PRAÇAS DA CIDADE

Clássico da literatura sci-fi O Fim da Infância vai virar minissérie

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Daniel Medeiros, no Pipoca Moderna
Childhood´s End 400x672 Clássico da literatura sci fi O Fim da Infância vai virar minissérieO canal pago americano Syfy encomendou a produção da minissérie “Childhood’s End”, baseada no clássico da literatura de ficção científica “O Fim da Infância”, escrito por Arthur C. Clarke (autor de “2001 – Uma Odisséia no Espaço”) em 1953. A informação é do site Deadline.

Criada por Matthew Graham (série “Life on Mars”), a minissérie vai mostrar a invasão pacífica de uma raça alienígena conhecida como os Senhores Supremos, cuja chegada põe fim às guerras que estavam acontecendo na Terra e transforma o planeta quase em uma utopia.

“Childhood’s End” terá seis episódios, dirigidos por Nick Hurran (série “Doctor Who”), mas ainda não tem cronograma de gravação e nem data de estreia definidos.

A adaptação já estava nos planos do Syfy desde 2013, quando a emissora anunciou diversos projetos. Por conta de uma troca no comando do canal, a maioria desses projetos acabou não saindo do papel, entre elas a adaptação do livro “O Homem do Castelo Alto”, escrito por Philip K. Dick (“Blade Runner”), que acabou tendo seu piloto encomendado pelo site de streaming Amazon.

A atração se junta ao crescente número de projetos em desenvolvimento no SyFy, que ainda conta com “Z Nation”, “Olympus”, “The Expanse”, “12 Monkeys”, “Ghost Brigades”, a minissérie “Ascension” e as adaptações televisivas de “Ronin”, “Pax Romana”, “Letter 44″ e “The Magicians”.

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Conforto burguês atrapalha o autor, diz Milton Hatoum

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Milton Hatoum em lançamento de livro em São Paulo (Foto: Bruno Poletti/Folhapress)

Milton Hatoum em lançamento de livro em São Paulo (Foto: Bruno Poletti/Folhapress)

Diogo Bercito, na Folha de S.Paulo

Milton Hatoum fecundou, na Espanha, “em um quartinho de 6º andar”, em “um inverno sem calefação”, “nos horários mais absurdos”, seu romance de estreia, “Relato de um Certo Oriente”. A obra, como um filho robusto, comemora seus 25 anos de publicação com tradução inédita ao árabe, no Egito.

As feições do livro fazem Hatoum se lembrar, em entrevista à Folha, de um tempo passado, com o que parece ser o saudosismo dos pais. “Foram os meses menos infelizes da minha juventude, que estava acabando. Eu era um pobre estudante da província sonhando em ser um escritor”, diz.

O que de fato ele se tornou. Hatoum participará, no próximo dia 27, de uma mesa na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, onde irá debater com o seu colega libanês Elias Khoury.

A recordação dos anos vividos na Espanha, durante os quais Hatoum deu início a uma carreira mais tarde premiadíssima, é a de um marco na memória do autor, nascido em Manaus, em 1952.

“O que vivi aos 20, 30 anos se tornou minha infância, que renovei enquanto envelhecia”, diz. O autor trabalha hoje em um romance que deve ser narrado por um personagem exilado em Paris.

Hatoum mudou-se para Madri no final dos anos 1970, com uma bolsa de estudos. “Não era fácil viver no Brasil. Era chato e opressivo”, diz. A Espanha, àquela época, celebrava a Movida Madrileña, depois da ditadura de Francisco Franco (1936-1975).

“Eu descobri ali a minha liberdade. Era uma coisa nova também para os espanhóis”, conta. “Vivi essa ininterrupta comemoração.”

Os quatro meses previstos pelo programa tornaram-se quatro anos, e o “jovem da província” trabalhou ali, “a mão” e “no braço”, no rascunho de sua primeira obra. À época, vivia no bairro de Argüelles. “Escrevi também em Barcelona e em Paris. Era um manuscrito nômade e, por anos, passou por muitos quartinhos de empregada.”

“Eu morava mal. O dinheiro da bolsa não era suficiente, então fazia bicos de tradução. Mas isso não me impedia de ler e de escrever. Hoje penso: o conforto burguês atrapalha o escritor.”

Antes de “Relato de um Certo Oriente”, Hatoum havia tentado, também na Espanha, escrever sobre os tumultos políticos no Brasil.

Ele se lembra, rindo, do amigo argentino que lhe sugeriu abandonar o projeto após ler seu esboço. “Joguei o manuscrito na lareira de uma amiga catalã, em Barcelona”, conta. Então desistiu do lastro na atualidade e passou a trabalhar a memória de sua família, imigrantes libaneses, em Manaus.

A fecundação resultou não apenas em “Relato”, mas também em “Dois Irmãos”, que deve ser adaptado para uma série na TV Globo. A obra, que ele diz ser sua menos autobiográfica, garantiu com o sucesso que ele pudesse se dedicar à literatura.

Hoje reescreve as quase 600 páginas em que tem trabalhado, sobre experiências em Brasília nos anos 1960 e em São Paulo na década seguinte.

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Quer aprender um novo idioma mais rápido? Foque no conteúdo certo

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Fonte: Shutterstock Para facilitar o processo de aprendizado o essencial é começar com as palavras cotidianas

Publicado no Universia Brasil
Quem quer aprender um novo idioma costuma ter pressa. Alguns querem aprender para conseguir cargos melhores na carreira, outros para estudar fora. Enfim, não importam os objetivos: o fato é que quanto mais rápido o aprendizado ocorrer, melhor para o estudante, e a melhor forma de garantir essa rapidez é focar no conteúdo certo.

É claro que você deve aprender o máximo possível sobre outra língua, bem como regras gramaticais e pronúncia, mas para facilitar o processo de aprendizado o essencial é começar com as palavras cotidianas, aquelas que você usará com mais frequência no dia-a-dia. São elas que você colocará em prática e, assim, é por meio delas que melhorará a sua compreensão.

Quando você dominar as expressões cotidianas, começará a perceber que a compreensão de frases e contextos será muito mais fácil e então se sentirá pronto para prosseguir com o aprendizado, incorporando tempos verbais, gírias e elementos novos.

Não se esqueça também que para aprender com eficiência é essencial que você vá além dos livros e cadernos: assistir a filmes legendados, ouvir músicas de outros países e ler jornais estrangeiros são ótimas formas de melhorar o seu domínio.

Para aprender um novo idioma, não tente ir mais rápido do que você deve e comece devagar, com termos familiares. Seu aprendizado se dará de forma muito mais leve e tranquila.

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Mais realidade, menos fantasia: a ‘nova’ fórmula de sucesso da literatura juvenil

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Romance: público se identificou com a história de ‘A Culpa é das Estrelas’ (Divulgação)

Romance: público se identificou com a história de ‘A Culpa é das Estrelas’ (Divulgação)

Obras como ‘A Culpa é das Estrelas’ e ‘Se Eu Ficar’, focadas em pessoas comuns e tramas românticas, travam embate com os livros de fantasia, como ‘Jogos Vorazes’ e ‘Divergente’

Gabriel Machado, no A Crítica

Primeiro veio “Harry Potter” (1997), depois “Percy Jackson: O Ladrão de Raios” (2005), seguidos por “Crepúsculo” (2005), “Jogos Vorazes” (2008) e, mais recentemente, “Divergente” (2011). Todos esses são títulos que alçaram, quase que instantaneamente, o topo da lista dos livros mais vendidos em diversos países – Brasil incluso. A fórmula que explora um universo fantasioso ora habitado por bruxos ou vampiros, ora situado num futuro utópico, parecia imbatível entre o público jovem de todo o mundo. Até agora.

De uns tempos para cá, os leitores mais assíduos vêm se desapegando dessa receita e se rendendo a um “novo” modelo de literatura juvenil ou jovem adulta – Young Adult, ou YA -, mostrando que não são apenas as tramas de fantasia que têm espaço cativo em suas estantes.

Saem de cena os heróis com qualidades mágicas e ambição infinita e dão espaço a adolescentes normais, cujas batalhas, dramas e dilemas pessoais são facilmente relacionáveis com quem os lê. Para ilustrar essa febre, em território nacional, é só bater o olho na lista dos mais vendidos das principais livrarias do País. Não tem erro, praticamente toda a coleção literária de John Green (referência nesse segmento) se encontra no topo da lista.

No entanto, por mais que o gênero tenha ganhado certa notoriedade com “A Culpa é das Estrelas”, “Cidades de Papel” e cia., obras de Green, ele sempre se fez presente na literatura juvenil, como explica a ilustradora Irena Freitas: “A única diferença é que os estúdios de cinema tinham parado de apostar nessas adaptações, porque achavam que só filmes com cena de ação e suspense podiam dar dinheiro na bilheteria”, diz. “Mas (essas obras) já tinham sucesso e visibilidade”, defende a ilustradora.

E os números sustentam as palavras de Irena. Com exceção de “Divergente”, todos os filmes baseados numa obra juvenil de fantasia, lançados após “Jogos Vorazes”, foram verdadeiros fiascos nos cinemas, como “Dezesseis Luas”, “Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos” e “Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras”.

Segundo a designer, porém, o fracasso na telona não reflete a realidade desses títulos no campo da literatura. “Eles ainda fazem muito sucesso”, frisa a ilustradora. “O problema é que eles (esses filmes) foram muito mal produzidos e adaptados. Você tira pelo elenco. Os atores de ‘Jogos Vorazes’ são super conceituados, enquanto os de ‘Instrumentos Mortais’ desconhecidos”.

Modinha

Como consequência do sucesso de público e crítica que “A Culpa é das Estrelas” conquistou nos cinemas, outras diversas obras do gênero ganharam sinal verde dos grandes estúdios de Hollywood para serem produzidas, como “Cidades de Papel”; “Where Rainbows End”, de Cecelia Ahern; e “Se Eu Ficar”, de Gayle Forman.

Este último, inclusive, invadirá a grande tela já neste mês de setembro, com lançamento agendado no Brasil para o dia 4. Estrelada por Chloë Grace Moretz, a história narra a vida da jovem música Mia Hall até o acidente de carro que levou a sua morte, aos 17 anos de idade.

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