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Leitores de Harry Potter podem parar Donald Trump, diz pesquisa

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Daniel Radcliffe, intérprete de Harry Potter, em cena de Harry Potter e as Relíquias da Morte, 2010 (Divulgação/VEJA)

Daniel Radcliffe, intérprete de Harry Potter, em cena de Harry Potter e as Relíquias da Morte, 2010 (Divulgação/VEJA)

 

Um estudo da Universidade da Pensilvânia mostrou que americanos que leem Harry Potter tendem a odiar mais Trump a cada livro terminado

Publicado na Veja

A mágica parece estar a favor da democrata Hillary Clinton na corrida eleitoral americana. Segundo um estudo realizado pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, ler a saga do bruxo Harry Potter gera uma visão negativa acerca do republicano Donald Trump. Além disso, quanto mais livros da série de J.K. Rowling alguém lê, pior fica sua opinião sobre o magnata.

Em 2014, Diana Mutz, professora de comunicação da Universidade da Pensilvânia, realizou uma pesquisa nacional com americanos para perguntar sobre seu hábito de consumo dos livros de Harry Potter. Na ocasião, a pesquisadora analisou a opinião dos leitores sobre temas polêmicos, como casamento gay e pena de morte. Mutz decidiu continuar seu estudo neste ano para avaliar os sentimentos dos leitores em relação a Trump.

De acordo com a pesquisadora, três principais pontos das obras de Rowling se opõem às políticas do bilionário: oposição ao autoritarismo, valorização da tolerância e das diferenças e oposição à violência e punição. Outro estudo, de 2014, já mostrava que estudantes que leem os livros sobre o bruxo crescem menos preconceituosos com relação a minorias e imigrantes.

A cada livro da saga de Potter que um leitor termina, sua avaliação sobre o candidato republicano cai entre dois e três pontos, de um total de 100, segundo o estudo. “Parece pouco, mas para alguém que lê os sete livros, o impacto total em sua estima sobre Trump pode cair 18 pontos”, afirma Mutz.

A notícia agradou Rowling, que já deixou bem clara sua aversão ao republicano no passado. Em junho, a britânica publicou uma carta aberta na qual chama Trump de “fascista” e critica seu temperamento de “um segurança de balada instável”. No último final de semana, a escritora compartilhou a pesquisa em seu Twitter e comentou que o estudo “fez o seu dia”.

Modelo Tyra Banks dará aulas sobre criação de marcas para alunos da universidade de Stanford

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A modelo Tyra Banks vai dar aulas de criação de marca na universidade de Stanford - Reprodução/Instagram/tyrabanks

A modelo Tyra Banks vai dar aulas de criação de marca na universidade de Stanford – Reprodução/Instagram/tyrabanks

 

Publicado no Folha de S.Paulo

Conhecida por apresentar o reality “America’s Next Top Model”, na televisão americana, e por sua longa carreira como supermodelo internacional, Tyra Banks dará aulas na tradicional universidade de Stanford, nos EUA.

Por duas semanas, em maio de 2017, ela ministrará um curso de criação de marca pessoal para 25 alunos do MBA em administração de empresas da instituição.

No curso, os estudantes vão aprender, entre outras coisas, como usar as redes sociais e os meios de comunicação para mostrar seus pontos fortes e como lidar com as críticas que podem receber.

No fim do projeto, os alunos precisarão mostrar as marcas que criaram pelo recurso de vídeo ao vivo do Facebook, pelo YouTube ou por algum canal de TV local.

As aulas serão dadas junto com Allison Kruger, um dos produtores do reality show comandado pela modelo.

Quando perguntada sobre as broncas que dá nas candidatas a modelo no programa dos EUA, Banks disse que é bom seus alunos estarem preparados. “Se alguém não estiver prestando atenção, vou dar uma bronca”, afirmou a modelo ao jornal “Wall Street Journal”.

Autêntica relança os clássicos ‘Pollyanna’ e ‘Pollyanna Moça’

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Novas edições têm o mérito de trazer o texto na íntegra e atualizado, e um projeto gráfico elegante, vintage, com um pouco de passado e um pouco de presente

Bia Reis, no Estante de Letrinhas

A história de Pollyanna, a garota que enxerga a vida com extremo otimismo mesmo diante das adversidades, vem atravessando gerações de leitores há mais de um século. O romance da escritora norte-americana Eleanor H. Porter sobre a menina que passa a viver com a tia no interior dos Estados Unidos após ficar órfã, aos 11 anos, foi publicado pela primeira vez por um jornal de Boston, em capítulos, em 1912. No ano seguinte, Pollyanna chegou às prateleiras das livrarias em formato de livro e logo virou um sucesso editorial. Em 1915, Eleanor fez a continuação, Pollyanna Moça. Nos anos 20 foi adaptada para o cinema e nos 60 ganhou versão feita pela Disney.

Há incontáveis edições do livro em português – basta entrar em uma livraria, física ou virtual, para se perder entre elas. E acaba de chegar mais uma às prateleiras, da Editora Autêntica, que tem o mérito de trazer o texto na íntegra e atualizado, e um projeto gráfico elegante, vintage, com um pouco de passado e um pouco de presente.

“Temos uma linha de publicar os clássicos e Pollyanna também se encaixa na minha preocupação de oferecer livros com valores que estão sendo esquecidos. Queremos obras que façam refletir, que transmitam ética, solidariedade”, conta Sonia Junqueira, editora-geral da Autêntica.

O cenário de Pollyanna é Beldingsville, no Estado de Vermont, nos Estados Unidos. Depois que seu pai, um pastor já viúvo, morre, a garota Pollynna Whittier se muda para a casa de sua única parente viva, sua tia miss Polly Harrington. A irmã de sua mãe é uma mulher fria, dura e a recebe apenas porque achava que era o seu dever. Apesar de morar em uma casa imensa, miss Polly coloca a sobrinha num quartinho no alto de uma escada, sem quadros, sem tapetes, sem cortina. Mas a garota não se entristece e encontra motivos para se alegrar – é seu Jogo do Contente, ensinado pelo pai. Ela fica feliz, por exemplo, por seu quarto não ter cortinas para encobrir a linda vista.

A relação com tia não é fácil. A dureza de miss Polly choca cotidianamente com o afeto de Pollyanna, que se envolve com todos a sua volta, dos funcionários que trabalham na casa às pessoas que vivem na cidade, e ensina o Jogo do Contente.

Acima, capas de outras versões de ‘Pollyanna’

Acima, capas de outras versões de ‘Pollyanna’

Para as meninas de hoje, as atitudes da menina do início do século 20 podem soar piegas, quase um exagero sentimental, mas Pollyanna é um livro sensível e amoroso. Para mim, Pollyanna lembra o espaço entre o fim da infância e o início da adolescência, quando me aproximei de livros mais longos. Ao reler Pollyanna para fazer este post, fiquei com a sensação de que Pollyanna foi responsável, pelo menos em parte, por moldar meu gosto por histórias dramáticas, familiares e cheias de afeto.

Conheça o romance francês com mais de 220 páginas que não utiliza a letra E

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Perec

Rodrigo Casarin, no Página Cinco

Você já pensou em escrever – tá, ler já serve também – um romance inteiro sem a letra E? Pois foi justamente isso que o francês Georges Perec (1936 – 1982) realizou em “O Sumiço”, livro publicado originalmente em 1969 e recentemente traduzido pela primeira vez para o português por José Roberto Féres, o Zéfere, mestre em literatura comparada pela Sorbonne, em tradução literária pela Paris 8, doutor em literatura e cultura pela UFBA, professor e também poeta.

o-sumico-210x300A narrativa, lançada aqui pela Autêntica, conta a história do sumiço de Anton Voyl, um entusiasta de jogos de palavras. Não por acaso, evidentemente, a vogal mais utilizada na língua francesa também desaparece das páginas da obra. “A ambição do ‘Scriptor’, o propósito, digamos, o alvo, sua visada contínua, foi, acima de tudo, criar um produto final tão original quanto instrutivo, um produto apto a propulsionar ou, quiçá, a vir a proporcionar um impulso instigador à construção, à narração, à fabulação, à ação, ou, digamos, numa palavra, ao padrão da narrativa longa atual”, escreve Perec, também autor de “Prix Médicis: A Vida Modo de Usar”, dentre outros, no posfácio – que, como é possível perceber, também abre mão do E.

o sumicoE quem imagina que o escritor optou por algo breve, o que poderia facilitar as coisas, engana-se: a história traduzida ocupa mais de 220 páginas. Com uma empreitada tão grande e desafiadora quanto a de Perec pela frente, Zéfere começou a verter “O Sumiço” para o português em 2008, enquanto fazia seu mestrado, e só foi conclui-lo em 2015.
“Antes de mais nada, antes de estudar as minúcias do livro e investigá-las ainda mais nas dissertações de mestrado e tese de doutorado que escrevi em torno de Perec e sua obra, senti a necessidade de experimentar essa restrição com a língua portuguesa, fazer exercícios textuais sem o E. Meu primeiro teste foi, então, reescrever lipogramaticamente, sem a letra E, alguns versos de Manuel Bandeira, o que resultou em ‘Caio fora pra Pasárgada’’”, conta o tradutor.

O resultado é uma prosa com uma estética um tanto estranha para o leitor. Veja esse trecho como exemplo: “Na ponta, surgiu um sacristão com uma túnica da cor limão agitando um turíbulo do ouro mais maciço, aí uma padraria (um trio) brandindo um crucifixo sob um baldaquim um pouco baranga, com babados a frufrulhar, aí cinco funcionários da casa mortuária Borniol, içando um caixão acaju com alças cromadas. Um dos funcionários tropicou: o oblongo caixão balançou, caiu, abriu: danação! Hassan Ibn Abbou havia sumido!”

O próprio tradutor assume que foi obrigado a buscar “estratégias e estruturas que implicam a construção de um outro português, ou, ao menos, a sua reconstrução, a sua reciclagem, reativando potencialidades latentes ou adormecidas, colocando em relação termos que jamais ou raramente se encontrariam no nosso falar cotidiano, reformulando grande parte dos pensamentos e falas que nos saem, em geral, tão naturalmente, que sequer nos damos conta do que estamos realmente dizendo”.

Os desafios da tradução

Para Zéfere, a maior dificuldade do trabalho esteve principalmente na necessidade de se criarem jogos de linguagem que apontem constantemente para a ausência da letra. “Foi essa a jogada de mestre do autor, a sua grande sacada: escrever um livro sem o E, mas que fala, exatamente, do sumiço do E. Quanto à fidelidade da tradução, precisei refletir a cada momento sobre aquilo a que eu deveria ser fiel, e sempre optei por oferecer ao leitor lusófono jogos que não se prendiam, necessariamente, àquilo que estava explícito, mas mais ao implícito, isto é: não me deixei limitar pelo dito, busquei explorar igualmente o não-dito, ou melhor, o interdito entredito, o proibido exibido nas entrelinhas”, conta.

Como exemplo cita o jogo que existe em uma das passagens. “O protagonista, Anton Voyl, antes de sumir e, consequente, colocar todos seus amigos aflitos em busca de uma solução para o mistério do seu sumiço, instala no seu carro um dispositivo antirroubo, ‘anti-vol’; só que esse ‘vol’ de ‘anti-vol’, em francês, pode ser pronunciado como Voyl, o sobrenome do personagem, sob o qual, nas entreletras, lê-se a palavra ‘voyelle’, vogal, ou seja: o dispositivo era não somente antirroubo mas, igualmente, anti-vogal, duplo sentido que não se produz num simples ‘antirroubo’ em língua portuguesa”, diz, expondo um dos problemas que encarou.

A solução encontrada para tal foi também trabalhar com uma dupla interpretação. Rebatizou Anton Voyl para Antoin Vagol – um nome relativamente conhecido dos brasileiros, Antoine, mas sem o E, acompanhado de um sobrenome que é um anagrama da palavra ‘vogal’ – e no lugar do dispositivo antirroubo, colocou na tradução “uma invocada ignição ativada por discriminação vocal”. “É algo um tanto quanto futurístico, sim, anacrônico, talvez, mas que garante, implicitamente, que se diga o indizível, que se apresente a ausência da vogal, graças à polissemia de ‘discriminação vocal’, que pode significar reconhecimento por voz e, quem sabe, atitude discriminatória em relação a uma certa vogal”, argumenta.

E, ao cabo, o que Zéfere achou da experiência? “Uma coisa é certa: ninguém sai ileso de um trabalho como esse, e muito menos a língua! Foi engraçado me ver tão profundamente habitado por esse sumiço, que me peguei escrevendo até mesmo artigos acadêmicos em que eu evitava certas palavras, sem perceber, porque elas continham E”. Sorte que a vogal já voltou ao vocabulário do tradutor.

“A Torre Negra”, adaptação de livros de Stephen King, tem nova imagem divulgada

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Publicado no Pop Cultura

Nesta sexta-feira (19), o ator Tom Taylor divulgou uma nova imagem do filme “A Torre Negra”, adaptação da série de livros de terror de Stephen King.

Em seu perfil do Twitter, Taylor, que interpretará Jake Chambers no longa, postou a foto de seu personagem com a seguinte frase escrita ao seu lado: “Existem outros mundos além deste”.

Confira:

torre negra

“A Torre Negra” é uma série de livros de terror escrita por Stephen King inspirado no universo imaginário de J.R.R. Tolkien e no poema épico do século XIX “Childe Roland à Torre Negra Chegou”. Nos cinemas, a adaptação contará com atores muito renomados, como Idris Elba e Matthew McConaughey.

O filme chegará às telonas no dia 17 de fevereiro de 2014.

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