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25 livros de grandes títulos, com ensinamentos e histórias que todo universitário deve ler

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Publicado no Amo Direito

Alguns livros são eternizados por seus ensinamentos e histórias. Confira 25 títulos que todo estudante na universidade deve ler.

O hábito de leitura está novamente sendo difundido em meio aos universitários. Além de aumentar vocabulário, mostrar uma realidade diferente ao leitor, melhorar sua escrita e ajudar na compreensão de matérias acadêmicas e do mundo, os livros também se tornaram um meio de interação social. Preparamos uma lista com 25 livros que todo aluno na faculdade deveria ler para abrir um novo mundo de oportunidades. Confira:

1. Liberdade de Jonathan Franzen
O livro fala sobre o triangulo amoroso vivido por três alunos, que se vêem diante da questão: seguir o coração ou a razão? Quando colocados diante da decisão de preservar uma amizade duradoura ou arriscar tudo em nome do amor, os amigos não sabem qual rumo devem seguir. O dilema é enfrentado por muitos jovens, que podem se sentir inspirado pela leitura .

2. Este Lado do Paraíso de F. Scott Fitzgerald

Após sua formatura, o ex-universitário se vê perdido e não sabe exatamente o rumo que sua vida esta tomando, nem o que deve fazer daquele momento em diante. Este conflito também e vivido por ex- alunos de faculdades, que depois de formados não sabem quais trilhas devem seguir.

3. Norwegian Wood de Haruki Murakami
O significado e importância da amizade e amor verdadeiro são os principais temas deste livro emocionante, que ensina a valorizar os bens mais preciosos que temos: as pessoas que estão ao nosso redor e nos apóiam.

4.1984 de George Orwell

Em uma sociedade de grandes e fortes relações de poder, onde o estado tem controle sobre tudo, alguns jovens questionam e enfrentam influentes a fim de expor suas opiniões. Você arriscaria sua liberdade para isso?

5. Crime e Castigo de Fyodor Dostoyevsky
Após matar um penhorista, o jovem Raskolnikov tenta encontrar sua verdadeira essência e busca incessantemente justificar sua atitude e seu lugar na vida. O livro faz refletir sobre os valores que cada um traz dentro de si e mostra que toda ação tem uma reação.

6. Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley
Considerada uma “utopia negativa” pelo próprio autor, o livro narra a história de um mundo futuro, onde a felicidade é valorizada e a individualidade não. Assim, as personagens seguem um padrão de vida e é estabelecido o questionamento: É possível ser feliz sendo como os outros?

7. Cem anos de solidão de Gabriel Garcia Marquez
O livro mostra o quão importante é ter apoio externo para viver uma vida de maneira otimista. Além disso, é possível ver como a solidão é capaz de destruir e dominar tudo ao nosso redor.

8. O Grande Gatsby de F. Scott Fitzgerald
O romance, que acontece durante a primeira Guerra Mundial, mostra como jovens devem acreditar em sua própria capacidade, expondo que eles podem realizar grandes feitos. Além disso, o livro mostra a impossibilidade de refazer algo errado do passado e expõe a importância de amigos verdadeiros.

9. Lolita de Vladamir Nobokov
Compreensão, amor, perdão e sacrifício são algumas das lições passadas pelo livro polêmico, que narra a história do amor proibido entre um homem de meia idade e Lolita, uma ninfeta de 12 anos.

10. Adeus as armas de Ernest Hemingway

O desgaste emocional e físico vivido por jovens rapazes durante a primeira guerra mundial é ainda maior devido ao pouco contato deles com o amor, além da pouca fé no futuro. O romance faz refletir sobre importância do afeto para construção pessoal.

11. As Vinhas da Ira de John Steinbeck

Durante a crise nos Estados Unidos, uma família muda-se para Califórnia a fim de encontrar uma vida melhor. A importância do amor, das amizades, da família e do apoio são destacadas no texto.

12. O Mestre e a Margarida de Mikhail Bulgakov
A trama narra a chegada do diabo a Moscou na década de 20, e trata da luta entre o bem e o mal entro outros temas paradoxos, fazendo refletir como o lado ruim podem ser mais honesto do que a sociedade e regimes políticos.

13. A Cabana do Tio Tom de Harriet Beecher Stowe
Entre elogios e críticas, o romance de Stowe acontece em um período controverso na sociedade norte-americana e, por isso, ensina a compreender valores e princípios da nação estaduniense.

14. O Estrangeiro de Albert Camus
As indiferenças do universo unidas ao livre arbítrio e a intuição podem gerar uma grande mudança na vida dos jovens. A história narra a vida de um assassino que não se sente culpado pelo crime que comete até o momento em que observa os absurdos do mundo que o cerca.

15. A Arte da Felicidade de Dalai Lama
As respostas de Dalai Lama durante entrevistas podem ajudar as pessoas a entenderem o verdadeiro significado do amor e como buscar a felicidade na vida.

16. Fausto de Johann von Goethe
A aposta entre Deus e Mefistófeles pela conquista da alma de Fausto torna-se uma jornada de desafios por sua liberdade. A narrativa mostra a diferença entre mal e o bem, ambos presentes do dia a dia de qualquer universitário – e pessoa – diariamente.

17. Paraíso Perdido de John Milton
Todos sabem a respeito da famosa história de Adão e Eva, que não resistiram as tentações de Lúcifer. Contudo, a história do anjo caído não é conhecida por muitas pessoas. Através do contexto pouco explorado, o livro mostra o bem e o mal, e nos permite ver de uma perspectiva diferente.

18. O Senhor da Moscas de William Golding
Uma ilha caótica sobre o comando de crianças e divisões sociais más estabelecidas é palco para o livro de Golding que enfatiza a importância de ter líder e regras a serem seguidas, a fim de estabelecer uma sociedade controlada.

19. O Sol é Para Todos de Harper Lee
Assim como na vida de quase todos jovens, preconceito, desonestidade, e injustiça andam lado a lado com diversão, aventuras e relacionamentos na vida do protagonista, que através de sua intuição e caridade apoia a todos independentemente de cor de pele, classe social.

20. O Concorrente de Stephen King
Quão longe as pessoas podem e devem ir para ter aquilo que eles querem e precisam? Em uma sociedade caótica e decadente, responder essa pergunta é ainda mais difícil. Essa é uma das reflexões propostas por King em seu livro.

21. Laranja Mecânica de Anthony Burgess
O livro é narrado pelo jovem Alex, que vive em uma sociedade futurista onde a violência é tão grande quanto às agressões do governo totalitário contra ele próprio, um líder de uma gangue de rua.

22. O Mal Estar na Civilização de Sigmund Freud

Os entendimentos culturais e sociais de Freud são motivos suficientes para tornar “O Mal Estar na Civilização” uma leitura obrigatória a todo universitário. O livro permite entender a sociedade em que vivemos atualmente segundo o pensador.

23. O Rio que Saia do Éden de Richard Dawkins
De maneira simples e didática, o biólogo Dawkins esclarece a teoria da evolução, dando uma explicação interessante e bonita sobre a origem e desenvolvimento do mundo em que vivemos.

24. Hamlet de William Shakespeare
“Ser ou não ser?” Eis a questão que perdura desde que o livro de Shakespeare foi lançado e eternizado. Hamlet ajuda a refletir sobre a importância das escolhas e responsabilidades que cada um tem na vida.

25. A Divina Comédia de Dante
Através de uma jornada espiritual, o livro de Dante Alighieri mostra como nossas atitudes refletem em nossas vidas, sendo assim, tudo que fazemos têm consequências e, portanto, um dia pagaremos por nossos pecados.

Fonte: Universia Brasil

Setembro Amarelo | 5 livros que falam sobre o tema: Suicídio

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Esse é um tema delicado, entretanto, não pode deixar de ser discutido, devido a sua enorme importância.

Graziele Fontes, no Cabana do Leitor

Antes de falar sobre os livros que abordam o tema, afinal, não podíamos deixar passar em branco um dos meses mais importantes do ano devido a sua campanha de prevenção ao suicídio. O setembro amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. Ocorre no mês de setembro, desde 2015, por meio de identificação de locais públicos e particulares com a cor amarela e ampla divulgação de informações.

Acho que a maioria das pessoas conhece alguém que tentou se suicidar ou, infelizmente, conseguiu alcançar o objetivo. Falar de suicídio é difícil, pois muitas pessoas não entendem, dizem que quem tenta se suicidar, quer chamar atenção e é frescura. A pessoa quer chamar atenção sim, mas não como a maioria das pessoas pensam, na verdade, a tentativa de suicídio é um pedido de socorro. Aquela pessoa está ali pedindo sua ajuda e, na maioria das vezes, nós lhe damos as costas, até que seja tarde demais.

O sintoma de Suicídio é sério e precisa ser identificado e tratado. A taxa de suicídio de adolescentes com idades entre 10 e 14 anos aumentou 40% nos últimos 10 anos e 33% entre aqueles com idades entre 15 e 19 anos, segundo o Mapa da Violência 2014. Todo dia, 28 brasileiros se suicidam e, para cada morte, há entre 10 e 20 tentativas. Hoje, o número é ainda maior e assustador. Os médicos alertam que é um problema de saúde que não recebe tanta atenção por causa do tabu social.

Aqui, vou falar somente de alguns livros que abordam o tema, mas que são muito importantes para nos alertar sobre os sinais sobre nós mesmos e sobre nossas próprias atitudes.

As vantagens de ser invisível (Stephen Chbosky – Editora Rocco)

Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras – são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.

As vantagens de ser invisível foi adaptado para os cinemas e teve no elenco Emma Watson (Harry Potter e Bela e a Fera), Logan Lerman (Percy Jackson) e Ezra Miller (Animais Fantásticos e Onde Habitam).

Por lugares incríveis (Jennifer Niven – Editora Seguinte)

Dois jovens prestes a escolher a morte despertam um no outro a vontade de viver. Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.

Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.

Os 13 porquês (Jay Asher – Editora Ática)

Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker – uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

Os 13 Porquês teve adaptação e foi produzido pela Netflix, com 13 episódios. A 2ª temporada foi renovada, mas não tem data prevista para o lançamento. A série teve uma repercussão gigantesca e dividiu muitas opiniões. Vale a pena assistir a série, mas é necessário ter a mente tranquila, pois as cenas são fortes e impactantes.

Eu estive aqui (Gayle Forman – Editora Arqueiro)

Quando sua melhor amiga, Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo… Como podia não ter previsto aquilo, como não percebera nenhum sinal?

A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de pessoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Ben McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos.

Porém, sua maior descoberta ocorre quando recebe dos pais de Meg o notebook da melhor amiga. Vasculhando o computador, Cody dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo… e de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida.
Eu estive aqui é Gayle Forman em sua melhor forma, uma história tensa, comovente e redentora que mostra que é possível seguir em frente mesmo diante de uma perda indescritível.

Não conte nosso segredo (Julie Anne Peters – Universo dos Livros)

Com o namorado dos sonhos, o cargo de Presidente do Conselho Estudantil e a chance de ir para uma Universidade de Ivy League, a vida não poderia estar mais perfeita para Holland Jaeger. Ao menos, é o que parece. Até que Ceci Goddard chega na escola e muda tudo. Ceci e Holland têm sentimentos que não conseguem esconder, mas como todos ao redor vão lidar com este novo romance?

Entre intrigas, preconceitos e a não aceitação dos pais, Ceci e Holland lutam para manter-se juntas, mas o amor delas pode não ser tão forte quanto as críticas da sociedade…

Não conte nosso segredo é o primeiro livro da autora Best-seller no New York Times, que promete emocionar leitores de todas as idades e gêneros.

*

Para finalizar este texto, gostaria de pedir para que vocês pesquisem mais sobre o assunto, analisem suas atitudes em relação as pessoas. Eu não estou aqui para julgar ninguém, mas vamos pensar no próximo a partir de agora. A gente não sabe como o nosso colega, amigo, irmão, primo ou quem quer que seja, acordou no dia de hoje. Se bem ou se mal, se algo de ruim já aconteceu no seu dia. Não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você. Não vamos piorar ainda mais o dia de alguém.

EVITE:

Interromper a conversa
Mostrar-se chocado
Colocá-lo numa posição de inferioridade
Fazer comentários invasivos
Encarar o problema como trivial

Vemos, todos os dias, pessoas batalhando para termos um país melhor, para vivermos em um mundo melhor, então, se cada um fizer um pouquinho por dia, podemos sim alcançar este objetivo.

Mais amor, por favor!

7 livros de escritos por mulheres para ler ainda em 2017

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São livros fluídos, deliciosos e íntimos, como só uma mulher sabe fazer.

Daniela Kopsch, no HuffpostBrasil

A cada ano que passa me parece que os meses encurtam. Eu sinto muito informar, mas já estamos em setembro, quase dezembro o que significa que amanhã já é 2018. Sei que você não leu ainda todos os livros que gostaria e daqui a pouco vai começar a se culpar por ter desperdiçado tanto tempo lendo as minhas bobagens. Mas antes que isso aconteça, tenho algumas dicas de leitura que podem me redimir. São livros fluídos, deliciosos e íntimos, como só uma mulher sabe fazer. Foram os meus destaques de 2017. Espero que gostem.

1. Contos completos, Clarice Lispector

Este é um livro para morar na sua mesa de cabeceira e ter com ele um longo relacionamento íntimo. Os contos estão organizados em ordem cronológica, de forma que dá para perceber o desenvolvimento do estilo de Clarice ao longo do tempo. Curiosamente, os meus preferidos são os que ela escreveu ainda muito jovem: Viagem a Petrópolis e Feliz Aniversário.

2. O Conto da Aia, Margaret Atwood

Por que todo mundo está falando sobre o Conto de Aia? Porque a autora é um gênio. É maravilhoso que ela esteja finalmente ganhando destaque nas livrarias depois de ter o livro adaptado para a TV. Outro livro que deve bombar em breve é Alias Grace, que também vai virar série. Em resumo, ler tudo da Margaret Atwood é excelente objetivo de vida.

3. Resta um, Isabela Noronha

Isabela conta a história de uma mãe em busca de sua filha perdida. Acompanhamos o processo do luto-que-não-é-um-luto, a esperança que não morre nunca, tudo aquilo que a gente já sabe que é terrível, mas é ainda pior quando se olha de perto. O livro tem uma força de suspense muito poderosa. Grudei e não larguei mais.

4. Isso também vai passar, Milena Busquets

Este é um livro sobre luto, muito sincero e delicado. O título é a melhor sinopse. Apesar da dor inacreditável de perder a mãe, a personagem está passando o verão na praia, onde a acompanhamos viver um dia depois do outro e outro depois do outro…

5. Vida querida, Alice Munro

“Mestre contemporânea dos contos”, Alice Munro venceu o Nobel de Literatura em 2013. Particularmente, eu fico sempre surpresa com a habilidade dela em contar uma vida inteira dentro de um conto. E se ela não mostra, parece que mostrou, parece que você viu tudo. Vida querida tem uma grande parte autobiográfica, o que a diferencia dos outros livros da autora.

6. Operação impensável, Vanessa Barbara

O livro conta o breve curso de uma história de amor até a sua inevitável derrocada. O estilo levemente profundo e altamente irônico nos livros da Vanessa é o que a torna tão irresistível. Não é à toa que ela foi considerada pela revista Granta como um dos 20 melhores jovens escritores brasileiros. Para ler imediatamente.

7. Dias de abandono, Elena Ferrante

Elena Ferrante dominou o meu ano. Desde janeiro, eu li tudo o que ela escreveu e agora sinto um buraco no meu estômago, tenho fome de mais. Dias de Abandono é um de seus trabalhos mais elogiados e pode ser uma boa porta de entrada no universo da autora. Retrata a dor de uma separação com muita sinceridade, dor e alguma dose de humor. Vale também investir na série napolitana, formada por quatro livros: A amiga genial, História do novo sobrenome, História de quem foge e de quem fica e História da menina perdida. Já são bem mais de sete livros nessa lista. Acho melhor me despedir. Boa leitura!

8 melhores filmes de terror baseados em livros

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Cena de 'Deixa Ela Entrar' (Foto: Reprodução)

Cena de ‘Deixa Ela Entrar’ (Foto: Reprodução)

Oscar Nestarez, na Galileu

Fãs de horror tendem a ser insaciáveis. Mal terminam de ler um livro de que gostaram e já começam a imaginar como seria a adaptação para o cinema, quem interpretaria o(a) protagonista, quem seria encarregado da direção, etc.

E, caso a adaptação já exista, correm aos milhares e milhões para assisti-la, de modo a comparar com a obra literária e a trocar impressões com outros aficionados.

Os tempos atuais são prova disso. A nova adaptação de It, romance de Stephen King, vem quebrando recordes de público — com uma semana de exibição, já virou o filme de horror mais bem-sucedido da história, em termos de bilheteria.

Por isso, elaborei uma lista com sinistro carinho para, quem sabe, assombrar suas noites e madrugadas. E para atenuar a (inevitável) polêmica e queixas dos leitores, informo que a única ordem seguida é a cronológica. Vamos lá:

Adaptações de Drácula
Começo não por uma, mas por várias adaptações. Drácula, de Bram Stoker, talvez seja o mais famoso romance de horror da história, e continua revisitado por cineastas e roteiristas até hoje. Pode fazer as contas: quantas versões (ou apropriações) você já viu?

Agora, embora o (ótimo, a nosso ver) Drácula, de Bram Stoker, de 1992, tenha esse sobrenome literário, a versão considerada mais fiel ao livro ainda é a de 1931, dirigida por Tod Browning. Sim, aquela cujo conde é interpretado pelo lendário Bela Lugosi — vale lembrar que o ator, após falecer, foi enterrado vestindo a capa do vampiro que eternizou.

Há um consenso entre especialistas de que nenhuma outra versão capturou tão bem a atmosfera vertiginosa da obra de Stoker.

Os inocentes, Jack Clayton, 1961
Do Damien de A profecia (1976) até o recente Boa Noite, Mamãe (2016), crianças assombram e são assombradas em páginas e telas há muito tempo. Mas poucas histórias são mais assustadoras do que aquela apresentada por esta adaptação da obra-prima A volta do parafuso, de Henry James.

Qual história? A de uma jovem babá (interpretada pela excelente Deborah Kerr) que vai cuidar de um casal de crianças em uma mansão, após os empregados anteriores terem desaparecido misteriosamente.

A versão de Clayton mantém o clima pesado e labiríntico da narrativa de James. Quanto a nós, espectadores, vemo-nos desamparados entre vivos que se vão, mortos que voltam e, claro, crianças assustadoras.

O Bebê de Rosemary, Roman Polanski, 1968
Um clássico controverso. Baseado na obra homônima do norte-americano Ira Levin, publicada no ano anterior, o filme de Polanski é poderoso por alguns motivos.

Em primeiro lugar, porque transpõe o tom grave da narrativa para a telona; a história da mocinha (Mia Farrow) grávida vai se adensando até beirar o insuportável — com direito a participações muito especiais (de Anton LaVey, fundador da “Igreja de Satã”, em momento culminante da história).

Em segundo lugar, porque a chegada do Anticristo, aqui, é retratada de forma sinuosa e metafórica, que vai além da dicotomia Deus x Diabo; há vínculos implícitos entre influências sobrenaturais e a sanidade da pobre protagonista. Imperdível para quem é fã de horror psicológico.

O Exorcista, William Friedkin, 1973
Hors concours em qualquer lista de cinema de horror — seja ela composta por adaptações ou não. Apresentado como “o filme mais assustador já feito”, O Exorcista de Friedkin foi baseado no livro de mesmo nome escrito por William Peter Blatty (que depois escreveu e dirigiu uma das continuações).

E ambos, livro e filme, mudaram paradigmas na ficção de horror, tanto pelo sucesso de público quanto de crítica. o filme levou dois Oscar, e foi o primeiro do gênero de horror a ser indicado para o prêmio principal, de melhor película: uma verdadeira façanha.

Para completar, a produção é cercada por mistérios. Mencionamos apenas um: durante as filmagens, oito pessoas morreram de formas ainda não muito bem explicadas.

Horror em Amityville, Stuart Rosenberg, 1979
Outro caso de livro e de filme igualmente poderosos. Publicado em 1977 por Jay Anson, Horror em Amityville tornou-se rapidamente um grande sucesso editorial — foram mais de três milhões de cópias vendidas. E dois anos depois, o livro deu origem à adaptação dirigida por Stuart Rosenberg.

O principal motivo dos arrepios é a velha frase “baseado em fatos reais”. No entanto, aqui é para valer. Anson escreveu sua história a partir dos eventos sobrenaturais vividos pela família Lutz, que, em meados de 1975, mudou-se para uma residência que logo se provou maligna. Vale lembrar também que, um ano antes, na mesma casa, ocorrera um assassinato de proporções brutais (está nos jornais da época, caso você queira pesquisar).

O iluminado, Stanley Kubrick, 1980
Mais um habitué de qualquer lista. Aqui na nossa, será o único representante das inúmeras adaptações de Stephen King (por motivos de espaço, deixaremos de fora maravilhas como Carrie, ou mesmo It). Mas um representante peso-pesadíssimo, já que tanto o livro quanto o filme estão entre os favoritos de leitores e espectadores da ficção de horror.

Muito já se falou e se fala sobre a magistral leitura realizada por Kubrick do livro (1977) — e é emblemático o fato de que o diretor praticamente ignorou o roteiro que o próprio King havia escrito. No final, o cineasta partiu da premissa literária, mas tomou algumas liberdades significativas (por exemplo, o descarte do background da família Torrance, importante para o livro; Kubrick não detalha a personalidade ou os problemas familiares de cada um deles). Ainda assim, e mesmo que afastados, filme e livro continuam poderosos.

O Enigma de Outro Mundo, John Carpenter, 1982
É bastante comum, entre aficionados, apontar a influência de H.P. Lovecraft nesta discreta obra-prima de horror e ficção científica. No entanto, o livro em que John Carpenter se baseou é de um autor menos conhecido: o norte-americano John W. Campbell, fundador da revista pulp Astounding Science Fiction and Fact.

A obra em questão é Who goes there?, ainda sem edição por aqui (e que já havia sido adaptada para o cinema em 1951, com o filme The thing from another world, de Christian Nyby). E o filme é fiel ao enredo literário: um grupo de pesquisadores isolados no Ártico descobre uma nave alienígena de milhões de anos atrás.

Liderados por Kurt Russell, os cientistas têm de enfrentar criaturas metamórficas e nada menos que medonhas. Isto graças a efeitos especiais que ainda hoje mantêm sua força.

Hellraiser, Clive Barker, 1987
Caso raro em que o autor do livro e o diretor do filme são a mesma pessoa, não poderia faltar por aqui. Embora hoje muitos considerem a “estética oitentista” um tanto carregada, é inegável o sucesso obtido pela adaptação de Clive Barker para sua própria novela The Hellbound Heart.

Ali despontava aquele que se tornaria um dos maiores vilões de telas e páginas: o sacerdote do inferno Pinhead. E, por mais pesada que talvez seja a mão de Barker, muitos fãs vibram até hoje com a carnificina perpetrada pelos Cenobitas no filme — que deu origem a nada menos do que oito continuações (até agora).

Audition, Takashi Miike, 1999
Esta não seria uma lista que se preze sem um exemplar oriental. Então, optamos por um título que consideramos tão aterrorizante quanto sádico.

Baseado em um romance homônimo de Murakami Ryu (1997), Audition é considerado até por iniciados um verdadeiro tour de force. Mas o filme engana os desavisados: a primeira metade — em que um diretor de TV, após a morte da mulher, realiza entrevistas para encontrar uma nova esposa — é pacata, lírica.

No entanto, do meio para a frente, a coisa pesa, e para valer. As sessões de tortura, bem alicerçadas pelo roteiro e por personagens verossímeis, queimam a retina. Há até quem diga que o filme de Takashi Miike, por sua força, acabou eclipsando a obra de Ryu — que passou a ser lida como um mero rascunho do roteiro.

Deixe ela entrar, Thomas Alfredson, 2008
Para concluir, uma pérola (negra) da Escandinávia. Sim, falamos da obra original, a sueca, não da versão norte-americana de alguns anos depois. O filme foi adaptado da novela vampiresca escrita por John Lindqvist, e o diretor, Tomas Alfredson, mantém a fidelidade de sua versão.

Em ambos, Oskar é um menino de 12 anos que sofre bullying na escola e se apaixona pela vizinha Eli. Ela lhe dá forças para reagir, mas guarda um terrível segredo.

O “terrível” não é força de expressão. Livro e filme carregam elementos controversos e viradas realmente arrepiantes. Além disso, as atuações de Kare Hedebrant (Oskar) e de Lina Leandersson (Eli) comovem na mesma medida em que assustam.

*Oscar Nestarez é ficcionista de horror e mestre em literatura e crítica literária. Publicou Poe e Lovecraft: um ensaio sobre o medo na literatura (2013, Livrus) e as antologias Sexorcista e outros relatos insólitos (2014, Livrus) e Horror Adentro (2016, Kazuá).

Os livros sensacionais da Coleção Vaga-Lume

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(Reprodução/Divulgação)

(Reprodução/Divulgação)

A maioria de nós tomou gosto pela leitura com essa série de livros infanto-juvenis

Roosevelt Garcia, na Veja SP

Muitas crianças e adolescentes dos anos 70 e 80, incluindo eu e provavelmente você, adquiriram o gosto pela leitura graças a uma coleção de livros lançada no início dos anos 70 pela Editora Ática, a Coleção Vaga-Lume. Os livrinhos, destinados ao público infanto-juvenil, foram um grande sucesso naquela época, e continuam sendo publicados até hoje.

A coleção nasceu no final de 1972 e ajudou muito a Ática a se fortalecer no mercado editorial, porque foram imaginados para serem usados nas escolas, como fonte de leitura para trabalhos escolares. Eles vinham, inclusive, com um encarte à parte, chamado de “suplemento de trabalho”, que ajudava o pequeno leitor a compreender melhor as estórias em uma série de exercícios de análise do livro. Assim, se tornou comum professores do primeiro e segundo graus de todo o país indicarem esses livros como parte do programa de leitura anual de seus alunos.

Verdadeiro fenômeno de vendas, a coleção tem exemplares que ultrapassaram facilmente os 2 milhões de exemplares. Autores que já eram consagrados na época, como Maria José Dupré e Marcos Rey, tiveram obras publicadas na coleção. Marcos Rey – na verdade, o pseudônimo do escritor Edmundo Nonato – já era bem conhecido na época por seus romances e contos adultos, e foi na Vaga-Lume que ele escreveu seus primeiros livros para o público infanto-juvenil. Outros autores, como Marçal Aquino e Marcelo Duarte, escreveram exclusivamente para a coleção.

(Reprodução)

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A Ilha Perdida, O Escaravelho do Diabo, Aventuras de Xisto, Cabra das Rocas e O Caso da Borboleta Atíria são títulos que foram publicados na primeira fase da coleção e continuam sendo lembrados até hoje, e alguns também ganharam republicações recentes. A coleção conta atualmente com mais de noventa títulos, e apesar de completamente reformulada, ainda faz muito sucesso nas escolas.

Um de seus volumes mais conhecidos, O Escaravelho do Diabo, de Lúcia Machado de Almeida, recentemente foi parar nas telas do cinema, alcançando um relativo sucesso de público. Outros filmes baseados em livros da coleção podem estar a caminho, já que títulos como O Mistério do Cinco Estrelas e Um Cadáver Ouve Rádio também tiveram seus direitos comprados para uso no cinema. Vamos esperar ansiosos para ver a materialização destes clássicos da nossa infância!

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