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HQs de 007 vão ganhar um especial dedicado a Moneypenny

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Jody Houser será a primeira mulher a escrever uma HQ relacionada a James Bond

Publicado no Omelete

Além de publicar uma HQ regular do agente 007, a editora Dynamite Entertainment vai criar um especial, em agosto, dedicado a Moneypenny, a assistente do MI-6 que é uma das personagens mais longevas da série de filmes e livros de James Bond. Veja a capa por Tula Lotay:

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ody Houser escreve o especial em edição única; ela será a primeira mulher a escrever uma HQ relacionada ao espião. Na trama, Moneypenny sai para uma missão de rotina mas descobre um plano de assassinato que se assemelha a um ataque terrorista que ela testemunhou na sua infância.

James Bond: Moneypenny sai em 30 de agosto lá fora.

Flip 2017: escritora sul-africana Deborah Levy é mais uma confirmada

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A escritora sul-africana Deborah Levy, uma das convidadas da Flip 2017 - Sheila Burnett / Divulgação

A escritora sul-africana Deborah Levy, uma das convidadas da Flip 2017 – Sheila Burnett / Divulgação

 

Em ‘Coisas que não quero saber’, autora responde a Orwell e dialoga com Virginia Woolf

Publicado em O Globo

RIO – Deborah Levy, escritora sul-africana radicada na Inglaterra, será mais uma das convidadas da 15ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece entre os dias 26 e 30 de julho. O anúncio foi feito pela organização do evento na manhã desta quinta-feira.

Autora de romances, peças e poemas, Deborah já foi finalista do Man Booker Prize duas vezes e é apontada por Liz Calder, editora e uma das fundadoras da Flip, como “uma das vozes mais originais, astutas e surpreendentes que temos hoje”.

Na Flip, a autora lançará “Coisas que não quero saber” (Autêntica), ensaio memorialístico que responde aos ensaios “Por que escrevo”, de George Orwell, e mantém um diálogo com “Um teto todo seu”, de Virginia Woolf. Na obra, Deborah reflete sobre as razões que a levaram a escrever e fala de lugares que viveu, como a África do Sul em pleno apartheid e o subúrbio londrino de Finchley.

No Brasil, ela já publicou o romance “Nadando de volta para casa” pela editora Rocco, em 2014, com o qual foi finalista do Man Booker Prize pela primeira vez. A casa vai lançar, agora, “Hot milk”, obra com a qual foi finalista do mesmo prêmio pela segunda vez. Nos livros, Deborah explora questões sobre identidade, exílio e deslocamento.

Idosos escrevem autobiografias para serem lembrados por amigos e familiares

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Clayton Fernandes, 63, escreve livro de memórias no escritório de sua casa, em São Paulo

Clayton Fernandes, 63, escreve livro de memórias no escritório de sua casa, em São Paulo

 

Chico Felitti, na Folha de S.Paulo

O fundo da gaveta superior de uma escrivaninha numa casa do Jabaquara, zona sul paulistana, esconde uma obra inédita. Está lá um livro, de 120 páginas, ainda sem título. “É a minha história. E as pessoas só vão ler depois que eu não estiver mais aqui para contar”, diz a autora, Maria, 78.

A escritora, que pediu para não ter o sobrenome publicado, é uma professora aposentada que resolveu colocar no papel sua trajetória.

“Falo da aflição que é criar os filhos. O medo que aquela responsabilidade traz”, afirma.

Mas na obra ela também versa sobre o prazer que foi lecionar por quatro décadas. “Dou conselhos para os meus netos. Coisas que acho que valorizarão mais quando forem mais velhos. A história se repete.”

Maria preparou-se para a tarefa, que já consumiu oito meses. Leu uma dúzia de biografias (entre elas as de Evita Perón e Garrincha) e fez cursos de escrita no Sesc. Em um deles, conheceu o engenheiro químico Clayton Fernandes, 63, que também trabalha nas memórias escritas. Ele, entretanto, quer ouvir as críticas.

O engenheiro iniciou a obra há uma década, com registros sobre a turma com quem trabalhou por 26 anos no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). Com tudo pronto, enviou os textos para os retratados, que gostaram e pediram mais.

Clayton passou, então, a escrever acerca da família. Escolheu a avó Elmira. “Tive uma convivência estranha com ela.” Os dois passavam as férias numa fazenda no sul de Minas. Eram três meses de pouquíssima troca de palavras. “Eu me lembro bem do dia em que assistimos juntos pela TV à chegada do homem à Lua. Ela não acreditava muito naquilo.”

Atualmente, ele se debruça sobre os anos que passou na Freguesia do Ó —ele chegou ao bairro da zona norte aos 11 anos de idade e só saiu de lá quando foi aprovado na USP. “É um exercício puxar a memória. Às vezes, vêm coisas das quais eu nem lembrava.” O manuscrito vai para os amigos do bairro.

Ele, que já escreveu contos e participou de um concurso literário da revista “Piauí”, agora concentra-se na não ficção. “Não sei exatamente por que eu faço isso. Talvez seja porque a gente é a coisa que a gente mais conhece.”

Imagine criar livros em braille, mas com texturas, aromas e sensações? Este é o propósito da WG

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A designer Wanda Gomes não tem nenhuma pessoa próxima com deficiência visual. Mesmo assim dedica seu conhecimento à criação de livros inclusivos - e bonitos (foto: Fabio Brazil)

A designer Wanda Gomes não tem nenhuma pessoa próxima com deficiência visual. Mesmo assim dedica seu conhecimento à criação de livros inclusivos – e bonitos (foto: Fabio Brazil)

 

Cecilia Valenza, no Draft

Ao longo dos últimos 15 anos, a pergunta que a designer Wanda Gomes, 63, mais ouviu foi “Mas você tem algum cego na família?”. Bom, a resposta é não, ela não tem. Ainda assim, decidiu dedicar seu conhecimento gráfico e estético para criar livros inclusivos para deficientes visuais. Ela acabou fazendo ainda mais que belos livros: desenvolveu uma nova versão para o sistema de leitura para cegos, criado por Louis Braille há mais de 100 anos, e com ela vem mudando a experiência de leitura desse público.

Formada em desenho industrial pela FAAP, Wanda sempre trabalhou como designer, mas em 1997 decidiu mudar de foco de atuação e lançou a WG Produto, que é o seu projeto e também uma empresa social, que já nasceu com a missão de trabalhar com design inclusivo. Ela conta que já vinha pesquisando o papel do design na inclusão das pessoas com deficiência, principalmente a visual, e que ao contrário do que perguntam, a motivação foi estritamente profissional:

Ela precisou de cinco anos até conseguir, com o apoio de outros designers, produtores gráficos e de uma gráfica parceira, criar essa nova forma de escrever em braille, que ela chamou de Braille.BR. Trata-se de uma nova tecnologia para imprimir os pontinhos que são uma versão do alfabeto, lido com as pontas dos dedos. “Podemos dizer que ele é uma nova fonte. Assim como um designer pode criar uma nova fonte tipográfica para um alfabeto, fizemos isso com o braille”, conta.

Entre as vantagens em comparação com o sistema convencional, Wanda conta que o Braille.BR tem uma cobertura de verniz que protege os sinais (em relevo) contra o desgaste causado pelo toque das mãos, e que a impressão dos sinais pode ser feita frente e verso sem ficar “negativa” no verso. Além disso, o Braille.BR pode ser impresso por cima de um texto em tinta comum, transformando um livro convencional em um livro acessível sem nenhum prejuízo para quem enxerga ou para o deficiente visual.

MESMO AS COISAS LEGAIS SÃO DIFÍCEIS DE VIRAR

Apesar de trazer todas essas melhorias, Wanda conta que sua tecnologia enfrentou muita resistência, tanto por parte das instituições (que precisariam validar o novo sistema), como por parte das editoras. Isso a levou a reagir, em vez de retrair-se. “Eu não tinha intenção de ser uma editora. Meu plano era continuar com o design e oferecer projetos de livros inclusivos para as editoras. Mas fiquei bastante surpresa delas não terem a menor noção de que o deficiente visual é um público com um potencial muito grande como consumidor. E um público extremamente carente de produtos inclusivos, e principalmente livros”, conta.

Como as editoras não estavam interessadas ou se mostraram inseguras em relação ao projeto, Wanda procurou outros caminhos. Foi atrás de entender como funcionava a Lei Rouanet. “Eu já tinha tudo em mãos, tinha encontrado uma escritora, a Lia Zatz, e uma ilustradora, a Luise Weiss, que haviam topado o projeto do primeiro livro em Braille.BR. Fiz, então, uma lista de empresas para quais eu tentaria vender a proposta, e fui bater de porta em porta.”

Quem bancou a ideia foi a IBM, patrocinando o lançamento do infantil Adélia Cozinheira, lançado em 2010. Foram impressas 3 000 cópias, posteriormente distribuídas em escolas, universidades e bibliotecas públicas.

A coleção Adelia, voltada ao público infantil, é o primeiro projeto autoral da WG e em breve terá versão em espanhol.

A coleção Adelia, voltada ao público infantil, é o primeiro projeto autoral da WG e em breve terá versão em espanhol.

 

Wanda conta que após o lançamento, para sua surpresa, começaram a surgir muitos pedidos de pessoas querendo comprar o livro. Mas não havia tiragem para a comercialização. Ficou a lição. E por conta disso os dois títulos seguintes tiveram uma parte reservada para a venda avulsa. Em 2011, veio o segundo volume da coleção, Adélia esquecida, e em 2012 o terceiro, Adélia Sonhadora. Todos com o patrocínio da IBM.

Hoje é possível comprar os livros direto com a WG, fazendo o pedido por email ou telefone, ou em algumas galerias parceiras. Cada exemplar custa 25 reais. Senão tivessem o patrocínio, Wanda afirma que teriam um custo unitário de cerca de 50 reais, isso porque a produção de um livro inclusivo com a tecnologia Braille.BR é de 20% a 40% mais cara do que com o sistema convencional.

UMA INOVAÇÃO: LIVROS QUE DESPERTAM OUTROS SENTIDOS

A coleção Adélia foi pensada para o público infantil, ou seja, crianças de 3 a 10 anos, incluindo aquelas com deficiência visual com grau de limitação de 10 a 100%. “É importante lembrar que 90% dos deficientes visuais têm algum grau de visão. Pode ser que eles sejam capazes de diferenciar luzes, contrastes ou até mesmo consigam ler letras maiores”, diz Wanda. Por isso ela cria livros que permitem uma legibilidade perfeita do texto em braille, mas também despertam outros sentidos “por meio da percepção de cores, contrastes, de sensações táteis e olfativas com texturas e aromas”. Além do Braille.BR, os livros têm também o conteúdo em texto normal. E são bem cuidados:

E também há o diferencial dos aromas, que impactam qualquer leitor. No Adelia Cozinheira, conta Wanda, a personagem prepara um café da manhã surpresa para os pais: “Imagine… ela vai preparando as coisas, pica uma banana, prepara torradas, pega o suco na geladeira. A última coisa que ela pega são flores para enfeitar a mesa, e essa ilustração tem um cheiro suave de flor”. Nem todas as páginas têm o diferencial, mas a empreendedora conta que o texto é feito de forma a levar o leitor para uma viagem sensorial que também é feita de lembranças. “Este volume estabelece uma relação muito especial com os sentidos olfato, visão e tato, pois ao imaginar que ela está preparando uma refeição isso remete também às lembranças e ao imaginário do leitor, e não somente aos cheirinhos que estão ali aplicados”, conta.

Além da coleção Adélia, a WG criou também um livro inclusivo para o Museu Lasar Segall, de São Paulo. Intitulado Segall portátil, o livro traz as obras do artista em versões com relevo e textura. “O projeto deste livro foi um dos maiores desafios que já recebemos, com concepção e coordenação do setor educativo do museu, foi uma oportunidade de aproximar deficiência visual e arte. É uma publicação experimental que propõe, com base na obra de Lasar Segall, diálogos entre estímulos táteis, visuais, escritos e sonoros”, conta.

EM BUSCA DE GRANA PARA SEGUIR

Hoje a WG trabalha com três frentes: projetos culturais com empresas e instituições (que representam 40% do faturamento), projetos próprios (50%) e consultoria para editoras (10%). Entre as iniciativas próprias, está o lançamento do primeiro volume da coleção Adélia em espanhol. Para isso, Wanda espera conseguir arrecadar cerca de 56 mil reais em uma campanha de financiamento coletivo no Catarse. A ideia é imprimir uma tiragem pequena, 500 exemplares, e levar a obra para países da América Latina. “Participamos dois anos da Feira do Livro de Guadalajara e a aceitação, mesmo com o livro em português, foi surpreendente”, diz ela, que também contratou uma consultoria para orientá-la a respeito de exportações.

Nos últimos cinco anos, a WG publicou ao todo 12.000 exemplares de suas criações, sendo 9.000 de projetos próprios. Para os próximos dois anos, a meta é atingir 18.000 exemplares de projetos próprios, tanto no mercado nacional como no de língua hispânica. Aliás, a expansão para o mercado externo é algo que Wanda lamenta não ter realizado antes. Ela reflete sobre como recebeu o baque inicial de ver que sua ideia não comoveu tanto as editoras quanto ela esperava:

Sobre investidores, ela apresenta outro retrato preciso das dificuldades: “O mercado exige um impulsionamento do negócio, investimentos financeiros para seguir com as pesquisas e novos lançamento. A inovação por si só não garante a atenção das empresas já que estamos falando de um público consumidor que até então não era levado em conta, a pessoa com deficiência”.

Atualmente a equipe da WG conta com mais um designer e um produtor gráfico. Wanda ainda atua como designer e produtora cultural, mas espera que cada vez mais possa se dedicar aos projetos de livros inclusivos. Para ela, hoje a sociedade já entende melhor seu papel em relação a pessoa com deficiência visual, e tanto a população como o mercado vão abrindo portas para projetos inclusivos. “Sempre olhei para os deficientes visuais com curiosidade e como um desafio, me perguntava se de fato as imagens eram algo impossível para eles. Fiz dessa minha inquietação uma forma de utilizar materiais, tecnologias e minha habilidade de criar para gerar a inclusão”, conta. Mulher de visão.

Bar dedicado a Sherlock Holmes é inaugurado na Inglaterra: veja as fotos

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Ana Paula Laux, no Literatura Policial

SUCESSO ELEMENTAR – Foi inaugurado em Asburton, na Inglaterra, um pub inspirado num dos casos mais famosos de Sherlock Holmes, o detetive criado por Arthur Conan Doyle. O bar temático é uma homenagem a O Cão dos Baskervilles, romance policial publicado em 1902 onde Holmes e seu parceiro Watson investigam a morte do Sir Charles Baskerville e a lenda de um cão demoníaco nas redondezas da propriedade.

Os novos do bar possuem também uma licença para vender produtos sobre os personagens do livro. Segundo os proprietários, o pub oferece uma experiência literária completamente única para todos os fãs do detetive e da clássica história.

The Hound of the Baskervilles oferece aos clientes um tipo exclusivo de jantar, incluindo menus temáticos e uma área para sentar que lembra um transporte ferroviário, inspirada no trem que aparece no livro.

Há também várias peças em exibição como cartazes originais de filmes, fotografias, armários com decorações dedicadas a Sherlock, chapéus de caçador (a marca registrada do personagem junto ao cachimbo) e um violino. Enquanto as pessoas se divertem, vários episódios de Sherlock Holmes são reproduzidos na TV constantemente.

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‘O Cão dos Baskervilles’ teve mais de vinte adaptações para o cinema, tornando-se um dos livros mais famosos da série detetivesca de Arthur Conan Doyle. Para quem quiser conhecer o pub, fica o endereço.

Dartmoor National Park, 5 East St, Ashburton, Newton Abbot
TQ13 7AD, Reino Unido

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(Fonte: Daniel Clark – Devonlive.com)
(Imagens: Página oficial no Facebook)

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