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“Game of Thrones” vira tema de curso em Universidade dos Estados Unidos

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Desirée Soares, no Cabine Literária

Que As Crônicas de Gelo e Fogo/Game of Thrones são um enorme sucesso, todo mundo já sabe. Mas agora, a série de livros e a série de TV são objetos de estudos na University of Virginia, nos Estados Unidos. Foi criado um curso de verão, com duração de quatro semanas, para discutir conceitos sobre os livros de George R. R. Martin em paralelo com os episódios da HBO.

Imagem: Sanjay Suchak

Imagem: Sanjay Suchak

“‘Game of Thrones’ é popular, é interessante, mas também é muito séria. Temos muitos aspectos da série que são pesados e muito significativos, podendo ser ainda mais iluminados através das habilidades de análise literária”, contou Lisa Woolfork, professora do curso.

A série é conhecida por levar os espectadores a uma viagem emocional: personagens favoritos morrem inesperadamente e relacionamentos se desintegram. São estas camadas, voltas e reviravoltas que fazem a série ser útil para a análise literária, de acordo com Woolfork, independentemente do meio pelo qual as histórias são contadas.

Em aula recente, os alunos discutiram “O Casamento Vermelho”. Depois dessa grande tragédia, os livros e as temporadas não terminaram, como muitas outras séries o teriam feito. Uma das maiores lições de “Game of Thrones”, que a matéria discute, é justamente a forma como a vida continua após a morte.

O trabalho de conclusão é um projeto em grupo. “Alguns estão escrevendo um prelúdio em graphic novel, outros estão trabalhando com spoilers… Eu quero que eles considerem, ‘Como você acomapanha o progresso de um livro para à série de TV até esse grande fenômeno, e como isso se transforma?’ Literariamente falando, é um texto muito diversificado e rico. Tem muitas camadas, muitos personagens, e é muito inteligente”, completou Woolfork.

Ministério da Justiça lança aplicativo para professor da rede pública

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Publicado por UOL

O Ministério da Justiça lançou ontem (21), em parceria com a Universidade Federal de Goiás e o Ministério da Educação, aplicativo que auxilia os professores da rede pública de ensino a buscar informações sobre as classificações indicativas de programas de televisão, filmes e games.

A plataforma é a versão digital mais elaborada da cartilha que já foi distribuída aos professores e que contém, além de outras orientações, em linguagem didática, os critérios sobre os quais foram baseadas as classificações disponíveis e oferece ainda, conteúdos para serem trabalhados em sala de aula. O secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão, destacou a importância da ferramenta para os educadores.

“A partir deste aplicativo, os professores serão mais um agente de proteção da criança e do adolescente, no meio dessa política tão importante, que faz o direito de escolha do que deve e não ser assistido em casa, e agora também dentro da escola”, disse.

O diretor adjunto do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação, da estrutura do Ministério da Justiça, Davi Pires, disse que ” é fundamental que a classificação indicativa seja conhecida. Ela é um instrumento de informação, e a ferramenta só pode ser válida se as pessoas conhecerem. Levar o aplicativo para milhares de professores em sala de aula potencializa esta informação”.

O ministério espera lançar a segunda fase deste aplicativo mais interativo para a população. Por enquanto, a plataforma só está disponível nos tablets distribuídos pelo MEC e pode ser baixado pelos professores, na loja virtual do ministério.

Inovações na educação ‘servem de estímulo a professor’, diz OCDE

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Estudo vê ‘indícios’ de benefícios trazidos por inovações na sala de aula; relação não é ‘facilmente comprovável’.

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Inovações – de filosofia, estilo e até de recursos tecnológicos – nas escolas podem ter impacto positivo na valorização de professores e, em alguns casos, nas notas dos alunos em algumas disciplinas.

É o que sugere um estudo-piloto divulgado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o relatório Mensurando Inovação na Educação.

A análise se debruçou sobre 28 sistemas educacionais (entre países, estados americanos e territórios canadenses, Brasil não incluído) no mundo.

Segundo os especialistas da OCDE, ainda que não haja uma relação facilmente comprovável entre inovação e melhorias na educação, “em geral, países com maiores níveis de inovação veem aumento em alguns resultados educacionais, incluindo melhor performance em matemática na oitava série (13 e 14 anos), resultados de aprendizado mais igualitários e professores mais satisfeitos”.

Entre as inovações analisadas estão materiais didáticos, recursos educacionais, estilo de ensino, aplicação de conhecimento na vida real, interpretação de dados e textos, disponibilidade de computadores e sistemas de e-learning nas aulas, novas formas de organizar atividades curriculares e uso de tecnologia na comunicação com pais e alunos, entre outros.

Porém, os investimentos em tecnologia e inovação não são unanimidade entre estudiosos de educação, já que nem sempre esses investimentos se traduzem em melhor desempenho ou em benefícios mensuráveis – e muitas vezes incorrem em aumento de gastos.

Questão de confiança
O autor do relatório, Stephan Vicent-Lancrin, explica à BBC Brasil que de fato não é possível verificar com certeza a relação direta entre inovação e benefícios. Mas há “indícios” de que aquela tenham efeitos positivos na igualdade de oportunidades entre alunos, no desempenho em disciplinas como matemática e, sobretudo, no estímulo a professores.

“Não podemos afirmar com certeza que as notas melhoram graças a inovações na sala de aula. Mas vemos que inovações trazem confiança para (que agentes participantes da educação) promovam outras mudanças”, diz Vincent-Lancrin.

“A relação mais forte que observamos foi em relação à satisfação de professores. Mais inovações trouxeram mais motivação.”

As práticas foram estudadas pela OCDE entre 2000 e 2011, no ensino primário e secundário, e o país estudado que mais adotou inovações no período foi a Dinamarca (com 37 pontos no índice calculado pelo órgão), seguido por Indonésia (36), Coreia do Sul (32) e Holanda (30).

Entre as mudanças observadas na Dinamarca estão, por exemplo, aumento no uso de testes-padrão elaborados por professores, e mais intercâmbio de conhecimento entre o corpo docente.

Segundo o relatório, “os sistemas educacionais que mais inovaram são também os mais igualitários em termos de desempenho dos estudantes”. Por exemplo, os da Indonésia e da Coreia do Sul.

Sendo assim, o estudo aponta que há uma “presunção” de que mais inovação desencadeie mais igualdade de oportunidades e aprendizado entre alunos, ainda que isso não possa ser efetivamente provado.

Debate
Mas se a adoção de novas práticas na ciência e na economia produtiva é apontada como um fator importante para a competividade global, na educação essa correlação não é tão simples. O próprio estudo aponta que existem também sistemas educacionais com baixa inovação e alto desempenho.

Ao mesmo tempo, argumentos pró-inovação na educação incluem maximizar o retorno do investimento público, buscar avanços no desempenho de alunos e reduzir a desigualdade de oportunidades entre estudantes, aponta a OCDE.

O relatório diz que, “ao contrário do que se costuma pensar, há um nível razoável de inovação no setor educacional, tanto em relação a outros setores da sociedade como em termos absolutos. Setenta por cento dos formandos empregados no setor educacional consideram seus estabelecimentos como altamente inovadores, índice similar ao da média (do restante) da economia (69%)”.

Segundo Stephan Vincent-Lancrin, o setor educacional apresentou índices de inovação mais elevados do que o restante do setor público, mas são necessários mais estudos para entender exatamente seus desdobramentos no ambiente escolar.

“Estamos tentando colocar o assunto no mapa para entender seu impacto”, diz.

Fonte: G1

Para aprender melhor, caneta no lugar de laptop

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Tatiana Gerasimenko, no Ciência Diária
O mundo pode estar diferente, mas algumas coisas não mudam. De acordo com pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles e de Princeton, nos EUA, a famosa canetinha Bic tem mais força que laptops e tablets, ao menos para nos fazer lembrar do que aprendemos. Em um artigo publicado no periódico especializado Psychological Science, [...]

De acordo com pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles e de Princeton, nos EUA, a famosa canetinha Bic tem mais força que laptops e tablets, ao menos para nos fazer lembrar do que aprendemos. Em um artigo publicado no periódico especializado Psychological Science, a equipe descreve como estudantes que escrevem – em vez de digitar – compreendem melhor o conteúdo apresentado em sala de aula.

Para chegar ao resultado, a equipe realizou uma série de experiências. Na primeira delas, 65 alunos assistiram a cinco palestras sobre assuntos incomuns, mas interessantes. Um grupo anotou o que viu e escutou em laptops e o outro fez anotações com a caneta. Depois, todos foram submetidos a três tipos de questão. Ambos os grupos tiveram desempenho semelhante nas perguntas do tipo ‘decoreba’. Contudo, quem se valeu do papel para guardar os dados mais importantes conseguiu se sair melhor nas questões conceituais (mesmo que o volume de anotações tenha sido menor).

A explicação, segundo os pesquisadores, é que há um empenho maior em processar a informação antes de anotar à mão, selecionando os dados. Isso torna a aprendizagem mais eficiente e o armazenamento do conteúdo mais duradouro. Depois de uma semana, o grupo que não usou computadores conseguiu novamente responder questões relacionadas às palestras com mais facilidade que os demais.

Professora de Porto Velho lança livro sobre autoajuda infanto-juvenil, em RO

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Autora analisa discursos utilizados por autores de obras de autoajuda.
Lançamento acontece sábado, 19, no Colégio Dom Bosco em Porto Velho.

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Gaia Quiquiô

A professora doutora de línguas vernáculas Marília Pimentel lança neste sábado (19) o livro “Livros de autoajuda adaptados ao público infanto-juvenil intitulado ‘Estratégias Linguístico-Discursivas’, no auditório do Colégio Dom Bosco, em Porto Velho. A ideia surgiu a partir de uma pesquisa realizada em 2012 durante o doutorado da autora, com a proposta de investigar a literatura de autoajuda destinada a crianças e adolescentes.

Marília afirma que é primeira pesquisadora a realizar um estudo sobre adaptações de livros de autoajuda para o público infanto-juvenil no Brasil. Segundo ela, pesquisas evidenciam um discurso dos autores que se propõem a dar um saber ao leitor de ser bem sucedido e ganhar dinheiro. Entretanto, ela diz que se questionou sobre o foco dos temas voltados para as crianças, sem o lado fantasioso e imaginativo, e estudou o comportamento da sociedade para entender as estratégias que muitos autores utilizam para despertar o interesse no leitor.

O livro analisa quatro autores e livros de autoajuda infantis, que são ‘Quem mexeu no meu queijo – para crianças’, ‘Pai rico, pai pobre – em quadrinhos’, ‘Os sete hábitos dos adolescentes altamente eficazes’ e ‘Pai rico, pai pobre – para jovens’. A autora pretende expor uma competência para que a criança seja moldada desde pequena ao mundo adulto, corporativo e de negócios, mostrando quais são estratégias usadas na construção de obras destinada ao público infanto-juvenil.

“Espero que meu livro seja lido por professores, educadores e pais, para que possam alertar as pessoas que indicam as leituras para crianças, sobre os discursos adotados nos livros, que tentam moldar as crianças à maturidade precoce, dentre outros efeitos que esses discursos resultam”, disse Marília. A autora convida os leitores que se interessam pelo comportamento da sociedade contemporânea a dialogar, por meio das formas de leitura.

A autora
Marília Pimentel atualmente é chefe do Departamento de Línguas Vernáculas da Universidade Federal de Rondônia (Unir), professora e pesquisadora desde 1998, e lecionou durante 11 anos no ensino fundamental e médio da rede pública e privada, com as disciplinas de português, redação e literatura. A professora se especializou em Linguística Aplicada, fez mestrado em Teoria Literária e doutorado em Linguística e Língua Portuguesa.

Fonte: G1

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