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‘Bolsa Escola’ do Quênia usa vacas contra evasão escolar

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Um programa de assistência social no Quênia tentará conter a evasão escolar por meio da distribuição de vacas para pais de alunos.

Com o programa de distribuição de vacas, o governo do Estado queniano de Laikipia quer reduzir índices de evasão escolar

Com o programa de distribuição de vacas, o governo do Estado queniano de Laikipia quer reduzir índices de evasão escolar

Publicado por BBC

Anunciado pelo governador do Estado de Laikipia, no norte do país africano, o programa tem como alvo específico os pais de meninas e visa evitar casamentos infantis.

Nas comunidades rurais do Quênia, a prática de casar crianças é comum e invariavelmente contribui para a evasão escolar, ao lado do trabalho infantil.

Evasão

Segundo o Unicef, enquanto 80% das crianças quenianas frequentam escolas primárias, o índice nos estudos secundários é de menos de 50%.

Isso apesar de a legislação queniana prever prisão para os pais de crianças que perdem aulas.

O programa será financiado por meio de uma parceria do governo de Laikipia e a iniciativa privada.

Segundo o governador Joshua Irungu o programa poderá dar aos pais mais condições financeiras de manter as filhas na escola.

Desafios da educação no segundo mandato de Dilma

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Publicado no O Globo

Melhorar a qualidade da educação não será o único desafio dos próximos anos.

Até 2016, o país terá que universalizar o atendimento das crianças de 4 e 5 anos e dos jovens de 15 a 17.

A exigência foi incluída na Constituição, tornando obrigatória a matrícula de quem está na faixa dos 4 aos 17 anos.

Ao contrário do que ocorre no ensino fundamental, em que 98,4% da população de 6 a 14 anos já frequenta a escola, esse índice não passava de 81,4%, entre as crianças de 4 e 5 anos, e 84,3%, na faixa dos 15 aos 17.

O novo Plano Nacional de Educação (PNE) aponta caminhos para o país avançar.

Um deles prevê a rediscussão dos currículos de ensino fundamental e médio pelos estados, municípios e pelo governo federal.

A proposta é estabelecer uma base comum nacional, com a definição de níveis mínimos de aprendizagem por série. Até o ano que vem, as três esferas de governo deverão ainda estabelecer uma política nacional de formação de professores.

Aumentar salários, garantir planos de carreira aos profissionais da educação e adotar o piso do magistério como referência são outros desafios.

Para dar conta das novas despesas, o PNE determina o aumento de gastos públicos com educação para 7% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país, num ano), a partir de 2019. Em 2024, deverá ser atingido o patamar de 10% do PIB.

A elevação da escolaridade dos brasileiros é considerada peça-chave para a redução da pobreza e o aumento da produtividade.

O analfabetismo absoluto de 8,5% da população de 15 anos ou mais deverá ser reduzido para 6,5% até 2019, conforme o PNE, que dá prazo de dez anos para a erradicação do problema.

As metas de melhoria da qualidade exigirão esforço redobrado, especialmente no ensino médio.

De 2005 a 2013, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino médio subiu apenas 0,3 ponto, de 3,4 para 3,7, na escala até 10.

Para 2019, a meta é chegar a 5, isto é, um aumento de 1,3 ponto. Nas séries finais do fundamental, será preciso passar de 4,2 para 5,2; nas séries iniciais, de 5,2 para 5,7.

Já no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), o avanço estipulado no PNE é de 402 para 455 pontos, na pontuação média de matemática, leitura e ciências.

Professores indígenas protestam a favor de melhor educação para etnias

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Grupo também quer reverter decisões sobre demarcação de terra.
Manifestantes entregaram documento no Planalto e no Supremo.

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Publicado no G1

Um grupo de professores indígenas organizou um protesto nesta quarta-feira (29) na Esplanada dos Ministério. Eles reivindicam melhores condições na educação indígena e a revisão de processos de demarcação de terra no Supremo Tribunal Federal (STF).

Pela manhã, seis manifestantes foram recebidos pelo Palácio do Planalto, onde protocolaram um manifesto sobre a educação escolar indígena no Brasil.

O grupo de cerca de 50 pessoas está em Brasília desde terça (28) e deve ficar na capital federal até sexta (31) à noite. Eles dizem representar 48 etnias espalhadas pelo Brasil.

“A viagem é cansativa, mas vale a pena. Esperamos que alguma coisa seja resolvida”, disse o professor Luiz Carlos Madega, que trabalha no Acre. “Nas escolas, não existe estrutura, material escolar e os salários são baixos.”

O mesmo documento apresentado no Planalto foi levado ao STF pela tarde. Os professores subiram aos gabinetes ministeriais. “Fizemos questão de entregá-lo diretamente aos ministros”, disse a professora Teodora de Souza, do Mato Grosso do Sul.

egundo o advogado do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Rafael Modesto, a estratégia da defesa é reverter decisões sobre demarcações de terra no Supremo. “[Os índios] não foram chamados para discutir e apresentar defesa”, afirmou Modesto.

O advogado disse que tentará cancelar dois mandados de segurança, favoráveis a fazendeiros, que tratam de regiões no Maranhão e no Mato Grosso do Sul.

O STF informou que a demanda será analisada por um ministro do tribunal.

Os 5 erros de português mais cometidos em concursos públicos

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Concurseiro: pressupor que já sabe português e ter pressa na hora de ler atrapalham na prova

Concurseiro: pressupor que já sabe português e ter pressa na hora de ler atrapalham na prova

Claudia Gasparini, na Exame

São Paulo – Dominar gramática, interpretação de textos e redação é fundamental para se garantir em qualquer concurso público.

Por isso, a prova de português não deve ser subestimada por quem acha que já domina a língua, segundo Pollyana Dieine, especialista em concursos e professora do Universo do Concurso. “É um estudo que demanda tempo, atenção e disposição”, alerta.

Além de pressupor que já conhece a matéria, o concurseiro pode pecar pela pressa, de acordo com Verônica Ferreira, professora de Língua Portuguesa do site Questões de Concursos. “É comum que o candidato leia os textos apenas uma vez, e parta para a resposta achando que já entendeu tudo”, afirma.

Veja a seguir alguns dos problemas mais enfrentados por concurseiros em provas de português, segundo a professora Verônica, e como impedir que eles comprometam o seu sucesso:

1) Interpretação de enunciados e textos
“O candidato muitas vezes tem o péssimo hábito de não ler o texto, ou de só achar que leu”, afirma. Segundo Verônica, muita gente não tem paciência para absorver os textos, ou fica tão preocupado com o tempo que perde a concentração na leitura.

Dica da professora: No caso de um enunciado, marque os verbos de comando – aqueles que distinguem a ação esperada do candidato, tais como “justifique”, “indique”, “comente”. Também vale reler com calma o que está proposto para garantir que você compreendeu bem. O mesmo vale para textos que você precisa analisar.

2) Uso da crase
Tema que confunde muita gente, a fusão do artigo feminino “a” com a preposição “a” tem regras específicas de emprego.

Dica da professora: Você está seguro de que não tem dúvidas sobre o uso da crase? Verônica aconselha uma revisão sobre o tema, com atenção especial para os casos optativos, isto é, aqueles em que a crase pode ou não ser usada.

3) Ortografia
Dependendo da banca, deslizes de ortografia podem eliminar um candidato. “É um erro clássico, que revela um candidato que não lê ou que não se preocupa com o que lê”, diz Verônica.

Dica da professora: Cultivar o hábito de ler jornais, revistas, livros e sites ajuda a diminuir os erros. Isso vale também para melhorar a redação.

4) Emprego de pronomes
Tema recorrente em provas, questões sobre pronomes frequentemente aparecem como “pegadinhas”. O concurseiro precisa tomar cuidado para não confundir as regras sobre colocação de pronomes oblíquos átonos, como “me”, “te”, “se”, “lhe”, “o” e “a”.

Dica da professora: Na língua falada, frequentemente ouvimos e falamos frases como “Me entregaram uma carta” ou “Você viu ela?”, que são incorretas segundo a norma culta. Para não se confundir na hora de escrever, é bom voltar aos livros e estudar com atenção as diferenças no uso de cada pronome.

5) Onde x aonde
Mais uma vez, a influência do português falado pode atrapalhar o concurseiro. Apesar de muita gente empregar “onde” e “aonde” indistintamente na língua oral, o mesmo não vale para a escrita, o que gera muitos erros em provas.

Dica da professora: “Onde” é empregado para ideia de algo fixo, que não tem movimento, como em “Onde você mora?”. Já “aonde” acompanha verbos que dão ideia de movimento, de mudança, como em “Aonde você foi?”. Para não fazer feio, o concurseiro precisa memorizar essa distinção básica, segundo Verônica.

O consenso possível

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Propostas comuns para a educação podem ser o ponto de partida para a difícil tarefa de reunificar um país dividido após as eleições

Publicado por Antônio Gois

Ainda vai levar um tempo até que a poeira desta eleição baixe e os ânimos fiquem menos acirrados. Depois de uma disputa tão intensa, em que o país se viu dividido no segundo turno entre dois projetos de poder aparentemente antagônicos, cabe ao novo governo atuar para, na medida do possível, unificar o país. Nesse sentido, seria simbólico e oportuno começar pela educação, tema que ninguém discorda ser prioritário, ainda que tenha ficado em segundo plano durante toda a campanha.

A oportunidade que se apresenta ao novo governo é que, no caso da educação, houve concordância em temas fundamentais para avançarmos. Isso ficou claro num debate realizado seis dias antes da eleição na FGV Rio, reunindo o atual ministro da Educação José Henrique Paim e a coordenadora de educação do programa de governo de Aécio Neves, Maria Helena Guimarães de Castro. Entre as propostas comuns às duas candidaturas estavam:

1) Criação de uma base nacional comum, que defina com clareza o que se espera que o aluno aprenda em cada etapa da educação básica. Isso não significa que todas as escolas do país tenham que adotar rigorosamente o mesmo currículo, mas que ao menos uma parte menor dele seja comum a qualquer criança, em qualquer escola, de forma a garantir um mínimo de equidade no sistema. As diretrizes curriculares nacionais em vigor, além de serem pouco específicas, podem simplesmente serem ignoradas pelas escolas sem que nada aconteça, contribuindo para o aumento da desigualdade no aprendizado.

2) Valorização do professor, de modo a atrair mais talentos para a carreira docente. Nos últimos 20 anos, políticos públicas como o Fundef, o Fundeb e a criação do piso nacional do magistério foram importantes para melhorar o salário dos professores. No entanto, eles seguem, em média, ganhando 60% do que recebem outros profissionais com nível superior. É importante pagar melhores salários, e garantir que, ao longo da carreira, o profissional continue estimulado e recompensado pelo seu trabalho.

3) Reformular a formação de professores. Diante da construção de uma base curricular comum, será fundamental também rever como formamos hoje os professores. A preparação desses futuros profissionais do magistério em universidades e faculdades não pode estar dissociada do que se espera deles uma vez ingressando em sala de aula. Sem abrir mão da formação teórica, será preciso aproximar mais essa formação da prática no dia-a-dia das escolas.

4) Reestruturar o ensino médio, nível em que temos os piores resultados na educação básica, dando mais flexibilidade aos jovens e tornando a escola mais atrativa e significativa para eles.

5) Aumentar investimentos para, entre outras políticas públicas, ampliar o número de escolas em tempo integral. Por si só, aumentar o tempo que os alunos ficam em sala de aula não é garantia de melhoria na aprendizagem, mas, se associado a outras políticas públicas e priorizando os mais pobres, a educação integral pode ajudar a reduzir desigualdades.

Nenhuma das propostas acima é original ou revolucionária. Quase todas constam do Plano Nacional de Educação. E talvez esse seja justamente o grande mérito delas. São políticas de Estado, capazes de unificar o país num momento tão delicado.

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