Um poema para Bárbara

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Alunos deixam livros em pontos de ônibus para incentivar leitura, em GO

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Projeto é realizado no Conjunto Riviera, em Goiânia, desde início do ano.
População, que pode levar livros gratuitamente, é estimulada a doar itens.

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Publicado no G1

Um projeto desenvolvido por alunos do Colégio Metropolitano, que fica no Conjunto Riviera, em Goiânia, visa promover o hábito pela leitura. Os estudantes deixam livros nos pontos de ônibus e, enquanto esperam pelo transporte, os usuários podem passar o tempo e adquirir cultura. Além disso, a ação incentiva que as pessoas doem os livros que não são mais usados para que outros possam usufruir do conhecimento.

O projeto “Leitura no Ponto” é realizado desde o início deste ano. “Nós vimos a necessidade de influenciar os nossos alunos para a leitura, assim como todas as pessoas do bairro em que a gente mora. Com isso, surgiu a ideia de colocar os materiais nos pontos, quando a população está ociosa. Aí, ela pode se distrair e ao mesmo tempo aprender”, afirmou a professora Iara Dias.

No total, os alunos já arrecadaram cerca de 200 livros, que foram distribuídos pelo bairro. Pelo menos três vezes na semana um grupo sai pelas ruas, acompanhado pelos diretores e professores, para repor e reorganizar as publicações. “Muita gente que não tem condições, então o projeto é um incentivo a leitura”, ressaltou a estudante Luiza Vieira.

O diretor do colégio, Paulo Cesar Arcanjo, diz que a ideia já traz resultados positivos. “O que mais impressiona as pessoas é a liberdade de poder pegar um livro e levar para casa, gratuitamente. Aí, quando a gente chega para repor esse material, as caixas continuam cheias por outros livros que foram doados por elas”, relatou.

O estudante Kelvin Leonardo, que estava em um dos pontos esperando o ônibus, aprovou a iniciativa dos alunos. “Acho interessante, pois é um tempo ocioso, que você não está fazendo nada, e qualquer leitura é bem-vinda”, disse.

Já o aposentado João Gualberto destacou que o projeto ajuda a amenizar o tempo de espera pelo transporte. “Demora, quando perde um [ônibus], tem que esperar pelo outro e, com os livros, fica melhor”, disse.

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Após fugirem do Iraque aos EUA, amigas se encontram na mesma aula

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As refugiadas Muna e Azal, de 21 e 22 anos, foram parar na mesma escola.
Elas cresceram juntas no Iraque, mas as famílias fugiram após a guerra.

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Publicado no G1

Duas jovens iraquianas que eram vizinhas em Bagdá, mas precisaram fugir por causa da guerra, voltaram a se encontrar, por coincidência, no mesmo colégio em Michigan, nos Estados Unidos. Muna Ahmed, de 21 anos, e Azal Saleh, de 22, compartilham de vários episódios de reencontros rápidos e tristeza pela morte de parentes durante a guerra, mas agora também dividem uma carteira na última fileira na aula de inglês para estrangeiros da Academia Covenant House, colégio na cidade de Grand Rapids.

Em entrevista ao site Michigan Live, Muna, que já estudava no colégio, contou que ficou feliz quando foi informada de que outra garota iraquiana entraria para sua turma de inglês, já que poderia deixar de ser a única jovem vestindo jihab na escola americana. Mas a alegria aumentou quando ela descobriu que, por coincidência, sua nova colega era na verdade sua velha vizinha da época de infância.

“Começamos a chorar e nos abraçamos. Eu fiquei muito feliz e grata. Foi meio ‘uau’, um milagre”, disse ela ao jornal local.

A história das duas já tinha se cruzado uma vez desde que ambas as famílias fugiram do Iraque. Em 2010, as duas se reencontraram em Grand Rapids brevemente. Em 2012, porém, a família de Muna precisou retornar ao Iraque, depois que o irmão da mãe dela foi morto em um acidente provocado por um bombardeio.

Na época, as duas não tiveram a chance de se despedir uma da outra.

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Retorno aos EUA
Muna explicou ao jornal que a família passou por momentos muito difíceis com a notícia. “Tínhamos perdidos tantos membros da família. Isso foi muito difícil para todos nós. Minha mãe estava se sentindo tão para baixo que decidimos voltar [para o Iraque] para ficar com a família dela.”

Lá, porém, a garota não podia estudar, e por isso o pai optou pelo retorno aos Estados Unidos.

Azal, por sua vez, passou por problemas pessoais nesse período, em solo americano, e no início precisou ser convencida de que realmente conhecia Muna, porque não a reconheceu de imediato.

Reencontro
A professora da turma, Crystal Rios, explicou ao Michigan Live que esse reencontro aconteceu no meio da sala de aula, e chamou a atenção dos demais estudantes.

“De repente elas estavam falando a língua delas, se abraçando e chorando, e elas explicaram para nós que eram da mesma vila. Todo mundo estava com lágrimas nos olhos e arrepiado. Foi uma história muito tocante sobre como elas foram parar na mesma sala de aula, literalmente uma ao lado da outra.”

Estudante hétero convida aluno gay para ser seu par em baile de formatura

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Jovem fez uma faixa para surpreender o amigo: ‘Você é como um irmão’.
Anthony Martinez organiza bailes e nunca tinha sido chamado para um.

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Publicado no G1

Um convite para o baile de formatura de uma escola do ensino médio de Las Vegas, nos Estados Unidos ganhou grande repercussão nas redes sociais. Um aluno heterossexual convidou seu melhor amigo, que é homossexual, para ser seu par na festa. Para o convite, Jacob Lescenski fez uma faixa com a mensagem a Anthony Martinez: “Você é muito gay e eu sou muito hétero, mas você é como meu irmão. Então, quer ser meu par?”

A ideia de fazer a surpresa surgiu depois de Jacob ler um post no Twitter de Anthony Martinez, que queria um par para o evento. “Eu não quero um namorado. Eu apenas quero uma companhia para o baile. Eu sempre ajudo a planejar os bailes e nunca sou convidado para um”, escreveu Anthony.

Jacob então chamou um outro amigo para ajudá-lo com a surpresa. “Uma noite eu vi Anthony, que é meu melhor amigo, twittando sobre querer um par. Então, eu tive a ideia e chamei o meu amigo Mia para participar comigo e o convidei no dia seguinte. Foi uma surpresa gigante para todos, especialmente para o Anthony”, contou Jacob.

Os dois estudam na Desert Oasis High School.

Para expressar sua gratidão e emoção, Anthony escreveu em outra rede social: “Adivinhem quem foi convidado para o baile de formatura? Por um cara hétero!”, destacou.

“Ele é meu melhor amigo e um homem de verdade, dado o fato de que ele tem coragem de realizar meu sonho de estudante gay que sempre ajuda a planejar os bailes, mas nunca é chamado. Não poderia pedir por uma pessoa melhor na minha vida. Obrigado Jacob e eu mal posso esperar pelo dia 2 de maio [dia do evento]!”

O convite de Jacob se tornou viral nesta semana e muitos internautas elogiaram o adolescente pelo gesto de amizade.

Servidor da UEPB se torna primeiro vigilante com título de doutor na Paraíba

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Conciliando trabalho e estudo, José Itamar enveredou pelos caminhos da cultura popular para realizar o sonho de se tornar o primeiro doutor vigilante da Paraíba, seguindo uma trajetória que não foi fácil e lhe custou sacrifício e muita dedicação

 

Publicado no Portal Correio

Itamar Sales

Itamar Sales

Obstinação, esforço e força de vontade. Foram essas características que moveram o vigilante da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), José Itamar Sales da Silva (46), a concluir o Doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e se tornar o primeiro vigilante com título de doutor na Paraíba. A tese, aprovada com distinção, foi defendida no dia 24 de março, tendo como título “Panela que muito mexe: o Guisado da Cultura Política do Brasil a luz da Literatura de Cordel”.

Conciliando trabalho e estudo, José Itamar enveredou pelos caminhos da cultura popular para realizar o sonho de se tornar o primeiro doutor vigilante da Paraíba, seguindo uma trajetória que não foi fácil e lhe custou sacrifício e muita dedicação.

Quando não estava em atividade na UEPB, ele passava o tempo lendo e aprofundando as pesquisas. Foi na biblioteca Átila Almeida que ele passou a maior parte do tempo nas leituras que lhes ajudaram a escrever a tese, concebida dentro de um universo de encantamento e raridades em pleno interior nordestino, que se destaca por dispor do maior acervo de cordel da América Latina.

Há 24 anos como servidor técnico administrativo da Universidade Estadual da Paraíba, Itamar se graduou em História pela UFCG, fez Especialização e Mestrado pela UEPB, instituição da qual sente grande orgulho, e destaca que a política de capacitação profissional executada pela Instituição foi fundamental para a realização do seu sonho.

Nas duas pós-graduações que fez na UEPB, Itamar manteve a sua linha de pesquisa, enveredando pelo universo da cultura popular, especialmente, pela literatura de cordel. A Especialização “Gestão Estratégica de Pessoa no Serviço Público” foi realizada em 2010 e serviu de motivação para o vigilante investir na formação continuada. Posteriormente, ele conseguiu a aprovação no Mestrado em Literatura e Interculturalidade. Defendeu a dissertação “A representação da sogra na obra do poeta Leandro Gomes de Barros”, que resultou em um livro publicado pela Editora Universitária da UEPB.

Itamar já trabalhou como vigilante em vários setores da Universidade. Atualmente, ele faz a vigilância noturna do Centro de Integração Acadêmica. Como caçador de sonhos, ele agora tem como meta se tornar professor da Instituição onde já trabalha há mais de duas décadas.

Grupo de Joinville leva livros a 5 mil crianças do Sertão e da África

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Omunga é uma empresa criada há dois anos sem fins lucrativos mas com objetivos sociais

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Publicado em A notícia

Um solo árido de sertão regado de ideias começou a render frutos em duas cidades do Piauí. As vizinhas Betânia e Curral Novo ganharam mais de 4 mil livros que fazem a estrutura de bibliotecas construídas com recursos “de grife”. As cartilhas didáticas fornecidas pelo governo federal deram lugar às fábulas quando o projeto “Escolas do Sertão” chegou a locais onde só se entrava de jegue ou de motocicleta. A leitura de um futuro novo foi possível pela atuação da grife social Omunga, que completa dois anos em abril, com o trabalho “Livros para África”.

 

Com a chegada dos livros as províncias de Boroma, em Moçambique, e Viana, em Angola, serão 5,6 mil crianças beneficiadas pelo projeto da grife social. Um container deve aportar com livros e computadores em solo africano nos próximos meses, de acordo com Roberto Pascoal, que fundou a Omunga para ser uma empresa sem fins lucrativos e com objetivos sociais. Ele e uma equipe de voluntários criam produtos para vender e subsidiar os projetos. O carro chefe são as camisetas.

Nem só de estampas brotam os livros. Muitas empresas e até a prefeitura das cidades beneficiadas contribuem para a abertura das bibliotecas. Pascoal teve a ideia em um período sabático de quatro anos que passou na África. Hoje ele é o responsável por elaborar os planos de viabilidade. Vai aos locais que podem receber a Omunga e avalia se a comunidade tem engajamento para continuar o projeto.

— Cada lugar tem uma característica. Justamente por isso a gente se empenha tanto no diagnóstico — esclarece ele, que atravessa ainda a parte inicial e de testes dos primeiros trabalhos da Omunga.

Ao lado de Roberto existem profissionais com mais de 30 anos de carreira. É o caso da bibliotecária Maria da Luz. Os livros passam pelas mãos s experiência dela, que tem selecionado exemplares infantis, infanto-juvenis e algumas unidades voltadas a adultos. Além de oferecer tudo o que uma biblioteca tem por dentro, o projeto capacita professores a colocar a literatura dentro do plano de ensino. É preciso trabalhar na formação de leitores.

— Sem leitores não tem sentido — constata Maria, ao se referir à capacitação que incentiva os professores a contarem histórias para despertar o interesse das crianças.

São imaginações do 1º ao 9º ano que recebem o incentivo extra para a leitura. Lá na única escola do Baixio do Belo, num cantinho de Curral Novo, o livro chegou e não foi de Jegue.

Tudo de esperança

— Olha, seu pascoal, não sei  de onde o senhor vem, se é de igreja ou sei lá. Eu nunca tinha visto um carro. Eu tenho 35 anos. Acredito a partir de hoje que o meu filho não terá um futuro tão miserável quanto o meu — foi assim que o fundador da Omunga repetiu as palavras de um pai piauiense.

Nas terras do serão, criança quer ser zeladora de escola para escapar da lavoura. Quando a imaginação voa alto, tem menina e menino que deseja dar aula.

— Ser professor é como ser presidente — compara Pascoal.

É para as regiões de extrema vulnerabilidade que os olhos de Omunga, que significa unidade no dialeto africano Umbundu, estão voltados. Com os projetos desenvolvidos no Sertão e na África, os voluntários querem chegar a 450 professores. Jorlândia Maria Vieira da Silva é uma delas. Apesar de não ter nenhuma turma na escola do Baixio, ela já esteve por lá para algumas aulas.

— Lá não tem nada, nada, nada. Sabe o que é nada. Só a escola  — conta Jorlândia ao apontar mudanças — Não tinha nada de atrativo, de conhecer, de esperança para a comunidade.

Até a chegada do projeto da Omunga, as crianças mal sabiam a história da Chapeuzinho Vermelho ou do Sítio do Pica Pau Amarelo. A professora conta que hoje eles têm a “perspectiva de uma nova vida”. Do nada que era o baixio cresce um tudo de esperança entre pessoas que pensam, nas palavras da mestre piauiense, “vou estudar até aqui, porque daqui não tem mais nada pra mim”. Assim como as crianças, Jordânia também percebe algo nela mudou:

— Na capacitação a gente aprendeu a ser transformador dentro da realidade que a gente vive. Não de uma forma mágica, mas do jeito que a gente é.

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