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Dupla usa o Instagram para fazer resenha de livros

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Dupla usa o Instagram para fazer resenha de livros

‘Livrogram’, criado pelas amigas Denise Schnyder e Livia Piccolo, ganha cada vez mais fãs

Carol Luck, em O Globo

RIO — Foi-se o tempo em que falar de literatura para o grande público era tarefa restrita a intelectuais. A produção de conteúdo para a internet só cresce e, na mesma onda, novos projetos literários em plataformas e redes sociais ganham cada vez mais seguidores.

Criado pelas amigas Denise Schnyder, 25 anos, e Livia Piccolo, 29, o Livrogram é um desses canais que vêm ganhando fãs na rede. Formadas em Artes Cênicas, as duas se conheceram trabalhando em um projeto e hoje, além de participarem do mesmo coletivo de teatro, compartilham o amor pela literatura com mais de 6 mil seguidores.

Tudo começou no fim de 2013, quando Denise leu um livro que adorou e resolveu postar no Instagram uma foto da capa acompanhada de pequena resenha para os amigos. Todo mundo curtiu a ideia e ela resolveu que faria todas as resenhas de livros que mereciam ser lidos pelas pessoas próximas. O perfil foi crescendo e muita gente começou a curtir, comentar e indicar leituras.

— Uma dessas pessoas era a Livia. Ela fazia comentários excelentes que me deixavam pensando por dias e tinha um gosto muito parecido com o meu — conta Denise, que fez uma página também no Facebook.

A paixão pelos livros veio cedo para as duas. Denise era disputada pelos amigos da escola para ler livros pelo telefone (para a desgraça de seu pai, que nunca entendia o motivo de a conta vir sempre tão alta), já Livia caiu de amores pela literatura na adolescência.

— Comecei a enxergar os livros como interlocutores poderosos. Neles eu passei a encontrar ideias e situações que eu não encontrava na vida, e isso começou a me instigar imensamente — conta Livia.

Com textos curtos postados semanalmente, a dupla fala sobre livros de forma leve, passando pelos mais variados títulos sem distinção de gênero.

MANEIRAS DE VIVER OS LIVROS

O objetivo é indicar literatura com foco em editoras e selos pequenos, atraindo jovens leitores interessados em ampliar seus universos de leitura.

— A vida é corrida demais e ler é uma atividade que parece não se encaixar nos dias de hoje, mas existem milhares de maneiras de viver a literatura — explica Denise.

O passo seguinte foi se juntarem a Diogo de Nazaré, namorado da Livia, para produzir vídeos para o YouTube no canal Livrogram, com entrevistas, leituras e cobertura de eventos independentes de literatura.

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Clássico de mil páginas, ‘Graça Infinita’ ganha primeira edição no Brasil

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Clássico de mil páginas, 'Graça Infinita' ganha primeira edição no Brasil

Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

A edição bela e estranha não traz nem o título na capa, que no entanto é ilustrada com uma pista fundamental do conteúdo: uma caveira com olhos de rolo de filme.

Gravados em branco nas laterais abóbora das páginas, os nomes da obra e do autor ajudam a explicar o porquê do visual enigmático.

Clássico de mil páginas, 'Graça Infinita' ganha primeira edição no BrasilTrata-se de “Graça Infinita”, cultuado romance de mais de mil páginas que o norte-americano David Foster Wallace lançou em 1996, 12 anos antes de se suicidar, aos 46, e que apenas agora, quase duas décadas depois, ganha tradução no país, pela Companhia das Letras.

É um livro todo estranho e superlativo, a começar pela trama, que tem como elemento central um filme, também chamado “Graça Infinita”, que é tão, mas tão, mas tão divertido que os espectadores, incapazes de desviar a atenção, veem até morrer.

Marco de uma ficção pós-moderna que tem como expoentes Don DeLillo e Thomas Pynchon, apontado pela revista americana “Time” como um dos cem melhores livros em inglês dos últimos 90 anos, “Graça Infinita” é tão difícil de definir quanto de atravessar de cabo a rabo.

Embora seja mais acessível que um “Ulysses”, de James Joyce, já que DFW alternava momentos de extremo virtuosismo com outros nada ambiciosos, puramente divertidos, “Graça Infinita” exige concentração para que o leitor se situe em suas dezenas de tramas, pontuadas por notas explicativas que ocupam cerca de 130 páginas ao final.

Não à toa, o trabalho de tradução ficou a cargo de Caetano W. Galindo, que verteu a obra-prima de Joyce e vê similaridades nos romances.

“Em termos de pretensão’, de vontade de abarcar uma fatia muito grande da vida, e em termos dessa falta de pudor, de usar todo e qualquer artefato do arsenal do romancista para atingir esses fins, são livros parecidos”, diz.

Como Galindo já tinha lido a obra duas vezes, precisou de pouco mais de um ano para o trabalho, o que faz dele o recordista mundial em tempo de tradução de “Graça Infinita” –o tradutor alemão precisou de quase seis anos; em outros países, a tarefa foi dividida entre especialistas.

GRAÇA INFINITA
AUTOR David Foster Wallace
TRADUÇÃO Caetano Waldrigues Galindo
EDITORA Companhia das Letras
QUANTO R$ 111,90 (1.144 págs.)
AVALIAÇÃO bom

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Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas premia 6.500 estudantes

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Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas

Akemi Nitahara, no UOL

O Impa (Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada) divulgou hoje (28) o resultado da décima edição da Obmep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas). A competição teve 18 milhões de participantes e foram premiados 6.501 estudantes, sendo 501 com medalha de ouro, 1.500 de prata e 4.500 de bronze, além de 42.043 menções honrosas. No ano passado, foram 6 mil medalhistas.

A atividade ocorre desde 2005 e tem os objetivos de incentivar o estudo da matemática e revelar talentos. A coordenadora da Obmep, Mônica Souza, lembra que o trabalho não se restringe às provas da competição.

“Nós já temos resultados, porque a Obmep não se resume só às provas, é todo um acompanhamento do aluno. O aluno premiado com medalha é convidado a participar do Programa de Iniciação Científica Júnior. Depois que ele termina o ensino médio e entra na faculdade pode concorrer à bolsa do Programa de Iniciação Científica e Mestrado. Com isso nós temos um acompanhamento desse aluno, nós queremos incentivar esse aluno a seguir carreira científica”, disse.

Mônica explica que, para isso, o Impa oferece diversos materiais de suporte aos alunos e professores. “Além desse acompanhamento do aluno, nosso objetivo também é prover as escolas com material de qualidade, todas as escolas têm acesso na base pública da Obmep ao banco de questões, solução das provas. Agora nós temos o Portal da Matemática – vídeos com aulas que abrangem do sexto ano do ensino fundamental ao ensino médio”.

Este ano, participaram alunos de 46.712 escolas de 5.533 municípios, o que corresponde a 99,41% das cidades brasileiras. As provas da primeira fase foram aplicadas em maio e da segunda, em setembro. A lista dos premiados pode ser consultada no site www.obmep.org.br.

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Fraude em vestibulares aprovou 600 alunos em medicina, diz polícia de MG

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Fraude em vestibulares aprovou 600 alunos em medicina, diz polícia de MG

Rayder Bragon, no UOL

O grupo acusado pela Polícia Civil de Minas Gerais de fraudar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2014, aplicado nos dias 8 e 9 deste mês, teria conseguido aprovar em torno de 600 candidatos em vestibulares de medicina nos últimos cinco anos.

Segundo a investigação, a quadrilha foi classificada pela polícia como “uma sofisticada organização criminosa” que se especializou em fraudar vestibulares de medicina, com ramificação contra o Enem. Suspeitos apontados como líderes e membros do grupo foram presos no domingo passado (23), em Belo Horizonte, quando atuavam no vestibular da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

“Um dos líderes dessa quadrilha atua há mais de vinte anos. O outro líder, que mora em Teófilo Otoni (a 468 km de Belo Horizonte), atua há cinco ou seis anos. Existem informações de que, nesse período, só ele colocou umas 600 pessoas em várias faculdades dessa forma (fraudulenta)”, informou o delegado Antônio Júnio Dutra Prado, do Grupo de Combate a Organizações Criminosas.

Prado afirmou que, pelo tempo de atuação do grupo, provavelmente já existam muitos médicos atuando na profissão que teriam conseguido suas aprovações em universidades de maneira irregular.

“Se for comprovado que ele (candidato) entrou (fraudando o vestibular), a informação vai ser encaminhada e ver qual será o entendimento do Ministério Público e do Judiciário nesse sentido”, declarou Prado.
Orientações aos candidatos

O delegado detalhou como o grupo “trabalhava” previamente o candidato nas cidades onde os vestibulares seriam alvos da quadrilha. “Eles reúnem os alunos (que pagaram pelo serviço) geralmente em centros de convenções de hotéis. Reservam o hotel para todos os alunos. Em geral, são 30 ou 40 (candidatos), passam as instruções detalhadamente, (e instruem) como proceder se eles fossem pegos com os micropontos (colocados nos ouvidos para receber os gabaritos). Eles fornecem todo o suporte aos alunos”, explicou.

Os valores cobrados de cada um dos interessados nos serviços da quadrilha girava em torno de R$ 70 mil (vestibulares de instituições particulares) e R$ 200 mil (Enem).

O promotor de Justiça André Luís Garcia de Pinho disse que a quadrilha cobrava de entrada dez por cento do valor. O restante do pagamento era quitado após a admissão do aluno nos cursos de medicina das universidades. Pinho revelou que o grupo se empenhava até o “cliente” conseguir a vaga.

“Havia pessoas tão incapacitadas intelectualmente que zeravam a redação e eram desclassificadas”, disse o promotor, afirmando que, nesses casos, a quadrilha “insistia” com o cliente até ele passar no vestibular.

“Pelo que as investigações indicam, nos concursos vestibulares que a quadrilha atuava, do total de vagas disponíveis, via de regra, de 20% a 40% das vagas seriam ocupadas pelos clientes da organização criminosa”, afirmou o promotor.

Pinho também informou que as investigações não apontaram até o momento a conivência de funcionários das instituições de ensino nas fraudes.

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Professor dá dicas para a prova de Literatura da FUVEST 2015

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Publicado no Universia Brasil

Fonte: Shutterstock      É recomendável que os estudantes procurem materiais para não ser surpreendido durante a prova

Fonte: Shutterstock
É recomendável que os estudantes procurem materiais para não ser surpreendido durante a prova

Neste domingo (30) ocorrerá a primeira fase da FUVEST, vestibular em que os 144.888 inscritos buscam uma vaga na Universidade de São Paulo, instituição latino-americana mais bem colocada no QS World University Ranking.

Nas 90 questões desta primeira etapa do processo seletivo, uma das matérias que mais preocupam os estudantes é Literatura, afinal o vestibular cobra conteúdos relacionados a 9 livros de variados períodos históricos, tanto nacionais quanto lusitanos. Pensando nisso, a Universia Brasil conversou com o professor de português Claudio Caus do Cursinho da Poli para ouvir algumas dicas que poderão fazer a diferença neste final de semana.

Para Claudio, ainda que o aluno não tenha tido tempo de ler todas as obras (confira quais são elas aqui), é recomendável que ele procure materiais para não ser surpreendido durante a prova. “Seria interessante pegar um estudo orientado confiável que, além do enredo, também trate sobre pontos específicos da estética literária em que o autor está inserido, traços biográficos do escritor que podem influenciar seu posicionamento no texto e o contexto histórico – aspecto que a FUVEST se interessa muito e, por isso, costuma perguntar sobre o contexto no qual o livro se insere e sua relação com os demais livros da época”. Deste modo, o estudante consegue reunir artifícios para responder questões em que há uma comparação entre obras, ainda que ele não tenha lido uma delas.

Outro ponto que ele destaca diz respeito às críticas literárias. “A FUVEST faz muitas questões colocando um excerto de um crítico. Então, o aluno tem que estar preparado para ler um fragmento com uma linguagem um pouco mais próxima da acadêmica”, afirma Claudio. Caso ele não esteja confortável com este tipo de vocabulário, o professor alerta que o candidato deve tentar avaliar o contexto da questão e interpretá-la a partir da sua leitura. Tudo para não se enrolar com termos com os quais não está familiarizado.

“A FUVEST não exige nenhum outro tipo de conhecimento literário que não seja aquele dos 9 livros que estão na lista. Então, tirando o Romantismo, Realismo, Naturalismo e a segunda fase do Modernismo, ela não vai exigir nenhuma outra estética”, alerta Claudio Caus. Contudo, ele considera a possibilidade de serem colocados textos que não sejam constantes na lista para tratar sobre aspectos mais relacionados a interpretação ou até mesmo gramática.

Embora não dê tempo para ler mais nenhum livro até domingo, converse com professores em quem você confia e use a internet para tirar suas últimas dúvidas. Mas não se esqueça de descansar para que assim você consiga encarar as quatro horas de prova no domingo. Boa sorte!

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