Marcelo Nova - o Galope do Tempo

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Mogli: O Menino Lobo 2 | Filme vai explorar mais elementos do livro original

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Pedro Vieira, no Observatório do Cinema

A Disney está planejando uma sequência para Mogli: O Menino Lobo, sucesso de 2016 que venceu o Oscar de Efeitos Visuais em 2017. Agora, as primeiras informações do novo longa foram divulgada pelo roteirista Justin Marks, que trabalhou no primeiro filme.

“No segundo filme, a ideia é ir mais a fundo no livro de [Rudyard] Kipling [autor do livro que originou o filme], mas também ter alguma coisa do filme da Disney de 1967 também possa aparecer” explicou Marks em entrevista ao MovieWeb.

“Há tanta coisa de Kipling para adaptar. Eu só finalizei um rascunho” explicou o roteirista, que acredita que o próximo filme possa se aproximar ainda mais do final visto no longa de 1967 e no livro original de Rudyard Kipling.

Mogli: O Menino Lobo 2 ainda não tem dada de estreia confirmada.

O Touro Ferdinando: Conheça o livro e o curta-metragem que inspiraram a animação

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O brasileiro Carlos Saldanha dirige filme sobre o doce e atrapalhado touro que não queria participar de touradas.

Vitória Pratini, no Adoro Cinema

Está em cartaz nos cinemas O Touro Ferdinando, nova animação do brasileiro Carlos Saldanha, responsável por sucessos como A Era do Gelo e Rio. Você sabia que o filme é baseado no livro infantil de 1936, “Ferdinando, o Touro”? E que essa mesma obra inspirou um curta-metragem que ganhou Oscar em 1938?

O livro original, escrito pelo autor americano Munro Leaf e ilustrado por Robert Lawson, traz uma temática pacifista que prega o respeito às diferenças. Por esse motivo, foi banido de países que viviam regimes fascistas como a Alemanha Nazista comandada por Adolf Hitler e a Espanha governada pelo ditador Francisco Franco.

A história gerou o curta-metragem Ferdinando, o Touro, desenvolvido pela Walt Disney Productions e lançado nos cinemas norte-americanos em 25 de novembro de 1938. O filme ganhou Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação, categoria na época chamada de “Curta-Metragem – Cartoons”.

O interessante é que o curta também consistia em uma série de homenagens à própria Disney. Quem faz a voz da mãe de Ferdinando, por exemplo, é o próprio Walt Disney, enquanto Ferdinando é dublado pelo animado Milt Kahl, responsável por personagens como Pinóquio, Alice, Peter Pan, Baloo e Robin Hood. A narração fica a cargo do ator Don Wilson.

Além das vozes, uma personagem do estúdio faz uma participação especial: Branca de Neve, cujo longa-metragem — o primeiro animado pela Disney — tinha sido lançado um ano antes. Ela aparece nas escadas, jogando flores para o toureiro.

Já o desfile de toureiros consiste em caricaturas de vários artistas do departamento de animação da Disney, como Bill Tytla (a cavalo), Fred Moore, Art Babbitt, Hamilton Luske e Jack Campbell. O próprio matador está supostamente inspirado em Walt Disney. Já o pequeno homem que vem carregando a espada do toureiro é Ward Kimball, o principal animador da cena.

Assista ao curta, em inglês:

A trama do novo filme da 20th Century Fox conta uma história similar, mas mais extensa: acompanha um doce touro chamado Ferdinando, que adora cheirar flores, seguir borboletas, sentar debaixo de uma árvore e leva a vida perfeita ao lado da menina Nina. Ao contrário dos touros da sua idade, que anseiam por lutar em touradas. Entretanto, ele é escolhido acidentalmente para ser levado a uma fazenda, e teme ser obrigado a participar das lutas nas arenas. Agora, ele precisa arranjar uma maneira de voltar para casa.

O Touro Ferdinando atualmente concorre a indicações ao Oscar 2018 nas categorias de Melhor Animação, Melhor Canção Original e Melhor Trilha Sonora. A produção também concorreu ao Globo de Ouro 2018.

Mais uma curiosidade, ou talvez coincidência, é que o curta original foi feito pela Walt Disney Productions. O filme dirigido por Saldanha é da 20th Century Fox. Considerando que recentemente a Fox foi comprada pela Disney, está tudo em casa, não é mesmo?

Assista ao trailer do novo filme:

Projeto social no subúrbio do Rio de Janeiro vira livro com histórias de superação e depoimentos de famosos

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Wal com a Malu Mader no projeto No Palco da Vida (Foto Jorge Pualino B)

Úrsula Neves, no Cabine Cultural

Um sonho de menino que virou realidade e transforma centenas de vidas. Assim é o projeto No Palco da Vida, idealizado pelo ator Wal Schneider, que está completando dez anos.

Para comemorar o sucesso do projeto, Wal e sua equipe lançam o livro Um Palco e Muitas Vidas, 10 anos de histórias No Palco da Vida de Teresa Montero, no dia 16 de janeiro, na Livraria Argumento, no Leblon. Localizado em um casarão no bairro de Olaria, no Rio de Janeiro, o projeto já atendeu mais de 3000 alunos com aulas gratuitas de teatro, cinema, dança, música, literatura, palestras e acesso a uma biblioteca com mais de 6 mil livros e 8 mil DVDs.

Nascido na cidade de Tabuleiro do Norte, interior Ceará, José Valdemir da Silva Gomes se encantou pelas artes quando o circo chegou à sua cidade. Tinha apenas 7 anos. Aos 17 pegou carona em um caminhão de melões e com apenas R$ 25 no bolso, foi atrás do sonho de se tornar ator. No Rio de Janeiro lavou pratos, fez faxina, mas mesmo com muitas dificuldades, conseguiu ajuda para engrenar nos estudos. Formou-se ator, fez pós-graduação em direção teatral na conceituada CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), adotou o sobrenome de um de seus benfeitores e tornou-se Wal Schneider.

“Em um determinado momento vi que o que eu tinha conseguido – ser ator – não podia parar ali. E agora? Agora eu precisava distribuir a arte, compartilhar com o máximo de pessoas. Não é apenas teatro, é contribuir para a formação do cidadão e do ser humano” – conta Wal, que deu aulas na UERJ e, em seguida ministrou uma oficina no Sesc de Ramos para a meninada do Complexo do Alemão. O interesse foi tanto que a mãe de uma aluna ofereceu o quintal de casa para Wal continuar ensinando sua arte. Tantos vieram que Wal precisou ampliar o espaço e alugou o casarão da Rua Uranos, em Olaria, Zona Norte do Rio, onde hoje funciona o projeto que atende crianças, adolescentes, adultos, a turma da melhor idade e alunos especiais.

Marcando esses dez anos de sucesso, o livro Um Palco e Muitas Vidas, 10 anos de histórias No Palco da Vida conta trajetória do projeto, que já recebeu vários prêmios, e traz depoimentos de artistas que apoiam e ajudam a causa, como Dira Paes, Malu Mader, Bianca Ramoneda, Bete Mendes, Ruth de Souza, Amir Haddad, dentre outros. Escrito por Teresa Montero, biógrafa da escritora, Clarice Lispector, com orelha por Sergio Fonta, quarta capa assinada por Elizabeth Jhin e Malu Mader, a obra já pode ser adquirirda nas livrarias Eldorado e Copabooks e online apenas pelo site da Livraria Eldorado. Toda a renda das vendas será revertida para a manutenção do projeto, inclusive o percentual da editora e da autora.

Prêmios recebidos pelo projeto No Palco da Vida

Prêmio AABB de Melhor Expressão Artística pelas peças Os Meninos da Rua Paulo e Memórias de Nossa Infância – 2011
Prêmio Extraordinários, na Categoria Superação do Jornal Extra (por voto popular) – 2015.
Prêmio João Canuto – Direitos Humanos – MHuD – 2015.
Prêmio Heloneida Studart de Cultura – ALERJ – 2017

Confira um vídeo promocional do projeto com a participação das atrizes Dira Paes e Malu Mader:

‘Não use bananas como marcadores de livros’, avisa biblioteca após encontrar casca da fruta em livro devolvido

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Biblioteca da Universidade de Manchester, no Reino Unido, se surpreendeu ao encontrar casca de banana apodrecida dentro das páginas de livro sobre direito e geopolítica.

Publicado no G1

Tudo começou na terça-feira (9), com um alerta que os funcionários da biblioteca da Universidade de Manchester, no Reino Unido, decidiram publicar na internet. “Por favor não use bananas como marcadores de livros, e definitivamente não devolva seus livros para nós com marcadores de banana velha e mofada ainda dentro deles. Muito obrigada”, escreveram eles, na conta oficial da biblioteca no Twitter (veja abaixo).

A mensagem, porém, logo se espalhou, com milhares de curtidas e compartilhamentos e dezenas de pessoas cobrando imagens da cena inusitada. Surpresos com o interesse, os bibliotecários decidiram pesquisar se as pessoas queriam mesmo ver com os próprios olhos como uma banana poderia ganhar tal função na vida literária.

No dia seguinte, eles publicaram uma bem humorada enquete com a seguinte pergunta: “Você gostaria de ver uma foto do marcador de banana velha e mofada que foi recentemente encontrada em um de nossos livros?”

A curiosidade dos internautas venceu de lavada: mais de 1.500 pessoas votaram, e 90% delas pediram que a imagem fosse tornada pública.

Respeitando o desejo da maioria, na quinta-feira (11) o perfil entregou a imagem que todos esperavam: a casca da banana foi encontrada entre as páginas 80 e 81 de um livro sobre a crise constitucional na Europa, na parte em que o autor trata sobre aspectos econômicos da questão, incluindo a crise financeira internacional. Partes do texto, porém, estão ilegíveis porque a banana, já com cor escura e pontos de mofo, deixou marcas pelas páginas, o que indica que talvez os leitores devam buscar objetos de materiais não-orgânicos se precisarem guardar a página em que interromperam a leitura.

Biblioteca em Manchester, no Reino Unido, publicou no Twitter foto de um dos livros devolvidos ao local, que continha uma casca de banana apodrecida entre as páginas (Foto: Reprodução/Twitter/UoMLibrary)

Garoto de 8 anos monta feira de troca de livros na calçada de casa: ‘Ler é muito legal’

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Igor tem 8 anos e resolveu renovar o estoque de livros fazendo uma feita na calçada de casa (Foto: Facebook/Reprodução)

Igor Zuniga lê desde os 5 anos e separou cerca de 50 livros para colocar na banca que montou em Campo Limpo Paulista (SP). Apesar de se divertir com todos os presentes, ele prefere ganhar livros em vez de brinquedos.

Mayara Correa, no G1

estrutura é simples e lembra uma escola: uma mesa, duas cadeiras e vários livros. Com uma faixa grande escrito “troca de livros infantis”, o pequeno Igor Daher Moura Zuniga, 8 anos, montou um cantinho de leitura na calçada da casa onde mora, em Campo Limpo Paulista (SP).

A intenção é renovar a biblioteca particular e atrair cada vez mais leitores. Leitor assíduo de histórias infantis e fã da série “Diário de um Banana”, o pequeno resolveu aproveitar as férias escolares para fazer ar as trocas.

Em vez de comprar exemplares, ele propôs para a mãe, a professora de educação física Daniele Marques Moura Zuniga, 31 anos, que montassem a banca.

A ideia surgiu no fim do ano passado e foi colocada em prática na terça-feira (9), quando três crianças apareceram para trocar ‘figurinhas’ com o Igor, inclusive uma menina de Várzea Paulista, município vizinho.

A feira de livros foi divulgada por Daniele no Facebook e chamou a atenção dos internautas e moradores de toda a região, que até sexta-feira (12) podem trocar exemplares com o garoto.

Mãe e filho usaram um tecido, tinta e bexigas para fazer um cartaz e chamar a atenção de quem passa pela rua do bairro Vila Tavares. Cerca de 50 livros foram separados para a feira e Igor já recebeu pelo menos 60 novos exemplares.

Daniele conta que as crianças deixaram mais títulos do que levaram. “Muita gente disse que vai deixar os livros aqui para ele ler. Depois que ler tudo, daqui a um tempo, acho que vamos fazer uma nova feira”, afirma.

Igor aprendeu a ler aos 5 anos (Foto: Daniele Zuniga/Arquivo pessoal)

Igor escreveu o próprio nome aos 3 anos, aos 5 aprendeu a ler e desde bem pequeno é estimulado pela família a ler.

Em entrevista ao G1, o garoto confessou que prefere ganhar livros em vez de brinquedo, mas que se diverte com todos os presentes. Por ser fã da série “Diário de um Banana”, ele perdeu a conta de quantas vezes leu os exemplares.

“Minha mãe comprou em 2016 o livro ‘365 Histórias Encantadas para Divertir e Sonhar’, então ela lê uma história diferente para eu dormir todos os dias, é muito legal. Ela dá aula de Educação Física, mas em casa me ajuda com todas as lições da escola”, afirma Igor.

Apesar de ainda não ter pensando na profissão que pretende seguir, Igor tem uma certeza: vai continuar lendo.

Igor e Daniele montaram a feira de troca de livros na calçada de casa (Foto: Arquivo pessoal)

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