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Quer estudar em Hogwarts?

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Publicado na revista Galileu

A internet, essa linda, vai realizar o seu maior sonho de infância (pelo menos se você for um Pottermaníaco) – estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. O Hogwarts is Here tem tudo o que você pode querer: uma rede social interna com direito a feed de notícias sobre as novidades de sua casa, uma cerimônia com chapéu seletor (Sonserina não, Sonserina não?), esquema de contabilização de pontos (a Corvinal está na frente por enquanto) e até uma biblioteca com todos os livros mágicos que você pode sonhar.

E, falando em livros, você é obrigado a entregar as tarefas de casa. Afinal, o jogo combina o sistema de um MMORPG (um RPG massivo online) com um MOOC, sigla em inglês para Curso Aberto Online Massivo, que já foi assunto na GALILEU. Cada curso dura nove semanas e tem provas, tarefas de casa e leituras recomendadas.

“Mas já não existe o Pottermore?“, você pode estar se perguntando. Sim, a rede oficial do Harry Potter também funciona como um MMORPG, mas tem objetivos diferentes: recontar a história dos livros através de uma narração interativa. A diferença para o Hogwarts is Here é que o game une aulas de verdade (sobre magia, mas vá lá) com a possibilidade do jogador criar seu próprio caminho.

E aí, já está se inscrevendo? Vale lembrar que, uma vez que sua casa é escolhida, você não poderá mais mudá-la – não que grifinórios vão se arrepender e querer virar sonserinos (e vice-versa).

A má notícia? Por enquanto o material está inteiramente em inglês =/.

Nos encontramos na sala comunal?

  (Foto: Reprodução)

5 Trechos bizarros que você não esperava encontrar em livros clássicos

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Publicado no Dito pelo Maldito

Eu sempre fui encucado com certas classificações de livros. Principalmente quando ela define uma obra como ‘intelectual’. 
Que fatores, além da qualidade básica da escrita, faz alguns livros serem mais valorizados do que outros? E se os leitores têm gostos diferentes; quem decide esse tipo de coisa, afinal?

Em resumo, podemos dizer que ‘livros intelectuais’ são aqueles que abordam temas significativos e profundos. Mas se você prestar atenção, algumas dessas obras possuem trechos surpreendentes que poderiam facilmente fazer parte de alguma comédia pastelão.
Abaixo separamos cinco livros clássicos, considerados ‘intelectuais’, que contêm partes estranhas que talvez tenham lhe passado despercebido:
 
✔  O Conto do Inverno , de William Shakespeare
Obviamente Shakespeare é um mestre da linguagem. Ele passeia entre diferentes situações com facilidade, salteando, como ninguém, entre cenas insanas e a alta tragédia. Alguns estudos definem suas peças como: Uma meditação sobre a morte. Ou ainda: Um julgamento do coração humano. Mas há uma coisa que ninguém consegue explicar…

O momento que você não esperava: Ursos. Shakespeare não era conhecido pela sua direção de palco. Normalmente, dar a deixa de entrada e da morte dos personagens, era tudo que se limitava a fazer. Mas em O Conto do Inverno, há uma encenação que diz: “Ele sai, perseguido por um urso.” Nenhum urso foi mencionado anteriormente na cena, e não havia absolutamente nada que justificasse isso. Uma situação digna de fazer parte dos filmes da franquia ‘Todo Mundo em pânico’… Mas estamos falando em algo escrito pelo mestre do idioma Inglês.

 
✔  Ulysses, de James Joyce
Esta obra-prima literária é verdadeiramente um épico de quase 1.000 páginas, e não há dúvidas de que está na prateleira dos “intelectuais”. A obra é embalada com referências literárias e composta de uma escrita densa. James Joyce disse uma vez que colocou o suficiente no livro para manter os professores ocupados por centenas de anos. Até agora, ele tem tido razão.

O momento que você não esperava: Merda. Literalmente. Logo no início da narrativa, um dos protagonistas é introduzido em algumas páginas inteiramente dedicadas ao coco.

 
✔ Chapeuzinho Vermelho (O original), de Charles Perrault
Como tantos outros contos de fadas que são tão onipresentes em diversas culturas mundiais, há muitas versões diferentes desta história. Em algumas um caçador salva a Chapeuzinho Vermelho, em outras, ela salva a si mesma. Às vezes ela é apresentada com uma menina astuta, ou então, como ingênua, e em outras simplesmente como uma estúpida. Em uma das primeiras, e mais famosas versões do conto, o lobo diz a ela para subir na cama com ele, é aí que ela…

O momento que você não esperava: Primeiro, ela faz uma pausa para tirar as roupas, embora o lobo nunca ter mencionado nada sobre ela se despir. Ela faz isso de livre e espontânea vontade. Se ela sabia que era o lobo, ou se achava que era a sua velha avó que estava sobre a cama, não faço ideia. Mas de qualquer forma,… O que você está fazendo Chapeuzinho Vermelho? O que você está fazendo?

 
✔  Watchmen, de Alan Moore
Ok, essa é, tecnicamente, uma graphic novel, mas a partir do momento que ela é considerada um diferencial dentro do gênero, acho que vale a sua inclusão nessa lista. Esta história é, sem dúvida, um tour conduzido por uma narrativa não linear que salta décadas com facilidade e cria personagens ricas e complexas que não têm medo de ser profundamente falhos.

O momento que você não esperava: Uma das personagens fica nua e transa em pleno planeta Marte. Faz todo o sentido no contexto da história, mas ainda parece algo saído de uma comédia intergaláctica feita por nerds para um trabalho de faculdade.

 
✔ A Filosofia na Alcova, de Marquês de Sade
Este pode ser um contraponto dentre os outros itens desta lista, afinal, os livros do Marques de Sade não ficaram famosos por citar assuntos profundos ou significativos. A obra de Sade sempre foi considerada um tabu infame, não apenas para a sua época, mas também para os padrões de hoje em dia. E se você está se perguntando o porque de eu ter incluído um livro desse autor na categoria ‘intelectual’, acho válido lembrar que ele influenciou muitos pensadores e filósofos do século passado.
O momento que você não esperava: No meio de todo o seu erotismo explícito, Sade consegue encaixar uma ruminação longa, sofisticada e progressista sobre a filosofia e a moral de uma verdadeira república, filosofando sobre o fato da religião ser o ópio do povo.
dica do Fabio Mourão

Inspirado em trilogia de best sellers, “Divergente” chega hoje aos cinemas

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Inspirado em trilogia de best sellers, "Divergente" chega aos cinemas Paris Filmes/Divulgação

Zoe Kravitz e Shailene Woodley em ação no longa Foto: Paris Filmes / Divulgação

Dois primeiros volumes da série já venderam 100 mil exemplares no Brasil

Alexandre Lucchese, no Zero Hora

Ter um livro na lista dos mais vendidos é um grande feito para qualquer jovem escritor. Que dirá três best-sellers em sequência, todos já com adaptação garantida para as telas.

Essa é a história da americana Veronica Roth, 25 anos, autora do fenômeno literário da vez, a trilogia Divergente, que estreia nesta quinta-feira nos cinemas. Iniciada em 2011, a série já vendeu mais de 10 milhões de exemplares em 15 países e agora tenta repetir o sucesso com o primeiro longa-metragem da franquia. Há cerca de um mês em cartaz nos Estados Unidos, o filme dirigido por Neil Burger (de O Ilusionista) arrecadou mais de US$ 125 milhões em ingressos – o que não é um recorde, mas uma boa performance. Também no Brasil a expectativa é que o filme repita a boa trajetória de Crepúsculo e Jogos Vorazes, sagas que conquistaram jovens leitores devotados, o que acabou se refletindo nas bilheterias.

– Já esperávamos que o livro fosse um sucesso. No entanto, fomos pegos de surpresa pela intensidade da recepção do público – afirma Ana Martins Bergin, gerente do departamento infantojuvenil da Rocco, editora da saga literária no país.

A série acompanha a vida da Beatrice Prior (interpretada no cinema por Shailene Woodley, de Os Descendentes), jovem que mora nos escombros de Chicago num futuro distópico, em que as cidades foram devastadas por uma guerra global. Na busca de uma paz perene, a sociedade se dividiu em cinco facções, conforme as qualidades que deveriam cultivar: Abnegação, Amizade, Audácia, Erudição e Franqueza. Aos 16 anos, cada habitante deve escolher entre permanecer na facção dos pais ou renunciá-la. No caso de renúncia, eles jamais deverão retornar ao lar. A trama do primeiro livro, Divergente, flagra Beatrice às vésperas de fazer sua escolha.

Formada em escrita criativa na Universidade Northwestern, Veronica Roth prova que sabe combinar os ingredientes de uma boa saga para jovens adultos: distopia, ação e uma personagem frágil, que precisa aprender a fazer escolhas adultas. E, claro, não falta uma boa dose de romance, já que Beatrice se apaixona por Quatro (interpretado por Theo James, de Anjos da Noite – O Despertar), um enigmático e experiente mentor de sua facção.

Com bons cenários criados a partir das descrições do livro, o filme traz boas cenas de ação, derrapando apenas nas enfadonhas pausas para o açucarado romance.

– Não tenho dúvida de que Divergente aponta uma tendência forte no mercado, aberta com Crepúsculo e seguida com Jogos Vorazes. São livros de grande identificação com o público jovem adulto, mas que foram, de certa forma, negligenciados pelos grandes estúdios e tiveram sucesso com as produtoras independentes. Acredito que isso esteja gerando uma busca por novos autores – avalia Pedro Butcher, crítico de cinema especializado em pesquisa e análise de mercado.

A saga

Divergente (Rocco, 504 páginas, R$ 39,90) > Em um futuro distópico, a jovem Beatrice Prior vive em um mundo dividido em facções. A versão cinematográfica estreou nos EUA em 21 de março e arrecadou mais de US$ 125 milhões.

Insurgente (Rocco, 512 páginas, R$ 39,90) > Beatrice começa a melhor compreender os conflitos políticos e ideológicos na disputa pelo poder. No Brasil, os dois primeiros livros da saga já venderam mais de 100 mil exemplares.

Convergente (Rocco, 528 páginas, R$ 39,50) > Com o sistema de facções em ruínas, Beatrice precisa fazer novas escolhas. Lançado no Brasil em março, com tiragem inicial de 30 mil exemplares, o volume explica como o mundo foi devastado. Nos cinemas, Convergente será dividido em dois filmes.

 

Quatro (Rocco, no prelo)> Contos narrados pelo ponto de vista de Quatro, o par romântico de Beatrice. Previsto para ser lançado no Brasil em outubro, o livro configura uma trama complementar para os fãs da saga da história.

Fazer má literatura é difícil, diz escritor Leonardo Padura em debate

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Fabio Victor, na Folha de S.Paulo

Escrever mal é difícil, declarou um dos maiores escritores contemporâneos.

Durante debate anteontem à noite no Sesc Consolação, em São Paulo, para divulgar seu romance “O Homem que Amava os Cachorros”, o cubano Leonardo Padura, colunista da Folha, caçoou de autores best-sellers.

“Escrever livros como os de Paulo Coelho e Dan Brown não é fácil, não há muitos Dan Browns que possam escrever um romance tão horrível como ‘O Código Da Vinci’, que venda milhões de exemplares. Há que se saber fazer má literatura para poder escrever um livro desses”, disse, provocando risos na plateia.

O escritor cubano Leonardo Padura durante debate anteontem à noite em São Paulo / Jorge Araujo/Folhapress

O escritor cubano Leonardo Padura durante debate anteontem à noite em São Paulo / Jorge Araujo/Folhapress

Padura respondia a uma questão sobre como era possível que, mesmo sendo um “antibest-seller” (quase 600 páginas, vários narradores e tempos verbais e sobre um fato amplamente investigado, o assassinato de Leon Trótski por Ramón Mercader), “O Homem que Amava os Cachorros” virou um acontecimento literário.

O romance, que segundo a editora Boitempo já vendeu 12 mil exemplares no Brasil (um êxito para o país, onde livros do tipo têm tiragens médias de 3.000 cópias), foi aclamado pela crítica e recomendado por figuras como a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Padura respondeu a perguntas do público, do mediador Kim Doria (da Boitempo) e de três debatedores: o historiador e professor Gilberto Maringoni, o escritor Ricardo Lísias e a repórter especial da Folha Sylvia Colombo.

Nascido em 1955 em Havana, Padura notabilizou-se por seus romances policiais de estilo literário. É criador do detetive Mario Conde, protagonista de obras como “Ventos de Quaresma” e “Adeus, Hemingway”.

Jornalista e ensaísta, é também um leitor refinado da realidade cubana —faz críticas ao regime, mas também reconhece seus efeitos positivos, e continua a viver na ilha.

No debate de anteontem, ele disse que seus livros são “falsos romances policiais”. “São romances que qualquer leitor descobre desde o começo quem é o assassino e o que aconteceu. O importante é por que aconteceu algo e o que significa isso numa sociedade como a cubana.”

Padura fez críticas ao modelo de socialismo soviético que norteou regimes como o de Cuba (“Stálin perverteu a utopia de uma sociedade igualitária”) e explicou por que permanece morando na ilha mesmo tendo passaporte espanhol. “Porque sou um escritor cubano, nunca vou ser um escritor espanhol, e um escritor é resultado de sua cultura e de sua experiência.”

Ao responder sobre sua atividade como jornalista, menos conhecida que a de escritor, ele comparou o jornalismo atual a redes de fast-food. “Está se convertendo num ofício em que tudo sai igual e todos têm o mesmo aspecto.”

Trajetória de Ayrton Senna vai para os quadrinhos

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Tricampeão de Fórmula 1 tem sua vida contada por meio de HQ, que já está nas livrarias

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Publicado por Diário do Grande ABC

Das primeiras curvas no kart ao acidente fatal no GP de Ímola. A trajetória de Ayrton Senna ganhou traços diferentes e virou história em quadrinhos, os famosos HQs. Os primeiros exemplares de Ayrton Senna: A Trajetória de um Mito já podem ser encontradas nas livrarias por R$ 29,90.

Seu primeiro GP de Mônaco, com desempenho notório a bordo de uma Toleman, a rivalidade com o francês Alain Prost, sua vitória em Interlagos em 1991 – quando sofreu problemas na transmissão – e os fatos marcantes que envolveram os três títulos de melhor piloto do mundo na Fórmula 1 (1988, 1990 e 1991) estão presentes na obra roteirizada pelo jornalista francês Lionel Froissart e desenhada por Christian Papazoglakis e Robert Paquet.

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Senna já foi protagonista de diversas homenagens em 2014, quando completaria 54 anos. Em uma delas, Senna virou enredo da escola da samba Unidos da Tijuca, que tornou-se campeã do Carnaval do Rio de Janeiro. Também foi lembrado pela home do site de pesquisas Google.

A morte do piloto completa 20 anos no dia 1º de maio.

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