Diário da Maisa

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A escola que fica dentro de uma fazenda orgânica – e não tem salas de aula nem carteiras

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Jéssica Miwa, no The Greenest Post

A ideia de conectar crianças à natureza enquanto aprendem lições fundamentais já é conhecida (e adorada) mundialmente. Lembra da Green School Bali, que é feita de bambu e ensina permacultura aos alunos? Tem também a escola suíça que fica, literalmente, em uma floresta, faça sol ou neve!

É fato: o modelo de aprender brincando tem se espalhado mundo afora. Crianças pequenas têm curiosidade natural com tudo que é relacionado à terra, plantas e animais. Por que não se aproveitar disso para ensiná-las matérias importantes ao desenvolvimento, como química, biologia, matemática e história? De quebra, o amor e respeito ao meio ambiente cresce junto com o pequeno cidadão.

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Foi pensando nisso que Edoardo Capuzzo e alguns outros designers italianos criaram o conceito de “Fazenda Pré-escola” — e ganharam o prêmio de arquitetura AWR International Ideas Competition. Edoardo não quer que a escola simplesmente tenha uma horta, mas que ela seja uma fazenda onde alimentos orgânicos sejam cultivados e animais sejam criados e atraídos.

Além de serem responsáveis pelo cultivo (e aprender tudo relacionado ao assunto), as crianças também têm contato com tecnologias supermodernas de energia solar e eólica, que abastecem a escola-fazenda.

O modelo já chamou a atenção de um psicólogo infantil que reside em Roma e está interessado em tirar o projeto do papel. O nome do moço ainda é mantido em sigilo, mas segundo Capuzzo, o maior desafio será lidar com as regulamentações locais, que assumem que escola precisa ter salas de aulas.

“Nós acreditamos que é muito importante criar espaços verdes onde crianças possam interagir, principalmente em cidades grandes, como Londres e Roma”, comenta o designer.

Professora utiliza ‘memes’ para atrair alunos em universidade em Cabo Frio

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"Suspeitos" conversam sobre aula de nivelamento de português (Foto: Facebook/Reprodução)

“Suspeitos” conversam sobre aula de nivelamento de português (Foto: Facebook/Reprodução)

 

Cursos de universidade de Cabo Frio, RJ, são divulgados nas redes sociais.
Memes aumentaram a frequência dos estudantes, segundo a professora.

Publicado no G1

“E aí, qual o esquema? São três fases. Primeiro a gente aborda, depois explica o que tá acontecendo, aí finaliza”. A conversa entre dois “suspeitos” parece o plano de um crime, mas, na verdade, é a forma como a professora Mônica Cabral, de 49 anos, encontrou para atrair os alunos em uma universidade de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio. O objetivo é utilizar os “memes” para aumentar a frequência dos estudantes nas aulas de nivelamento de português aplicadas na universidade.

Professora há 30 anos, ela testemunhou a transição da divulgação do projeto oferecido pela faculdade. Nele, os alunos recebem conteúdo básico gratuito de Biologia, Física, Matemática e Português. De acordo com ela, as salas de aula ficavam vazias com a forma como a propagação do curso de nivelamento era feita.

“Dou aula no Nivelamento de Português desde que entrei para a universidade, em 2004. Desde então, a divulgação ficava a cargo da própria instituição, por meio de cartazes nos murais. Eu divulgava em sala, durante as minhas aulas. Com todos os esforços, a participação dos alunos ainda era muito pequena”, disse a professora, mestre em Língua Portuguesa formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professora de oito matérias em quatro cursos da universidade.

Livro O Código da Vinci, do Dan Brown, serviu de inspiração para "meme" (Foto: Facebook/Reprodução)

Livro O Código da Vinci, do Dan Brown, serviu de inspiração para “meme” (Foto: Facebook/Reprodução)

Da divulgação realizada no “boca a boca”, a professora passou a utilizar o Facebook como ferramenta de anúncio dos cursos de nivelamento. Com o tempo, as publicações comuns deram espaço às postagens mais criativas. Com o auxílio da filha, Luana Cabral, de 20 anos, aluna do curso de Publicidade na mesma instituição, elas iniciaram uma parceria para a produção dos memes.

“Costumo tratar pedagogicamente os conteúdos de língua portuguesa de um modo leve, com exemplos do dia a dia e situações engraçadas. Desse ponto de vista, essa linguagem (utilizada nas redes sociais) permite uma aproximação maior com os alunos, de forma lúdica”, afirmou.

O sucesso nas redes sociais fez a brincadeira se tornar motivo de reunião semanal. De acordo com a professora, ela e a filha se reúnem para discutir o tema da aula e das propostas. Desta forma, buscam intertextualizar o tema da aula com os acontecimentos em destaque da semana para a crianção dos memes.

Com mais interatividade nas redes sociais, a professora conquistou o objetivo de aumentar a frequência dos alunos no curso de nivelamento da universidade. No entanto, ela afirma que a cada semana tem um novo desafio. “Temos que atender a expectativa desse novo público”, diz.

Além de ter mais alunos assistindo às aulas, Mônica Cabral garante que houve aumento nas curtidas e comentários na publicação dos memes no Facebook e que é abordada nos corredores da universidade para saber quando haverá novas postagens.

Memes publicados pela professora rendem curtidas e compartilhamentos (Foto: Facebook/Reprodução)

Memes publicados pela professora rendem curtidas e compartilhamentos (Foto: Facebook/Reprodução)

 

“Essas publicações trouxeram ainda mais visibilidade ao curso e interesse dos estudantes pelas aulas. Não só as curtidas e os comentários aumentaram, mas também a frequência na sala. Nos encontros com os alunos pelos corredores e salas da universidade, eles comentam sobre as postagens. Alguns, inclusive, me disseram que ficam aguardando as postagens para ver o que iremos trazer de novidade quanto aos memes”.

Quadro 'O Grito' (1983) de Edvard Munch serviu para falar sobre vírgulas (Foto: Facebook/Reprodução)

Quadro ‘O Grito’ (1983) de Edvard Munch serviu para falar sobre vírgulas (Foto: Facebook/Reprodução)

Apesar do sucesso na universidade e de ter feito a brincadeira ter dado certo, ela afirma que o mais importante é ter os alunos dentro da sala de aula.

“O fato mais importante é de o nivelamento de Português atrair mais estudantes da universidade nas aulas. O objetivo do curso é exatamente este: torná-los leitores e produtores de textos com mais maturidade linguística”, conclui.

Jovem com paralisia cerebral rompe preconceito e se forma em Química no Ceará

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Daniel Froes, no Razões para Acreditar

Logo depois de nascer em Tauá, cidade do interior do Ceará, Caleb Alexandrino Veríssimo foi diagnosticado com paralisia cerebral por causa de uma complicação no parto.

A falta de oxigenação no cérebro comprometeu um pouco a fala, a escrita, a locomoção, menos o seu intelecto.

Mas, Caleb, como todo garoto da sua idade, aprendeu a ler e isso foi só o começo.

“Ele frequentou escolas normais, e em toda sua vida nunca ficou de recuperação!”, diz a mãe, Neuma, que conta que a paixão de Caleb pela Matemática se repete no filho mais novo, Filipe Alexandrino Veríssimo.

Paralisia cerebral nunca o impediu de ser um aluno exemplar

Caleb começou a faculdade de Química, no Centro de Educação, Ciências e Tecnologia da Região dos Inhamuns (Cecitec), com 18 anos, assim que terminou o ensino médio.

Durante o curso, ele se mostrou um aluno acima da média, era de se esperar que ele se formaria com louvor.

“Ele sempre foi um aluno excelente, tirava notas acima da média, nunca faltou a uma aula e estava sempre sorridente”, revela o professor e diretor do Cecitec, João Batista.

E tem mais, o jovem químico também foi bolsista do Pibid (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), como monitor em escolas do ensino médio da cidade e fazia participação nos shows de Química com peças teatrais.

Pesquisa aponta que 90% dos brasileiros fariam cursos online

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Cursos de idiomas lideram o ranking de preferência na web com 59% de procura (Antonio AntonioGuillemGuillem/iStock)

Cursos de idiomas lideram o ranking de preferência na web com 59% de procura (Antonio AntonioGuillemGuillem/iStock)

 

Os dados também mostram que a qualidade de ensino da educação a distância é a maior preocupação dos interessados pelo assunto

Carla Monteiro, na Veja

Seguindo a tendência da utilização das mídias digitais para resolver assuntos do dia a dia, como serviços bancários, agendamentos, compras, dentre outros, a área da educação a distância também vem conquistando adeptos. No entanto, a desconfiança por parte do público quanto à qualidade dos cursos online ainda limita o crescimento do setor. É o que apontou uma pesquisa feita pela NZN Intelligence, empresa de pesquisa e inteligência, que administra os sites Baixaki, Mega Curioso e Click Jogos.

De acordo com o estudo — antecipado ao site de VEJA e que será divulgado em breve –, 90% das pessoas afirmaram que fariam um curso online em algum momento da vida, sendo que 61% delas já realizaram alguma aula na web. A pesquisa se baseou na coleta de respostas de usuários das páginas da NZN.

Os dados ainda apontaram os desafios da profissionalização online. Entre aqueles que jamais se aventurariam em uma jornada de ensino a distância, 45% apontaram desconfiança acerca da qualidade do ensino como o principal motivo.

A pesquisa ainda mostrou quais as aulas preferidas dos usuários. Cursos de idioma são, disparados, os mais procurados na internet, com 59% de preferência, seguido por Engenharia (25%) e Administração (22%). Confira, no gráfico, a lista completa:

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Estes passos podem ajudar quem morre de medo de apresentar trabalho em aula

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Reinaldo Polito, no UOL

Se você fica desesperado quando precisa falar diante dos colegas em sala de aula, pode se animar porque essa insegurança tem cura. E o melhor da história é que o remédio é você mesmo. Sim, tudo depende de você. As suas melhores armas para combater o receio de fazer apresentações são sua boa vontade, disciplina e iniciativa.

Pratique bastante

Em primeiro lugar – não fuja das oportunidades para fazer apresentações de trabalhos em sala de aula. Por mais difícil que seja, não caia na tentação de “terceirizar” as apresentações que você poderia fazer. Praticar para ter experiência no uso da palavra em público é uma das atitudes mais importantes para combater o medo.

Quanto mais praticar, exercitar e se familiarizar com a condição de falar para um grupo de pessoas, mais experiência irá adquirir, e esse é um requisito fundamental para que comece a se sentir à vontade para falar em público. Por isso, mesmo que esteja bastante nervoso, enfrente a situação. No futuro você agradecerá a “você mesmo” por essa iniciativa.

Conheça o assunto

Reflita – como você poderá se sentir tranquilo diante dos colegas e do professor se não souber o que vai falar. Estude muito. Saiba muito mais do que for preciso para a exposição que deverá fazer. Se for uma apresentação de meia hora, tenha conteúdo para pelo menos uma hora. Quanto mais dominar o tema, mais seguro irá se sentir.

Para que você tenha domínio do seu conhecimento, para fazer a apresentação é preciso que ele seja antes verbalizado. Pensar é uma coisa. Escrever é outra. Falar é outra, completamente distinta. Quando você escreve, utiliza determinados termos, determinada pontuação, determinado ritmo, determinada sequência.

Quando você fala, os termos não são necessariamente os mesmos, a pontuação obedece outra dinâmica, surge um novo ritmo, até a sequência das ideias sofre transformações. Se você apenas pensar e escrever, não terá exercitado a atividade que desenvolverá ao se apresentar diante da classe – a verbalização.

Por esse motivo, encontre uma forma de verbalizar o que sabe sobre o tema. Só assim o conhecimento será seu para a apresentação. Reúna os colegas de grupo e converse bastante sobre o assunto. Não se preocupe em fazer a apresentação para eles, apenas verbalize as informações.

Se não puder contar com a ajuda de alguém que possa ouvi-lo, fale sozinho em voz alta olhando para a parede. De vez em quando grave um pouco dessa conversa de você com você mesmo. Pegue o celular, ponha no fundo da sala e fale em voz alta. Assim saberá se aqueles que ficarão no fundo da sala durante a apresentação também irão ouvi-lo.

Atenção – nada de tentar decorar palavra por palavra. Tenha apenas a sequência das ideias e fale como se estivesse conversando de maneira animada com um grupo de amigos. As palavras surgirão normalmente, como acontece quando está batendo um papo com as pessoas conhecidas.

Durante esse ensaio fale com voz bem audível, pronunciando corretamente as palavras. Capriche na postura deixando o corpo bem distribuído sobre as duas pernas. Gesticule de forma moderada, sem ficar apertando as mãos, nem com elas nos bolsos ou nas costas. Fale com a cabeça levantada e olhe para os ouvintes hipotéticos que estão à sua frente. Precisará agir assim diante dos colegas.

Organize as ideias

Você só se sentirá seguro se souber o caminho que irá percorrer durante a exposição. Planeje bem os passos que irá dar desde o início até a conclusão. Divida a apresentação em cinco ou seis partes e memorize bem essa sequência. Se ficar com receio de se esquecer, escreva o roteiro em uma folha de papel e a leve com você.

É incrível, mas só pelo fato de saber que se a memória falhar poderá recorrer às suas anotações, você dificilmente se esquecerá. Não caia na tentação de escrever no roteiro palavra por palavra o que irá dizer, mas sim em uma ou duas linhas as ideias que serão apresentadas em cada uma das etapas.

Eleja um tema de apoio

De maneira geral, discorrer apenas sobre o tema deixa a apresentação cansativa e desinteressante. É preciso ter um assunto de apoio para tornar a fala mais atraente. Esse recurso fará com que você se sinta mais à vontade para desenvolver a mensagem. Escolha um assunto de apoio sobre o qual tenha muito domínio.

Você poderá usar a história de um livro, de um filme, da vida de um artista, enfim qualquer assunto que conheça muito bem e que esteja perfeitamente dentro do contexto da apresentação. E essa ação deve ser empreendida de tal forma que nem pareça que você está contando uma história, mas sim ilustrando e reforçando seus argumentos.

Dê uma sequência lógica

Comece cumprimentando. Atenção, você vai falar para colegas de classe e para o professor, pessoas com as quais convive no dia a dia. Portanto, nada de formalidade. Um simples “olá”, ou “pessoal” pode ser suficiente para dirigir respeitosamente a palavra aos ouvintes e chamar a atenção para sua presença na frente do grupo.

Em seguida esclareça em uma ou duas frases, três no máximo, qual o assunto que irá apresentar. Na sequência, apresente o problema que pretende solucionar, ou faça um histórico mostrando como os fatos foram se sucedendo até chegar ao momento atual. Esta é a oportunidade em que irá instruir os ouvintes para que entendam bem sua mensagem.

Chegou o momento de apresentar a mensagem principal. Tudo o que foi preparado você irá aplicar neste instante. Se levantou um problema, agora dará a solução. Se fez um histórico, agora falará do presente. É nesta fase também que lançara mão dos exemplos, fará as comparações, usará as estatísticas e pesquisas, enfim, toda a linha de argumentação de que puder dispor.

Para expor o assunto central do seu trabalho, você poderá organizar as informações no tempo, mostrando as diversas etapas de desenvolvimento do assunto em diferentes momentos. Poderá ainda fazer uma divisão no espaço, dizendo como o tema se apresenta ou se apresentou em distintas localidades.

Por exemplo, no nosso país e em outras nações, ou no nosso estado e em estados diferentes, ou na nossa cidade e em diversas localidades. Para cada uma dessas etapas faça comentários sobre questões econômicas, sociais, políticas, de acordo com a conveniência do assunto. Esses comentários complementares irão arejar a apresentação e torná-la mais interessante.

Finalmente chegou a hora de concluir. Depois de ter contado qual o assunto, apresentado o problema ou feito o histórico, dado a solução ou falado do presente com todos os argumentos é o instante de fazer o fechamento. Para isso, será simples, por exemplo, pedir que reflitam ou aceitem a mensagem que apresentou.

Antes de ficar desesperado porque tem de fazer uma apresentação em sala de aula, reflita sobre essas orientações simples e se prepare com afinco. Seu desempenho será melhor. E à medida que for se apresentando, passará a se sentir cada vez mais confiante e seguro.

Superdicas da semana

*Sua voz precisará ter volume suficiente para ser ouvida pelos ouvintes no fundo da sala
*Cuidado para não falar com voz monótona. Alterne sempre o volume da voz e a velocidade da fala
*Olhe para todos os ouvintes, girando a cabeça e o tronco de um lado para o outro da sala
*A naturalidade deve estar sempre presente nas apresentações
*Diante dos colegas de classe, entretanto, esse cuidado deve ser redobrado

Livros de minha autoria que ajudam a refletir sobre esse tema: “29 Minutos para Falar Bem em Público”, publicado pela Editora Sextante. “Assim é que se Fala”, “Conquistar e Influenciar para se Dar Bem com as Pessoas”, “As Melhores Decisões não Seguem a Maioria” e “Como Falar Corretamente e sem Inibições”, publicados pela Editora Saraiva. “Oratória para líderes religiosos”, publicado pela Editora Planeta.

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