Praças da Cidade

notícias

Sequência de ‘Animais Fantásticos’ ganha título oficial

0
O elenco de ' Animais Fantásticos e Onde Habitam: Os crimes de Grindelwald' - Divulgação

O elenco de ‘ Animais Fantásticos e Onde Habitam: Os crimes de Grindelwald’ – Divulgação

Publicado em O Globo

RIO — A Warner Bros. anunciou nesta quinta-feira o nome do segundo filme da franquia “Animais fantásticos e onde habitam”. O próximo longa, com previsão de lançamento nos EUA em 18 de novembro de 2018, se chama “Os crimes de Grindelwald”.

Seguindo os acontecimentos do último filme, o bruxo Gellert Grindelwald (interpretado por Jhonny Depp) consegue fugir após ser capturado pelo protagonista Newt Scamander. Solto, ele agora busca uma supremacia dos bruxos contra todos os seres que não se relacionam com a magia. O jovem Albus Dumbledore, interpretado por Jude Law, une então forças com Scamander para prender Grindelwald novamente.

“Animais fantásticos e onde habitam” é uma série de filmes spin-off de “Harry Potter”, tendo como roteirista a autora dos livros originais, J.K. Rowling. “Os crimes de Grindelwald” é o segundo de uma sequência que pretende ter cinco filmes.

Pedro Cardoso estreia na literatura com romance situado num Brasil em convulsão

0
Longe da tevê e do Brasil, Pedro Cardoso brinca com o seu ‘desemprego’ Foto: JF Diório/Estadão

Longe da tevê e do Brasil, Pedro Cardoso brinca com o seu ‘desemprego’ Foto: JF Diório/Estadão

 

Ator conta que quis escrever ‘O Livro dos Títulos’ na tentativa de organizar ideias e ansiedades sobre o País

Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

“Escrever um livro é talvez a missão mais exigente entre todas as chatices que a humanidade inventou para se aborrecer. Organizar os infinitos detalhes que dão coerência a uma estória inventada é uma tarefa divina que queima o cérebro de um simples mortal; a demanda é sobre-humana.” Quem diz isso é o protagonista do romance de estreia do ator Pedro Cardoso que confessa, logo na primeira linha, que não gosta de ler – mas gosta de livros.

Desde cedo, carregava um exemplar porque achava que, se acreditassem que ele era um grande leitor, não sentiriam pena por ele estar sempre sozinho. Atrás de seu escudo, ele oscilava entre o sono e a vigília, pensava em coisas diversas, nunca lia. Mas ele se apaixonou, e decidiu escrever um livro para a moça – ela, sim, uma grande leitora.

Esse é, basicamente, o enredo de O Livro dos Títulos, uma história de formação, de amor e de loucura que acompanha o personagem ao longo de sua vida. Mas há mais. O pano de fundo é um Brasil socialmente insalubre, em “convulsão social com o surgimento de várias denúncias de casos de corrupção envolvendo todas as forças políticas”. Um país do pré e pós-guerra civil que, ao seu término, terá se dividido em “420 Estados independentes, oriundos das milícias que se formaram durante os anos de conflito. O novo mapa político terá sido definido em uma infinidade de tratados e armistícios, que ficarão conhecidos como Tratados da Des-União Brasileira ou Des-Tratos da Fundação”, conta o narrador.

Pedro revela que quis escrever o livro numa tentativa de organizar algumas ideias e ansiedades sobre o País e compartilhar suas inquietações. “Escrevi sob o impacto dos acontecimentos dos últimos anos e um pouco desesperado de tanta coisa sobre as quais eu gostaria de falar. Mas o livro é um romance e não um ensaio teórico. O que os personagens dizem não é o que eu diria. Eu acho que eu nem sei bem o que eu diria – estou vazio de certezas”, diz.

Ele prefere não dar detalhes sobre a história ou falar sobre o país que criou e que está em desintegração, mas, voltando aos dias de hoje, comenta que são muitos os motivos para nos preocuparmos – e a “tentação fascista que ilude os tolos” é o principal deles. “Nenhum caminho autoritário nos trará nada de bom. Todo totalitarismo é falso e covarde. E os moralismos que se esboçam, com reações descabidas contra a sexualidade e os muitos modos de amar que são próprios da humanidade, são mesmo inquietantes e devem sofrer a nossa mais serena e severa oposição”, diz.

Pedro quer ter esperança, porque “desesperança é um luxo de gente rica e indiferente”. O ator, no entanto, ainda não sabe no que acreditar. “Tenho fé que algo novo haverá de surgir, mas não sei o que seja nem de onde virá. Estou à espera. Ativamente, esperando que algo venha e me diga o que nunca imaginei que seria o futuro. Eu tenho a convicção de que só algo que ainda não se manifestou nos haverá de tirar desse atoleiro em que nos encontramos.”

Pedro Cardoso vive hoje em Portugal e diz que a decisão não tem a ver com o momento do Brasil. Sempre quis ter uma experiência como essa, mas tudo aconteceu rápido demais – carreira, família – e perdeu a chance de fazer isso mais jovem. Quando teve dinheiro para bancar o sonho, não conseguiu se desvencilhar das obrigações no Brasil – por mais de uma década, ele foi o Agostinho, da Grande Família, sucesso da Globo que chegou ao fim em 2014. Seus projetos atuais estão ligados à peça O Homem Primitivo, escrita por ele e por Graziella Moretto, sua mulher, que trata da gênese e das consequências do sexismo. Graziella planeja um filme sobre a peça que aborda uma questão que, comemora o ator, “está finalmente ganhando o protagonismo que lhe é devido”.

Fora isso, tenta emplacar uma série sobre o Brasil, seus ricos e seus pobres, que não teve, até agora, o apoio de nenhuma emissora. Se não der certo mesmo, o novo escritor considera transformá-lo num romance. “No mais, estudo inglês e francês como um adolescente”, brinca.

Ele está no País para uma série de lançamentos. O banner que coloca atrás da mesa de autógrafos diz: “Ator desempregado à procura de leitores”. Tudo não passa de uma graça, garante. “Uma brincadeira com o fato de eu ter ficado no ar por muitos anos e ter desaparecido desse convívio semanal com o público. Eu sinto saudade disso. O desemprego é brincadeira.”

Mas de volta à vida de escritor. Pedro Cardoso conta que lê desde sempre, o dia inteiro, muito devagar, porque é disléxico. Não se considera um grande leitor e muito menos um erudito ou um grande conhecedor de literatura. “Gosto de ler, simplesmente. Leio alguma teoria, alguma filosofia, bastante sobre história e muitos romances. Mas sou leigo, repito. E gosto de ser um leitor amador. E, muito provavelmente, eu sou também um escritor amador.”

Sua obra faz referências a muitas outras da literatura brasileira e estrangeira, e o título foi escolhido pelo fascínio que sente pelo nome que as coisas têm e pelo poder que ele evoca. A inclusão desses livros todos em sua história foi porque ele quis dar um testemunho de um possível cânone de uma pessoa de seu tempo. “Cada um de nós tem um biblioteca na memória onde estão guardados os livros que lemos e achei que seria interessante para o leitor cotejar o cânone dele com o do meu livro”, explica.

A certa altura, o protagonista, que gostava de deitar no chão e passar os olhos pelos títulos na estante, chegou a escalar uma seleção. “No gol: A Pedra do Reino; na defesa: Lucíola, Fogo Morto, Casa Grande & Senzala; no meio-campo: Quincas Borba, Ed Mort, Juca Mulato e Catatau; no ataque: Benjamim e Budapeste. Técnico: Romanceiro da Inconfidência. Escalou também o time adversário, e seleções para os diversos países combinando gêneros e épocas.

Para o personagem, eles tinham uma outra função. “Cada título me dava uma sugestão de pensamento que, por ser breve e concisa, eu conseguia penetrar; ou, melhor dizendo: eu conseguia me deixar ser por ela penetrado; e usufruía, imaginando que estória se conformaria com aquele título.”

Pedro Cardoso comenta que a história foi chegando a ele à medida que ele a ia contando para um possível leitor. Tem um certo humor ali, e o ator estranharia se ele não tivesse se manifestado. “O que me guiou foi sempre um desejo de agradar, de entreter, de criar um bom momento para o outro. Escrever é, certamente, um modo de organizar o próprio pensamento. E eu estava precisando organizar o meu”, finaliza.

TRECHOS

“Quando me tornei um jovem adulto, aceitei finalmente que eu jamais conseguiria ler um livro, que eu detestava fazer o esforço de me manter atento ao que estava escrito, que eu desejava mesmo era me entregar o mais rápido possível ao mundo dos meus pensamentos, para o qual eu escorregava embalado pelo mantra da leitura.”

“Os primeiros anos da guerra se caracterizarão por uma baderna absoluta. A estrutura administrativa do Estado entrará em agonia e colapsará em poucos meses. O país ficará entregue a bandos de vândalos que atacarão indistintamente, com o único intuito de se apoderarem de bens de consumo. Em um primeiríssimo momento, cada cidadão se encontrará responsável pela sua própria segurança. Formar-se-ão milhões de exércitos de um único soldado.”

Fãs de Harry Potter são pessoas menos preconceituosas

0

img_797x448$2017_11_16_10_30_24_266601

Um estudo revelou que ler os livros da saga “melhorou as atitudes relativamente a grupos estigmatizados” como imigrantes, homossexuais e refugiados.

Mariana Branco, no Sabado

Um estudo publicado na revista Psicologia Social Aplicada revelou que pessoas que leram e gostaram dos livros da saga Harry Potter são menos preconceituosas.

A investigação “The greatest magic of Harry Potter: Reducing prejudice” (A grande magia de Harry Potter: reduzindo o preconceito) provou que um maior contato com os best-sellers “melhora as atitudes relativamente a grupos estigmatizados” como imigrantes, homossexuais e refugiados.

Os investigadores das universidades de Modena, Pádua e Verona, em Itália, e de Greenwich, em Inglaterra, revelaram que os mais jovens que gostam de Harry Potter e que não se sentem identificadas com as personagens más da saga, como Voldemort e os Devoradores da Morte, são “moderados” relativamente ao preconceito.

A explicação centra-se nas personagens criadas por J.K. Rowling, como os “muggles” ou os “puro-sangue”. Ao longo da história, várias personagens são tratadas como inferiores, abrangendo o tema do preconceito.

Já um estudo, de 2016, revelou que os fãs de Harry Potter têm uma opinião menos boa do presidente norte-americano Donald Trump. Quanto mais livros da saga leram, maior o efeito.

“Como as opiniões políticas de Trump são vistas como opostas aos valores expostos na saga de Harry Potter, a exposição aos livros pode influenciar a forma como os americanos respondem ao presidente”, explicou a professora Diana Mutz, da Universidade da Pensilvânia, que conduziu o estudo.

O Senhor dos Anéis | Série só aconteceu porque filho do autor dos livros não é mais detentor dos direitos, diz site

0

gandalf-in-the-lord-of-the-rings-fellowship-of-the-ring-2001-1463604809-1-696x391

Caio Coletti, no Observatório do Cinema

O escritor Christopher Tolkien, de 93 anos, se afastou da administração do legado de seu pai, J.R.R. Tolkien, o criador da franquia O Senhor dos Anéis, em agosto.

A notícia, no entanto, só foi liberada oficialmente nessa quarta (15), dias após o anúncio de uma parceria com a Amazon para criar uma série de TV baseada na saga.

Segundo o SlashFilm, o afastamento de Chrisotpher foi essencial no fechamento do acordo. Notavelmente avesso à adaptações, o filho do autor não gosta nem mesmo dos filmes de Peter Jackson – “Transformaram a criação do meu pai em uma aventura para adolescentes de 15 a 25 anos”, disse certa vez.

O acordo da Amazon com os novos administradores do legado de Tolkien (sua filha Priscilla e outros parentes) prevê até cinco temporadas da série, e mais um potencial spin-off.

Segundo o THR, a série não se trata de uma nova adaptação, mas de uma série que irá “preencher as lacunas” da história original, provavelmente do tempo passado entre O Hobbit e O Senhor dos Anéis nas obras de Tolkien.

Os filmes de O Senhor dos Anéis foram dirigidos por Peter Jackson e lançados entre 2001 e 2003.

Perfil do escritor brasileiro não muda desde 1965, diz pesquisa da UnB

0

escritor-branco

Análise de 692 romances de 383 escritores mostra que mais de 70% deles são homens, 90% brancos e pelo menos a metade veio do Rio e de SP

Paulo Lannes, no Metropoles

Uma pesquisa realizada na Universidade de Brasília (UnB) traz um relato desanimador sobre a literatura nacional: as grandes editoras seguem publicando obras de escritores brasileiros com o mesmo perfil há mais de 50 anos. O trabalho compreende livros nacionais lançados entre 1965 e 2014. Mais de 70% deles foram escritos por homens, 90% são brancos e pelo menos a metade veio do Rio de Janeiro e de São Paulo.

A análise também entrou no enredo da literatura nacional, chegando à conclusão de que os personagens retratados se aproximam da realidade dos escritores. Cerca de 60% são protagonizados por homens, sendo 80% deles brancos e 95% heterossexuais.

“Os dados mostram que há uma homogeneidade entre os escritores e os romances publicados no Brasil. Isso praticamente não mudou ao longo das décadas. É muito preocupante”, afirma a professora do Departamento de Teoria Literária Regina Dalcastagnè, coordenadora da pesquisa.

Pesquisa
O trabalho, realizado pelo Grupo de Estudos em Literatura Contemporânea da UnB ao longo de 14 anos, contou com a participação de mais de 30 universitários. A pesquisa fez um recorte por editoras em três períodos diferentes.

O primeiro deles foi entre 1965 e 1979, que contava com publicações da José Olympio e da Civilização Brasileira. O segundo recorte foi de 1990 a 2004, com a presença da Companhia das Letras, da Rocco e da Record. Já o último compreende 2005 a 2014 e quase as mesmas editoras, trocando apenas a Rocco pela Objetiva.

“Com a pesquisa, percebemos que as editoras não estão dispostas a diversificar o cenário literário. Assim, caso o leitor esteja atrás de literatura produzidas por mulheres, negros e de diferentes regiões terá que buscar independentes, com menor alcance às livrarias brasileiras”, conclui Regina Dalcastagnè.

Confira, em detalhes, o resultado do estudo da UnB:

escritores-01

escritores-02 escritores-03 escritores-04 escritores-05 escritores-08

Go to Top