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Bill Gates revela os 5 livros que mais gostou de ler em 2017

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Publicado no Canal Tech

O fundador da Microsoft, Bill Gates, lê cerca de 50 livros por ano. Então, anualmente ele faz uma lista com seus favoritos, publicando a relação em seu blog, o Gates Notes. Agora, a lista com os 5 livros favoritos do bilionário e filantropo em 2017 acabou de sair, e você pode conferi-la logo abaixo:

01) O Melhor que Podíamos Fazer (Thi Bui)

Baseada em memórias pessoais da autora, esta obra mostra como foi ser filha de refugiados vietnamitas que chegaram aos Estados Unidos em 1975. Ela revela todos os tremendos sacrifícios feitos por seus pais e irmãos, tudo em busca da sobrevivência e de uma vida melhor.

Para Gates, a autora “fez um ótimo trabalho capturando como é desanimador ser responsável por toda uma família e, ao mesmo tempo, sua experiência familiar é diferente da maioria”.

Na loja brasileira da Amazon, a versão traduzida para o português pode ser adquirira para Kindle por R$ 36,58, ou, caso prefira o livro físico, ele custa R$ 42,90.

02) Evicted: Poverty and Profit in the American City (Matthew Desmond Harvard)

“Um retrato da pobreza americana”. Assim este livro foi definido por Gates, já que mostra a experiência vivida pelo autor quando decidiu viver por 18 meses em dois bairros de Milwaukee, no estado de Wisconsin. Um deles é majoritariamente branco, enquanto o outro abriga em sua maioria a população negra.

Lendo suas páginas, Gates entendeu como as pessoas mais pobres tomam determinadas decisões, que, por vezes, não são compreendidas pelas pessoas mais afortunadas.

Ainda sem tração para o português, o livro original pode ser adquirido na Amazon internacional por US$ 16,41.

03) Believe Me: A Memoir of Love, Death and Jazz Chickens (Eddie Izzard)

O livro é a reunião de memórias do autor, que escreveu sobre como ele lidou com dificuldades em sua infância, aprendeu novas habilidades na vida, e se tornou um comediante renomado internacionalmente, além de ator, escritor e ativista.

Para Bill Gates, mesmo que ele não tenha nada em comum com Izzard, “nós somos farinha do mesmo saco”. O livro, que também ainda não foi traduzido para o nosso idioma, pode ser adquirido na Amazon gringa por US$ 18,55.

04) O Simpatizante (Viet Thanh Nguyen)

A obra de ficção que ganhou um prêmio Pulitzer chamou a atenção de Gates. Sua história mostra um agente duplo do Vietnã que espiona uma comunidade de refugiados abrigados em Los Angeles. Para o bilionário, o livro dá uma outra visão sobre como seria estar vivendo os dois lados da Guerra do Vietnã.

“A maioria das histórias sobre guerras são claras sobre qual lado estão apoiando, e este livro não mostra isso tão facilmente”, disse Gates.

Pelo site da Companhia das Letras, a obra traduzida custa R$ 59,90, ou R$ 39,90 para o e-book.

05) Energy and Civilization: A History (Vaclav Smil)

E o último livro da seleção de melhores lidos em 2017 por Bill Gates fala sobre como a energia tem moldado sociedades ao longo da história, desde os equipamentos movidos a animais até as fontes de energia renovável.

“Sim, nossa história tem muito a ver com reis e rainhas e jogos de tronos. Mas Smil mostra que a história do mundo tem ainda mais a ver com a inovação energética”, declarou Gates.

A versão original em inglês pode ser comprada pela Amazon por US$ 28,75, ou US$ 34,61 na versão para Kindle.

Essas e outras opiniões do fundador da Microsoft sobre esses cinco livros podem ser conferidas no seguinte vídeo (em inglês):

Lily Collins lança biografia: “Namorar um viciado é extremamente difícil”

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Filha do cantor Phil Collins, a atriz de 28 abriu o jogo em ‘Sem Filtro’; na obra, ela ainda fala de seus distúrbios alimentares e do alcoolismo do pai

Publicado na Revista Quem

Protagonista de filmes como Os Instrumentos Mortais e Espelho, Espelho Meu, na qual viveu ninguém menos que a princesa Branca de Neve, a atriz Lily Collins, de 28 anos, fez sua estreia na literatura.

Aos 28 anos, a filha do cantor Phil Collins está com autobiografia na área, cheia de confissões, reflexões e lições O tema central de Sem Filtro é a autoaceitação, na qual Lily fala das vulnerabilidades sem medo e de passagens difíceis como seus problemas com o distúrbio alimentar e relacionamentos abusivos.

“Namorar um viciado é extremamente difícil. Pode acreditar. Já passei por isso. Alguns caras iam ao banheiro várias vezes durante os encontros, colocando a culpa na bexiga. Outros desapareciam durante dias, perdidos em uma farra de drogas. Havia até aquele ex-namorado cuja negação do problema com o álcool e subseqüentes tentativas de ficar sóbrio destruíram minha confiança e nosso relacionamento de dentro para fora”, escreve ela em trecho da obra.

Lily ainda abre o jogo sobre a dependência química de Phil Collins. “E teve meu pai. Sua batalha contra o alcoolismo e meu medo de que ele não sobrevivesse alteraram para sempre a minha relação com a bebida e me forçaram a ver os padrões destrutivos que eu vinha criando na minha vida amorosa. Isso me obrigou a acordar, assumir as rédeas e fazer uma mudança”, ainda diz ela na autobiografia.

Tom Hanks lança ‘Tipos Incomuns’, seu livro de contos

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Autor/ator. 'Vivemos o momento em que um novo, digamos, código de ética vai ser instalado, exigindo que todos sejam mais sábios', disse, sobre o affair Weinstein Foto: Jake Michaels/The New York Times

Autor/ator. ‘Vivemos o momento em que um novo, digamos, código de ética vai ser instalado, exigindo que todos sejam mais sábios’, disse, sobre o affair Weinstein Foto: Jake Michaels/The New York Times

Publicado no Estadão

Até Tom Hanks ficou impressionado. Mas não foi uma celebridade que despertou a admiração do vencedor de um Oscar de melhor ator. Foi um documento. No mês passado, durante uma visita VIP à coleção do Arquivo Nacional dos Estados Unidos, Hanks se aproximou da Constituição americana, exposta dentro de uma caixa de vidro. Fã apaixonado e confesso de história, ele cobriu os olhos com as mãos e recitou de cor o preâmbulo da Constituição.

Parece que a Fundação do Arquivo Nacional escolheu o destinatário certo para sua maior honra, o Prêmio Records of Achievement, concedido a indivíduos “cujo trabalho cultivou uma maior consciência nacional sobre a história e a identidade dos Estados Unidos, por meio do uso de registros originais”. Hanks foi reconhecido por seu trabalho como contador de histórias americano, tanto nas telas quanto fora delas, como cineasta, filantropo e, agora, autor.

É dele Tipos Incomuns, seleção de histórias curiosas que agora é lançada pela editora Arqueiro. São casos em que o autor lança um olhar ao mesmo tempo atento e carinhoso: o caso agitado entre dois grandes amigos, um ator medíocre que se torna uma estrela, o colunista de uma pequena cidade que revela um ponto de vista antiquado e até a história de quatro amigos que viajam à Lua em um foguete construído num fundo de quintal. Em comum, os contos têm uma máquina de escrever que desempenha um papel na trama.

Quase 250 fãs de história festejaram Hanks numa noite de sábado de outubro, com um jantar de black-tie e um debate ao vivo com o documentarista Ken Burns, também homenageado pelo Arquivo. “Devemos louvar com orgulho o excepcional serviço que nosso homenageado prestou às histórias do nosso país”, disse Burns no palco. “Em cada personagem que encarnou, em cada gesto e cada respiração, ele nos lembrou que não existem pessoas comuns.”

Hanks diz que leva muito a sério seu papel como uma espécie de professor de história dos Estados Unidos. “Você tem de ficar escolhendo a dedo os detalhes precisos e verdadeiros do modo de ser e se comportar, porque, para o bem ou para o mal, as pessoas vão olhar e dizer: ‘Ah, isso é o que realmente aconteceu naquela época’”, disse Hanks, em uma entrevista no tapete vermelho. “E, quanto mais você acerta, melhor o serviço que você presta”.

Colecionador de máquinas de escrever e descendente distante do presidente Abraham Lincoln, Hanks também é um voraz leitor de história (atualmente está lendo Homo Deus, de Yuval Noah Harari). Hanks também falou sobre sua preparação para viver o lendário editor Ben Bradlee no próximo filme de Steven Spielberg, The Papers.

Até agora, ele já devorou todos os livros, filmes e relatos que lhe passaram pelas mãos. Também teve uma conversa em particular com a viúva de Bradlee, Sally Quinn, veterana escritora do Washington Post, para saber de “outros tipos de detalhes” que não podem ser obtidos pelos papéis e vídeos.

Ao estudar um novo personagem, “você tenta destilá-lo até uma essência que você pode levar consigo todos os dias”, disse Hanks. “Ben Bradlee sabia que era o cara mais bacana do pedaço porque amava seu trabalho e sabia que tinha um grande poder de persuasão. Ele sabia que era bom em algumas coisas, mas acho que, mais do que isso, ele adorava essas coisas”.

Ele também abordou polêmicas atuais, como a troca de farpas entre o presidente Donald Trump e a deputada democrata Frederica S. Wilson, da Flórida, a respeito do tom de um telefonema de condolências para a família de um militar americano morto em combate.

“Se você me perguntar, vou dizer que me parece uma das maiores mancadas do planeta Terra”, disse Hanks. “É uma tragédia que tem grandes consequências, e vai muito além das manchetes. É muito triste.”

Quando questionado sobre as recentes acusações de abuso sexual contra o produtor de Hollywood Harvey Weinstein, ele disse que este é um “momento decisivo”, não apenas para as mulheres do mundo artístico, mas também para mulheres de todos os campos de trabalho. “Vivemos o momento em que um novo, digamos, código de ética vai ser instalado, exigindo que todos sejam mais sábios e comecem a prestar mais atenção e, quem sabe, até obedecer? Acho que sim”, disse Hanks.

Ele sugeriu que as pessoas recorram ao Arquivo em busca de orientação para lidar com o mundo tumultuado de hoje. “As pessoas estão aborrecidas com tudo que está acontecendo. Estão furiosas, estão frustradas, estão cansadas”, disse Hanks no palco. “Eu digo: bom, se você está preocupado com o que está acontecendo hoje, leia os livros de história e descubra o que fazer, porque está tudo lá.” / TRADUÇÃO DE RENATO PRELORENTZOU

Estreia

Tipos Incomuns é o primeiro livro de ficção Hanks, que já escreveu para o New York Times, a Vanity Fair e a New Yorker.

Em livro, Marcelo Nova lembra dia em que “salvou” corpo de Raul Seixas

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O cantor Marcelo Nova, líder do Camisa de Vênus Imagem: Luiz Maximiano/Divulgação

O cantor Marcelo Nova, líder do Camisa de Vênus Imagem: Luiz Maximiano/Divulgação

Leonardo Rodrigues, no UOL

Imagine fazer a festa de lançamento de um disco em um bordel. Marcelo Nova fez. Arranjar confusão com segurança e sair correndo de Kombi do SBT? Rolou. Brigar com fãs que tentavam levar embora o caixão de Raul Seixas: checado. Ser expulso da gravadora da Globo aos palavrões e, anos depois, voltar à empresa e fazer sucesso? Aconteceu.

“Eu sempre fui um paradoxo”, brinca o vocalista da banda Camisa de Vênus, que finalmente tomou coragem para lançar sua biografia, ou quase isso. “O Galope do Tempo” (Saraiva/Benvirá), parceria com o jornalista André Barcinski, traz um bate-papo entre o autor e o músico, que relembra episódios pessoais e do grupo baiano, considerado um das mais importantes dos anos 1980. O livro começa a chegar as livrarias do país nesta semana.

“Eu conheci o Barcinski, com aquele jeitinho dele de Robinson Crusoé que só quer morar na ilha, há uns dez anos. Quando a gente se encontrava, ele sempre aventava a possibilidade de fazermos um livro. Coisa de quatro anos atrás, começamos a conversar. Aí surgiu a ideia de que era mais interessante fazer uma conversa longa. Realmente, eu não tenho tenacidade para me debruçar sobre uma mesa e ficar meses escrevendo sobre minha vida”, afirma ao UOL Marcelo Nova, a quem Barcinski chama, afavelmente, de “tsunami verbal”.

Mais um compilado de memórias do que propriamente uma biografia, o livro é franco, bem-humorado e informativo. Vai mais no trabalho musical do que em questões pessoais, embora rock e vida sejam praticamente a mesma coisa em se tratando de Marcelo Nova. Os trechos mais saborosos são, de longe, os que o cantor disseca “causos” pitorescos, como os citados na abertura deste texto.

“As biografias de rock estão sempre pontilhadas de clichês. Da coisa de comer tietes embaixo do palco, de usar heroína no banheiro. Eu não arranco cabeça de morcego com dente, não corto pescoço de galinho no palco nem quebro televisão ou destruo quartos de hotel. Sou um cara normal”, entende ele, normal só até a página 2.

Veja abaixo algumas das melhores histórias relembradas no livro.

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Conhecendo o parça Raul Seixas

“A primeira vez que vi Raul eu tinha uns 10 anos de idade. Raul tinha uns 17. Todo ano meu pai fazia uma festinha de Natal para as crianças do centro de reabilitação (…) Nesse dia, meu pai pôs a música ‘Boogie do Bebê’ [do Tony Campello], e o Raul fez uma dublagem empurrando um carrinho de bebê. Era uma performance muito engraçada: Raul dublava a música e, de repente, de dentro do carrinho saía um sujeito, um amigo dele chamado Waldir Serrão, que depois foi presidente do Elvis Rock Club de Salvador. O Raul fazia a dublagem, dançava o “Boogie do bebê” e, em determinado momento da música, fazia uma pausa, o Serrão levantava do carrinho e fazia o “Brrrrrrrrrr…” do refrão. Aí o Raul dava um tapa na cara dele, ele voltava para o carrinho, e o “Boogie do Bebê” continuava. A molecada adorava.”

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Peitando a Globo

“O disco [“Camisa de Vênus”, de 1983] já estava lançado, não tinha mais como mexer. A ideia era que gravaríamos outro álbum, mudando o nome da banda e incluindo músicas mais comerciais, que poderiam entrar em trilhas de novela, além de fazer ‘Globo de Ouro’, ‘Chacrinha’, ‘Fantástico’, todos os programas da emissora. O esquema era grande. Tivemos essa reunião, e perguntaram que nome nós gostaríamos de dar para a banda. Eu disse: ‘Se não pode ser Camisa de Vênus, só vejo um nome possível: CAPA DE PICA!’. E terminou assim a nossa meteórica passagem pela Som Livre. Eles ficaram tão indignados com a minha falta de maturidade que tiraram nosso disco de catálogo imediatamente. ‘Quem são esses baianinhos de merda?'”

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“Correndo Risco” no bordel

“Logo depois que o disco [“Correndo o Risco”, de 1986] foi gravado, o André Midani [executivo da Warner] perguntou onde eu queria fazer o lançamento. Ele disse que tinha acabado de lançar um disco do Ultraje a Rigor no Maksoud Plaza, fazendo o trocadilho ‘Ultraje a Rigor’ com ‘traje a rigor’. E eu disse: ‘Bom, se o Ultraje lançou disco no Maksoud, o Camisa de Vênus tem que lançar num puteiro!’ Ele gostou da ideia. A gravadora então alugou um famoso puteiro de São Paulo, que fica atrás da praça Roosevelt. Eu disse ao André: ‘Sei que nesse evento vão aparecer patricinhas, colunáveis, beatniks, punks, jornalistas, estudantes, modernosos, enfim, a fauna vai ser a mais diversa possível. Mas de uma coisa eu não abro mão: quero o puteiro funcionando, com todas as meninas lá dentro. Os convidados é que vão se agregar ao ambiente’. E assim foi feito. Havia um palquinho onde as meninas faziam pole dance, e nós conseguimos juntar a banda ali e fazer um show.”

Confusão no SBT

“Fizemos o [programa do] Gugu também. Aliás, acho que foram os três playbacks que o Camisa fez na TV: Raul Gil, Flávio Cavalcanti e Gugu. Mas esse no Gugu terminou com porrada com seguranças, com a gente tendo que sair pelos fundos do SBT, porque Robério [Santana, integrante do Camisa de Vênus] havia entrado no banheiro feminino para ficar com uma menina que estava dando bola, e o segurança quis expulsá-lo de lá. O Gustavo mandou o chefe da segurança tomar no cu, e o tempo fechou: apareceu um cara, que parecia uma versão mulata do Stallone, e partiu com mais alguns pra cima de nós todos. Tivemos de fugir numa Kombi, pela porta dos fundos do SBT.”

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O roubo do caixão de Raul Seixas

‘A igreja estava lotada, parecia um show ‘sold out’. Aí começamos a ouvir um barulhão do lado de fora, e de repente uns 90 ou 100 malucos invadiram a igreja cantando ‘Viva… viva… viva a sociedade alternativa!’ Eles correram pra onde estava o Raul e saíram de lá levando o caixão! Sim, levantaram o caixão e saíram. Era uma multidão enlouquecida. Os caras sacudiam o caixão, dava pra ouvir o barulho do corpo de Raul batendo lá dentro. Eu gritei: ‘Que merda é essa? Aonde é que vocês pensam que estão indo? Porra, esse cara que está aí dentro é o Raul, vocês estão querendo fazer brincadeira com ele?’ Aí um dos caras que estava na frente, comandando a massa, disse: ‘Espera aê! Marceleza tem razão, porra, nós viemos aqui pra honrar o cara, não é pra fazer festa, não!’ Foi esse cara que salvou o dia, que botou a bola no chão e acalmou a massa, porque estavam todos fora de controle. Queriam levar o corpo de Raul pra passear, pra enfiar baseado na boca!”

 

Físico Stephen Hawking disponibiliza na internet sua tese de doutorado

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O físico Stephen Hawking durante conferência

O físico Stephen Hawking durante conferência

Publicado na Folha de S.Paulo

A partir de hoje, qualquer um pode fazer o download e ler a tese de doutorado do físico Stephen Hawking, 75, defendida na Universidade de Cambridge, em 1966, quando ele tinha apenas 24 anos.

Quantos entenderão o texto, intitulado “Propriedades dos Universos em Expansão”, é outra história. A tese pode ser acessada aqui.

Hawking espera que o acesso gratuito ao seu primeiros trabalho inspire outros não apenas a pensar e a aprender, mas a compartilhar suas pesquisas. “Ao tornar minha tese de doutorado pública, espero inspirar as pessoas ao redor do mundo a olhar para as estrelas e não para seus pés; para que se perguntem sobre o nosso lugar no Universo”, disse ao jornal britânico “The Guardian”.

“Qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, deve ter acesso livre e sem limites –não somente à minha pesquisa, mas a todos os trabalhos de destaque possibilitados pelo entendimento humano”, acrescentou.

A Universidade de Cambridge, que classifica a tese de “histórica e atraente”, diz que já é o item mais solicitado em seu repositório de acesso aberto, o Apollo. “Nos últimos meses, a universidade recebeu centenas de pedidos de leitores que desejavam baixar a tese do professor Hawking na íntegra”.

O trabalho considera implicações e consequências da expansão do Universo, e suas conclusões incluem que as galáxias não podem ser formadas por meio do aumento de perturbações inicialmente pequenas.

Em 1963, poucos anos antes de defender sua tese de doutorado, o físico foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA) –ou doença de Lou Gehrig, transtorno neurodegenerativo que causa a perda progressiva da coordenação muscular e dos movimentos do corpo, com sobrevida estimada em quatro anos.

Em 1988, Hawking lança o primeiro de vários livros, o best-seller “Uma Breve História do Tempo: do Big Bang aos Buracos Negros”, que vendeu mais de 10 milhões de exemplares.

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