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Virginia Woolf de graça! 53 mil livros entram em domínio público em 2019

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Guilherme Cepeda, no Burn Book

Se o dia 1 de janeiro é conhecido não só como o Dia Mundial da Paz, mas também como Dia oficial da Ressaca, há uma outra efeméride importante nesse dia para os amantes da literatura: o Dia do domínio público. O primeiro dia do ano é, afinal, também a data em que diversos livros entram em domínio público, e passam a estar disponíveis para baixarem, lerem e até mesmo utilizarem tais obras. Cada país possui suas próprias leis de direitos autorais, mas sob a legislação americana, obras publicadas até 1923 passam ao público domínio em 2019 – e isso inclui o trabalho de grandes nomes.

Obras como Assassinato no Campo de Golfe, de Agatha Christie, ou o terceiro livro da inglesa Virginia Woolf, O Quarto de Jacob, estão entre aos livros disponibilizados livremente a partir de 2019. A lista continua com a coletânea de poemas New Hampshire, de Robert Frost, o romance Ronda Grotesca, de Aldous Huxley, The World Crisis, de Winston Churchill, Kangaroo, de D.H. Lawrence, Tarzan e o Leão Dourado, de Edgar Rice Burroughs, O Profeta, de Kahlil Gibran, além do primeiro livro de poemas do americano E.E. Cummings, Tulipas e Chaminés, entre muitos outros.

A lista passa de 53 mil novos livros em domínio público.

A internet está repleta de sites que já disponibilizam esses e outros que já se encontram em domínio público em inglês. Locais como Read Print, The Literature Network ou Authorama oferecem os livros em inglês. Para encontra-los em português, basta uma busca um pouco mais apurada pelo Google – e, ao longo do ano, certamente sites brasileiros disponibilizarão tais obras.

Livros roubados por nazistas na 2ª Guerra voltam a famílias e instituições

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Membros da força-tarefa liderada pelo nazista Alfred Rosenberg, que saqueou mais de 6 mil bibliotecas, examinam livros na Estônia na época da guerra Foto: YAD VASHEM PHOTO ARCHIVES/NYT / NYT

Pesquisadores usam internet para novas pistas de tesouro avaliado em milhões de dólares

Milton Esterow, em O Globo [via New York Times]

A busca por milhões de livros roubados por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial é um trabalho permanente — e largamente ignorado. A pilhagem de bibliotecas realizada pelos alemães não tem o mesmo glamour que seus furtos de obras de arte, muitas delas valendo milhões de dólares.

Mas recentemente, sem estardalhaço, a busca pelos livros se intensificou, conduzida por pesquisadores que muitas vezes encontram as obras “escondidas à olhos vistos” em prateleiras de bibliotecas pela Europa.

Seu trabalho é auxiliado pela internet e por arquivos tornados públicos recentemente, mas também por bibliotecários europeus que transformaram essa busca em prioridade.

— As pessoas fizeram vista grossa por muito tempo, mas acho que isso não é mais possível — disse Anders Rydell, autor de “O livro dos ladrões: o saque nazista às bibliotecas europeias e a corrida para devolver uma herança literária”.

Dado o escopo do crime, a tarefa à frente é gigantesca. Um exemplo: quase um terço dos 3,5 milhões de livros da Biblioteca Regional e Central de Berlim pode ter chegado lá via pilhagem na Segunda Guerra.

— A maioria das bibliotecas alemãs tem livros roubados por nazistas — diz Sebastian Finsterwalder, que pesquisa a origem das obras.

Mas há sinais promissores. Nos últimos 10 anos, bibliotecas na Alemanha e na Áustria devolveram aproximadamente 30 mil livros para 600 proprietários, herdeiros e instituições. Em um caso de 2015, quase 700 obras roubadas da casa de Leopold Slinger, um especialista em engenharia petrolífera, foram restituídos a seus descendentes pelo governo austríaco.

— Há progresso, mas lento — disse Patricia Grimsted, pesquisadora da Universidade de Harvard e uma das especialistas mundiais nas obras roubadas por nazistas.

Números muitas vezes não fazem jus ao que pode significar para uma família a devolução de um livro especial.

No ano passado, na Alemanha, a Universidade de Potsdam deu um importante volume do século XVI de volta para a família do seu dono, um homem morto em um campo de concentração em 1943. A obra, escrita por um rabino em 1564, explica a base dos 613 mandamentos do Torá. O neto do proprietário identificou o título em uma lista on-line de obras saqueadas e foi com seu pai, um sobrevivente do Holocausto, de Israel até a Alemanha para recuperá-lo.

— Foi uma experiência muito emocionante para meu pai e eu — diz o neto, David Schor.

O trabalho para buscar livros deu um salto nos anos 1990, quando Patricia Grimsted descobriu 10 listas de itens roubados de bibliotecas francesas por uma força-tarefa comandada pelo ideólogo nazista Alfred Rosenberg. O grupo pilhou mais de 6 mil bibliotecas e arquivos por toda a Europa — mas deixou também detalhados relatórios de suas ações, muito úteis para recuperar o que foi roubado.

Ainda que Rosenberg, enforcado como criminoso de guerra em 1946, fosse a principal força por trás do saque de bibliotecas, ele tinha um competidor em Heinrich Himmler, o líder da organização paramilitar SS, cujos agentes eram particularmente interessados em livros sobre maçonaria.

Os alvos nazistas eram principalmente famílias e instituições judaicas, mas incluiam também maçons, católicos, comunistas, socialistas, eslavos e críticos do regime. Ainda que livros tenham sido queimados pelos seguidores de Hitler em sua ascenção, mais tarde muitas obras foram transferidas para bibliotecas e para o Instituto de Estudo da Questão Judaica (Institut zur Erforschung der Judenfrage) , criado pela força-tarefa de Rosenberg em Frankfurt em 1941.

— Eles planejavam utilizar esses livros depois que guerra estivesse ganha. O objetivo era estudar seus inimigos e sua cultura para proteger futuros nazistas dos judeus e outros antagonistas — diz a pesquisadora Patricia Grimsted.

Casal faz festa de casamento inspirada em “O Grande Gatsby” em NY

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Detalhes da festa de casamento inspirada no livro “O Grande Gatsby” em Nova York Imagem: Divulgação/Anna Ivanova Photography

Publicado no UOL

Se você gosta da temática de jazz, plumas e muito brilho com certeza amou a estética do filme “O Grande Gatsby”, obra de 2013 inspirada no livro homônimo de F. Scott Fitzgerald.

Heather e Max, um casal de Nova York muito fã do longa com Leonardo DiCaprio decidiu fazer sua festa de casamento totalmente inspirada na história.

O evento aconteceu em novembro dentro de um teatro restaurado de 1870 e foi todo registrado pela fotógrafa Anna Ivanova– da decoração às produções da noiva e de suas madrinhas.

“Todos os detalhes foram criados com cuidado para serem inspirados no glamour vintage da história. O local, o Dramatic Hall em Peekskill, Noa York, foi perfeito para sediar uma dramática sessão do Great Gatsby e realmente fez os convidados se sentirem estrelas de cinema”, disse Ivanova ao “PopSugar”.

Veja as fotos da festa:

A incrível árvore que dá livros ao invés de frutos

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Publicado no Hypeness

Quando a árvore em frente à casa da artista Sharalee Armitage Howard precisou ser cortada, ela soube exatamente o que fazer: transformá-la em uma biblioteca. O espaço se tornou parte do movimento Little Free Library, uma iniciativa que já espalhou mais de 75 mil bibliotecas livres pelo mundo.

“Este projeto ainda não está pronto, mas não posso esperar para compartilhá-lo. Tivemos que remover uma grande árvore que tinha mais de 110 anos, então eu decidi transformá-la em uma Little Free Library, como sempre quis“, escreveu ela em uma publicação no Facebook.

Embora a copa da árvore tenha sido removida, seu tronco foi usado como estrutura para a biblioteca e ela ganhou até mesmo uma portinha, por onde os interessados podem entrar para escolher quais livros levar para casa. A ideia é que, além de pegar obras emprestadas, as pessoas também deixem novos títulos no local.

A árvore não é a única biblioteca construída de forma criativa. Em Nova York, uma empresa de design criou um espaço para o empréstimo de livros em que os interessados podem realmente entrar no mundo da literatura enquanto escolhem o que ler. No Brasil, o projeto conta com diversas bibliotecas compartilhadas no Rio Grande do Norte, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e no Rio Grande do Sul.

Veja mais detalhes da árvore que deixou de dar sombra para dar livros:

Livro ‘Você Decide’ dos EUA processa Netflix por Black Mirror: Bandersnatch

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Felipe Sayão, no TecMundo

A editora Chooseco, do livro infantil “Choose Your Own Adventure” (algo como “Escolha sua Própria Aventura”), está processando a Netflix pelo modelo de entrenimento escolhido no filme Black Mirror: Bandersnatch, afirma o Pitchfork.

O processo foi entregue hoje (11) ao juiz. Além disso, a Chooseco afirmou que já havia pedido para a Netflix não lançar o filme, a não ser adquirisse uma licença para usar a marca “Choose your own adventure”.

“A Netflix não tem licença ou autorização para usar a marca registrada da Chooseco e, já sabendo disto, usou a marca intencionalmente para capitalizar a nostalgia dos espectadores pela série de livros original dos anos 80 e 90. O filme é sombrio e, às vezes, tem um conteúdo perturbador que dilui a boa vontade e associações positivas com a marca da Chooseco e mancha seus produtos”, afirma a empresa no processo.

A Chooseco está pedindo US$ 25 milhões da Netflix alegando “violação de marca comercial, falsa designação de origem, concorrência desleal e diluição de marca comercial”.

A Netflix não comentou o caso.

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