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Editoras repaginam clássicos para fazer com que a literatura chegue até os adolescentes de forma menos chata

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De olho no mercado leitor juvenil, os selos de algumas editoras têm apostado em iniciativas para fazer os clássicos da literatura chegarem até os adolescentes de forma menos chata.
A Rocco, por exemplo, lançou, este mês, a coleção Novelas Imortais, que reúne narrativas breves de autores de romances de peso, como Miguel de Cervantes, Herman Melville, R. L. Stevenson, Flaubert, Henry James, entre outros. “A espanhola inglesa”, de Cervantes, chega às livrarias nesta semana, e “Bartleby, o escriturário”, de Melville, ainda este mês. Até o fim do ano, dez novos títulos devem ser publicados, cada um por R$ 19,50, todos com apresentação assinada pelo tão recomendado Fernando Sabino, que contextualiza a obra com o autor.
Sucesso em Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Índia, Malásia e Irlanda, a coleção Mangá Shakespeare será lançada aqui pela Galera Record, no ano que vem, com clássicos como “Romeu e Julieta”, “Sonhos de uma noite de verão”, “Ricardo III” e “Hamlet” traduzidos por Alexei Bueno. Veja mais aqui
Enquanto a novidade não chega, dá para experimentar os clássicos da literatura brasileira em formato pocket, do selo BestBolso. Tem de “O cortiço”, de Aluísio Azevedo, a “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, passando por “Caetés”, de Graciliano Ramos, e “Riacho doce”, de José Lins do Rego. Os textos são integrais, dentro da nova ortografia e com capas exclusivas. Os preços variam entre R$ 12,90 e R$ 19,90.
Já a editora Agir, que lançou anteriormente uma premiada versão em quadrinhos de “O alienista”, de Machado de Assis, por Fábio Moon e Gabriel Bá, acaba de mandar para as livrarias, via selo Desiderata, a HQ “Triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto. A adaptação, desta vez, ficou por conta de Flávio Braga e Edgar Vasques.
Fonte: O Globo

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Editoras repaginam clássicos para fazer com que a literatura chegue até os adolescentes de forma menos chata

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De olho no mercado leitor juvenil, os selos de algumas editoras têm apostado em iniciativas para fazer os clássicos da literatura chegarem até os adolescentes de forma menos chata.
A Rocco, por exemplo, lançou, este mês, a coleção Novelas Imortais, que reúne narrativas breves de autores de romances de peso, como Miguel de Cervantes, Herman Melville, R. L. Stevenson, Flaubert, Henry James, entre outros. “A espanhola inglesa”, de Cervantes, chega às livrarias nesta semana, e “Bartleby, o escriturário”, de Melville, ainda este mês. Até o fim do ano, dez novos títulos devem ser publicados, cada um por R$ 19,50, todos com apresentação assinada pelo tão recomendado Fernando Sabino, que contextualiza a obra com o autor.
Sucesso em Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Índia, Malásia e Irlanda, a coleção Mangá Shakespeare será lançada aqui pela Galera Record, no ano que vem, com clássicos como “Romeu e Julieta”, “Sonhos de uma noite de verão”, “Ricardo III” e “Hamlet” traduzidos por Alexei Bueno. Veja mais aqui
Enquanto a novidade não chega, dá para experimentar os clássicos da literatura brasileira em formato pocket, do selo BestBolso. Tem de “O cortiço”, de Aluísio Azevedo, a “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, passando por “Caetés”, de Graciliano Ramos, e “Riacho doce”, de José Lins do Rego. Os textos são integrais, dentro da nova ortografia e com capas exclusivas. Os preços variam entre R$ 12,90 e R$ 19,90.
Já a editora Agir, que lançou anteriormente uma premiada versão em quadrinhos de “O alienista”, de Machado de Assis, por Fábio Moon e Gabriel Bá, acaba de mandar para as livrarias, via selo Desiderata, a HQ “Triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto. A adaptação, desta vez, ficou por conta de Flávio Braga e Edgar Vasques.
Fonte: O Globo

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Até que ponto as listas de livros cobradas pelas escolas despertam o interesse pela leitura?

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Foi o jornalista e escritor Zuenir Ventura que levantou o debate em sua coluna do GLOBO: a leitura obrigatória de clássicos, como “Iracema” ou “Senhora”, é capaz de incentivar um aluno a ler ou vai afastá-lo da literatura? Com essa pergunta na cabeça, a Megazine recolheu as listas de livros cobradas no ensino médio em dez colégios e perguntou aos principais interessados – os estudantes – o que eles acham disso tudo.

Fã de “Código Da Vinci”, “Anjos e demônios” e “Harry Potter”, Luiz Fernando Magalhães, de 16 anos, leu a coletânea “Os cem melhores poemas do século”, organizada por Ítalo Moriconi, para um teste de literatura. O aluno do 2 ano do pH da Tijuca confessa que não foi fácil.
– Os poemas são mais difíceis de entender que a prosa, por isso não despertam tanto interesse. Não leio poesia fora da escola – diz Luiz, mostrando preocupação com a próxima missão. – Vamos ler “Dom Casmurro”. Vai ser tenso. Machado de Assis não deveria ser cobrado. Tinham que ver nosso interesse e explorá-lo. Prefiro ficção. Mas leio, no máximo, um livro por ano fora do colégio.
Breno Elias de Souza pensa parecido com Luiz, seu colega de turma. Apesar de ter gostado de “O Santo Inquérito” e “O melhor das comédias da vida privada”, que leu no 1 ano, ele confessa que não terminou “Memórias de um sargento de milícias”:
– Li o começo e achei chato. Não gosto muito de livros. Prefiro ler sobre esporte na internet. Tinham que procurar algo com nossa linguagem – opina Breno, que, questionado sobre o que sugeriria como leitura na escola, vacila: – Não sei.
Filipe Couto, coordenador de Língua Portuguesa do pH e poeta, defende que a leitura dos clássicos na escola é importante para que os alunos tomem conhecimento de ferramentas da linguagem e aspectos culturais com os quais não têm contato no dia a dia:
– Quando adotamos “Vidas secas” (Graciliano Ramos), não queremos transformar a vida deles num inferno, mas torná-los mais tolerantes a entender a vida dos outros. Se eu não instrumentalizá-los com Clarice Lispector, eles vão subutilizar o “Crepúsculo”, que é muito mais fácil de ler. Temos que ampliar a bagagem deles.
As meninas parecem compreender melhor a lição do mestre. Tanto é que são as que mais se destacam no concurso literário promovido pelo colégio. Natália Mourão, do 3 ano, foi campeã nos dois últimos anos nas categorias prosa e poesia. Júlia Senna e Enyla da Fonseca, do 2, também participaram.
– Já li as séries “O diário da princesa” e “Gossip girl”, mas, como minha mãe não gosta que eu leia esse tipo de livros, baixei na internet. Li também “Dom Casmurro” e “Memórias Póstumas…” por vontade própria – conta Enyla, de 15 anos.
Para Gustavo Bernardo, professor do curso de Letras da Uerj, o problema não está na leitura obrigatória de clássicos, mas em como os livros são explorados.
– A escola, em si, já é obrigatória. Mas, se o professor, além de cobrar, estimula e provoca os alunos de maneira crítica e lúdica, pode formar leitores. José de Alencar é chato para cacete, mas o professor pode problematizar, mostrando que o autor mata as personagens femininas, como Iracema e Lucíola, pois é um reacionário terrível, o que revela a mentalidade do seu tempo – sugere ele, que é escritor.
No Colégio Estadual Monsenhor Miguel de Santa Maria Mochón, o professor de literatura Marcel Costa tenta realizar esse trabalho com oficinas literárias, como a apresentação teatral adaptada da crônica “O nariz”, de Verissimo, na última terça.
– Fazemos uma apresentação visual, pois eles não estão acostumados com a leitura. Começamos com textos menores e mais agradáveis para depois trabalhar os clássicos. Conseguimos leitura integral de 60% dos alunos. Os demais tentamos resgatar através de resumos em rodas de leitura – ele explica.
Luiz Felipe Silva e Letícia Marques, do 1 ano, e Hudson Batista, do 3, estão no primeiro grupo.
– Prefiro ficção estrangeira, mas a literatura brasileira é importante. A nossa visão é diferente da do professor – diz Luiz Felipe, que leu “A cabana” e “A menina que roubava livros” por conta própria.
Fonte: O Globo
Imagem: Agência Globo

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Até que ponto as listas de livros cobradas pelas escolas despertam o interesse pela leitura?

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Foi o jornalista e escritor Zuenir Ventura que levantou o debate em sua coluna do GLOBO: a leitura obrigatória de clássicos, como “Iracema” ou “Senhora”, é capaz de incentivar um aluno a ler ou vai afastá-lo da literatura? Com essa pergunta na cabeça, a Megazine recolheu as listas de livros cobradas no ensino médio em dez colégios e perguntou aos principais interessados – os estudantes – o que eles acham disso tudo.

Fã de “Código Da Vinci”, “Anjos e demônios” e “Harry Potter”, Luiz Fernando Magalhães, de 16 anos, leu a coletânea “Os cem melhores poemas do século”, organizada por Ítalo Moriconi, para um teste de literatura. O aluno do 2 ano do pH da Tijuca confessa que não foi fácil.
– Os poemas são mais difíceis de entender que a prosa, por isso não despertam tanto interesse. Não leio poesia fora da escola – diz Luiz, mostrando preocupação com a próxima missão. – Vamos ler “Dom Casmurro”. Vai ser tenso. Machado de Assis não deveria ser cobrado. Tinham que ver nosso interesse e explorá-lo. Prefiro ficção. Mas leio, no máximo, um livro por ano fora do colégio.
Breno Elias de Souza pensa parecido com Luiz, seu colega de turma. Apesar de ter gostado de “O Santo Inquérito” e “O melhor das comédias da vida privada”, que leu no 1 ano, ele confessa que não terminou “Memórias de um sargento de milícias”:
– Li o começo e achei chato. Não gosto muito de livros. Prefiro ler sobre esporte na internet. Tinham que procurar algo com nossa linguagem – opina Breno, que, questionado sobre o que sugeriria como leitura na escola, vacila: – Não sei.
Filipe Couto, coordenador de Língua Portuguesa do pH e poeta, defende que a leitura dos clássicos na escola é importante para que os alunos tomem conhecimento de ferramentas da linguagem e aspectos culturais com os quais não têm contato no dia a dia:
– Quando adotamos “Vidas secas” (Graciliano Ramos), não queremos transformar a vida deles num inferno, mas torná-los mais tolerantes a entender a vida dos outros. Se eu não instrumentalizá-los com Clarice Lispector, eles vão subutilizar o “Crepúsculo”, que é muito mais fácil de ler. Temos que ampliar a bagagem deles.
As meninas parecem compreender melhor a lição do mestre. Tanto é que são as que mais se destacam no concurso literário promovido pelo colégio. Natália Mourão, do 3 ano, foi campeã nos dois últimos anos nas categorias prosa e poesia. Júlia Senna e Enyla da Fonseca, do 2, também participaram.
– Já li as séries “O diário da princesa” e “Gossip girl”, mas, como minha mãe não gosta que eu leia esse tipo de livros, baixei na internet. Li também “Dom Casmurro” e “Memórias Póstumas…” por vontade própria – conta Enyla, de 15 anos.
Para Gustavo Bernardo, professor do curso de Letras da Uerj, o problema não está na leitura obrigatória de clássicos, mas em como os livros são explorados.
– A escola, em si, já é obrigatória. Mas, se o professor, além de cobrar, estimula e provoca os alunos de maneira crítica e lúdica, pode formar leitores. José de Alencar é chato para cacete, mas o professor pode problematizar, mostrando que o autor mata as personagens femininas, como Iracema e Lucíola, pois é um reacionário terrível, o que revela a mentalidade do seu tempo – sugere ele, que é escritor.
No Colégio Estadual Monsenhor Miguel de Santa Maria Mochón, o professor de literatura Marcel Costa tenta realizar esse trabalho com oficinas literárias, como a apresentação teatral adaptada da crônica “O nariz”, de Verissimo, na última terça.
– Fazemos uma apresentação visual, pois eles não estão acostumados com a leitura. Começamos com textos menores e mais agradáveis para depois trabalhar os clássicos. Conseguimos leitura integral de 60% dos alunos. Os demais tentamos resgatar através de resumos em rodas de leitura – ele explica.
Luiz Felipe Silva e Letícia Marques, do 1 ano, e Hudson Batista, do 3, estão no primeiro grupo.
– Prefiro ficção estrangeira, mas a literatura brasileira é importante. A nossa visão é diferente da do professor – diz Luiz Felipe, que leu “A cabana” e “A menina que roubava livros” por conta própria.
Fonte: O Globo
Imagem: Agência Globo

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Inscrições para o Prêmio Vivaleitura 2010 estão abertas

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Estão abertas as inscrições para o Prêmio Vivaleitura 2010, iniciativa que tem como objetivo estimular, fomentar e reconhecer experiências relacionadas à leitura. Esta é a quinta edição do Vivaleitura, que tem duração inicial prevista para dez anos (2006-2016) e é a maior premiação individual para o fomento à leitura no Brasil. Durante as quatro edições anteriores, cerca de 8,5 mil projetos já foram inscritos.
O Vivaleitura é uma iniciativa da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), dos ministérios da Cultura e da Educação. O Prêmio tem execução e patrocínio da Fundação Santillana.
 
Trabalhos em prol da leitura desenvolvidos por instituições, empresas, órgãos públicos e pessoas físicas do Brasil inteiro podem ser inscritos em três categorias distintas, concorrendo a um prêmio de R$ 30 mil por categoria. São elas: (1) Bibliotecas públicas, privadas e comunitárias; (2) Escolas públicas e privadas; e (3) Sociedade: empresas, ONGs, pessoas físicas, universidades e instituições sociais.
Os finalistas serão anunciados em outubro e a premiação está prevista para acontecer em novembro. 

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 05 de julho. Para mais informações, ligue para 0800-7700987 ou acesse o site do Vivaleitura

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