livros

O Clube da Luta, versão Jane Austen

0

Uma releitura feminina e vitoriana da história de Tyler Durden.

Publicado por El Hombre

O livro Clube da Luta, que inspirou o filme com Brad Pitt e Edward Norton, foi escrito em 1996 por um rapaz chamado Chuck Palahniuk. Mas e se a história tivesse sido escrita no século XVIII por Jane Austen? Provavelmente o resultado seria algo parecido com o vídeo acima.

1

Que tal migrar a brincadeira para uma banheira de gelatina, garotas?

Sextante leva a tríplice coroa

0

Destaque em maio para ‘Kairós’, ‘Inferno’ e ‘O silêncio das montanhas’

Cassia Carrenho, no PublishNews

1aA editora carioca faturou o livro mais vendido da semana, o 1º lugar no ranking semanal das editoras e 1º lugar  no ranking mensal das editoras de maio. De boas vendas o inferno tá cheio!

Numa semana de poucas mudanças, o grande destaque foi o livro O silêncio das montanhas (Globo), de Khaled Hosseini, autor do bestseller O caçador de pipas, que assumiu a vice liderança com uma diferença de apenas 56 livros e desbancou Kairós (Principium). A Globo agradece, já que os dois títulos são do seu grupo editorial.

Já o lugar mais quente da lista continua com Inferno (Arqueiro), que vendeu 23.729 exemplares na semana.

No ranking das editoras, Sextante e Intrínseca continuam numa disputa que começou no mês passado. Nessa semana a Sextante ficou em 1º lugar, com 15 livros, e a Intrínseca, com 14. Vergara&Riba, com sua turma de bananas, ficou em 3º lugar e, empatados com 7 livros cada um, Ediouro, Globo e Record dividem o 4º lugar.

No mês de maio, Kairós (Principium) foi o grande campeão de vendas, com um total de 77.550 exemplares vendidos. Mais uma razão para a editora Globo “erguer as mãos e dar glória a Deus”.

O vice campeão veio mesmo de baixo, mas com um objetivo claro de dominar a lista mensal em breve. Inferno (Sextante) vendeu 44.827 no mês de maio. Vale lembrar que Kairós foi lançado no começo do de maio e Inferno só na segunda quinzena do mês.

No ranking mensal das editoras a Sextante também levou o 1º lugar, com 24 livros. A surpresa veio com a Companhia das Letras, que fez uma ação de desconto, e ficou em 2º lugar, com 20 livros. Em 3º lugar aparece a Intrínseca, com 17, e, empatados 4º lugar, Ediouro, Record e Vergara, com 11 títulos cada.

Conheça 13 conselhos do transgressor Chuck Palahniuk sobre escrever

0

“Escreva os livros que você deseja ler”

Guilherme Carmona, no Literatortura

Nos últimos vinte anos, poucos autores têm dado socos na mente do leitor como Chuck Palahniuk o fez. Com um estilo pontuado por frases curtas e uma linguagem feroz e irônica, a prosa do autor brinca constantemente com inversões no tempo da narrativa e explora temáticas controversas, anárquicas e, por vezes, violentas. As atmosferas por ele criadas parecem oscilar entre o bizarro e o cômico, e são palcos onde a sociedade de consumo e a alienação dela proveniente são os principais objetos de crítica. Seu trabalho mais conhecido é o livro Clube da Luta, que a adaptação para o cinema em 1999 veio a consagrar como fenômeno cult. Palahniuk gosta de intitular seu trabalho de Ficção transgressional, ou transgressiva.

Além do trabalho autoral, o escritor e jornalista Chuck Palahniuk frequentemente compartilha seu bocado de experiência com os leitores por meio de ensaios, palestras e workshops. O autor começou a carreira por volta dos 30 anos, quando passou a frequentar uma oficina literária liderada pelo escritor Tom Spanbauer. Na época, Palahniuk só conseguia escrever durante seus períodos de tempo livre, pois trabalhava como mecânico para uma empresa fabricante de veículos. Além disso, foi difícil encontrar quem publicasse seus primeiros trabalhos, muitas vezes taxados como perturbadores.

Este conjunto de conselhos do autor parte de uma coleção de 36 ensaios datados de 2005. A despeito de a produção literária tratar-se de um processo muito particular, Chuck Palahniuk consegue abordar, no apanhado de dicas a seguir, assuntos cotidianos de um escritor, como o público, a solidão, o experimentalismo, a necessidade de paixão e envolvimento com seus livros.

Abaixo segue o trabalho de Chuck, traduzido exclusivamente para vocês:

1

“Vinte anos atrás, uma amiga e eu fomos até o centro de Portland no Natal. As grandes lojas de conveniência: Meier & Frank… Frederick & Nelson… Nordstroms… cada uma das grandes vitrines exibia uma cena simples, bonita: um manequim vestindo roupas ou uma garrafa de perfume de pé sobre a neve falsa. Mas as janelas na loja J.J. Newberry, droga, elas eram abarrotadas com bonecas e ouropel e espátulas e kits de parafusos e travesseiros, aspiradores de pó, cabides de plástico, gerbils, flores de seda, doces – você entende o que quero dizer. Cada um das centenas de objetos diferentes era tabelado com um círculo descolorido de papelão. E, caminhando por lá, minha amiga, Laurie, deu uma longa olhada e disse, “A filosofia de decoração de janelas deles deve ser: ‘se a janela não parecer bem o bastante – coloque mais’.” (mais…)

Autor Dan Brown lança o livro “Inferno”, inspirado em “A Divina Comédia” de Dante

0

Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

A vitrine inteira da livraria Mondadori, no bairro medieval de Santa Maria Novella, em Florença, exibe cópias de “Inferno“. E nem é a livraria local preferida de Robert Langdon, o protagonista do novo romance de Dan Brown, que se passa em boa parte na cidade italiana.

Esta, a Paperback Exchange, colocou em seu site um trecho do romance em que é citada. Não é pouca coisa ser uma livraria querida por um personagem cujas três aventuras pregressas já venderam 150 milhões de exemplares.

Desde 2003, quando lançou seu maior best-seller, “O Código Da Vinci”, o escritor norte-americano está acostumado a causar comoções. E continua alimentando-as.

O escritor americano Dan Brown durante o lançamento de "Inferno", seu mais recente romance, em Madri ( Juan Carlos Hidalgo/Efe)

O escritor americano Dan Brown durante o lançamento de “Inferno”, seu mais recente romance, em Madri ( Juan Carlos Hidalgo/Efe)

A campanha em torno de “Inferno” incluiu a informação de que tradutores de vários países verteram a obra isolados num bunker, a fim de evitar vazamentos da trama.

“Hoje é meu momento, amanhã pode não ser”, disse Brown à Folha, em Florença, onde passou dias atendendo à imprensa mundial, ao comentar a campanha de marketing do livro, que lidera listas internacionais há duas semanas, inclusive no Brasil.

Pouco antes, após cumprimentar seu editor brasileiro, Marcos Pereira, da Sextante, disse: “Estou cansado. Falta só uma semana [de entrevistas]“.

O sexto romance de Brown –o quarto protagonizado pelo professor de simbologia Robert Langdon– tem como inspiração “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri, e discute a superpopulação no planeta. Leia, a seguir, trechos da entrevista.

*
Folha – Em “Inferno”, o sr. usa como base uma obra literária, “A Divina Comédia”, de Dante. Como foi essa experiência?
Dan Brown – Já tinha escrito sobre artes plásticas, nunca sobre literatura. Foi empolgante. Dante dá margem a uma enorme gama de interpretações. Resolvi não interpretar a obra dele, mas deixar esse trabalho para o personagem Bertrand Zobrist, engenheiro genético fanático pela catástrofe da superpopulação. Para mim, tratava-se de juntar o velho mundo de Dante com o novo mundo da engenharia genética. Pensei num vilão que visse Dante não como história, mas como profecia, que olhasse para a descrição de horror pensando: “Isso vai acontecer”. No segundo em que fiz essa conexão, eu tinha o livro.

É irônico que o personagem seja um vilão, já que o que o move é salvar o planeta, não?
O vilão mais interessante é aquele que faz a coisa errada pela razão certa. Alguém sobre quem você pensa: “Eu não espalharia um vírus intencionalmente para acabar a superpopulação, mas ele tem um ponto aqui”. O leitor fica sem saber para onde ir.

Sua visão coincide com a dele?
Em 85 anos, a população do mundo triplicou. Nascem 250 mil pessoas a cada dia. Eu me preocupo. Sei que problemas como desmatamento, poluição, buraco na camada de ozônio e fome estão ligados à superpopulação. O que fazer a respeito é algo impossível de responder. Se tivesse a resposta, não estaria escrevendo romances.

A trama cita Dante: “Os lugares mais sombrios do inferno são reservados àqueles que se mantiveram neutros em tempos de crise moral”. O sr. não se mantém neutro no livro?
É uma observação interessante. Não sei se mantenho a neutralidade, mas está certo: esse não é um livro ativista. Não manter a neutralidade tem a ver com escrever sobre o problema. Você tem razão sobre o posicionamento narrativo, mas acho que não mantenho a neutralidade porque quem termina o livro pensa a respeito. Não digo o que temos de fazer porque não sei o que temos de fazer.

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

Por que tanta preocupação prévia com a trama, ao ponto de manter tradutores isolados para a história não vazar?
Depois do “Código Da Vinci”, passei a ter acesso a lugares e a pessoas que antes eram inacessíveis, mas ficou difícil manter segredo sobre o que escrevo. Gosto de manter segredo. Quando entrevisto especialistas, faço perguntas sobre temas nada relacionados aos romances. No caso de “Inferno”, jogava o nome de Dante como se tivesse acabado de me ocorrer. Para deixar a pessoa sem pistas, falava: “Quero saber de Maquiavel. Maquiavel é o que importa”.

Seus livros costumam gerar reações agressivas, inclusive de sites que listam erros. Como lida com isso?
Não gasto energia. Alguns adoram e escrevem coisas boas, outros odeiam e fazem piadas. Temos um exército de checadores antes do lançamento para garantir que nada saia errado, mas pequenos erros passam, e as pessoas levam muito a sério.

“Inferno” saiu com forte campanha de marketing num tempo em que a autopublicação gera fenômenos no boca a boca. O sr. ainda precisa de marketing?
Hoje é meu momento, amanhã pode não ser. O marketing ajuda o livro a atingir uma massa crítica até gente o suficiente ler e começar a sugerir aos amigos. No fim, só vão vender os livros de que as pessoas gostarem. Nenhum marketing vai criar “Harry Potter”. Escrevi três livros que ninguém leu antes de “O Código”. E hoje eles são best-sellers no mundo todo. Não mudei uma vírgula e venderam milhões. Ninguém vai negar que o marketing foi importante para isso.

“O Símbolo Perdido” (2009) virou um caso notório de pirataria de e-books, com 100 mil downloads ilegais em poucos dias. Isso o incomoda?
A pirataria prejudica as editoras. Best-sellers dão dinheiro às editoras, que com isso podem lançar obras que não vendam tanto: um livro que represente uma voz importante, mas que não tenha potencial de venda. Alguns gostam do que faço, outros preferem ler outra coisa. Livros como “Inferno” ajudam as editoras a publicar outras coisas.

Suas tramas sempre trazem Langdon enfrentando, com uma mulher diferente, um desafio a ser resolvido em poucas horas. Podemos esperar algo diferente?
Escrevo com uma intenção específica: o importante é a história. Quero ser transparente, fazer a história fluir. Tento comprimir as histórias num curto período para garantir que nenhuma ponta esteja solta. E não há tensão maior que a sexual. Langdon encontra essas mulheres, eles gostam um do outro e não têm tempo para consumar suas relações. Você quer que eles fiquem juntos, mas isso não vai acontecer.

A resenhista da “New Yorker” levantou a suspeita de que Langdon seja gay.
Eu vi (risos). Mas acho que é só azar mesmo.

Graphic novel de ‘Game of Thrones’ chega ao Brasil

0
Divulgação Primeiro volume reúne as seis primeiras HQs; o inverno está chegando em graphic novel

Divulgação
Primeiro volume reúne as seis primeiras HQs; o inverno está chegando em graphic novel

Publicado por Livraria da Folha

O primeiro volume da adaptação oficial para graphic novel dos livros de George R. R. Martin, “A Guerra dos Tronos – HQ“, tem lançamento previsto no Brasil para 8 de julho.

A edição brasileira reunirá, em 240 páginas, as seis primeiras HQs –que foram publicadas separadamente nos EUA.

Organizado e supervisionado por Martin, Alex Ross, Daniel Abraham, Michael Komark, Mike S. Miller e Tommy Patterson assinam o volume. A tradução para o português é de Bruno Dorigatti e Guilherme Costa.

A trama se desenvolve em um mundo onde reis, rainhas, cavaleiros, dragões e renegados se envolvem em conflitos na disputa pelo trono.

Autor de diversos best-sellers nos EUA e na Europa, Martin deu início a sua mais importante obra, “As Crônicas de Gelo e Fogo“, em meados da década de 1990. A saga de fantasia mais vendida dos últimos anos foi adaptada para uma série de TV da HBO.

Go to Top