William Douglas

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Só Português, Matemática e Inglês serão obrigatórios nos 3 anos do médio

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Publicado no UOL

sala-de-aula-cursinho-enem-vestibular-1351875445833_300x300Brasília – Na nova arquitetura do ensino médio, estabelecida na quinta-feira, 22, por Medida Provisória (MP) editada pelo presidente Michel Temer, apenas as disciplinas de Português, Matemática e Inglês serão obrigatórias durante os três anos que compõem a etapa. As demais passam a ser optativas da metade para o fim, a depender da área de conhecimento que o aluno decidir seguir, entre cinco possibilidades: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Ensino Técnico.

O texto da MP distribuído na quinta-feira à tarde aos jornalistas, antes da cerimônia de assinatura, causou polêmica ao dispensar o ensino de Artes e Educação Física durante todo o ensino médio. No início da noite, porém, a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC) informou que a redação divulgada estava errada e carecia de “ajustes técnicos”. A versão final garante as 13 disciplinas exigidas atualmente por lei – até que seja definida a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em meados de 2017.

A depender da escolha do “itinerário” pelo aluno, as disciplinas de Inglês, Português e Matemática terão mais ou menos profundidade na abordagem. Se o estudante escolher seguir a área de Linguagens, por exemplo, aprenderá mais sobre orações subjuntivas do que sobre trigonometria (na Matemática). Marcada para novembro, a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano não sofrerá mudança.

A ideia de fazer a reforma por MP, que motivou críticas de associações e educadores, recebeu na quarta-feira o aval do relator da reforma do ensino médio na Câmara, deputado Wilson Filho (PTB-PB). Para ele, a tramitação agora será acelerada. “O que nós temos, acima de tudo, é a certeza de que o ensino médio caminha no lado errado.”
Integral

Com foco em ampliar o acesso à escola em turno integral (passando essa fase gradualmente de 800 horas/ano para 1,4 mil horas/ano), a reformulação dá prioridade à flexibilização do currículo e autonomia aos Estados para que criem as próprias políticas educacionais e programas – tudo com base nesta nova norma, considerada a maior mudança na Lei de Diretrizes Básicas da Educação (LDB) em 20 anos. A fiscalização será feita pelo MEC.

As mudanças serão implementadas gradualmente, assegura o ministro Mendonça Filho. “A legislação abre para infinitas possibilidades, a cargo dos Estados.”

As alterações buscam desengessar o ensino médio, considerado por especialistas muito distante dos interesses dos jovens, o que contribui para as altas taxas de evasão escolar nesta etapa. O projeto de vida do aluno será a prioridade, disse Temer na quarta-feira, em discurso no Palácio do Planalto. “Os jovens poderão escolher o currículo mais adaptado à vocação. Serão oferecidas opções curriculares e não mais imposições”, afirmou o presidente, garantindo novamente que “não haverá redução de verba” para a educação.

As escolas não serão obrigadas a ofertar as cinco ênfases previstas pela nova regra. Dessa forma, há a possibilidade de um aluno que quer seguir na área de Matemática ter de mudar de instituição, caso o colégio em que estuda não ofereça a modalidade. O MEC não quis comentar a hipótese de ocupações e resistência por parte de estudantes, a exemplo do que aconteceu durante a reorganização da rede de São Paulo, no ano passado.
Prazo

Também não há prazo para que todas estejam plenamente de acordo com o que preconiza o texto. O MEC, no entanto, está otimista frente à presença, na cerimônia de quarta-feira, de secretários de Educação de diversos Estados. “Muitos já sinalizaram implementar projeto-piloto a partir do ano que vem”, disse o ministro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Brasileiros ganham 4 medalhas na Olimpíada Ibero-Americana de Biologia

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Caio Adamian, Beatriz Marques, Bruno Gomes e Bernardo Collaço (Foto: Divulgação)

Caio Adamian, Beatriz Marques, Bruno Gomes e Bernardo Collaço (Foto: Divulgação)

 

Publicado na Galileu

Na última semana, a cidade de Brasília foi sede da 10ª Olimpíada Ibero-Americana de Biologia. A edição contou com a participação de estudantes de 12 países das Américas do Sul e Central, bem como de Portugal e Espanha.

Ao longo da competição, os estudantes fizeram três avaliações teóricas e práticas que envolvem assuntos como anatomia animal, botânica e citologia.

A delegação brasileira obteve ótimos resultados. No total, foram quatro medalhas conquistadas: uma de ouro, que foi para Bruno Teixeira Gomes, de Fortaleza, no Ceará; duas pratas obtidas pelos estudantes Beatriaz Marques de Brito, de São Paulo capital, e Bernardo Habriele Collação, de Fortaleza, no Ceará; e um bronze para Caio Manuel Caetano Adamian, também de Fortaleza.

Parabéns aos nossos estudantes!

6 aulas virtuais incríveis e gratuitas de literatura

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(Foto: Pixabay/Domínio Público)

(Foto: Pixabay/Domínio Público)

 

Bruno Vaiano, na Galileu

Não tenha medo. A literatura não é o bicho de sete cabeças que o colégio te fez pensar que era. Ela está nos alicerces da nossa cultura e sua influência está por todos os cantos. Ela está tão impregnada na nossa formação, na verdade, que é bem provável que você já goste de literatura e só não saiba disso ainda. A GALILEU selecionou aulas, palestras e entrevistas com grandes professores e críticos literários do Brasil e do exterior que te farão ir correndo para a livraria.

O curso legendado de 26 aulas sobre introdução à teoria literária de Paul Fry, da Universidade de Yale, nos EUA

É bom começar pelo começo. Paul Fry é especialista em poesia romântica britânica, mas aqui ele dá os alicerces para qualquer um que queira se aprofundar no uso estético da palavra. Seu curso, ministrado em Yale, passa por questões básicas, como “O que é literatura?”, e dá um panorama da história, das tendências e das linhas de pensamento da teoria literária. Perfeito para quem não quer fazer feio na mesa do bar — ou para quem quer chegar afiado a aulas, palestras e entrevistas sobre autores específicos como as que vem abaixo.

Stephen Burt, da Universidade Harvard, falando sobre porque as pessoas precisam de poesia no TED

Depois das densas aulas de nível universitário de Fry, você pode respirar vendo uma palestra de um dos mestres da crítica literária contemporânea, o norte-americano Stephen Burt, no TED. Ele fala de sua relação com a poesia com tanto amor que é fácil se esquecer de que ele é um acadêmico. Mas sua palestra é uma resposta curta e concisa a todos os céticos que perguntam qual é a importância dos versos.

André Malta, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, falando sobre A Ilíada, de Homero

15.693 versos escritos há mais de 2 mil anos. É difícil imaginar um estudante que optaria espontaneamente pela Ilíada como leitura de final de semana. Mas o professor da Universidade de São Paulo (USP) André Malta não mede esforços em transformar o poema épico na coisa mais legal de que você ouviu falar hoje.

José Miguel Wisnik, professor aposentado da FFLCH da USP, músico e escritor, falando sobre o conto O Recado do Morro, de João Guimarães Rosa

O estilo de Guimarães Rosa é desafiador. Ele conhece a língua portuguesa tão bem que inclusive criou suas próprias palavras em incontáveis ocasiões (fizeram um dicionário só para ele). Suas obras são tão detalhadas e ricas em possibilidades de interpretação quanto seu uso do português, e elas podem ir de um pesadelo a uma experiência reveladora pelas mãos de José Miguel Wisnik, músico crítico literário e professor brasileiro. Wisnik te pega pela mão e vai revelando cada cantinho do conto central da obra Corpo de Baile. E você ficará impressionado com quanta coisa cabe em tão poucas páginas — ignore o cenário.

Munira Mutran, também da USP, falando sobre O Som e a Fúria, de Willian Faulkner

Quem tenta ler as primeiras páginas de O Som e a Fúria cai da cadeira. Um fluxo de pensamento interminável e impenetrável, com pontuação no mínimo ousada, introduz o leitor à mente de uma personagem autista. É por meio de seus olhos que começamos a assistir ao declínio de uma família aristocrática do sul dos EUA no início do século 20. A obra é incrível, e pode ficar melhor com uma ajudinha da professora Munira Mutran.

Ann Morgan, escritora e editora britânica, falando sobre como leu um livro de cada país do mundo

Nosso último vídeo não é sobre um livro específico. Mas sobre quantos livros ainda há para ler por aí. Ann Morgan, escritora e editora de livros britânica, resolveu ler uma obra literária de cada país do mundo para saber o que estava perdendo. E descobriu que era muita coisa. Um estímulo para você continuar atrás de cada vez mais aulas.

Estudante de escola pública descobre novos asteroides e vai à Nasa

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Mylena Peixoto, de 16 anos, é convidada para conhecer a Nasa - Divulgação

Mylena Peixoto, de 16 anos, é convidada para conhecer a Nasa – Divulgação

 

Mylena Peixoto, de 16 anos, é membro do Clube de Astronomia de Campos

Publicado em O Globo

RIO – De olho nas estrelas, a estudante Mylena Peixoto, da Escola Técnica Estadual (ETE) João Barcelos Martins, unidade da Faetec em Campos dos Goytacazes, descobriu recentemente cinco novos asteroides que orbitam entre os planetas Marte e Júpiter. A descoberta foi reconhecida pelo programa International Astronomical Search Collaboration (Iasc) e culminou no convite para uma visita técnica ao Johnson Space Center, à Nasa, e ao National Radio Astronomy Observatory (NRAO), ambos nos Estados Unidos. Mylena viaja nesta quarta-feira e volta em 30 de setembro.

— Foram horas de dedicação e observação dos objetos celestes em movimento em órbita até identificar os cincos asteroides. Para encontrá-los, analisamos, durante muito tempo, através de um programa de computação astrométrica, diversos pontinhos que se deslocavam em uma imagem preta, branca e cinza. Não foi um trabalho fácil, mas o retorno foi gratificante — comemora a estudante.

A paixão de Mylena pela ciência começou em 2015, após a estudante participar da Campanha Internacional de Busca Astronômica, proposta pelo programa Iasc, com sede nos EUA e coordenada, no Brasil, pelo Clube de Astronomia de Campos. Na ocasião, com apenas 15 anos, ela se tornou membro do clube na região. Campos é, ao lado de Heidelberg, na Alemanha, um dos melhores pontos para a observação de asteroides em todo o planeta.

A aluna do terceiro ano do ensino médio seguirá para os estados do Texas e da Virginia, onde conhecerá a sede da Nasa e realizará um curso de análise dos dados vindos das estrelas no NRAO. No programa da viagem, consta ainda um jantar na Casa Branca, em Washington. Para a estudante, a possibilidade de visitar a maior agência de pesquisa e exploração espacial do mundo será uma experiência única e a concretização de um sonho.

— Na visita à Nasa terei a chance de conhecer astronautas e participar de uma reunião de trabalho do projeto Missão X (de formação de astronautas), além de jantar com o fundador do projeto Caça aos Asteroides. Já, no NRAO, farei uma capacitação em análise dos sinais de rádio detectados por radiotelescópios. Será uma oportunidade incrível que vou agarrar com todas as minhas forças — afirma.

Os asteroides observados por Mylena Peixoto receberam provisoriamente os nomes de P10odrM, P10ovCY, P10oCwi, P10oCAs e P10ouCr. Daqui a cinco anos, a estudante terá que batizar oficialmente os corpos celestes. Ela adianta que fará uma homenagem aos familiares e ao coordenador do projeto, Patrick Miller.

ONU disponibiliza planos de aula para professores trabalharem gênero na escola

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Crédito: Pixabay

Crédito: Pixabay

 

Carol Patrocínio, no Ondda

A discussão sobre educação de gênero nas escola já é uma pauta discutida há algum tempo, porém o entendimento disso ainda é superficial. Não se leva em consideração que todas as nossas relações são pautadas pela maneira como nos enxergamos e enxergamos ao outro. Já existe educação de gênero nas escolas, mesmo que silenciosa, e ela não é inclusiva.

A ONU – Organização das Nações Unidas lançou, em parceria com a iniciativa O Valente não é Violento, organizou e publicou um currículo de gênero que pode ser implantado com facilidade nas escolas e mudar essa realidade. O projeto foi financiado pelo União Europeia e revisado pela área de Projetos de Educação da UNESCO.

A ideia é atingir alunos do ensino médio com debates,discussões e materiais que os façam refletir sobre as relações que criam entre si e como todas elas são influenciadas por papéis de gênero e amarras sociais.

As aulas falam sobre (1) Sexo, gênero e poder; (2) Violências e suas interfaces; (3) Estereótipos de gênero e esportes; (4) Estereótipos de gênero, raça/etnia e mídia; (5) Estereótipos de gênero, carreiras e profissões: diferenças e desigualdades; e (6) Vulnerabilidades e prevenção. Os documentos trazem referências, bibliografia e até indicação de filmes que abordam as questões.

Todas as aulas estão disponíveis para download e os profissionais que quiserem discutir o currículo ou falar sobre sua aplicação podem entrar em contato com a instituição pelo e-mail ovalentenaoeviolento@gmail.com

Dica de Amiel Modesto

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