Textos
O tempo e a tecnologia
0João Augusto no Blog do Galeno
Gostamos daquilo que nos traz boas lembranças ou que nos oferece esperança. Haverá um tempo, portanto, em que esta imagem se tornará muito mais simbólica para o ato da leitura do que nossos olhos conseguem enxergar hoje. Pois fato é que a tecnologia não tem coração, mas abre portas. O mundo, que não estaciona, pode até caminhar para trás em alguns quesitos, mas não temos como frear o que advém de suas mudanças. Muitos de nós gostaríamos de ver o bebê ao lado cercado de livros de papel, com coloridas e gostosas ilustrações. Mas e o próprio bebê, e as novas gerações, com o que se identificam? Marketing à parte, o mundo mudou, e faz algum tempo. E isso não significa desprezar livros de papel. Muito ao contrário. De minha parte, sempre os terei e os dividirei com quem quiser, principalmente com meus filhos, que começaram a ler com eles e adoram folheá-los e abraçá-los. Para meus filhos, de 10 e 13 anos, o laptop ainda não chegou, mas já bate à porta. Isso, de outro lado, não nos isenta de pensar e agir primeiro na questão de despertar o interesse das crianças pela leitura. Ler, assim como salvar uma vida, está em primeiro lugar. E não a tecnologia que se usa para isso.
João Augusto é escritor, poeta e editor da revista Brasil Que Lê.
Como ter tempo para ler
0Com a rotina cheia de obrigações, é difícil conseguir terminar um livro em poucos dias. Descubra algumas dicas para ler mais e em menos tempo
Publicado no Universia
Uma dica ótima se você quer encontrar tempo para ler sem ter que, necessariamente, mudar sua rotina é começar com um livro que você adora / Crédito: Shutterstock.com
Queremos mais tempo para fazer exercícios, ler livros, ir ao cinema e dormir, mas conseguir fazer todas essas coisas e ainda trabalhar é muito difícil. Estabelecer uma rotina que nos satisfaça pessoal e profissionalmente exige muito foco e organização. No caso da leitura, na maioria das vezes temos tempo para ler, apenas não percebemos isso.
As tentações que não nos deixam ler fazem com que pensemos que tudo o que nos falta é tempo, quando na realidade a falta é de disciplina. Tentações eletrônicas, por exemplo, estão sempre disponíveis para nos privar de uma atividade mental que requere mais foco e esforço como a leitura. Quando chegamos em casa depois de um dia de trabalho, é difícil encontrar disposição suficiente para desligar a TV e se concentrar em um livro mais desafiador.
Uma dica ótima se você quer encontrar tempo para ler sem ter que, necessariamente, mudar sua rotina é começar com um livro que você adora. Quando lemos algo assim, encontramos o tempo necessário para conseguir ler alguma página a mais. Queremos saber o próximo passo dos personagens e como aquela cena espetacular irá terminar, então não medimos esforços para ler.
Tente perceber em que horários ou em quais oportunidades você consegue ler. Durante o horário de almoço, no caminho de ida e volta para casa, antes de dormir, nos intervalos das aulas, etc. Você irá perceber que tem sim tempo para ler, apenas não aproveita como deveria.
A corrida voraz em busca dos jovens leitores
1Edson Valente no Observatório da Imprensa
As armas para dominar o mercado de livros voltados ao público juvenil são conhecidas. A destreza em seu manejo, porém, determina a sobrevivência dos competidores. Desde o sucesso da série Harry Potter, as editoras estão constantemente à caça de fenômenos que deem continuidade à essa indústria que movimenta altas cifras. A febre da vez é Jogos Vorazes, da escritora americana Suzanne Collins, que mistura ficção, cenários apocalípticos e referências históricas em sua composição. A versão para o cinema da primeira parte da trilogia estreou mundialmente em 23 de março e já é a terceira maior bilheteria de fim de semana estreia nos EUA, atrás de Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 (2011) e Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008).
Para compreender a alquimia desse sucesso, é preciso desnovelar seu enredo. Passo número um: conversar com o adolescente sobre o que ele gosta de ler – e alimente essa predileção. Isso tem sido feito pelos publishers o tempo todo. Um dos principais meios de que eles se valem para descobrir tendências entre os jovens e divulgar lançamentos é a internet. A Rocco, que publica Jogos Vorazes no Brasil, estabelece um contato direto com fãs de séries nas redes sociais e em blogs e sites abastecidos por eles. Investir em formadores de opinião entre esses leitores, diz a editora, traz resultados mais efetivos que os depoimentos de críticos literários.
É o que o professor da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) Manoel Marcondes Neto, especializado em marketing cultural, chama de boca a boca digital, ou viral – uma “tática de capilarização”. O expediente inclui páginas de fãs na internet, book trailers (pequenos filmes de apresentação), ações diárias nas redes sociais, concursos culturais, sorteios e a organização de encontros entre os aficionados. Para fortalecer a comunicação, as editoras criam selos para os lançamentos com foco no mercado juvenil. É o caso da Companhia das Letras, que prevê para setembro o nascimento da Editora Seguinte.
De acordo com os estudiosos desse segmento, o jovem de hoje está mais assertivo em relação à literatura que deseja consumir. Na roda da indústria cultural contemporânea, grandes séries são tratadas como marcas cuja rentabilidade é multiplicada em diversos ramos de negócio. Mas nem toda aposta gera frutos – não basta apenas juntar os ingredientes certos. A centelha para deflagrar um fenômeno é, antes de mais nada, uma história bem escrita – e que tenha algum tempero inovador. “Qualidade de texto é fundamental”, diz Paulo Rocco, editor da Rocco.
Patamar mágico
“Romances como Crepúsculo e Harry Potter lidam com motivos universais, míticos, arquetípicos”, analisa João Luís Ceccantini, professor de literatura da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e votante da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil). “Seus autores dominam técnicas narrativas, usam uma linguagem acessível. Mas não dá para encaixar esses casos em uma fórmula”, ressalva. “Há uma enxurrada de imitadores que não vingam. É também preciso estar no lugar certo, no momento certo.”
Os burros e os pavões
0Arnaldo Jabor, no Estadão
Já houve um tempo em que a literatura era importante. As escolas literárias se digladiavam sobre estilos e temas, em busca de um sentido maior que nos definisse como país, dentro de um mundo ainda analógico. Um povo mestiço? Cultura ou barbárie? Civilização nos trópicos? Dilemas vividos pelos letrados de século passado, preocupados em fundar a nação brasileira. Roberto Ventura, um intelectual sério que já não está entre nós, nos mostrou, em seu livro Estilo Tropical, figuras como Silvio Romero, o crítico arrebatado, em luta contra tudo e contra todos, que pregava um ideário modernizante, combinando naturalismo e evolucionismo à causa da República. Brigou com todo o mundo, com Machado de Assis, José Veríssimo, Araripe Jr. e Joaquim Nabuco.
Antes havia debates para ver quem tinha razão. Hoje, todos têm razão e ai daquele que criticar tendências em nome de critérios e paradigmas seculares da arte. A inteligência foi substituída pela sacralização da irrelevância massificada; a própria ideia de “estética” é considerada por muitos como individualismo neoconservador, autoritário, produzindo parâmetros repressivos. A libertação da tutela dos chamados “maîtres à penser”, dos seres que nos guiavam orgulhosamente para algum Sentido foi uma coisa boa, mas abriu as portas para um vale-tudo formal que desqualifica qualquer tentativa de crítica literária, vista como um ataque contra a liberdade da estupidez.
Claro que é bem-vinda a esfuziante aparição de milhares de criadores, dos blogueiros dos twiteiros, dos hipertextos da época pós pós; claro que algum dia isso vai dar em novos valores de ‘qualidade’, de ‘importância’, destilados dos alambiques da internet. Estamos numa fase da exaltação da ‘quantidade’, como se a profusão de temas e criações substituíssem a velha categoria da ‘qualidade’. Essa nova era nos ensinou que não chegaremos a nenhum destino definitivo, mas alguns parâmetros de valor estético terão de ser recolocados na literatura. Em geral, as diagnoses sobre as mutações a que assistimos hoje em dia se dividem ou em lamentos por um passado de ilusões perdidas ou em euforia por um admirável mundo novo em que todos sejam autores e leitores, nessa democracia da falta de critérios.
Em teoria, tudo bem, mas ‘ideias’ em poesia e literatura significam na forma.
Por que falo essas coisas graves? Porque outro dia achei na estante um livro de Agripino Grieco, um dos grandes polemistas do início do século 20 e demolidor dos burros e farsantes da época. E ele diz, numa entrevista de 1944: “A obra dos julgadores de livros vale pela forma em que está vazada, pela ironia, pela irreverência, pelo que possa representar de negação dos valores oficiais. O que vale é a forma”.
E ele acrescenta: “Ai do romance em que o enredo interessa mais que o estilo”.
Ou seja, os mistérios do mundo revelados pela grande arte literária são florações da forma; e é isso que lhes fornece durabilidade, relevância na observação da vida, sua razão de ser. Grieco era um intelectual cultíssimo e, assim como Lima Barreto, de certa maneira “pautou” o Modernismo. Agripino foi um pré-Oswald de Andrade. Grieco trouxe a espinafração contra a literatice lambida dos doutores encartolados. Quando li suas tiradas contra as antas da época, entendi a inteligência como corrosão. Acho que ali comecei a amar Eça de Queirós, Nelson Rodrigues, Oswald, antes de tê-los lido… Por isso, selecionei alguns desses lembretes geniais, em que o pré-moderno Grieco cai de porrete em cima das graves bestas quadradas. Divirtam-se.
“A burrice é contagiosa; o talento não”, “Laudelino nunca estava nos seus melhores dias”, “Mil vezes Gilberto Amado deve ter pensado: que seria do Brasil sem Gilberto Amado”, “Menotti del Picchia, parnasiano, querendo passar por modernista, lembra atrizes, de 70 anos a fazerem de ingênuas”, “Este escritor irá longe! – foi para Montes Claros”, “Coelho Neto não dizia ‘pobreza’; dizia ‘pauperismo’ e era mais preocupado com o estilo dos móveis que com o estilo de Flaubert”, “Fulano cultivava paradoxos e rabanetes”, “Para os ignorantes, o ‘etc…’ é uma comodidade…”, “Olegário Mariano fumava as pontas dos cigarros de Bilac…”, “Silvio e Verissimo insultavam-se mutuamente – e os dois tinham razão”, “Num restaurante da rua São José servem um ‘bacalhau a Olegário Mariano’. É a imortalidade…”, “Raro exemplo de perseverança é ir até ao fim de um artigo de Aníbal Freire”, “Fulano tinha um ego com elefantíase; sua obra é ilustrada, o autor não”, “Seu livro devia ser encadernado em pele de jumento: coerência com conteúdo”, “Em geral a Academia elege só um animal; agora elegeu dois: Carneiro Leão”, “Dele, só lerei as obras póstumas”, “A principal personagem daquele romance era mesmo o tédio”, “A seca é terrível; mas pior é certa literatura provocada pela seca”, “Ele defendia a Polônia nos botequins e esbordoava a mulher em casa”, “Seu estilo tinha a elegância das burguesas endomingadas – sempre indeciso entre o preciosismo e a vulgaridade”, “Ele inventou que era inventor”, “Suas estreias são espetáculos de despedida; aplaudem porque acabou”, “Ele não tem ouvidos, tem orelhas e dava a impressão de tornar inteligente todos os que se avizinhavam dele”, “Passou a vida correndo atrás de uma ideia, mas não conseguiu alcançá-la”, “Ele é mais mentiroso que elogio de epitáfio”, “No dia em que ele tiver uma ideia, morrerá de apoplexia fulminante”, “Era um deputado conservador. Seu único programa político era conservar sua cadeira na Câmara”.
Agripino era aparentado com minha família. Por isso (e admiração), fui ao enterro de Agripino. Quando o caixão baixou, um sujeito gordo e feiíssimo pulou em cima do túmulo e discursou: “Senhores! Ali não jaz um cadáver; dorme um gênio!”
Saí às gargalhadas, para trás de uma sepultura. Agripino, com certeza, riu lá embaixo também. Que falta ele faz hoje nos domínios da e-burrice.
dica do Robinson Malkomes
Saber ler
0René Padilla, no Novos Diálogos
Vamos falar de livros. Melhor, de leituras. E começo com uma afirmação que não requer provas: não basta ler, tem que saber ler.
Em certo sentido, há só uma maneira de aprender a ler; e é lendo. Da mesma forma quando se trata de aprender a caminhar ou a nadar. Mas isso não exclui que alguém possa aprender algo da experiência dos outros. Limito-me a três conceitos práticos.
1. RECONHEÇA A IMPORTÂNCIA DA LEITURA
Não me refiro à leitura de textos de estudo ou livros de consulta aos quais você recorre em busca de informação para passar num exame ou sair de um apuro relacionado à sua profissão. Refiro-me a outro tipo de leitura: a que se faz por escolha, não por obrigação; essa da qual se poderia prescindir se não se sentisse impulsionado a ela pela fome de Verdade, Amor e Beleza.
Pedir que hoje se reconheça o valor deste tipo de leitura ao qual faço referência não é pedir pouco. Como destacou Jean Daniélou, a civilização técnica habituou o espírito a modos de agir nos quais primam valores como a verdade. Neste ambiente, é completamente compreensível que, para muitos, a leitura seja classificada entre as coisas que não servem para nada ou pelo menos entre as coisas para as quais “não há tempo”. Julgada de um ponto de vista utilitarista, é algo que deve ceder lugar às mil e uma ocupações “urgentes” que demandam nossa atenção.
E o que dizer da maneira como o sistema vigente, na grande maioria das universidades, fomenta a formação desses “bárbaros civilizados” (a expressão é de Ortega y Gasset) que são a maioria de nossos profissionais. Se a universidade é concebida como a agência que outorga títulos “oficiais” na base da memorização das anotações do professor ou da habilidade para copiar a matéria, mal se pode esperar que delas saiam gente para quem a leitura seja uma necessidade vital.
Quando sua luta implacável contra o presidente García Moreno o levou ao exílio de seis anos em Ipialos (Colômbia), Juan Montalvo não se queixou de nada tanto quanto de ter que viver sem livros: “Sem livros, senhores, sem livros! Se têm entranhas, derretam em lágrimas”. Os livros para ele eram uma necessidade vital.
Também deveriam sê-lo para o cristão universitário, ainda que talvez por razões diferentes. Onde, senão a eles, pode-se ir se se deseja alcançar uma integração entre sua fé e o conhecimento humano, ou uma perspectiva histórica, ou uma compreensão da natureza do homem do ponto de vista da cultura contemporânea. Máximo Gorki considerava o livro como “uma realidade viva e próxima… menos uma ‘coisa’ que todas as outras coisas criadas ou a ser criada pelo homem”. E o cristianismo tem que aprender a apreciar o potencial que há no diálogo com os livros para a formação de uma mente tão atenta ao Deus da criação como ao Deus da revelação.
Atrevo-me a dizer que sem a leitura de bons livros não existe a possibilidade de um cristão firme, um cristianismo que enfrente as forças de desumanização do homem na sociedade moderna.
2. SELECIONE BEM OS SEUS LIVROS
Poderíamos dizer que a boa leitura começa antes mesmo do ato de ler, já que começa com a seleção dos melhores livros. E quanto mais rápido aprendemos esta lição, tanto melhor. Ao iniciar minhas andanças pelo amplo mundo dos livros, cometi o erro de ler qualquer livro que caía em minhas mãos — Quem me devolverá as horas que passei lendo absurdos?! Hoje dificilmente leio um livro do qual não esteja seguro de antemão que vale a pena lê-lo. Saber ler é, em primeiro lugar, saber selecionar o que se lê.
É óbvio que não se pode ler tudo o que se publica: mesmo se contássemos com os meios econômicos necessários, de qualquer maneira faltaria-nos o tempo.
Menos óbvio, entretanto, é que nem tudo o que se publica vale a pena ser lido. Com os livros acontece o mesmo que com as pessoas: as aparências enganam. Como alguém já disse: “Em muitos livros acontece como nos caixões: o melhor que têm são as tampas”. Pelo menos entre editores evangélicos há os que pensam que o mais importante em um livro é a diagramação e o título. Isso explica a quantidade de “lixo” traduzido do inglês, lindamente apresentado, que se vende nas livrarias evangélicas ao longo do continente. Sobram os exemplos!
O problema é como selecionar. Permito-me fazer as seguintes sugestões a respeito.
● Quando se sentir atraído por um livro, não se deixe enganar pelas aparências. Nunca compre livros pelo título (Quantos livros levam títulos que não têm nada a ver com o conteúdo?). Estude o sumário, folheie o livro e leia um ou outro parágrafo para comprovar se seu interesse inicial se justifica.
● Leia com cuidado as resenhas bibliográficas que aparecem em revistas (por exemplo as de Missão). Busque assessoria pastoral de gente que merece sua confiança. Anote as recomendações de livros que os próprios escritores incluem nos seus. Elabore uma lista de livros que te interessariam ler, dando prioridade para aqueles que tenham recebido comentários mais favoráveis. Uma lista assim pode te livrar de cair na armadilha de se apaixonar por um livro à primeira vista porque você gostou da capa ou do título.
Já que você não pode ler tudo o que se publica, nem sequer se você se limitar ao seu campo de interesse, trate de ler exclusivamente O MELHOR do muito que se publica. Por si só isso já é uma grande tarefa!
3. ESTUDE OS SEUS MELHORES LIVROS
É necessário reconhecer que, no final das contas, só se comprova quão bom é realmente um livro quando ele foi lido de cabo a rabo. O sobrevoo prévio pode evitar que desperdicemos tempo e dinheiro com os livros que não merecem nem um nem outro. Mas para aproveitar ao máximo a leitura, não basta ler os melhores livros: é necessário estudá-los, os que, de todos os livros que lemos, julguemos excepcionais. Dou duas razões:
● A memória humana, mesmo nos mais dotados, é sumamente frágil. Por isso, facilmente esquecemos o que lemos, ao menos que se suplemente a leitura inicial (geralmente rápida) com uma segunda leitura mais detida, e inclusive com a redação de um resumo das ideias básicas do autor. Um biógrafo de Abraham Lincoln conta que ao ler seu próprio livro depois de dez anos se surpreendeu do pouco que se lembrava de Lincoln. Se isto acontece com o autor, quanto mais é de se esperar que aconteça com o leitor. Saber ler implica estudar e vez por outra reler os melhores livros.
● É melhor assimilar poucos livros do que ler muitos. Francis Bacon me deu este valioso conselho há alguns anos: “Alguns livros são para provar, outros para engolir, e uns poucos para mastigar e digerir. Em outras palavras, alguns livros se devem ler apenas parcialmente; outros devem ser lidos, mas não com muita atenção, e apenas uns poucos devem ser lidos inteiramente e com toda a diligência e atenção”. Devo muito a esse conselho.
Não basta ler: tem que saber ler. E a boa leitura é um instrumento poderoso na formação de uma mente cristã. Depois de tudo, “crer é também pensar”.
dica do Francisco Salerno





















