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Top Ten Tuesday

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Top Ten Tuesday: 10 canais literários que você tem que conhecer

Alessandra Gilos, no Por essas Páginas

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O TTT de hoje era um “seja o que quiser”. Pensei sobre diversas listas e possibilidades, mas enxerguei a oportunidade de listar aqui alguns dos meus canais literários favoritos (e que me inspiraram a criar o meu! ^^). Sei que muitos de vocês não possuem o hábito de ver vídeos, mas sugiro que abram as portas a esta oportunidade. Juro que não irão se arrepender! (:
O Top Ten Tuesday é um meme literário semanal criado pelo The Broke and the Bookish.

1. Tiny Little Things (Tati Feltrin): o canal da Tati foi o primeiro que conheci – e acho que um dos poucos que efetivamente acompanho com fervor e a cada novo vídeo publicado. Com um embasamento bem bacana, a Tati me atraí por que traz livros “populares” e do momento, assim como clássicos e desconhecidos. Ela tem um milhão de projetos bacanas e listas gigantescas de livros que quer ler. Eu sugiro ver o bookshelf tour infinito e em mil partes que é super bacana e nos instiga a querer aumentar a lista gigante!

2. Cabine Literária: o Cabine foi acho que o segundo canal que descobri. O diferencial dele é que conta com muitos colaboradores, o que permite que você sempre tenha algum a qual se afeiçoar caso prefira um gênero ou estilo de escrita determinado. Particularmente, eu adoro e confio em todas as opiniões do Gabriel. Acho que nenhum livro que ele sugeriu e amou eu não não amei também (aka: Jogador #1). Atualmente, eles estão criando novos quadros com sketchs, debates e até moda.

3. O Batom de Clarice: aficionada por Clarice, a Ju Gevarson é uma fofa poetisa. Eu adoro o jeitinho dela de falar e a forma como ela nos faz querer ler absolutamente tudo o que ela elogia. Para mim, a Ju é um passo fora da minha linha de conforto. Eu raramente ouvi dizer ou conheço os livros que ela lê, mas vou listando alguns e outros para o futuro, para sair da caixinha. O legal é que, como formada em letras, ela acaba nos guiando e explicando determinadas coisas de suas obras favoritas que nos faz querer mais ler determinada obra que até então não pegaríamos. Atualmente, ela cedeu a pressão e começou a ler Harry Potter (e está amando!) e tem uma série de vídeos especial. Ah, e sim! Ela tem uma calopsita linda que sempre aparece nos vídeos, o Théo <3

4. Geek Freak: originalmente o Victor fazia parte do Olhos de Ressaca (R.I.P), mas o Geek Freak é seu canal sozinho. Ele é o louco das compras e o mestre da edição. Adoro! Seus vídeos são bem variados, com muitas tags e interação. Aqui, você não vai encontrar resenhas (apenas no blog dele), mas juro que é divertido!

5. JotaPluftz: a Ju é um dos meus canais favoritos para dicas de HQ’s e livros meigos. Os vídeos são super gostosos de assistir e há sempre uma coisinha ali que você irá desejar! Eu já assisti a diversos desenhos e comprei algumas HQs com recomendação dela.

6. Lido Lendo: a Isa é uma fofa e eu a conheci na Bienal do livro! <3 Seus vídeos são deliciosos e a calma dela é quase que terapêutica. O que mais gosto é que a mecânica de compra dela é bem distinta: ela não lê sinopses. Então somos guiados pela curiosidade dela pelo contexto da capa e do título. Já comprei alguns livros recomendados e sem dúvidas comprarei outros.

7. Papo de Estante: além das críticas literárias e tags, a Bruna nos presenteia com sua voz incrível em vídeos com músicas baseadas em livros e alguns outros vlogs e vídeos “estava com vontade gravei” bem engraçados e divertidos! Ela estava há um tempo sem gravar, mas já voltou.

8. Triplobooks: o canal da Mari é muito bom. Ela varia bastante a forma como constrói as resenhas e normalmente os vídeos são mais curtos, o que facilita para as pessoas com DDA (hehe… brincadeirinha!). Uma das coluninhas que mais adoro são os TOP 3 alguma coisa. Recomendo também o acesso a o blog dela, que contém um monte de artes lindas que ela mesma faz!

9. Patrícia Pirota: fã viciada de Harry Potter, a Patrícia só chegou a meu conhecimento há pouco tempo. Embora o canal seja antigo e mega conhecido. Ela fala de tudo também e grava de tudo. Como ela ama HP, adoro a forma como a série é introduzida a todo momento, sem notar. Ela se enquadra um pouco dentro da categoria da Ju Gevarson e da Tati, pois lê muitas coisas fora da minha caixinha e me intriga a ler também!

10. Narrativas da Cidade: bom, para quem não conhece, o Narrativas é meu canal particular e que tem parceria direta e linda com o PEP <3 Lá eu faço mui-tas resenhas e dou algumas diquinhas de viagem. Estou incrementando a resposta de tags e este ano teremos alguns comprativos livros vs filmes. ;D Todo o conteúdo postado por aqui é exclusivo e você não encontra no Narrativas, mas sempre que um vídeo novo é publicado aqui no PEP, eu faço um teaser por lá.

Livros do universo Star Wars para ler enquanto espera pela chegada de ‘O Despertar da Força’

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Livros do universo Star Wars para ler enquanto espera pela chegada de 'O Despertar da Força'

Fábio Mourão, no Dito pelo Maldito

Esperamos por quase uma década até que fosse anunciado mais um filme da franquia Star Wars, e quando aconteceu, a força despertou seu tremor nas redes sociais com tanta potência, que já tem gente criando mil teorias de enredo a partir de um único trailer que já foi liberado para o público.

E se tem algo que pode acalmar toda essa ansiedade até a chegada de O Despertar da Força, é a leitura de um bom livro. E se pudermos ler algo que seja diretamente ligado ao universo de Star Wars (pelas barbas de Obi-Wan), melhor ainda!

É sabido que o chamado ‘Universo Expandido’ de Star Wars é tão extenso quanto se pode imaginar, e é composto por pelo menos uma centena de livros e quadrinhos. O que torna tudo que ocorre fora dos filmes oficiais, uma tremenda confusão. Para evitar a fúria dos mais fanáticos, para o início dessa nova leva de filmes, foi simplesmente decidido que todas essas histórias alternativas seriam esquecidas e um novo leque de futuro seria aberto para a franquia.

Como aqui no Brasil muito pouco, ou quase nada, desses extras foram publicados por aqui, ainda podemos dizer que a nossa linha de raciocínio sobre os acontecimentos da saga Star Wars permanece pura, seguindo basicamente apenas a linha de raciocínio principal dos filmes e animações. E o mesmo vale para as poucas publicações ligadas ao universo que aqui chegaram.

Abaixo você encontra alguns desses livros que estão disponíveis no mercado nacional, e que podem aliviar a sua espera pelo filme Despertar da Força.

Livros do universo Star Wars para ler enquanto espera pela chegada de 'O Despertar da Força'

✔ Star Wars: A Trilogia, Special Edition

Livros do universo Star Wars para ler enquanto espera pela chegada de 'O Despertar da Força'
A saga que atravessou o espaço e inúmeras gerações de fãs retorna ao público brasileiro em grande estilo. As histórias clássicas de Luke Skywalker, Han Solo, Princesa Leia, Mestre Yoda e Darth Vader ganham as páginas luxuosas de Star Wars, A Trilogia.

A obra reúne os romances inspirados nos três primeiros filmes do universo fantástico criado por George Lucas: Uma Nova Esperança, O Império Contra-Ataca e O Retorno de Jedi. Os três títulos chegaram a ser lançados no Brasil, sendo o último deles em 1983. Mas esta é a primeira vez que a trilogia completa é editada em nosso país num único volume, em capa dura.

O acabamento segue o padrão quase psicopata de qualidade da editora DarkSide.

✔ Star Wars – Herdeiro do Império, de Timothy Zahn

Livros do universo Star Wars para ler enquanto espera pela chegada de 'O Despertar da Força'
O primeiro volume da consagrada trilogia Thrawn.

Luke, Han e Leia enfrentam uma nova ameaça. Cinco anos após a destruição da Estrela da Morte, a ainda frágil República luta para restabelecer o controle político e curar as feridas deixadas pela guerra que assolou a galáxia. O Império, porém, parece não ter morrido com Darth Vader e o imperador. Habitando os confins da galáxia, o grão-almirante Thrawn, gênio militar por trás de diversas ações imperiais, ainda luta para reconquistar o poder perdido. A bordo do destroyer estelar Quimera, ele descobre segredos que lhe darão a chance de destruir definitivamente o que restou da Aliança Rebelde, para assim retomar o domínio da galáxia e controlar os últimos dos Jedis.
Herdeiro do Império é considerado um dos mais importantes marcos do universo expandido de Star Wars. Desde seu lançamento, tem sido aceito pelos fãs da franquia como a verdadeira continuação da trilogia original. Além disso, a obra foi usada como base criativa para vários outros produtos da série, incluindo elementos de jogos, filmes e animações.

✔ Star Wars: O Caminho Jedi

Livros do universo Star Wars para ler enquanto espera pela chegada de 'O Despertar da Força'
Um manual para os estudantes da Força!

Que a saga Star Wars é um dos maiores fenômenos de todos os tempos não é novidade. Que os personagens são mania mundial, também não. Para apimentar mais essa febre e satisfazer um desejo antigo dos fãs, é lançado O Caminho Jedi, manual de treinamento da Ordem.

O livro funciona como um almanaque dos guadiões da paz nas galáxias. Nele são apresentados os maiores mestres, a história dos clãs, os armamentos, o vestuário, os golpes de lutas, entre outros.

Em O Caminho Jedi, o leitor vai desvendar os segredos e partilhar do conhecimento passado de geração para geração – aprendendo, inclusive, as nuances do combate de sabre de luz e a hierarquia Jedi. Além disso, conhecerá novos personagens, novas criaturas e novas naves.

Passado de mão em mão de Mestre para Padawan, de Yoda e Obi-Wan Kenobi para Anakin e Luke Skywalker, este exemplar recebeu as anotações de cada Jedi que tocou e estudou suas páginas – adicionando suas experiências pessoais e as lições aprendidas.

✔ Stars Wars: Livro dos Sith

Livros do universo Star Wars para ler enquanto espera pela chegada de 'O Despertar da Força'
Segredos do Lado Negro

Que a saga Star Wars é um dos maiores fenômenos de todos os tempos não é novidade. Que os personagens são mania mundial, também não. Para apimentar mais essa febre e satisfazer um desejo antigo dos fãs, chega às livrarias, após o lançamento de O caminho Jedi, o Livro dos Sith, manifesto do lado negro da Força.

Ao longo dos séculos, à medida que os Lordes Sith ascendiam ao poder, alguns deles registravam sua filosofia e seus esquemas para assumir o controle da galáxia. Ao serem derrotados, esse conhecimento desapareceu. Ou, pelo menos, era o que parecia.

Seus escritos foram passados entre Sith selecionados e, até mesmo Jedi, que acrescentaram suas reflexões a essas raras páginas. Na busca por domínio, Darth Sidious foi atrás do que sobrou dos cinco textos mais lendários do lado negro. A partir desse conhecimento, ele escreveu um sexto texto – seu próprio manifesto. Reunidos, esses documentos formam o Livro dos Sith.

Nele são apresentados os maiores mestres, o surgimento do clã, os armamentos, o vestuário, os segredos obscuros, entre outros.

Os personagens mais mal-humorados da história da literatura

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Publicado por Revista Bula
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Pedimos aos leitores, seguidores do Twitter e Facebook que apontassem, entre personagens literários conhecidos, quais eram os mais mal-humorados da história da literatura universal. Na lista, aparecem personagens dos mais díspares perfis, em comum entre eles apenas o mau-humor crônico. De Holden Caulfield, criação de J. D. Salinger em “O Apanhador no Campo de Centeio” — o mais citado —, até o Deus vingativo do Velho Testamento bíblico. Abaixo, a lista baseada no número de citações e uma pequena amostra do humor colérico dos personagens selecionados.

Holden Caulfield — personagem de “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J. D. Salinger (Editora do Autor)

“Não sei direito o nome da música que ele estava tocando quando entrei, mas só sei que ele estava esculhambando mesmo o troço pra valer. Dando uma porção de floreios imbecis nos agudos e outras palhaçadas que me aporrinham pra chuchu. Mas valia a pena ver os idiotas quando ele acabou. Era de vomitar. Entraram em orbita, igualzinho aos imbecis que riem como umas hienas, no cinema, das coisas sem graça. Juro por Deus que, se eu fosse um pianista, ou um autor, ou coisa que o valha, e todos aqueles bobalhões me achassem fabuloso, ia ter raiva de viver. Não ia querer nem que me aplaudissem. As pessoas sempre batem palmas pelas coisas erradas. Se eu fosse pianista, ia tocar dentro de um armário.”

José Severo — personagem de “O Ventre”, de Carlos Heitor Cony (Companhia das Letras)

“Só creio naquilo que possa ser atingido pelo meu cuspe. O resto é cristianismo e pobreza de espírito. Não creio nos sentimentais encabulados, nos líricos disfarçados que se benzem quando os raios caem. Meu materialismo é integral. Nasceu no mesmo ventre que me concebeu. Mas voltemos ao irmão. Dentro da predestinação que fez Caim matar o inocente Abel e Jacó passar o conto-do-vigário em Esaú, o torturado irmão foi coisa que sempre desprezei. Nunca fiz indagações em torno de nossas diferenças. Sei, o problema é dos muitos que aguçam a ignorância dos sábios e demais desocupados que teimam explicar coisas inexplicáveis, como a vida. Não sou entendido em cromossomos. O que sei de genética é pouco mas divertido: está espalhado nos mictórios do mundo.”

Homem do subsolo — personagem de “Memórias do Sub­solo”, de Fiódor Dostoiévski (Editora L&PM)

“Não apenas não consegui tornar-me cruel, como também não consegui me tornar nada: nem mau, nem bom, nem canalha, nem homem honrado, nem herói, nem inseto. Agora vivo no meu canto, provocando a mim mesmo com a desculpa rancorosa e inútil de que o homem inteligente não pode seriamente se tornar nada, apenas o tolo o faz. Sim, senhores, o homem do século XIX que possui inteligência tem obrigação moral de ser uma pessoa sem caráter; já um homem com caráter, um homem de ação, é de preferência um ser limitado. Essa é a minha convicção aos quarenta anos. Tenho agora quarenta. E quarenta anos é toda uma vida, é a velhice mais avançada. Depois dos quarenta é indecoroso viver, é vulgar, imoral.”

Arturo Bandini — personagem de “Pergunte ao Pó”, de John Fante (Editora José Olympio)

“Caro Sammy, aquela putinha esteve aqui esta noite; você sabe, Sammy, a pequena sebenta com o corpo maravilhoso e a mente de um retardado. Entregou-me certos alegados textos supostamente escritos por você. Além do mais, afirmou que o homem da foice está vindo ceifá-lo. Sob circunstâncias normais, eu chamaria esta de uma situação trágica. Mas tendo lido a bílis que os seus manuscritos contêm, deixe-me falar para o mundo em geral e dizer imediatamente que a sua partida é uma sorte para todo mundo. Você não sabe escrever, Sammy. Sugiro que se concentre na tarefa de colocar sua alma idiota em ordem nestes últimos dias antes de deixar um mundo que vai suspirar aliviado com a sua partida.”

Heathcliff — personagem de “O Morro dos Ventos Uivantes”, de Emily Brontë (Editora Landmark)

“Não tenho dó nem piedade, quanto mais os vermes se retorcem, mais desejo sinto eu de lhes revolver as entranhas! É como uma espécie de dor de dentes moral; quanto mais a dor aumente, mais trinco os dentes! (…) O incômodo que me causa sua presença ultrapassa em muito o prazer que eu possa sentir em atormentá-la. (…) Eu sei que você procedeu infernalmente comigo… infernalmente, está ouvindo? E se tem a ilusão de que não apercebi disso, não passa de uma tonta! E se cuida que me consolo com palavrinhas amáveis, é uma idiota! E se imagina que vou ficar sofrendo sem tirar vingança, hei de convencê-la do contrário, e muito em breve!”

Henry Chinaski — personagem de “Misto Quente”, de Charles Bukowski (Editora L&PM)

“Eu não tinha interesses. Eu não tinha interesse por nada. Não fazia a mínima ideia de como iria escapar. Os outros, ao menos, tinham algum gosto pela vida. Pareciam entender algo que me era inacessível. Talvez eu fosse retardado. Era possível. Frequentemente me sentia inferior. Queria apenas encontrar um jeito de me afastar de todo mundo. Mas não havia lugar para ir. Suicídio? Jesus Cristo, apenas mais trabalho. Sentia que o ideal era poder dormir por uns cinco anos, mas isso eles não permitiriam. (…) Eu gostava do lugar, tinha grandes árvores que davam sombra, e desde que algumas pessoas haviam me dito que eu era feio, sempre preferia a sombra ao sol, a escuridão à luz.”

Paulo Honório — personagem de “São Bernardo”, de Graciliano Ramos (Editora Record)

“Sou, pois, o iniciador de uma família, o que, se por um lado me causa alguma decepção, por outro lado me livra da maçada de suportar parentes pobres, indivíduos que de ordinário escorregam com uma sem-vergonheza da peste na intimidade dos que vão trepando. Se tentasse contar-lhes a minha meninice, precisava mentir. Julgo que rolei por aí à toa. Lembro-me de um cego que me puxava as orelhas e da velha Margarida, que vendia doces. O cego desapareceu. A velha Margarida mora aqui em São Bernardo, numa casinha limpa, e ninguém a incomoda. Custa-me dez mil-réis por semana, quantia suficiente para compensar o bocado que me deu. Tem um século, e qualquer dia destes compro-lhe mortalha e mando enterrá-la.”

Ebenezer Scrooge — personagem de “Um Conto de Natal”, de Charles Dickens (Editora L&PM)

“Scrooge era um tremendo pão duro! Um velho sovina, avarento, mesquinho, unha-de-fome e ganancioso! Duro e áspero como uma pedra de amolar, não era possível arrancar dele a menor faísca de generosidade. Era solitário e fechado como uma ostra. A sua frieza congelou o seu rosto e encompridou ainda mais o seu nariz pontudo, murchou suas bochechas e endureceu seu caminhar; deixou seus olhos vermelhos, azulou seus lábios finos e tornou ferino o tom de sua áspera voz. Uma camada de gelo cobria sua cabeça, suas sobrancelhas e seu queixo áspero. Onde ia, levava consigo sua frieza, que gelava o escritório nos dias mais quentes do ano e não degelava nem um grau no Natal. O frio e o calor tinham pouca influência sobre Scrooge. Calor algum podia aquecê-lo e nem o vento de inverno esfriá-lo.”

Deus — personagem da “Bíblia”, no Velho Testamento

“Disse a Moisés: Toma todos os príncipes do povo, e pendura-os em forcas contra o sol: para que o meu furor se aparte de Israel. (…) Matai pois a todos os machos, ainda os que são crianças; e degolai as mulheres que tiveram comércio com os homens. Mas reservai para vós as meninas e todas as donzelas. (…) E o Senhor nosso Deus no-lo entregou: e nós o derrotamos com seus filhos e com todo o seu povo. Tomamos-lhe ao mesmo tempo todas as suas cidades, mortos os seus habitantes, homens mulheres e meninos: e nela não deixamos nada. (…) Mas eles matarão as crianças com as suas setas, e não se compadecerão das mães em cujo ventre elas andarem, e a seus filhos não perdoará o olho deles. (…) E dar-lhes-ei a comer as carnes de seus filhos, e as carnes de suas filhas: e cada um comerá a carne de seu amigo, no cerco, e no aperto, em que os terão encerrados os seus inimigos, e os que buscam as almas deles.”

12 livros para conhecer a cidade de São Paulo

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Seattleite-Book-Club

Publicado no Vermelho

A cidade de São Paulo, de Caio Prado Junior
Lançado pela editora Brasiliense, em 1983, o livro faz parte da Coleção Tudo é História. O autor explica como região de São Paulo mesmo não oferecendo atrativos para a criação de um centro industrial e urbano, conseguiu tal proeza

A noite das grandes fogueiras, de Domingos Meirelles

O livro lançado em 1995, pela editor Record procura relatar as origens da rebelião de 5 de julho de 1924, quando um grupo de jovens tenentes do Exército que participara do frustrado levante do Forte de Copacabana, em 1922, toma de assalto os quartéis da Força Pública de São Paulo. Após pesquisa e muitas entrevistas, Meirelles conseguiu reunir testemunhos, relatórios oficiais e vasta documentação americana.

São Paulo Ensaios Entreveros, de Aziz Nacib Ab’Saber

O livro combina pesquisas realizadas desde 1956 até o início do século XXI sobre as mais diferentes regiões da cidade. Aziz comenta sobre o clima, os rios, a urbanização, as diferenças sociais, a arquitetura, entre muitos assuntos. Foi lançado pela editora Edusp e Co-editora Imprensa Oficial.

Arquivo Histórico – A História Pública de São Paulo, organizado por Eudes Campos

A iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura e lançado pela Imprensa Oficial, o livro reúne reproduções de 95 documentos entre manuscritos, mapas, pranchas de arquitetura, desenhos e fotografias, que abrangem o período de 1555 a 1954, pesquisados pela equipe do Arquivo Histórico de São Paulo. Os textos foram redigidos e organizados pelo pesquisador e arquiteto Eudes Campos.

História da Cidade de São Paulo, de Paula Porta

Os três volumes que dividem a história da metrópole foi lançada em 2005 pela Editora Paz e Terra.
A esta altura da história brasileira, que ninguém duvide: a Cidade de São Paulo é, sob qualquer ponto de vista, um fenômeno. Para tentar compreender – e explicar – essa história desta grande metrópole, esta obra está sendo editada em três volumes. Uma obra de longo fôlego e conteúdo profundo.

O Caminho do Anhanguera, de Nestor Goulart Reis

Editado pela Via das Artes, o ganhador do Prêmio Jabuti na categoria Arquitetura e Urbanismo mostra a influência do caminho dos bandeirantes na ocupação do Centro-Oeste, a partir da Rodovia Anhanguera, e sua importância na formação das cidades brasileiras.

Memorial do Imigrante – Imigração no Estado de São Paulo, de Soraya Moura

Italianos, espanhóis, portugueses, japoneses, russos e dezenas de outras nacionalidades chegaram a cidade de São Paulo ou ao interior do Estado passando por este local. Parte integrante da vida da imensa maioria dos imigrantes de São Paulo, a hospedaria do imigrante é estudada e explicada amplamente.

“Palmeiras x Corinthians 1945: o jogo vermelho”, de Aldo Rebelo

A publicação, da Editora Unesp, retrata o conturbado cenário político de 1945 e seus reflexos no esporte que, além de paixão nacional, sempre esteve diretamente ligado à identidade do povo brasileiro. O livro discorre sobre a partida beneficente ao Movimento Unificador dos Trabalhadores que teve como objetivo arrecadar fundos para a campanha eleitoral do PCB (Partido Comunista do Brasil).

Meu São Paulo? Nunca mais!, de Paulo José da Costa Jr.

O autor revive a velha São Paulo descrevendo elementos que formavam sua paisagem, como as festas de rua, o bonde, os salões de gafieira, o centro da cidade, os teatros, os prostíbulos e os colégios, entre outros.

O último mamífero do Martinelli, de Marcos Rey

Edmundo Donato, conhecido como Marcos Rey foi tradutor, cineasta e escritor. É dele a ficção em que um perseguido político se esconde num edifício fechado para reformas. Passa o tempo inventando histórias a partir dos objetos que encontra, até que realidade e ficção se misturam. O livro foi lançado pela Ática Editora e faz parte da Coleção Rosa dos Ventos.

“Malditos Paulistas”, de Marcos Rey

Outro romance de Marcos Rey, lançado pela Círculo do Livro em 1980, o livro conta a história da vida de Raul, um carioca, que vai a São Paulo para trabalhar e acaba por se envolver na investigação sobre negócios escusos de um rico morador do Morumbi.

Brás, Bexiga e Barra Funda, de Antonio de Alcântara Machado
Este livro é uma deliciosa literatura sobre os bairros operários de São Paulo através da vida de imigrantes italianos.

O novo voo do Estante Virtual, maior plataforma online de sebos do Brasil

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(foto: divulgação)

(foto: divulgação)

Empresa, que faz 9 anos, agora também vende livros novos. Seu fundador, André Garcia, explica o surgimento da ideia do negócio, como o site tornou-se uma referência

Marcia Pinheiro, no IDGNOW [via Brasileiros]

André Garcia é destes jovens empreendedores que tiveram uma ideia simples, em 2005, que ninguém havia pensado: centralizar em um único site, a Estante Virtual, os principais sebos do País. Hoje, tem como parceiros cerca de 1,3 mil livreiros virtuais e oferece um milhão de títulos. No esquema do site, não há necessidade de investimento em logística, uma vez que os próprios sebos são responsáveis pela entrega do livro ao comprador. O faturamento da empresa vem da comissão cobrada dos sebos participantes, que vai de 8% a 12% sobre a compra, de acordo com o volume vendido.

Depois de se firmar no segmento de livros usados, a Estante passou a comercializar exemplares novos, a exemplo do que já faz a Amazon, seu principal concorrente. Com este passo, Garcia espera conquistar mais leitores, além dos tradicionais estudantes, pesquisadores e caçadores de raridades. O empresário é adepto do lema “ócio criativo”. Por isso, os funcionários do site trabalham apenas seis horas por dia, “com salário de oito”, segundo afirma. Para ele, a produtividade tende a aumentar quando as pessoas chegam felizes ao trabalho, depois de terem a manhã livre para seus hobbies ou compromissos. Para se ter uma ideia da qualidade do público comprador e do acervo, na última lista dos mais vendidos, constavam: A Menina que Roubava Livros (Markus Zuzak), Lolita (Vladimir Nobokov), Admirável Mundo Novo (Adous Huxley) e Cem Anos de Solidão (Gabriel Garcia Marquez).

Em 2015, ele aposta no aperfeiçoamento dos mecanismos de compra, além de abrir a Estante para a colaboração dos compradores, que poderão dar dicas de leitura, fazer resenhas e postar fotos. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida à Brasileiros.

Brasileiros – Como o senhor teve a ideia de criar a Estante Virtual?
André Garcia: Eu estava me preparando para fazer um mestrado em Psicologia Social, uma área diferente da que me formei – Administração. Eu estava frustrado em trabalhar em grandes empresas, nas quais a criatividade vai até a página dois. Estava estudando muito e lia livros em bibliotecas, porque então eu não estava com muito dinheiro. Mas muitos eu não encontrava e passei a frequentar sebos. Perambulava por eles e achei aquela forma de busca muito pouco amigável: ter de bater perna, perder muito tempo. Passei a procurar na internet se havia algum sebo on-line; achei meia dúzia que oferecia sistemas de buscas. A maioria só tinha um site e um e-mail de contato.

Havia então algum modelo de negócios no exterior, em que o senhor pudesse se inspirar?
Existia sim. Aqui no Brasil, havia o Mercado Livre, que é mais genérico. No exterior, a AbeBooks, que vende livros usados de vários sebos.

Como foi seu contato inicial com os sebos? Houve desconfianças?
Eu tive a ideia em setembro de 2004. Comecei a fazer a Estante; inclusive eu mesmo desenvolvi o código. Não sou formado em programação, mas aprendi para fazer o site, de tão empolgado que eu estava. Nem tinha dinheiro para pagar alguém para fazer. Ao mesmo tempo, mapeei os sebos por meio de guias e lista telefônica. Quando a Estante ficou pronta, disparei uma mala direta por e-mail e Correios, expliquei qual era o negócio. Primeiro, entraram os sebos, digamos, mais tecnológicos, que estavam há muito tempo querendo um site como o nosso. Aos poucos, foram entrando os outros e, por último, até os mais desconfiados aderiram a esta forma de venda.

Qual foi o investimento inicial?
Na época, R$ 10 mil. Era pouco. Foi o que ganhei com a rescisão contratual do último emprego, onde fiquei um ano. Eu era uma empresa de um homem só. O custo era baixo. Continuei a estudar para prestar o mestrado, passei, mas o valor da bolsa de estudos era muito pequeno. Resolvi, então, tocar a Estante.

Quantas pessoas o site emprega hoje?
Quarenta pessoas.

A companhia tem alguma abordagem especial em gestão de pessoas?
Nós temos a gestão do ócio criativo. O expediente de trabalho é de seis horas, mas o salário é de oito. Desde que eu montei o site, fiz questão de fazer diferente das empresas onde trabalhei. Acreditamos que, tirando o cafezinho e o tempo que as pessoas passam no Facebook, seis horas podem ser muito mais produtivas do que oito. Mais até do que nos lugares modernos, como os pontocom, onde a ênfase é decorar baias e encher o escritório de brinquedos. Damos a manhã livre para as pessoas irem à praia, por exemplo.

Onde fica a sede da empresa?
No Rio, em Laranjeiras.

Normalmente, o calcanhar de Aquiles dos negócios on-line é a questão da logística. Como o senhor montou a sua?
O produto está com o vendedor, não comigo. Fazemos recomendações para ele postar em um prazo máximo de 24 horas. O sebo é responsável pela remessa. Somos apenas um conector. Consolidamos a constelação de vendedores em um lugar só.

Como é feito o pagamento?
O pagamento vai para o sebo e, na mesma hora, é cobrada a comissão. Isso é feito por meios de pagamento como o PayPal, que faz o depósito automaticamente.

Quantos livreiros estão na Estante e quantos títulos são oferecidos?
Temos mais 1.300 livreiros virtuais e mais de um milhão de títulos em português. É o maior sebo virtual em língua portuguesa do planeta.

Que gênero é maioria? Livros científicos, técnicos, best-sellers?
Best-seller é uma parte menor. Grande parte é composta por livros acadêmicos, científicos, muita literatura. Nossa base é muito pulverizada. Entre os mais vendidos, há obras de George Orwell, Gabriel Garcia Marquez e Milan Kundera. São pérolas literárias, que fogem das óbvias listas tradicionais.

Desde a criação da Estante, quantos livros foram vendidos?
Mais de 14 milhões.

A Amazon é seu concorrente?
Sim, concorrente direto.

Eles já fizeram oferta para comprar o seu negócio?
Não. Nunca.

Há algum tempo, a Estante elevou a taxa de comissão dos livreiros, o que teria gerado desconforto?
Em novembro de 2013, fiz uma viagem a dez cidades e visitei mais de cem livreiros. Ouvi deles várias solicitações, como novos meios de pagamentos, ferramentas de gestão, de coisas que não estávamos fazendo. Pediram ainda mais equipes de atendimento. Providenciamos os avanços e apresentamos um novo patamar de serviços. Foi impossível manter o mesmo preço. Fizemos um investimento de tecnologia de R$ 4 milhões em 2014. Tudo tem um preço. Mas é natural a tensão em um primeiro momento. A comissão era de 6% e passou a ser de 8% a 12%. Quanto mais o lojista vende, pode baixar a taxa para 8%.

O senhor perdeu muitos lojistas com a mudança da taxa de comissão?
Não chegou nem a dez.

Sua equipe ainda faz captação de sebos?
Na verdade, os sebos nos procuram. Na semana passada, falei com um sebo de Gramado, na Serra Gaúcha, que é pioneiro na região. Mal abriram e nos procuraram.

Por que a Estante vai também vender livros novos?
As livrarias convencionais há muitos anos estão se concentrando nos mais vendidos. Isso cria uma demanda não atendida dos livros de catálogo. Por exemplo, você vai a uma livraria e encontra só dois títulos do Rubens Fonseca. Isso é muito ruim para a diversidade. Já tínhamos no acervo uma quantidade muito grande – cerca de 2 milhões – de livros novos e o que fizemos agora foi categorizar as obras e abrir as portas para este tipo de segmento.

O senhor também pretende entrar no negócio de venda de música?
Estamos muito focados em livros, mas novas áreas são sempre uma possibilidade. De todo modo, o mercado fonográfico está em crise.O CD está desaparecendo e o DVD tem forte concorrência de veículos como o Netflix, o pay-per-view de canais fechados. Não é uma coisa que consideremos agora.

E os livros eletrônicos?
Por enquanto, não. Não temos um título eletrônico sequer.

A Estante tem uma reputação muito boa no Reclame Aqui e no e-bit, pela quantidade de problemas solucionados em relação às queixas dos compradores. Qual é a estratégia?
Eu atribuo o bom atendimento a uma política que temos desde o início, que é não lavar as mãos. No caso de qualquer reclamação que chega à Estante, entramos em contato com o sebo, pedimos a ele que interceda nos Correios. Se a entrega demorar muito além do prazo acordado, a sugestão é devolver o dinheiro. Se o sebo não reembolsar, nós os fazemos e vamos atrás do sebo. Temos uma política muito rigorosa de qualidade com nossos vendedores. Os 1.300 sebos no meu site são os melhores do País.

A principal reclamação é atraso?
Sim. Os Correios têm deixado muito a desejar.

Quais são seus planos para 2015?
Queremos ampliar a oferta de livros novos, também com a entrada em livrarias que atuam neste mercado. Implantar ainda a compra expressa, só por e-mail, sem a necessidade de se fazer o log in e senha, que é uma chatice. São recursos de usabilidade. Também vamos investir bem forte em crowd sourcing, em que o usuário pode enriquecer a base de dados, cadastrando fotos, sinopses, resenhas. Enfim, criar uma rede colaborativa. O usuário não será um mero comprador, mas um colaborador.

Você tem algum concorrente no Brasil, além da Amazon?
Tem o Mercado Livre, mas que é mais restrito. Dedicado a livros, existem o Livronauta e o Sebos On-Line. Eles seguem o modelo da Estante, mas não dispõem de todos os recursos. Já houve outros, como o Gojaba, que ficou apenas dois anos no mercado e desistiu.

O senhor pode revelar o faturamento anual da Estante?
Não costumo divulgar isso. Mas encerramos o ano de 2014 com 1 milhão de títulos vendidos.

Qual é o deságio médio do livro usado em relação ao novo?
Em média, de 52%.

O senhor já fez alguma pesquisa sobre o perfil de seus compradores?
Grande parte é de universitários. Mas agora, com esta abertura, com a oferta de livros novos, em com todas as melhorias de usabilidade do site, qualquer pessoa que queira comprar um livro, fácil ou difícil de achar, pode comprar aqui, com a grande diferença que na Estante o consumo é ético. Isso porque assegura a sobrevida de milhares de livreiros e não só de um grande player.

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