Uma vida com prioridades

Promoção: “Sete necessidades básicas da criança”

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Boa alimentação, educação de qualidade, plano de saúde, roupas, brinquedos, passeios, todas essas coisas têm o seu valor no desenvolvimento de uma criança, e pais e mães amorosos jamais negligenciam esses cuidados.

No entanto, para que a criança se torne um adulto feliz e responsável, você também precisa se concentrar nas necessidades de sua alma.

É isto o que o autor deste livro propõe a você: ajudar a desenvolver o caráter da criança e prepará-la para a vida adulta, tornando-a mais segura, disciplinada e, acima de tudo, temente a Deus.

Vamos sortear 3 exemplares de “Sete necessidades básicas da criança”, um superlançamento da Mundo Cristão. O sorteio será realizado no dia 14/3 às 17:30h.

Complete esta frase para concorrer: “Quero ganhar este livro para…”

O resultado será divulgado no perfil do twitter @livrosepessoas e os ganhadores terão 48 horas para enviar seus dados completos para o e-mail livrosepessoas@gmail.com.

O prazo de entrega é de 30 dias e o envio é de responsabilidade da editora.

***

Parabéns aos ganhadores: Elaine Negreiros, Abnério Mello Cabral e Ieda Thomé. =)

 

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Biblioteca Pública ‘anistia’ devedores de multas para recuperar livros

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Publicado por G1

Livros da biblioteca de Santa Helena, no PR, estão sumidos há quatro anos.
Levantamento interno mostra que pelo menos 200 livros estão perdidos.

Sem títuloA Biblioteca Pública de Santa Helena, no oeste do Paraná, decidiu “anistiar” os devedores de multas à instituição. O objetivo é recuperar os livros que foram emprestados e não devolvidos sem onerar os devedores, já que um levantamento interno mostrou que existem livros que deveriam ter sido devolvidos há quatro anos.

Entre os livros “perdidos” estão clássicos das literaturas brasileira e estrangeira, em um total que chega a 200 exemplares. De acordo com a secretária de Educação, Cultura e Esporte, Roseli Martineli, a biblioteca precisa dos livros para reorganizar o acervo, que totaliza 40 mil exemplares atualmente.

“Neste momento agora nossa intenção é recuperarmos o acervo – termos de volta os livros. Então o cidadão não precisa ficar preocupado com essa conta”, disse.

Assista ao vídeo aqui

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Como não fiquei amigo de Leminski

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Miguel Sanches Neto, no Valor Econômico

No começo dos anos de 1980, eu era aluno interno no Colégio Agrícola de Campo Mourão (noroeste do Paraná) e vinha lendo a literatura disponível nas bibliotecas públicas locais. Na estante de poesia, havia livros até os anos 1960, depois disso surgia uma grande lacuna, sequela talvez da ditadura militar, que vivia os seus estertores. Por conta disso, eu desconhecia a literatura contemporânea e tinha uma sede muito grande de participar de meu tempo, mesmo estando em um espaço nada apropriado a tais frivolidades – toda a minha família era de agricultores ou de trabalhadores subalternos, sem ou com baixa escolaridade.

Assim, eu não sabia onde ficava o tempo presente.

Não lia jornais de circulação nacional e não tinha professores e amigos com informações que pudessem me orientar na selva selvagem daquela terra vermelha. Foi em 1983 que comecei a participar do agora, por meio do informativo “Primeiro Toque”, da editora Brasiliense, que tinha como slogan um verso de Walt Whitman: “Que pode haver de maior ou menor que um toque?” Essa publicação permitia que comprássemos os livros por reembolso postal, dando dicas de títulos. Foi ali que comecei a conjugar as minhas leituras no presente, recebendo informações sobre autores que seriam fundamentais nos anos seguintes, como Charles Bukowski e John Fante. Mas, entre todos os autores, o meu herói era o poeta curitibano afropolonês Paulo Leminski, que tinha a cara da revista “Primeiro Toque” e da Brasiliense.

Quando chegou a edição com uma capa pop art de “caprichos e relaxos”, que vinha com o subtítulo de “saques, piques, toques & baques”, entrei em êxtase com essa poesia da informalidade, mais próxima do rock do que da literatura. Nunca tinha lido um poeta que falava grandes coisas em poemas completamente diretos e intensos, que manejava a música, a materialidade da palavra e a ironia. Esse é o livro de poemas que mais li na minha vida, e funcionou como uma bíblia para mim, compulsada nos meus momentos de descrença literária.

Continuei lendo Leminski pelas traduções que ele fazia para a mesma editora e depois por meio dos autores a que ele se referia em apresentações. Para o jovem interiorano que eu era, Leminski fez de Curitiba a capital da poesia brasileira. Não havia como ser escritor morando em outro lugar. Depois de uma tentativa frustrada, mudei-me para a capital em 1987. E continuei seguidor fiel de Paulo Leminski, agora já devorando entrevistas dele em periódicos, acompanhando de perto o seu trabalho no jornal “Nicolau”, no qual ele era figurinha fácil.

Discípulo autodeclarado é aquela coisa: quer porque quer ter alguma importância na vida do mestre. Sonha ser aceito e para isso tenta toda sorte de insinuação. Consegui com uma amiga em comum, a poeta Helena Kolody, o endereço do polaco e, numa carta completamente juvenil, mandei um texto para ele, datilografado na minha inseparável (até hoje) Lettera 35.

Só depois de despachar a carta, relendo os originais de meu poema, vi que havia uma crase errada. Essa talvez tenha sido uma das maiores vergonhas de minha vida de escrevinhador. Dirigir-se à pessoa que é para você o resumo da cultura – e Leminski foi isso para mim – numa linguagem inadequada era um crime de lesa-cultura. Não sei se exatamente por isso, mas o fato é que não tive mais coragem de procurar o poeta. Lembro-me que contava com a possibilidade de cruzar por ele no centro da cidade – tinha visto umas fotos dele no calçadão da rua das Flores – ou mesmo em uma livraria, principalmente na Ghiginone, onde ele lançara alguns livros. Passava na frente do Bife Sujo, um de seus lugares preferidos, mas em horários muito vespertinos para encontrá-lo. (mais…)

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Brasil traz 15 tradutores para ‘banho de cultura’

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Biblioteca Nacional criou programa de residência para tradutores

Biblioteca Nacional criou programa de residência para tradutores

Luís Guilherme Barrucho, na BBC Brasil

Recluso e avesso a entrevistas, o escritor brasileiro Rubem Fonseca compartilha com poucos suas intimidades literárias. Um de seus confidentes há pelo menos um quarto de século é o tradutor americano Clifford Landers, para quem o autor, além de reconhecidamente talentoso, é um ser humano “infalivelmente gracioso, acessível e generoso” com um “maravilhoso senso de humor”.

Os elogios rasgados permeiam uma relação de amizade que franqueou a Landers a tradução de quatro livros e duas coletâneas de pequenas estórias de Fonseca, além de ter dado o ponto de partida na versão anglófona de uma quinta obra do escritor brasileiro, sobre a qual o americano vem se debruçando nos últimos meses: o aclamado romance Agosto, que trata do suicídio do ex-presidente Getúlio Vargas (1882-1954).

Daqui a poucas semanas, porém, o americano terá a oportunidade de reencontrar Fonseca, com quem mantém uma relação de amizade à distância, no Rio de Janeiro, onde o escritor mineiro escolheu se radicar há quase oito décadas.

Landers faz parte de um grupo de 15 tradutores, escolhidos após um rigoroso processo de seleção para participar do primeiro programa de residência a tradutores estrangeiros criado pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN).

Quatro deles já chegaram ao Brasil, enquanto o restante deve desembarcar no país até julho deste ano.
Em entrevista à BBC Brasil, a coordenadora do programa, Carolina Selvatici, explicou que o objetivo da iniciativa é aprimorar a tradução das obras brasileiras, tanto clássicas quanto contemporâneas, além de promover a literatura nacional no exterior.

O americano Clifford Landers é amigo pessoal do escritor Rubem Fonseca há 25 anos

O americano Clifford Landers é amigo pessoal do escritor Rubem Fonseca há 25 anos

“A partir de uma imersão in loco no universo do autor, os tradutores têm a oportunidade de aprofundar seu contato com a obra e isso se reflete no aprimoramento da tradução”, diz.

“Além disso, muitos desses tradutores funcionam como verdadeiros promotores da literatura brasileira no exterior, pois muitas editoras não têm acesso a livros escritos em português, sobretudo os mais recentes”, acrescenta.

As obras, das mais diferentes matizes literárias, serão vertidas do português para seis idiomas: cinco para o espanhol, quatro para o francês, dois para o inglês, dois para o italiano, um para o alemão e um para o grego.

Além da imersão no universo das obras traduzidas, também estão previstos encontros entre os tradutores e autores dos livros.

Programa

Subsidiado por um orçamento de R$ 154 mil do Ministério da Cultura, o programa, que tem duração mínima de cinco semanas, financia a estadia dos tradutores em três cidades-sedes: Rio de Janeiro, São Paulo e Florianópolis, e conta com o apoio de centros linguísticos locais.

O espanhol Pere Comellas destacou a importância da vinda ao Brasil

O espanhol Pere Comellas destacou a importância da vinda ao Brasil

Para cobrir as despesas com passagens aéreas, transporte, hospedagem e alimentações, cada um dos 15 tradutores recebeu uma bolsa que varia de R$ 7 mil a R$ 11 mil e poderão viajar para outros locais do Brasil, mas obrigatoriamente, terão de passar por uma das três cidades-sedes para assistir a um ciclo de palestras nas instituições parceiras da Biblioteca Nacional.

Segundo Selvatici, a comissão julgadora, formada por cinco pessoas, entre membros da FBN e das instituições parceiras, recebeu inscrições de 18 tradutores, das quais selecionou 15.

Como pré-requisito para concorrer ao programa, os tradutores tiveram que propor obras que já tinham começado a traduzir – e que estavam, portanto, com lançamento previsto por alguma editora no exterior.

Ao todo, são 14 livros, uma vez que dois tradutores estão traduzindo a mesma obra: O Arquipélago, de Érico Veríssimo, devido à sua complexidade.

Entre os critérios analisados, avaliou-se, entre outros fatores, a dificuldade linguística da tradução, o currículo do tradutor, a relevância da obra para a promoção e divulgação da cultura e da literatura brasileira no exterior e o plano de trabalho e a pesquisa necessária para a conclusão do projeto.

Benefícios

Para os tradutores, a experiência in loco traz inúmeras vantagens. Uma delas, segundo o espanhol Pere Comellas, que está traduzindo a quatro mãos O Arquipélago, de Érico Veríssimo (1905-1975), é a oportunidade de ter um contato único com a cultura da obra traduzida.

“A formação do tradutor está intrinsecamente ligada ao conhecimento enciclopédico das gírias. Por isso, nada substitui o impacto prático de poder vivenciar parte do universo do autor”, afirma ele, que tem no currículo traduções para o espanhol de obras do brasileiro Moacyr Scliar (1937-2011) e do angolano José Eduardo Agualusa.

Já Dominique Nédellec, escolhido para verter ao francês O Diário da Queda, de Michel Laub (Companhia das Letras, 152 páginas) destaca a importância de poder encontrar pessoalmente o autor.

“Já marcamos de nos encontrar em Porto Alegre, onde parte da história se passa. Vou aproveitar para tirar dúvidas e entender melhor o contexto em que o livro foi escrito”, diz.

Livros a traduzir

Quinze tradutores traduzirão 14 obras brasileiras para seus idiomas nativos. São elas:
Cartas de um sedutor, de Hilda Hilst
A mulher dos sonhos, de Aleilton Fonseca
Agosto, de Rubem Fonseca
A vida como ela é, de Nelson Rodrigues
O Diário da Queda, de Michel Laub
Lotte & Zweig, de Deonísio da Silva
Antologia de Poesia Brasileira Vol. 1 (vários autores)
Dom Casmurro, de Machado de Assis
Se eu fechar os olhos agora, de Edney Silvestre
Fogo Morto, de José Lins do Rego
O Arquipélago, de Érico Veríssimo
Os Espiões, de Luís Fernando Veríssimo
A Obscena Senhora D., de Hilda Hilst
A guerra dos bastardos, de Ana Paula Maia

Dúvidas

Foi o que fez a tradutora alemã Wanda Jakob durante os bate-papos que teve com a autora Ana Paula Maia, de quem traduz A guerra dos bastardos (Língua Geral, 298 páginas), romance com verve existencialista pródigo em gírias urbanas.

Desde janeiro no Brasil, Jakob, que se dedica a traduzir autores brasileiros contemporâneos, conta que uma palavra lhe tem tirado o sono.

Jacob relatou as dificuldades da tradução do português para o alemão

Jacob relatou as dificuldades da tradução do português para o alemão

“Ainda não consegui encontrar uma boa tradução para ‘céu da boca’ em alemão que seja realmente representativa do que a palavra significa”, disse.

“As palavras em alemão também são maiores do que no português. Encurtar o texto sem prejudicar a mensagem e o entendimento do leitor é um desafio constante”, acrescenta.

Algo semelhante ocorreu nos contatos via e-mail entre o jornalista brasileiro Edney Silvestre e o britânico Nicholas Caistor, tradutor para o inglês de seu romance de estreia, Se eu Fechar os Olhos Agora (Record, 304 páginas).

“Ele me pediu mais esclarecimentos sobre como poderia traduzir palavras como ‘moleque’, ‘laje’ e ‘frentista'”, diz o jornalista à BBC Brasil.

Para Landers, entretanto, nenhum benefício pessoal proporcionado pelo programa será maior do que o impacto que ele poderá propiciar a seus leitores.

“Espero que com a iniciativa, que inclui uma série de palestras, eu possa abrir novos canais de comunicação entre os brasileiros e os anglófonos, de forma a melhorar o entendimento e a divulgação de ambas as culturas”.

Além do programa de residência a tradutores, a Biblioteca Nacional também investe em outras frentes. Uma delas é a concessão de bolsas de até a US$ 8 mil (R$ 16 mil) para a tradução de obras brasileiras no exterior.

Desde 1991, 400 bolsas já foram concedidas.

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