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Planejamento de estudos: veja, estudar bem não quer dizer que você deve estudar muito

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Publicado no Amo Direito

Atualmente o que mais vemos hoje em dia é o problema das pessoas não conseguirem estudar tudo que deveriam pelo fato do assunto da prova ser extremamente grande e por muitas das vezes chato. Entretanto, esse problema pode ser facilmente resolvido através de um bom planejamento de estudos. Vou passar o meu e espero que seja útil para você e para seu desenvolvimento a partir de agora.

Estudar horas a fio prejudica mais do que ajuda
Quem nunca chegou em uma situação na qual tinha que deixar pra estudar absolutamente tudo em cima da hora, por ter acumulado o que poderia ter sido estudado durante os meses antecedentes à prova? E o pior, esses estudos arrasadores pouco nos ajudam, só aumentam nossa ansiedade e o medo de sair mal na bendita prova.

Os fatores para se acumular assuntos são diversos, nem sempre quem faz isso é por falta de responsabilidade. No curso de direito, principalmente nas turmas de direito noturno, a maioria dos estudantes trabalham e por conta disso não possuem tempo para estudar como deveria. A dica é: Leia resumos, não caia na besteira de pegar a doutrina bem no dia da prova. A internet está cheia de resumos muito bons, com certeza você vai entender e fazer bem sua prova, ou seja, doutrina no dia da prova NÃO!

Memória fotográfica? Abuse dos mapas mentais!
Muitas pessoas possuem uma memória fotográfica excelente. Essas pessoas aprendem mais um assunto vendo um esquema dele do que ter lido 100 páginas. Se você tem desse estilo pesquise na internet sites que produzem mapas mentais sobre seu assunto e seja feliz! Você vai gostar muito, afinal essa é sua forma mais simples de aprender. É claro que nenhum mapa substitui uma boa doutrina, mas na hora do desespero a melhor coisa a se fazer é estudar tudo resumido.

Isso serve tanto pra quem acumulou o assunto quanto para quem anda com seus estudos em dia. Nesse último caso, é muito bom fazer uso desses mapas na questão de fixar o assunto que você está estudando, até porque você não perderá muito tempo lendo ele, afinal o seu tempo maior será estudando doutrina.

Quantas horas estudar por dia?
Não adianta eu dizer quantas horas você deve estudar, isso é muito relativo e depende de diversas variantes. A disponibilidade de tempo é o maior problema para o estudante de direito, principalmente quando você participa de grupos de estudos, estágios ou até mesmo já exerce algum trabalho e concilia ele com seus estudos.

Não fique com a consciência pesada pelo fato de não ter o dia todo para estudar. lembre-se que qualidade é infinitamente mais importante do que quantidade. Se preocupe em valorizar o tempinho que você tem, estude com foco, se livre das distrações pelo menos nessa hora. É muito melhor você estudar uma ou duas horas focado do que 4 horas sem prestar atenção no que está estudando pelo fato de se distrair com tudo que passa pela frente (Pc, celular, amigos, familiares etc).

Como planejar adequadamente
Se tiver tempo, é a melhor coisa a se fazer. Se você tiver tempo, faça resumos das aulas que seus professores passaram ou até mesmo leia elas e parta para sua doutrina. Depois disso, resuma o que você leu para que não seja necessário você voltar à doutrina novamente para ler a mesma coisa, isso é muito bom para economizar nosso precioso tempinho.

Porém, tem gente que consegue estudar somente pelo caderno com as anotações que são feitas em aula. Se você for assim, é interessante fazer uso de mapas mentais e de doutrina (Se tiver tempo) apenas para ver o assunto de cima em seu conteúdo. Assim, você dominará o assunto muito bem!

O que eu faço
Depende da situação. Se eu estiver acompanhando o assunto certinho, eu leio a doutrina assim que chego em casa mesmo cansado, às vezes não dá mas faço assim sempre que posso. Depois, assisto uma vídeo aula sobre o assunto do dia no youtube, e o melhor de tudo é que isso é de graça! Os melhores são o saber direito e o prova final

Se eu não tiver estudado certinho a disciplina, eu faço uso de apostilas resumidas para pelo menos ter uma noção básica do assunto e decoro pequenos conceitos importantes sobre a disciplina para não zerar na prova. Quando dá eu vejo uns mapas mentais, mas não faço isso sempre e faço resumos do que os professores falam em sala de aula. Eu prefiro ler doutrina mesmo, só recorro aos mapas quando não tem mais jeito, rs. Independentemente de estar ou não com o assunto eu vejo os vídeos! São os melhores professores do Brasil e duram no máximo uma hora, show de bola.

Conclusão
Muitas vezes não conseguimos fazer um bom planejamento de estudos por vários motivos, mas isso não é desculpa para não estudar. Sempre há um jeitinho de você dar uma lidinha no assunto, seja por resumo, anotação, mapa mental ou leitura de doutrina. O mais aconselhável é que nós leiamos todos os dias nem que seja um pouquinho. É com esse trabalho de formiguinha, juntando pedrinha por pedrinha, que um dia iremos conseguir construir nosso castelo!

O que não podemos é deixar de estudar, se o tempo for extremamente curto a internet está para ser usada, cabe a você fazer um bom proveito dela e filtrar os bons conteúdos. Abraços e bons estudos!

Fonte: diariojurista

Escolas substituem dever de casa por tempo de leitura. Funciona?

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Alunos do distrito escolar de Marion: incentivo à leitura. Foto: Marion County School Distric

Alunos do distrito escolar de Marion: incentivo à leitura. Foto: Marion County School Distric

 

Distrito escolar nos Estados Unidos adotou a prática com base em indícios de que a leitura livre é melhor do que as tarefas 

Publicado na Gazeta do Povo [via Washington Post]

Alunos de ensino primário em um distrito escolar da Flórida terão uma bem-vinda – mas controversa – nova política quando retornarem para a escola no ano letivo que começa no próximo mês: nada de lição de casa tradicional.

Eles terão que fazer outra coisa para ajudá-los academicamente: ler por 20 minutos todas as noites.

Heidi Maier, nova superintendente do distrito de escolas públicas do condado de Marion, na Flórida, formado por 42 mil estudantes, disse em uma entrevista que ela tomou a decisão com base em uma pesquisa sólida acerca do que funciona melhor para aumentar o desempenho acadêmico dos alunos.

Isso pode parecer óbvio, mas no mundo da educação, os decisores políticos são notáveis por criar muitas políticas sem saberem e/ou se importarem com as evidências das melhores pesquisas.

A política será aplicada a todos os alunos do primeiro ciclo do ensino fundamental no distrito – cerca de 20 mil – mas não valerá para os demais alunos de ensino fundamental e médio. Maier, uma especialista em leitura que começou a liderar as escolas de Marion em novembro, depois de atuar como professora de licenciatura no College of Central Florida, disse que está baseando sua decisão em uma pesquisa que mostra que lição de casa tradicional nos primeiros anos escolares não melhora o desempenho acadêmico, mas a leitura – e ler em voz alta – sim.

Uma análise muito citada de uma pesquisa sobre o tema, publicada em 2006, constatou que lição de casa no primeiro ciclo do ensino fundamental não contribui para ganhos acadêmicos e tem apenas um efeito moderado para estudantes mais velhos em termos de melhorias de desempenho acadêmico. Apesar da lição de casa ser uma das questões mais controversas na educação básica, não existe nenhum estudo experimental sobre os possíveis efeitos da prática.

Mas especialistas dizem que a pesquisa é clara quanto aos benefícios da leitura diária, com estudantes escolhendo seus próprios livros, lendo em voz alta e escutando um adulto fluente ler para eles.

Maier citou o trabalho de Richard Allington, especialista em aquisição de leitura, que pesquisou e escreveu extensivamente sobre como ensinar os alunos a lerem.

“A qualidade da lição de casa é tão pobre que simplesmente fazer as crianças lerem em substituição a lição de casa, com leituras selecionadas por elas mesmas, é uma alternativa poderosa”, diz Allington. “Talvez alguns tipos de lição de casa possam aumentar os ganhos acadêmicos, mas esse tipo de lição é incomum em escolas dos EUA.”

Maier diz que os estudantes poderiam selecionar o seu próprio material de leitura e teriam ajuda de professores e bibliotecas escolares. Para as crianças que não têm um adulto em casa para ajudá-las a ler – os mesmo alunos que não tinham um adulto em casa para auxiliá-los com lição de casa tradicional – seriam disponibilizados voluntários, audiolivros e outros recursos.

Maier conta que teve um retorno positivo dos pais e professores, muitos dos quais aplaudiram a decisão, mas alguns são céticos. “Nós precisamos deixar a nossa mensagem clara e explicar por que isso é benéfico”, disse, acrescentando que em breve serão realizadas assembleias para os pais.

Lição de casa tem sido uma questão controversa para educadores e famílias por mais de um século. No final do século XIX, um herói da Guerra Civil Americana que se tornou membro do conselho escolar, Francis Walker, acreditava que lição de casa de matemática prejudicava a saúde das crianças e levou o conselho a bani-la como parte de uma febre nacional contra a lição de casa. A Ladies’ Home Journal, uma revista do período voltada para mulheres, chamou a lição de casa de algo “bárbaro” e muitos educadores disseram que essas tarefas causariam condições nervosas e doenças cardíacas em crianças, que se beneficiariam mais em brincar ao ar livre.

A lição de casa, é claro, passou a ter importância na educação – com crianças de 3 e 4 anos agora participando – e, hoje, defensores dizem que ajuda a fixar informações na memória das crianças e as ensina a estabelecer uma rotina.

O distrito de Marion se juntará a um pequeno grupo de escolas e distritos cujos líderes decidiram trocar a lição de casa tradicional por leitura diária nas primeiras séries. Apesar de não terem resultados definitivos, educadores apontam que as notas em avaliações e outras aprendizagens não foram prejudicadas.

Tradução: Andressa Muniz

Este é o segredo para estudar algo chato com (algum) prazer

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Estudante entediado (Tomwang112/Thinkstock)

Estudante entediado (Tomwang112/Thinkstock)

Como encontrar motivação para explorar um tema difícil ou desinteressante? Veja dicas para vencer a preguiça e descobrir novas paixões acadêmicas

Claudia Gasparini, na Exame

São Paulo — Estudar assuntos desinteressantes é uma obrigação que começa logo nos primeiros anos da formação escolar. O aluno apaixonado por matérias de exatas precisa encontrar motivação para assistir às aulas de história e literatura; já o estudante com típico perfil de humanas não tem outra opção senão mergulhar nos livros de física e matemática para passar de ano.

Isso se repete pelo resto da vida adulta, ainda que você se especialize na profissão que escolheu. Seja ao longo de uma pós-graduação, seja na preparação para um concurso público, por exemplo, sempre será necessário se debruçar sobre temas desvinculados dos seus interesses e aptidões para ter sucesso profissional.

Felizmente, é possível aprender a gostar de uma área do conhecimento que você sempre achou que detestava. O esforço vale a pena: ao expandir os seus temas de interesse, você ampliará os seus horizontes e poderá ir mais longe na carreira.

Esse foi o caso da professora norte-americana Barbara Oakley, autora do livro “Mindshift: Break through obstacles to learning and discover your hidden potential” (em tradução livre, “Mudança de mentalidade: Supere obstáculos para aprender e descobrir o seu potencial oculto), publicado em 2017 pela editora Tarcher-Perigee.

Em artigo para o site da Harvard Business Review, ela conta que detestava as aulas de matemática durante toda a sua vida escolar. Hoje, é professora de engenharia na Oakland University.

“Uma versão mais jovem de mim teria ficado chocada ao descobrir que, no futuro, eu seria professora de engenharia, encantada com números e confortável com o mundo da tecnologia”, escreve Oakley.

Com base em sua própria experiência pessoal e em diversos estudos sobre o assunto, a professora tem um método para aprender a desenvolver inesperadas paixões acadêmicas — ou, pelo menos, ser capaz de estudar algo desinteressante com algum prazer.

Ela propõe 4 passos, que você verá a seguir:

1. Busque um gatilho de motivação

Você morria de tédio na escola durante as aulas de geografia? Sofria para decorar fórmulas de química? Um motivo provável para todo esse sofrimento é que você considerava esses assuntos inúteis. Aí está o segredo para gostar (ou odiar) qualquer tema: o uso que você pode fazer dele na sua vida.

Para descobrir graça em um tema aparentemente desinteressante, o primeiro passo é tentar encontrar um motivo para aprendê-lo. Segundo Oakley, um dos melhores gatilhos de motivação é a busca por uma vida mais feliz e confortável.

Foi o que a fez voltar aos livros da sua tão detestada matemática, aos 26 anos de idade: a possibilidade de conseguir um emprego melhor no Exército, onde até então trabalhava numa função de pouco prestígio.

“Desejar uma mudança faz com que, mentalmente, você compare a sua situação atual (por exemplo, empregado como assistente administrativo) com o lugar em que poderia estar (como um funcionário público de alto gabarito certificado em contabilidade)”, explica ela. Ao serem encarados como chave para um horizonte melhor, até os livros mais tediosos podem parecer atraentes.

2. Drible a dor

Acredite se quiser: estudar aquilo de que você não gosta é literalmente doloroso. Pesquisadores da Universidade de Chicago perceberam que até pensar num assunto que você detesta ativa uma parte do cérebro envolvida com a experiência da dor.

A reação natural do corpo é a fuga. Ao começar a estudar aquele assunto, você ficará muito mais suscetível a distrações e provavelmente começará a adiar a tarefa. Das muitas técnicas para vencer a famosa procrastinação, a favorita de Oakley é a Pomodoro.

Funciona assim: desligue todas as possíveis distrações, como celulares ou computadores, e trabalhe por 25 minutos ininterruptos, contados no relógio. Passado esse tempo, levante e busque uma recompensa para si mesmo, como uma xícara de café ou uma boa música. Volte em seguida para mais 25 minutos de atividade sem pausas, e assim por diante.

Com blocos de estudo altamente produtivos, você tem a chance de finalmente entender aquela matéria que sempre pareceu misteriosa para você. Ao ganhar essa familiaridade com o assunto, você pode descobrir alguma dose prazer ao se aprofundar nele.

3. Tenha paciência consigo mesmo

Certas disciplinas se tornam insuportáveis porque temos dificuldade em aprendê-las. Compreender que é perfeitamente normal não entender algo de primeira ajuda a melhorar a sua relação com o estudo.

Quando era criança, Oakley achava que a sua dificuldade para assimilar um novo conceito matemático era resultado de uma completa inaptidão para os números. Essa certeza a afastou cada vez mais do assunto.

Só depois, quando já estudava para se tornar engenheira, ela percebeu que não precisava compreender todos os conceitos de cálculo instantaneamente. Foi uma epifania: livre da ideia de que não tinha “jeito” para aquele assunto, ela persistiu pacientemente nos estudos e acabou descobrindo seu talento.

4. Quebre o estudo em pedaços

Ao estudar um assunto com o qual tem pouca afinidade, a maioria das pessoas tenta estudar tudo de uma vez, para fazer o tormento passar mais rápido. Não funciona. “Ninguém consegue cantar uma música depois de ouvi-la uma única vez”, diz Oakley.

Segundo a professora, a melhor forma de aprender algo difícil é quebrar o assunto em vários “pedaços”. Imagine-se diante de um exercício aparentemente impossível de química, por exemplo. O conselho de Oakley é tentar resolvê-lo sem olhar a resposta. Não conseguiu? Tente de novo amanhã, e novamente nos dias seguintes, até conseguir.

A prática diária e insistente de uma nova habilidade é essencial para assimilá-la. Não é diferente com aprendizados práticos, como dirigir um carro.

“Cada dia de estudo com foco, seguido por uma boa noite de sono, vai fortalecer novos padrões neurais”, explica ela. Esse trabalho de pavimentação de conhecimentos eventualmente fará você aprender. “E, quanto maior o seu domínio do assunto, mais você vai gostar do que está estudando”, conclui Oakley.

USP perde a majestade, e Unicamp é a melhor universidade da América Latina

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Ranking da Times Higher Education tem 5 universidades brasileiras entre as 10 melhores.

Ana Beatriz Rosa, no HuffpostBrasil

A Universidade de São Paulo (USP) perdeu o posto de melhor universidade da América Latina no último ranking da Times Higher Education, instituto que avalia anualmente as melhores universidades do mundo.

Agora, quem lidera a lista é a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

As outras brasileiras, a Universidade Federal de São Paulo, Universidade Federal do Rio de Janeiro e Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) também aparecem entre as 10 primeiras colocadas.

Phil Baty, editor dos rankings, considerou positiva a competição entre a USP e a Unicamp pelo topo do ranking.

Ele classificou a Universidade de São Paulo como a mais “tradicional” das duas instituições, enquanto a Universidade Estadual de Campinas é a mais conhecida por ser “especializada em pesquisas médicas e científicas”.

O Brasil é o país mais presente na lista da América Latina. São 32 universidades que aparecem no ranking. Além do Brasil, Chile, Colômbia e México também estão entre os países com as 10 melhores universidades.

Outra pesquisa recente da Times Higher Education em parceria com o Centre for Global Higher Education da University College London identificou sete países que devem se tornar referências no ensino superior.

Este novo grupo é chamado de “TACTICS” e é composto por Argentina, Chile e Colômbia.

O Chile está logo atrás do Brasil, com 15 universidades entre as 50 melhores. O país apresenta 11 a mais do que no ranking ano passado.

A Colômbia, por sua vez, possui cinco universidades no ranking. Já Argentina entra na lista pela primeira vez neste ano, conquistando duas classificações na tabela.

Veja a lista das 10 melhores universidades da América Latina:

1ª Posição: Universidade Estadual de Campinas, Brasil.

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2º Posição: Universidade de São Paulo, Brasil.

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3ª Posição: Pontíficia Universidade Católica do Chile.

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4ª Posição: Universidade do Chile.

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5ª Posição: Universidade dos Andes, Colômbia.

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6ª Posição: Instituto de Tecnologia e Ensino Superior de Monterrey, México.

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7ª Posição: Universidade Federal de São Paulo, Brasil.

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8ª Posição: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil.

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9ª Posição: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Brasil.

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10ª Posição: Universidade Nacional Autônoma do México.

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Harry Potter é tema de curso de história na Unicamp para público da terceira idade

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Harry Potter (Foto: Divulgação)

Harry Potter (Foto: Divulgação)

Obra literária da escritora britânica J. K. Rowling é destaque em oficina do programa UniversIDADE, gratuito e aberto a pessoas com mais de 50 anos.

Fernando Evans, no G1

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) oferece, a partir de agosto, um curso de história cujo tema é o clássico literário Harry Potter, da escritora britânica J. K. Rowling. A oficina faz parte do programa UniversIDADE, que desenvolve atividades de extensão gratuita para o público acima dos 50 anos.

Instrutor da oficina, Victor Henrique da Silva Menezes, de 25 anos, conta que foram alunos do curso que ministrou no primeiro semestre deste ano os responsáveis pela incursão no universo de Harry Potter.

“Dei aulas sobre a Roma antiga no cinema, comentando referências históricas nas produções, e alguma vezes usei o Harry Potter como exemplo, para falar da influência na literatura. Para minha surpresa, boa parte da sala conhecia a história e eles sugeriram a obra como tema.”

Aluno do curso de mestrado em história no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, Menezes é fã da série, e acompanha os livros desde os 11 anos de idade. Apesar disso, apronfundou-se nas pesquisas para preparar 17 aulas sobre o tema.

“O Harry Potter é como um fio condutor do curso. Vamos partir da obra, discutir os livros e a história, mas também questões que aparecem ali. Estou desde maio preparando o curso. Tenho lido bastante sobre história contemporânea, da Inglaterra e Europa, livros sobre cultura inglesa. Vamos ler o livro tentando entender o nosso mundo contemporâneo”, explica Menezes.

Para todas as idades

O instrutor lembra que um dos maiores erros de quem não conhece a obra de J. K. Rowling é imaginá-la como literatura infantil. “Há uma ideia de que é um livro para crianças, e não é. Temas importantes são abordados, como o papel da mulher, sexualidade.”

A força dos personagens também é destaque na oficina, que conta com alunos da chamada “melhor idade”.

Sem preconceito

Trabalhar com questões de gênero e sexualidade com um público acima dos 50 anos deixou o instrutor um pouco receoso, mas a reação dos alunos ajudou a quebrar paradigmas e serviu de lição para Menezes.

Para o historiador, a abertura encontrada com o grupo de alunos, com idades entre 51 e 85 anos, serviu para mostrar que o preconceito não tem relação com as visões de diferentes gerações.

“Fiquei um pouco com medo de como seria a reação, e logo na primeira aula do outro curso eles falaram tranquilamente sobre sexualidade, gênero. Às vezes, achamos que determinado público não terá interesse em debater determinado tema. Numa sala de aula, tudo pode ser falado. Esse curso demonstrou bastante isso.”

Entre os temas que Harry Potter levará às salas do UniversIDADE é a homosexualidade. “Nos últimos livros da J. K. Rowling, havia indício que o personagem Dumbledore seria gay. A autora confirmou isso depois. O bacana que isso não precisa ser um rótulo. Ele é importante na história, é o tutor do Harry Potter, e o fato de ser gay não muda nada na história”, comenta.

Entre os personagens de Harry Potter, também haverá destaque para a força da mulher. “É uma característica da autora criar personagens muito fortes, protagonistas”, destaca o instrutor.

Inscrições

O programa UniversIDADE, mantido pela reitoria da Unicamp, oferece cursos de extensão em quatro diferentes áreas para o público que tem acima de 50 anos. “O programa tem um caráter social e é aberto a toda a comunidade da universidade e moradores de Campinas e região”, destaca Katia Stancato, coordenadora do UniversIDADE.

As oficinas estão separadas em quatros áreas: Arte e Cultura, Esportes e Lazer, Saúde física e mental, e Sociocultural e Geração de renda. As inscrições podem ser feitas no site do programa, e funcionarão em duas etapas:

Dias 24 e 25 de julho – Inscrições nas oficinas para os alunos inscritos no programa
Dias 26, 27 e 28 de julho – Inscrições de novos alunos

O curso “Harry Potter: História, Cultura e Relações de Gênero no Mundo Mágico de J. K. Rowling” começa no dia 15 de agosto e vai até 5 de dezembro, com aulas às terças, das 14h às 17h.

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