Lavvi

escritores

Editora Rocco lança “Vidas Muito Boas”, de J.K. Rowling em outubro

0

Graziele Fontes, no Cabana do Leitor

A autora da saga Harry Potter, O Chamado do Cuco, Morte Súbita e muitos outros, J.K. Rowling, nossa eterna rainha, vai lançar seu novo livro Vidas Muito Boas em outubro e que conta a vida de Rownling até se tornar a escritora mais rica e influente do mundo.

Vidas-muito-boas_1

“Como podemos aproveitar o fracasso?” “Como podemos usar nossa imaginação para melhorar a nós e os outros?”. J.K. Rowling responde essas e outras perguntas em Vidas muito boas, versão em livro do famoso discurso de paraninfa da autora da série Harry Potter na Universidade de Harvard, que a Rocco manda para as livrarias no dia 7 de outubro, com pré-venda a partir de 11 de setembro. A partir de suas próprias experiências como universitária e de sua trajetória até se transformar numa escritora mundialmente famosa, Rowling escreve sobre dificuldades, fracasso e inspiração de forma sincera e tocante. Um texto cheio de valor para os fãs da autora e surpreendente para todos que buscam palavras inspiradoras. O livro traz ilustrações de Joel Holland.

J.K. Rownling é a escritora mais rica do mundo, segundo levantamento recente da revista Forbes, J.K. Rowling já vendeu mais de 450 milhões de exemplares da saga Harry Potter, traduzida para 79 línguas. Ela também escreveu três livros complementares à série do bruxinho – Quadribol através dos tempos, Animais fantásticos e onde habitam e Os contos de Beedle, o Bardo – e colaborou com Jack Thorne e John Tiffany em uma peça original para o teatro, Harry Potter e a criança amaldiçoada – Partes Um e Dois, transformada em livro de sucesso. J.K. Rowling fez sua estreia como roteirista de cinema com o filme Animais fantásticos e onde habitam, prequel de Harry Potter que marca o início de uma série de cinco filmes cujos roteiros serão escritos pela autora.

Lista: Os 10 escritores mais ricos de todo o mundo

1
 A fortuna da britânica autora de ''Harry Potter'' supera US$ 1 bilhão


A fortuna da britânica autora de ”Harry Potter” supera US$ 1 bilhão

 

O segundo lugar é ocupado por um brasileiro, considerado um fenômeno do século 20.

Aqui você confere a lista dos mais ricos e muito amados autores de livros, em um mundo onde o cinema, como no caso de ‘’#Harry Potter’’, e as séries de televisão acabam por divulgar bastante essas obras, que costumam marcar gerações. Confira abaixo:

Edimarcio Augusto Monteiro, no Blasting News

1 – J. K. Rowling (US$ 1 bilhão)

A britânica, de 52 anos, é especialmente conhecida por ser autora da série de fantasia infanto-juvenil “Harry Potter”, uma das franquias de maior sucesso do cinema e a de maior sucesso na #Literatura, vendendo mais de 400 milhões de cópias em todo o mundo.

2 – Paulo Coelho (US$ 500 milhões)

Atualmente com 70 anos, é o único brasileiro da lista.

Notório por escrever “O Alquimista”, o livro brasileiro mais vendido na história, é considerado um fenômeno literário do século passado.

3 – Stephen King (US$ 400 milhões)

O norte-americano, com 69 anos, é um dos mais notáveis escritores de horror e ficção. O conjunto da obra já vendeu quase 400 milhões de cópias, mas também escreve sobre outros temas, como fica claro no seu livro “À Espera de Um Milagre”. Atualmente, dois filmes baseados em sua obra estão em cartaz “IT – A Coisa” e “A Torre Negra”.

4 – James Patterson (US$ 390 milhões)

Também nascido nos Estados Unidos, fez sua fama escrevendo romances policiais com elementos de suspense, tendo como personagem mais famoso Alex Cross, um psicólogo forense.

5 – Danielle Steel (US$ 375 milhões)

Atualmente com 70 anos, é muito conhecida por dramas românticos e o seu total de livros vendidos atinge 600 milhões de cópias em todo o mundo.

Detém uma incrível marca: passou incríveis 39 semanas consecutiva nas lista dos mais vendidos do jornal New York Times. Além disso, 22 obras suas já foram adaptadas para o cinema.

6 – Nora Roberts (US$ 340 milhões)

Já alcançou a marca de 200 títulos, sendo a primeira mulher a entrar no “Hall da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos”. Se a marca de Danielle Steel de 39 semanas foi boa, Nora já conseguiu manter seus títulos incríveis 861 semanas nessa lista do New York Times.

7 – Tom Clancy (US$ 300 milhões)

Mistura ação, ficção científica, aventura militar e vários outros ingredientes em sua obra. Infelizmente, faleceu em 2013. Entre suas paixões estavam os carros e relógios Rolex, além de games. Inclusive, sua marca foi licenciada para vários jogos eletrônicos.

8 – John Grisham (US$ 200 milhões)

Era advogado e escrevia no tempo livre, mas após 300 milhões de cópias vendidas, ele vive longe dos tribunais em uma mansão localizada em uma fazenda do Mississipi (EUA). Mas sua paixão jurídica pode ser conferida em seus livros que giram em torno das figuras que fazem do Direito sua profissão.

9 – Jackie Collins (US$ 180 milhões)

De nacionalidade inglesa, ela fazia romances picantes muito antes de “50 Tons de Cinza”, e já teve livros banidos pelo “conteúdo erótico”. Adora visitar países exóticos e já vendeu 500 milhões de livros.

10 – Dean Koontz (US$ 145 milhões)

Era assistente social e professor de inglês. Seu sonho sempre foi ser escritor, mas não tinha tempo para escrever. Foi então que a sua esposa lhe fez uma tentadora proposta, para que pudesse seguir o seu sonho. Ela o sustentaria por cinco anos. Após 450 milhões de exemplares vendidos, o casal permanece junto e ela administra a carreira do esposo.

Especial 70 anos de Stephen King: vida longa ao mestre do terror

0
Stephen King rindo na nossa cara (Foto: divulgação)

Stephen King rindo na nossa cara (Foto: divulgação)

Isabel Costa, no Leituras da Bel

2017 pode ser considerado o ano de Stephen King. O mestre do horror, como é conhecido o norte-americano, está em alta no universo literário e cinematográfico. O filme IT: A Coisa, adaptado do best-seller homônimo do escritor, bateu recordes de bilheteria em poucos dias e impulsionou ainda mais as vendas do livro. Além disso, outra obras também ganharam versões para o cinema e televisão. Com mais de 80 livros publicados e traduzidos para mais de 40 línguas, Stephen King, que completa 70 anos de vida nesta quinta-feira, 21, faz jus ao título que recebe.

“Stephen King é extremamente popular, escreve de uma forma fácil de ler, e tem boas ideias. Não há autor mais lido que ele no gênero terror. Além do mais, suas obras parecem ser fáceis de adaptar para o cinema”, explica Lola Aronovich, professora de Literatura em Língua Inglesa da Universidade Federal do Ceará (UFC).

King começou a escrever ainda na faculdade. O autor estudava na Universidade de Maine, nos Estados Unidos, onde assinava a coluna intitulada King’s Garbage Truck e posteriormente passou a lecionar na Academia Hampden.

Na mesma época, ele já esboçava o seu primeiro romance publicado, Carrie. A história da jovem com poderes psíquicos ganhou vida em 1974. Apesar do baixo valor recebido pela editora Doubleday, que lançou o livro na época, a obra rendeu a King reconhecimento como autor e um ótimo retorno financeiro com os direitos autorais. Logo após Carrie, King deixa de lecionar e passa dedicar-se somente a produção literária e se muda com a família para o Colorado. E foi lá que nasceu The Shining, O Iluminado (1977).

stephen-king-624x416

A obra, aclamada pela adaptação cinematográfica do diretor de Stanley Kubrick, foi a o primeiro grande best-seller de King. Com a história de Jack – um escritor com sérios problemas com a bebida que que fica encarregado de supervisionar o The Stanley Hotel durante o inverno, e é atormentado por fantasmas junto com a família – King tornou-se referência no gênero literário de terror.

“O elemento de terror dentro de maior parte das obras do King apresenta uma característica bastante peculiar. O autor consegue brincar bem com a mistura entre elementos ‘reais’ e a ‘fantasia’. A passagem entre esses campos se faz de forma fluida, o que resulta em uma sensação mais palpável daquilo que seria impossível”, ressalta o psicanalista Túlio Tavares.

Para Lola Aronovich, outro ponto forte de King é a narrativa. Fluída, ela prende o leitor. A professora atribui, principalmente, a este aspecto o sucesso do norte-americano. Desde O Iluminado, King passou a publicar histórias em curto espaços de tempo. “É jeito atraente que prende a atenção o fato de tantos dos seus livros serem adaptados para as telas aumenta muito seu leitorado”, reforça.

O fato é que essa facilidade de acesso às obras de King, só o aproxima ainda mais do seu público. Para Lola, a internet tem ajudado na divulgação e propagação do gênero de terror e que esse ‘boom’ pode trazer ainda mais frutos para a carreira de King. “Talvez o aumento de vendas do gênero terror se deva às redes sociais. Hoje há muitos fóruns para que leitores discutam as obras, e a influência dos fanfics também não pode ser descartada. Ou seja, as pessoas têm a oportunidade de interagir muito mais com as obras que amam do que tinham antes da internet”, finaliza.

Leia entrevista sobre literatura e terror

Túlio Tavares, psicanalista

Leituras da Bel – A partir de um ponto de vista psicológico, quais elementos das obras de King que as fazem ser consideradas como histórias de terror?
Túlio Tavares – O elemento de terror dentro de maior parte das obras do SK apresenta uma característica bastante peculiar. O autor consegue brincar bem com a mistura entre elementos “reais” e a “fantasia”. A passagem entre esses campos se faz de forma fluída, o que resulta em uma sensação mais palpável daquilo que seria impossível. Freud, em seu texto “Além do princípio do prazer”, de 1920, distingue angústia, medo e terror. Angústia se trata de um estado de expectativa de que algo ruim está prestes a acontecer, mesmo que não se saiba do que se trata. Já o medo necessita de um objeto que cause o medo, objeto conhecido que pode se apresentar. O terror se refere à apresentação de um objeto que cause um estado de extremo desconforto de forma inesperada, repentina, de forma que a capacidade de elaboração do sujeito diante desta experiência fica comprometida, podendo causar os mais diversos tipos de reação. SK trabalha muito bem com estas 3 experiências, mas principalmente com a angústia e o terror.

Leituras da Bel – Na sua opinião, porque os livros causam essa sensação? Existe algum tipo de linguagem ou elemento que cause isso?
Túlio Tavares – O autor consegue trabalhar bem com a passagem de elementos reais e a fantasia. Isto traz uma constante sensação de que algo ruim pode acontecer a qualquer momento dentro de suas obras. Um elemento muito utilizado para atingir este efeito diz respeito ao modo como o autor se utiliza de um certo tipo de maldade que está dentro do próprio homem. Isso pode ser observado em livros como A espera de um milagre, onde o grande “monstro” não é um ser com poderes sobrenaturais. Trata-se de um criminoso que, ao longo da história, descobrimos que realizou atos abomináveis de forma fria e que poderia ser alguém que poderia ser parte do convívio do leitor. No livro Sob a redoma também podemos ver como uma situação de isolamento faz com que as leis e os costumes sociais usuais sejam descartados, fazendo que as pessoas que estão confinadas naquele espaço possam realizar atos vistos como terríveis. Outro elemento bastante utilizado pelo autor é o caráter inexplicável de alguns seres e fenômenos. Isto pode ser claramente observado no livro A coisa, cujo próprio nome já indica o elemento mais assustador do antagonista da história. Pennywise é assustador por não ter uma forma definida. Seus objetivos e os limites de seus poderes são desconhecidos, fazendo com que ele seja visto como a representação do próprio mal. Uma coisa, um estranho, cujo caráter ameaçador é reforçado diante daqueles que são alvos de suas ações: simples crianças indefesas. Através da passagem pela humanidade das situações, do caráter estranho e inexplicável de certos eventos, e a sensação de impotência apresentada pelos seus protagonistas, Stephen King acaba por fazer com que a sensação de terror de suas histórias seja algo constante e muito palpável.

Livros indicados por fãs

Isabelle Lima, Designer de Moda
Salém, 1975

Vampiros? Salém é o livro certo! Um escritor volta para a cidade em que viveu durante a sua infância, Jerusalem’s Lot, para escrever sobre uma casa que possui uma fama negativa. Surge na cidade um senhor que vai morar nessa casa, abre uma loja e começa a ocorrer coisas estranhas com os moradores da cidade. É o segundo livro publicado pelo autor e às vezes pode lembrar a história do “Drácula”, porém é bem mais assustadora.

Willian Rocha, Designer Gráfico
It, A Coisa, 1986
Em um dia de chuva, Bill Gago constrói um barquinho de papel para o seu irmão Georgie ir brincar na chuva e, infelizmente vai se encontrar com A Coisa, conhecido como Pennywise e que volta a cada 27 anos. O “clube dos otários” é composto por crianças que já encontraram a Coisa em diferentes feições e vão tentar destrui-lo ainda quando são crianças. Fazem um pacto de que se ela voltar um dia, irão se reunir novamente. A história se intercala quando estão com 40 anos e não lembram muito bem o que aconteceu anteriormente. You’ll float too!

Natasha Lima, universitária
O Iluminado, 1977
Um pai com problemas alcoólicos, uma criança iluminada e uma mãe mais feroz que uma leoa. Personagens reais que poderiam estar do seu lado. O melhor para mim foi usar elementos reais, não um monstro ou demônio. Enquanto lia O Iluminado roia todas as unhas de medo. O melhor da escrita de Stephen King é que você pode ler a qualquer hora do dia, mas sempre vai ter medo de virar a pagina.

Valdir Muniz, Designer Gráfico e ilustrador
Saco de Ossos, 1998
Saco de Ossos foi, com certeza, é um dos livros do King que mais me intrigaram. Nessa história, você já começa com aquele sentimento de “Mas o que é que tá acontecendo aqui?”, sabe? A gente tem mais um escritor com problemas, mas que vai cada vez mais esbarrando no impossível e na própria loucura. Engraçado como os personagens mais improváveis se tornam os mais assustadores nesse livro! Um dos melhores, na minha opinião.

George R.R. Martin completa 69 anos: cinco fatos sobre o autor de Game of Thrones

0

georgev-760x428

Cesar Gaglioni, no Jovem Nerd

Nesta quarta-feira (20), George R.R. Martin completou 69 anos. Ele nasceu em Bayonne, no estado de Nova Jersey, cidade portuária que inspirou sua criatividade quando criança. Formado em jornalismo pela Universidade Northwestern, Martin começou a publicar contos de terror e ficção científica nos anos 70, publicando seu primeiro romance, Dying of the Light, em 1977. O livro mostra a história de um planeta que se afasta da estrela mais próxima e entra numa zona de frio e escuridão que impossibilita a vida.

Em 1985, ele conseguiu seu primeiro emprego como roteirista, no reboot de Além da Imaginação. Nos anos seguintes, Martin trabalhou exclusivamente com televisão, até que em 1991 ele começou a escrever A Game of Thrones, primeiro volume d’As Crônicas de Gelo e Fogo. O livro foi publicado em 1996 e transformou Martin em um sucesso de público e crítica.

Para celebrar a data, listamos cinco fatos sobre o autor:

Ele recusou várias propostas de uma adaptação cinematográfica de GoT

No rastro do sucesso das adaptações de O Senhor dos Anéis, Martin recebeu várias propostas de estúdios interessados em fazer um filme de Game of Thrones. Contudo, o autor não quis vender os direitos de suas obras porque todos os produtores que conversaram com ele queriam fazer um longa focado em Jon Snow ou Daenerys, deixando de lado as dezenas de personagens e subtramas presentes nos livros e tornando a narrativa mais simples.

Ele só autorizou a produção de uma adaptação em 2007, quando a David Benioff e D.B. Weiss entraram em contato e apresentaram a visão que tinham para uma série baseada nos livros. A HBO passou os anos seguintes trabalhando no projeto, que estreou em 2011 e agora se dirige para sua oitava (e última) temporada.

Apesar de ser conhecido por matar seus personagens, Martin é pacifista

Apesar de matar seus personagens de forma bastante cruel, Martin é um pacifista. No começo dos anos 70, ele foi convocado pelo Exército Americano para servir na Guerra do Vietnã, mas recusou o posto* e teve de trabalhar na Fundação de Amparo Legal do Condado de Cook entre 1973 e 1976.

Em diversas entrevistas ao longo de sua carreira, Martin criticou obras que glorificam a guerra e explicou que escreve as batalhas de seus livros de maneira crua para mostrar os horrores desse tipo de confronto.

A guerra revela o melhor e o pior das pessoas. Livros antigos falam sobre a glória da guerra. Os hippies dos anos 70 falavam sobre a feiura da guerra. Eu acho que existe verdade nos dois casos.

(* a Constituição dos EUA permite que civis que se alinham com certas doutrinas religiosas, ideológicas e filosóficas se recusem a servir as Forças Armadas mesmo em situações de guerra. Essas pessoas ganham o título de conscientious objectors e são direcionadas a serviços públicos no país)

Daenerys quase ficou sem seus dragões

Originalmente, Martin não queria que os dragões aparecessem em As Crônicas de Gelo e Fogo. A ideia que ele tinha em mente era de escrever a série usando o mínimo possível de elementos fantásticos. Contudo, a autora Phyllis Eisenstein (que é mencionada na dedicatória do terceiro livro) o convenceu a inserir um pouco de magia nos romances.

Apesar de serem parte da saga, Martin tenta controlar os elementos fantásticos da narrativa o máximo que pode. Segundo ele, se a magia deixa de ser misteriosa, perigosa e pouco entendida, o senso de realismo da trama se perde.

Ele é um mega nerd

Martin tem duas casas na mesma rua. Uma onde ele de fato mora com sua esposa e outra que serve apenas como escritório e depósito de nerdices. Lá ele guarda milhares de quadrinhos e livros, centenas de jogos de tabuleiro, sistemas de RPG, action figures e miniaturas.

George é tão nerd que escreveu uma carta para a Marvel nos anos 60 apontando um furo de roteiro em uma HQ do Quarteto Fantástico.

Martin quase desistiu da carreira de escritor após o fracasso de seu quarto livro

Em 1983, Martin publicou seu quarto livro, o thriller fantástico The Armageddon Rag. Contudo, o romance foi um fracasso comercial, fazendo com que o autor quase desistisse de sua carreira. Nos anos seguintes, ele dedicou todos os seus esforços trabalhando como roteirista de televisão e só voltou para os livros na década de 90 com A Game of Thrones.

Por enquanto, Martin continua trabalhando em Os Ventos do Inverno, sexto livro de As Crônicas de Gelo e Fogo, que continua sem data de publicação.

Livro traz poemas de Bukowski sobre gatos, os animais que ele mais admirava

0

Poeta da sarjeta e da ressaca, Charles Bukowski (1920-1994) via os gatos como seres sábios, caçadores, misteriosos e sobreviventes

Hagamenon Brito, no Correio 24Horas

Animais de estimação preferidos dos escritores (e reis das redes sociais), os gatos têm uma imensa galeria de adoradores letrados. Notáveis de variadas nacionalidades, como Jorge Luis Borges, Jean Cocteau, T.S. Eliot, Guimarães Rosa, Julio Cortázar, Ray Bradbury, Lygia Fagundes Telles, Raymond Chandler, Ernest Hemingway, Ferreira Gullar, Stephen King e Bukowski. E, obviamente, eles inspiraram textos desses fãs especiais.

Nova edição de Sobre Gatos tem imagens do escritor Charles Bukowski com vários dos seus felinos: esse da foto é Manx (Foto: Divulgação)

Nova edição de Sobre Gatos tem imagens do escritor Charles Bukowski com vários dos seus felinos: esse da foto é Manx (Foto: Divulgação)

Poeta da sarjeta e da ressaca, o alemão-americano Charles Bukowski (1920-1994) chegou a ter vários felinos ao mesmo tempo. Espécie de beat honorário, embora jamais tenha se associado à turma de Jack Kerouac, Burroughs e Allen Ginsberg, o Velho Safado via os peludos ronronantes como professores, sábios, caçadores, misteriosos, vagabundos e sobreviventes – como ele próprio.

Em nova edição que inclui várias fotos de Bukowski com seus felinos, o livro Sobre Gatos (L&PM | R$ 29,90 | 139 páginas | tradução de Rodrigo Breunig) reúne poemas e textos em prosa do escritor sobre esses seres sensíveis cujo olhar inquietante parece penetrar as profundezas da alma.

csm_Sobre_gatos_BUK_f50d195e02

Para Abel Debritto, biógrafo do autor, se o personagem Henry Chinaski (protagonista de cinco dos seus livros) era o alterego de Bukowski, os gatos são seu alterego de quatro patas. Ao falar de gatos, o último “maldito” da literatura americana discorria sobre seu assunto predileto: ele mesmo.

“Você tem um gato? Ou gatos? Eles dormem, baby. Eles conseguem dormir vinte horas por dias e são lindões. Sabem que não há motivo algum para grandes exaltações. A próxima refeição. E uma coisinha para matar de vez em quando. Quando estou sendo rasgado pelas forças, simplesmente olho para um ou mais dos meus gatos. Há nove deles. Simplesmente olho para um deles dormindo ou meio-dormindo e relaxo. Escrever também é meu gato. Escrever me permite encarar a coisa. Esfria minha cuca. Por algum tempo, pelo menos. Aí me dá um curto-circuito e preciso fazer tudo de novo”, diz na página 115.

No poema Nossa Turma, Charles Bukowski enternece e diverte com maestria: “Eu queria batizar nossos gatos de/ Ezra, Céline, Turguêniev/ Ernie, Fiódor e Gertrude/ Mas sendo um cara legal/ deixei minha esposa batizá-los e ficou: Ting, Ding, Beeker/ Bhau, Feather e Beauty./ Nem mesmo um Tolstói no maldito lote todo”. Como resistir? Meow!

Go to Top