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Baixo rendimento escolar pode significar problemas neurológicos

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Baixo rendimento escolar pode significar problemas neurológicos

Publicado no SRZD

Dificuldade de concentração, hiperatividade ou verdadeiros bloqueios na hora de aprender. Para muitos pais e professores, problemas como esses podem ser solucionados apenas com empenho e disciplina por parte da criança. Contudo, nem sempre todos esses fatores são gerados apenas por preguiça, vontade de fazer bagunça ou falta de interesse nas aulas. “Alguns desses comportamentos podem estar associados a doenças neurológicas que prejudicam o desempenho escolar e trazem prejuízos à vida adulta, caso não sejam tratadas o quanto antes”, afirma a Dra Maristela Costa, neuropediatra do Hospital do Coração (HCor).

Segundo a Dra Maristela, os problemas neurológicos mais comuns entre crianças e adolescentes na escola são: dislexia, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), déficit de processamento auditivo (DPA) e as chamadas discalculias – que interferem na capacidade de calcular e no raciocínio lógico da criança.

“Cada um desses distúrbios aparece em diferentes intensidades. Quanto mais sutis, mais difíceis de ser identificados. Porém, com a devida orientação, pais e professores podem aprender a detectá-los, ajudar o desenvolvimento de crianças e adolescentes, durante o ano letivo, e evitar estigmas”, afirma a neuropediatra do HCor. “Afinal, quando uma criança tem problemas de comportamento ou dificuldades para aprender, ela geralmente ouve que é burra, preguiçosa, desleixada ou que não leva jeito para os estudos. Afirmações como essas podem ser carregadas pela vida inteira e gerar uma série de limitações”, alerta a Dra Maristela.

Para auxiliar a detecção de cada um desses distúrbios, a neuropediatra do HCor explica como elas são e quais os seus sintomas.

Dislexia

Presente em cerca de 5% da população brasileira, o distúrbio afeta a capacidade de ler e escrever da criança. “Por se tratar de uma doença congênita, não tem cura, mas pode ser controlada com a ajuda de psicólogos e fonoaudiólogos”, diz a Dra Maristela. Entre os sintomas mais frequentes estão:

. Problemas na percepção de tempo e espaço: crianças dislexas podem confundir “direita e esquerda”, “ontém e hoje” ou “para cima e para baixo”. Isso acontece porque elas levam mais tempo para desenvolver as suas noções de tempo e espaço.

. Dificuldade de leitura: crianças dislexas sofrem com esse problema, porque muitas vezes não conseguem associar as palavras aos seus respectivos sentidos. Por isso, podem demorar mais durante a leitura e até apresentar dificuldades de ler em voz alta.

. Erros de ortografia: dislexos confundem sons parecidos, como L e R, F e V ou B e D. Regras ortográficas também são difíceis de memorizar. Isso se reflete diretamente na escrita, o que dá origem a erros ortográficos.

. Problemas para formar frases: como têm dificuldades com o significado das palavras, crianças dislexas formam frases com mais lentidão e com erros de concordância, como “eu gosta tomar suco”.

. Escrita de trás para frente: enquanto escrevemos da esquerda para direita, crianças com dislexia podem escrever da direita para esquerda. A dificuldade que elas tem com o alfabeto e com a decodificação da palavras, faz com que elas tenham uma noção diferente de como grafar as letras.

TDAH

Cerca de 3% a 5% das crianças brasileiras apresentam o chamado transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Dessas, cerca de 60% a 85% permanecem com o problema na adolescência. A doença é caracterizada por desatenção, hiperatividade e impulsividade exacerbada. “Por causa dessas características, os pais pensam que o problema é apenas o jeito de ser do filho. Isso faz com que casos de TDAH sejam ainda mais difíceis de diagnosticar”, afirma a neuropediatra do HCor. Os principais sinais do problema são:

. Facilidade para se distrair: estímulos externos mínimos, como barulhos ou movimentações, fazem com que as crianças com TDAH percam o foco completamente. Isso prejudica o processo de aprendizado, uma vez que elas geralmente não conseguem prestar atenção nas aulas por muito tempo.

. Perda consecutiva de objetos: quando alguém entrega algo a uma criança com TDAH, ela esquece rapidamente do que recebeu. Por isso, perde objetos como lápis, borracha, caneta e brinquedos com frequência. Muitas vezes, elas chegam a perder o mesmo objeto várias vezes.

. Dificuldade de concentração: crianças com TDAH são bastante impacientes. Isso dificulta ainda mais a sua capacidade de concentração. Essa característica também faz com que elas não consigam terminar as tarefas em classe ou os deveres de casa. Na primeira oportunidade, elas se levantam e vão correr, brincar ou fazer desenhos.

. Movimentação contínua: a criança simplesmente não consegue parar de se mexer. Ela movimenta pés e mãos quase ininterruptamente e não consegue ficar sentada. Nas horas mais inapropriadas, sobe nos móveis de casa ou nas cadeiras da escola, como se tivesse recebido uma descarga de elétrica.

. Agitação: a criança não consegue se adaptar a ambientes calmos e silenciosos. Prefere correr, brincar e fazer barulho sempre que possível.

. Impulsividade: a criança não consegue esperar por nada. Fica irritada ao ficar em filas, responde antes do final da pergunta e interrompe as pessoas que conversam com elas com muita frequência.

. Comportamento explosivo: a falta de paciência nas crianças com TDAH também faz com que elas tomem atitudes impensadas. Isso faz com que elas apresentem um comportamento explosivo. Essa característica provoca uma sucessão de brigas e agressões aos colegas que estão brincando com elas.

DPA

O déficit de processamento auditivo (DPA) é uma doença menos frequente. A criança tem audição normal, mas não ouve bem. Isso ocorre porque, nesses casos, o cérebro apresenta dificuldades de processar informações auditivas. “É como se a pessoa ouvisse uma palavra, mas não conseguisse compreender o sentido dela no contexto de uma frase”, explica a Dra Maristela. Alguns sinais da DPA são:

. A criança aparenta não ouvir bem
. Ela é muito distraída e desatenta
. Tem dificuldade cumprir tarefas em sequência
. Leva mais tempo para perceber que estão falando com ela
. Tem problemas em passar recados
. Frequentemente diz “o que?”, “não entendi!”
. Tem dificuldade de localizar de onde vêm os sons
. Possui dificuldade para lembrar o que dizem a ela
. Tem algumas diferenças no jeito de falar
. Lê e escreve com dificuldade
. Tem dificuldade para entender o que dizem em ambientes barulhentos
. Não consegue acompanhar a conversa, quando todos falam ao mesmo tempo
. Tem dificuldade em seguir orientações
. Deixa o volume da televisão sempre muito alto
. Tem dificuldade em relatar fatos ou contar uma história
. Não compreende sarcasmo ou piadas de duplo sentido
. Tem dificuldades em interpretar problemas matemáticos
. Não compreende coisas abstratas com facilidade
Discalculias

As discalculias são provocadas por má formações neurológicas que afetam o aprendizado dos números e a realização de contagens e cálculos. “Portadores de discalculia simplesmente não conseguem identificar sinais matemáticos, efetuar as quatro operações, compreender medidas, contar números em sequência, compreender valores financeiros, etc.”, explica a Dra Maristela. Os tipos de discalculia existentes são:

. Discalculia léxica: problemas para ler números e símbolos matemáticos

. Discalculia verbal: dificuldades em dizer quantidades, números, termos e sinais

. Discalculia gráfica: complicações na escrita de números e símbolos matemáticos

. Discalculia operacional: problemas para a execução de operações e cálculos

. Discalculia practognóstica: dificuldades para enumerar ou comparar objetos e imagens

. Discalculia ideognóstica: problemas para efetuar operações mentais ou compreender conceitos matemáticos

USP lança curso online gratuito de administração

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USP lança curso online gratuito de administração

Publicado no Porvir

Faculdade de Economia e Administração da Usp, em parceria com a Fundação Lemann e o Veduca, lançou hoje um Mooc (Cursos On-line Abertos Massivos, na sigla em inglês) Fundamentos de Administração, , o primeiro curso da instituição a ser oferecido nesse formato.

O curso é para aqueles que tem interesse em conhecer conceitos de administração e as principais tendências práticas e teóricas no campo da gestão e ampliar o alcance de conhecimentos na área para diversos alunos de dentro e de fora da instituição.

O curso é gratuito e pode ser realizado por qualquer pessoa que esteja interessada – estudantes de graduação e de cursos que envolvem abordagem gerencial e empreendedores que desejam ampliar os seus conhecimentos no tema.

O curso possui 17 etapas, divididas em tópicos como: visão sistêmica, planejamento, organização, controle, burocracia e funções do administrador. As aulas são ministradas pelo professor Hélio Janny Teixeira, da FEA-USP. Ele também indica referências bibliográficas para ajudar o aluno a se aprofundar nos temas.

Parede de templo é ‘rabiscada’ em ritual por educação no Nepal

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Crianças praticam na parede as primeiras lições de escrita.
Cerimônia hindu exalta Saraswati, deusa da educação.

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Publicado no G1

Depois de receberem as primeiras aulas de escrita e leitura, crianças nepalesas foram incentivadas a escrever na parede do templo de Saraswati, neste domingo (25), em Catmandu, no Nepal. O ritual acontece durante o festival chamado Shree Panchami.

De acordo com a crença hindu, a prática fará com que Saraswati, deusa da educação celebrada no festival, ajude as crianças a irem bem nos estudos. As informações são da agência de notícias Reuters.

Por que a tecnologia não mudou a educação: porque o sistema é o mesmo

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Karina Yamamoto, no UOL

A educação não vai bem — isso todo mundo sabe por estatística ou por experiência própria. O que intriga muita gente é por que a situação não melhora com toda a tecnologia disponível.

Para o trio da Santo Caos, uma “consultoria de engajamento” de São Paulo, a resposta é que o modelo educacional é o mesmo. O aparato tecnológico é usado apenas como outra modalidade de material, sem alterar a maneira como o conteúdo é ensinado ou modificar a administração das verbas e do tempo.

Usando um método de pesquisa chamado “bola de neve”, em que um entrevistado indica o próximo, os publicitários fizeram um documentário de 30 minutos que pretende esclarecer a questão com o título “Do Giz ao Tablet: por que a tecnologia não mudou a educação”.

Derrubando paredes

“É preciso haver uma remodelagem da escola”, afirma Guilheme Françolin, 25, que buscou as respostas em companhia dos sócios Jean Soldatelli, 25, e Daniel Santa Cruz, 25. Ele cita a escola municipal Amorim Lima, que derrubou as paredes das salas de aula e estabeleceu roteiros de estudos para os alunos, flexibilizando a aula.

Segundo ele, a escola de hoje não atende mais as necessidades do mercado de trabalho que os filhos da geração Y (nascidos nos anos 1980) terão que enfrentar. “Temos que mudar isso de um cara no tablado, um professor que só transmite os conhecimentos.”

A mudança, indica o jovem publicitário, estaria na maneira de organizar o tempo e as verbas da escola. Como exemplos ele aponta a construção de conhecimento em rede como nas plataformas wiki ou a personalização das experiências de cada aluno.

Ele faz uma analogia tecnológica para explicar seu ponto: “a gente viu que precisava mesmo era de uma plataforma de código aberto”. Ou seja, com liberdade e espaço para soluções particulares surgirem, mas com um objetivo comum de ensinar o mesmo para os alunos.

Além do conteúdo, Françolin acha que a escola precisa desenvolver competências nos aluno, as novas chaves para o sucesso.

Capes libera conteúdos da National Geographic na internet

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Capes libera conteúdos da National Geographic na internet

Reprodução

Além das revistas, podem ser acessados outros materiais históricos e relevantes da Cengage Learning

Publicado no Administradores

Todas as edições da revista National Geographic — de 1988 até hoje — a partir de agora podem ser acessadas pelo Portal de Periódicos da Capes. Além dessa biblioteca digital é possível buscar conteúdos em outras publicações como The Economist, The Financial Times, Sabin Americana, Gale World Scholar e Ninetheenth Century.

A Chantam House Collection Online, uma das mais recentes bibliotecas digitais abertas ao público, traz documentos sobre a política internacional fundada após a conferência da Paz de Paris. São quase cem anos de documentos entre 1920 e 2010 dedicados aos estudos sobre desenvolvimento de situações que envolvem paz e guerra.

Além dessas publicações estão acessíveis ao público outros conteúdos como o Slavery and Anti-Slavery Collection, que registram temas sobre a escravidão e abolição incluindo fatos sobre o tráfico de escravos no Atlântico, e movimentos de acordos transatlânticos entre os séculos XVI ao XIX. O The Sunday Times Digital Archives oferece artigos com análises e comentários sobre acontecimentos e sociedade em geral no ano de 1822.

O objetivo dessas plataformas virtuais é tornar essas informações acessíveis para que sejam fontes de conhecimento, e também utilizadas como ferramentas para estudos e pesquisas tanto para estudantes, desde o grau primário a universidade, como professores, pesquisadores e curiosos em geral.

Em todos os casos os arquivos estão disponíveis digitalmente desde a primeira edição, e oferecem ao leitor informações raras de fontes confiáveis que o ajudarão a compreender o contexto atual sobre diversos temas, já que os conteúdos são profundos e permitem reflexões.

Conheça um pouco mais sobre as coleções que estão nas bibliotecas virtuais da Capes:

National Geographic – Ciências, História, Tecnologia, Meio Ambiente, Cultura, são apenas alguns dos conteúdos da National Geographic Virtual Library. O leitor pode viajar por diversos períodos da revista que estão disponíveis integralmente desde a primeira edição, de 1888, até os dias atuais.

The Economist – Leitura essencial para quem quer saber sobre política, atualidades e negócios, desde 1843. Com imagens e suplementos de pesquisa, The Economist Historical Archive é uma fonte primária essencial para pesquisar e retransmitir conhecimentos sobre os séculos passados.

The Financial Times – Possibilita pesquisar a história econômica e financeira dos últimos 120 anos. The Financial Times Historical Archive contém artigos e propagandas impressas no papel desde 1888 acessíveis para pesquisas e visualizações.

Sabin Americana – A coleção apresenta trabalhos sobre as Américas, entre outros, publicados em todo o mundo e é baseada na bibliografia de José Sabin. São 29 mil obras entre documentos e livros que falam que abordam exploração, comércio, colonialismo, escravidão, abolição, movimento ocidental, nativos americanos, ações militares desde 1500 até o início dos anos 1900.

Gale Word Scholar – Essa coleção proporciona uma volta ao passado na história da América Latina e Caribe desde o período de 1800 aos dias atuais. O portal Word Scholar: Latin America and the Caribbean oferece acesso a referências, periódicos, multimídias, relatórios, revistas, jornais, entre outros.

Nineteenth Century – Recurso inovador, essa coleção é focada em disponibilizar materiais confiáveis para estudos do século XIX, a partir de documentos digitalizados diversos e parcerias com as principais bibliotecas do mundo.

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