Vitrali Moema

O caminho de Jesus e os atalhos da igreja

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Estou lendo um livro chamado: “O caminho de Jesus e os atalhos da igreja”, de Eugene Peterson.
Ele está me fazendo ter reflexões muito bacanas…
Quem entende de carros é mecânico e eu sou leigo no assunto. Quem entende de cozinha é o chef e eu sou leigo no assunto… etc…
Quem entende de espiritualidade? É o pastor? Não!!!!!! Um especialista religioso qualquer pode entender de teologia, de fiolosofia e outra série de coisas, mas de espiritualidade ninguém entende…não há especialistas e leigos…
Felizes as pessoas que sabem que são espiritualmente pobres, pois o Reino do Céu é delas. (Mt 5:3, NTLH)
Quando as pessoas entenderão isso e acabarão com essa vaidade religiosa infantil?

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Ressonância – Oficina JB com Pavarini

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A Betesda é conhecida por seu caráter reflexivo e crítico. E as pessoas que caminham com ela acabam assumindo esse perfil: aprendem a olhar para as coisas com mais critério, a fazer leituras da sociedade e do fenômeno religioso com mais profundidade, desprezando raciocínios e explicações simplistas. Em outras palavras, ela investe na formação da consciência crítica de todos os seus membros, para que se tornem sujeitos históricos, emancipados, responsáveis por suas decisões e conduta.
Uma das maneiras de investir nesse tipo de formação é a indicação constante de livros para leitura, apoiada pela livraria da Doxa, que disponibiliza vários títulos e autores importantes, além da própria pregação, que sempre tem caráter de profunda reflexão, e a autoria de vários livros que dão subsídios para a caminhada.
Nos últimos dois anos, a Betesda indicou vários livros para leitura, por exemplo: A mensagem secreta de Jesus e Ortodoxia Generosa, de Brian McLaren; O Evangelho Maltrapilho, de Brennan Manning; Que tipo de pessoas você quer ser?, de Harold Kushner; Cristãos ricos em tempo de fome; de Ronald Sider; Se Deus existe, por que há pobreza e Um caminho espiritual para a felicidade, de Jung Mo Sung; Piedade Pervertida, de Ricardo Quadros Gouvêa; Repintando a Igreja, de Rob Bell; Religião e Repressão, de Rubem Alves; entre outros.
A Betesda acredita na leitura como emancipadora do ser humano. Acredita que a leitura forma pessoas melhores, mais críticas e mais profundas.
A importância da consciência crítica foi afirmada por Jesus.
Jesus era uma pessoa de consciência crítica apurada, que fazia leituras profundas sobre sua sociedade e as expressões religiosas correntes, e por isso, conseguiu se posicionar contra movimentos opressores, de “idiotização popular” e de falsa espiritualidade. Por sua profunda forma de pensar e entender o mundo, conseguiu provocar mudanças históricas, que estão entre nós até hoje, depois de dois milênios.
Enfim, a excelente oficina do Pavarini veio para afirmar coisas que já fazem parte da nossa pespectiva como igreja, para jogar mais luz em outras e para nos lembrar a importância da leitura em nossa formação pessoal.
Escrito por Lucas Lujan


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"1808", um sucesso de simplicidade e trabalho

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ELIO GASPARI

A história de d. João 6º chegou a 100 semanas na lista de mais vendidos porque o autor botou o pé na estrada

O “1808“, do jornalista Laurentino Gomes, bateu a marca mágica dos sucessos editoriais e entrou na 100ª semana de presença nas listas dos livros mais vendidos. Para quem acha que brasileiro não lê, foram 500 mil exemplares. Na categoria de trabalhos de não-ficção de autores nacionais, a melhor marca está com “Estação Carandiru“, do médico Drauzio Varela, lançado em 1999, que chegou a 160 semanas.

Há poucas semanas a professora canadense Margaret MacMillan publicou um livro sobre as atuais dificuldades da historiografia, contando que uma estudante decidiu estudar um período porque ele estava “subteorizado”. Laurentino foi na direção oposta. No “1808” não se encontram expressões como “burguesia mercantil” ou “pacto colonial”. É uma obra simples, dividida em 29 pequenos capítulos, contando a chegada de d. João 6º ao Brasil. Mostra que ele não foi o paspalho retratado pela burrice convencional.

Por trás do sucesso de “1808” há uma lição. Em 2007, quando Laurentino percebeu o próprio êxito, resolveu cavalgá-lo. Contratou uma assessoria que rastreou as vendas do livro, reinventou a obra lançando uma edição juvenil, um audiolivro, uma caixa com DVD, criou um sítio na internet e entrou no Twitter. Gastou R$ 300 mil do seu bolso (mas ganhou R$ 2 milhões). Deixou o emprego que tinha na Editora Abril e, nas suas palavras, “botei o pé na estrada”. Visitou 60 cidades, fez 250 palestras, autografou 5.000 exemplares e respondeu a 10.000 e-mails.

É dura a vida de um autor. Há seis meses ele descobriu (graças aos leitores) que a Editora Planeta rodara 8.000 exemplares embaralhando capítulos de uma biografia de Indira Gandhi. Pior: esse reparte fora mandado para livrarias da internet para ser vendido a R$ 9,90 e acabara em livrarias a R$ 40.

Laurentino publicará em setembro de 2010 seu novo livro, “1822“, pela Ediouro. Para recontar a história da Independência, ele foi ao sertão piauiense e visitou o campo da batalha de Jenipapo, em Campo Maior.

Nela morreram 400 brasileiros ignorados pela história. Deles há a lembrança dos túmulos e um monumento de concreto, perdido numa mata de carnaúba.

Fonte: Folha de S. Paulo
Imagem: Internet

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Ressonância – Oficina JB com Pavarini

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A Betesda é conhecida por seu caráter reflexivo e crítico. E as pessoas que caminham com ela acabam assumindo esse perfil: aprendem a olhar para as coisas com mais critério, a fazer leituras da sociedade e do fenômeno religioso com mais profundidade, desprezando raciocínios e explicações simplistas. Em outras palavras, ela investe na formação da consciência crítica de todos os seus membros, para que se tornem sujeitos históricos, emancipados, responsáveis por suas decisões e conduta.
Uma das maneiras de investir nesse tipo de formação é a indicação constante de livros para leitura, apoiada pela livraria da Doxa, que disponibiliza vários títulos e autores importantes, além da própria pregação, que sempre tem caráter de profunda reflexão, e a autoria de vários livros que dão subsídios para a caminhada.
Nos últimos dois anos, a Betesda indicou vários livros para leitura, por exemplo: A mensagem secreta de Jesus e Ortodoxia Generosa, de Brian McLaren; O Evangelho Maltrapilho, de Brennan Manning; Que tipo de pessoas você quer ser?, de Harold Kushner; Cristãos ricos em tempo de fome; de Ronald Sider; Se Deus existe, por que há pobreza e Um caminho espiritual para a felicidade, de Jung Mo Sung; Piedade Pervertida, de Ricardo Quadros Gouvêa; Repintando a Igreja, de Rob Bell; Religião e Repressão, de Rubem Alves; entre outros.
A Betesda acredita na leitura como emancipadora do ser humano. Acredita que a leitura forma pessoas melhores, mais críticas e mais profundas.
A importância da consciência crítica foi afirmada por Jesus.
Jesus era uma pessoa de consciência crítica apurada, que fazia leituras profundas sobre sua sociedade e as expressões religiosas correntes, e por isso, conseguiu se posicionar contra movimentos opressores, de “idiotização popular” e de falsa espiritualidade. Por sua profunda forma de pensar e entender o mundo, conseguiu provocar mudanças históricas, que estão entre nós até hoje, depois de dois milênios.
Enfim, a excelente oficina do Pavarini veio para afirmar coisas que já fazem parte da nossa pespectiva como igreja, para jogar mais luz em outras e para nos lembrar a importância da leitura em nossa formação pessoal.
Escrito por Lucas Lujan


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Ode ao barbeiro

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José Tarcizio, barbeiro que declama clássicos enquanto corta o cabelo dos clientes

por Sílvio Lancellotti

Imagine uma situação absolutamente inusitada, quase absurda. Você pode ser uma mulher ou um homem, pois ele, nobre caráter, não seleciona os seus clientes pelo sexo. O visitante chega a um mínimo salão de cabeleireiro em Indianópolis, entre Moema e o Jabaquara, talvez uns dez metros quadrados. Na parede de fundo, um aquário opulento com dois robustos peixes japoneses.

Encontra um profissional, de tesoura e pente em punho, que desembesta a entoar o “Navio Negreiro“, do antológico Castro Alves (1847-1871). Trata-se do mineiro José Tarcizio, 70, nascido em Martinho Campos, ocupante do espaço desde 1970.

Tarcizio aprendeu o ofício, menino ainda, aos 12, num internato de Belo Horizonte. Daí, aos 20, palavras suas, “frustrado por um sôfrego amor platônico”, decidiu se apoiar na poesia: “Hoje, tenho uma estantezinha com obras desde Homero”. No caso, o vate grego da “Ilíada” e da “Odisseia“, século 8º a.C.

Depois de uma experiência complicada na PM do seu Estado, e de tentar a vida como seresteiro noturno de rua, Tarcizio se transferiu para São Paulo e obteve um emprego de barbeiro pertinho da estação do Brás. “Escanhoar o freguês era um risco”, ele recorda. “O trem passava e balançava todo o salão.” Em busca de mais conforto, perambulou e perambulou, até desembarcar em Indianópolis, então um bairro absolutamente bucólico, com ruas de terra. Um português, Abílio Augusto Brilhante, hoje aos 92 anos, ofereceu-lhe o posto de seu assistente e não se incomodou com a sua mania: “Eu declamava até pelo ladrão”, relembra Tarcizio.

Melhor, determinado a se aperfeiçoar, ele se matriculou na Uati (Universidade Aberta à Terceira Idade) e começou a escrever: “Dias atrás, completei uma ode aos poetas, desde os helênicos, em sétimas de 49 versos”. E o visitante não se incomoda quando ele escancara a sua voz e, eventualmente, interrompe um corte de cabelo: “Todos gostam”. E, na realidade, quem não sabe do seu dom se surpreende, e pede mais.

Além de cuidar dos peixes japoneses, Tarcizio nutre uma paixão radical pelo Corinthians, pelos cinco filhos, pelos 12 netos e por dançar. Aos domingos, engaveta a navalha, se enfia em um terno, com a devida gravata, e se transforma num requisitado pé de valsa nos bailecos do Club Homs, na avenida Paulista, do Carinhoso, do Ipiranga, ou do Aquático, da Saúde.

Fonte: Revista da Folha

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