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Livraria Cultura e Saraiva passam a vender dentro do Mercado Livre

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Livraria Cultura (foto), que foi pioneira no e-commerce, tem focado suas atenções em diversificar seus canais de venda.  Hugo Harada/Gazeta do Pov

Livraria Cultura (foto), que foi pioneira no e-commerce, tem focado suas atenções em diversificar seus canais de venda. Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo

Parcerias fortalecem atuação do Mercado Livre no segmento literário e aproximam a empresa dos grandes negócios

Publicado na Gazeta do Povo

Apesar de ter crescido como uma plataforma para que pessoas físicas e pequenas empresas pudessem anunciar seus produtos, o Mercado Livre tem se aproximado cada vez mais dos grandes negócios. A empresa fechou parcerias com a Livraria Cultura e a Saraiva para que ambas vendam livros dentro do site do Mercado Livre. São parcerias que fortalecem o e-commerce do Mercado Livre no segmento literário e também dão continuidade ao projeto da empresa de ser o maior site de comércio eletrônico do país.

A Livraria Cultura fechou a parceira com o Mercado Livre neste mês. A empresa colocou à venda mais de 30 mil livros no site do Mercado Livre, com a possibilidade de expandir para até 250 mil títulos. Já em agosto, foi a vez da Saraiva anunciar a parceria com a gigante do comércio eletrônico. A livraria colocou, no primeiro mês, mais de mais de 20 mil livros de literatura nacional e em língua estrangeira à venda na plataforma do Mercado Livre. Hoje, as obras já passam de 70 mil.

Além da Cultura e da Saraiva, o Mercado Livre já conta com a parceira da Livrarias Curitiba e da Livraria Martins Fontes. A empresa paranaense começou a vender no Mercado Livre em junho e já oferece mais de 20 mil livros. A Martins Fontes entrou no e-commerce de origem argentina em setembro e oferece, atualmente, mais de 50 mil obras.

O Mercado Livre conta com mais de 4 milhões de livros anunciados em sua plataforma, o que inclui os títulos disponibilizados por pessoas físicas e pequenos e médios negócios. No ano passado, esse número era de 2,3 milhões.

Saraiva põe 10% do acervo de livros à venda no Mercado Livre

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Oli Scarff/Getty Images

Oli Scarff/Getty Images

Publicado Metro

O Mercado Livre inicia na próxima semana a venda de livros da rede de livrarias Saraiva, ampliando atuação numa das principais categorias de produtos do comércio eletrônico.

A Saraiva, maior rede de livrarias do Brasil, com 111 lojas, vai colocar inicialmente à venda pelo Mercado Livre cerca de 10% de seu acervo, num total de 21 mil títulos, disse o vice-presidente de operações da maior empresa de comércio eletrônico do país, Stelleo Tolda.

“Esta categoria (livros) está entre as principais, com uma frequência maior e quantidade maior de compras”, disse Tolda, sem dar detalhes específicos.

O executivo afirmou que o Mercado Livre sempre teve disponível a categoria de livros, mas apenas neste ano decidiu dar mais atenção ao segmento que no país tradicionalmente é mais trabalhado pelas grandes redes de varejo físico do setor e que desde 2014 passou a contar com a concorrência da gigante do varejo online global Amazon.com.

Segundo o diretor de comércio eletrônico da Saraiva, Adriano Tavolassi, a cada quatro livros comprados no Brasil, um é comprado em lojas ou pelo site da rede. “Nossa expectativa é aumentar as categorias de produtos disponíveis em nossa loja online dentro do Mercado Livre, como artigos de papelaria e o Lev (leitor de livros digitais) da Saraiva”, disse o executivo.

Tolda, do Mercado Livre, afirmou que o acordo com a Saraiva prevê oferta de descontos nas comissões aplicadas pelo site sobre as vendas, mas não falou sobre números. A expectativa da empresa é que até o final do ano a oferta de livros no Mercado Livre cresça 10 vezes.

Os executivos comentaram que as operações logísticas da loja da Saraiva no Mercado Livre devem ser realizadas pela própria livraria. Porém, Tolda afirmou que há potencial de convencer a rede a deixar esta parte da operação também a cargo do Mercado Livre, como forma de agilizar tempos de entrega dos produtos.

O Mercado Livre teve alta de 76% na receita total no segundo trimestre ante mesmo período de 2016, a US$ 180 milhões. Já a Saraiva teve estabilidade na receita, a US$ 370,3 milhões, mas as vendas online tiveram avanço de quase 11%, a US$ 133,8 milhões.

Livraria carioca realiza ‘queima de livros’ em resposta ao cancelamento da mostra LGBT

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Publicado no Hypeness

Se as pressões de grupos conservadores foram capazes de acabar com a exposição QueerMuseu: Cartografias da diferença na arte brasileira, as reações a tal censura também vêm sendo volumosas e contundentes – e, em alguns casos, especialmente bem humoradas.

Enquanto algumas editoras desafiaram o clima de perseguição promovendo, em suas páginas no Facebook, a “semana da arte degenerada”, oferecendo em promoção obras de artistas de viés erótico (em alusão à Alemanha Nazista, que destruiu obras de arte consideradas “degeneradas”), uma tradicional livraria carioca se antecipou e resolveu promover ela mesma sua “queima de livros”.

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Segundo a divulgação, a livraria Leonardo Da Vinci irá promover “uma queima para intolerante e fascista nenhum botar defeito”. Claro que não se trata de uma fogueira literal – como tantas já ocorreram, ao longo da história, em nome da moral e dos bons costumes – mas sim de uma bem humorada promoção.

O poeta Carlos Drummond de Andrade na livraria

O poeta Carlos Drummond de Andrade na livraria

Qualquer livro de arte será vendido com 25% de desconto, mas não para por aí: se tiver a palavra “sexo” no título, o desconto sobe para 30%; se a capa do livro trouxer nudez (incluindo joelhos e tornozelos), mais 5%; e quem apresentar, no ato da compra, uma caixa de fósforos ou um isqueiro, ganha ainda mais 10% de desconto.

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A Leonardo da Vinci é uma das mais importantes livrarias do Rio de Janeiro. Fundada em 1952 e independente há 65 anos, a livraria possui uma longa história de resistência contra a ditadura militar e as repressões. Famosa por possuir um vasto acervo a Leonardo da Vinci já foi homenageada em poemas de grandes nomes como Antônio Cícero e Carlos Drummond de Andrade. A livraria fica localizada no centro da cidade.

Ketty Valêncio cria livraria focada em autores afro-brasileiros

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(Instagram/Divulgação)

(Instagram/Divulgação)

 

A livraria Africanidades, fundada pela empreendedora Ketty Valêncio, possui um acervo com mais de 60 livros escritos somente por escritores afro-brasileiros

Anna Laura Moura, na Claudia

O preconceito racial se manifesta de diversas formas. Apesar de demonstrações públicas e agressivas de racismo estão cada vez menos frequentes, a discriminação encubada e sutil – aquela disfarçada de atitudes e frases suspeitas – ainda existe e está em todos os lugares, nas grandes instituições e espaços.

Para colaborar com o combate à essa falta de representatividade, a bibliotecária Ketty Valêncio, 34 anos, fundou a Livraria Africanidades. Nela tem de tudo um pouco: com livros sobre feminismo negro, quadrinhos, poesia e religião, todos têm como autores mulheres e homens negros. Ao todo, são mais de 60 exemplares.

Ketty é formada em Biblioteconomia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e fundou a livraria afim de promover a representatividade negra na Literatura, que se mostrava ausente tanto na grade de seu curso de graduação quanto em outros locais.

Em entrevista para a CLAUDIA, Ketty conta que seu primeiro contato com a Literatura Afro-brasileira começou muito cedo. “Eu descobri na época do Ensino Médio para a Graduação. Pra mim ela me curou e me salvou. Eu me vi naqueles livros, e senti que eu tinha possibilidade de fazer qualquer coisa que eu quisesse”, conta.

A bibliotecária conta que o racismo na faculdade é muito presente, mas de forma singela. “Tudo que eu estudei não tinha nada que me representasse. Tudo feito por homens brancos, assim como os alunos”. Para ela, faltam negros em todos os espaços. “A graduação é branca”, desabafa.

(Instagram//Ketty Valêncio cria livraria focada em autores afro-brasileiros/Divulgação)

(Instagram//Ketty Valêncio cria livraria focada em autores afro-brasileiros/Divulgação)

A Livraria Africanidades surgiu da vontade de Ketty de fazer com que pessoas negras se vejam nos livros que leiam, e usou seu curso como base. “Através do olhar do bibliotecário, a gente transforma vidas, conseguimos direcionar assuntos e visões. É a partir daí que a Africanidades acontece”. Surgiria então, em 2014, seu projeto.

Mas é claro que, para criar seu próprio negócio, é preciso ter um pouco de conhecimento em empreendedorismo. A bibliotecária se preparou o suficiente. “Fiz MBA na FGV, onde pude criar um plano de negócios. Depois que terminei esse curso, fui executar a livraria na cara e na coragem”, conta.

A livraria não é a principal fonte de lucro para Ketty, que tem um emprego fixo como bibliotecária. Para ela, seu projeto representa toda uma militância negra e resistente em uma sociedade eurocentrada. “A gente milita em todos os espaços. Sendo uma mulher negra, sou questionada, invisibilizada e silenciada. Então, só a minha presença já é uma grande resistência“, afirma.

Os livros do acervo são comprados por consignações ou negociados diretamente com o autor ou a editora. Um dos critérios para que o material faça parte da livraria é ser pouco conhecido, pois a ideia é dar visibilidade para obras alternativas com pouco destaque. “Quanto mais desconhecido pra mim, é melhor. Ainda mais se for por mulheres pretas“, explica.

Além da Africanidades e do emprego fixo, Ketty possui outras atividades na área da militância: já participou de coletivos feministas e, atualmente, trabalha em parceria com a Eparrei e a Heroicas no Mercado Negra – feira de cultura afro onde mulheres negras podem divulgar sua empresa e vender seus produtos.

A livraria ainda não possui um local físico, somente digital. Porém, funciona presencialmente em bancas de eventos da cultura afro e em um ponto de atendimento no salão Paola Afro Hair, localizado na República, centro da São Paulo.

A empreendedora conta que a loja física ainda é um sonho, mas está encaminhado. “Cada mulher preta tem uma história maravilhosa pra contar e pra oferecer. Quando a gente investe nela, damos a ela a possibilidade de continuar lutando, vivendo no mundo“, conta. Estamos na torcida, Ketty!

Saraiva e Amazon oferecem descontos de 80% a 90% em livros

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(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

A promoção da Saraiva vale para compras pelo site e prevê, ainda, descontos progressivos. Já a da Amazon faz parte da terceira edição da Book Friday

Publicado em O Povo

Nesta quinta-feira, 17, a Amazon iniciou uma promoção que oferece até 80% de desconto e frete grátis para todo o Brasil para quem comprar livros e e-books até as 23h59min desta sexta-feira, 18.

De acordo com o Estadão, a promoção faz parte da terceira edição da Book Friday que, além da redução dos preços nos livros, também oferece desconto de R$ 80,00 nos e-readers Kindle Kindle Paperwhite.

Horas depois de a Amazon ter iniciado sua promoção anual, que foi antecipada em uma semana e pegou o mercado editorial e os leitores de surpresa, a Saraiva emitiu um comunicado informando que também estava iniciando uma promoção que prevê, como sua concorrente, descontos de até 90%.

Chamada de “Livro é na Saraiva”, a promoção inclui descontos progressivos sobre os itens já em oferta: mais 10% na compra de dois livros, 15%, de três unidades, e 20% na compra de quatro ou mais livros.

Na Saraiva, o frete é gratuito para quem gastar pelo menos R$ 69. Na Amazon, o frete é grátis para compras de qualquer valor.

(Foto: Divulgação)

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