Com amor, a garota chamada Estrela

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Biblioteca à beira-mar oferece leitura gratuita na praia da Pipa (RN)

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Biblioteca da Praia foi criada para oferecer leitura aos turistas que visitam o local

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Publicado em UOL

Em meio à badalação da praia da Pipa, em Tibau do Sul, litoral do Rio Grande do Norte, uma biblioteca pé na areia é uma atração para os frequentadores de uma das praias mais procuradas por turistas no Nordeste.

É na praia do Amor, de paisagens nativas emolduradas pelo mar azul turquesa, onde fica a Biblioteca da Praia. A calmaria do local inspira os apaixonados pela leitura.

O acervo reúne cerca de 3.000 livros escritos não só em português como inglês, espanhol, alemão, hebraico, mandarim e francês. Os títulos que estão à disposição vão desde a obras de ficção, ação, romances e livros de literatura. A maioria deles chegou por meio de doações.

A biblioteca foi criada no ano de 2011 pelo surfista pernambucano Adalberon Batista de Omena, 38, o Beron, como é conhecido. No início, as prateleiras da biblioteca se resumiam a um banquinho de madeira. Porém, à medida em que foram chegando novos livros foi erguida uma espécie de estante de madeira com telhado de palha.

“Vi o potencial turístico da praia do Amor e resolvi unir a educação ao esporte. Criamos a biblioteca com essa ideia e vem dando tão certo que tivemos de fazer uma reforma no local para caber todos os livros, mas vejo que logo deverá ser ampliada de novo. Não param de chegar doações”, conta Beron.

A Biblioteca da Praia foi montada ao lado da escola de surf de Beron, que também tem um bar que serve sucos e comidas naturais para dar apoio a quem vai ao local. Enquanto ele ministra as aulas teóricas de surf e slackline, toma conta da biblioteca e atende aos clientes também.

O cuidado para conservar os livros é não deixar nada exposto ao sol, e ao final do dia, a biblioteca é fechada com uma lona para proteger os títulos da chuva e da maresia. O visitante que for ao local também pode ter a surpresa de participar de rodas de violão. No local, os surfistas e alunos de Beron se reúnem para também fazer música.

Apesar do público-alvo ser adultos, no local sempre ocorrem ações de leitura voltada para crianças, que podem fazer atividades de pintura em livros de leitura. “Incentivamos as crianças a lerem, pois é por meio delas que podemos criar novas consciências e mudar o mundo”, disse Beron.

Trocas e doações

Há turistas que preferem continuar a leitura depois do passeio e levar o livro para o local que está hospedado. Para isso, deve-se informar o nome do hotel ou pousada, e-mail e número de telefone. “Também não precisa pagar nada. É se comprometer a devolver”, diz Beron.

E se o turista levar o livro e não devolver? Beron diz que não se incomoda, pois “livro preso na estante é uma gaiola”. “O livro circula ao passar em outras mãos e mais pessoas têm acesso à leitura”. Há também a possibilidade de troca de livros.

A biblioteca funciona entre 9h e 17h. O local oferece cadeiras e guarda-sol, além do serviço de bar, que funciona ao lado da biblioteca.

Para chegar à Biblioteca da Praia, o turista deverá descer a escadaria do paredão da praia do Amor. No meio da pequena trilha, poderá encontrar pequenos animais, como saguis e camaleões. São cerca de dez minutos de caminhada até o local.

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Menino de quatro anos inaugura biblioteca comunitária em parque de BH

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Bernardo Dourado surpreendeu os pais com a ideia de levar seus livros para outras crianças

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Publicado em R7

Há cerca de dois meses, o pequeno Bernardo Dourado, de quatro anos, surpreendeu os pais com um pedido: ele queria montar uma biblioteca comunitária destinada para crianças. Acostumada às ideias “mirabolantes” do filho, Daniela Mascarenhas levou um tempo para entender que o garotinho não desistiria fácil do projeto, que dizia ser “seu compromisso”.

— Ele é pequeno, mas é terrível! Quer morar no Japão, quer passar férias na Alemanha, enfim. Um dia ele chegou e falou que não queria mais ter só a biblioteca do quarto dele, queria que eu colocasse um armário com os livros no passeio do prédio, queria que fosse comunitário. Ele falou que era o compromisso dele e repetiu isso umas mil vezes, dizendo que a gente não entendia.

Intrigada, a mãe ainda questionou Bernardo o que significava este compromisso. Imediatamente, ele disse que era fazer “alguma coisa para alguém”. Logo, Daniela descobriu de onde veio tamanha motivação: em um fim de semana, ele mostrou para ela uma propaganda na TV, que tratava justamente de iniciativas bacanas feitas por crianças ao redor do mundo.

Convencida de que valia a pena ajudar o filho em sua boa ação, ela arregaçou as mangas e conseguiu autorização para promover a “Bibliotequinha do Bê” neste sábado (16), no Parque Aggeo Pio Sobrinho, no bairro Buritis, região oeste de Belo Horizonte, a partir de 9h30. Era para ser um piquenique entre amigos, para dar à Bernardo a sensação de dever cumprido ao seu compromisso, mas o evento tomou proporções maiores.

Graças à divulgação de amigos e familiares, haverá música e a apresentação de um palhaço durante o piquenique, além de medição de pressão oferecida por um laboratório da cidade. Daniela ressalta que o filho teve a quem puxar a paixão pela literatura, já que a avó era escritora e destaca a importância da leitura na criação de “Bê”.

— A gente sempre leu para ele desde bebê e, mesmo ainda não sabendo ler, ele sabe quais são as letrinhas, gosta de ver as figuras e cria as histórias do jeito dele. É bonito ver que tão pequeno ele já está disposto a ajudar.

‘Biblioteca a cavalo’ atende região com vulcões, vilarejos e analfabetos

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Para estimular leitura, homem na Indonésia viaja por Java Central com livros armazenados em caixas nas costas de um cavalo.

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Publicado no G1

O analfabetismo entre adultos na Indonésia está em queda, mas uma região do país possui quase um milhão de adultos que não sabem ler. Em Java Central, um homem e seu cavalo tentam – pelo menos – melhorar o acesso da população a livros.

Ridwan Sururi, de 42 anos, é quem cuida de Luna, um antigo cavalo selvagem. A altura do animal chega apenas ao ombro dele.

Eles vivem no vilarejo de Serang, na região de Purbalingga, em Java, uma região rural e tropical, nos arredores de um dos mais ativos vulcões indonésios – o Monte Slamet.

Numa região de diversos vilarejos, Sururi e Luna fazem uma conexão essencial entre as comunidades nos últimos meses.

Em janeiro, Sururi criou uma livraria móvel chamada Kudapustaka – que significa “biblioteca a cavalo” em indonésio. Ele viaja entre vilarejos com livros armazenados em caixas nas costas do cavalo.

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Ele visita escolas três vezes por semana – às terças, quartas e quintas. Às vezes, leva também sua filha, Indriani Fatmawati.

Crianças e moradores não têm que pagar para emprestar os livros e Sururi diz não querer lucrar com a iniciativa.

“Eu amo cavalos, e quero que esse hobby beneficie as pessoas”, disse ele à BBC Indonésia.

A ideia para a biblioteca itinerante veio de um amigo, Nirwan Arsuka, outro entusiasta de cavalos. “Ele me perguntou: podemos ajudar a sociedade através do nosso hobby? Eu disse que estava interessado, mas não sabia como”.

Então, ele teve essa ideia de criar uma biblioteca móvel usando cavalos. Eu gostei da ideia, mas infelizmente não tinha nenhum livro. Daí, ele me mandou caixas de livros”.

Segundo a Unesco, órgão da ONU para educação e cultura, a Indonésia fez grandes avanços na redução do analfabetismo entre adultos nos últimos anos, reduzindo o número de 15,4 milhões em 2004 para 6,7 milhões em 2011.

No entanto, o órgão diz haver mais de 977 mil adultos analfabetos em Java central, região de Ridwan.

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Sururi não é dono de nenhum dos animais – apenas cuida deles. Teria ele pedido permissão para usar o cavalo como uma biblioteca móvel? “Não”, diz, aos risos.

“O dono vive distante deste vilarejo e faz tempo que não visita os cavalos. Estou um pouco triste por causa disso”.

Dos três cavalos que toma conta, Sururi escolheu Luna para fazer-lhe companhia. “Ele era um cavalo selvagem mas eu o domei. Luna nunca atacou ou mordeu ninguém, e é amável quando está cercado por crianças”.

Ele disse esperar mais doações ao seu programa. “As crianças aqui amam quadrinhos e livros de histórias”.

“Já os adultos precisam de livros de inspiração e guias, sobre agricultura, essas coisas”.

Sururi sonha em ter seu próprio cavalo Kudapustaka – e, também, uma biblioteca real.

“Espero poder ter uma biblioteca pequena na frente de casa”, diz ele. “Mas sei que isto é só um sonho”.

‘Irmão perdido’ de mestre Yoda é encontrado em manuscrito do século XIV

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Gêmeo' de mestre Yoda em manuscrito do século XIV - Divulgação/Biblioteca Britânica

Gêmeo’ de mestre Yoda em manuscrito do século XIV – Divulgação/Biblioteca Britânica

Livro lançado pela Biblioteca Britânica revela figura bem similar ao personagem de ‘Star wars’

Publicado em O Globo

RIO — Um novo livro a ser lançado pela Biblioteca Britânica em maio revela que o simpático Mestre Yoda pode ter um “irmão perdido” do século XIV. A ilustração aparece em um dos manuscritos de “Medieval monsters” e mostra uma figura muito semelhante ao famoso personagem de “Star wars”.

O livro, produzido pelo historiador Damien Kempf e a historiadora de arte Maria L. Gilbert, é uma compilação de grandes monstros retratados em publicações do mundo medieval.

Segundo a descrição do livro, naquela época, “monstros estavam por toda a parte, inclusive nas bordas das páginas de manuscritos e nas margens de mapas”. E, entre as ilustrações destacadas pela publicação, está o “gêmeo de Yoda”.

Um curador da Biblioteca Britânica comentou o curioso caso à rádio “NPR”. “A imagem do Yoda vem de manuscrito do século XIV conhecido como ‘Os decretos de Smithfield’. Adoraria dizer que realmente era o Yoda, ou que foi desenhado por uma viajante do tempo medieval. Mas, na verdade, é uma ilustração da história bíblica de Sansão — o artista claramente tinha uma grande imaginação”, disse o funcionário.

Sem repasse de verbas, bibliotecas parque têm acesso limitado

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Horário de funcionamento das unidades do Centro, Rocinha, Manguinhos e Niterói é reduzido pela metade; medida provoca revolta entre os frequentadores

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Mariana Filgueiras, em O Globo

RIO- Quem foi a uma das Bibliotecas Parque do Estado pela manhã ou à noite nos últimos dois dias deu de cara com a porta. E nem adianta deixar para ir no fim de semana: todas estarão fechadas também. As quatro unidades (que ficam na Avenida Presidente Vargas, no Centro; em Manguinhos; na Rocinha; e em Niterói) abriam de terça a domingo, das 10h às 20h (exceto a de Niterói, que ia até 18h nos fins de semana). Mas agora todas passam a funcionar apenas de terça a sexta-feira, das 12h às 18h30m, numa redução de metade do expediente.

Meninas dos olhos do projeto de cultura do governo estadual — uma das promessas da campanha do governador Luiz Fernando Pezão é inaugurar outras 11 —, as Bibliotecas Parque integram a estrutura da Secretaria estadual de Cultura, mas são geridas pela organização social (OS) Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), que recebe, por ano, R$ 20 milhões para administrá-las. De acordo com o diretor executivo da OS, Pedro Sotero, o governo estadual ainda não repassou as duas parcelas de R$ 5 milhões cada (correspondentes ao orçamento de 2015) e que venceram em dezembro e março passados. Acumulando dívidas com a Light e empresas terceirizadas de limpeza e segurança, a OS alega não ter como manter o pleno funcionamento das bibliotecas.

— A única solução era enxugar o atendimento. Ou fazíamos isso ou teríamos de suspender o funcionamento de vez ou demitir uma equipe que levamos tanto tempo para afinar — diz Sotero. — Já sabíamos que este ano seria apertado economicamente, prevíamos algum atraso, mas ainda não recebemos nada. Por isso, tentamos ajustar o funcionamento para os horários em que recebemos mais leitores. E 70% do público frequentam a Biblioteca Parque Estadual, a maior de todas, entre 12h e 18h30m.

SEM PREVISÃO DE REPASSE

Sotero reuniu-se esta semana com o secretário estadual de Fazenda, Julio Bueno, que prometeu dar, até amanhã, uma nova previsão de data para o repasse. O que não chega a ser uma boa notícia: o diretor executivo do IDG sinaliza que, mesmo com as parcelas atrasadas pagas, o horário de funcionamento das unidades não deverá voltar ao que era antes.

— Assim que tivermos alguma previsão, vamos ampliar o horário, é o que mais queremos. Mas precisaremos repensar o período das 10h às 20h e os fins de semana. Apesar de termos muito interesse em manter principalmente a Biblioteca Parque Estadual (na Avenida Presidente Vargas) aberta aos domingos, trata-se de um dia complicado de atrair público. Recebemos cerca de 1.700 pessoas diariamente, e só 600 aos domingos. É um dia em que todo o entorno está fechado, do Campo de Santana às saídas do metrô. Por outro lado, a Biblioteca Parque de Manguinhos recebe muitas pessoas nesse dia, pois é a única opção de lazer da região. Teremos de reavaliar cada unidade — diz ele.

A mudança, anunciada na sexta-feira à noite, provocou revolta entre frequentadores.

— Lamentável. Uma biblioteca incrível dessa e agora só funciona durante o horário de trabalho da maior parte das pessoas. Qual o sentido? Não abre nem sábado e domingo. Acaba de completar um ano e esse é o presente que o governo estadual dá a ela e a nós — desabafou o escritor Leonardo Villa-Forte, um dos muitos prejudicados com a medida, lembrando que a Biblioteca Parque Estadual fez um ano em abril.

Em nota, a Secretaria estadual de Cultura disse que o ajuste é “provisório” e que as atividades agendadas para os próximos fins de semana “estão sendo avaliadas caso a caso”.

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