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Dia histórico para o livro digital

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New York Times, via Veja

A segunda-feira ficará marcada na história dos livros – se eles continuarem a existir no futuro. A Amazon.com, uma das maiores livrarias dos Estados Unidos, anunciou que nos últimos três meses as vendas de livros para o seu e-reader, o Kindle, superou as vendas de livros de capa dura. No período, disse a Amazon, foram vendidos 143 livros para Kindle para cada 100 livros de capa dura – incluindo livros em papel que não têm edição para Kindle.

O ritmo da mudança é acelerado, segundo a Amazon. Nas últimas quatro semanas as vendas de livros digitais chegaram a 180 para cada 100 exemplares de capa dura. A Amazon oferece 630 mil títulos para Kindle, uma pequena fração dos milhões de livros vendidos pelo site.

Amantes de livros estão de luto pela morte das obras impressas, com seu peso e seu cheiro de mofo e precisam de um choque de realidade, disse Mike Shatzkin, fundador e executivo-chefe da Idea Logical Co., que aconselha editores de livros sobre as mudanças digitais. “Esse foi um dia que viria, que tim de vir”, disse ele. Shatzkin prevê que dentro de uma década, menos de 25% dos livros vendidos serão versões em papel.

A mudança na Amazon é “impressionante quando você considera que vendemos livros de capa dura por 15 anos e Kindle há 33 meses”, disse o presidente da livraria, Jeffrey Bezos, em um comunicado. Ainda assim, os livros impressos estão longe da extinção. As vendas devem crescer 22% este ano, de acordo com a American Publishers Association.

Os dados não incluem os e-books gratuitos para Kindle, do qual existem 1,8 milhão, originalmente publicados antes de 1923 (livros de domínio público porque seus direitos autorais expiraram). A Amazon não divulgou as vendas de brochuras comparadas com a de e-books, mas elas ainda superam a de livros digitais.

A grande surpresa, disse Shatzkin, é que a vendas de e-book suplantaram a de livros de capa dura durante o período em que o Kindle enfrentou uma séria ameaça competitiva. O iPad, da Apple, que começou a ser vendido em abril, oferece um dispositivo para leitura e tem sua própria loja de livros. Mesmo assim, as vendas do Kindle também cresceram a cada mês durante o trimestre, segundo a Amazon. A venda de e-books quadruplicou este ano.

A Amazon afirmou que suas vendas foram além da taxa de crescimento. Uma das razões é que donos de iPad e outros aparelhos podem comprar livros para Kindle e lê-los em computadores, iPhones, iPads, Blackberrys e telefones com o software Android. A taxa de crescimento de vendas do Kindle triplicou depois que a Amazon abaixou o preço do aparelho no final de junho para 189 dólares (custava 259 dólares). No mesmo período, a Apple vendeu 3 milhões de iPads.

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Gaúcha cria blog para esvaziar estante

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Ela precisa se desfazer de 250 livros, mas quer garantir que eles fiquem com quem realmente dê valor a eles

PublishNews

Está com a estante cheia e tem dó de se desfazer daqueles livros que foram importantes, mas que já não fazem mais tanto sentido? Sabrina Dotto Billo, uma gaúcha de Santa Maria, receosa quanto ao futuro de 250 obras essenciais para sua formação – todas nas áreas de psicologia e educação, criou um blog onde indica o livro, publica a resenha e deixa um espaço para os leitores manifestarem seu interesse por aquele título e comentarem a obra. Depois, ela sorteia o livro. Simples assim. Quem ganha paga o sedex. Fica a dica para quem tem problema semelhante ou para aqueles que queiram seus livros! O dessa semana, por exemplo, é sobre psicanálise e está esgotado.

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Documentos de Kafka estão no centro de disputa judicial

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Documentos de Kafka estão no centro de disputa judicial

Diversos manuscritos e desenhos do escritor tcheco Franz Kafka que ficaram mais de 50 anos custodiados em cofres do banco suíço UBS em Zurique, foram examinados em meio a um enfrentamento judicial por sua posse entre suas herdeiras e o Estado de Israel, informou nesta terça a imprensa suíça.

Segundo o jornal “La Tribune de Geneve”, a abertura dos cofres ocorreu ontem em pleno litígio para dirimir quem deve herdar os documentos, se as autoridades israelenses ou as herdeiras designadas por um amigo do autor, Max Brod.

Apesar de Kafka (1883-1924) ter pedido a Brod que se desfizesse dos manuscritos, este não cumpriu seu desejo e os levou com ele para Israel em 1939 quando fugiu do nazismo.

Posteriormente, o amigo do autor de “A Metamorfose” legou os manuscritos e desenhos a sua secretária, Esther Hoffe, quem delegou as suas filhas a posse da inédita obra após a morte.

Estas iniciaram há três anos um processo judicial para que as autoridades israelenses confirmassem a validade da herança; no entanto, o Estado de Israel, que custodiou até ontem parte dos documentos em dois bancos de Tel Aviv, se considera como legítimo herdeiro da obra alegando que as mesmas foram retiradas do país de forma clandestina.

Depois de mais de 50 anos sem receber luz, os documentos do escritor tcheco foram examinados ontem em duas operações quase simultâneas em um banco de Zurique e duas entidades de Tel Aviv por ordem de um tribunal de Israel.

O diretor da Biblioteca Nacional de Israel em Jerusalém, Shmuel Har Noi, citado pelo jornal suíço “Neue Zürcher Zeitung”, afirmou que quer aproveitar a ocasião “para recuperar os textos de Kafka”.

Fonte: EFE

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Acontecimento do ano no mercado editorial nacional, a parceria entre a Penguin e a Companhia das Letras chega às livrarias

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Daqui a oito dias, na última segunda-feira do mês, o animal mais conhecido do mundo dos livros vai se aboletar em prateleiras por toda parte do país na companhia de uma língua com a qual nunca teve lá muita intimidade: o português. O encontro foi anunciado no ano passado, e os curiosos com o resultado foram tantos que os responsáveis tiveram que rever seus planos. Os primeiros livros da parceria entre a multinacional Penguin e a brasileira Companhia das Letras chegam às livrarias no próximo dia 26 em tiragens entre oito mil e 18 mil exemplares, mais que o triplo dos cinco mil previstos inicialmente, graças às encomendas de livreiros que apostam no interesse em torno do maior acontecimento do mercado editorial nacional em 2010.
A sociedade Penguin-Companhia promete trazer ao Brasil a fórmula que fez da empresa inglesa uma importante marca mundial: livros de qualidade em edições cuidadas, a preços baixos. Uma combinação ainda não muito comum num país em que livros tradicionalmente são um luxo para poucos, e onde as principais editoras ainda começam a investir nas edições de bolso.
A primeira leva é de quatro títulos: “O príncipe”, de Maquiavel, ganhou nova tradução direto do italiano por Maurício Santana Dias, e prefácio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (leia trecho na página 2); o romance “Pelos olhos de Maisie”, de Henry James, em tradução revista por Paulo Henriques Britto; e as coletâneas, organizadas pelo historiador pernambucano Evaldo Cabral de Mello, “O Brasil holandês”, com textos históricos do século XVII, e “Joaquim Nabuco: Essencial”, seleção de textos do abolicionista, cuja morte completa cem anos em 2010. Os quatro, como todos os títulos da Penguin-Companhia, serão lançados também em e-books, mas por questões comerciais e tecnológicas por enquanto não serão compatíveis nem com o Kindle nem com o iPad. As obras (que já estão em pré-venda nas principais livrarias brasileiras) terão ainda guias de leitura e aulas na internet, complementos direcionados para o mercado educacional, um grande alvo do selo.
Com preços entre R$ 15 e R$ 35, as edições brasileiras não serão tão baratas quanto os primeiros livros lançados pela Penguin nos anos 30, que custavam o mesmo que um maço de cigarros. Ainda assim, podem preencher uma lacuna, acredita Matinas Suzuki, diretor de comunicação da Companhia e editor do selo:
– Não vejo no Brasil hoje ninguém trabalhando com consistência o mercado de clássicos. O que você tem são, de um lado, edições populares não muito caprichadas, e, de outro, edições de luxo ocasionais. Entre as duas, há um espaço que nós queremos ocupar.
 

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Fonte: O Globo

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Acontecimento do ano no mercado editorial nacional, a parceria entre a Penguin e a Companhia das Letras chega às livrarias

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Daqui a oito dias, na última segunda-feira do mês, o animal mais conhecido do mundo dos livros vai se aboletar em prateleiras por toda parte do país na companhia de uma língua com a qual nunca teve lá muita intimidade: o português. O encontro foi anunciado no ano passado, e os curiosos com o resultado foram tantos que os responsáveis tiveram que rever seus planos. Os primeiros livros da parceria entre a multinacional Penguin e a brasileira Companhia das Letras chegam às livrarias no próximo dia 26 em tiragens entre oito mil e 18 mil exemplares, mais que o triplo dos cinco mil previstos inicialmente, graças às encomendas de livreiros que apostam no interesse em torno do maior acontecimento do mercado editorial nacional em 2010.
A sociedade Penguin-Companhia promete trazer ao Brasil a fórmula que fez da empresa inglesa uma importante marca mundial: livros de qualidade em edições cuidadas, a preços baixos. Uma combinação ainda não muito comum num país em que livros tradicionalmente são um luxo para poucos, e onde as principais editoras ainda começam a investir nas edições de bolso.
A primeira leva é de quatro títulos: “O príncipe”, de Maquiavel, ganhou nova tradução direto do italiano por Maurício Santana Dias, e prefácio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (leia trecho na página 2); o romance “Pelos olhos de Maisie”, de Henry James, em tradução revista por Paulo Henriques Britto; e as coletâneas, organizadas pelo historiador pernambucano Evaldo Cabral de Mello, “O Brasil holandês”, com textos históricos do século XVII, e “Joaquim Nabuco: Essencial”, seleção de textos do abolicionista, cuja morte completa cem anos em 2010. Os quatro, como todos os títulos da Penguin-Companhia, serão lançados também em e-books, mas por questões comerciais e tecnológicas por enquanto não serão compatíveis nem com o Kindle nem com o iPad. As obras (que já estão em pré-venda nas principais livrarias brasileiras) terão ainda guias de leitura e aulas na internet, complementos direcionados para o mercado educacional, um grande alvo do selo.
Com preços entre R$ 15 e R$ 35, as edições brasileiras não serão tão baratas quanto os primeiros livros lançados pela Penguin nos anos 30, que custavam o mesmo que um maço de cigarros. Ainda assim, podem preencher uma lacuna, acredita Matinas Suzuki, diretor de comunicação da Companhia e editor do selo:
– Não vejo no Brasil hoje ninguém trabalhando com consistência o mercado de clássicos. O que você tem são, de um lado, edições populares não muito caprichadas, e, de outro, edições de luxo ocasionais. Entre as duas, há um espaço que nós queremos ocupar.
 

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Fonte: O Globo

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