de textos teóricos seja importante, também é obrigatório elaborar um resumo do conteúdo com as suas próprias palavras, afirma o professor Nestor Távora, da LFG Concursos. Além de aprofundar o estudo, o fichamento pode ser consultado posteriormente no lugar do livro, trazendo economia de tempo para o concursando.

5. Estude em grupo
Este método não é para todos, mas funciona muito bem em alguns casos. Segundo Grasiela Cabral, diretora do curso Pra Passar-RJ, trata-se de uma solução interessante para candidatos com dificuldades de concentração. “A principal vantagem desse modelo é estimular a discussão sobre os temas estudados”, diz ela. “O debate com outras pessoas melhora o foco e facilita a memorização”, diz ela. Veja aqui outras vantagens e desvantagens de estudar com colegas.

6. Quebre suas sessões de estudo em blocos
Nosso cérebro não consegue se fixar num único objeto por mais do que uma hora, diz a neurociência. Assim, o ideal é fazer intervalos regulares para descansar e mexer o corpo. Também vale intercalar as disciplinas entre si. Além de sobrecarregar menos o seu cérebro, diz Cabral, a divisão da sessão em blocos temáticos fará com que você permaneça mais tempo estudando.

Bibliotecários tiram roupa e posam nus para financiar biblioteca LGBT

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Publicado em UOL

Precisando arrecadar fundos para construir a Biblioteca da Diversidade, um espaço destinado a fomentar o diálogo entre minorias religiosas e sexuais, 12 bibliotecários e estudantes tiraram a roupa e posaram nus para um calendário. Os modelos, de sete Estados diferentes, posaram voluntariamente.

A ideia do calendário é do brasiliense Cristian Santos, ex-vendedor de cocadas que conquistou cinco diplomas e virou servidor público. De acordo com ele, o calendário serviu para chamar atenção para o projeto e também quebrar estereótipos. “Tinha que fazer algo que sensibilizasse as pessoas para a causa e pudesse realizar doações. Escolhi homens para quebrar o estereótipo que existe no próprio meio de que apenas mulheres trabalham na área”, diz.

Até o momento, quase todos os 300 exemplares (com o preço de R$ 50) foram vendidos. Porém, Cristian (que realiza as vendas e entregas) diz que a repercussão tem ido além da venda direta. “O calendário serviu para as pessoas conhecerem a nossa ideia. Já recebemos doações de livros e até algumas empresas já conversaram com a gente. No exterior, já saíram matérias sobre a iniciativa na França, México, Espanha, Chile e Colômbia”, afirma.

Autores LGBT também já se ofereceram para pesquisar e levantar um acervo sobre o gênero no Brasil. “Eles ofereceram obras e também acharam interessante a ideia de se pesquisar sobre assunto no Brasil. Além disso, teve gente que também se ofereceu para posar para um eventual calendário 2017”, conta.
Espaço para discutir a intolerância

Caso o calendário dê certo, a Biblioteca da Diversidade será um espaço para discutir intolerância sexual e religiosa. Além de atender o público LGBT, o espaço também visa contemplar religiões que sofrem preconceito como, por exemplo, as de matriz africana. “A cada 28 horas um homossexual é assassinado no Brasil. No ano passado, vários terreiros de candomblé sofreram invasões. Por isso, queria criar um espaço onde essas minorias poderiam ler e não sofrer preconceitos”, diz Cristian.

“Inicialmente, gostaríamos de arrecadar R$ 2 milhões para a compra de um espaço na Asa Sul (área central de Brasília). Sei que é ambicioso, mas não custa sonhar”, diz o bibliotecário. Até o momento, Cristian reúne um acervo de livros em sua casa. Todos os custos do local são arcados do bolso do bibliotecário (que trabalha na Câmara dos Deputados): “No momento, tudo funciona na minha casa. Mas queria um espaço com café e toda infraestrutura”.

A ideia que está sendo colocada em prática vem de alguns anos, quando o bibliotecário ainda era estudante: “Quando estava na UnB, presenciei uma coisa que me chocou: uma menina lésbica pegou um romance LGBT. Ela não viu, mas eu vi a bibliotecária fazer caras e bocas. E tudo o que eu quero é um espaço para que isso não aconteça”.

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