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Kindle provoca João Doria em primeiro filme no Brasil

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Kindle: Ooargumento do filme, chamado “Movidos por histórias”, é o seguinte: “Pintaram os muros de cinza? A gente cobriu o cinza de histórias” (Youtube/Reprodução)

Kindle: O argumento do filme, chamado “Movidos por histórias”, é o seguinte: “Pintaram os muros de cinza? A gente cobriu o cinza de histórias” (Youtube/Reprodução)

 

Na 1ª campanha para promover a marca no país, a Amazon utilizou projeção visual para reproduzir trechos de livros nos muros pintados de cinza pelo prefeito

Publicado na Exame

Ninguém pode negar o poder midiático do atual prefeito de São Paulo, João Doria.

Reflexo desta popularidade e das discussões ao redor de algumas de suas principais medidas a frente da gestão da cidade, é natural que sua figura ou suas ações invadam as mais improváveis esferas, incluindo a propaganda.

Se em janeiro o Habib’s brincou com o cinza da cidade e a luta do “gestor” contra os pichadores, agora é a vez da Kindle dar novas cores ao assunto.

Na primeira campanha para promover a marca no Brasil, a Amazon resolveu utilizar projeção visual para reproduzir trechos de livros nos muros pintados de cinza pela atual prefeitura.

O argumento do filme, chamado “Movidos por histórias”, é o seguinte: “Pintaram os muros de cinza? A gente cobriu o cinza de histórias”.

O trabalho de comunicação estreou hoje sua veiculação nas redes sociais, sites e portais brasileiros.

Confira:

‘A Cabana’ ofereceu para mim uma chance de esperança e cura, diz Octavia Spencer

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Octavia Spencer esteve no Rio de Janeiro para divulgação de seu novo filme, 'A cabana' (Foto: Célio Silva/G1)

Octavia Spencer esteve no Rio de Janeiro para divulgação de seu novo filme, ‘A cabana’ (Foto: Célio Silva/G1)

 

Atriz ganhadora do Oscar está no Rio para lançar seu novo filme, inspirado em best-seller.

Celio Silva, no G1

A atriz Octavia Spencer, vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2012 por “Histórias Cruzadas” e indicada em 2017 na mesma categoria por seu trabalho em “Estrelas Além do Tempo”, está no Rio para o lançamento de “A Cabana”, baseado no best-seller de William P. Young. O longa estreia no Brasil no dia 6 de abril.

No filme, Octavia vive ninguém menos do que Deus, carinhosamente chamada de “Papai”, e ajuda o protagonista vivido por Sam Worthington (“Avatar”) a superar a perda da filha mais nova. A atriz conversou com a imprensa nesta segunda-feira (27) e falou sobre seu papel no filme, além de assuntos relacionados a religião e a fé.

Bem-humorada, Octavia elogiou as belezas naturais do Rio e disse que, se pudesse dar uma mensagem ao presidente americano Donald Trump, seria a de amarmos uns aos outros. Para ela, uma coisa interessante no filme é o retrato do efeito terapêutico da fé, e ela conta que teve uma epifania quando viu o filme pronto.

“Eu aceitei o papel de uma forma egoísta, pois ofereceu para mim uma chance de esperança e cura para o mundo”, declarou a atriz. Ela também elogiou o modo que Deus se apresentou ao personagem de Worthington, que foi orgânico e que não o forçou a acreditar ou a perdoar, mas sim que chegasse a suas próprias conclusões.

Questionada sobre a forma que o filme mostra a Santa Trindade, representada por uma mulher negra, um jovem do Oriente Médio e uma japonesa, Octavia disse que essa foi uma das coisas que mais amou tanto no filme quanto no livro. “Eu acho que o fato de William ter usado latinos, asiáticos, israelitas, afro-americanos, não muda a forma do Cristianismo. Todos fomos feitos à sua imagem”, disse a atriz.

Papel de impacto

Perguntada se o seu trabalho no filme mudou a sua vida, Octavia Spencer disse que isso teve um grande impacto em sua vida, que amadureceu bastante, mas que não foi nada muito radical. Ela admitiu que passou a dar menos importância a outras coisas e que a vida é uma jornada espiritual.

Uma das coisas mais lindas da história, para ela, é a cena em que Missy (Amélie Eve), a filha do protagonista, faz perguntas sobre religião que o deixam numa saia justa. “É a inocência de uma criança sem julgamento. Há algo belo neste livro quanto do filme é que o pai não sabe as respostas e terá que encontrá-las”, afirmou.

Para construir o papel de Papai, Octavia disse que trabalhou com um pastor local, amigo dela. Ela também recebeu livros do diretor. No entanto, ela confessou que não teve referências para interpretar Deus. “Eu a interpretei como se fosse a mãe do Sam (Worthington), um filho a quem havia traído ou abandonado. Não houve tempo para uma relação mais ampla com Sam, o que foi bom, para dar essa sensação de estranhamento”, disse Octavia.

Por fim, a atriz contou que conversa com seu “Papai” todos os dias, sobretudo no início da manhã, o que a ajuda a ter um dia melhor. Ela se considera uma filha de Deus e que estava a serviço do papel. “No fim das contas, tive uma conversa meio ‘esquizofrênica’ quando falava com Deus ao mesmo tempo que interpretava Deus”, concluiu.

Editora Record é proibida de vender livro sobre Eduardo Cunha

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Aílton de Freitas / Agência O Globo

Aílton de Freitas / Agência O Globo

Publicado no Bonde

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu proibir, por intermédio de uma liminar, a circulação do livro Diário da Cadeia, da editora Record. Na obra, assinada pelo pseudônimo de Eduardo Cunha, um autor desconhecido assume a identidade do político e narra o dia-a-dia do ex-presidente da Câmara na prisão. Os advogados de Eduardo Cunha entraram com uma ação de reparação de danos contra a editora Record, o editor Carlos Andreazza e o autor desconhecido.

A decisão da juíza Ledir Araújo determina uma multa de R$ 400 mil por dia, se o livro chegar a ser distribuído, além da identificação imediata do autor, que é desconhecido. Procurada pela reportagem do Estado, a editora Record disse que vai recorrer da decisão.

5 Curiosidades sobre a produção de “Os 13 Porquês”

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Beatriz Souza, no Cabana do Leitor

A série “Os 13 Porquês” baseado nos livros best-sellers escritos por Jay Asher, “13 Reasons Why“ acompanha o adolescente Clay Jensen (Dylan Minnette) quando volta à sua casa após a escola e encontra uma caixa misteriosa com seu nome. Dentro da caixa descobre fitas cassete gravadas por Hannah Baker – sua colega de escola e amor platônico – que se suicidou duas semanas antes. Nos áudios, Hannah explica que há treze razões pelas quais decidiu terminar com a sua vida.

A produção estreia na Netflix dia 31 de março e, enquanto isso, confiram as curiosidades sobre os bastidores desse novo show.

1 – Antes de se tornar uma série, “Os 13 Porquês” seria um filme

Em 08 de fevereiro de 2011 a Universal Studios anunciou que o romance de Jay Asher seria desenvolvido em um filme, com Selena Gomez como protagonista. O projeto não foi pra frente, mas em 2015 foi anunciado que a adaptação se tornaria uma série oficial da Netflix.

Apesar de Selena não interpretar Hannah, a cantora quis fazer parte da produção por sua história notável e disse que Katherine Langford foi a melhor escolha para o papel. Esse é o primeiro trabalho televisivo da atriz.

2 – A série foi filmada no Norte da Califórnia no verão de 2016

As gravações da série duraram 6 meses e, durante esse tempo, a protagonista precisou viajar das locações para Los Angeles diversas vezes para gravar a voz de Hannah nas fitas. Além das viagens, a gravação também não era simples. Katherine é australiana e precisava garantir que seu sotaque não apareceria, pois a personagens é estadunidense.

3 – Selena Gomez não esteve presente na maior parte das gravações

Apesar de ser produtora executiva do show, Selena estava em turnê do seu álbum “Revival” e precisou se afastar do público em uma clinica de reabilitação para tratar do Lúpus. Gomez ficou 90 dias internada, mas disse que a experiência foi importante, pois viu de perto pessoas reais que passaram por problemas semelhantes aos da Hannah na série.

Mesmo assim, o elenco falou em entrevista que Selena sempre manteve contado e ajudou muito durante todo o processo.

4 – A divulgação criativa

Fizeram 100 cópias de uma edição especial do livro “Os 13 Porquês” com a capa da série e esconderam no metrô de Nova Iorque. O projeto é que quem achasse o livro, deveria ler e passar pra outra pessoa.

O ator Dylan Minnette (Clay) comentou em uma entrevista que acabou amassando a capa de um dos exemplares, então quem achou provavelmente sabe que foi o dele.

5 – Por que fitas e não algo mais atual?

Esse tópico não é exatamente uma curiosidade, pois o autor explica nas “13 Perguntas para Jay Asher” ao final do livro. Mas para quem não leu, a dúvida ainda permanece.

“Essa é uma das razões pelas quis as usei. Com a tecnologia mudando tão rapidamente, é impossível um romance ambientado nos dias de hoje permanecer atual se os personagens utilizam o equipamento mais moderno. Assim, em vez de fazer Hannah postar seus motivos online, usei uma forma de gravação muito mais antiga, fazendo os personagens reconhecerem isso. Quando é algo antiquado, e os personagens lidam com esse fato numa boa, o livro repentinamente se atualiza. […] Eu também gostava de imaginar Clay perambulando pela cidade com sua mochila carregada de fitas cassete, colocando-as e tirando-as do walkman. Isso deu á história dele detalhes interessantes para desenvolver na própria narrativa, como a necessidade de descobrir uma maneira de escutar as fitas”

Essa é a explicação que o autor deu.

E, também, Hannah queria que o conteúdo das fitas fosse escutado apenas pelos nomes na lista. Uma gravação em mp3 poderia facilmente ser compartilhada e ridicularizada online.

Informações retiradas de entrevistas e das redes sociais oficiais do elenco e da série.

Confira abaixo um vídeo por trás das câmeras e o trailer da série que chega na Netflix dia 31 de março.

Clássicos brasileiros são lançados no Salão do Livro de Paris

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Capa dos livros “Crépuscules”, publicado pela editora Anacaona, e “Histoire d’un vaurien”, pela editora Chandeigne. Fotomontagem com @chandeigne/ Anacaona

Capa dos livros “Crépuscules”, publicado pela editora Anacaona, e “Histoire d’un vaurien”, pela editora Chandeigne.
Fotomontagem com @chandeigne/ Anacaona

Sete livros brasileiros, traduzidos para o francês, estão sendo lançados no Salão do Livro de Paris, que acontece até a próxima segunda-feira (27). A maioria deles é de autores contemporâneos, mas dois romances são clássicos da literatura do Brasil que nunca tinham sido publicados na França: “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida, e “Fogo Morto”, de José Lins do Rego.

Adriana Brandão, na RFI

As traduções dos livros brasileiros que chegaram agora às livrarias francesas estão sendo promovidas no estande do Brasil do Livre Paris 2017. Pelo quinto ano consecutivo, o país está presente no principal evento literário francês para dar continuidade a política de divulgação da literatura nacional no exterior.

“Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida, é publicado pela Chandeigne, uma das editoras francesas que mais investe em literatura e livros sobre o Brasil. As aventuras do jovem Leonardo, que viveu no “tempo do Rei”, isto é, no início do século 19, chegam pela primeira vez à França com o título “Histoire d’un vaurien”. A tradução para o francês é assinada por Paulo Rónai e data dos anos 1950, mas havia sido publicada apenas no Brasil.

Se diz que os clássicos não envelhecem, mas que as traduções sim. No entanto, a publicação desta “Histoire d’un vaurien”, pensada em parceria com Samuel Titan, é uma “dupla homenagem” ao escritor e ao tradutor da obra. “Se fôssemos traduzir agora, não faríamos da mesma maneira, mas a tradução é elegante. Reunir em um só volume o texto saboroso e cheio de humor do Manuel Antônio de Almeida com um personagem muito importante para a língua e a cultura brasileira, que é o Paulo Rónai, é uma maneira de fazer uma homenagem aos dois”, explica a editora Anne Lima. Ela lembra que Rónai, um judeu húngaro e francófono que se exilou no Brasil 1941, se tornou um dos “pais” do português falado no país.

“Histoire d’un vaurien” traz um posfácio de Samuel Titan, editor, crítico e professor de literatura comparada da USP. Ele salienta que é quase um milagre essas “Memórias de um Sargento de Milícias” terem chegado até os tempos de hoje. “Publicado semanalmente em um jornal carioca entre junho de 1852 e julho de 1853, essa pequena jóia da literatura brasileira poderia ter se perdido como tantos outros folhetins do século 19”. O romance conta a história do “primeiro malandro” brasileiro, que nasceu de “uma pisadela e um beliscão durante um encontro em alto mar”, e inspirou grandes escritores. De Machado de Assis a Chico Buarque, os discípulos de Manuel Antônio de Almeida, que morreu aos 30 anos em 1861, são inúmeros.

Traduzir um “monstro da literatura brasileira”

“Fogo Morto”, de José Lins do Rego, chega às livrarias francesas com o título de “Crépuscules” e traz belas ilustrações de Maurício Negro. A tradução é assinada pela editora Paula Anacaona que dedicou muito tempo para transpor para o francês o romance deste “mostro da literatura brasileira”.

Ela diz que se apaixonou pelo romance como leitora, quando ainda nem era tradutora ou editora. Quando abriu a Anacaona, especializada exclusivamente em literatura brasileira, resolveu publicá-lo: “fiquei intimidada, não podia errar, mas foi um prazer. Achava que esse livro tinha seu lugar no espaço cultural francês”.

A principal dificuldade enfrentada por Paula Anacaona foi o regionalismo de Fogo Morto, que se passa no início do século 20 e fala de decadência dos senhores de engenho do Nordeste, e além da multidão de personagens. Ela tomou inclusive a liberdade de ignorar alguns nomes citados uma única vez: “Não é que eu deixei de lado alguns personagens. Eu apaguei pequenas referências de nomes que nunca voltam, que não têm fala. Pequenas coisas que, para mim, criam confusão ao romance que já é complicado”.

“Crépuscules” é o segundo romance do paraibano José Lins do Rego (1901-1957) que a editora Anacaona publica. O primeiro foi “Menino do Engenho” com o título “L’Enfant de la plantation”.

O público francês se interessa por esses clássicos da literatura brasileira? Paula Anacaona diz que apenas “os leitores adultos, com mais de 50 anos, apreciam essa literatura clássica, bem escrita”. Anne Lima avalia que “há ainda muito a se fazer para conquistar leitores e livreiros que têm tendência a escolher o que já conhecem”. Apesar das dificuldades, as duas vão continuar a editar e a defender na França romances que gostam.

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