Orgulho & Preconceito

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10 livros interessantes para conhecer o mundo melhor

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publicado na Exame

Os próximos dias prometem ser de descanso intenso para muitos brasileiros com a chegada do feriadão. E que tal aproveitar os momentos de tranquilidade para colocar a leitura em dia com lançamentos imperdíveis?

Com isso em mente, EXAME.com selecionou dez livros, alguns já à venda no Brasil e outros facilmente encontrados para compra na internet, que tratam de temas globais e que podem lhe ajudar a desenvolver ainda mais a sua visão de mundo.

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“Um de nós”

Preço sugerido? 54,90 reais
À venda no Brasil? Pode ser encontrado nas principais livrarias

Lançado pela Editora Record no mês passado, esse é o novo livro da consagrada escritora e jornalista norueguesa Asne Seierstad, autora do best-seller “O Livreiro de Cabul” (2006).

Em “Um de nós”, Asne se propõe a investigar Anders Breivik, o extremista norueguês responsável pelo maior massacre na Noruega em tempos de paz. A obra tem como pano de fundo os atentados cometidos por ele em 2011 e que deixaram ao menos 77 mortos, mas se debruça em sua trajetória da infância até os dias de hoje.

Lançado há poucos meses, o livro foi comparado pelos críticos do jornal The New York Times às obras “A Canção do Carrasco” (1979), de Norman Mailer e vencedora do Prêmio Pulitzer em 1980, e “A Sangue Frio” (1966), de Truman Capote, e é um retrato do novo extremismo político europeu.

“Missoula”

Preço sugerido? Cerca de 50 reais
À venda no Brasil? Pode ser encontrado nas principais livrarias

O novo trabalho do consagrado escritor Jon Krakauer, de “No ar rarefeito – Um relato da tragédia no Everest” (1996) e “Na Natureza Selvagem” (1998), trata de um tema delicado: os casos de violência sexual nas universidades americanas.

Só na cidade de Missoula, que fica no estado de Montana, entre 2008 e 2012, 350 casos desse tipo de agressão foram investigados e descobriu-se que grande parte dos acusados eram do time de futebol americano da universidade local.

Lançado no início do ano nos EUA e trazido ao Brasil pela editora Companhia das Letras, o livro foi classificado pela crítica do jornal americano USA Today como “uma reportagem meticulosa, fascinante e perturbadora”. Para a revista Newsweek, “Krakauer prestou um excelente serviço ao tratar sobre esse tema”.

“Sapiens – Uma breve história da humanidade”

Preço sugerido? Cerca de 40 reais
À venda no Brasil? Pode ser encontrado nas principais livrarias

Título imperdível para aqueles que gostam de ler sobre a história da humanidade, esse livro de Yuval Noah Harari relaciona o passado com os fatos do presente e se propõe a interpretá-los sob diferentes perspectivas. O livro foi lançado no Brasil pela editora L&PM.

Harari é professor de História da Universidade Hebraica de Jerusalém e lançou “Sapiens – Uma breve história da humanidade” no início do ano passado. A obra se tornou um best-seller quase que imediatamente.

Para o escritor Jared Diamond, responsável pelo clássico “Armas, Germes e Aço” (1997), o livro de Harari “trata das maiores questões da história e do mundo moderno e é escrito numa linguagem inesquecivelmente vivída”.

“Guerra Secreta – A CIA, um exército invisível e o combate nas sombras”

Preço sugerido? Cerca de 40 reais
À venda no Brasil? Pode ser encontrado nas principais livrarias

Enquanto o mundo observa as guerras que devastam alguns países, outra guerra, tão intensa quanto essas, se desenrola às margens do conhecimento do público e de autoridades globais, com o aval da Casa Branca e por meio de operações da CIA.

Escrito pelo repórter do jornal The New York Times e ganhador do Prêmio Pulitzer Mark Mazzetti, esse livro se propõe a analisar as consequências do atentado de 11 de setembro em solo americano para a rede de inteligência e as transformações sofridas pela CIA, que foi de serviço de espionagem a uma espécie de força armada paralela cujo objetivo hoje é o de caçar indivíduos específicos considerados inimigos dos EUA. E isso, sustenta o autor, não é necessariamente uma coisa boa.

Lançado originalmente em 2014 e agora no Brasil pela Editora Record, “Guerra Secreta – A CIA, um exército invisível e o combate nas sombras” foi classificado pela Foreign Policy, a maior revista de relações internacionais do mundo, como “indispensável”.

“As vozes de Tchernóbil – a história oral do desastre nuclear”

Preço sugerido? Cerca de 40 reais
À venda no Brasil? Pode ser encontrado nas principais livrarias

No ano em que a tragédia de Chernobyl completa 30 anos, finalmente chega ao Brasil pela editora Companhia das Letras um dos mais importantes registros dessa catástrofe pelas mãos da consagrada autora ucraniana Svetlana Aleksiévitch, que o lançou originalmente em 1997 e ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 2015.

A obra conta com relatos de pessoas que viveram na pele as consequências desse incidente e trata também da postura das autoridades soviéticas da época, que não imaginavam que estariam enfrentando os últimos dias da União Soviética.

“The New Odissey – The Story of Europe’s Refugee Crisis”

Preço sugerido? Cerca de 15 dólares
À venda no Brasil? Ainda não foi lançado no país, mas pode ser facilmente encontrado em sites especializados como a Amazon.

Escrito pelas mãos de Patrick Kingsley, correspondente internacional do The Guardian, esse livro trata de uma das questões mais urgentes da humanidade hoje: a crise de refugiados que já é a maior enfrentada no mundo desde a Segunda Guerra Mundial.

Kinglsey viajou por dezenas de países para testemunhar os dramas e os perigos enfrentados por essas pessoas e se propôs a montar um retrato fiel sobre quem, afinal, são os refugiados que transitam mundo afora em busca de uma vida mais segura.

Eleito pela Foreign Policy, a maior revista de relações internacionais do mundo, como Jornalista do Ano em 2015, Kinglsey pretende doar parte do dinheiro das vendas dessa obra, que ainda não está disponível no Brasil, mas pode ser comprada em inglês, para as causas relacionadas aos refugiados.

“Guantanamo Diary”

Preço sugerido? Cerca de 15 dólares
À venda no Brasil? Ainda não foi lançado no país, mas pode ser facilmente encontrado em sites especializados como a Amazon.

Esse livro é fruto dos relatos diários de Mohamedou Ould Slahi, preso pelos Estados Unidos em Guantanamo (Cuba) desde 2002 sem que tenha sido acusado formalmente. Nele, o mauritano Slahi, hoje com 45 anos, conta a história de sua vida, dos tempos de liberdade até o momento em que foi levado por autoridades americanas sob a acusação de ser parte da rede global terrorista Al Qaeda. Acusação essa que ele nega ser verdadeira.

Relata ainda o medo, a violência e a humilhação sofrida nas mãos de oficiais do país mais poderoso do mundo. Um comitê do exército americano encontrou evidências de que todas as informações obtidas de Slahi em seus interrogatórios eram fruto de sessões de tortura.

Classificado pelos críticos do jornal The New York Times como “um relato profundo e perturbador”, o livro se tornou um best-seller. Para a revista literária The New Yorker, Slahi conseguiu “se humanizar e humanizar seus guardas e interrogadores”.

Os abusos de Guantanamo são bem documentados em relatórios da CIA e esse não é o primeiro livro a tratar do tema, mas é o primeiro a ser escrito por alguém que testemunhou na pele as amargas consequências da desenfreada luta contra o terror dos EUA.

“Sophia: princess, sufragette, revolutionary”

Preço sugerido? Em torno de 20 dólares
À venda no Brasil? Ainda não foi lançado no país, mas pode ser facilmente encontrado em sites especializados como a Amazon

Nascida em uma família da realeza indiana em 1876, Sophia Duleep Singh foi criada no Reino Unido, era afilhada da Rainha Vitória e tinha tudo para se tornar um modelo da aristocracia inglesa. Não fosse o fato de que ela se tornou uma das maiores vozes da luta pelos direitos das mulheres no Reino Unido e ferrenha defensora da independência da Índia. E é a sua história o ponto central desse livro da escritora britânica Anita Anand.

Lançado em 2015, o livro foi descrito pela revista literária americana The New Yorker como um “raro olhar aos efeitos do imperialismo” e a história de Sophia foi chamada de “extraordinária” pelo jornal britânico The Guardian. É, sem dúvidas, um retrato das políticas coloniais da época, bem como das lutas pela igualdade de gênero.

“How did we get into this mess?”

Preço sugerido? Em torno de 20 dólares
À venda no Brasil? Ainda não foi lançado no país, mas pode ser facilmente encontrado em sites especializados como a Amazon.

Colunista do jornal britânico The Guardian, George Monbiot se dispôs a uma tarefa grandiosa nesse livro ao propor um questionamento do estado atual das coisas, passando pela crise de desigualdade que assola o mundo e incluindo a devastação do meio ambiente.

Para o jornal britânico The Times, “o que mais impressiona na escrita inteligente e elegante de Monbiot é a forma como ele pensa além do protesto e em direção às soluções realistas e representativas para os problemas da política e comércio internacional. ”

Lançado neste ano, o livro ainda não tem previsão de estreia no Brasil. Quem desejar, poderá encontra-lo para compra em inglês na internet.

“Connectography”

Preço sugerido? Em torno de 20 dólares
À venda no Brasil? Sua versão física ainda não, mas a versão eletrônica, em inglês, pode ser encontrada no comércio eletrônico do país. O título pode ser adquirido o em sites especializados como a Amazon.

A partir da tese de que a conectividade é a força mais revolucionária do século XXI, o livro quer explicar como a humanidade está reorganizando o mundo ao aproximar as megacidades por meio de rotas de transportes, energia e a infraestrutura de comunicações. A ideia é a de traçar as consequências disso para a geografia mundial, a economia, o meio ambiente.

Escrito pelo analista Parag Khanna, também conhecido pela obra “O segundo mundo: impérios e influência na nova ordem global” (2008), esse livro foi lançado em 2016 e foi descrito pelo jornal The Washington Post como “incrível” e classificado como “ousado” pela maior revista de relações internacionais do mundo, a Foreign Affairs.

Ainda há o que se escrever sobre ‘A Metamorfose’, de Kafka?

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Silvano Filho, no Homo Literatus

Embora resenhada e comentada inúmeras vezes pelas mais diversas pessoas, a obra A Metamorfose, de Franz Kafka, sempre deixa novas impressões e reflexões aos seus leitores

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Ilustração: John Foster Dyess

Há quem torça o nariz quando encontra nas páginas literárias da internet ou em revistas alguma matéria ou resenha sobre A Metamorfose, a obra mais famosa do escritor tcheco Franz Kafka. Muito já se escreveu sobre essa história simples, sem floreios, que economiza páginas ao se apresentar sem rodeios narrativos desnecessários. O leitor mergulha na história e já nem lhe interessam as causas dessa metamorfose, mas o que acontecerá dali para frente.

Se a técnica literária dessa novela já foi tão explorada e até se reconhece sua inovação e importância para a literatura mundial, o que ainda há para se escrever sobre A Metamorfose? Eu prefiro comentar sobre as impressões e reflexões que esta obra provoca. Confesso que o final da leitura me impressionou mais que o início. É uma versão da parábola da vaca no penhasco.

Esta parábola que citei conta a história de um mestre que recebe abrigo numa casinha velha no alto de um penhasco. A comida era escassa e a família não tinha dinheiro para nada. O dono da casa revelou que a fonte de alimentação provinha de uma única vaca da qual tiravam leite e seus subprodutos e o excedente era usado para trocar por comida no vilarejo vizinho.

Quando foi embora, o mestre voltou de noite e empurrou a vaca do penhasco. Alguns anos depois, o mestre retornou àquela mesma casa e a situação que encontrou foi outra. A casa estava reformada e ampliada e ninguém passava fome. O mestre quis saber como se deu a mudança e o dono da casa disse que numa manhã a vaquinha tinha caído do penhasco e sem ter com o que se sustentar, todos procuraram trabalho, desenvolveram suas capacidades e hoje a família vivia melhor do que quando dependiam da vaquinha.

Basta ler A Metamorfose para ver como ela se encaixa nessa história. Gregor era a vaquinha leiteira em que sua família se encostava. Ele não caiu de um penhasco, mas acordou no corpo de um inseto gigante e não conseguiu mais trabalhar. Quando sua família percebeu que a vaca foi chutada do penhasco, ou melhor, transformou-se num inseto, saíram para trabalhar e tal qual a parábola, se descobriram vivendo melhor que antes. Dá para sentir dó da vaca que se esborrachou do alto do penhasco, mas senti ainda mais dó de Gregor. Eu não esperava que o final dele fosse o que foi.

5 livros para ler num dia chuvoso que o público deveria conhecer

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publicado no Verificar

Já é possível sentir uma brisa fresca, a qual traz um prenúncio de chuva. A chuva é considerada frequentemente um obstáculo à diversão, agoirando uns tão desejados dias de descanso, e muitos preferem ficar em casa a sair e sentir a umidade desconfortável. Porém, existem muitas alternativas caso seja uma das pessoas que abomina chuva. Pode, por exemplo, optar por ir para um café ou sentar-se no seu sofá e ler um bom livro – afinal de contas, deve existir algum motivo pelo qual muitos apreciadores de literatura apreciam uma boa obra enquanto a chuva cai.

O Ver[e]Ficar apresenta algumas sugestões de livros que poderá optar por ler um dia chuvoso. E não se esqueça do acompanhamento: uma bela chávena de chá, café ou chocolate quente.

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Contigo Para Sempre, de Takuji Ichikawa
Os dias de chuva também são um pretexto para literaturas mais românticas – esta é uma das concepções mais generalizadas entre o público feminino. Contigo Para Sempre é um livro que poderá agradar a todos os que apreciam um enredo com romance e drama. Porém, esta obra distancia-se um pouco da banalidade de muitos livros cujas capas repletas de mulheres belas, flores, casais ou letras brilhantes prometem um amor ora trágico, ora apaixonante.

A história segue a vida de Takumi, um homem que perde a mulher, Mio, e que se vê diante da solitária tarefa de criar o filho. Porém, num dia chuvoso, Takumi e Yuji reencontram Mio. No entanto, a mulher não possui quaisquer memórias dos seus familiares, e Takumi mostra-lhe como era a sua vida antigamente, celebrando esta maravilhosa nova oportunidade. O livro foi recebido com entusiasmo no Oriente, tendo sido adaptado em filme.

A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón
Tendo Barcelona como pano de fundo, com as suas ruas lúgubres, repletas de neblina e de uma chuva constante, a popular história de Carlos Ruiz Zafón é uma aventura maravilhosa. A Sombra do Vento é um livro mágico, onde a intriga se adensa e segue um fio condutor inquietante.

Nesta obra, Daniel Sempere, um rapaz curioso, descobre um local chamado Cemitério dos Livros Esquecidos, uma biblioteca secreta que se assemelha a um autêntico labirinto. É aqui que Daniel encontra um livro intrigante, “A Sombra do Vento”. Movido pela curiosidade, Daniel procura mais informações sobre o autor, descobrindo, porém, que poucas pessoas o conhecem e que os seus livros são constantemente queimados por alguém. A partir daqui, inicia-se uma aventura ímpar, capaz de aliciar qualquer apreciador de histórias.

O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë
Sendo um clássico da literatura inglesa, O Monte dos Vendavais dispensa apresentações. A história do amor intempestivo de Catherine Earnshaw e de Heathcliff é intemporal, tendo sido adaptada por diversas vezes em filme. Porém, nada ultrapassa a escrita magistral de Emily Brontë, a qual descreve com precisão os sentimentos das personagens, retratando-nos uma história repleta de paixão, amor e vingança.

Se nunca teve oportunidade de ler este livro, aproveite o dia convidativo que se afigura. O ambiente chuvoso irá proporcionar uma atmosfera rica, sendo impossível não se embrenhar e envolver nesta história.

As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley
Constituída por quatro volumes, a série As Brumas de Avalon é uma das histórias mais famosas de Marion Zimmer Bradley. Ambientada numa época medieval, a história segue a vida das figuras que marcaram a lenda do Rei Artur.

No entanto, o enredo não traduz uma simples cópia das lendas que todos conhecemos. Ao invés disso, a autora explorou uma perspectiva diferente, centrada em Morgaine e no poder feminino.

A Mãe Que Chovia, de José Luís Peixoto
Mãe Que Chovia é um livro infantil escrito por José Luís Peixoto e ilustrado por Daniel Silvestre da Silva, no qual o protagonista é o filho da própria chuva. Sendo uma história curta e repleta de belas ilustrações, é também uma ode à figura maternal, bem como à importância do amor.

Os cinco livros que todo mundo deveria ler, segundo Bill Gates

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publicado no Olhar Digital

Todos os anos Bill Gates publica em seu site uma lista com os últimos livros que ele já leu e recomenda que outras pessoas também o façam. Na última terça-feira, 17, o fundador da Microsoft listou cinco títulos que, segundo ele, valem a pena.

O post intitulado de “Cinco livros para ler este verão” – vale lembrar que no hemisfério norte o verão começa em junho – conta, principalmente, com obras que envolvem matemática e ciência.

“Este verão, a minha lista de leitura recomendada, tem uma boa dose de livros com ciência e matemática em seu núcleo. Mas não há nenhuma ciência ou matemática em meu processo de seleção. Os cinco livros seguintes são simplesmente os que eu gostei, me fizeram pensar em novas formas, e me fizeram passar muito tempo lendo, quando eu deveria ter ido dormir”, explica Gates.

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Veja quais foram as obras recomendadas:

Seveneves, por Neal Stephenson
O livro de ficção científica começa com a explosão da lua e as pessoas descobrindo que em dois anos uma chuva de meteoros irá acabar com toda a vida na Terra. Assim, todos se unem em um plano para manter a humanidade. Gates afirma que já fazia algum tempo que ele não lia esse tipo de livro.

How not to be wrong (O Poder do Pensamento Matemático, em português), por Jordan Ellenberg
O escritor e matemático explica como a matemática desempenha um papel importante em nossas vidas diariamente mesmo sem a gente perceber. Cada capítulo começa com um assunto que parece algo bastante comum, como eleições, loteria ou esportes, e a partir disso, ele fala sobre a matemática envolvida.

The Vital Question, por Nick Lane
“Nick é um desses pensadores originais que te faz dizer: ‘mais pessoas deveriam conhecer o trabalho desse cara’”, diz Gates. O autor tenta corrigir um erro científico que leva as pessoas a apreciarem plenamente o papel que a energia desempenha em todas as coisas vivas. Ele argumenta que só podemos entender como a vida começou, e como as coisas vivas ficaram tão complexa, após entender como a energia funciona.

The Power to Compete, por Ryoichi Mikitani and Hiroshi Mikitani
Por que as empresas japonesas estão sendo ofuscadas pelas concorrentes da Coreia do Sul e China? Esta é uma das questões que estão no centro desta série de diálogos entre Ryoichi, um economista que morreu em 2013, e seu filho Hiroshi, fundador da empresa de Internet Rakuten. “Embora eu não concorde com tudo no programa de Hiroshi, acho que ele tem um número de boas ideias. O Poder de Competir é um olhar inteligente para o futuro de um país fascinante”, afirma.

Sapiens: A Brief History of Humankind (Sapiens: Uma Breve História da Humanidade, em português), por Noah Yuval Harari
Harari assume um desafio assustador: contar toda a história da raça humana em apenas 400 páginas. Ele também escreve sobre a nossa espécie hoje e como a inteligência artificial, engenharia genética e outras tecnologias vão nos mudar no futuro.

15 filmes melhores que os livros que os inspiraram

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A rede social

publicado na Super

A REDE SOCIAL

David Fincher, 2010 – baseado em The Accidental Billionaires, de Ben Mezrich

A obra de Ben Mezrich sobre a criação do Facebook parece uma versão em livro dos tabloides ingleses: é cheio de fofoca, dados não confirmados e sensacionalismo. Mas o filme de Fincher supera os pontos fracos do escritor, revelando toda a complexidade do Cidadão Kane moderno que pode haver em Mark Zuckerberg.

TROPA DE ELITE

José Padilha, 2007 – baseado em Elite da Tropa, de Luiz Eduardo Soares, André Batista e Rodrigo Pimentel

Dois ex-policiais e um antropólogo se uniram para escrever sobre o Bope, o esquadrão de elite da PM do Rio de Janeiro, uma tropa aparentemente incorruptível e extremamente violenta. O livro vendeu bem, mas sua adaptação para o cinema voou mais longe. O filme de Padilha criou um dos personagens mais icônicos da cultura nacional recente, o Capitão Nascimento, e ainda faturou o Leão de Ouro no Festival de Berlim.

TRAINSPOTTING

Danny Boyle, 1996 – baseado no livro homônimo de Irvine Welsh

O filme de Boyle foi o grande trampolim da carreira do escritor Irvine Welsh, que virou cult depois que a história de um grupo de viciados ganhou as telas do planeta. “Eu gosto mesmo do filme. Não só porque me encheu de dinheiro”, afirma o autor em seu site. Tá…

FORREST GUMP

Robert Zemeckis, 1994 – baseado no livro homônimo de Winston Groom

Você leu Forrest Gump? Nem eu. Nem quase ninguém tinha lido até que Robert Zemeckis decidisse adaptar sua história para um filme vencedor de seis Oscars. Depois da “carona” de Tom Hanks, o livro não parou mais nas prateleiras – e vendeu mais de 1,7 milhão de cópias no mundo todo.

O SILÊNCIO DOS INOCENTES

Jonathan Demme, 1991 – baseado em The Silence of the Lambs, de Thomas Harris

Ok, o livro também é bom. Segunda obra sobre o psicopata canibal Hannibal Lecter (o primeiro foi Dragão Vermelho), O Silêncio dos Inocentes recebeu elogios dos críticos. Mas não dá para competir com o filme. A produção com Anthony Hopkins é até hoje um dos únicos três filmes da história a ganhar todos os cinco Oscars principais: melhor filme, diretor, ator, atriz e roteiro.

BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDROIDES

Ridley Scott, 1982 – baseado em Do Androids Dream of Electric Sheep?, de Philip K. Dick

Apesar de ter vivido sempre com dificuldade para pagar as contas, Philip K. Dick teve vários de seus livros de ficção científica adaptados para o cinema – só que quase todos depois que ele morreu. A única adaptação que ele pôde acompanhar foi a de Blade Runner – que ele aprovou, mas… teve um derrame fulminante antes que o filme fosse lançado. E não aproveitou o tutu advindo daí.

TOURO INDOMÁVEL

Martin Scorsese, 1980 – baseado na biografia Raging Bull: My Story, do lutador Jake LaMotta

Não dava para esperar muito de um livro escrito por um pugilista, o peso-médio conhecido como “o touro do Bronx”. Mas Martin Scorsese, alertado pelo amigo Robert De Niro, viu ali todo o drama de um campeão derrotado pela própria personalidade violenta e paranoica. E criou um dos maiores clássicos dos filmes de boxe.

O ILUMINADO

Stanley Kubrick, 1980 – baseado em The Shining, de Stephen King

Em 1974, Stephen King e sua esposa se hospedaram num hotel quase deserto no Colorado. De hóspedes mesmo, só eles. A experiência insólita lhe deu a ideia para escrever O Iluminado, um trabalho desaconselhado pelo seu editor, que não queria que King ficasse rotulado como autor de um gênero só. Mas o livro foi adiante, virou filme de terror e transformou o personagem de Jack Nicholson numa lenda pop.

TUBARÃO

Steven Spielberg, 1975 – baseado em Jaws, de Peter Benchley

Apesar do sucesso comercial, o livro de Peter Benchley não agradou à crítica, que via problemas na prosa e na caracterização dos personagens. Mas Steven Spielberg gostou, e é isso que importa, certo? Com os direitos de adaptação em mãos, o diretor criou o segundo melhor thriller da história do cinema, segundo o American Film Institute.

LUA DE PAPEL

Peter Bogdanovich, 1973 – baseado em Addie Pray, de Joe David Brown

Joe David Brown foi um escritor de livros que viraram filmes – não muito bem-sucedidos. Isso até que o diretor Peter Bogdanovich (de O Homem Elefante) resolvesse adaptar o último romance do escritor, Addie Pray, sobre a parceria entre um trambiqueiro e uma menininha durante a Grande Depressão. O filme foi um sucesso, deu um Oscar à pequena Tatum O’Neal, e a editora tratou logo de mudar o nome do livro, adotando o título do filme (Paper Moon, no original).

O PODEROSO CHEFÃO

Francis Ford Coppola, 1972 – baseado em The Godfather, de Mario Puzo

O próprio Mario Puzo admitia: seu livro sobre o clã Corleone não era a melhor coisa que ele já tinha escrito. Só topou falar de máfia porque devia a todo mundo, e a editora acreditava que uma história de gângsteres podia render um dinheirinho. Dinheirão! A encomenda virou best-seller e a Paramount comprou os direitos para adaptação – que se tornou um dos melhores filmes de todos os tempos.

A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM

Mike Nichols, 1967 – baseado em The Graduate, de Charles Webb

Sucesso mundial e que rendeu um Oscar de melhor diretor a Mike Nichols, o filme não foi tão generoso assim com o autor do livro que o inspirou. Charles Webb não ganhou porcentagem da bilheteria milionária da produção e, ao longo da vida, já teve de lavar prato e administrar um campo de nudistas para fazer uns trocados.

DR. FANTÁSTICO

Stanley Kubrick, 1964 – baseado em Red Alert, de Peter George

Longe do humor negro da comédia de Kubrick, o livro que lhe serviu de inspiração tinha um tom bem mais solene. Afinal, falava do risco de qualquer bobagem servir de motivo para o desenlace de uma guerra nuclear. Assunto sério, certo? Mas ficou muito melhor com Peter Sellers fazendo graça sobre o apocalipse no cinema.

O SATÂNICO DR. NO

Terence Young, 1962 – baseado em Dr. No, de Ian Fleming

Ian Fleming inspirou-se no próprio passado no serviço de inteligência da Marinha britânica, durante a 2ª Guerra, para escrever sobre o espião James Bond. Foram, ao todo, 14 livros com as aventuras de 007 – uma série cujo maior mérito sempre esteve nas telas.

PSICOSE

Alfred Hitchcock, 1960 – baseado em Psycho, de Robert Bloch

Inspirado no psicopata Ed Gein, que costurava a pele de suas vítimas para fazer roupa de mulher e ficar parecido com a própria mãe, o livro de Robert Bloch acabou caindo nas graças do mestre do suspense. Tanto que, para que ninguém adaptasse a obra primeiro, Hitchcock comprou todos os exemplares que haviam nas livrarias. E baseou sua obra-prima do terror na história do atormentado Norman Bates.

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