Lavvi

Resenha de “Exorcismos, amores e uma dose de blues”

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Cristine Tellier, no Cafeína Literária

Tiago Boanerges é um mago nada convencional. Responsável por exorcizar oníricos fugitivos do mundo dos sonhos, viu o sucesso escorrer pelos dedos ao cometer um erro em uma missão. Demitido, sem amigos e com uma doença misteriosa, descobriu que a sorte é uma amiga traiçoeira e fugaz. Agora, anos depois de recuperar a saúde e transformar a má fama em uma profissão lucrativa, a sorte parece ter se lembrado dele mais uma vez. Uma proposta de seu antigo chefe pode ser a chance que esperava para dar a volta por cima e colocar a vida nos eixos – mas também mergulhar novamente nas armadilhas de um amor que pode lhe custar a vida.
(fonte: goodreads.com)

Exorcismos+Amores+e+Uma+Dose+de+Blues

Mesmo que o mundo de EABD seja de certa forma uma versão estendida do ambiente do bar que dá nome a talvez seu livro mais conhecido, Neon Azul, não é necessário ter lido os livros anteriores de Novello para entender este. Mas os que leram terão a satisfação de reencontrar a prosa cativante do autor e terão a oportunidade de adentrar uma vez mais o universo urbano criado por ele, sempre com um pé, ou dois, no fantástico. Brincar com a linha tênue que fica entre realidade e fantasia não é algo fácil de ser feito, e o autor consegue fazer o leitor embarcar nesse universo sem duvidar (muito) da “veracidade” dos fatos.

Há talvez algo que incomode alguns leitores, mas que se mostrou uma boa solução narrativa: evitar explicações demais, descrições demais no início do livro. As entidades fantásticas são mencionadas como se o leitor tivesse conhecimento prévio de sua existência. Vampiros, lobisomens, fadas, metamorfos e até mesmo exorcistas já fazem parte do imaginário popular. Mas o que dizer de efrites, salvaxes, lúdicos, primais? É preciso descobrir durante a leitura. E ser mergulhado no Entremudos e em São Paul… opsss Libertà tem o efeito de desnortear o leitor e ao mesmo tempo atiçar sua curiosidade. Curiosidade que o impele a continuar a leitura – ao menos até que se forme uma ideia minimamente compreensível do que é cada coisa. Para os que não curtirem essa falta de informação inicial, Novello foi bonzinho e incluiu um pequeno dicionário ao final do livro.

tiago e ori

ilustração: Carola Vigna

A narração é em terceira pessoa, mas nem por isso o narrador é onisciente, pois são os passos e os pensamentos de Boanerges que acompanhamos durante a leitura. Mais um motivo para não haver explicações demais no início. Afinal, um exorcista está totalmente familiarizado com as criaturas fantásticas que vivem em Libertá. Contudo, nas excursões ao Entremundos, é através dos olhos da protegida de Boanarges, Julia, uma exorcista aprendiz por assim dizer. Além disso, se Libertà é uma metrópole, carecendo de descrições muito minuciosas (principalmente para leitores paulistanos), o Entremundos só consegue ganhar contornos mais definidos se forem dados mais detalhes sobre sua aparência. Em alguns momentos, diminui a fluidez da leitura, mas não chega a ser um problema.

“É verdade que o Entremundos une características de todos os reflexos conectados a ele?”

“É o que os visitantes dizem. Eu nunca me afastei dos pontos de conexão com Libertà para saber”, respondeu Tiago. “O importante a se ter em mente é: depois do espelho, nossas leis não valem de nada. Então temos de ficar atentos.”

Vale destacar a quantidade de referências a outras obras de fantasia, principalmente Alice no país das maravilhas e Alice através do espelho. É delicioso ir identificando versões “bizarras” de personagens como o Chapeleiro Louco, a Lebre de Março, o Gato de Cheshire, a Lagarta Azul, até mesmo as rosas vermelhas do jardim da Rainha de Copas. Quem conhece o autor um pouco mais de perto, deve achar familiares os nomes de alguns personagens também. Mas a melhor parte é o retorno do Marafo, um boneco com cara de diabrete que mora – ou permanece preso – em uma garrafa.
(Eric, queremos mascotes colecionáveis! 🙂 )

Amantes de filmes e de literatura noir devem se deliciar com a leitura. Todos os elementos estão ali: caras durões e de raciocínio rápido (não exatamente príncipes encantados), muitos crimes, muitos suspeitos, pistas inconclusivas, falsas suspeitas, momentos de ação quase alucinante, autoridades corruptas e, não poderia faltar, a femme fatale. O clima da narrativa é tão característico desse gênero que é quase possível perceber nuvens encobrindo a cidade todo o tempo ou visualizar Boanerges como um Sam Spade “sobrenatural”, faltando apenas o chapéu fedora e o cigarro no canto da boca. E complementando o clima noir, blues, muito blues. “Blues all over the place”. O leitor que ficar com vontade de montar uma playlist com as músicas que aparecem na história não precisa fazê-lo. A playlist já está pronta no Spotify. Testada e aprovada, simplesmente ótima para acompanhar a leitura: http://open.spotify.com/user/eric_novello/playlist/496UB8fvvb7OJheQ60JTAQ

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Estudantes são barradas em baile da escola por vestido ‘mostrar demais’

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Alunas de escola de Utah (EUA) dizem terem passado constrangimento.
Roupa não pode mostrar coxas nem as costas, segundo código do colégio.

Tayler Gillespie, de 17 anos, não pode entrar no baile com seu vestido azul porque ele deixava metade das coxas à mostra (Foto: Veronica Pehrson/AP)

Tayler Gillespie, de 17 anos, não pode entrar no baile com seu vestido azul porque ele deixava metade das coxas à mostra (Foto: Veronica Pehrson/AP)

Publicado por G1

Alunas de uma escola do ensino médio de South Jordan, no estado de Utah, nos Estados Unidos, dizem terem sofrido constragimento ao serem barradas em um baile da instituição por causa do vestido que usavam. Estudantes fizeram greve e vários pais mandaram cartas para o distrito escolar reclamando da decisão do colégio.

As alunas iriam dançar no baile da escola no último sábado (20). Chad Pehrson disse que sua filha de 17 anos foi uma das dezenas de alunas da Bingham High School que foram chamadas de lado e impedidas de entrar sob a alegação de que seu vestido era muito curto.

Estudantes com vestidos sem alças puderam entrar, mas alunas que usavam roupas com decotes nas costas, mesmo que cobrissem todo o corpo até o pescoço na parte da frente, foram barradas.

“Minha filha levou quatro horas se arrumando para o baile. Depois foi impedida de entrar, foi decepcionante”, disse o pai de Taylor Gillespie, que colocou um vestido com babado azul.

Abbey Johnson, de 15 anos, teve de usar uma camiseta regata por baixo do vestido porque a peça deixava à mostra as suas costas (Foto: Shannon Johnson/AP)

Abbey Johnson, de 15 anos, teve de usar uma camiseta regata por baixo do vestido porque a peça deixava à mostra as suas costas (Foto: Shannon Johnson/AP)

O diretor da escola, Chris Richards-Khong, disse ao jornal The Salt Lake Tribune que os alunos foram avisados ​​sobre as políticas de vestimenta com antecedência. Segundo ele, o código de vestimenta da escola diz que nas festas a bainha das saias ou vestido não podem deixar metade da coxa à mostra quando a estudante está sentada. Além disso, a roupa deve cobrir o peito e as costas.

Abbey Johnson, estudante de 15 anos, usava um vestido preto que batia um pouco acima dos joelhos e apresentava um decote alto, mangas de renda que iam até os cotovelos e as costas estavam parciamelmente cobertas por renda. Também foi barrada.

Para entrar, Abbey precisou colocar uma camiseta regata por baixo do vestido. “Me senti muito envergonhada, eu e outras meninas”, reclamou a adolescente.

Para permitir que as alunas pudessem entrar na festa, outros estudantes e até funcionários da escola emprestaram paletós, echarpes e outros panos que pudessem cobrir o que era impróprio, segundo as regras da escola. Vários alunos receberam um bilhete de advertência por terem violado o “código de vestimenta” da instituição.

A polêmica do Photoshop

No início do ano, outra escola do estado de Utah se envolveu em uma polêmica sobre as roupas das alunas ao cobrir com photoshop as fotos do anuário onde as estudantes apareciam com os ombros à mostra. A escola teve de pedir desculpas.

Escola criou polêmica ao esconder decotes de alunas em anuário (Foto: Reprodução/YouTube/NewsBreaker)

Escola criou polêmica ao esconder decotes de alunas em anuário (Foto: Reprodução/YouTube/NewsBreaker)

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O topo por um fio

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Novo livro de Ken Follet promete briga nas próximas semanas e Globo e Vergara&Riba empatam em terceiro lugar

Cassia Carrenho, no PublishNews

Eternidade por um fio (Arqueiro) chegou e foi direto para o terceiro lugar na lista geral e vice liderança na lista de ficção. Apesar da diferença grande para o primeiro lugar – Se eu ficar (Novo Conceito), que vendeu 11.061, quase o dobro do novo livro de Ken Follet – Eternidade por um fio promete crescer na lista nas próximas semanas.

Outro livro que merece destaque é a biografia do ex-tenista número 1 do mundo, Gustavo Kuerten, Guga (Sextante), que nessa semana ficou em quarto lugar na lista de não ficção, com 1.327 exemplares. Ainda na lista de não ficção, As deliciosas receitas do Tempero de Família (Globo), programa comandado pelo ator Rodrigo Hilbert, e Sob pressão (Foz), estrearam na lista.

Na lista infantojuvenil o destaque foi da blogueira Bruna Vieira, que colocou seu livro De volta aos sonhos (Gutenberg) entre os mais vendidos.

A grande surpresa veio no ranking das editoras, que teve um empate entre Globo e Vergara&Riba no terceiro lugar, com dez livros cada. A editora Globo teve ajuda de quatro livros da coleção As grandes ideias de todos os tempos, além dos lançamentos Aparecida e As deliciosas receitas do Tempero de Família. Já a Vergara&Riba teve a sempre presença da turma dos Bananas e ainda emplacou dois livros da série Maze Runner. Em primeiro lugar ficou a Sextante, com 17, e em segundo Intrínseca, com 13. Nessa semana, a Record ficou apenas em sexto, lugar bem atípico para quem briga pelo primeiro lugar na lista anual.

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Coisas que gostaria de ter ouvido quando estava no último ano da Universidade

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Coisas que gostaria de ter ouvido quando estava no último ano da Universidade

O que vamos ser quando crescer? Qual área devo escolher para meu futuro? Será que serei bem sucedido nessa área que escolhi?

Carlos Bramante, no Administradores

Essas são apenas algumas das várias perguntas que habitam na cabeça dos jovens que fazem Universidade. Após anos de estudo, como devemos nos preparar para o mercado de trabalho? Foi baseado nessa questão que elaborei algumas dicas, simples, mas valiosas para orientar você e auxiliá-lo nessa jornada.

SEJA HUMILDE: todos temos sonhos de sermos bem sucedidos e alcançarmos os postos mais altos das empresas. Porém, antes de vibrar com uma vitória é necessário “suar a camisa”. Muitos empresários reclamam dos profissionais que saem da Universidade com a exigência de cargo de gerência ou diretoria, sem ao menos ter qualquer tipo de experiência. Seja como um bom mineiro, que faz tudo quietinho e vai conquistando seu espaço aos poucos. Lembrando a máxima de Thomas Edison: a genialidade é 1% inspiração e 99% de transpiração.

LEIA, LEIA, LEIA: Estamos na era da Informação, inundados 24hs por dias por notícias, dados, etc. Porém de nada adianta ter a informação sem o CONHECIMENTO e habilidade para praticá-los no dia-a-dia. Eu aprendi a ler somente com 30 anos, após identificar meu interesse por livros biográficos, pois sempre quis entender como seres humanos como nós, se tornam em grandes gênios da humanidade.
No começo a leitura dá sono, o celular toca e nos distrai. Porém, com o tempo e interesse, mergulha-se em um mundo novo, que pode resultar em hábitos positivos ou grandes ideias para nossas vidas.

NET WORKING: Um ex-chefe me disse uma frase que carrego comigo: VOCÊ É QUEM VOCÊ CONHECE! Em todos os segmentos, principalmente na área de serviços, a comercialização depende muitas vezes dos contatos e indicações que você possui.
Seja estratégico e frequente lugares onde há potencial para novos negócios. Participe de palestras, eventos ou encontros que tenham a ver com sua área de trabalho ou com seus interesses particulares. Todos nós somos potenciais clientes e nunca o tal “boca-a-boca” foi capaz de impulsionar negócios como agora!

OUVIR SEMPRE: Ao sairmos para o mercado de trabalho, é natural a vontade de dar o melhor de si e provar a nossa capacidade. E isso é ótimo! Porém, muitas vezes a nossa ansiedade ou ímpeto pode atrapalhar nossas conquistas e avanços profissionais. Por isso, OUÇA MAIS DO QUE FALE, especialmente se estiver perto de pessoas mais experientes que você. Com toda certeza elas terão muito a colaborar com seu trabalho e desenvolvimento. Procure conversar com pessoas mais velhas e com vários anos de experiência de trabalho: além de dicas, elas podem ter diversos exemplos de sucessos e fracassos para lhe auxiliar.

PACIÊNCIA E PERSEVERANÇA: Desde muito cedo somos cobrados por parentes, amigos e a própria sociedade, o que queremos ser. Porém, essa decisão nem sempre vem no tempo em que as pessoas querem. Por isso é muito importante ter paciência consigo mesmo, para que as experiências mostrem qual o rumo certo a seguir. Também é importante ter PERSEVERANÇA, pois muitas vezes sabemos onde queremos chegar, mas nem sempre acertamos na primeira, segunda ou terceira tentativa.

NÃO FOQUE NO DINHEIRO: Todas as vezes em que coloquei o dinheiro antes do trabalho, infelizmente, fui mal sucedido. Com o tempo aprendi que o dinheiro é consequência de muito trabalho e resultado. Nem sempre é possível amar o que se faz, mas podemos sim identificar um trabalho que utilize-se de todo nosso potencial e resulte em sucesso e conquistas.

COMEMORE SEMPRE: Vencer e ser o melhor não é PECADO! Por isso, vibre e comemore sempre que atingir um objetivo! Muitas vezes passamos dias, meses ou anos lutando pela conquista de um objetivo e ao alcança-lo simplesmente ignoramos tudo o que passamos. Mas também não precisa passar 1 semana comemorando, afinal, assim que conquistamos um objetivo, devemos traçar o próximo e assim por diante.

SEJA ESTRATÉGICO: Comparo a vida profissional, e muitas vezes a vida pessoal, como um grande jogo de Xadrez. É necessário pensar muito bem e calcular qual jogada ou passo tomar. No dia-a-dia do mercado de trabalho, você terá que voltar algumas casas para trás, para dar passos a frente e conquistar um determinado objetivo. Infelizmente nossa sociedade prega o sucesso e não nos prepara para as derrotas que teremos na vida. Não há forma melhor do que aprender com o erro, desde que possamos tirar aprendizados dele.

PLANEJAMENTO E FOCO: A cada dia somos incentivados a viver o hoje, sem se preocupar com o amanhã. A juventude nos dá um ar de superioridade e imortalidade que nos cega na caminhada da vida. Porém, não é possível se alcançar sucesso ou conquistas, sem um planejamento prévio. Seria o mesmo que tentar fazer o trajeto SP para RIO utilizando-se da Rodovia Castello Branco! Você sabe onde está e qual o objetivo/destino a conquistar, porém sem estipular um plano e caminho é impossível conquista-lo. Portanto, reserve um tempo para mapear seus próximos passos e BOA SORTE!

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Nível de leitura de alunos de 8 anos é considerado baixo em 22 Estados

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Flávia Foreque, na Folha de S.Paulo

Na primeira avaliação nacional da alfabetização promovida no país, Estados do Norte e Nordeste registraram o pior desempenho no exame, que mediu conhecimentos de português e matemática de cerca de 2,3 milhões de crianças do 3º ano (oito anos de idade) na rede pública.

No extremo oposto, Estados do Sul e Sudeste como Santa Catarina e Minas Gerais tiveram bons indicadores.

A prova foi aplicada no final do ano passado e mediu a aprendizagem com base em uma escala de quatro níveis. Em leitura, 22 Estados brasileiros concentraram mais da metade de seus alunos nos dois níveis mais baixos.

Em matemática, 20 Estados e o Distrito Federal estão nessa situação, o que significa que essas crianças não conseguem analisar informações em gráfico de barras ou resolver problemas de subtração com número de até dois algarismos, por exemplo.

Na semana passada, os dados foram encaminhados às escolas via sistema on-line, ao qual a Folha teve acesso.

O presidente do Inep (órgão do Ministério da Educação responsável pelo exame), José Francisco Soares, explicou que os níveis 2, 3 e 4 são tidos como adequados, ainda que indiquem diferentes estágios de aprendizagem.

A ANA (Avaliação Nacional da Alfabetização) é uma das medidas que integram o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, lançado pela presidente Dilma Rousseff (PT) em 2012.

O ministro Henrique Paim (Educação) afirmou que escolas com baixo desempenho terão atenção especial.

“Nós não estamos satisfeitos, por isso temos o pacto, para melhorar os resultados.”

O Inep não elaborou um indicador nacional com base nos dados de cada escola nem unificou os resultados das três áreas em um indicador de alfabetização. O objetivo é evitar a criação de um ranking nacional com base em prova aplicada a crianças em início de vida escolar.

As escolas também receberam informações sobre o perfil de seu corpo docente e o nível socioeconômico dos alunos, com base na escolaridade e posse de bens e serviços pelos pais.

Alejandra Velasco, coordenadora-geral do movimento Todos pela Educação, destaca que um desempenho ruim nessa fase do ensino fundamental repercute nas etapas seguintes. “O quarto e quinto ano são de consolidação dessa aprendizagem.”

Para ela, a formação de docentes e a infraestrutura das escolas contribuem para o “abismo entre as regiões”.

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