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Feira apresenta ‘maravilhas’ tecnológicas para salas de aula

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Evento em São Paulo que começa nesta quarta-feira tem entre os destaques um robô que custa até R$ 80 mil
Especialista recomenda cautela e diz que equipamentos não mudam o trabalho do professor: “A feira é um balcão de grandes negócios”, afirma
Congresso que acontece junto com a feira irá discutir a Educação 3.0

Robô NAO pode ser programado por alunos e custa entre R$ 50 mil e R$ 80 mil Divulgação

Robô NAO pode ser programado por alunos e custa entre R$ 50 mil e R$ 80 mil Divulgação

Marina Morena Costa, em O Globo

RIO – Diversas invenções tecnológicas avançadas e mirabolantes para transformar a sala de aula em um ambiente high-tech serão apresentadas a partir desta quarta-feira (22) na 20º Feira Educar, a maior da América Latina. O evento, realizado no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, vai até sábado (25) e conta com mais de 200 expositores. Paralelamente, a Educar realiza também o congresso Educador, com o tema “Educação 3.0. A escola do futuro chegou?” e 150 palestrantes.

Equipamentos modernos e sedutores estarão a mostra no evento. Entre eles, o robô NAO, um humanóide de 57cm com inteligência artificial que custa algo em torno de R$ 50 mil e R$ 80 mil. Há ainda a tawboard, apresentada como a segunda geração das lousas digitais, além de amplificadores de voz para professores, jogos, projetores 3D, livros digitais e muito mais.

A indústria da tecnologia de mãos dadas à educação tem entusiastas de peso, mas também enfrenta ceticismo por parte de uma série de educadores. O professor titular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo e especialista em metodologia do ensino, Nilson Machado, recomenda cautela com o fascínio provocado pelas inovações tecnológicas.

— Esses materiais são fascinantes, mas não mudam substancialmente o significado do trabalho do professor em sala de aula. Se o docente não tem uma boa condição de trabalho, ele recebe equipamentos, mas não muda o modo de atuar. A feira é um balcão para grandes negócios da ordem dos meios (computadores, lousa digital, livros, apostilas). A gente tem tido pouca discussão sobre os fins da educação. É um indicador do que está acontecendo no Brasil, falta de definição de rumos e de um projeto de educação — diz o professor, que já participou do Educador como palestrante em edições anteriores.

Entre os destaques da feira, está o robô NAO, criado por uma empresa francesa. O robô fala português, tem 25 juntas móveis e consegue caminhar, dançar e até reagir a um empurrão. A Vivacity Didactic, empresa que importa o aparelho para o Brasil, recomenda o uso do NAO em cursos técnicos e universitários de diversas áreas, para explorar desde a robótica até o comportamento humano. Em saúde, por exemplo, o humanoide pode ser útil em pesquisas sobre o acompanhamento de idosos e a evolução de crianças com autismo, indica a Vivacity Didactic.

O robô tem blocos de função pré-determinados e comandos que podem ser definidos pelos alunos. A empresa espera vender pelo menos 20 unidades a instituições públicas de ensino superior e técnico em 2013, e afirma já ter fechado contrato com as universidades federais da Paraíba e de Santa Maria. O produto custa entre R$ 50 mil e 80 mil reais, dependendo da configuração.

A Tawboard é apresentada como a segunda geração das lousas digitais. O produto, desenvolvido pela Tawitech, permite que o professor escreva com uma caneta ótica sobre uma tela de projeção, da mesma forma que faria no quadro negro. Também é possível gravar as aulas e enviar aos alunos. O estudante verá duas telas, uma com tudo o que o professor escreveu e apresentou durante a aula (arquivos, páginas da internet visitadas, textos e anotações) e outra com a imagem do docente durante a explicação. O preço da Tawboard varia entre R$ 4 mil e R$ 6 mil, dependendo da dimensão da tela. Veja aqui o vídeo que explica o funcionamento da lousa.

Outra solução que promete facilitar a vida e poupar a saúde dos professores é o Dynamic SoundField, um sistema de amplificação de voz para salas de aula, exportado pela empresa suíça Phonak. O docente utiliza um pequeno microfone sem fio e sua fala é transmitida por modulação digital para uma caixa de som vertical, que amplifica o som de forma uniforme. A diferença para um sistema de sonorização comum, é que o produto ajusta automaticamente o volume de acordo com o nível de barulho e tamanho da sala de aula, evitando que o som reverbere para outros ambientes.

Maioria dos métodos de estudar para provas não funciona, diz estudo

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Os métodos favoritos de se preparar para provas escolares não são os que garantem os melhores resultados para os estudantes, segundo uma pesquisa feita por um grupo de psicólogos americanos.

Pesquisadores avaliaram estudos sobre as dez técnicas mais populares de revisão para provas

Pesquisadores avaliaram estudos sobre as dez técnicas mais populares de revisão para provas

Publicado por BBC

Universidades e escolas sugerem aos estudantes uma grande variedade de formas de ajudá-los a lembrar o conteúdo dos cursos e garantir boas notas nos exames.

Entre elas estão tabelas de revisão, canetas marcadoras, releitura de anotações ou resumos, além do uso de truques mnemônicos ou testar a si mesmo.

Mas segundo o professor John Dunlosky, da Kent State University, em Ohio, nos Estados Unidos, os professores não sabem o suficiente sobre como a memória funciona e quais as técnicas são mais efetivas.

Dunlosky e seus colegas avaliaram centenas de pesquisas científicas que estudaram dez das estratégias de revisão mais populares, e verificaram que oito delas não funcionam ou mesmo, em alguns casos, atrapalham o aprendizado.

Por exemplo, muitos estudantes adoram marcar suas anotações com canetas marcadoras.

Mas a pesquisa coordenada por Dunlosky – publicada pela Associação de Ciências Psicológicas – descobriu que marcar frases individuais em amarelo, verde ou rosa fosforescente pode prejudicar a revisão.

“Quando os estudantes estão usando um marcador, eles comumente se concentram em um conceito por vez e estão menos propensos a integrar a informação que eles estão lendo em um contexto mais amplo”, diz ele.

“Isso pode comprometer a compreensão sobre o material”, afirma.

Mas ele não sugere o abandono dos marcadores, por reconhecer que elas são um “cobertor de segurança” para muitos estudantes.

Resumos e mnemônicos

Os professores regularmente sugerem ler as anotações e os ensaios das aulas e fazer resumos.

Mas Dunlosky diz: “Para nossa surpresa, parece que escrever resumos não ajuda em nada”.

“Os estudantes que voltam e releem o texto aprendem tanto quanto os estudantes que escrevem um resumo enquanto leem”, diz.

Outros guias para estudo sugerem o uso de truques mnemônicos, técnicas para auxiliar a memorização de palavras, fórmulas ou conceitos.

Dunlosky afirma que eles podem funcionar bem para lembrar de pontos específicos, como “Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá, Seno A Cosseno B, Seno B Cosseno A”, para lembrar a fórmula matemática do seno da soma de dois ângulos: sen (a + b) = sena.cosb + senb.cosa.

Mas ele adverte que eles não devem ser aplicados para outros tipos de materiais: “Eles não vão te ajudar a aprender grandes conceitos de matemática ou física”.

A EFICIÊNCIA DE CADA TÉCNICA

Interrogação elaborativa – ser capaz de explicar um ponto ou um fato – MODERADO
Auto-explicação – como um problema foi resolvido – MODERADO
Resumos – escrever resumos de textos – BAIXO
Marcar ou sublinhar trechos – BAIXO
Mnemônocos – escolher uma palavra para associar à informação – BAIXO
Criação de imagens – formar imagens mentais ao ler ou escutar – BAIXO
Releitura – BAIXO
Teste prático – Auto-teste para checar o conhecimento – principalmente com o auxílio de cartões de memória – ALTO
Prática distribuída – espalhar o estudo em um longo período de tempo – ALTO
Prática intercalada – alternar entre diferentes tipos de problemas – MODERADO

Segundo pesquisadores, apenas marcar trechos de textos não funciona para ajudar a memorização

Segundo pesquisadores, apenas marcar trechos de textos não funciona para ajudar a memorização

Repetição

Segundo pesquisadores, apenas marcar trechos de textos não funciona para ajudar a memorização
Então, o que funciona?

Somente duas das dez técnicas avaliadas se mostraram efetivas – testar-se a si mesmo e espalhar a revisão em um período de tempo mais longo.

“Estudantes que testam a si mesmos ou tentam recuperar o material de sua memória vão aprender melhor aquele material no longo prazo”, diz Dunlosky.

“Comece lendo o livro-texto e então faça cartões de estudo com os principais conceitos e teste a si mesmo. Um século de pesquisas mostra que a repetição de testes funciona”, afirma.

Isso aconteceria porque o estudante fica mais envolvido com o tema e menos propenso a devaneios da mente.

“Testar a si mesmo quando você tem a resposta certa parece produzir um rastro de memória mais elaborado conectado com seus conhecimentos anteriores, então você vai construir (o conhecimento) sobre o que já sabe”, diz o pesquisador.

‘Prática distribuída’

Porém a melhor estratégia é uma técnica chamada “prática distribuída”, de planejar antecipadamente e estudar em espaços de tempo espalhados – evitando, assim, de deixar para estudar de uma vez só na véspera do teste.

Estudo pode ajudar professores a orientar alunos sobre como estudar para as provas

Estudo pode ajudar professores a orientar alunos sobre como estudar para as provas

Dunlosky diz que essa é a estratégia “mais poderosa”. “Em qualquer outro contexto, os estudantes já usam essa técnica. Se você vai fazer um recital de dança, não vai começar a praticar uma hora antes, mas ainda assim os estudantes fazem isso para estudar para exames”, observa.

“Os estudantes que concentram o estudo podem passar nos exames, mas não retêm o material”, diz.

“Uma boa dose de estudo concentrado após bastante prática distribuída é o melhor caminho”, avalia.

Então, técnicas diferentes funcionam para indivíduos diferentes? Dunlosky afirma que não – as melhores técnicas funcionam para todos.

E os especialistas acreditam que esse estudo possa ajudar os professores a ajudar seus alunos a estudar.

Governo de SP ganha na Justiça disputa sobre jornada dos professores

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Sindicato e secretaria de Educação divergem sobre atendimento a 1/3 da jornada em atividades extraclasse; sindicato vai recorrer em Brasília

Barbara Ferreira Santos e Paulo Saldaña, no Estadão

O Tribunal de Justiça aceitou o recurso da secretaria estadual de Educação de São Paulo e anulou a sentença que favorecia o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp) sobre o atendimento de jornada extra-classe dos professores. Assim, continua valendo resolução do governo e não a proposta do sindicato. O sindicato vai recorrer no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

De acordo com a Lei do Piso, um terço da jornada dos professores tem de ser cumpridos fora da sala – por atividades como preparo de aulas, por exemplo. Sindicato e secretaria divergiam sobre atendimento dessa exigência. No início de 2012, a Justiça havia obrigado o Estado a cumprir a jornada exigida pela Apeoesp, o principal sindicato da categoria.

Essa decisão determinava que sete aulas fosse reduzidas na jornada de 40 horas semanais. Dessa forma, os dois terços correspondentes ao período em classe deveriam ser de 26 aulas semanais. A pasta sempre discordou da interpretação, alegando que a ação acarretaria em um custo extra de R$ 2 bilhões. Ainda em janeiro de 2012, o governo conseguiu suspensão da decisão. E ontem, o mérito foi analisado em 2ª instância, com decisão favorável à secretaria.

Assim, fica valendo o que já é praticado pelo governo. Tomando como exemplo a jornada de 40 horas semanais — que preencheriam 48 aulas de 50 minutos, se não houvesse jornada extraclasse —, o período em classe corresponde a 32 aulas, ou seja, 26 horas e 40 minutos. E as atividades extraclasse somam 13 horas e 20 minutos, o equivalente a 16 aulas, ou seja, um terço do total (33,3%).

Para o cálculo, a secretaria computou um tempo que antes era calculado como intervalo entre aulas. Segundo a pasta, desde 2006, a soma dos 10 minutos correspondentes aos extintos intervalos entre cada aula, que continuaram a ser remunerados, foram convertidos em horário para atividades em local de livre escolha pelo docente.

Estudantes de escolas americanas publicam segredos na web

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Em páginas do Facebook, alunos fazem confissões anônimas
Fan pages no formato “Confessions” são populares entre os alunos do ensino médio nos Estados Unidos
Mesmo modelo foi adotado para universitários em página de Portugal

Em página de escola americana, estudante anônima confessa ter transtorno alimentar Reprodução do Facebook

Em página de escola americana, estudante anônima confessa ter transtorno alimentar Reprodução do Facebook

Publicado em, O Globo

RIO – Estudantes do ensino médio nos Estados Unidos têm usado o Facebook para desabafar suas angústias, mas sob a condição de anonimato. Fan pages (não oficiais) de diversos colégios vêm incentivando rapazes e garotas a confessarem seus segredos mais íntimos – que, provavelmente, seriam motivo de fofoca nos corredores da escola se a identidade dos autores fosse revelada.

As páginas, que recebem o nome de “Confessions” (confissões), funcionam mais ou menos da mesma forma que o formato “Spotted”, que ficou famoso nas universidades mundo afora: o administrador anônimo da página recebe as mensagens (que podem ser enviadas de forma anônima ou não) e as publica na rede. Cada colégio tem a sua página, exclusivamente com segredos de seus alunos.

O recurso é usado por quem quer confessar segredos lights, como paixões não correspondidas, e também mais pesados. Alguns alunos já revelaram ter distúrbio alimentar, uma doença sexualmente transmissível e também falaram sobre a vergonha de admitir publicamente ser homessexual. Um dos segredos mais tocantes – e mais curtidos até hoje – é o de uma aluna da Mililani High School. No relato, ela confessa ter sido estuprada.

“Eu ouvi pessoas conversando sobre estupro hoje na escola. Elas disseram que a culpa era da garota, que se ela não queria isso, ela não deveria se vestir ou agir daquela forma. Algumas pessoas são realmente ignorantes. Você não conhece quem está a sua volta. No meu ano de caloura [primeiro ano do ensino médio], eu fui estuprada. O que eu estava vestindo? Suéter. Um suéter feio e largo. O que eu estava fazendo? Saindo da biblioteca e indo para casa. Explique-me como foi minha culpa. Eu o provoquei? Pensem antes de falar. São idiotas como vocês que tornam andar pela escola todos os dias um verdadeiro inferno”, escreveu a estudante, sem se identificar.

Segredos universitários

Em Portugal, outra página tem a mesma função, mas um público-alvo diferente. A página “Confissões de um estudante universitário” abriga relatos, também anônimos, de alunos de várias faculdades. A maioria das situações descritas na página é tragicômica. Dois alunos contam, por exemplo, que fizeram xixi no corredor de uma república feminina. Já uma menina relata que perdeu as chaves de casa, a carteira e o celular na sua festa de aniversário.

Professora descobre abuso sexual por desenho de aluna no sul da Bahia

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“Fui perguntando o que ela estava desenhando e ela falando…”, descreve.
Suspeito era o responsável por levar e buscar vítima e irmãos na escola.

Publicado por G1

1Está preso na cidade de llhéus, no sul da Bahia, um homem de 57 anos suspeito de abusar de uma menina de cinco anos. Ele era conhecido da família e era responsável por levar e buscar a criança e seus dois irmãos na escola. A prisão foi realizada na segunda-feira (20).

Desconfiada, foi a professora quem percebeu a mudança de comportamento da menina na sala de aula. Depois de conversar com a criança e pedir para ela fazer um desenho, veio a confirmação do abuso sexual. “Ela estava fechada no ‘eu’ dela. Fui perguntando o que era aquilo que ela estava desenhando, e ela falando… ‘É isso aqui, isso daqui dele… Ele fez desse jeito…’ As partezinhas íntimas estavam com lesão mesmo”, descreve a professora Adilma Ramos.

Imediatamente, ela avisou o caso a uma tia da menina, que disse que também percebeu o problema e denunciou à polícia. “Ela falou que estava doendo muito e que tinha um tio que tinha mexido nela, na casa dele. Viemos diretamente na delegacia falar com a polícia. Todos os dias ele ia às 7h levar as crianças na escola e às 17h pegava e levava a criança diretamente para a casa dele. Quando era 20h, pegava e levava elas para a casa da mãe”, afirmou a tia.

O suspeito de praticar os abusos descritos foi preso em flagrante no bairro Hernani Sá, conhecido como Urbis, em Ilhéus, quando ia para o colégio buscar a garota.

A mãe das crianças informou que não desconfiou de nada. “Ele sempre foi muito lá em casa, todo mundo conhece, os vizinhos todos sabem, eu nunca tive problema com ele, não tem passagem, nada, os meninos já gostam dele, nunca chegaram para me falar nada”, disse a mãe.

A polícia investiga se o suspeito abusava os outros dois irmãos da garota – uma menina de 7 anos e um menino de 8. As três crianças já passaram por exames de corpo de delito. O resultado deve sair em 10 dias. O homem vai ser levado para o presídio Ariston Cardoso, situado em Ilhéus, e vai responder por estupro de vulnerável. A pena para este crime varia de oito a 15 anos de prisão.

As crianças estão com a mãe. Nesta terça-feira (21), membros do Conselho Tutelar vão se reunir com a família para apresentar um relatório ao Ministério Público. A polícia vai investigar se houve negligência por parte da mãe. Se for confirmada, ela pode responder por maus-tratos, abandono material ou por estupro de vulnerável, nesse caso, por omissão.

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