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Omar Sy será Arsène Lupin em nova série francesa da Netflix

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Mariana Canhisares, no Omelete

A Netflix encomendou uma nova série original francesa, estrelada por Omar Sy, de acordo com o Deadline. Conhecido pelo filme Intocáveis, o ator interpretará Arsène Lupin, o famoso ladrão dos livros de Maurice Leblanc.

As obras com o personagem já viraram filmes e séries em algumas ocasiões, mas esta será a primeira vez que Lupin será vivido por um ator negro.

A adaptação será contemporânea e tem previsão de estreia para 2020.

Editora BestSeller lança “O Encantador de Gatos”, de Jackson Galaxy

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Jackson Galaxy

O Encantador de Gatos é um imprescindível guia para tutores, amantes e estudiosos do comportamento felino; livro chega às melhores livrarias do Brasil

Luis Fernando Pereira, na Cabine Cultural

Jackson Galaxy. Este nome, que poderia ser muito facilmente confundido com o de um rock star, é na verdade a alcunha do mais famoso especialista em comportamento felino do planeta. Apresentador do maravilhoso programa do canal Animal Planet, “Meu Gato Endiabrado”, Jackson enfim vê o seu livro “O Encantador de Gatos”, da Editora BestSeller, ser lançado no Brasil.

E pelo conteúdo do livro, podemos afirmar tranquilamente que se trata de um verdadeiro guia para amantes, tutores e estudiosos desta raça tão complexa que são os gatos. Didático, explicativo ao extremo, o livro de Jackson deixa claro desde o início que gatos são diferentes de cães, mas ambos são amáveis e maravilhosos para se ter como filho, amigo, companheiro, parceiro.

Sem poder ser adestrado, como os cães, os gatos contudo podem ser condicionado a mudar o comportamento, melhorando ainda mais a relação existente entre o felino e o tutor. Disso Galaxy sabe como poucos, afinal de contas, em seu programa, em todas estas temporadas, o que ele mais viu foram gatos problemáticos que na verdade estava sendo mal compreendidos.

Cães x Gatos
Enquanto os cães carregam o título de melhores amigos do homem, sobram adjetivos não tão amistosos para os gatos. Traiçoeiros, ariscos e insensíveis são alguns deles. Mas quem tem felinos em casa sabe que não é bem assim. Eles podem, sim, ser muito carinhosos e companheiros. Este é o trabalho, talvez a missão de vida de Jackson Galaxy: fazer as pessoas perceberem que gatos são tão companheiros quanto cães. Inclusive podendo ser companheiros de cães, o que elimina uma ideia bastante enraizada na cabeça das pessoas, que é a de que cães e gatos não podem conviver em paz e harmonia num mesmo ambiente.

Temas abordados
Para o especialista, problemas como a rejeição à caixa de areia e a agressividade excessiva surgem quando os gatos não estão se sentindo confortáveis em seu espaço. Ele afirma que eles precisam estar em contato com seus instintos naturais, como caçar, comer, limpar e dormir em um ambiente que dominem.

“O Encantar de Gatos” apresenta também uma série de informações sobre como humanos e felinos se relacionaram no decorrer da história, mostra quais são os “códigos dos gatos” e aborda os problemas clássicos com que pais de gatos precisam lidar e como resolvê-los.

Quem gosta de gatos tem desde já um compromisso com as livrarias: “O Encantador de Gatos” é de fato um guia, destes imperdíveis e imprescindíveis para todo e qualquer amante de gatos. Jackson navega por todos os assuntos que interessa: todos os possíveis problemas que um tutor pode ter com seu felino, o livro vai apresentar alguma solução, ou ao menos um entendimento do problema.

Jackson Galaxy é “O Encantador de Gatos”

Meu Gato Endiabrado
Para quem é fã do seu programa no canal fechado Animal Planet, o livro acaba sendo tão somente uma extensão, já que muito do que lemos já foi, em algum momento, colocado em alguma edição do programa. Isto, contudo, não deixa o livro menos maravilhoso. O melhor de um guia como estes é que ele estará lá, para todo o sempre, pronto para tirar dúvidas ou esclarecer questões sobre o comportamento felino. Quem ler certamente sairá mais sábio no que tange o comportamento dos gatos.

Obrigatório.

Os autores
Jackson Galaxy é especialista em Comportamento felino. Há quase 25 anos trabalha para melhorar a vida dos gatos em seus lares e abrigos, além de ser apresentador e produtor executivo do programa Meu gato endiabrado, sucesso do canal Animal Planet. É coautor dos best-sellers do New York Times Catification: Designing a Happy and Stylish Home for Your Cat (and You!) e Catify to Satisfy, e autor da autobiografia Cat Daddy: What the World’s Most Incorrigible Cat Taught Me About Life, Love, and Coming Clean.

Mikel Delgado, ph.D., tem ajudado humanos a entender os gatos há mais de 15 anos. É consultora de comportamento no Feline Minds e pesquisadora da University of California, Davis School of Veterinary Medicine. Mikel é ph.D. em psicologia pela University of California, em Berkeley, onde estudou comportamento animal e as relações entre animais e seres humanos.

As dicas de livros africanos de Barack Obama

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Barack Obama participa de homenagem à Nelson Mandela na África do Sul

Ex-presidente americano recomendou títulos de Chimamanda Ngozi Adichie e Nelson Mandela em post no Facebook

Camilo Rocha, no Nexo

O ex-presidente americano Barack Obama, que esteve no cargo entre 2009 e 2017, mantém há anos o costume de divulgar uma lista de recomendações de leitura.

Este ano, Obama aproveitou que iria viajar para o continente africano para oferecer uma seleção focada em autores africanos. A viagem inclui passagens pelo Quênia, terra do pai de Obama e à África do Sul, onde discursará em uma festa em homenagem aos 100 anos do nascimento de Nelson Mandela.

“Através dos anos, frequentemente me inspirei na tradição literária extraordinária da África”, escreveu Obama em um post no Facebook. Segundo ele, suas sugestões incluem vários dos melhores escritores e pensadores da África, “cada um dos quais ilumina nosso mundo de maneiras poderosas e únicas”.

Além dos cinco títulos de escritores da África, o ex-presidente incluiu na lista também “The world as it is”, de seu conselheiro e ex-membro de gabinete Ben Rhodes, que, nas palavras de Obama, “consegue ver o mundo através dos meus olhos como poucos”.

“O mundo se despedaça”, de Chinua Achebe

Escrito em 1958, foi um dos primeiros títulos de literatura africana em inglês a obter reconhecimento internacional. A história mostra a sociedade nigeriana lidando com a chegada dos primeiros europeus, no fim do século 19. Considerado o livro maior do escritor nigeriano Chinua Achebe, já vendeu mais de 20 milhões de cópias em todo o mundo. “Uma obra-prima que inspirou gerações de escritores na Nigéria, pela África, e por todo o mundo”, escreveu Obama.

“Um grão de trigo”, de Ngũgĩwa Thiong’o

“Uma crônica dos eventos que antecederam a independência do Quênia e uma estimulante história de como fatos transformadores da história influenciam em vidas individuais e relacionamentos”, comentou o ex-presidente sobre o livro de 1967 do queniano Thiong’o. O autor, que chegou a ser preso em 1977 no Quênia, por causa de uma peça teatral, era um dos cotados para o Nobel de Literatura de 2017.

“Longa caminhada até a liberdade”, de Nelson Mandela

A biografia do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela traça a história, “épica” nas palavras de Obama, desde a infância em uma vila do interior até a presidência, passando por seus 27 anos na cadeia. Publicado em 1994, o livro é “leitura essencial para qualquer um que queira entender a história – e depois partir para mudá-la”.

“Americanah”, de Chimamanda Ngozi Adichie

Adichie é chamada por Obama de “uma das grandes escritoras contemporâneas do mundo”. Este livro de 2014 da escritora nigeriana usa a história de dois personagens que têm de viver no exterior para discutir “questões universais de raça e pertencimento”. Segundo a autora declarou ao The Guardian em 2013, o livro “é sobre amor. Quis escrever uma história de amor à moda antiga assumida. Mas é também sobre raça e como nos reinventamos”. O romance foi eleito pelo jornal The New York Times como um dos dez melhores daquele ano.

“The Return” (O retorno, em tradução livre), de Hisham Matar

A obra de 2016 do escritor líbio-britânico trata de seu retorno à Líbia para investigar o desaparecimento em 1990 de seu pai, opositor do regime de Muammar Gaddafi. Para Obama, a escrita de Matar “habilidosamente equilibra um gracioso guia pela história recente da Líbia com a missão obstinada do autor”.

Darkside Anuncia o Lançamento de Drácula de Bram Stoker

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Raoni de Lucia, no Mundo Hype

Possivelmente a editora que mais merece fazer um relançamento de um clássico atemporal como o Drácula de Bram Stoker seja a Darkside, a casa de mestres do horror/terror já possui em seu rol de autores lançados pelo selo medo clássico, Stephen King, Edgar Allan Poe, H.P. Lovecraft, Clive Barker, Mary Shelley e agora o criador do mito do vampiro como conhecemos hoje (o que vira poeira com o sol, e não glitter) chega para fazer parte desse assustador grupo.

A obra atemporal de Bram Stoker narra, por meio de fragmentos de cartas, diários e notícias de jornal, a história de humanos lutando para sobreviver às investidas do vampiro Drácula. O grupo formado por Jonathan Harker, Mina Harker, dr. Van Helsing e dr. Seward tenta impedir que a vil criatura se alimente de sangue humano na Londres da época vitoriana, no final do século XIX.

E para engrandecer ainda mais esse lançamento, a Darkside irá fazê-lo com duas capas, uma delas é a Dark Edition, contando com uma bela capa preta e letras douradas e a segunda sob o nome de First Edition, recriando a primeira capa lançada por Bram Stoker em 1897, ambas com o mesmo conteúdo. Fica ao leitor, a difícil decisão de qual delas colocar na estante.

Como extras dessas edições especiais, ainda teremoso descendente direto do autor, Dacre Stoker escrevendo a apresentação e também textos de apoio para situar o leitor que contam as relações entre a verdadeira Transilvânia e a aquela eternizada no livro, bem como a influência dos vampiros na cultura pop mundial. Será apresentado também o conto “O Hóspede de Drácula”, que fazia parte do texto de Stoker, mas foi retirado da primeira publicação.

Não podemos nos esquecer também que o livro é ornamentado com as belas e poderosas imagens de Samuel Casal, premiado quadrinista e ilustrador brasileiro, que fez uma releitura do personagens desse conto imortal.

O livro será lançado em 25 de setembro, mas já está em pré-venda pelo site da editora.

Inspiração para ‘Jurassic Park’, livro de Arthur Conan Doyle se passa no Brasil

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Monte Roraima, platô que inspirou Sir Arthir Conan Doyle a fazer a terra de Maple White em ‘O Mundo Perdido’ Foto: Paulo Liebert/Estadão

‘O Mundo Perdido’, recentemente lançado pela Todavia, imagina dinossauros na Amazônia

André Cáceres, no Estadão

Basta uma pesquisa rápida para um internauta desvelar todo o planeta diante de seus olhos. Com exceção de algumas bases militares, toda a Terra repousa a poucos cliques de distância com ferramentas como o Google Earth. Mas nem sempre foi assim. Desde as grandes navegações, no século 15, às aventuras do capitão James Cook (1728-1779), o mundo estava repleto de lugares desconhecidos. A expressão em latim “terra incognita” era usada pelos cartógrafos antigos para descrever locais ainda por explorar. No fim do século 19, tudo estava praticamente mapeado, mas a busca por novas regiões deu origem a todo um filão literário que vem sendo resgatado para os leitores brasileiros.

Em um dos principais livros dessa leva, O Mundo Perdido, de Sir Arthur Conan Doyle, publicado pela Todavia, o jornalista Edward Malone, do Daily Gazette, acompanha uma jornada ao coração da Amazônia em busca de um platô que abrigaria dinossauros vivos, segundo o zoólogo desacreditado George Challenger. O Zeitgeist da época é expresso por McArdle, editor de Malone que o envia na aventura: “Os grandes espaços em branco do mapa estão todos sendo preenchidos, e não há mais lugar para o romance em parte alguma.” Ou, como Alberto Manguel e Gianni Guadalupi constatam no prefácio à edição lusa do Dicionário de Lugares Imaginários: “Tornamos impossível zarpar rumo ao desconhecido, a não ser sob vigilância humana (…) Mas ainda havia a cartografia da imaginação. A nossa geografia imaginária é infinitamente mais vasta do que a do mundo material.”

No livro de Conan Doyle, Challenger alega ter visto esses dinossauros brasileiros, mas não conseguiu trazer provas de sua existência. A elevação, batizada Terra de Maple White e inspirada no Monte Roraima, teria ficado isolada por milhões de anos, mantendo o equilíbrio ecológico dos períodos jurássico e mesozoico, e evitando a extinção dos dinossauros. No entanto, seus pares cientistas consideram as alegações absurdas “como um shakespeariano confrontado por um baconiano, ou um astrônomo atacado pelos fanáticos da terra plana”.

As imprecisões sobre o Brasil, sua geografia e idioma não mancham a obra, mas algumas idiossincrasias saltam aos olhos do leitor contemporâneo, embora Conan Doyle pudesse ser considerado esclarecido para a época. Como de praxe nas histórias desse tipo, os exploradores são todos homens brancos que usam criados negros e/ou indígenas (no caso, ambos), e as raras personagens femininas existem apenas como interesses amorosos – Malone pede ao seu editor que o envie em uma aventura porque quer conquistar a bela Gladys, cujo nome ele dá à lagoa central de Maple White.

Conan Doyle baseou seus relatos fantásticos em acontecimentos pretensamente reais. No dia 11 de janeiro de 1911, o New York Herald publicou uma matéria sobre feras pré-históricas que supostamente habitariam a floresta amazônica. Durante a chamada Guerra dos Ossos (1872-1892), movida pela rivalidade entre os paleontologistas Othniel Charles Marsh e Edward Drinker Cope, o interesse do público por dinossauros cresceu e as descobertas de fósseis se tornaram mais frequentes. Não é estranho, portanto, que Doyle, já consagrado pelos romances policiais de Sherlock Holmes, quisesse explorar esses mistérios em O Mundo Perdido, publicado originalmente em 1912.

Já existiam criaturas pré-históricas em romances e contos de Jack London, Ambrose Bierce, Frank Mackenzie Savile e H.G. Wells, como Samir Machado de Machado nota no prefácio da obra. Mas as descrições vívidas que Doyle faz dos dinossauros inspiraram fortemente Edgar Rice Burroughs, em At the Earth’s Core (1914); Érico Verissimo, na sua Viagem à Aurora do Mundo (1939); e Michael Crichton, em Jurassic Park (1990, recentemente reeditado pela Aleph).

À época, Doyle teve contato com o Manuscrito 512. Esse documento de 1754 descrevia uma cidade perdida na Amazônia e atiçou a curiosidade de exploradores britânicos como Sir Richard Francis Burton (1821-1890) e Percy Fawcett (1867-1925), com quem o escritor se correspondeu e que morreu desaparecido tentando encontrar uma civilização misteriosa no Mato Grosso. Esse manuscrito brasileiro pode ter influenciado As Minas do Rei Salomão (1886), de Sir Henry Rider Haggard, publicado recentemente pela Via Leitura.

Tido como um dos fundadores dessa literatura de exploração, a obra relata uma jornada ao interior da África pelos olhos do caçador de elefantes Allan Quatermain, que auxilia um nobre a encontrar seu irmão perdido nas terras de Kukuanalândia, para além de um deserto quase intransponível, onde o lendário rei Salomão (1050-931 a.C) havia encontrado diamantes. Foi Haggard quem inspirou o tom impressionista, com relatos em primeira pessoa, descrições de paisagens exuberantes e forma epistolar dos livros desse gênero.

As “viagens extraordinárias” de Júlio Verne à Lua, ao fundo do mar, ou ao redor do planeta também seguem nessa tradição, e vêm sendo reeditadas com frequência no Brasil. Somente em 2018, a Nova Fronteira publicou um box com três aventuras condensadas do autor francês; a Via Leitura lançou recentemente Cinco Dias em um Balão, em que, a exemplo de Haggard, Verne narra uma viagem à África (mas, diferente do autor britânico, ele nunca pôs os pés no berço da humanidade); e a Zahar publicou sua Viagem ao Centro da Terra, obra de 1864 em que Verne imagina seres pré-históricos sendo descobertos por exploradores no núcleo oco do mundo, inspiração para Burroughs.

“É muito antiga a necessidade de inventar países e depois dizer como o autor os encontrou”, relembram Manguel e Guadalupi. “Escrita em meados do terceiro milênio a. C., a Epopeia de Gilgamesh (ou pelo menos a sua segunda metade) é a crônica da viagem de um rei ao Reino dos Mortos. A Odisseia, composta no século 8 a. C., é o relato de uma corrida de obstáculos que alcança, decorridos muitos anos, a meta ansiada.” Essas e outras terras fictícias que povoam o imaginário da literatura, afirmam eles, não são produto de mero escapismo. “Atlântida, a Ilha Misteriosa, a comunidade distante de Utopia e a Cidade das Esmeraldas de Oz são lugares que visitamos em pensamento mas não na realidade, embora sejam necessários para aquilo a que chamamos a condição humana.”

Hoje esse resgate dos clássicos da literatura de exploração demonstra que essas obras ganharam relevância com o tempo. Pode não haver mais uma “terra incognita” para se desbravar, mas, no século 21, com ilhas sendo devoradas pelo aumento do nível dos oceanos, geleiras desaparecendo, traçados litorâneos modificadas pelo avanço das águas e florestas inteiras sendo desmatadas, até os mapas mais perfeitos serão obsoletos sem um pouco de imaginação.

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