Um poema para Bárbara

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Alunos deixam livros em pontos de ônibus para incentivar leitura, em GO

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Projeto é realizado no Conjunto Riviera, em Goiânia, desde início do ano.
População, que pode levar livros gratuitamente, é estimulada a doar itens.

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Publicado no G1

Um projeto desenvolvido por alunos do Colégio Metropolitano, que fica no Conjunto Riviera, em Goiânia, visa promover o hábito pela leitura. Os estudantes deixam livros nos pontos de ônibus e, enquanto esperam pelo transporte, os usuários podem passar o tempo e adquirir cultura. Além disso, a ação incentiva que as pessoas doem os livros que não são mais usados para que outros possam usufruir do conhecimento.

O projeto “Leitura no Ponto” é realizado desde o início deste ano. “Nós vimos a necessidade de influenciar os nossos alunos para a leitura, assim como todas as pessoas do bairro em que a gente mora. Com isso, surgiu a ideia de colocar os materiais nos pontos, quando a população está ociosa. Aí, ela pode se distrair e ao mesmo tempo aprender”, afirmou a professora Iara Dias.

No total, os alunos já arrecadaram cerca de 200 livros, que foram distribuídos pelo bairro. Pelo menos três vezes na semana um grupo sai pelas ruas, acompanhado pelos diretores e professores, para repor e reorganizar as publicações. “Muita gente que não tem condições, então o projeto é um incentivo a leitura”, ressaltou a estudante Luiza Vieira.

O diretor do colégio, Paulo Cesar Arcanjo, diz que a ideia já traz resultados positivos. “O que mais impressiona as pessoas é a liberdade de poder pegar um livro e levar para casa, gratuitamente. Aí, quando a gente chega para repor esse material, as caixas continuam cheias por outros livros que foram doados por elas”, relatou.

O estudante Kelvin Leonardo, que estava em um dos pontos esperando o ônibus, aprovou a iniciativa dos alunos. “Acho interessante, pois é um tempo ocioso, que você não está fazendo nada, e qualquer leitura é bem-vinda”, disse.

Já o aposentado João Gualberto destacou que o projeto ajuda a amenizar o tempo de espera pelo transporte. “Demora, quando perde um [ônibus], tem que esperar pelo outro e, com os livros, fica melhor”, disse.

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Harry Potter e Código da Vinci: veja os livros mais vendidos de todos os tempos

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Saiba quais são as dez obras da literatura que mais fizeram sucesso em vendas em todos os tempos

Publicado no Terra

A literatura encontrou uma forma de prestar tributo a um dos maiores escritores da História: o último Dia Internacional do Livro, celebrado em 17 de abril, homenageou o espanhol Miguel de Cervantes y Saavedra, autor de Dom Quixote, que morreu aos 68 anos em 23 de abril de 1616

Para contribuir com a homenagem, o Terra e a Nuvem de Livros apresentam as 10 obras mais vendidas de todos os tempos (sem contar livros religiosos, como a Bíblia Sagrada e o Corão). A lista é inspirada na publicação do site americano Ranker. Confira!

Um Conto de Duas Cidades (Charles Dickens)

Com personagens profundos e bem descritos, Charles Dickens, mesmo autor de Oliver Twist, narra os impactos da Revolução Francesa em duas cidades: Paris e Londres. Publicado em 1859, é um dos livros de língua inglesa mais admirados da história e leitura obrigatória em muitas escolas nos Estados Unidos. Estima-se que já tenha vendido mais de 200 milhões de cópias.

O Senhor dos Anéis (J.R.R. Tolkien)

A fantasiosa história de J.R.R. Tolkien, apesar de ter feito um sucesso enorme no cinema no início do século 21, foi escrita em 1954. O livro foi desmembrado em três volumes, especialmente por questões logísticas. As vendas já atingiram a casa das 150 milhões de cópias.

O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry)

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O livro de Antoine de Saint-Exupéry tem todos os ingredientes de um ótimo livro infantil, mas até hoje é saboreado por públicos de diversas idades. Publicado em 1943, há controvérsias sobre o número de exemplares vendidos: entre 80 e 200 milhões (para este artigos, consideramos a média de 140 milhões). Conteúdo disponível na Nuvem de Livros.

O Hobbit (J.R.R. Tolkien)

Publicado em 1937, O Hobbit é o livro que antecede a saga de O Senhor dos Anéis – muitos dos personagens deste livro voltam a aparecer na trilogia lançada por Tolkien 17 anos depois, como Bilbo Bolseiro, Gandalf e Smeagol, além do próprio Anel de Sauron. Foram mais de 100 milhões de cópias vendidas.

Harry Potter e a Pedra Filosofal (J.K. Rowling)

Primeiro dos sete livros sobre as aventuras bruxo mais famoso da literatura mundial, Harry Potter e a Pedra Filosofal foi escrito em 1997 e vendeu mais de 107 milhões de exemplares no mundo. No geral, a série vende mais de 650 milhões de livros.

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Com contos de terror, escritor com livro ‘censurado’ faz sucesso na web

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Jovem autor de 21 anos teve livro citado como ‘pernicioso’ para igreja.
De Poços de Caldas, jovem é convidado em mesa de debate no Flipoços.

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Publicado no G1

Aos 21 anos, o paulista-mineiro Antônio Lima, conhecido como Ant Lima, de Caconde (SP), mas morador de Poços de Caldas (MG), desde criança adiou o sonho de ser jornalista formado para ser escritor. Autor de um livro de contos de terror e ‘celebridade’ virtual, ele se tornou conhecido por um projeto literário digital de contos eróticos. O jovem, que atualmente trabalha em uma fábrica de camisetas e está ‘grávido’ do primeiro filho, planeja a fala para a mesa “Cidade Celeiro Natural dos Escritores”, que acontece no próximo sábado (25) durante o encontro de autores poços-caldenses no Festival Literário de Poços de Caldas, o Flipoços. “Eu gosto de chocar”, diz ele sobre suas obras.

A declaração fica evidente em poucos minutos de conversa. Ele, freneticamente, conta à repórter que não para de pensar em ideias para contos de terror, e ao avistar a janela do 10º andar do prédio em que estavam, já fantasia uma cena. “É uma janela em que alguém pode pular. Nesta sala também há uma televisão, que é um elemento que pode causar terror, já que pode ser ligada sozinha, ou a porta pode bater e nos trancar aqui dentro para sempre”, brincou, para mostrar que criar enredos não é problema.

Entretanto, as histórias e a maneira de se comportar do escritor é que lhe trouxeram problemas – ou não – e de fato chocaram. O livro entrou para uma lista de livros ‘proibidos’ em um blog de jovens de uma igreja evangélica, citado como uma leitura perniciosa, ou seja, prejudicial e nociva.

Conforme o blog, uma jovem de 15 anos teria mudado o comportamento e se tornado gótica após ler o livro, o que não seria recomendado aos frequentadores da igreja, já que estaria ligado à maldições.

A história, contada pelo próprio escritor, foi motivo para alavancar as vendas e a curiosidade em torno do livro. “A partir do momento em que disseram que era um livro ‘não recomendado’, aumentou a curiosidade em torno dele. O site também o comparou com outras leituras, como Harry Potter e O Crepúsculo, que são bestsellers, o que eu achei ótimo, porque atraiu ainda mais fãs pro meu trabalho”, divertiu-se Lima.

Questionado sobre a religiosidade, Ant Lima contou que quando criança, foi criado em uma igreja evangélica, e que toda a família, apesar da veia artística – com  a mãe pianista, o avô na roda de samba e o pai apaixonado por violão – todos são muito religiosos e não entenderam inicialmente a paixão do jovem pelo terror. “Eles logo associam com coisas do mal, mas não tem nada a ver. Eu só gosto. Eu acredito muito em Deus. No momento, não sinto necessidade de frequentar nenhuma igreja, mas se eu tiver que voltar, voltaria para a igreja evangélica, sem problemas”, destacou.

Pela web para editar livros e atrair leitores
Sem condições financeiras de bancar uma edição do próprio livro, o jovem autor apostou na internet – e no gosto popular virtual – para se tornar conhecido e lançou, em 2013, o livro “O baú das maldições”, que é seu segundo lançamento oficial, mas que ele considera o primeiro, pelas críticas positivas.  Agora, em 2015, lança a segunda versão do livro, ampliada, revisada e com novos contos.  “Minha noiva, Jéssica Ribeiro, a Jessie Esseker, fez a revisão e diagramação, mudamos a capa, incluímos novos contos e está bem mais completa”, disse.

Desta maneira, por um site que faz a impressão sob demanda, conforme chegam os pedidos dos clientes, Ant Lima torna-se conhecido na rede mundial de computadores, recebe recados de fãs e se diz satisfeito com o ofício escolhido. Ele é fã de Ira Levin, autor do livro “O Bebê de Rosemary” e de James Redfield, autor de “A Profecia”, mas começou a carreira na literatura a partir do teatro, quando tinha 11 anos e descobriu que tinha mais talento para roteirizar do que para atuar.

“Eu amo escrever. Me dá uma garrafa de café e um maço de cigarro que eu esqueço da vida. Fico escrevendo por horas”, contou.

Mas a inspiração às vezes vem quando o rapaz está na rua ou no trabalho. “Quando não posso ter o processo criativo que gosto, eu pego o celular e gravo em voz as histórias, para depois escrevê-las”.

Além disso, a familiaridade com o ambiente virtual fazem com que Ant Lima tenha um bom desempenho nas redes sociais. Com perfis e interação em boa parte delas, ele cria book trailers para as obras, produtos digitais, promoções e conteúdos com bastante frequência.

Ao lado da noiva, eles dão dicas em um canal de vídeos sobre como escrever livros de terror, como ter medo para passar isso para a literatura e não ter medo de clichês.

“Eu sou um escritor de web, porque todo escritor quer ser lido e esta foi a forma que eu encontrei, mas para o meu próximo trabalho, não quero ser apenas isso. Já estou negociando com uma editora a publicação do meu novo livro”, pontuou.

Somadas as redes sociais e os temas discutidos, que vão desde os contos de terror e eróticos ao vegetarianismo e a defesa animal, Ant Lima acumula pelo menos 10 mil seguidores assíduos, que saem em sua defesa quando as críticas chegam e que escrevem para festivais literários, mídias e blogs, para sugerir o livro e o autor como convidado.

“É espontâneo. Eu interajo com eles, respondo o que perguntam, acho que sou uma pessoa que posta coisas interessantes”, comentou.

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7 Livros que você deveria ler antes de terminar a Faculdade

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

O ingresso na Faculdade pode ser um marco crucial na vida de muitos. Um momento apropriado para expandir os seus horizontes, tanto no campo intelectual quanto no social. Mas por outro lado, também é um período complicado em que se vive em uma espécie de bolha, quando tudo ao seu redor gira em torno das mesmas pessoas, assuntos, salas de aula e bares. E a leitura é definitivamente a forma mais prazerosa e eficaz de se evitar esse isolamento conceitual e preparar-se para encarar o mundo que te espera aqui fora.

Embora os estudos, festas e a ânsia de parecer normal e sexualmente ativo aos 20 anos possa ocupar praticamente todo o seu tempo na Faculdade, preparamos um inventário de obras fundamentais, misturando clássicos e contemporâneos, que em algum ponto do seu curso (ou no fim dele) vão te auxiliar em uma fase que você realmente vai precisar de ajuda:

✔ A Regenta, de Leopoldo Alas

– Gayo Editorial
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A Regenta é o primeiro romance de Leopoldo Alas “Clarín” publicado originalmente em dois volumes, entre 1884 e 1885. Considerada a obra prima de Clarín e do romance espanhol do século XIX é um dos expoentes máximos do naturalismo e do realismo progressista.

Ana Azores, às vezes chamada de Madame Bovary da Espanha, vive isolada pela negligência benigna do marido idoso e é vitimada por uma sociedade tacanha, moralmente conservadora e misógina, que passa por um declínio espiritual e psicológico.
Discorrendo sobre temas como o adultério, a questão feminina, a educação, a religião, a política e a família, A Regenta somente pode ser publicada originalmente em Barcelona (Daniel Cortezo y Cía.), já que se constituiu em um verdadeiro escândalo em sua época, sobretudo em Oviedo.

Durante o franquismo, Leopoldo Alas, como outros autores liberais do século XIX, foi repetidamente vetado por aqueles que se encarregavam de preservar os princípios do nacional-catolicismo. Seu discurso foi considerado inconveniente e perigoso pela ditadura.

Na atualidade, A Regenta é considerado o melhor romance espanhol do século XIX e o segundo mais importante romance da literatura espanhola, atrás somente de Dom Quixote. Essa opinião é avalizada por declarações de escritores e críticos como Mario Vargas Llosa e Gonzalo Sobejano.
Esta edição de A Regenta é a primeira tradução brasileira da obra, editada pela Gayo Editorial.

✔ Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley
-Editora Globo

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Extraordinariamente profético, Admirável Mundo Novo é um dos livros mais influentes do século XX.

Uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual a mera menção das antiquadas palavras “pai” e “mãe” produzem repugnância. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e adestradas para cumprir seu papel numa sociedade de castas biologicamente definidas já no nascimento. Um mundo no qual a literatura, a música e o cinema só têm a função de solidificar o espírito de conformismo. Um universo que louva o avanço da técnica, a linha de montagem, a produção em série, a uniformidade, e que idolatra Henry Ford.

Essa é a visão desenvolvida no clarividente romance distópico de Aldous Huxley, que ao lado de 1984, de George Orwell, constituem os exemplos mais marcantes, na esfera literária, da tematização de estados autoritários. Se o livro de Orwell criticava acidamente os governos totalitários de esquerda e de direita, o terror do stalinismo e a barbárie do nazifascismo, em Huxley o objeto é a sociedade capitalista, industrial e tecnológica, em que a racionalidade se tornou a nova religião, em que a ciência é o novo ídolo, um mundo no qual a experiência do sujeito não parece mais fazer nenhum sentido, e no qual a obra de Shakespeare adquire tons revolucionários.

Entretanto, o moderno clássico de Huxley não é um mero exercício de futurismo ou de ficção científica. Trata-se, o que é mais grave, de um olhar agudo acerca das potencialidades autoritárias do próprio mundo em que vivemos. Como um alerta de que, ao não se preservarem os valores da civilização humanista, o que nos aguarda não é o róseo paraíso iluminista da liberdade, mas os grilhões de um admirável mundo novo.

✔ Hora de Alimentar Serpentes, de Marina Colasanti
-Editora Global

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Nesta obra, Marina Colasanti nos tira a todo instante de nossa zona de conforto e nos lança em zonas de confronto, por meio de narrativas breves, alternadas com textos mais longos.

Tendo publicado anteriormente vários livros de minicontos, a autora volta ao gênero com este livro que reúne 206 contos. Embora pertencendo à literatura fantástica, os relatos ignoram fronteiras e se lançam com a mesma intimidade dentro e fora da realidade guiados pelo olhar irreverente e crítico da autora.

Ironia e doçura constroem personagens que, por mais imprevisíveis ou erráticos, nos soam admiravelmente familiares. Nesta obra o leitor encontrará formas diversas – o roteiro, a história em quadrinhos – usadas não só para dar suporte ao olhar diversificado da autora, mas para remeter à multiplicidade do nosso tempo.

Contos na medida certa para ler, sentir e despertar para o encantamento provocado por suas palavras.

✔ O Sol Também se Levanta, de Ernest Hemingway
-Editora Bertrand Brasil

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Numa linguagem acelerada, Hemingway cria personagens que logo se inserem no convívio do leitor, destacando-se, como figuras marcadas e marcantes, Jake Barnes, jornalista com ferimento de guerra, Lady Brett Ashley, jovem viúva inglesa por quem ele estava apaixonado, Robert Cohn, escritor em busca de seu caminho, Mike Campbell, playboy inglês que também fazia a corte a Lady Brett, e Pedro Romero, toureiro espanhol com quem ela tem um caso.

Uma obra vigorosa que retrata (mais…)

Cinquenta Tons Mais Escuros: Marido de E.L. James pode ser o novo roteirista da franquia

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Publicado no Cinema10

Parece que a sequência de Cinquenta Tons de Cinza contará com um novo roteirista! A escritora dos livros, E.L. James, que havia sido apontava pelos rumores como roteirista do projeto, não ocupará o cargo, sendo substituída por seu marido.

Download-Cinquenta-Tons-Mais-EscurosO marido de E.L. James é Niall Leonard é um autor e roteirista e, segundo informações do The Hollywood Reporter, foi o escolhido para roteirizar Cinquenta Tons Mais Escuros. Os trabalhos mais importantes de Leonard foram nas séries televisivas Air Force One Is Down e Wire In The Blood.

Como já é de conhecimento geral dos fãs, James teve algumas diferenças com a diretora Sam Taylor-Johnson e com a roteirista Kelly Marcel durante a produção do primeiro filme e, aparentemente, Leonard chegou a fazer um trabalho (não creditado) no roteiro. Nem Sam Taylor-Johnson, nem Kelly Marcel devem retornar no segundo filme.

Espera-se também que Jamie Dornan e Dakota Johnson, que interpretam o casal central da trama, retornem para Cinquenta Tons Mais Escuros, visto que permanecem em fase de negociação.

Cinquenta Tons Mais Escuros tem estreia prevista para 2017, mas a data de lançamento ainda não foi definida.

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