Serra chama de ‘lixo’ livro sobre privatizações do governo FHC

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Publicado na Gazetaweb.com

Autor foi acusado durante a campanha eleitoral de 2010 de ter encomendado a quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB

O ex-governador José Serra (PSDB-SP) chamou de “lixo” o livro “Privataria Tucana” do jornalista Amaury Ribeiro Júnior. Na publicação, o repórter fala de um suposto esquema de corrupção no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que envolveria Serra, que ocupou a pasta do Planejamento.

“Vou comentar o que sobre lixo? Lixo é lixo”, afirmou Serra ao ser questionado sobre o livro. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez um comentário breve sobre o livro. “Não é uma literatura que me interesse. Os que se interessarem devem lê-lo”, declarou. Os dois participaram nesta tarde da inauguração de uma sala da liderança tucana na Câmara batizada de Artur da Távola.

Amaury Ribeiro Júnior foi acusado no ano passado durante a campanha eleitoral de ter encomendado a quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB. Tiveram o sigilo violado o vice-presidente do partido, Eduardo Jorge Caldas Pereira, a filha de Serra, Verônica, entre outros. O jornalista negociou participação na pré-campanha da presidente Dilma Rousseff. Amaury afirmou na época que estava buscando informações para seu livro e negou a prática de ilegalidade.

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Corpo da escritora Anilda Leão, morta aos 88, é enterrado em Maceió

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Fabrício Bini, para a Folha

O corpo da escritora Anilda Leão, que morreu na noite de sexta-feira, aos 88 anos, em Maceió (AL), foi enterrado na manhã deste domingo no Cemitério Parque das Flores, no bairro da Gruta.

De acordo com a assessoria de comunicação do hospital, o governador de Alagoas Teotônio Vilela Filho, decretou três dias de luto, até segunda-feira, em homenagem à escritora, por ela ser considerada um ícone da cultura alagoana.

Segundo o Hospital Arthur Ramos, ela estava internada desde o dia 28 de novembro do ano passado –após cair e fraturar o fêmur– e morreu de infecção generalizada.

Entre as obras literárias lançadas pela autora estão “Chão de Pedras” (1961), “Chuvas de Verão” (1974), “Poemas Marcados” (1978), “Riacho Seco” (1980), “Círculo Mágico” (1993), “Olhos Convexos” (1989) e “Eu em Trânsito” (2003).

Ela também atuou em filmes, como “Lampião e Maria Bonita” e “Órfãos da Terra”, em 1970, “Memórias do Cárcere”, na década de 1980, e “Deus é Brasileiro”, em 2002. No teatro, participou das peças “Bossa Nordeste” e “Onde Canta o Sabiá”.

Em 1973, ela conquistou o Prêmio Graciliano Ramos da Academia Alagoana de Letras, com a coletânea de contos “Riacho Seco”.

Anilda era viúva do escritor e poeta Carlos Moliterno, com quem teve dois filhos. Ela deixou também dois netos e um bisneto.

Foto:  Secom, para o Maceió Agora

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O biógrafo corajoso de Machado

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Fabrício Carpinejar, para o Estadão

Todo escritor tem um gênero caixa-preta, que não abre em vida. A poesia foi o esconderijo estilístico de Guimarães Rosa, de Clarice Lispector, de Lúcio Cardoso. E de Daniel Piza. Ele nos mostrou as garras afiadas de ensaísta, contista, ficcionista. No fundo, era um poeta bissexto. Secretamente devaneava versos. Há um livro de sonetos inéditos na gaveta.

Sua alma fora armada para capturar voos extravagantes e raros. A acidez defendia a delicadeza. A ironia protegia a inocência. Possuía a vocação ao verso curto, à máxima densa e acachapante.

Flâneur do desespero, conde do humor, escrevia com agudeza insuportável. Sua independência vinha em primeiro lugar, soberana. Não poupava colegas, não escapava dos debates frontais. A resposta não representava um direito, e sim um dever. Seus “aforismos sem juízo”, reunidos em livro pela Bertrand Brasil, são coleção impecável de ataques líricos.

Seus lemas: muito do pouco, clareza agressiva e intensidade do exato. A boa frase começaria de uma ideia comum e morreria com estremecimento de estrela, clarão desconcertante e imprevisível.

Transpirava coragem. Empreendeu a biografia de Machado de Assis (Imprensa Oficial). Humildade é elegância. Não apareceu mais machadiano do que Machado. Derrubou a tese de que Machado mudou de repente ao escrever Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881). Ele não mudou, cresceu de modo coerente e progressivo. Piza revirou jornais, detalhes, miudezas, documentos para reconstituir os 69 anos da vida do maior escritor brasileiro. Furtou a casa de Machado enquanto ele vivia, revelando a evolução estilística do autor na intensa produção de crônicas em jornais e em peças de teatro, descrevendo com cuidado atento a sobrevivência social em ambiente hostil.

Machado disse sobre sua mulher Carolina: “Não acharia ninguém que melhor me ajudasse a morrer”. A literatura de Daniel Piza ajudará o leitor a viver sem ele. Mas será muito difícil. E completamente injusto.

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Livro sobre Obama retrata incômodo de Michelle dentro da Casa Branca

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Matéria da EFE publicada na Folha

Um novo livro sobre Barack e Michelle Obama retrata a tensão e o incômodo da primeira-dama na Casa Branca, além de seus frequentes choques com os conselheiros do presidente dos Estados Unidos, informou o “The New York Times” nesta sexta-feira.

Em uma prévia do livro “The Obamas”, que será publicado na próxima semana, a autora Jodi Kantor expõe as dificuldades de adaptação de Michelle Obama em sua condição de primeira-dama.

“Michelle Obama é uma esposa solidária, mas frequentemente ansiosa e receosa quanto ao pensamento político convencional, uma figura rompedora que sentiu agudamente a pressão e as possibilidades de ser a primeira afro-americana em sua posição”, indica a jornalista do “New York Times”.

O livro apresenta um retrato da tensão entre a Ala Oeste (área oficial e de trabalho) e a Ala Leste (zona privada, onde vive a família presidencial), com Michelle Obama como figura central destes choques.

“Frequentemente ela era mais dura com a equipe de assessores de seu marido que o próprio presidente, chegando inclusive a exigir a substituição de alguns deles, e as tensões cresceram de maneira tão grave que um dos conselheiros principais do presidente explodiu em reunião em 2010, criticando a primeira-dama”, ressalta Jodi.

A jornalista, que baseia seu livro em dezenas de entrevistas com assessores presidenciais e amigos da família Obama, revela que a dificuldade para fazer com que Michelle Obama participasse de eventos oficiais se tornou uma brincadeira interna na Casa Branca.

O relato expõe ainda os problemas da primeira-dama para assumir seu novo papel e a constante atenção midiática.

“Enquanto o presidente acha Camp David (a residência de veraneio presidencial) artificial e distante, o local encanta Michelle porque lá ela pode passear livremente, sem fotógrafos curiosos”, acrescenta Jodi.

Por outro lado, o livro relata também o interesse de Michelle em apoiar o marido, e assegura que as tensões foram diminuindo com a passagem do tempo.

“Descubram como podem me usar de maneira efetiva, essa é a minha prioridade”, diz Michelle Obama sobre sua posição como primeira-dama, aponta a nova publicação.

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Matilda é quem sabe das coisas

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Márcia Lira, no blog Menos um na estante

Matilda não queria saber de TV, aos 4 anos. Ela gostava mesmo era de ler, resistindo inclusive ao pai, que estranhava a atitude da menina. Ela começou a frequentar a biblioteca pública de um jeito tão intenso que antes mesmo de entrar na escola, já tinha lido Charles Dickens, Jane Austen, Ernest Hemingway, George Orwell.

É essa personagem superdotada e fofa que eu quero deixar pra vocês no fim de semana. Tenho uma vaga lembrança do filme Matilda (1996), provavelmente de alguma Sessão da Tarde. É uma adaptação do livro de mesmo nome do britânico Roald Dahl, cuja cabeça também criou A Fantástica Fábrica de Chocolate. Ele viveu entre 1916 e 1990, e tem um site bem divertido em sua homenagem.

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