Uma vida com prioridades

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5 motivos para que entenda por que você não consegue se concentrar nos estudos

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Publicado no Amo Direito

Você tem a sensação de que, por mais que tente, não consegue se concentrar naquilo que está estudando? Esse é um problema que afeta muitos estudantes e que pode ter diversas causas, sejam elas médicas ou não. Confira, a seguir, as principais delas e saiba como melhorá-las:

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1 – Noites mal dormidas
O sono é uma das principais causas da falta de concentração. Pessoas que costumam dormir mal ou poucas horas por noite tendem a ter não só problemas pessoais, mas também físicos e emocionais – o que pode afetar a qualidade dos seus estudos. Tente dormir ao menos 8 horas por noite e veja se você percebe alguma diferença.

2 – Ansiedade
Você costuma se sentir pressionado e tenso? Se sim, é aí que pode estar a causa da sua falta de concentração. Pessoas ansiosas costumam ter bastante dificuldade em manter o foco justamente pela tensão a qual se sentem submetidas. Neste caso, a melhor solução é desabafar com alguém ou procurar um psicólogo.

3 – Empolgação
Querer fazer várias coisas ao mesmo tempo também é prejudicial: quem desempenha várias tarefas simultaneamente costuma perceber a queda da qualidade em alguma delas. No caso dos estudos, isso é ainda pior, já que durante o aprendizado é importante manter-se concentrado apenas no conteúdo que está sendo lido. Portanto, contenha-se na hora de estudar e concentre sua empolgação naquilo que você está estudando.

4 – Má alimentação
Acredite: sua alimentação pode prejudicar – e muito – a sua concentração. É importante que você mantenha uma alimentação balanceada e consuma alimentos de diversos grupos, como carboidratos e proteínas, e que evite a ingestão frequente de alimentos gordurosos. Caso você esteja de dieta, tome cuidado: estudos apontam que estudantes que consomem apenas alimentos de baixas calorias têm uma tendência maior à depressão.

5 – Falta de motivação
Não se encaixa a nenhum dos exemplos acima? Talvez o seu problema seja a falta de motivação. Para melhorar esse problema, tente estabelecer objetivos e mantenha em mente o que você deseja atingir no futuro e por que essa etapa de estudos é importante. Pensar no futuro pode ser uma boa forma de melhorar o presente.

Fonte: noticias.universia.com.br

Brasil não atinge quatro de cinco metas pela educação

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Publicado no O Globo.

País avançou na ampliação do gasto e de matrículas, mas aprendizado segue insatisfatório

POR JULIANNA GRANJEIA

No 9º ano, o percentual de alunos com aprendizado adequado em 2013 foi 16,4% em matemática - Paula Giolito / Agência O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/brasil-nao-atinge-quatro-de-cinco-metas-pela-educacao-16630728#ixzz3ev9gsITC  © 1996 - 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

No 9º ano, o percentual de alunos com aprendizado adequado em 2013 foi 16,4% em matemática – Paula Giolito / Agência O Globo
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BRASÍLIA – Das cinco metas estipuladas pelo movimento Todos Pela Educação (TPE), quatro não foram cumpridas pelo Brasil. É o que mostra um relatório da ONG, que será lançado hoje e aponta dificuldades principalmente nos objetivos relacionados à qualidade. O documento mostra alguns dos principais desafios que o país ainda precisa enfrentar na área educacional, como incluir cerca de 2,8 milhões de crianças de 4 a 17 anos na educação básica, garantir aos alunos aprendizado adequado e combater os motivos que fazem com que apenas 54% dos jovens concluam o ensino médio na idade certa.

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Os objetivos são para o ano de 2022, mas há metas parciais, monitoradas anualmente. Na primeira, que prevê que toda criança e jovem de 4 a 17 anos esteja na escola, o país está próximo de seu objetivo: o Brasil registrou em 2013 93,6% da população de 4 a 17 anos matriculada na educação básica. A meta para o mesmo ano era de 95,4%.

A meta 2 (“toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos”) não foi avaliada pois os indicadores de 2013 sobre a qualidade da alfabetização das crianças nos primeiros anos do ensino fundamental ainda não foram divulgados. Levantamento de 2012, entretanto, deixou o país bem longe do objetivo.

O TPE também aponta que o Brasil tem dificuldades em cumprir as metas 3 e 4. Em 2013, somente 9,3% dos alunos do 3º ano do ensino médio aprenderam o considerado adequado pelo movimento em matemática, e 27,2% em português, valores abaixo das metas intermediárias definidas pela instituição para o ano, que eram, respectivamente, de 28,3% e 39%.

No 9º ano do educação fundamental, o percentual de alunos com aprendizado adequado em 2013 foi 16,4% em matemática e de 28,7% em língua portuguesa. As metas intermediárias para essa etapa eram de, respectivamente, 37,1% e 42,9%. Já o 5º ano apresentou 39,5% de alunos com aprendizado adequado em matemática, e 45,1% em língua portuguesa. As metas intermediárias eram, respectivamente, de 42,3% e de 47,9%.

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A meta 4 não foi atingida porque pouco mais da metade dos jovens, 54,3%, conseguiu concluir em 2013 a etapa final da educação básica na idade considerada adequada. No ensino fundamental, a conclusão até os 16 anos foi alcançada por 71,7% dos jovens. As metas definidas pelo movimento para 2013 eram de, respectivamente, 63,7% e 84%.

Já a meta 5, que estipula ampliação do investimento em educação e boa gestão dos recursos, foi parcialmente alcançada: em 2013, o investimento público direto na área foi de 5,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Os dados de investimento específico em educação básica, hoje no patamar de 4,7%, mostram uma tendência de crescimento desde 2000, quando era de somente 3,2%. Até 2022, a meta é chegar a 5% nesse setor. No entanto, ainda há dificuldades com execução e gestão do orçamento. Pesquisa que será divulgada hoje mostra que há problemas, por exemplo, na cotação e contratação de fornecedores com utilização dos recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola.

Outra pesquisa inédita, que será divulgada hoje e aponta para avanços no setor, mostra que o acréscimo de um ano no ensino fundamental garantiu maior aprendizado. Estudo promovido pelo TPE indica que de 11% a 14% do incremento observado na proficiência média dos alunos do 5º ano do ensino fundamental na Prova Brasil é atribuível à ampliação de oito para nove anos na duração do ensino fundamental.

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Escola inglesa proíbe o uso de saias: ‘É uma distração para os professores’

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Publicado no G1.

Diretora diz que aula era afetada pelo comprimento ‘impróprio’ dos trajes.
Somente calças sociais serão permitidas para estudantes do sexo feminino.

Comunicado oficial da insituição afirma que os professores gastavam mais tempo chamando a atenção das meninas do que ensinando o conteúdo escolar (Foto: Reprodução)

Comunicado oficial da insituição afirma que os professores gastavam mais tempo chamando a atenção das meninas do que ensinando o conteúdo escolar (Foto: Reprodução)

A partir de setembro, as alunas da Trentham High School, na Inglaterra, não poderão mais usar saias. A decisão foi tomada pela direção da escola, com a justificativa de que meninas de 9, 10 e 11 anos estariam vestindo trajes muito curtos, que tirariam a concentração dos professores em sala de aula.

De acordo com o comunicado oficial divulgado em abril pela instituição de ensino, a equipe docente gastava mais tempo chamando a atenção das meninas do que ensinando o conteúdo escolar. A diretora Rowena Blencowe disse ao site “Daily Mail” que as saias “sequer cobriam os bumbuns das garotas” e que se tornaram um problema há dois anos. Também declarou que, ao sentarem-se e ao subirem as escadas, as alunas causavam momentos constrangedores aos funcionários do sexo masculino.
As novas regras de vestimenta obrigam que as meninas usem calças sociais pretas – jeans, leggings (modelo de ginástica, mais justo), shorts e saias estão proibidos. Caso alguma aluna vá à escola com trajes “inapropriados”, precisará voltar para casa e não poderá assistir às aulas.
No Twitter, a decisão da escola foi criticada por internautas. A inglesa Rebecca Adrienne questionou o argumento da Trentham High School. “Crianças não poderiam ser distração, nunca. É algo ridículo, arcaico”, postou. Outro usuário da rede social, cujo perfil é The Squad Father, também discordou da medida tomada. “Se as saias estão distraindo os professores, o problema está neles. Alguém baniu os celulares da sala de aula? Eles também causam desatenção”.

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Novas regras de vestimenta obrigam que as alunas usem calças sociais pretas (Foto: Reprodução/Twitter)

 

Maioria dos alunos sai do ensino médio sem aprender matemática

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Publicado em UOL

Apenas 2,7% dos estudantes de Roraima terminam o ensino médio dominando o conteúdo de matemática. No Maranhão o percentual é 2,8% e no Amazonas, 2,9%. Esses três estados tiveram o pior resultado no relatório De Olho nas Metas, divulgado hoje (2) pelo movimento Todos Pela Educação. O nível de proficiência em matemática foi medido com base no Sistema de Avaliação da Educação o Básica referentes a 2013, do Ministério da Educação.

De acordo com os dados, o resultado também é baixo na média nacional: 9,3% dos que concluem o ensino médio absorveram o essencial da disciplina. Os estudantes do Distrito Federal tiveram o melhor desempenho com 17% deles demonstrando proficiência na matéria. No Rio Grande do Sul o percentual é 13,8%.

O relatório destaca que nem mesmo os estados com melhor resultado atingiram a meta proposta pelo Todos pela Educação de 28,3% dos estudantes com domínio do conteúdo de matemática. “A cada vinte crianças que ingressam no ensino fundamental, apenas uma está saindo com a aprendizagem adequada em matemática”, enfatiza a coordenadora geral da pesquisa, Alejandra Velasco.

Em português, os resultados foram um pouco melhores, porém também abaixo das metas. O Distrito Federal tem 40,2% dos estudantes concluintes do ensino médio com os conhecimentos essenciais em português. O percentual é maior do que a meta nacional (39%), mas menor do que o objetivo específico (54,7%). Na média de todo o país, o percentual ficou em 27,2%. Os piores resultados foram registrados no Maranhão (12,2%) e em Alagoas (12,6%).

Para contornar essa situação, Alejandra defende uma atenção específica ao ensino médio. “Só corrigindo o percurso todo é que se corrigirá essa estatística. Isso é o produto de toda a escolaridade desse aluno. Então, a gente precisa falar e ter soluções específicas para os anos finais do ensino fundamental, que é uma etapa esquecida das políticas públicas”, ressaltou após a apresentação dos dados.

Para Alejandra, a matemática é uma disciplina especialmente difícil de se apresentar aos estudantes. “Com matemática há uma dificuldade maior de não apenas apresentar os conteúdos, mas relacionar esses conteúdos com o cotidiano do aluno”, destacou. Por esse motivo, ela enfatizou a importância da capacitação dos educadores. “Não é apenas o domínio dos conhecimentos específicos de matemática . Mas é também o domínio de diferentes técnicas e formas de se ensinar esses conhecimentos. Ter um repertório para quando uma estratégia não funciona com determinados alunos, empregar outra”, acrescentou.

Fies tem novas regras oficializadas pelo MEC no Diário Oficial da União

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Mudanças só valerão para os próximos contratos.
Portaria foi publicada na edição desta terça do DOU.

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Publicado no G1

O Ministério da Educação (MEC) publicou na edição desta sexta-feira (3) do “Diário Oficial da União” uma portaria que oficializa as novas regras para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no segundo semestre de 2015 anunciadas pelo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro.

De acordo com a publicação, os cursos com notas 5 e 4 terão mais vagas ofertadas. A portaria indica também que haverá prioridade para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste (excluindo Distrito Federal) e em carreiras como engenharia, áreas da saúde e formação de professores.

A segunda edição do programa já havia sido anunciada em 8 de junho pelo ministro. Agora, o programa de financiamento terá juros de 6,5% e novo teto de renda familar para participar do programa.

Veja abaixo as principais mudanças no Fies:

TAXA DE JUROS
COMO SERÁ: 6,5% ao ano
ANTERIOR: Antes, até outubro de 2006, eram de 9%. Depois, até agosto de 2009, passou a ficar entre 3,5% e 6,5%. Desde março de 2010 os juros são de 3,4% ano ano.

JUSTIFICATIVA: Ministérios dizem que buscam “fortalecer a sustentabilidade do programa, para que, no médio prazo, novos alunos sejam financiados pelos formados”. Outra razão é corrigir distorção com o mercado de crédito.

TETO DA RENDA FAMILIAR
COMO SERÁ: Limite é a renda per capita de 2,5 salários mínimos.
ANTERIOR: Renda familiar bruta de 20 salários mínimos.

JUSTIFICATIVA: “O Fies é para os estudantes que são mais pobres e precisam de financiamento. Não é mais (a família com renda de) até R$ 15 mil que tem direito ao Fies, são valores mais baixos, mas que ainda atingem muitas pessoas”, afirmou o ministro da Educação. O governo diz que 90% das famílias brasileiras estão no novo limite de renda.

PRIORIDADES PARA CURSOS DE TRÊS ÁREAS

COMO SERÁ: As áreas de engenharias, formação de professores (licenciaturas, pedagogia ou normal superior) e saúde serão prioritárias.
ANTERIOR: Não havia definição de critério.

JUSTIFICATIVA: Cursos são considerados estratégicos para o desenvolvimento do país ou para atendimento de demandas sociais. Alunos de outros cursos continuarão a ser atendidos.

CURSOS COM NOTAS ALTAS TERÃO PRIORIDADE
COMO SERÁ: Foco serão os cursos com notas 5 e 4 no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES).
ANTERIOR: MEC exigia avaliação positiva no Sinaes. No primeiro semestre, passou a adotar o critério e cursos com nota 4 ou 5 somaram 52% dos financiamentos.

JUSTIFICATIVA: Ministério diz que cursos com nota três no Sinaes ainda serão financiados, mas em patamares menores do que os das áreas consideradas prioritárias.

PRIORIDADE PARA TRÊS REGIÕES DO BRASIL
COMO SERÁ: Será priorizado o atendimento de alunos matriculados em cursos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste (excluindo Distrito Federal).
ANTERIOR: Não havia recorte de prioridade para regiões ou estados. E 60% dos contratos eram com estudantes de estados do Sul, do Sudeste ou Distrito Federal.

JUSTIFICATIVA: Ministério diz que decisão se soma a “outras várias políticas sociais federais que buscam corrigir as desigualdades regionais”. Alunos de outros estados continuarão a ser atendidos, mas em patamares menores do que os das áreas consideradas prioritárias.

VALIDADADE DAS MUDANÇAS
COMO SERÁ: Mudanças só valerão para os próximos contratos.

JUSTIFICATIVA: “Você não pode mudar um contrato por vontade unilateral. O governo firmou um contrato com milhões de estudantes com determinadas regras e essas regras serão mantidas e respeitadas”, disse o ministro Renato Janine Ribeiro.

NOTAS MÍNIMAS NO ENEM
COMO SERÁ: Alunos precisam de 450 pontos na média do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) e nota diferente de zero na redação.
ANTERIOR: A mudança passou a valer para contratos firmados neste ano. Antes, só era preciso ter prestado o exame.

JUSTIFICATIVA: A iniciativa busca aumentar o nível dos profissionais formados com apoio do financiamento público, de acordo com o governo.

UNIVERSIDADES DARÃO DESCONTO EM MENSALIDADES
COMO SERÁ: Instituições participantes vão oferecer um desconto de 5% sobre a mensalidade para os estudantes com contrato do Fies.
ANTERIOR: Estudante pagava a mensalidade mais barata cobrada na instituição pelo curso.

JUSTIFICATIVA: “O governo é um grande comprador de cursos pelo Fies. Ao ser um grande comprador ele deve se beneficiar de descontos que são dados de modo geral quando você compra em grandes quantidades. Calculando 5%, quer dizer que três mil vagas das 61,5 mil são geradas por essa nova economia”, afirmou o ministro.

PRAZO PARA PAGAMENTO
COMO SERÁ: Três vezes a duração do curso
ANTERIOR: Até 2010, era de duas vezes a duração.

Crescimento do Fies
A reformulação do Fies em 2015 ocorreu depois de o programa crescer de forma exponencial nos últimos anos. Ao mesmo tempo, o MEC precisou fazer ajustes no orçamento diante de cortes do ajuste fiscal.

Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Fies gastou R$ 13,7 bilhões em 2014.

Entre fevereiro e agosto do ano passado, o governo federal publicou três medidas provisórias para abrir crédito extraordinário para o Fies, que passou a atender também a alunos de mestrado, doutorado e cursos técnicos.

Para conter gastos, o MEC decidiu limitar o prazo para pedido de novos contratos (antes, era possível entrar com a solicitação em qualquer momento do semestre letivo), vincular a aceitação do pedido de financiamento a cursos com notas mais altas nos indicadores de qualidade, privilegiar instituições de ensino fora dos grandes centros e exigir que os estudantes interessados em contratos de financiamento do governo tivessem média de pelo menos 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

As novas restrições no programa, porém, se depararam com a crescente demanda dos estudantes e o resultado foi um período de instabilidade nos sistema, devido à grande procura por novos contratos, e o esgotamento da verba do Fies de todo o ano de 2015 para novos contratos.

O orçamento do Fies para novos contratos durante todo o ano de 2015 era de R$ 2,5 bilhões e, segundo o ministro, essa verba foi gasta inteiramente para atender aos 252.442 novos contratos fechados no prazo do primeiro semestre. Segundo o MEC, 178 mil pessoas tentaram celebrar novos contratos e não conseguiram.

Por isso, a segunda edição do programa para novos contratos ficou indefinida até que o governo federal finalizasse o reajuste orçamentário.

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