educação

“Até meus professores tentaram me fazer desistir quando decidi ser física”

0
As sete brasileiras premiadas no 'For Women in Science' 2014 (Foto: Divulgação)

As sete brasileiras premiadas no ‘For Women in Science’ 2014 (Foto: Divulgação)

Cristine Kist, na Galileu
Quando decidiu prestar vestibular para o curso de Física da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Letícia Palhares ouviu de vários professores que ainda dava tempo de escolher outra profissão (“quem sabe engenharia?”). O colégio onde ela estudava em uma área nobre da capital era conhecido justamente por formar muitos físicos, e enquanto os colegas homens que optaram pela mesma carreira não sofreram nenhum constrangimento, Letícia chegou a ser chamada para conversar pelo Serviço de Orientação Educacional: “Anos depois, estava no campus da universidade, por coincidência perto da Faculdade de Engenharia, quando encontrei um professor do colégio que mal me cumprimentou e já mandou um: ‘Sabia que você ia desistir’.” Mas Letícia não desistiu e, na última terça-feira, 21, foi escolhida com outras seis jovens cientistas para receber uma bolsa-auxílio de US$ 20 mil.

Letícia Palhares (Foto: Divulgação)

Letícia Palhares (Foto: Divulgação)

A bolsa faz parte do programa For Women in Science, criado pela Unesco em parceria com a L’Oréal para reconhecer e estimular o trabalho de pesquisadoras do mundo todo. Neste ano, além de Letícia, também foram premiadas a matemática Ana Shirley Ferreira (UFC), a química Carolina Horta Andrade (UFG), e as cientistas da área da saúde Ludhmila Abrahão Hajjar (USP), Patricia de Souza Brocardo (UFSC), Manuella Pinto Kaster (UFSC) e Maria Carolina de Oliveira Rodrigues (USP) (veja mais sobre os projetos delas abaixo).

Anualmente, cinco cientistas mais experientes, uma de cada continente, também recebem uma bolsa equivalente a US$ 100 mil. No ano passado, a representante das Américas foi a brasileira Marcia Barbosa, professora de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e especialista nas particularidades da água. Duas mulheres que já ganharam esse mesmo prêmio acabaram recebendo o Nobel pouco tempo depois: a química Ada Yonath, premiada em 2009 por seus estudos com ribossomos que abriram caminho para novos antibióticos, e Elizabeth Blackburn, Nobel de Medicina também em 2009 por seu trabalho com trechos de DNA que impedem o envelhecimento precoce das células.

As sete premiadas do ‘For Women in Science’ em 2014:

Leticia Palhares (UERJ)
Área: Física
O que pesquisa: A dinâmica das partículas, seus aceleradores e o que eles provocam

Ana Shirley Ferreira (UFC)
Área: Matemática
O que pesquisa: Verificação da Conjectura de Erdos-Faber-Lóvasz, uma teoria proposta em 1972 e que até hoje nunca foi comprovada

Carolina Horta Andrade (UFG)
Área: Química
O que pesquisa: Descoberta de medicamentos mais eficazes e acessíveis para pacientes com Leishmaniose

Ludhmila Abrahão Hajjar (USP)
Área: Ciências Biomédicas e da Saúde
O que pesquisa: A eficácia do balão intra-aórtico em pacientes de alto risco submetidos a operação cardíaca

Patrícia de Souza Brocardo (UFSC)
Área: Ciências Biomédicas e da Saúde
O que pesquisa: Os benefícios da atividade física em neurônios expostos ao álcool durante a gravidez da mãe

Manuella Pinto Kaster (UFSC)
Área: Ciências Biomédicas e da Saúde
O que pesquisa: Intervenções que melhorem a idenficação e o diagnóstico de transtornos psiquiátricos

Maria Carolina de Oliveira Rodrigues (USP)
Área: Ciências Biomédicas e da Saúde
O que pesquisa: Reação de anticorpos em pacientes com diabetes do tipo 1 tratados com Células Mesenquimais

* A repórter viajou ao Rio de Janeiro a convite da L’Oréal.

Governo discute criar metas intermediárias para o Ideb

0

Projeto vem um mês após ensino médio e últimos anos do ensino fundamental não atingirem as notas idealizadas

RIO – A secretária da Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria Beatriz Luce, diz que o MEC e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) discutem mais metas intermediárias para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O objetivo é criar mais passos para estimular escolas e governos municipais e estaduais, tornando as metas mais factíveis. Atualmente o índice é divulgado de dois em dois anos.

“Essa é uma preocupação. A gente às vezes coloca uma meta muito difícil de alcançar, mas, se a gente decompõe em mais passos à parte, conseguimos estimular a gestão da escola, os professores, a comunidade escolar, os secretários municipais e estaduais”, explica Maria Beatriz. “Não é abrir mão da qualidade de maneira alguma. O que estou dizendo é que temos que encontrar metas intermediárias ano a ano e não aquela meta da década”.

O Ideb é o principal indicador da qualidade do ensino básico no Brasil. Em uma escala até dez, sintetiza dois conceitos, a aprovação escolar e o aprendizado em português e matemática. O Ideb de 2013 foi divulgado pelo governo no início do mês. A meta estimada de 4,9 para anos iniciais foi a única cumprida pelo país, que obteve um índice de 5,2. A meta da década a que a secretária refere-se está no Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece o índice que deve ser cumprido em cada etapa de ensino nacionalmente.

“Estamos trabalhando para ver se nós conseguimos qualificar mais as medidas em geral e estabelecer metas intermediárias que vão estimulando as pessoas, no sentido de dar um tratamento pedagógico estimulante para o alcance de todas as escolas”, acrescenta Maria Beatriz.

A secretária participou hoje (23) de debate na sede do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), em Brasília, cujo tema era Os Desafios da Educação Brasileira à Luz do PNE. O ministro da Educação, Henrique Paim, também compareceu ao encontro. Ele destacou os avanços feitos pelo Brasil na educação nos últimos anos. O ministro citou, como exemplo, a média de anos de estudo dos brasileiros, que partiu de 2,6 anos em 1980 para os atuais 7,7 anos, número, no entanto, ainda inferior ao de países da América Latina.

PUBLICIDADE

Segundo Paim, devido ao processo tardio de atenção para a área, quando comparada aos demais países, o Brasil ainda demorará algum tempo para atingir o topo de indicadores. “Não podemos exigir que tenhamos uma resposta imediata do ponto de vista educacional e nem que estejamos situados nos exames internacionais nas primeiras posições. Temos uma barreira a ser superada e o esforço que temos que fazer é um esforço muito grande para que possamos avançar ainda mais”.

Sobre o financiamento da educação, que pelo PNE deverá chegar a pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em dez anos, Paim disse que além de mais recursos, a área precisa também melhorar a gestão. O CFC colocou-se à disposição com profissionais para auxiliar principalmente na gestão municipal, onde estão os maiores gargalos.

– Eu não disse que elas não deveriam ter esses direitos. Eu só acho que elas deveriam ser eximidas dessa responsabilidade, para que assim possam voltar para o Tinder e Match.com.

Fonte: O Globo

Livros didáticos são jogados em vala de lixão no distrito de Colina Verde, RO

0

Descarte aconteceu no último domingo, 19, e revoltou moradores.
Comissão de investigação do caso foi instaurada pela Seduc.

Livros didáticos foram descartados em lixão no distrito de Colina Verde (Foto: Fred Barbosa/ RO463)

Livros didáticos foram descartados em lixão no distrito de Colina Verde (Foto: Fred Barbosa/ RO463)

Eliete Marques e Franciele do Vale, no G1

Moradores do distrito de Colina Verde, do município de Governador Jorge Teixeira (RO), a 370 quilômetros de Porto Velho, denunciaram o descarte de centenas de livros didáticos no lixão da região. Conforme os denunciantes, os materiais foram despejados no último domingo (19) por um caminhão da prefeitura. A Secretaria Municipal de Educação (Semed) nega que o material seja do município e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) diz que está investigando se pertenciam a Escola Estadual Cláudio Manoel da Costa.

O roceiro Ivan de Souza, de 37 anos, conta que ficou indignado e resolveu denunciar o caso. Ele diz que descobriu os livros por acaso, quando passava pelo local e afirma que os livros foram jogados por um caminhão da prefeitura de Governador Jorge Teixeira. “É uma coisa que não dá para gente aceitar. Quantas pessoas estão precisando de um livro. Estão jogando o futuro de milhares de crianças no lixo. Espero que seja tomada uma providência rigorosa sobre isso”, enfatiza.

A secretária da Semed, Daniele Cupertino, afirma que o material didático não pertence à rede municipal de ensino. Alguns dos livros apresentam carimbo da Escola Estadual Cláudio Manoel da Costa, localizada em Colina Verde. O vice-diretor da escola, Deiverson Mendes de Paula, confirmou ao G1 que os livros jogados no lixão do distrito pertenciam a unidade de ensino e foram descartados após um mutirão de limpeza realizado na escola. Ele garante que todos os materiais descartados estavam ultrapassados e em desacordo com a nova ortografia da língua portuguesa.

Materiais foram descartados após multirão (Foto: Fred Barbosa/ RO463)

Materiais foram descartados após multirão
(Foto: Fred Barbosa/ RO463)

Apesar da confirmação do vice-diretor, a coordenadora pedagógica da Coordenadoria Regional de Educação da Seduc, em Jaru (RO), Dercília Antônia, informou que após o conhecimento do corrido, foi instaurado uma comissão para investigar se de fato os livros pertencem à escola Estadual Cláudio Manoel da Costa.

Segundo a coordenadora, com a confirmação serão tomadas as providências cabíveis sobre o caso. Dercília asseverou que o descarte foi incorreto, independente de quem tenha o feito. Ela informou que há uma portaria que define normas descartar livros em desuso, como catalogar os materiais, doar, incinerar, dentre outras.

Ler muito garante bom desempenho na prova de linguagens do Enem

0
Ler com frequência ajuda na hora da prova de linguagens (Foto: Ellyo Teixeira/G1)

Ler com frequência ajuda na hora da prova de linguagens (Foto: Ellyo Teixeira/G1)

Professor de português destaca a necessidade de ler os textos com atenção.
Estudantes também devem estar preparados para enunciados extensos.

Publicado no G1

A prova de linguagens exige leitura e muita atenção dos candidatos que farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Textos, enunciados e até mesmo alternativas extensas costumam cansar os estudantes na hora prova. O G1 ouviu professores da área de língua portuguesa e literatura que destacaram a importância de ler com frequência para um bom desempenho.

Língua Portuguesa
Segundo o professor Hélcio Aguiar, o ideal é que o candidato esteja habituado a ler com frequência para não demorar muito durante a resolução das questões. “Questões de linguagem costumam ser extensas e o aluno que não está habituado a ler pode ter dificuldade, porque ele não terá dinâmica na leitura”, destacou.
Professor de Língua Portuguesa que candidato habituado a ler não demora nas questões (Foto: Gustavo Almeida/G1)’Candidato habituado a ler não demora nas
questões’, diz Hélcio (Foto: Gustavo Almeida/G1)

Ele lembra que a prova contempla assuntos que envolvem questões de relação semântica, figuras e expressões de linguagem. O professor também ressalta que os candidatos devem dar um foco especial às questões de interpretação, que tem presença certa no Enem e exigem atenção para a escolha da alternativa correta. “O Enem não trabalha mais com a gramática normativa, mas sim com uma visão mais reflexiva”, disse o professor.

Quanto aos assuntos que podem ser cobrados na área de linguagem, o professor aposta na relação intertextual entre textos de épocas distintas. “São textos de épocas diferentes, mas que sustentam a mesma estrutura. Eles costumam cobrar paralelismo sintático e semântico”, contou.

O professor cita também a interdiscursividade, que é uma relação de um texto fundamentando ou complementando o outro. “Devemos ficar atentos as questões relacionadas com a sintaxe de colocação dos pronomes, que são sempre cobrado nas provas e os estudantes precisam ficar atentos. Colocar um pronome pessoal do caso reto como sujeito, colocar um pronome oblíquo como objeto”, pontuou o professor.

O docente conclui chamando atenção para o fato de que as alternativas geralmente complementam os enunciados. “Você pode observar que os enunciados não terminam com pontuação. É importante que os candidatos estejam preparados para esse estilo de questão”, ponderou.

Literatura
O professor Ramon Arrantes conta que na parte de literatura da prova de linguagens do Enem vem cobrando mais assuntos relacionados ao mordenismo e as tendências pós-modernas. Temos assuntos que vêm sendo pontuais no exame como: funções da linguagem, tendências como o tropicalismo, contemporrâneas como a poesia marginal do Paulo Leminski e Chacal ou poesia social do Ferreira Gullar.

Professor de literatura relembra os autores mais cobrados pelo Enem (Foto: Catarina Costa / G1)

Professor de literatura relembra os autores mais
cobrados pelo Enem (Foto: Catarina Costa / G1)

“Também vemos menções a primeira fase do modernismo, conhecida como Manifesto Antropofágico, através da poesia do Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Manoel Bandeira. Alguns autores da terceira fase do modernismo que todo ano caem são Guimarães Rosas, Clarice Lispector e João Cabral de Melo Neto. Mas isso não quer dizer que as escolas anteriores deixaram de ser cobradas”, destacou.

Para o professor, nessa reta final o estudo da teoria já é mais interessante. O aluno deve agora tentar revisar o conteúdo através das resoluções de questões das provas anteriores do Enem ou de outros vestibulares. “Nós já percebemos que a prova de linguagens é mais de aplicação da teoria na compreensão do texto, por isso exige uma maior interação do aluno com ele. A única forma do estudante se familiarizar com isso é respondendo questões que compreendem análise de texto. É preciso que o aluno tenha uma boa capacidade de interpretação e para isso é preciso exercitar a leitura. O conhecimento prévio também ajudará bastante na hora da prova”, pontuou Ramon Arrantes.

Segundo o docente, uma dica interessante para o aluno ter um maior desempenho na prova é que ele leia primeiro as questões e alternativas, para depois ir ao texto. “Geralmente o aluno faz o contrário e quando chega nas opções já esqueceu o que tinha no texto, retormando a leitura e com isso ele gasta duas vezes o tempo para responder a questão. Quando o estudante ler primeiro a questão e depois o texto, ele fará uma leitura dirigida e vai precisar ler apenas uma vez porque já sabe o que está procurando”, explicou.

‘Queremos ser igual aos outros’, diz aluno surdo que fará o Enem no Rio

0

Mais de 3 mil candidatos com deficiência auditiva estão inscritos no Enem.
Instituto no Rio prepara alunos especiais para o exame do MEC.

alunos_2

Publicado no G1

Com os três dedos do meio apontados para baixo para fazer a letra “m”, seguidos pelo punho fechado virado para cima, simbolizando o “a”, Mamede Martins Neto, de 20 anos, começa a dizer o seu nome na linguagem brasileira de sinais (libras). O jovem nasceu com deficiência auditiva, mas com muita luta seguiu firme nos estudos e está terminando o ensino médio no Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), no Rio. Mamede se prepara para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nos dias 8 e 9 de novembro.

Mamede quer estudar letras com especialização na linguagem dos surdos na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ajudar as pessoas que, como ele, não conseguem ouvir. “Queremos ser igual a todos os outros alunos, apesar da nossa limitação”, diz o jovem ao G1, em entrevista realizada com o auxílio da tradutora intérprete de libras Rose Fonseca. “Desejamos que não existam preconceitos com a nossa identidade surda e assim a gente possa vencer.”

O jovem e os outros três amigos, Igor Bento Barros Viana, de 18 anos, Luan Moysés Lameu, de 18 anos, e Mariane Souza Menezes de Araújo, de 19 anos, apostam no sucesso na prova do Enem para ingressar em uma universidade. Para eles, a deficiência auditiva será sobreposta por muita dedicação e estudo.

O encontro com os estudantes foi em uma das salas do Ines. Sentados ao redor de uma mesa, todos se mostravam ansiosos para contar suas experiências e suas inseguranças na hora da prova. Mamede e Mariana vão fazer a prova do Enem pela segunda vez. No ano passado, eles acharam a prova difícil por causa do tamanho dos textos das questões e do desconhecimento de algumas palavras.

“Eu sabia que não seria fácil porque os textos são enormes. Muitas palavras também eu não tinha conhecimento. Mas eu vou me esforçar bastante, porque eu preciso desta chance para mudar de vida”, diz Mamede.

Atendimento especial

ines1

Mariane contou que precisou recorrer a ajuda do intérprete na prova de 2013. “Achei muito difícil, o conteúdo era pesado. Eu precisei chamar a tradutora, mas ela não podia me explicar todo o texto, apenas traduzir algumas palavras que a gente tenha dificuldade. Agora estou estudando com materiais das provas antigas. Tomara que eu consiga”, afirma Mariane, também surda de nascença. Ela quer estudar biomedicina.

Igor e Luan concordam com os amigos e acreditam que a maior dificuldade possa ser o português, mas não desanimam: “Já ouvi relatos de muita dificuldade, mas com esforço qualquer um de nós vai conseguir”, afirma Igor, que ficou surdo após uma meningite. Ele quer ser engenheiro de telecomunicações.

Luan, por sua vez, teve audição comprometida por sequelas de uma doença chamada Síndrome de Charge que adquiriu aos três anos. “Eu quero sair daqui e ingressar na faculdade de cinema para fazer roteiros de filmes”, comenta Luan.

Estudo e dedicação

Os quatro jovens contaram que os professores do Instituto estão focando em textos e exercícios do Enem para preparar os alunos. “Isso vai fortalecer mais o nosso conhecimento. Mas temos que nos esforçar muito também”, diz Mariane.

Eles também treinam muito a redação. Para isso, procuram estar por dentro dos assuntos de atualidades por meio da leitura de jornais, internet e noticiário de televisão. Mamede aposta que o tema deste ano será as Olimpíadas de 2016, Igor acredita em assuntos relacionados as eleições e Mariane coloca todas as suas fichas na Copa do Mundo.

Filhos dedicados, eles se transformaram em exemplos na família. “Sou um exemplo de superação, de esforço. Eu trabalho e ainda me dedico ao estudo”, afirma Igor. “Minha mãe morre de orgulho de mim. Ela pensa: não há barreiras para a minha filha”, destaca Mariane.

Go to Top