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Lê livros no smartphone? Veja alguns aplicativos que podem melhorar a experiência

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Marcella Blass, no Diário do Grande ABC

Nem sempre dá para carregar um monte de livros na mochila. A solução que muita gente têm encontrado é passar a ler por meio de smartphone e tablets com ajuda de aplicativos específicos. Com muitos desses apps disponíveis para Android e iOS, eles também são uma boa alternativa para quem procura uma plataforma que proporcione uma leitura personalizada, agradável e gratuita. O 33Giga separou cinco boas opções de softwares dedicados aos leitores. Confira!

Amazon Kindle
Versão para Android e iOS de um dos eReaders mais populares do mundo, o aplicativo oferece os recursos do gadget para usuários de tablet e smartphone. Com o software, na hora da leitura, você pode personalizar a cor do plano de fundo da página, intensidade do brilho da tela e o contraste. Também é possível criar coleções de leitura, fazer pesquisas no dicionário e outros sites, e ainda levar para seu aparelho os eBooks comprados na Amazon.

Aldiko
Este aplicativo roda arquivos em vários formatos, incluindo os com proteção DRM da Adobe. A ferramenta de leitura tem recursos como marcação de texto, compartilhamento, anotações e pesquisas no dicionário. Também é possível configurar brilho e contraste da tela para melhorar a experiência para os olhos e conforme a luminosidade do ambiente. Além de servir como leitor de textos, ele também ajuda o usuário a gerenciar sua biblioteca e organizar leituras de forma automática. Está disponível para Android e iOS.

Google Play Livros
Disponível para Android e iOS, esta é a loja de eBooks do Google. Com uma infinidade de livros digitais pagos e gratuitos, o aplicativo também permite que o usuário utilize as funcionalidades disponíveis para ler documentos carregados por ele no smartphone ou tablet, como arquivos em PDF e ePUB. Com uma interface bastante intuitiva, o aplicativo já vem instalado nos dispositivos do robô, mas precisa ser baixado nos aparelhos da Apple.

Kobo Reader
Desenvolvido pela empresa que produz o eReader Kobo, também é a versão para Android e iOS de um gadget muito popular no mundo. No Brasil, você pode usar o app para ler os eBooks que comprou na Livraria Cultura (parceira da Kobo Inc. no País) ou adicionar documentos em PDF, por exemplo. É importante destacar que o software também é indicado para quem gosta de ler revistas e HQs pelo celular.

Ebook Reader
O aplicativo lê arquivos em vários formatos, comprados ou não na loja virtual ebook.com. Isso significa que o usuário pode transformar o app em um gerenciador de biblioteca, com a possibilidade de editar manualmente as tags referentes a cada título. Entre outros recursos, o leitor também pode fazer backup de toda a sua leitura, marcar partes do texto, personalizar o tamanho da fonte e usar o sistema de buscas para encontrar trechos específicos com mais rapidez. Disponível para Android e iOS.

Drag queens leem histórias a crianças em livrarias e escolas dos EUA para incentivar respeito à diversidade

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Crianças participam de atividades durante a contação de histórias. — Foto: Reprodução/Facebook

Projeto usa livros infantis com temáticas relacionadas à tolerância e à liberdade. Ataques de grupos conservadores têm sido frequentes, de acordo com as drags.

Luiza Tenente, no G1

Uma drag queen, com roupas coloridas, maquiagem, perucas e muito brilho, reúne um grupo de famílias com crianças para ler uma história. O encontro pode acontecer em escolas, bibliotecas ou livrarias dos Estados Unidos. Depois, todos cantam uma música e podem perguntar o que quiserem para a drag.

“Você é um menino ou uma menina?”, questiona uma das crianças. A resposta é sempre uma forma de estimular o respeito à diversidade, conforme relata ao G1 um dos fundadores do projeto, Jonathan Hamilt. “Nós explicamos que as drags escolhem uma forma de mostrar ao mundo o que desejam ser. Ensinamos que cada um deve respeitar a forma como o outro se veste – com tolerância e sem bullying”, diz.

A ideia de fundar a “Drag Queen Story Hour” surgiu justamente dessa necessidade de mostrar ao público infantil a importância da liberdade de expressão individual. “Queremos um mundo em que as pessoas possam se caracterizar do jeito que desejarem”, explica Jonathan.

A escolha da história que é contada às crianças leva sempre em conta a faixa etária dos ouvintes. As opções foram selecionadas em uma visita à biblioteca pública do Brooklyn, em Nova York. Entre os preferidos das drags, está “Julián é uma sereia”, de Jessica Love. Na obra, a autora conta a aventura de um menino que tem vontade de se fantasiar de sereia, mas teme que sua avó o julgue.

Cada história é escolhida com base na faixa etária do público do evento. — Foto: Reprodução/Facebook

Perfis das famílias

Jonathan conta que, em geral, as famílias que frequentam a “hora da leitura” querem mostrar às crianças que não há nada de errado em ser gay, lésbica, transexual ou drag queen, por exemplo. “Não necessariamente os meninos e meninas que nos acompanham fazem ou vão fazer parte do grupo LGBTQ. Mas eles precisam aprender a ter empatia e a respeitar a diversidade de gênero”, diz o fundador do projeto.

Drag queens leem histórias infantis para crianças nos Estados Unidos. — Foto: Divulgação

Financiamento

O projeto não tem a intenção de gerar lucro para grandes empresas. Para se sustentar, aceita o apoio das livrarias e de organizações locais. Além disso, a drag que conta a história passa um chapéu para que o público, se quiser, coloque alguma contribuição em dinheiro durante o encontro.

Histórias foram escolhidas durante visita a uma biblioteca pública. — Foto: Divulgação

Ataques

Apesar de o projeto declarar que busca o incentivo à tolerância, tem sido frequentemente atacado e criticado por entidades dos Estados Unidos. A “Family Policy Alliance”, organização religiosa americana, lançou uma campanha para pressionar legisladores a proibir os eventos nas livrarias.

Grupos conservadores também fizeram protestos do lado de fora dos estabelecimentos em que ocorreram as horas de leitura.

“Nosso objetivo é fortalecer nossa organização para enfrentar essas reações negativas. Esperamos apoio de quem quer transformar o mundo em um lugar com maior aceitação”, dizem os organizadores do projeto.

Nine Lives | Atores Common e Jonny Lee Miller estrelarão adaptação de ficção científica

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Longa será baseado em livro de comédia sci-fi da autora Ursula K. Le Guin.

Tiago Fizbejn, no Cinema com Rapadura

Segundo o Deadline, os atores Common (“Fúria em Alto Mar”) e Jonny Lee Miller (da série “Elementary”) serão as estrelas de “Nine Lives”, longa baseado em livro homônimo da autora Ursula K Le Guin, publicado em 1969.

A autora, considerada uma das maiores da ficção científica do século XX e que faleceu no início de 2018, era conhecida por não permitir adaptações da maior parte de suas obras. A última versão para o cinema de um de seus livros foi feita em 2006, quando o Studio Ghibli recebeu o direito de adaptar a série de livros “Contos de Terramar” em forma de anime.

O filme, que será escrito e dirigido por Siri Rodnes (da série “River City”) seguirá a dupla de astronautas interpretados por Common e Miller em uma base lunar de perfuração supervisionada por eles. Os dois sentem-se profundamente animados com a ideia de novas companhias quando descobrem que uma nave humana está a caminho, mas acabam se decepcionando ao perceberem que a nave era tripulada por dez clones.

As filmagens estão programadas para começar no meio do ano que vem, mas o filme ainda não tem data de estreia prevista.

Prêmio Jabuti: Poeta do sertão faz história ao vencer com livro escrito à mão

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Mailson Furtado, de 27 anos, criou um livro-poema em homenagem a sua cidade e venceu o prêmio Jabuti na categoria poesia como autor do melhor livro do ano.

Rafael Barifouse, no Metro [via BBC Brasil]

A cidade de Varjota, no sertão do Ceará, não tem livrarias. Por isso, o poeta Mailson Furtado, de 27 anos, vai todo mês à cidade vizinha para comprar livros. Lá, encontrava sua obra mais recente na “última prateleira do último corredor, de um jeito que a gente precisa abaixar a cabeça que nem um anzol para conseguir enxergar o livro”, como ele mesmo diz. Mas, quando Mailson voltar lá, não vai encontrar mais seu livro daquele jeito. Agora, ele está na vitrine.

Esta foi apenas uma das mudanças que aconteceram desde que Mailson voltou de São Paulo com dois prêmios Jabuti. Seu livro À cidade foi eleito não só o melhor de poesia, mas também o livro do ano, honraria máxima da principal premiação literária do país.

“Isso representa um sonho de adolescente de querer um dia mudar o mundo e mostra que é possível viver no lugar onde vivo, que é possível ser jovem e feliz no sertão” diz Mailson à BBC News Brasil.

Esta foi a primeira vez em 60 anos do prêmio Jabuti que o melhor livro foi de um autor independente, como são chamados aqueles que publicam sua obra sem o apoio de uma editora.

Mailson fez tudo praticamente sozinho. Escreveu à mão os versos de À cidade. Fez o desenho que estampa a capa. Editou, revisou e diagramou. E também vendeu no boca a boca os 300 exemplares pagos do próprio bolso.

“Espero ter aberto uma janela para o que se faz de diferente neste mercado, para estes autores que escrevem de forma independente e não conseguem ser publicados por editoras”, diz o poeta cearense.

Seu livro superou os ganhadores das outras onze categorias do Jabuti a partir das quais foi eleito o grande vencedor. Seu nome agora figura lado a lado ao de ganhadores de edições passadas, como Ruben Fonseca, Lygia Fagundes Telles, Luis Fernando Veríssimo, Ferreira Gullar, Hilda Hilst e Marina Colasanti.

“Foi a grande surpresa deste ano”, diz Luís Antonio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro, que realiza o Jabuti.

“Mailson fez seu livro com sacrifício. Ter concorrido com autores e editoras consagrados prova que seu trabalho é muito bom. E mostra que temos uma produção literária de qualidade ainda desconhecida no país. Precisamos de mais disso.”

‘A obra estava dentro de mim’

À cidade é o terceiro livro de poesia de Mailson e seu quarto ao todo. Os anteriores – Sortimento (2012), Conto a Conto (2013) e Versos Pingados (2014) – também foram produções independentes.

“As pessoas perguntam por que eu escolhi fazer assim, mas eu não escolhi. Foi a única forma. Mandei meu livro para grandes editoras. Acho que uma me respondeu com um não. Outras sequer responderam, e acho isso ainda mais cruel”, diz ele.

“Algumas editoras menores responderam sim, mas, quando você olha a proposta, vê que acaba pagando para ser publicado. Era melhor fazer por minha conta.”

O escritor explica que, antes de começar a escrever seu livro mais recente, estava pesquisando sobre a origem de sua cidade, como sua sociedade foi sendo construída ao longo dos anos, e também sobre a genealogia de sua família. Vasculhou documentos e conversou com parentes em uma pesquisa a princípio de interesse puramente pessoal.

Ao mesmo tempo, leu A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna e, ao viajar pelo interior da Paraíba e de Pernambuco, viu na paisagem os mesmo locais que havia conhecido pelas páginas do livro.

“Fui tomado por um sentimento forte e bonito, como se já conhecesse aquele lugar sem nunca ter ido ali. Voltando pra casa, pensei que seria legal se alguém pudesse ter a mesma sensação ao ler alguma obra de minha região”, diz Mailson.

O poeta conta ter escrito o livro em 20 dias, em uma “experiência visceral”. “Depois daquele primeiro estalo, fiz um rascunho de poema, e ele foi me pedindo mais coisas, mais versos, foi me sugando, e só consegui sossegar quando concluí a ideia”, diz ele.

“Foi uma poesia vomitada. Só me senti bem quando coloquei o livro para fora. Eu estava dentro da obra, e a obra estava dentro de mim.”

O resultado foi o livro lançado em abril do ano passado, uma homenagem ao município de pouco mais de 17 mil habitantes em plena caatinga onde o poeta nasceu e se criou, uma “cidade inventada”, em suas próprias palavras.

Varjota surgiu como um povoado erguido em torno da capela de uma fazenda, em meados dos anos 1920, e existiu pela maior parte do tempo como uma vila e um distrito da vizinha Reriutaba.

Mudou de local – e de nome – quando a construção de uma barragem inundou onde a cidade estava originalmente. Há 33 anos, emancipou-se e voltou a se chamar Varjota.

Ao longo do livro, Mailson costura versos para formar um único “poema de fôlego”, dividido em quatro partes, inspirado pelas ruas, pessoas e rotina da cidade. Pela história, de Varjota e a sua própria.

‘De Varjota para o mundo’

Mailson foi recebido com uma grande festa ao voltar para a cidade no último domingo, sob “um sol desgraçado de quente”.

Muitas pessoas o aguardavam, com celulares a postos para registrar o momento. Mailson retribuía os abraços que recebia como podia, porque as mãos ainda estavam ocupadas segurando seus dois Jabutis.

Saiu dali em carreata pelas ruas da cidade na caçamba de uma picape, ao lado de sua mulher, dos pais e das duas irmãs mais novas.

O carro de som tocava Belchior, um dos cantores favoritos do poeta. “Eu sou apenas um rapaz latino-americano, sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior”, dizia a canção.

Mailson usava uma camiseta do seu time, o Fortaleza, e carregava uma bandeira da cidade. No capô, uma faixa com uma foto sua no palco do Jabuti e a frase: “De Varjota para o mundo!”.

“É histórico. Carrega todo o peso da tradição não só de Varjota e do Ceará, mas de todo Nordeste”, disse o professor e compositor Erasmo Porta-voz, que seguiu a carreata em sua moto.

“O nordestino, que está em evidência de forma tão negativa, hoje pode se destacar de forma tão positiva. É fundamental isso.”

Quando chegou à cidade, Mailson não conseguiu segurar a emoção. “Esta rua em que vocês estão pisando, esse pedaço de chão aí, foi onde eu cresci. E esse livro vem falar disso, dessa terra em que me criei e que tanto me acolheu”, discursou ele, com os olhos marejados, diante de parentes e amigos.

“Não imaginava chegar à final, muito menos ganhar. É legal demais ver todo mundo aqui para escutar alguém falar de poesia. É inimaginável.”

Mailson também lembrou na ocasião de uma amiga, Rosana, a quem havia prometido que nunca desistiria da arte, e deu vazão a uma frustração.

“Sabe quantas pessoas tinha aqui no lançamento do meu livro? Dez! Por que eu preciso ir pra São Paulo para aparecer? Por quê? Desculpa, pessoal, mas isso rasga a carne da gente. Maltrata demais. Toda vez que isso acontece, tem o potencial da gente pensar em desistir”, disse.

“Valorizem a gente quando a gente está aqui. Meu Deus, que coisa difícil. Não quero ser artista de São Paulo, não. Quero ser artista de Varjota, do Ceará.”

‘É dentista para ser artista’

Mailson ainda não consegue viver de sua poesia. Quando não está escrevendo ou trabalhando com sua mulher, Yane Cordeiro, em sua companhia teatral, ele dá expediente em seu consultório em Varjota e como dentista concursado na Prefeitura da cidade vizinha.

Filho de um agricultor e de uma dona de casa, ele vem de uma família pobre. Sua mãe costuma contar que era uma criança inteligente. Ela o alfabetizou em casa, e Mailson chegou à escola já sabendo ler e escrever. Gostava mais de brincar com livros do que na rua.

Apaixonado por futebol, ele não tinha o sonho de ser jogador. Queria ser comentarista e jornalista esportivo, para ganhar a vida escrevendo – e começou a criar seus primeiros textos quando tinha 14 anos.

Estudou a vida toda em escola pública e, ao prestar vestibular, passou de primeira para três universidades públicas. Entre mecatrônica, enfermagem e odontologia, escolheu a profissão de dentista por acreditar que lhe daria uma melhor condição de vida. “Fui muito pé no chão”, diz.

Nesta época, ele conheceu Yane, com quem hoje tem um filho, Fernando, de 2 anos. O casal estudava em Sobral e teve seu primeiro contato por meio do teatro. Mantiveram-se em contato pela internet até descobrir que eram vizinhos. Aí, o relacionamento engatou. Mailson tornou-se o primeiro namorado de Yane.

“Ele é uma figura bizarra. Era fissurado por matemática, foi estudar saúde, mas é artista. Mas, como a arte não se paga, ele precisa ser dentista para ser artista”, diz ela.

Mailson lançou seu primeiro livro com dinheiro que pegou emprestado com amigos. O que ganhou com as vendas usou para publicar o segundo. Depois, conta Yane, ele se formou, começou a trabalhar, e a situação foi melhorando.

“Ele é muito determinado. Se coloca uma coisa na cabeça, vai atrás. Isso tem um lado ruim, porque ele é um pouco cabeça dura. Às vezes, perde alguma coisa por teimar. Às vezes, conquista. Neste caso, foi bom ser teimoso com a poesia”, diz ela.

“A gente não imaginava nada disso. A indicação já foi uma surpresa e, desde então, tudo veio num crescente. Está demorando para a ficha cair.”
‘Não achava que tinha chances’

Mailson quase não viajou para São Paulo para a cerimônia do Jabuti.

Em parte por causa da situação financeira da família. Eles tinham “gastado o que não podiam” para ir a Paraty para participar da Flip, a maior feira literária do país, sua primeira viagem para fora do Nordeste. E os últimos meses no consultório não haviam sido bons.

Mas também porque ele não acreditava que tinha chances de ganhar. “Não achava que tinha essa potência para competir com os demais concorrentes. Podia ter voltado sem nada, e teria sido um gasto grande por nada”, diz.

Por fim, ele decidiu ir, queria conhecer São Paulo. E estava lá na noite de 8 de novembro para ver pessoalmente seu livro ser anunciado como o melhor de poesia.

“Explodi. Estava com o celular na mão e dois livros no colo. Foi tudo parar no chão. Soltei um palavrão e saí correndo para o palco”, conta Mailson.

“Voltei para o auditório e ainda estava comemorando o primeiro prêmio quando anunciaram o segundo. Fiquei extasiado. Desta vez, fui caminhando devagar para o palco, porque estava anestesiado. E essa sensação só está começando a passar agora.”

Ele diz que já foi procurado por algumas editoras e pessoas interessadas em seu trabalho. Recebeu propostas, mas não teve tempo ainda de parar para avaliar.

Está concentrado na repercussão do Jabuti e no lançamento no próximo mês de seu novo livro, Passeio pelas ruas de mim (e de outros), que ele já havia mandado para a gráfica duas semanas antes de saber que era finalista do Jabuti. Será mais uma vez um trabalho independente.

“É um livro-galeria, que traz experimentos, uma poesia visual com uma forte influência do meu trabalho com teatro e de pesquisas que fiz sobre arte em imagens”, conta ele.

Ele diz que, mesmo agora, não sabe se terá como se sustentar como poeta. “Ainda estou colocando o pé no chão. Sonho com isso e acreditei até agora”, afirma.

“Espero que o meu prêmio ajude a provocar uma reflexão não só no mercado, mas também no leitor, para que ele faça um esforço para enxergar o pessoal independente, e nos próprios autores, inclusive eu mesmo, para que também se permitam a ir atrás do novo.”

Jack Reacher | Tom Cruise será substituído no reboot da franquia na TV

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Autor dos livros disse que ator não tinha altura ideal para personagem

Rafael Gonzaga, no Omelete

A franquia Jack Reacher ganhará um reboot na TV que dará uma nova roupagem para o protagonista – isso significa que Tom Cruise, que estrelou os dois filmes, lançados em 2012 e 2016, estará fora das novas produções. De acordo com o ComicBook, um novo ator ainda não escolhido assumirá o personagem.

A BBC confirmou a saída oficial de Cruise da franquia e o criador de Jack Reacher e autor dos livros, Lee Child comentou o assunto – dizendo, inclusive, que finalmente poderão contar com um ator que tenha a altura esperada para o personagem

“Eu realmente gostei de trabalhar com Cruise. Ele é realmente um cara legal. Nós nos divertimos muito”, disse Child à BBC. “Mas os leitores estão certos. O tamanho do Reacher é muito, muito importante e é um grande componente de quem ele é. E Cruise, apesar de todo seu talento, não preenchia esse requisito”.

Vale lembrar que quando o primeiro filme de Jack Reacher foi anunciado com Cruise no papel principal, fãs de longa data dos livros reclamaram da falta de semelhança com a descrição do personagem no material original.

O reboot de Jack Reacher na TV não só estará mais alinhada com os livros, mas, aparentemente, Child também estará permitindo que os fãs de Reacher façam parte do processo de seleção de elenco. “O que eu decidi fazer é: não haverá mais filmes com Tom Cruise. Em vez disso, vamos levar o personagem para a Netflix ou algo assim, com um ator completamente novo. E eu quero que todos aqueles leitores que estavam chateados com Tom Cruise me ajudem e participem da escolha do ator certo para a série de TV. Estamos reiniciando e começando de novo e vamos tentar encontrar o cara perfeito.”

Os fãs já começaram a sugerir nas redes sociais nomes de potenciais atores para o papel, com personalidades como Michael Shannon e Alexander Skarsgard liderando em menções.

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