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Confirmada a presença de Anna Todd na Bienal de São Paulo

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PARTICIPAÇÃO. No dia 5 de agosto, Anna Todd participará de um bate-papo sobre os livros Nothing More e Nothing Less, recém-lançados pela editora Astral Cultural. — DIVULGAÇÃO

 

Publicado em O Diário

Após três anos, Anna Todd volta ao Brasil para participar da 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece de 3 e 12 de agosto de 2018, no Anhembi. No dia 5, a escritora participará de um bate-papo sobre os livros Nothing More e Nothing Less, recém-lançados pela editora Astral Cultural. A autora ainda irá promover a sua nova trilogia The Brightest Stars, também da Astral Cultural e com lançamento previsto da primeira obra para setembro deste ano.

Durante os 10 dias de Bienal do Livro, os visitantes poderão ter contato com autores, em bate-papos e palestras exclusivas. Além de Anna Todd, já estão confirmados: Victoria Aveyard (11/08), autora da série “A Rainha Vermelha”; Soman Chainani (10/08), da série “A escola do bem e do mal”; Yoav Blum (07/08), de “Os criadores de coincidências”; e, Lauren Blakely (05/08), de “Mister O”.

O evento reunirá as principais editoras, livrarias e distribuidoras brasileiras, além de players internacionais. Contará com uma ampla programação cultural, atividades em espaços temáticos exclusivos, e receberá, ainda, importantes autores nacionais e internacionais.

Anna Todd, aclamada pela revista Cosmopolitan como “o maior fenômeno literário de sua geração”, começou sua carreira no Wattpad, plataforma digital de escrita e leitura, na qual atingiu mais de 1,5 bilhão de leituras. A garota que cresceu em uma pequena cidade em Ohio ganhou o mundo com sua série After, best-seller do The New York Times e que já foi traduzido para mais de 30 idiomas e que encanta seus leitores-fãs.

“A maior parte das escolas formam robôs incompetentes”, afirma Shinyashiki

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Com mais de 8 milhões de livros vendidos, Roberto é um dos palestrantes mais requisitados do país

Isabela Borrelli, no Startse

Roberto Shinyashiki é empresário, palestrante, médico psiquiatra e terapeuta, com MBA e doutorado em Administração de Empresas pela FEA/USP. Ele esteve recentemente, junto com a StartSe, nos maiores centros de inovação do mundo atrás de conhecimentos transformadores que podem ser aplicados na Educação.

Com mais de 8 milhões de livros vendidos, Roberto é um dos palestrantes mais requisitados do país. Sua visão sobre a importância das pessoas no processo de transformação de empresas e mercados é única.

Em sua palestra no Edtech Conference, Shinyashiki foi direto ao ponto sobre o que ele acha de educação hoje: “Aquela criança que tem aula [no formato atual] pensa que é um robô e pensa como um robô. Mas ele não tem inteligência artificial no robô! É preciso ler Paulo Freire e Rubens Alves. A maior parte das escolas são formadoras de robôs incompetentes”.

O formato de ensino hoje é muito criticado exatamente por não ter mudado em aproximadamente um ano. E não só por isso, mas também por não respeitar a diversidade, outro ponto levantado pelo palestrante.

“O mundo é diversidade, é alimentar essa diversidade. As pessoas querem determinar o certo, querem criar uma verdade. Parece que não dá para 10, 2, 20 pessoas estarem certas ao mesmo tempo sobre um tema. Não tem uma única forma. Lidamos com grupos de seres humanos”, afirmou o empresário.

3 Livros de Stephen King para quem quer fugir do óbvio

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Flavia Viana, no Mundo Hype

Certa vez ouvi dizer que Stephen King é novela escrita e isso não é mentira, também não é crítica. Ele é um escrito que divide opiniões, mas não há como negar: suas histórias marcaram a literatura e trouxeram novos rumos para o cinema e para a TV também, mesmo com as produções abaixo da média.

O histórico de adaptações de livros do Stephen King não é daqueles repleto de sucessos. Alguns deram certo e outros foram um fracasso completo, bem como na TV. A questão é: é tão difícil adaptar Stephen King? Sua escrita descritiva demais, detalhada demais e às vezes até prolixa, enfadonha muitos dos leitores e, em contra partida, apaixona outra parcela de leitores aficionados pelos universos complexos e cheios de detalhes de Stephen King. Talvez essa minúcia de King atrapalhe a maioria dos roteiristas. Alguns de seus livros adaptados se tornaram clássicos (O Iluminado, Conta Comigo, It, A Espera de Um Milagre e Um Sonho de Liberdade) e o mérito vai para os diretores que arriscaram mudar as narrativas e alterar os padrões de King em suas histórias. O mesmo vale para a TV, algumas tentativas de adaptação foram feitas, mas sem muito sucesso, tais como Under The Dome e The Mist, só para começar.

Agora vamos ao que interessa: Stephen King só escreve suspense, terror, sobrenatural e em livros gigantes? Vez ou outra ele escreve alguma coisa mais leve ou até mesmo com o seu lugar comum no suspense e sobrenatural, mas sem aquela carga pesada como IT por exemplo.

Então se você quer ler livros dele que se distanciam disso ou nem tanto, aqui vão 3 livros dele para você. Os 3 livros a seguir são curtos, dá pra ler rápido e se aprofundar bem nas histórias.

1 – Joyland

O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença grave. O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer, envelhecer e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais. *Sinopse retiradas do Skoob.

2 – As Quatro Estações

Uma coletânea de contos divida nas estações do ano. Em “Primavera eterna – Rita Hayworth e a redenção de Shawshank”, o escritor toma a injusta condenação de um homem à prisão perpétua como ponto de partida para falar sobre o desejo de liberdade. A adaptação para as telas do cinema – com atuações de Tim Robbins e Morgan Freeman – fez grande sucesso sob o título Um sonho de liberdade. Já a perda da inocência é retratada por King em “Verão da corrupção – Aluno inteligente”, que descreve a estranha relação entre um velho torturador nazista e um rapaz de apenas 13 anos de idade fascinado pelo terror do III Reich. A novela chegou às grandes telas como O aprendiz. Na trama seguinte, “Outono da inocência – O corpo”, o autor dá novos contornos ao tema do rito de passagem da juventude para a maturidade, utilizando-se das reações de um grupo de adolescentes confrontados com a morte ao se verem diante de um cadáver. (Desse livro temos 2 filmes: Sonho de Liberdade e Conta Comigo). *Sinopse retiradas do Skoob.

3 – A Hora do Vampiro (Salem)

Ambientado na cidadezinha de Jerusalem’s Lot, na Nova Inglaterra, o romance conta a história de três forasteiros. Ben Mears, um escritor que viveu alguns anos na cidade quando criança e está disposto a acertar contas com o próprio passado; Mark Petrie, um menino obcecado por monstros e filmes de terror; e o Senhor Barlow, uma figura misteriosa que decide abrir uma loja na cidade. Após a chegada desses forasteiros, fatos inexplicáveis vêm perturbar a rotina provinciana de Jerusalem’s Lot: uma criança é encontrada morta; habitantes começam a desaparecer sem deixar vestígios ou sucumbem a uma estranha doença. A morte passa a envolver a pequena cidade com seu toque maléfico e Ben e Mark são obrigados a escolher o único caminho que resta aos sobreviventes da praga: fugir. Mas isso não será tão simples, os destinos de Ben, Mark, Barlow e Jerusalem’s Lot estão agora para sempre interligados. E é chegada a hora do inevitável acerto de contas. (Existem dois filmes que adaptam essa história: A Mansão Marsten de 1979 e outro filme de 2004). *Sinopse retiradas do Skoob.

Com esses livros você conhece várias facetas de Stephen King em livros curtos, como sempre bem escritos e mesmo com suas cargas dramáticas; divertidos.

Confira entrevista com Jeff VanderMeer, autor da saga de ‘Aniquilação’

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História de Jeff VanderMeer deu origem ao filme da Netflix protagonizado por Natalie Portman
(foto: Peter Mountain/Divulgação)

Livro que inspirou o filme Annihilation usa a ficção científica para traçar paralelo entre a relação homem/natureza

 

Adriana Izel, no Correio Braziliense

Desde que foi lançado em março na Netflix, o filme Annihilation (Aniquilação, em português) dividiu opiniões. A obra é inspirada no livro homônimo de Jeff VanderMeer e é o primeiro de uma trilogia. Os livros chegaram este ano ao Brasil pela Editora Intrínseca, que também lançará em breve outro livro do autor, a obra Borne.

Com mudanças consideráveis em relação ao livro, a versão cinematográfica acompanha a bióloga Lena (Natalie Portman) em expedição, composta apenas por mulheres, que visa entender a Área X, local do planeta Terra que está envolto de um brilho onde acontecem coisas inexplicáveis e de onde quase ninguém volta, exceto o marido dela, o sargento Kane (Oscar Isaac). Ele reaparece de forma misteriosa e com um comportamento estranho, e isso motiva a personagem a tentar entender o local.

O autor lamentou algumas alterações da adaptação. “Lamento a perda de algumas coisas. É, até certo ponto, difícil, como criador de algo muito pessoal, não ter controle sobre a representação visual da história”, afirma ao Correio.

(foto: Kyle Cassidy/Divulgação)

Qual foi a sua motivação para escrever Aniquilação, primeiro livro da trilogia Comando sul?
Há algum tempo, eu queria escrever algo na Flórida. Minha primeira tentativa foi sobre uma festa chamada Festival da Lula de Água Doce, que dizia que uma lula de água doce chegou à Flórida em um navio-contêiner vindo do Brasil e, agora, vivia em um lago na Flórida Central. Infelizmente, as pessoas pensaram que era tão real que estavam ligando para a cidade vizinha falando sobre o festival e até um programa sobre a vida selvagem da BBC me procurou querendo filmar sobre a lula. Então, claramente, uma outra forma de abordagem era necessária.

Como você fez isso, então?
A ideia surgiu em um sonho em que eu entrava em uma torre de túneis com palavras vivas na parede. Quando acordei, ficou claro que o que quer que estivesse escrito estaria lá embaixo e eu logo encontraria. De manhã, eu não tinha apenas as palavras escritas na torre do túnel do meu sonho, mas a personagem de uma bióloga em minha mente, a situação inicial e a ideia de uma agência secreta enviando expedições para esse deserto em que coisas estranhas estavam acontecendo. Meio que (a história) se escreveu naquele momento.

Você teve alguma influência no roteiro da versão cinematográfica de Aniquilação?
Não, eu só vi muito, muito tarde. Alex Garland (o diretor do filme) estava nervoso sobre a minha reação, já que é muito diferente. Mas, é claro, um roteiro é apenas parte de um filme. E o filme é, de certa forma, mais diferente nos detalhes do que no roteiro. A textura e certos elementos visuais são muito parecidos com o livro.

O que você achou da adaptação?
Foi difícil assistir no começo, porque eu tinha não só a imagem do set (de filmagem), mas do livro na minha cabeça. Mas, na terceira vez em que vi, eu realmente amei, apesar de lamentar algumas coisas que foram perdidas do livro. Acredito que o último ato é genial e, toda vez que o vejo, percebo as pessoas se contorcendo como marionetes em cordas invisíveis devido ao desconforto físico de ver algo realmente original na tela. A trilha sonora também é genial.

O livro e o filme têm diferenças significativas. O que você acha sobre essas mudanças?

Eu lamento a perda de algumas coisas. É, até certo ponto, difícil, como criador de algo muito pessoal, não ter controle sobre uma representação visual de sua história. Por outro lado, eu sempre tenho visto muitas artes feitas por fãs com base na série e gostado. Em algum nível, eu estava preparado para essa transformação. E também há muitas traduções do livro ou reações da parte de Garland. Um bom exemplo é o urso, que é uma combinação do javali e da criatura que se lamentava no livro. A aldeia de musgo é tirada do livro e a cena lá com Tessa Thompson (que interpreta Jodie Radek) é uma que eu gostaria muito de ter pensado para a saga.

Qual é a maior mensagem que você queria discutir com Aniquilação?
Em parte, a Área X é, para nós, o que somos para os animais: uma força aparentemente inexplicável, que age contra eles por razões ruins ou desconhecidas. Isso é muito importante para a ideia de renegociar a distância entre natureza e cultura. Agora mesmo, em nossa destruição do meio ambiente e nosso inútil assassinato de animais — diretamente ou por meio da derrubada de seu habitat —, estamos nos comportando francamente como se fôssemos insanos. Eu também queria explorar como os seres humanos são muito mais irracionais do que pensamos. Alguém que não consegue algo para o café da manhã pode mudar as principais decisões políticas. Alguém que está tendo um caso com alguém em um departamento do governo pode ter esse mesmo efeito. Em suma, tendemos a descrever o racional com algum mito de que somos lógicos em nosso comportamento, mas ele é retroativo ao que realmente está acontecendo.

Você está trabalhando em alguma sequência para essa história? Quais são seus projetos agora?
Estou trabalhando em um thriller ambiental, Hummingbird Salamander, no qual uma ex-ativista ambiental da Argentina morre e deixa uma chave para uma unidade de armazenamento para o narrador do romance. Na unidade de armazenamento estão corpos taxidermizados de dois animais: um beija-flor e uma salamandra. Eles se tornaram espécies ameaçadas de extinção e, ao explorar o mistério, o narrador mergulha mais sobre o tráfico de vida selvagem, o ecoterrorismo, o bioterrorismo e o fim do mundo.

História do livro Borne
O romance apocalíptico biotecnológico segue a personagem Rachel, uma catadora que coleta organismos geneticamente modificados feitos pela empresa The Company e acaba descobrindo uma criatura em forma de anêmona do mar, que ela batiza de Borne.

HP recria capas de livros de escritoras que publicaram sob pseudônimos masculinos

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Matheus Ferreira, no Geek Publicitário

Infelizmente muitas autoras fizeram história na literatura, mas não puderam publicar suas obras com seus próprios nomes, e acabaram recorrendo a pseudônimos masculinos para serem levadas a sério em suas famílias, pela sociedade e também pelo mercado editorial na época.

A própria J.K. Rowling, escritora da saga best-seller Harry Potter já admitiu ter ocultado o “Joanne” de seu nome para poder ter seu primeiro livro publicado. Segundo os próprios agentes literários, seria melhor esconder do público-alvo de Harry Potter que a história havia sido escrita por uma mulher.

E com o intuito de homenagear e até, de alguma forma, reparar este equívoco histórico, a HP decidiu lançar o projeto Original Writers, que recriou as capas de alguns desses livros com os nomes originais de suas autoras com o intuito de dar uma nova perspectiva para os trabalhos destas mulheres.

Na etapa inicial do projeto foram sete obras de sete escritoras do século 19 e do começo do século 20. Histórias que acabariam se perdendo no tempo agora podem ser contadas como de fato aconteceram. George Sand dá lugar à Amandine Dupin na capa de “Valentine”; Fernán Caballero se revela Cecilia B. Larrea em “La Gaviota”; Raoul de Navery se mostra Eugénie-Caroline Saffray em “A Filha do Bosque”; George Eliot é, na verdade, Mary Ann Evans em “How Lisa Loved the King”; Vernon Lee se torna Violet Paget em “The Spirit of Rome”; sai André Léo e entra Victory L. Béra em “Les Deux Filles de Monsieur Plichon” e, por fim, Pierre de Coulevain aparece como Jeanne Philomène Laperche em “Eve Triumphant”.

 

As obras estão inteiramente disponíveis (capa e páginas internas) para serem lidas, baixadas e impressas gratuitamente na plataforma do projeto. No site também é possível ler breves resumos sobre as trajetórias de vida das autoras, chamando a atenção ao contexto em que os seus livros foram publicados. As obras sem edição em Língua Portuguesa preservam a sua originalidade, sendo mantidas no idioma de suas primeiras edições.

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