educação

25 frases que comprovam que os professores são iguais em todos os lugares

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Hashtaag #Frasesdeprofessores revela que só muda o endereço mesmo.

Iran Giusti, no BuzzFeed

1. Qual a graça aí? Fala porque também quero rir.

2. Tá sabendo a matéria toda para estar conversando mocinha?

3. Quem não se comportar não vai pra educação física.

4. A porta já tá aberta, quer sair?

5. A porta da rua é serventia da casa, quem quiser pode sair.

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6. Vou chamar você aqui na frente pra dar aula.

7. Desculpa atrapalhar a conversa de vocês duas , divide o papo com a gente.

8. Material em cima da mesa.

9. Chicletes no lixo.

10. Celular na mochila.

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11. Se olhar pra prova do amigo, eu tiro a prova.

12. Se você não sair eu vou chamar a diretora aqui.

13. “Guardaram o material por quê? Eu mandei? Vocês ficam na minha aula até eu mandar sair.

14. Pelo que eu estou vendo, só 10% da turma vai passar. Vejo os 90% restantes, ano que vem.

15. Qual o valor de x?

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16. Era pura interpretação de texto, vocês não leem a pergunta!?

17. Fala pra mãe que o professor bota pra fora de sala, mas não conta que estava falando na hora da explicação”

18. Você veio pra conversar ou pra estudar?

19. Estudem, porque eu não quero ninguém pedindo nota pra mim no final do semestre.

20. Guarda esse celular ou eu vou pegar e sua mãe vai ter que ir buscar lá com a diretora.

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21. Eu falei dupla, não grupo.

22. -É pra copiar, professora??
-Não, é pra levar a lousa pra casa.

23. No final do ano vamos ver quem vai rir!

24. Senta direito na cadeira que você não tá em casa.

25. -Professora não respondi a chamada…
– Qual é o seu numero?
– 17!
– Tá com falta!

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App que ‘turbina’ memória com brincadeiras faz sucesso em escolas

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Durante a maior parte da sua juventude, Ed Cooke sempre esteve entre os dez melhores no ranking do Campeonato Mundial de Memória. Entre seus feitos, está memorizar 2.265 dígitos binários em meia hora e a ordem correta das cartas em 16 baralhos, em apenas uma hora.

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David Robson, na BBC

Mas, aos 26 anos, ele decidiu que queria ajudar pessoas a conseguir memorizar como ele.
“As técnicas de memorização requerem uma certa disciplina. Eu queria criar uma ferramenta que permitisse aprendê-las enquanto se relaxa”, diz.

Em 2010, ele lançou o site e app Memrise, que já foi usado por 1,4 milhão de pessoas para aprender línguas estrangeiras, história e ciência. A tecnologia deu origem a outros semelhantes, usados tanto por indivíduos quanto por escolas. Cooke conta que nem imaginava o tanto que poderia ser criado a partir de sua ideia.

“O app é muito poderoso, ele faz toda a parte difícil de se aprender”, conta Dominic Traynor, professor de espanhol em uma escola primária em Londres. “Eu diria que, com ele, conseguimos cobrir um ano letivo de aprendizagem em apenas seis meses.”

Princípios

O app foi criado por Cooke com seu colega dos tempos da Universidade de Oxford, o neurocientista Greg Detre, que hoje leciona em na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.

O Memrise segue alguns princípios básicos. O primeiro deles é tentar associar um fato sem nenhuma relação ao que se quer memorizar. Se esses fatos tiverem algum elemento de comédia, eles são mais fáceis ainda de serem lembrados.

Por exemplo, ao aprender alemão, para se memorizar a palavra “Abend” (“noite”), um curso de línguas usava uma foto do ex-presidente americano Abraham Lincoln relaxando à noite, ouvindo música. A legenda da foto diz: “‘Abe’ sempre para de trabalhar à noite”. A charge cômica ajuda a remeter o apelido do ex-presidente (“Abe”) à palavra alemã “Abend”.

O que o app faz é programar esses testes várias vezes ao longo de dias, semanas e meses. Essa repetição no longo prazo é eficiente para ajudar a pessoa a memorizar. Testes repetidos também produziram resultados melhores do que métodos convencionais usados em livros – como o desenho de diagramas.

Outro princípio que o app explora é o de tentar fazer as pessoas se lembrarem de algo quando determinado assunto se encontra em um limbo entre o esquecido e o lembrado. Detre diz que é aquele momento em que uma resposta está “quase na ponta da língua”, mas o usuário não consegue se lembrar totalmente.

Nesses momentos, testar a memória das pessoas faz com que elas aprendam com maior eficiência. Os criadores do app conseguiram fazer um algoritmo que identifica este momento.

Diversão

Outro princípio importante é a diversão no processo de aprendizagem.

“A experiência precisa ser algo leve, como ficar navegando em algum site como o Pinterest”, diz o diretor de operações da Memrise, Ben Whately.

Para isso, foram criadas comunidades em que as pessoas podem “competir”, de forma amigável, para ver quem aprende mais.

Segundo o professor Traynor, foi esse elemento de competitividade que fez com que seus alunos se esforçassem mais para aprender espanhol.

“Assim que eles chegam na aula, eles querem ver o quadro de vencedores.”

O professor desenvolveu um método bom de usar o app em sala de aula. Ele separa seus alunos em dois grupos – metade fica usando o app nos iPads da escola; a outra metade tem aulas convencionais com ele. Depois de um tempo, os dois grupos alternam as tarefas.

O Memrise também foi usado em outras escolas para ajudar os alunos a aprender a soletrar. O próximo passo dos criadores do app é achar formas de medir o desempenho individual de cada aluno, para ajudar os professores a lidar com deficiências específicas de cada um.

Na esteira do sucesso do Memrise em vários colégios, outras empresas lançaram propostas semelhantes.
Um dos apps, o Cerego, foi lançado em setembro do ano passado e traz cursos específicos de memorização em assuntos como anatomia do cérebro, teoria musical e história da arte. A empresa diz que pessoas que usam o app tiveram desempenho de 20% a 50% superior em testes.

Os professores dizem que o princípio de diversão funciona bem, os alunos precisam trabalhar menos para aprender. Quem acaba precisando trabalhar são os próprios professores – já que os alunos começam a avançar muito rápido na matéria, e os tutores precisam preparar novas aulas.

Alunas brasileiras vencem concurso de ideias inovadoras de Harvard

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Outros três estudantes de Sri Lanka, Nepal e Filipinas foram premiados.
Jovens vão para Harvard, nos EUA, expor projetos para investidores.

 

Georgia Gabriela e Raíssa Muller são as brasileiras selecionadas no programa "Village to Raise a Child" (Foto: Arquivo pessoal)

Georgia Gabriela e Raíssa Muller são as brasileiras selecionadas no programa “Village to Raise a Child” (Foto: Arquivo pessoal)

Duas estudantes brasileiras foram selecionadas em um programa que incentiva projetos inovadores de empreendedorismo social promovido por alunos da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. No total, entre 80 inscritos, além de Georgia Gabriela da Silva Sampaio, de Feira de Santana (BA), e Raissa Muller, de Novo Hamburgo (RS), ambas com 19 anos, outros três participantes vindos do Sri Lanka, Nepal e Filipinas, foram premiados. Em novembro eles vão participar de um conferência no campus de Harvard para expor seus projetos para investidores do mundo todo e conhecer a universidade.

Chamado de “Village to Raise a Child” (significa “Vila por Trás do Jovem”), o evento realizado pela primeira vez por um grupo de alunos, ex-alunos e professores de Harvard tem objetivo de tornar conhecidas ideiam que impactem a comunidade em que os autores vivem. “A ‘vila’ significa bairro, comunidade, escola ou qualquer grupo social por trás desse jovem. Há sempre uma ‘vila’ atrás de uma ideia, de um projeto e nosso critério mais forte foi o de premiar ideias que impactem a comunidade”, diz o brasileiro Renan Ferreirinha Carneiro, de 20 anos, que integra a comissão organizadora do evento e cursa o 2º ano de economia e ciências políticas em Harvard.

Uma das premiadas é Georgia Gabriela da Silva Sampaio que pesquisa a criação de um método menos invasivo e mais barato, por meio de um exame de sangue, para o diagnóstico da endometriose, doença que acomete as mulheres. Ela começou a pesquisar o assunto há três anos, depois que tia foi diagnosticada e teve de extrair o útero, e Georgia cogitou a possibilidade de herdar a patologia, hipótese descartada até o momento.

A ‘vila’ significa bairro, comunidade, escola ou qualquer grupo social por trás desse jovem. Há sempre uma ‘vila’ atrás de uma ideia, de um projeto e nosso critério mais forte foi o de premiar ideias que impactem a comunidade”
Renan Ferreirinha Carneiro, de 20 anos, aluno de Harvard

“Fiquei pensando no contexto social e econômico e como as pessoas são privadas de ter um diagnóstico e se tratar. Desenvolvi um método de diagnóstico que pode ser feito através de marcadores biológicos que depois vai ser adaptado para um exame de sangue”, diz Georgia. Segundo ela, cientificamente não é uma ideia inédita, porém os pesquisadores “nunca foram adiante para trazer para a realidade.”

Georgia lembra que o diagnóstico da endometriose, inicialmente feito por exame de ultrassonografia, e o tratamento, que até prevê uma indicação cirúrgica, é muito restrito. “Esse olhar é voltado para minha comunidade, me senti incomodada com a possibilidade de muitas mulheres nem conseguirem ser diagnosticadas. Quero dar continuidade à minha pesquisa com ajuda de um orientador.”

A estudante concluiu o ensino médio no ano passado e neste ano vai disputar uma vaga em uma universidade americana, onde pretende conciliar cursos de engenharia e algo no campo das ciências biológicas.

Renan Ferreirinha é o único brasileiro que integra a comissão do evento (Foto: Arquivo pessoal)

Renan Ferreirinha é o único brasileiro que integra a
comissão do evento (Foto: Arquivo pessoal)

Esponja para absorver óleo
A segunda brasileira vencedora é a estudante do ensino técnico em química Raíssa Muller que criou uma espécie de esponja que repele água e absorve óleo e poderia, por exemplo, ser utilizada em acidentes com derramamento de óleo no mar. “É um filtro que funciona com criptomelano, que é um mineral pouco conhecido e tem com propriedade ser poroso. No primeiro processo aumentei a tamanho do poros e no segundo fiz uma cobertura de silicone para repelir água e absorver óleo.”

Nenhuma substância química tem esse poder, segundo Raíssa, que lembra que a palha de milho também é usada para este fim, mas depois precisa ser queimada. “Ao utilizar o filtro, o óleo pode ser absorvido e recuperado depois para que seja revendido, e o filtro pode ser reutilizado.”

Agora a estudante pretende fazer testes do produto em grande escala para verificar a aplicabilidade. “Ser selecionada no prêmio foi muito bom, é um reconhecimento para mim, para minha região. Quero expor minha ideia e minha pesquisa.”

Raíssa vai concluir o ensino técnico de quatro anos em 2015, e pretende em seguida disputar uma vaga em uma universidade americana, para mesclar estudos de psicologia e neurociência. “É a química do cérebro, para mim está tudo interligado.”

 

Fonte: G1 Educação

Garis de BH usam livros herdados dos filhos para estudar para o Enem

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Ex-alunos da EJA, amigos concluíram o ensino médio neste ano.
‘Comecei a pegar amor ao estudo de novo e não quis parar’, diz funcionário.

De blusa laranja, Milton Marinho exibe certificado de conclusão do Ensino Médio; de uniforme branco, Domingos Costa carrega livro de preparação para o Enem (Foto: Raquel Freitas/G1)

De blusa laranja, Milton Marinho exibe certificado de conclusão do Ensino Médio; de uniforme branco, Domingos Costa carrega livro de preparação para o Enem (Foto: Raquel Freitas/G1)

Raquel Freitas, no G1

Há quase 35 anos, os garis Milton Salvador Marinho, de 50 anos, e Domingos Lopes Costa, de 47, fazem parte da equipe da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) de Belo Horizonte. Por causa do trabalho, a que se dedicam desde a adolescência, eles chegaram a abandonar os estudos. Entretanto, depois de mais de três décadas de serviço, os amigos conseguiram voltar à sala de aula, concluíram o ensino médio há cerca de dois meses e, agora, preparam-se para um novo desafio: o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), dias 8 e 9 de novembro.

Os dois garis “herdaram” dos filhos os livros em que estudam para o exame. Na primeira página da apostila usada por Milton, uma assinatura com letras redondas não deixa dúvidas que um dia o material foi de sua filha mais velha, que está na universidade.

Domingos entrou para a SLU aos 13 anos. Por algum tempo, tentou conciliar a jornada cansativa e a escola, mas encontrou seu limite na 7ª série. Em 1990, já adulto, com a ajuda do Telecurso 2000, concluiu o ensino fundamental. Os filhos trouxeram a nova motivação para que ele se matriculasse em uma escola estadual, na Região Nordeste da capital, e cursasse do 1º ao 3º ano pela modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Dois dos quatro filhos do gari resolveram fazer curso superior. Um deles já se formou em turismo em uma faculdade particular da cidade, e a outra está prestes a concluir o mesmo curso na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O que mais me moveu a voltar estudar foi ver os meus filhos já criados, formando na faculdade. Para eu ter uma condição melhor de conversar com eles”
Domingos Lopes Costa, gari

“O que mais me moveu a voltar estudar foi ver os meus filhos já criados, formando na faculdade. Para eu ter uma condição melhor de conversar com eles. Porque não adianta você ter os filhos formados sem ter uma condição de dialogar com eles. O que você aprende hoje, se você não seguir acompanhando, está ultrapassado amanhã”, explica.

A trajetória de Milton, que também tem uma filha na faculdade, é parecida. Ele faz parte do quadro da Superintendência de Limpeza Urbana desde os 14 anos. Logo que começou a trabalhar, os estudos ficaram de lado. Na capina em áreas de vegetação da cidade ou durante os 26 que correu atrás de caminhão de lixo, o gari não encontrava tempo e motivação para encarar os livros novamente.

Desde a adolescência trabalhando na SLU, garis falam com orgulho do retorno aos estudos (Foto: Raquel Freitas/G1)

Desde a adolescência trabalhando na SLU, garis
falam com orgulho do retorno aos estudos
(Foto: Raquel Freitas/G1)

Ele conta que o incentivo para retornar aos estudos veio no período em que trabalhou no escritório central da SLU. Ele conta que o apoio de funcionários e estagiários foi fundamental. “Eu estava saindo da coleta de lixo e não sabia nem ligar o computador. O pessoal no escritório central sempre me ajudava, me incentivava. Eu comecei até a ficar deprimido, as pessoas me ajudando, eu querendo ajudar, mas sem poder fazer nada. Aí comecei a estudar de novo. Eu comecei a pegar amor ao estudo de novo e não quis parar não”, relembra.

Saio do trabalho, dou uma corridinha para refrescar a cabeça. Aí, sento para estudar um pouquinho, por umas duas horas, até dar a hora de buscar minha filha na faculdade, para ela não vir sozinha”
Milton Salvador Marinho, gari

Milton, que já rodou o Brasil e foi aos Estados Unidos e à França para participar de maratonas, conta que, entre o dia de trabalho e a noite de estudos, pratica corrida para relaxar. “Saio do trabalho, dou uma corridinha para refrescar a cabeça. Aí, sento para estudar um pouquinho, por umas duas horas, até dar a hora de buscar minha filha na faculdade, para ela não vir sozinha”, conta. Domingos também acha a pausa importante, mas substitui a corrida pela caminhada.

História ou geologia
Os dois acreditam que o inglês será o maior desafio do Enem. Eles esperam o resultado do exame para resolver em quais instituições pretendem concorrer uma vaga. Eles ainda estão na dúvida sobre a escolha do curso, mas a história é uma opção comum para os colegas de trabalho.

“São duas áreas que eu gosto. Vou fazer história ou ser geólogo. Eu gosto de embrenhar no mato, eu gosto de caverna, mina. Explorar lugares é comigo mesmo, eu gosto de aventura. A história, eu tenho ela como uma vivência, muitas respostas são buscadas na história”, pontua Domingos. Já Milton também carrega entre as possibilidades o curso de geografia. “Tenho um professor de geografia que é fera. Ele para mim é um exemplo”, justifica.

Eles não têm dúvidas que também conseguirão se dedicar aos estudos na faculdade. “Nós tivemos uns aqui que se deram bem, também ficam como exemplo”, diz Milton. Um colega, que está se formando em engenharia civil, é uma das principais inspirações.

Colegas de trabalho dividem gosto pela história, mas ainda não estão certo de qual curso pretendem fazer na faculdade (Foto: Raquel Freitas/G1)

Colegas de trabalho dividem gosto pela história, mas ainda não estão certo de qual curso pretendem fazer na faculdade (Foto: Raquel Freitas/G1)

‘Mundo produz mais armas do que livros e brinquedos’, diz Nobel da Paz

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Indiano pede corte de gastos militares para se investir em educação.
Kailash Satyarthi ganhou Nobel da Paz ao lado de Malala Yousafzai.

Kailash Satyarthi ganhou o Prêmio Nobel da Paz (Foto: Bernat Armangue/AP)

Kailash Satyarthi ganhou o Prêmio Nobel da Paz (Foto: Bernat Armangue/AP)

Publicado por G1

Países em todo o mundo devem cortar seus orçamentos de defesa e investir em educação se quiserem erradicar o trabalho infantil, disse Kailash Satyarthi. O indiano de 60 anos recebeu o Nobel neste mês junto à paquistanesa Malala Yousafzai por sua luta contra a opressão às crianças.

“O mundo foi capaz de produzir mais armas, armamentos e munição do que livros e brinquedos que são necessários para as crianças”, disse Satyarthi em entrevista coletiva na noite de segunda-feira (20).

“Precisamos do que as pessoas chamam de ‘defesa’, mas que eu vejo como ‘ataque’? Devemos gastar mais dinheiro, mesmo tirando de nossos orçamentos de defesa, e devemos dar às crianças uma boa educação globalmente.”

Cerca de 30 milhões de pessoas -incluindo crianças- são escravizadas no mundo todo, traficadas para bordéis, forçadas a trabalho manual, vítimas de escravidão por dívida e ou até mesmo nascidas na servidão, mostrou um índice global sobre escravidão moderna divulgado em outubro do ano passado.

Quase a metade está na Índia, onde a escravidão vai de trabalho em pedreiras até trabalho doméstico e exploração sexual.

O que precisamos é cerca de US$ 18 bilhões adicionais para educar todas as crianças no mundo. Isso é menos do que três dias de gastos militares”
Kailash Satyarthi, Prêmio Nobel da Paz

Satyarthi fundou a organização Bachpan Bachao Andolan (Movimento Salve a Infância) em 1980 e ajudou a resgatar mais de 80 mil crianças, muitas das quais foram traficadas de vilas rurais pobres de Estados indianos como Bihar e Jharkhand.

Satyarthi, que também começou um movimento da sociedade civil chamado Campanha Global para a Educação, disse que o ciclo de analfabetismo, pobreza e trabalho infantil pode ser quebrado ao se colocar as crianças na escola.

“Nós precisamos de mais vontade política. É uma questão de financiamento global e financiamento para a educação de crianças, para sua saúde e para sua melhora”, disse o ativista.

“O que precisamos é cerca de US$ 18 bilhões adicionais para educar todas as crianças no mundo. Isso é menos do que três dias de gastos militares.”

Gastos públicos em educação variam pelo mundo, com países como Lesotho e Cuba alocando cerca de 13% do PIB ao setor, ao passo que outros como Mianmar e Bangladesh gastam menos de 2,5 por cento, de acordo com dados do Banco Mundial.

Orçamentos militares variam de 9%o do PIB na Arábia Saudita para 1,4% no Brasil.

Satyarthi classifica a escravidão humana como o terceiro maior tráfico do mundo, após armas e drogas.

Segundo ele, há 168 milhões de crianças que trabalham hoje em dia, comparado a 260 milhões há quase duas décadas, ao passo que o número de crianças fora das escolas primárias caiu quase pela metade globalmente, para 57 milhões.

“Toda criança nasce com liberdade, dignidade e identidade. Roubar isso delas é uma violência contra a humanidade”, afirmou o ativista.

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