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Ator britânico Ben Kingsley adaptará livro de Eça de Queiroz em série de TV

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O ator britânico Ben Kingsley, que irá interpretar o personagem Conselheiro Acácio

O ator britânico Ben Kingsley, que irá interpretar o personagem Conselheiro Acácio – Johannes Eisele/Reuters

 

Publicado na Folha de S.Paulo

“O Primo Basílio”, romance de Eça de Queirós publicado em 1878, será adaptado para a televisão internacional pelo ator britânico Ben Kingsley, que estrelará no papel do pseudo-intelectual Conselheiro Acácio.

Segundo o site americano “Deadline”, o seriado será uma parceria entre as produtoras Lavender Pictures, de Kingsley, e a Nevision. Ainda não há emissora ligada ao projeto.

No romance, Eça de Queirós investiga a aparente perfeição de um lar burguês na Portugal do século 19 a partir de uma dona de casa entediada, Luisa, e o caso que mantém com seu primo, o Basílio do título.

Quer ser bilionário? Esses livros podem ajudar você a chegar lá

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Fonte: Shutterstock

Fonte: Shutterstock

 

Confira quais livros ajudam você a ficar mais próximo do sucesso financeiro

Publicado no Universia Brasil

O sucesso econômico é magnético, e nós como espécie somos fascinados por ele. Constantemente estudamos como ele acontece, por que acontece, quem conseguiu atingi-lo e como nós podemos ser os próximos. O dinheiro não é tudo, mas ter liberdade financeira certamente deixa a vida mais fácil.

As habilidades necessárias para isso são muitas. Experiência, inteligência emocional, persistência etc. Não é só a leitura de um livro que vai fazer de você um bilionário, mas adquirir certos conhecimentos pode ajudar. Pensando nisso, confira a seguir a lista de livros para ajudar você a crescer economicamente:

1. Armas, Germes e Aço: Os Destinos das Sociedades Humanas – Jared Diamond

O livro procura explicar porque certas civilizações duraram mais do que outras e como isso aconteceu. É uma coleção de afiadas percepções do porque algumas pessoas conseguem ganhar a luta contra os seus ambientes.

2. Influência – Robert Cialdini

Em “Influência”, Robert Cialdini leva a persuasão para um novo nível. Ele explica os seis pilares para fazer com que as pessoas gostem de você e legitimamente queiram ajudar você. O livro é um guia essencial para despertar o melhor nas pessoas ao seu redor e atingir os seus objetivos.

3. Dentro do Furacão – Geoffrey Moore

“Dentro do Furacão” é um livro que explica como o sucesso de companhias da área da tecnologia podem ser aplicados em startups de todas as áreas. Geoffrey Moore também discute as técnicas de como se manter próspero apesar das rápidas mudanças no mercado e demandas dos consumidores.

4. Como Chegar ao Sim – Roger Fisher, William Ury e Bruce Patton

É comum referir-se a esse livro como um texto de ensino superior para negócios. O livro foca em ensinar técnicas de negociação poderosas. Muito do livro gira em torno de falar de um problema ao invés de diminuir alguém, procurar benefício mútuo e continuar educadamente persistente.

5. A Riqueza e a Pobreza das Nações – David S. Landes

Basicamente, “A Riqueza e a Pobreza das Nações” explica porque algumas empreitadas econômicas funcionam e outras não. Se você quer entender porque as pessoas fazem o que elas fazem nos negócios, essa é uma leitura essencial.

6. Coisas Ocultas Desde A Fundação Do Mundo – René Girard

Nesse livro que quebra paradigmas, Girard desconstrói várias crenças amplamente aceitas na sociedade e sistemas com que trabalhamos durante séculos. O argumento de Girard é que mesmo que muitos indivíduos tentem se destacar no mundo, esse impulso pode ser contra intuitivo e ter efeitos indesejados.

7. Pense e Enriqueça – Napoleon Hill

Nesse clássico escrito em 1937 o autor quebra algumas barreiras psicológicas que todo mundo enfrenta no caminho do sucesso. Ele mostra como mudar os seus pensamentos pode afetar diretamente a sua trajetória para o sucesso. O livro é apontado como uma leitura essencial por milhares de empreendedores.

Adaptação do livro “Fallen” ganha primeiro trailer

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Na foto, os protagonistas de "Fallen" (Crédito: Divulgação)

Na foto, os protagonistas de “Fallen” (Crédito: Divulgação)

 

Daniel Neblina, no Registro Pop

Nesta quarta-feira (21) foi divulgado o primeiro trailer da adaptação cinematográfica do livro “Fallen“, da escritora Lauren Kate.

Este será o primeiro filme de uma possível franquia, já que a coleção é composta por quatro livros: Fallen, Tormenta, Paixão e Extase.

O trailer vem acompanhado da música “Medicine” da banda “Broods”. O elenco é composto por Addison Timlin, Jeremy Irvine, Harrison Gilbertson, Sianoa Smith-McPhee, Daisy Head, Hermione Corfield e outros. A estreia está agendada para o dia 09 de novembro deste ano.

Confira:

Confira a sinopse do filme: “Responsabilizada pela misteriosa morte de seu namorado, Lucinda Price (Addison Timlin) vai para um reformatório. Em Sword & Cross ela se aproxima de Daniel Grigori (Jeremy Irvine), sem saber que ele é um anjo apaixonado por ela há milênios, e também não consegue se manter afastada de Cam Briel (Harrison Gilbertson), outro que luta há tempos por seu amor.

Morre Dalton Prager, garoto que inspirou personagem do livro ‘A Culpa É das Estrelas’

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Caio Delcolli, no Brasil Post

Dalton Prager, o marido do casal que inspirou o livro A Culpa É das Estrelas (The Fault in Our Stars), de John Green, morreu aos 25 anos, no último sábado (17). As informações são da CNN.

Ele tinha fibrose cística e uma infecção causou sua morte. Dalton estava internado na UTI do Barnes-Jewish Hospital, em St. Louis, no estado do Missouri. Ele foi a referência de Green para criar o personagem Augustus Waters.

Katie, esposa de Dalton que inspirou a protagonista do livro, Hazel Grace Lancaster, disse no Facebook: “Ele foi corajoso e ‘desistir’ não estava em seu vocabulário”. Katie também tem fibrose cística.

A garota estava em casa, na cidade de Flemingsburg, Kentucky, recebendo cuidados paliativos, quando se comunicou com o esposo pela última vez pelo FaceTime, enquanto Dalton morria. Ela disse que o ama. Segundo a mãe de Katie, Debra, talvez Dalton não a tenha ouvido.

O rapaz, que respirava com ajuda de aparelhos há duas semanas, não conseguiu se recuperar para se juntar à esposa em casa, como a família havia planejado. Ambos se viram pessoalmente pela última vez em 16 de julho, no quinto aniversário de casamento.

Relacionamento e saúde

Ambos começaram a conversar pela internet, antes de iniciarem um relacionamento. Eles se casaram dois anos depois, em 2011, aos 20 anos de idade cada.

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Juntos, Dalton e Katie enfrentaram diversos problemas de saúde, como um linfoma que o rapaz desenvolveu após fazer um transplante de pulmão em 2014.

O transplante de pulmão de Katie, realizado em 2015, tem sido problemático – entre idas e vindas do hospital, os médicos lhe disseram que não há mais nada a fazer.

Apesar de a bactéria de Dalton ser altamente contagiosa e os médicos de Katie lhe recomendarem nenhum contato com outro paciente com fibrose cística, ela insistiu no relacionamento.

“Eu disse a Dalton que prefiro ser feliz de verdade por cinco anos da minha vida e morrer mais cedo a ser mediocremente feliz e viver por 20 anos”, disse Katie anos atrás, segundo a CNN.

“Isso foi uma coisa sobre a qual eu realmente tive que refletir, mas quando você tem esses sentimentos, simplesmente sabe.”

Best-seller

Lançado em 2012, o livro de John Green se tornou um enorme sucesso, com milhões de leitores engajados na obra, que também foi elogiada pela crítica. Mais de dez milhões e meio de cópias foram vendidas, de acordo com o Telegraph. No Brasil, a obra foi lançada pela Intrínseca.

O romance foi adaptado para um filme homônimo, lançado em 2014 e dirigido por Josh Boone – que também foi sucesso de crítica e bilheteria.

“A literatura é apresentada na escola como velha, chata e obrigatória”

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Bruno Vaiano, na Galileu

Não é preciso queimar livros para destruir uma cultura. Só faça com que as pessoas parem de lê-los.”

― Ray Bradbury, autor de Farenheit 451, obra distópica que, por ironia, fala de um futuro em que os bombeiros são responsáveis por queimar livros.

Leyla Perrone-Moisés é professora de literatura na era de 50 Tons de Cinza. E faz mais de 50 anos que está na profissão. Hoje na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, a especialista lança Mutações da Literatura no Século 21 (Cia. das Letras, R$ 44,90), livro que, qualquer leitor dedicado poderá atestar, mais parece uma bússola para se guiar pelo mundo confuso da literatura contemporânea.

(Foto: Ricardo Parada/Cia. das Letras)

(Foto: Ricardo Parada/Cia. das Letras)

Como já aconteceu com o rock, com Elvis Presley, com Deus e mais um monte de coisas, a morte da literatura já foi anunciada incontáveis vezes. Mas ao contrário do que ocorre com Elvis — que, até onde se sabe, era um ser vivo — não há teóricos da conspiração penando para ressuscitá-la. Apesar disso, exatamente como acontece com o rock, a literatura já resiste, embora não incólume, a mais de um século de gente respeitável pensando no seu fim.

E é assim que o livro começa. Logo nas primeiras páginas, o diagnóstico: uma lista melancólica e interminável de ensaios de crítica literária que discutem o fim da arte da palavra. O Último Escritor, Desencanto com a Literatura, O Último Leitor, A Literatura em Perigo, O Silêncio dos Livros etc. Pois é, não vou continuar, não quero arrancar lágrimas.

O livro, porém, longe de endossar o ar de pessimismo que paira sobre a lista de títulos acima, passa um pente fino consciente pelas manifestações literárias e críticas de nosso tempo. Em sua primeira metade, há passagens pelo estado atual da crítica literária e do ensino de literatura e pela própria definição de literatura pós-moderna. Depois, reflexões esclarecedoras sobre os fenômenos que hoje podemos ver surgir escondidos detrás dos bestsellers nas boas livrarias, como o retorno dos longos romances, a autoficcção e os autores que escrevem sobre outros autores.

Com a GALILEU, Leyla falou sobre a relação da nossa geração com os livros, sobre a importância da arte, sobre Karl Ove Knausgård ― cujo tradutor, Guilherme da Silva Braga, também conversou com a revista ― e, claro, sobre o momento atual da literatura.

Você afirma que nossa época é a de “pensar o passado recente e criticar os caminhos do presente. Só depois dessa fase poderão surgir ‘pensamentos novos’. E deixaremos de vê-la como ‘pós’, para vê-la como ‘pré’ alguma coisa que ignoramos”. Outras gerações foram capazes de perceber o surgimento de um movimento? Ou nós podemos estar vivendo um “pré” nesse exato momento sem nos dar conta disso?

Acho que nenhuma geração tem consciência imediata de que está participando de um movimento novo e importante. A percepção de um “pré” e de um “pós” só vem num momento posterior, quando as obras daquela geração são vistas em conjunto e mostram traços comuns muito diferentes do que as da geração anterior.

Entretanto, em alguns momentos da história os escritores sentem que algo importante está acontecendo no mundo, como foi o caso do romantismo, anunciador e contemporâneo da Revolução Francesa. Diante daquela mudança, alguns exprimiram a nostalgia do passado, outros o entusiasmo pelo futuro.

A diferença é que atualmente os homens sentem que há uma mudança positiva e acelerada nas ciências e nas tecnologias, mas nas sociedades só vêem a proliferação da violência, das guerras e do terror, sem um projeto geral de melhoria. E a literatura atual se limita a apontar essa situação, “sem ideal nem esperança”, como no poema Tabacaria de Fernando Pessoa.

Eu adoro que você tenha dedicado um trecho do livro a Karl Ove Knausgård. Se por um lado o que ele faz é boa literatura, por outro tem um apelo popular que poucos livros considerados literários têm. Como você explica a existência de uma obra tão “afinada” com o espírito de seu tempo?

A obra de Knausgård gerou identificação porque ele narra uma existência comum em nosso tempo, desde a infância numa família problemática, passando por uma juventude roqueira e entorpecida pelo álcool, até a maturidade e a formação de uma nova família, que ele deseja tornar mais feliz do que a sua de origem.

Se fosse só isso, sua obra seria apenas um bom documento de época. Mas ela é mais do que a narrativa minuciosa de uma vida comum. Ela é movida por um desejo maior do que o de simplesmente ser feliz: o desejo de ser escritor, que o leva a ser um observador atento, que reflete sobre o que vê em sua volta, fazendo o leitor pensar em suas próprias experiências. A condição para a autoficção ser boa literatura é não ser somente uma exibição da pessoa do autor, como no Facebook, mas ser uma abertura para o mundo e para o outro a que se destina, o leitor.

Você considera “útil” uma palavra perigosa? Muitas discussões sobre a importância da literatura passam por sua “utilidade”. Mas julgar a arte por sua finalidade prática parece algo perigoso.

Apalavra “util” não é perigosa; depende do sentido que lhe damos. Nas sociedades atuais, considera-se útil apenas o que é aplicável na vida cotidiana, visando a uma melhoria imediata ou a um lucro monetário. Nesse sentido, a arte não é útil. Ela não nasce de uma finalidade básica, como a moradia e a alimentação. Ela nasce da necessidade humana de algo mais do que a simples sobrevivência. Ela não tem aplicação imediata.

A arte só é útil indiretamente, na medida em que ela lida com objetivos superiores, como o desejo de enxergar e compreender a realidade para além de sua aparência e a capacidade de alterá-la pela imaginação. E é por essa possibilidade de modificar a realidade que ela é considerada perigosa por aqueles que não desejam uma realidade diferente daquela em que vivemos.

A minha geração possui um fetiche pelo livro como objeto que a geração anterior não cultivou. Mas, no geral, não há discernimento entre entretenimento, divulgação científica, arte, ficção científica e romances policiais nos canais do YouTube que comentam livros. Você acredita na ideia de que obras massificadas podem abrir caminho para que os leitores façam a transição para a literatura estudada na universidade? Ou as pessoas tendem a estagnar?

Atualmente, as obras mais populares de qualquer gênero – ficção científica, policial, sentimental – são diluições de obras literárias anteriores mais complexas e mais inventivas, que os leitores das obras massificadas desconhecem por falta de cultura.

Não acredito nessa transição, porque as obras massificadas habituam os leitores a histórias simples e a uma linguagem fácil, feita de clichês. Os leitores comuns recusam o esforço exigido pela boa literatura, ou por não terem acesso a ela, ou porque esta lhes é apresentada na escola como coisa velha, chata e obrigatória. Se eles tivessem sido devidamente iniciados à leitura de boas obras literárias desde a infância (já que há boas obras para todas as idades), eles descobriram o prazer e o conhecimento que elas oferecem. E os jovens veriam que o livro não é apenas um objeto para por na estante, porque tem uma capa chamativa e porque os colegas o tem, mas uma porta para outros mundos mais significativos e mais reais do que aquele dos super-heróis.

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