Um poema para Bárbara

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‘Irmão perdido’ de mestre Yoda é encontrado em manuscrito do século XIV

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Gêmeo' de mestre Yoda em manuscrito do século XIV - Divulgação/Biblioteca Britânica

Gêmeo’ de mestre Yoda em manuscrito do século XIV – Divulgação/Biblioteca Britânica

Livro lançado pela Biblioteca Britânica revela figura bem similar ao personagem de ‘Star wars’

Publicado em O Globo

RIO — Um novo livro a ser lançado pela Biblioteca Britânica em maio revela que o simpático Mestre Yoda pode ter um “irmão perdido” do século XIV. A ilustração aparece em um dos manuscritos de “Medieval monsters” e mostra uma figura muito semelhante ao famoso personagem de “Star wars”.

O livro, produzido pelo historiador Damien Kempf e a historiadora de arte Maria L. Gilbert, é uma compilação de grandes monstros retratados em publicações do mundo medieval.

Segundo a descrição do livro, naquela época, “monstros estavam por toda a parte, inclusive nas bordas das páginas de manuscritos e nas margens de mapas”. E, entre as ilustrações destacadas pela publicação, está o “gêmeo de Yoda”.

Um curador da Biblioteca Britânica comentou o curioso caso à rádio “NPR”. “A imagem do Yoda vem de manuscrito do século XIV conhecido como ‘Os decretos de Smithfield’. Adoraria dizer que realmente era o Yoda, ou que foi desenhado por uma viajante do tempo medieval. Mas, na verdade, é uma ilustração da história bíblica de Sansão — o artista claramente tinha uma grande imaginação”, disse o funcionário.

Sem repasse de verbas, bibliotecas parque têm acesso limitado

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Horário de funcionamento das unidades do Centro, Rocinha, Manguinhos e Niterói é reduzido pela metade; medida provoca revolta entre os frequentadores

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Mariana Filgueiras, em O Globo

RIO- Quem foi a uma das Bibliotecas Parque do Estado pela manhã ou à noite nos últimos dois dias deu de cara com a porta. E nem adianta deixar para ir no fim de semana: todas estarão fechadas também. As quatro unidades (que ficam na Avenida Presidente Vargas, no Centro; em Manguinhos; na Rocinha; e em Niterói) abriam de terça a domingo, das 10h às 20h (exceto a de Niterói, que ia até 18h nos fins de semana). Mas agora todas passam a funcionar apenas de terça a sexta-feira, das 12h às 18h30m, numa redução de metade do expediente.

Meninas dos olhos do projeto de cultura do governo estadual — uma das promessas da campanha do governador Luiz Fernando Pezão é inaugurar outras 11 —, as Bibliotecas Parque integram a estrutura da Secretaria estadual de Cultura, mas são geridas pela organização social (OS) Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), que recebe, por ano, R$ 20 milhões para administrá-las. De acordo com o diretor executivo da OS, Pedro Sotero, o governo estadual ainda não repassou as duas parcelas de R$ 5 milhões cada (correspondentes ao orçamento de 2015) e que venceram em dezembro e março passados. Acumulando dívidas com a Light e empresas terceirizadas de limpeza e segurança, a OS alega não ter como manter o pleno funcionamento das bibliotecas.

— A única solução era enxugar o atendimento. Ou fazíamos isso ou teríamos de suspender o funcionamento de vez ou demitir uma equipe que levamos tanto tempo para afinar — diz Sotero. — Já sabíamos que este ano seria apertado economicamente, prevíamos algum atraso, mas ainda não recebemos nada. Por isso, tentamos ajustar o funcionamento para os horários em que recebemos mais leitores. E 70% do público frequentam a Biblioteca Parque Estadual, a maior de todas, entre 12h e 18h30m.

SEM PREVISÃO DE REPASSE

Sotero reuniu-se esta semana com o secretário estadual de Fazenda, Julio Bueno, que prometeu dar, até amanhã, uma nova previsão de data para o repasse. O que não chega a ser uma boa notícia: o diretor executivo do IDG sinaliza que, mesmo com as parcelas atrasadas pagas, o horário de funcionamento das unidades não deverá voltar ao que era antes.

— Assim que tivermos alguma previsão, vamos ampliar o horário, é o que mais queremos. Mas precisaremos repensar o período das 10h às 20h e os fins de semana. Apesar de termos muito interesse em manter principalmente a Biblioteca Parque Estadual (na Avenida Presidente Vargas) aberta aos domingos, trata-se de um dia complicado de atrair público. Recebemos cerca de 1.700 pessoas diariamente, e só 600 aos domingos. É um dia em que todo o entorno está fechado, do Campo de Santana às saídas do metrô. Por outro lado, a Biblioteca Parque de Manguinhos recebe muitas pessoas nesse dia, pois é a única opção de lazer da região. Teremos de reavaliar cada unidade — diz ele.

A mudança, anunciada na sexta-feira à noite, provocou revolta entre frequentadores.

— Lamentável. Uma biblioteca incrível dessa e agora só funciona durante o horário de trabalho da maior parte das pessoas. Qual o sentido? Não abre nem sábado e domingo. Acaba de completar um ano e esse é o presente que o governo estadual dá a ela e a nós — desabafou o escritor Leonardo Villa-Forte, um dos muitos prejudicados com a medida, lembrando que a Biblioteca Parque Estadual fez um ano em abril.

Em nota, a Secretaria estadual de Cultura disse que o ajuste é “provisório” e que as atividades agendadas para os próximos fins de semana “estão sendo avaliadas caso a caso”.

Maior biblioteca do Japão no Brasil tem mais mangás do que livros

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A biblioteca de São Miguel Arcanjo (SP) possui 74 mil livros, dos quais 70% são mangás (Foto: Reprodução/G1)

A biblioteca de São Miguel Arcanjo (SP) possui 74 mil livros, dos quais 70% são mangás (Foto: Reprodução/G1)

Publicado na Mundo Nipo

Localizada em uma colônia em São Miguel Arcanjo (SP), a maior biblioteca de livros em japonês no Brasil possui um gigantesco acervo de mangás (quadrinhos japoneses). A biblioteca tem uma coleção de 74 mil livros, dos quais 70% são mangás. O número representa o maior acervo do gênero no Brasil.

São 51,8 mil mangás dos mais variados gêneros, que vão desde ‘kodomo’ (gênero voltado para o público infantil) aos polêmicos ‘hentais’ (erótico/pornográfico).

“Eles [mangás] são os mais procurados pela população da colônia e também por outros moradores da região que estudam a língua japonesa e alugam”, afirmou o administrador da biblioteca, Katsuharo Ochi, ao portal de notícias G1.

Na matéria do G1, publicada na semana passada, Ochi explicou que os mangás são procurados tanto por crianças como por adultos, mas “a preferência é pelas histórias de luta, enquanto os poucos mangás eróticos ‘nunca’ são alugados”.

Para nível de comparação quanto à enorme quantidade de mangás, o acervo da biblioteca de São Miguel Arcanjo é três vezes maior, por exemplo, que o da Fundação Japão em São Paulo (SP), cidade onde vivem 326 mil japoneses e descendentes, segundo o Centro de Estudos Nipo-Brasileiro. A biblioteca da entidade conta com 21 mil exemplares, de acordo com a administração do local.

Obras diversas
Além da grande quantidade de mangás, a biblioteca de São Miguel Arcanjo conta com obras de diversos temas: artes, arquitetura, culinária, religião, biografias, além dos romances policiais e clássicos, como “Pinóquio” e “Bambi”. A quantia de livros é tanta que alguns exemplares ficam estocados em caixas ao lado de prateleiras. “São muitos livros, grande parte antigos. A quantia é tão grande que não conhecemos a maioria”, diz Ochi.

O administrador contou que boa parte do acervo veio diretamente do Japão. “Na época em que montaram a biblioteca, a colônia recebeu um contêiner carregado de livros que veio do Japão por meio de um navio. Desde então foram comprados poucos exemplares para a biblioteca”, relembra o administrador.

Funcionamento
O espaço de 650 metros quadrados fica na colônia japonesa do Bairro Pinhal, zona rural de São Miguel Arcanjo, e foi construído em 1985. Ele funciona apenas aos sábados e é aberto à população.

‘Biblioteca a cavalo’ leva livros para regiões sem internet na Argentina

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Estudantes de Condor Huasi distribuem leitura para a comunidade.
Animal puxa carroça com alunos três vezes por semana.

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Publicado no G1

Na pequena aldeia de Condor Huasi, na região noroeste da Argentina, não há conexão com a internet. As crianças e adolescentes que estudam ali adquirem e distribuem informação e conhecimento para os moradores locais transportando uma biblioteca móvel puxada por uma carroça.

O pequeno cavalo Pepe puxa a carroça cheia de livros e alunos. Por três vezes na semana, os estudantes levam os livros para a comunidade local e promovem um encontro de leitura ao ar livre.

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A ideia da biblioteca móvel surgiu a partir de um projeto para ter atividades extracurriculares na escola e na comunidade. Em entrevista à agência APTN, a jovem Julia Lazarte disse que “queria que as crianças tivessem acesso à internet para conseguirem obter informações de forma mais rápida e fácil, mas por enquanto estudar da maneira antiga é a única opção”.

Condor Huasi fica a 27 km de distância de San Miguel de Tucumán, cidade com um milhão de habitantes no norte da Argentina.

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Com 6 mil livros, Hotel Biblioteca atrai amantes da leitura em Nova York

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Library Hotel

Mais de 6 mil livros ficam espalhados pelo Library Hotel (Foto: Library Hotel/Divulgação)

 

Andares e quartos são classificados por temas como Arte e Filosofia.
Local tem Sala de Leitura, Jardim da Poesia e Refúgio do Escritor.

Publicado no G1

Paraíso dos amantes da leitura, o Library Hotel (hotel biblioteca) tem livros por todo lugar: são mais de 6 mil exemplares, espalhados nos quartos, no lobby e em outras áreas comuns.

Mais do que isso, o hotel é organizado como uma grande biblioteca. Cada um dos dez andares é dedicado a um grande tema (arte, filosofia, linguagem, entre outros), e cada quarto a um tópico dentro da categoria. A divisão segue um método de classificação chamado Sistema Decimal Dewey, usado em bibliotecas.

Travesseiro do hotel tem os dizeres: 'Amantes de livros nunca vai para a cama sozinhos' (Foto: Library Hotel/Divulgação)

Travesseiro do hotel tem os dizeres: ‘Amantes de livros nunca vai para a cama sozinhos’ (Foto: Library Hotel/Divulgação)

Os quartos têm nomes como Quarto das Biografias, Quarto do Design de Moda, Quarto do Amor e Quarto da Astronomia – esse último tinha como hóspede frequente o astronauta Neil Armstrong.

Outros hóspedes célebres foram os escritores David Baldacci, John Grisham e Erica Jong.

No Hotel Biblioteca, os típicos avisos pedindo para não incomodar ou para limpar o quarto foram renomeados para 'Por favor, me deixe ler' e 'Por favor, tire o pó dos meus livros' (Foto: Library Hotel/Divulgação)

No Hotel Biblioteca, os típicos avisos pedindo para não incomodar ou para limpar o quarto foram renomeados para ‘Por favor, me deixe ler’ e ‘Por favor, tire o pó dos meus livros’ (Foto: Library Hotel/Divulgação)

O Library Hotel fica em Manhattan, perto da Biblioteca Pública de Nova York, em um edifício do início do século passado.

A atmosfera literária pode ser sentida desde a chegada: na entrada principal, há cem placas de bronze com citações de livros.

O Refúgio do Escritor é uma das áreas comuns no Library Hotel (Foto: Library Hotel/Divulgação)

O Refúgio do Escritor é uma das áreas comuns no Library Hotel (Foto: Library Hotel/Divulgação)

Entre as áreas comuns do hotel, há uma Sala de Leitura, um Jardim da Poesia e um lounge chamado Refúgio do Escritor, que à noite serve drinques com nomes ligados à literatura.

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