Orgulho & Preconceito

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Quer notas maiores? Crie rotinas de estudos flexíveis planejando o conteúdo a ser estudado

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Estudantes

Publicado no Amo Direito

Na busca por notas melhores, muitos estudantes criam planos de estudo e listas de tarefas gigantescas mergulhando em atividades acadêmicas e deixando suas vidas pessoais de lado. No entanto, o que eles não sabem é que esse tipo de atitude pode prejudicar as suas notas.

É claro que fazer um planejamento do conteúdo a ser estudado é importante, afinal, é dessa forma que você conseguirá manter um controle sobre as suas tarefas e desempenhá-las da melhor forma. O problema é fazer uma lista com um número de atividades muito maior do que o realizável e, assim, criar metas impossíveis de serem alcançadas.

Talvez você esteja se perguntando de que forma isso prejudica as suas notas. Simples: ao não fazer tudo o que pretendia, você possivelmente se sentirá desesperado. Pior: cansado por ter corrido tanto em busca de uma meta que não foi concluída. Como bem sabemos, o cansaço é um grande inimigo dos estudos.

O ideal, portanto, é criar rotinas de estudos com uma quantidade de atividades que possam ser cumpridas sem maiores problemas, tendo bastante tempo para desempenha-las com tranquilidade e segurança, pois essas características podem ser cruciais para alcançar as notas desejadas.

Assim, na próxima vez em que você for criar um cronograma de tarefas para atingir notas maiores, não se cobre tanto. Respeitar os seus limites pode ser a chave do sucesso.

Fonte: noticias universia

O que podemos aprender com as ocupações das escolas de São Paulo

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É necessário mostrar as atuais condições das instituições de ensino e exigir melhores estruturas e tratamento

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publicado na Galileu

Quem passava pela rua Pires da Mota, no bairro paulistano da Aclimação, via faixas e cartazes colados nos muros do Colégio Caetano de Campos indicando que aquela era uma das escolas ocupadas por estudantes paulistas em protesto contra a reorganização do ensino no estado. Na porta, dois alunos faziam a triagem de quem queria entrar. Eu disse que estava ali para dar uma aula de escrita criativa e me deixaram seguir.

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Lá dentro, fui recebida por um professor que explicou que ele e outros colegas estavam fazendo um rodízio para que sempre houvesse pelo menos dois adultos ali com os estudantes. A intenção era orientá-los caso a Polícia Militar tentasse entrar na marra. O professor pediu que eu ficasse à vontade. Como cheguei antes da hora marcada, decidi andar pela escola, e uma professora me acompanhou. Enquanto caminhávamos, ela me explicava como as coisas estavam funcionando ali durante a ocupação.

Soube que havia reuniões diárias para decidir quem ficaria com a limpeza, quem seria responsável por fazer almoço e jantar, quem cuidaria de tentar conseguir aulas e oficinas gratuitas etc. Soube também que muitos pais, preocupados com seus filhos, iam regularmente até a escola ver como as coisas estavam. Quase todos, ela me disse, entravam receosos e saíam orgulhosos. A escola estava mais limpa do que o usual e havia entre os jovens um clima de camaradagem que antes não era tão facilmente percebido. No dia a dia, antes da ocupação, a limpeza do Caetano de Campos era feita por quatro funcionárias, que se dividiam em dois turnos. Como se trata de um espaço bem grande, pareceu-me evidente que quatro faxineiras jamais dariam conta de limpar tudo, mas talvez a falta de limpeza adequada não seja o maior problema nem dessa e nem de outras escolas estaduais de São Paulo e do Brasil.

Há no Caetano de Campos um laboratório de química que está fechado há anos (embora pareça bastante utilizável), há um museu trancado que virou depósito de entulhos, há salas de aula vazias e lacradas há muito tempo, há material escolar novo empilhado e esquecido, há um teatro e uma quadra coberta que foram cedidos pelo governo do estado à Secretaria de Cultura — que, por sua vez, terceirizou a administração para uma organização chamada Pensarte —, há uma horta cheia de mato, há um espaço onde funcionava o pré-primário e que hoje está abandonado (antigamente, um aluno entrava no Caetano de Campos no pré-primário e saía apenas para a faculdade). Hoje não é mais assim, e com a reorganização que a administração de Geraldo Alckmin tentou impor aos estudantes das escolas públicas de São Paulo o cenário seria ainda mais fragmentado.

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Assim que a notícia da reorganização — que, entre outras coisas, fecharia 93 escolas públicas — chegou aos estudantes eles decidiram pelas ocupações, numa tentativa a princípio desesperada de evitar o que consideravam ser ruim para eles. Muitos falavam em não ter como pagar por condução para se deslocar para uma nova escola, outros explicavam que os pais, que tinham empregos com horários fixos, não poderiam levá-los para uma escola em outro município e que não haveria como lidar com o fato de agora cada filho estar em uma escola diferente.

Por meio das redes sociais e da comunicação imediata, os estudantes de várias escolas ocupadas conseguiram arquitetar estratégias de protestos e novas ocupações. No começo, eles pediam que a reorganização não fosse imposta e que pudessem participar de grupos capazes de avaliar a melhor forma de estruturar o sistema de ensino; os estudantes acreditam que podem ajudar com ideias e informações e, assim, colaborar para a melhoria do ensino público no estado. Pediam tempo para participar do processo. Com o passar dos dias, e diante da violência da polícia sempre que tentavam protestar, entenderam que deviam fazer mais: não era suficiente apenas lutar para que a reorganização deixasse de ser imposta goela abaixo. Era necessário mostrar as atuais condições das escolas e exigir melhores estruturas e tratamento.

No Caetano de Campos, por exemplo, como existem salas vazias trancadas há anos, as abertas funcionam com 50 alunos por aula. Nesse ambiente é impossível educar com qualidade, e fica ainda mais estranho que o partido que gerencia o estado de São Paulo há 20 anos, o PSDB, fale tanto em meritocracia. Como achar que uma criança que estudou a vida toda amontoada com outras dúzias de almas numa sala em escola pública pode ter as mesmas oportunidades na vida que outra cujos pais foram capazes de pagar por ensino privado, proporcionando estudo em ambiente climatizado com, no máximo, outros 19 alunos em sala?

Soa mais descabido alegar que a reorganização do ensino em São Paulo é necessária porque existem escolas ociosas. Como pode estar ocioso um sistema que aglomera alunos em salas de aula, tem menos professores do que o ideal e faz pouco caso de espaços públicos?

4 coisas que você pode aprender dormindo e não sabia

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publicado no Segredos do Mundo

E se fosse possível aprender dormindo, o que você diria? Se esse sempre foi seu sonho, especialmente um dia antes daquela prova chata de gramática ou álgebra, acredite, a Ciência já provou que seu maior desejo é possível. Ou melhor dizendo, é possível em partes.

Isso porque não é tudo que se pode aprender dormindo. Você vai continuar, pelo menos por hoje, precisando se afundar nos livros antes de seus exames escolares.

Ao mesmo tempo, não é só querer que torna o ato de aprender dormindo algo possível. O cérebro precisa de estímulos certos, relacionados ao que se quer memorizar, para que o aprendizado seja eficientes.

Mas, se tem uma notícia melhor ainda que o fato de ser possível aprender algumas coisas em sono profundo é que essa captação das coisas acontece de uma maneira muito rápida. Como você vai ver nos experimentos que listamos abaixo, sonecas de uma hora e meio ou duas horas, no máximo, já são capazes de selar alguns tipos de aprendizados.

Quer entender melhor como funciona essa loucura científica e começar a aprender dormindo? Então não desgrude de nosso seleção e se prepare para aquele soninho dos deuses, se possível sem roupas, como você já descobriu ser a melhor forma de dormir.

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Descubra 4 coisas que você pode aprender dormindo:

1. Música

Um estudo muito curioso foi desenvolvido com guitarristas amadores. Todos eles foram convidados a tocar uma música que não conheciam, acompanhando partituras. Depois, eles tinha que dormir durante uma hora.

Quando eles caíam no sono, metade passou a escutar a música que havia acabado de tentar tocar. A outra metade não ouviu nada.

Ao acordarem, os guitarristas foram convidados novamente a tocar a tal música, agora sem partitura. O resultado foi que os que ouviram a música durante o sono conseguiu executá-la, enquanto os demais tiveram tanta dificuldade na execução quanto no início do experimento.

2. Organização e memória

Um outro estudo, envolvendo 60 adultos, também mostrou que é possível aprender dormindo. Dessa vez, os voluntários foram convidados a usar um programa de computador que exigia que uma peça muito pequena fosse encaixada virtualmente em uma estrutura giratória. Um sinal agradável aos ouvidos era emitido, durante alguns segundos, todas as vezes que essas pessoas conseguiam encaixar a peça de forma satisfatória.

Depois de um um tempo de tentativas, os voluntários tiveram que dormir cerca de uma hora e meia. Em seguida, tinha que voltar a executar o tal programa.

O resultado disso, conforme os pesquisadores, não mudou em nada nos primeiros ciclos do experimento, que consistia em jogar e depois dormir de novo. No entanto, quando os voluntários ouviram durante o sono o sinal agradável que o jogo emitia, conseguiram encontrar mais facilmente o encaixe da pecinha quando voltaram ao experimento.

3. Língua estrangeira

Outra coisa que dá para aprender dormindo? Idiomas estrangeiro! Dá para acreditar? E olha que isso foi comprado por um estudo desenvolvido na Alemanha!

Conforme o experimento, voluntários que tinham aulas de holandês à noite e dormiam ouvindo palavras em holandês (que depois eram traduzidas para o alemão) conseguiram melhores resultados em testes depois de apenas uma semana. Isso, claro, em comparação aos que tinham a mesma rotina de aulas, mas dormiam sem ouvir qualquer coisa.

E, para provar que o “pulo do gato” era realmente o ato de dormir e não as palavras repetidas em si, os mesmos pesquisadores testaram uma terceira variação do experimento. Dessa vez, reuniram voluntários que tiveram uma semana de aula de holandês e que passavam o dia, e não a noite, ouvindo palavras em holandês, que eram traduzidas em seguida.

No final das contas, esse terceiro grupo não conseguiu, nem de longe, alcançar os resultados positivos em testes de proficiência do grupo que dormia ouvindo as mesmas palavras.

4. Proteger lembranças específicas

Outro teste que provou ser possível aprender dormindo mostrou também que é possível manter na cabeça algumas lembranças específicas. Para chegar a esse resultado, voluntários foram convidados a participar de um teste em que era precisa associar palavras com ícones.

Caso estivesse correta a associação, os voluntários ouviam um ruído que tivesse a ver com a tal palavra. Por exemplo, a palavra gato + o desenho de um gato + um miado.

Em seguida, as pessoas precisavam dormir por duas horas. Um grupo foi exposto aos ruídos emitidos durante o jogo de associações enquanto dormiam, o outro, não.

Depois do cochilo, as pessoas tinham que preencher uma espécie de relatório em que tinham que indicar os objetos e palavras que fizeram parte do início do experimento. Quem dormiu ouvindo os ruídos conseguiu uma quantidade de acertos muito maior que as pessoas que não ouviram nada durante o sono.

Anotar à mão é melhor para memorizar do que usar o computador, aponta estudo de universidades

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Publicado no Amo Direito

Você costuma fazer suas anotações à mão, no bom e velho caderno, ou prefere usar o notebook ou tablet? Se você usa a segunda opção, é bom repensar a escolha. Um estudo publicado na revista “Psychological Science” indica que tomar notas no papel é melhor para a memorização de conceitos do que digitar.

O levantamento foi feito com alunos de Princeton e UCLA, duas universidades americanas, pelos pesquisadores Daniel Oppenheimer e Pam Mueller. Dois grupos foram colocados para assistir a uma palestra (sobre assuntos que não fossem de conhecimento comum), sendo instruídos a fazer notas da maneira que achassem melhor. Ao primeiro grupo foram dados blocos de anotações, e ao segundo, notebooks.

Após a palestra, os estudantes fizeram um exame com perguntas pontuais sobre assuntos da palestra. O resultado foi significativo: as pessoas que anotaram à mão obtiveram um bom número de acertos nas questões, enquanto as que usaram os notebooks demonstraram uma compreensão consideravelmente menor dos temas abordados.

O estudo indica, também, que os alunos que digitaram suas anotações escreveram mais palavras, no exame, do que os que usaram a caneta, mas que as respostas tinham menos profundidade e conteúdo.

Os pesquisadores apontam que uma explicação possível seja a de que pessoas que anotam à mão costumam prestar mais atenção às informações para selecionar melhor o que será passado para o papel, enquanto as que usam o computador acabam por tentar anotar literalmente tudo o que está sendo dito, sem se ater aos principais tópicos. Os estudiosos indicam que processar o conteúdo e fazer a anotação usando as próprias palavras é essencial para fixar bem o assunto.

Por Ana Lourenço
Fonte: guiadoestudante abril

Lista de leituras da Fuvest 2017 comprova a pobreza do ensino de literatura no Brasil

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De nove livros, somente há um de poesia e nenhum escrito por uma mulher

Caio Tardelli, no Blasting News

Divulgada em março deste ano, a lista de leituras obrigatórias da Fuvest 2017 expõe a pobreza com que o ensino de literatura é tratado no Brasil. Com somente um livro de poesia e sem englobar movimentos relevantes, como Parnasianismo e Simbolismo, a lista tem um total de nove livros de leitura obrigatória aos vestibulandos que pretendem ingressar na Universidade de São Paulo (USP) e na Santa Casa. Eis todos os livros requisitados:

Iracema – José de Alencar
Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis
O Cortiço – Aluísio Azevedo
A Cidade e as Serras – Eça de Queirós
Capitães de Areia – Jorge Amado
Vidas Secas – Graciliano Ramos
Claro Enigma – Carlos Drummond de Andrade
Sagarana – João Guimarães Rosa
Mayombe – Pepetela

O primeiro ponto que salta aos olhos é a irrelevância da poesia na lista. Embora seja inegável a importância de Carlos Drummond de Andrade para o verso contemporâneo brasileiro, o país teve vários poetas considerados relevantes mundialmente, entre eles, Cruz e Sousa e Castro Alves. Não dar espaço à produção poética brasileira para dar absoluta ênfase aos romances empobrece a visão dos estudantes acerca da literatura brasileira e da produção cultural do país. É evidente também que a não inclusão de algum cânone poeta de Língua Portuguesa, como Camões e Fernando Pessoa, beira o inexplicável.

Outra falha essencial na lista é a exclusão absoluta do Simbolismo, Parnasianismo e da literatura colonial. Uma rápida análise das opções da Fuvest nos leva a perceber que “estudos literários” no vestibular resumem-se, basicamente, ao Realismo, Naturalismo e Modernismo, incluindo um relevante (mas controverso) exemplo de Romantismo (José de Alencar). Mais ainda: a temática de todos os livros (com exceção do angolano Mayombe, Eça de Queirós e de Carlos Drummond de Andrade) paira na construção e revelação de identidades e características nacionais. Não há nada sobre Modernismo lírico de Guilherme de Almeida ou sobre a prosa íntima de Clarice Lispector. A literatura no Brasil, como sabemos, não começou com Machado de Assis, terminou com Drummond ou tem como temática exclusiva as definições dos ‘brasis’.

Embora a lista da Fuvest 2018 já apresente a obra de uma autora – Helena Morley, em substituição ao livro de Jorge Amado -, soa-nos curioso o fato de não haver escritoras do nível de Lispector, Cecília Meireles ou Gilka Machado. A popularidade vinda das redes sociais por meio de citações da autora de “A Hora da Estrela”, por exemplo, facilitaria o diálogo do aluno com a obra.

É evidente que, num limite de nove livros, não é possível englobar toda a literatura brasileira e esse objetivo pode ser incluído no estudo geral das letras brasileiras (porém, tal estudo também foca nos modernistas). Mas sabemos que o vestibular, que é a equivocada finalidade do ensino médio, tem uma função importante na divulgação da arte e, com certeza, se houvesse um equilíbrio maior entre os gêneros, movimentos e autores, a cultura no Brasil seria melhor compreendida em sua amplitude e, sem dúvidas, mais valorizada.

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