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Cachorro que “roubava livros” em universidade gaúcha faz sucesso nas redes sociais

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Vídeo do animal já tem mais de seis mil compartilhamentos

Publicado no Zero Hora

Já pensou estar trabalhando e, de repente, alguém te entregar um livro que foi “roubado por um cachorro”? Pois foi exatamente isso que aconteceu com a atendente da Infinity Livraria, localizada dentro da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo.

Pelas câmeras de segurança é possível ver o “cãozinho leitor” entrando no estabelecimento, mordendo o livro e levando porta afora. Após alguns minutos, um rapaz entra na livraria e devolve a obra à atendente.

As imagens foram divulgadas nas redes sociais e o post da livraria já tem mais de 6 mil compartilhamentos. Assista:

Você já pensou em se hospedar em uma livraria em Paris?

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La Librairie, do projeto Paris Boutik, que transforma antigos pontos comerciais da capital francesa em acomodações temáticas (Foto Reprodução)

O imóvel faz parte de um projeto que transforma antigos pontos comerciais em acomodações temáticas. Chamado de La Librarie, o apê tem 45 m² e conta com dois quartos, sala, cozinha e banheiro

Publicado na Casa e Jardim

Atenção amantes de livros: agora vocês podem se hospedar em uma livraria em Paris. Intitulado de La Librarie, o espaço – que é algo como um quarto de hotel – faz parte de um projeto chamado Paris Boutik, que transforma antigos pontos comerciais da capital francesa em acomodações temáticas e trazem a tona experiências e sensações do estilo de vida local.

O espaço de 45 m² conta com dois quartos, banheiro, sala e cozinha, além de mais de 4 mil livros expostos em estantes por todos os ambientes. O imóvel possui ainda um projeto especial de isolamento acústico, o que significa que de lá de dentro é praticamente impossível ouvir barulhos externos.

Além da livraria, o projeto já possui acomodação em uma mercearia e pretende abrir em breve novos quartos em uma loja de vinhos, uma venda de queijos e um estúdio de moda. Confira!

Fachada da La Librairie, do projeto Paris Boutik, que transforma antigos pontos comerciais da capital francesa em acomodações temáticas (Foto Reprodução)

Sala de estar da La Librairie, do projeto Paris Boutik, que transforma antigos pontos comerciais da capital francesa em acomodações temáticas (Foto Reprodução)

Quarto La Librairie com vista para a vitrine (Foto Reprodução)

Uma cortina transforma o ambiente em dois quartos (Foto Reprodução)

A cozinha da La Librairie, do projeto Paris Boutik, vem equipada com panelas, copos e até alguns alimentos não perecíveis (Foto Reprodução)

Banheiro La Librairie, do projeto Paris Boutik. (Foto Reprodução)

Livraria Cultura anuncia a compra da Estante Virtual

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Loja da Livraria Cultura em Porto AlegreArivaldo Chaves / Agencia RBS

Loja da Livraria Cultura em Porto AlegreArivaldo Chaves / Agencia RBS

Rede divulgou que adquiriu a plataforma online, um dos mais conhecidos espaços virtuais de venda de livros usados no Brasil

Publicado no Zero Hora

A Livraria Cultura anunciou nesta terça-feira (26) a compra da plataforma online Estante Virtual, a mais conhecida rede de “sebo virtuais” da internet. A plataforma, que se denomina um “marketplace” de livros, não é exatamente uma livraria, mas um portal em que sebos e vendedores cadastrados oferecem seus livros à venda.

“As práticas da Estante convergem com os valores da Cultura, uma empresa que começou justamente alugando livros novos e usados, como quis minha avó, Eva Herz”, disse, em um comunicado oficial, Sergio Herz, presidente da Livraria Cultura e da Fnac Brasil. O valor da compra da Estante Virtual não foi divulgado.

A Estante Virtual entrou no mercado a partir de 2005, criada pelo empresário André Garcia, e afirma ter um cadastro de 4 milhões de clientes, além de já ter vendido 17,5 milhões de livros vendidos. A plataforma cresceu tanto que passou a receber críticas a partir de 2012 de vários livreiros insatisfeitos com os critérios de transparência e das taxas cobradas dos negociantes. Em 2014, de uma única vez, 150 livreiros retiraram seus acervos da plataforma em protesto, levando a renegociações com a empresa.

A compra da Estante Virtual vem na esteira de outros movimentos de ampliação da presença da Livraria Cultura no meio digital. A empresa passou a cuidar recentemente da operação de e-commerce da CNOVA, rede que reúne Casas Bahia, Ponto Frio e Extra. As três lojas sempre venderam livros voltados ao mercado leitor popular, como reflexões devocionais de líderes religiosos, compilações de dicas de saúde e obras de autoajuda.

A Livraria Cultura neste ano também comprou a operação brasileira da Fnac, multinacional francesa com 12 lojas em sete Estados. A rede brasileira, por sua vez, tem 18 livrarias no país. A notícia do negócio com a Fnac surpreendeu o mercado na época em razão da situação financeira delicada da Cultura, a terceira no segmento livreiro no país. O movimento da Cultura, entretanto, se alinha com uma tendência recente verificada nas grandes redes de livrarias, a de investir em diversificação de produtos e em plataformas de comércio virtual para driblar a retração do setor em ano de crise econômica.

A Cultura também não informou se pretende fazer algum tipo de mudança tecnológica ou de processos nas vendas de livros ou se vai alterar algo no processo de venda e cadastramento.

Livrarias se reinventam para enfrentar crise e internet

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Publicado no Extra

RIO – Vista de fora, a Livraria Camerino, na Zona Portuária, parece uma loja de fotocópias, miudezas e artigos de papelaria. Mas quem cruza uma das três portas do antigo imóvel, em frente ao Jardim Suspenso do Valongo, descobre lá dentro um mundo de estantes e prateleiras abarrotadas de publicações usadas, entre elas, livros didáticos, romances, guias, almanaques e revistas raras. São 15 mil títulos à venda no sebo aberto desde 1971 e que pertence, há várias gerações, à família do livreiro Paulo Félix, de 55 anos. Já a livraria Lumen Chisti é especializada em edições novas, com conteúdos religiosos, mas quem procura a lojinha no pátio do Mosteiro de São Bento, também na área do Porto, encontra, ainda, chocolates e doces produzidos no Sul do país, imagens e medalhas.

Os dois endereços estão no “Guia de Livrarias da Cidade do Rio de Janeiro”, lançado pela Associação Estadual de Livrarias (AEL-RJ), no mês passado. Editado após dois anos de pesquisa, o material, no entanto, já chega às mãos dos leitores com necessidade de correção: dos 204 estabelecimentos listados, oito já fecharam as portas. Há três anos, eram 252.

Segundo o presidente da associação, Antônio Carlos de Carvalho, esse foi o primeiro guia do gênero produzido pela instituição e, como o objetivo era fazer um mapa completo, o levantamento incluiu todos os tipos de estabelecimentos do ramo. Há pequenas livrarias de rua, sebos, as que têm bistrô, as religiosas, as que diversificam com papelaria e as megalivrarias, que também vendem artigos eletrônicos. A diversificação pode ser a razão de essas casas resistirem aos tempos céleres da internet e dos e-books.

A MAIS ANTIGA É DE 1897

Das 204 apresentadas no guia carioca, a da Federação Espírita (Avenida Passos 28), fundada em 1897, é a única em atividade desde o século XIX. Além disso, sete foram abertas em 2016. No texto de abertura, o guia explica que esta mudança de perfil das lojas é, na verdade, uma volta às origens, “quando o livro era apenas um dos itens oferecidos”:

— Infelizmente, algumas que estão no guia, como a Casa Cruz e uma filial da Saraiva no Centro, fecharam. Mas ele mostra que ainda existem muitas. A realidade é que a grande maioria não vende só livros. Vende jogos, CDs, revistas e até café. Muitas se transformaram quase em bazares. Mas acredito que ainda é possível viver só de vender livros na cidade. Tanto que nossa família esta há mais 40 anos nesse ramo, e minha livraria só vende livros — defende Antônio Carlos, dono da Galileu (Rua Major Ávila 116, Tijuca).

Das livrarias cariocas, 25% são de títulos gerais, de várias áreas de conhecimento. As outras são segmentadas. Há 33 livrarias religiosas (sendo 15 evangélicas) e 27 sebos, segundo o guia. As que vendem livros didáticos e paradidáticos somam 28. A Livraria Camerino (Rua Camerino 52, Centro), por exemplo, tem principalmente livros de ciências exatas, para estudantes de graduação.

— Vendo pela internet para estudantes de 38 faculdades do Brasil, principalmente livros de engenharia e matemática. Metade do meu movimento vem daí — conta Paulo Félix, que, nos dias de visita guiada à Zona Portuária, costuma receber turistas à procura de livros sobre a história da região.

A Solário (Rua Sete de Setembro 169) é uma das tradicionais que resistem no Centro. Mas, como a maioria, também aderiu às vendas pela internet:

— Nos meses de janeiro e fevereiro, o forte são os didáticos. Ao longo do ano, vendemos os outros tipos de livros, como romance, esoterismo, autoajuda e infantis. Estamos sempre brigando com as vendas pela internet, com redes que compram em atacado e dão descontos. Tem até rede de eletrodomésticos vendendo livro no site. Mas, pela minha experiência, quem gosta de ler não vai desistir nunca de um livro. Temos que continuar — diz o gerente Alfredo Silva, há 15 anos na Solário.

Uma folheada no guia mostra que muitos proprietários diversificaram os negócios para garantir a sobrevivência. A Antiqualhas Brasileiras (Rua da Carioca 10, Centro) exibe na vitrine cachaça, objetos antigos e algumas capas de obras sobre o Rio Antigo. A Letra Viva (Rua Luís de Camões 10) é outro exemplo. No amplo salão, estantes de livros usados dividem espaço com as mesas de um bistrô. O proprietário Luiz Barreto acredita que o caminho para atrair os leitores é o ambiente:

— Somos um sebo, mas não aquele modelo antigo, escuro, empoeirado, mal-arrumado. O cliente vem e tem vontade de ficar mais tempo. Também fazemos leilões virtuais de livros de arte. O importante é diversificar os negócios.

ZONA NORTE TEM MAIS ESPAÇOS

Os endereços indicados no guia são divididos pelas regiões da cidade, com mapas e um pequeno resumo de cada estabelecimento. A Zona Norte aparece em primeiro lugar, com 63 lojas; seguida do Centro, com 60; da Zona Sul, com 54, e da Zona Oeste, com 28. A publicação, que não será vendida, foi distribuída para editoras, livrarias e órgãos públicos.

Em 2014 e 2015, a cidade perdeu 18 estabelecimentos, segundo a associação. Para Bernardo Gurbanov, diretor-presidente da Associação Nacional de Livrarias, a crise do setor não pode ser interpretada como o fim do livro:

— O desafio de manter uma livraria é muito grande. O livro concorre com muitas outras alternativas de entretenimento, com as novas tecnologias. E cabe às livrarias e às editoras buscarem alternativas, como oferecer serviços agregados. Mas acredito que o livro vai manter seu espaço, porque um mundo sem histórias é inconcebível.

Segundo o Painel das Vendas de Livros no Brasil, pesquisa que o Sindicato Nacional dos Editores de Livros divulga mensalmente em parceria com a Nielsen Bookscan, apesar da crise, houve um crescimento de 6,02% na quantidade de livros vendidos no país. Estudos mostram que o número de leitores voltou a aumentar: em 2011, representava 50% da população e, em 2015, chegou a 56%. O índice de leitura indica que o brasileiro lê, em média, 4,96 livros por ano. A média anterior era de quatro.

Livrarias investem em público de nicho

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A sommelier Alexandra Corvo na escola Ciclo das Vinhas, que abriu livraria especializada em vinhos

A sommelier Alexandra Corvo na escola Ciclo das Vinhas, que abriu livraria especializada em vinhos

Anna Rangel, na Folha de S.Paulo

Se não dá para competir com os preços, a logística ou o estoque das megalivrarias, a alternativa para as pequenas lojas é investir em nichos onde as grandes não conseguem ou não querem entrar.

Há quem se especialize em uma área, como música ou arquitetura, ou invista em títulos que as líderes do setor só entregam sob encomenda.

“Assim, o livreiro oferece duas coisas que as grandes não podem: uma curadoria bem apurada dos volumes e um atendimento cuidadoso, de saber o que o cliente quer”, diz Bernardo Gurbanov, presidente da ANL (Associação Nacional de Livrarias).

Segundo a entidade, os negócios de menor porte representam 70% das cerca de 3.100 livrarias brasileiras.

Para selecionar bem os volumes que estarão no catálogo, o empreendedor precisa dominar o assunto.

A sommelier Alexandra Corvo, 42, que abriu neste ano uma pequena livraria especializada em sua escola de vinhos, a Ciclo das Vinhas, desistiu de “ter todos os livros possíveis no acervo”.

“Entendi que ser livreiro significa aprender a escolher. Tem muito material ruim, e precisamos filtrá-lo”, diz.

ESPAÇO PARA CRESCER

Brasil lança poucos volumes e população ainda gasta pouco por ano

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O investimento no estoque foi baixo, segundo Corvo, já que a maioria das editoras trabalha sob consignação -ou seja, eventuais encalhes são devolvidos.

Mas, se a ideia é investir em um número grande de títulos, como a Free Note, livraria especializada em música, a empreitada pode custar mais. “Se recebemos 2.000 livros, são cerca de 1.500 capas diferentes.

Mas precisamos ter estoque para que o cliente possa pegar os livros e decidir ali mesmo pela compra”, diz o administrador Vinícius Grossi. Para ele, vale a pena assumir o custo extra.

A empresa, que faturou R$ 900 mil em 2016, espera crescer cerca de 10% em 2017.

Mas, além de ter o livro, é preciso indicá-lo para as pessoas certas. Por isso, o empresário deve estar atrás do balcão, ajudando o cliente a construir sua biblioteca.

“Entender a necessidade do freguês é um trabalho artesanal, que leva tempo, mas é indispensável”, afirma Gurbanov, da ANL.

Esse contato direto é o maior ativo da livraria Vilanova Artigas, especializada em arquitetura, segundo o proprietário, Antonio Ricarte, 54, o Toninho dos Livros.

Em 2016, sua empresa faturou cerca de R$ 600 mil.

Há 45 anos no ramo, quando circulava pelas faculdades paulistanas vendendo livros, ele se tornou fornecedor e amigo de arquitetos de renome, à época calouros.

“Eles nos pediam títulos e criamos um grande acervo de raridades porque aprendemos o que vale a pena vender”, afirma Ricarte.

O grande desafio do empreendedor, segundo Ribeiro, é capacitar a equipe de vendedores. Sem isso, fica difícil criar essa relação de confiança, fundamental para manter o negócio de pé.

E, para Ribeiro, é preciso se desapegar do anseio de oferecer o menor preço. Isso porque as grandes têm uma margem de negociação maior com as editoras. “O público de nicho busca qualidade, e isso custa”, diz.

PESQUISA DE CAMPO

Para identificar espaços no mercado, é preciso investigar os gargalos das líderes, diz Ribeiro. “O problema da grande é o sucesso da pequena.”

A produtora de eventos Elisa Ventura, 53, proprietária da livraria Blooks, descobriu na prática seu nicho: caçar itens já esgotados ou só disponíveis por encomenda nos grandes estabelecimentos.

“Os clientes relatavam dificuldades em encontrar alguns livros e fomos direcionando nossos esforços em função disso”, afirma.

Um jeito barato de descobrir essas lacunas é usar as redes sociais, segundo Ribeiro.

A dica é postar capas e testar a reação do público. Depois, basta entrar em contato e oferecer o título.

“As redes são o novo balcão, mas a maioria dos livreiros não percebeu isso”, afirma Ribeiro.

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13º lugar
é a posição do Brasil no ranking mundial dos maiores mercados de livros

70%
das livrarias brasileiras são de pequeno porte

R$ 37,74
é o tíquete médio nas livrarias do país

27,54%
é o desconto médio dado aos livros, em relação ao preço de capa

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