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Bibliotecas mais atraentes

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Para acompanhar o avanço tecnológico e atrair leitores, espaços implantam programas diferentes ligados ao livro

Rodrigo Levino

“É como um Game Boy (videogame portátil), só que para livros?”, indaga Antonio Claudio, tentando entender o que é um e-reader. O estudante de 12 anos frequenta cinco dias por semana a Biblioteca Pública Érico Veríssimo, em Parada de Taipas, na periferia de São Paulo, e desde 2007 anota num caderno escolar os livros que lê, seguidos de pequenos resumos. A lista de títulos é variada, entre eles cinco volumes da série Harry Potter, de J. K. Howling, seis romances de Sidney Sheldon e algumas peças de William Shakespeare. Claudio nunca ouviu falar de leitores eletrônicos e ao ser apresentado a um demonstrou desinteresse: “Nada se compara a um livro.”

Tratado como prodígio pelas atendentes da biblioteca, o adolescente destoa de seus pares pelo tanto que lê e com os quais pouco tem o que conversar, a não ser sobre “os livros da moda, Crepúsculo, Lua Nova, essas coisas”, reclama. Claudio encaixa-se na estatística do Ministério de Cultura, aferida na última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, segundo a qual apenas um em cada quatro brasileiros frequenta regularmente bibliotecas públicas (uma para cada 33 mil habitantes). Ele ultrapassa, no entanto, a média nacional de 4,7 livros lidos por ano. “Acho que em dezembro, a lista de 2010 terá uns 20”, especula.

Em São Paulo, a Prefeitura administra 52 bibliotecas cujo acervo soma pouco mais de 2 milhões de livros, catalogados por 277 bibliotecários em atividade. O volume de empréstimos foi de 955 mil em 2009, distribuídos entre os 85 mil usuários inscritos e a lista dos mais retirados iguala-se à dos best-sellers nas livrarias. Na biblioteca frequentada por Claudio há uma lista de espera com 21 nomes de interessados – já foi de 38 – em ler Crepúsculo, da norte-americana Stephenie Meyer. Os campeões de empréstimos são também os mais furtados ou não devolvidos. Em cada biblioteca da cidade, pelo menos 20 livros não retornam às estantes, todo mês.

A imagem austera e sisuda de lugares silenciosos e dedicados à leitura pouco corresponde ao que se vê nas bibliotecas da capital paulistana. A reportagem do Estado visitou seis delas. As salas de leitura existem, mas não é o principal atrativo. Telecentros com acesso à internet, oficinas de desenho e contação de histórias preenchem uma vasta programação em todas as unidades da rede, municipal e estadual.

Na tarde do último sábado, cerca de 50 crianças estavam no térreo da Biblioteca São Paulo, recém-inaugurada e que custou aos cofres públicos cerca de R$ 12 milhões, onde anteriormente funcionou o presídio do Carandiru.

Internet. A reportagem abordou 10 delas, das quais apenas 2 portavam livros. Pablo Henrique, de 10 anos, disse que costuma ir todo fim de semana para acessar a internet – “atualizar meu Orkut” – e ver filmes. Dois primos, o irmão mais novo e três amigos, todos na mesma faixa etária, deram depoimentos semelhantes. Do outro lado, as exceções. Jenifer e Giovana Marques, irmãs de 9 e 6 anos, respectivamente, levadas pelo pai Wagner, corretor de seguros, dividiam-se entre livros de Pedro Bandeira e Ziraldo.

Arquitetada nos moldes de uma grande livraria, repleta de recursos eletrônicos e com uma programação de eventos que inclui shows musicais aos domingos, a Biblioteca São Paulo amplia a tendência de transformar as bibliotecas em centros de eventos relacionados à leitura (palestras, saraus, oficinas, seminários) e não somente dedicada ao ato em si. É a única na cidade que disponibiliza um Kindle para uso dos frequentadores. O uso do aparelho é raro, mais por curiosidade que por hábito.

A conta

Os números das bibliotecas:

33 mil
Habitantes para uma biblioteca pública

300
Municípios brasileiros ainda não dispõem de bibliotecas

720
Elas somam no Estado de São Paulo

52 mil
Bibliotecas escolares existem no País, 2.200 universitárias

Fonte: O Estado de S. Paulo

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A Biblioteca: animação

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LIBRARY from singsfish on Vimeo.

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Antes de Nascer o Mundo (1)

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“E falou de um incerto pai que não sabia dar tamanho amor pelo seu filho. Certa vez registou-se um incêndio no casebre em que viviam. O homem pegou no menino ao colo e se afastou da tragédia, caminhando pela noite afora. Deve ter superado o limite deste mundo pois quando, por fim decidiu colocá-lo no chão, reparou que já não havia terra. Restava um vazio entre vazios, rompidas nuvens entre desmaiados céus. Para si mesmo, o homem concluiu:
– Agora, só no meu colo meu filho encontrará chão.
Nunca esse menino se apercebeu que o imenso território onde depois viveu, cresceu e fez filhos não era senão o regaço do seu velho progenitor. Muitos anos depois, quando abria a sepultura do pai, chamou o seu filho e lhe disse:
– Vê a terra, filho? Parece areia, pedras e torrões. Mas são braços e abraços.”

Mia Couto, em Antes de Nascer o Mundo (Companhia das Letras).

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FedEx oferece leitura para crianças na América Latina e no Caribe

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A FedEx Express, maior empresa de transporte expresso do mundo, enviará mais do que pacotes em 2010. Até 30 de abril, a FedEx recolherá livros com o seu Programa FedEx Entrega. O programa tem o objetivo de estimular o amor pela leitura e o aprendizado para aqueles que têm acesso limitado ou nenhum acesso a livros.
 
O FedEx Entrega é um programa regional de doação de livros, novos ou usados, criado para estimular a consciência da necessidade de plantar o amor pela leitura em crianças. Alguns exemplos de bons livros para doar são contos de fadas, poesia ou literatura infantil tradicional de autores conhecidos na América Latina.
A FedEx trabalhou com organizações sem fins lucrativos em toda a América Latina a fim de estimular e promover a educação para crianças carentes. No Brasil, os livros coletados serão doados à Casa Hope, e aqueles que não forem destinados à biblioteca infantil vão compor um bazar em benefício da própria instituição. A FedEx recolherá livros em todos os Centros de Serviço Mundial espalhados por todos os estados, mas principalmente nos locais onde a FedEx está presente diretamente com centros de distribuição: São Paulo, Campinas (Viracopos), Rio de Janeiro, Porto Alegre e Blumenau.
 
“Temos orgulho em lançar o FedEx Entrega pelo segundo ano consecutivo, pois a FedEx Express reconhece que a educação é uma ferramenta importante para o avanço e o desenvolvimento de nossas comunidades”, diz Eduardo Mezei, gerente de Recursos Humanos da FedEx Express para o Mercosul. “Este programa tem como objetivo promover a leitura como uma atividade divertida e oferecer uma oportunidade para que crianças carentes aprendam, explorem e descubram o mundo através dos livros” finaliza.
 
De acordo com Claudia Bonfiglioli, presidente da Casa Hope, a organização uniu seus esforços à FedEx para apoiar uma causa que aborda uma das maiores necessidades de nosso país – a educação. “Queremos estimular o hábito da leitura, que não deve ser promovido somente nas escolas, mas também em casa e por meio de campanhas como a FedEx Entrega”, diz Claudia.
 
Este esforço complementa a recente divulgação de um estudo do The Economist Intelligence Unit (EIU), encomendado pela FedEx Express e a Dell Inc. chamado Habilidades para competir: educação superior e sustentabilidade negócios na América Latina, que revelou que os estudantes da América Latina não possuem habilidades necessárias para atuar no mercado global e competitivo de hoje, o que pode minar suas chances de sucesso em longo prazo, além da sustentabilidade das empresas da região.
 
Em 2009, a FedEx lançou o FedEx Entrega em sete países: Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, México, Panamá e Porto Rico, coletando 9.500 livros em toda a região. Este ano, o programa também chegará pela primeira vez à Guatemala e à Venezuela.
 
 
Para quem se interessou, segue o link onde se pode encontrar os postos de coleta da FedEx
 
Fonte: ABERJE

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