BKO WAVE SAÚDE

Noé por Chaves

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De todas as histórias que o Professor Girafales já nos contou, uma das mais bonitas é a de um senhor chamado Noé, que fabricava barcos e criava animais.

Um dia Deus disse a Noé que já faltava pouco para o Dilúvio, que é um grande aguaceiro, só que mais forte ainda. Aí Noé perguntou a ele o que devia fazer, e Deus lhe aconselhou que fabricasse um barco bem grande, onde coubessem todos os animais. Até o elefante.

Mas os únicos que ajudaram Noé foram seus filhos (que eram três) e as esposas de seus filhos. Por outro lado, as outras pessoas da cidade não o ajudaram em nada, e não faziam outra coisa senão debochar de Noé, pensando que o probrezinho estivesse louco. E Noé respondia que eles é que eram loucos e que depois não viessem se queixar quando estivessem se afogando.

Porém, mais do que as zombarias das pessoas, o que preocupava Noé era que ele teria que juntar casais de animais, porque deviam ser machos e fêmeas, e nem sempre é fácil distinguir qual é o macho e qual é a fêmea. Claro que há alguns que se reconhecem facilmente (os burros, por exemplo), mas tem uns que não sei como Noé fez para distinguir, como é o caso dos pássaros, dos peixes, das cobras, dos vermes etc.

Bem, o fato é que Noé conseguiu juntar todos os casais de animais e lhes pediu que entrassem no barco, que, na verdade, se chamava Arca.

Mas entraram bem na hora, porque em poucos minutos começou a cair o Dilúvio, e como ainda não haviam sido inventados os escoadouros, as ruas começaram a se inundar. E aí continuou chovendo tanto, que em pouco tempo não se viu mais o chão, nem as casas nem nada. A única coisa que se podia ver era o barco em que iam Noé, sua família e os outros animais.

Noé achava que os outros iam morrer de inveja, mas não foi assim; eles morreram afogados.

O chato foi que, um dia, como não tinha muito o que fazer, Noé inventou o vinho. E, é claro, tomou um porre.

Mas estava tão bêbado que nem podia se levantar para saber se já havia parado de chover. Por isso, o que fez foi segurar um pássaro e pedir que saísse pra ver se ainda estava chovendo. Então, um de seus filhos começou a debochar dele, dizendo que os pássaros não sabem falar, a não ser os papagaios. Mas os papagaios não sabem dizer se está chovendo ou não; eles só sabem dizer coisas como “Dá o pé, louro!”, “Vai à merda, menina peidorreira” e coisas desse tipo. Ou seja, de nada servia mandar um pássaro.

Mas Noé continuava tão bêbado que nem sequer ficou com vergonha quando seu filho debochou dele. Em vez disso, decidiu amaldiçoar os filhos de seu filho. Ou seja, passou a prejudicar os netos, que não tinham culpa de nada.

No dia seguinte, Noé disse que ele não era tão burro a ponto de esperar que um pássaro falasse, mas que o mandou pra ver se ele voltava seco ou molhado; porque, se voltasse molhado, significaria que continuava chovendo. E vice-versa.

O chato é que o pássaro não voltava nem seco nem molhado. Ou seja, continuavam na mesma. E Noé não podia mandar outro pássaro porque eles podiam acabar (pois de cada espécie só tinha dois). Até que finalmente alguém resolveu se informar e viu que o Dilúvio não estava mais chovendo. Aí todos desceram do barco e começaram a ter filhos para repor a população que havia morrido afogada. Alguns filhos saíram brancos, outros negros, e outros, chineses.

Mas o mais interessante de Noé foi a quantidade de anos que viveu (não me lembro bem, mas acho que foram mais de novecentos). Ou seja, chegou a ser ainda mais velho que Jaiminho, o carteiro.

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A cabeça de Steve Jobs

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Para você ler este livro: pense como um visionário, um líder que revolucionou a computação como a conhecemos hoje, a música como conhecemos hoje. Steve Jobs sem dúvida, ao lado de Bill Gates, fez pela informática que se denomina “de luxo” uma sequência de acertos (e erros também) que trouxeram ao mundo o Mac, o iPod, o iPhone dentre outros. Conhecer sua forma de gerir os trabalhos na Apple, nos dá a noção de como os produtos são criados e como a necessidade do design e do fetiche da marca são importantes para estabelecê la.

“A inovação não tem nada a ver com a quantidade de dólares que você investe em P&D. Quando a Apple lançou o Mac, a IBM estava gastando no mínimo cem vezes mais em desenvolvimento. Não é uma questão de dinheiro. É a equipe que você tem, sua motivação e o quanto você entende da coisa” Steve Jobs, na Revista Fortune, 9 novembro de 1998

Para você não ler este livro:  se você não tem nenhum interesse em produtos da Apple o negócio fica mais complicado. O livro enfoca muito a liderança, pois na verdade ele serve para analisar o tipo de liderança centrada que Jobs realiza desde quando ajudou a fundar a Apple. Não recomendo este livro se você quer conhecer a linha de trajetória da Apple, mas ele é fundamental para saber o motivo da criação de alguns produtos e a forma como são feitos, os backstages.

créditos da imagem no próprio link

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A Carne dos Anjos

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“Você é de uma turma só sua, Shell”

 

Uma estória adolescente que encanta. A estória se passa em um pequeno vilarejo na Irlanda; Shell, ou Michelle, se inventa e reinventa vivendo uma vida bem difícil com a falta da mãe e um pai alcoólatra. Encontra nos abraços e carícias de outro adolescente, Declan, tudo o que o mundo lhe tirou. Pensa na vida como um presente, pensa na morte como uma consequência, mas não deixa de viver.

“As frases se encaixaram e faiscaram como pedras preciosas num colar. Sua roupa brilhava quando ele gesticulava. Seu cabelo fino cintilava em louros e castanhos. Ele falou de escolhas e tentações. Falou de novos começos.” p17

A presença de um padre não muito comum para o local, ajudou Shell a olhar para um novo começo, que é o que trata a estória. Apaixonante a cada página, este livro foi escrito por Siobhan Dowd que dá alma ao texto e consegue levar o leitor a sentir raiva, amor e complacência, tudo ao mesmo tempo.

créditos da imagem no próprio link.

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A cabeça de Steve Jobs

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Para você ler este livro: pense como um visionário, um líder que revolucionou a computação como a conhecemos hoje, a música como conhecemos hoje. Steve Jobs sem dúvida, ao lado de Bill Gates, fez pela informática que se denomina “de luxo” uma sequência de acertos (e erros também) que trouxeram ao mundo o Mac, o iPod, o iPhone dentre outros. Conhecer sua forma de gerir os trabalhos na Apple, nos dá a noção de como os produtos são criados e como a necessidade do design e do fetiche da marca são importantes para estabelecê la.

“A inovação não tem nada a ver com a quantidade de dólares que você investe em P&D. Quando a Apple lançou o Mac, a IBM estava gastando no mínimo cem vezes mais em desenvolvimento. Não é uma questão de dinheiro. É a equipe que você tem, sua motivação e o quanto você entende da coisa” Steve Jobs, na Revista Fortune, 9 novembro de 1998

Para você não ler este livro:  se você não tem nenhum interesse em produtos da Apple o negócio fica mais complicado. O livro enfoca muito a liderança, pois na verdade ele serve para analisar o tipo de liderança centrada que Jobs realiza desde quando ajudou a fundar a Apple. Não recomendo este livro se você quer conhecer a linha de trajetória da Apple, mas ele é fundamental para saber o motivo da criação de alguns produtos e a forma como são feitos, os backstages.

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“Você é de uma turma só sua, Shell”

 

Uma estória adolescente que encanta. A estória se passa em um pequeno vilarejo na Irlanda; Shell, ou Michelle, se inventa e reinventa vivendo uma vida bem difícil com a falta da mãe e um pai alcoólatra. Encontra nos abraços e carícias de outro adolescente, Declan, tudo o que o mundo lhe tirou. Pensa na vida como um presente, pensa na morte como uma consequência, mas não deixa de viver.

“As frases se encaixaram e faiscaram como pedras preciosas num colar. Sua roupa brilhava quando ele gesticulava. Seu cabelo fino cintilava em louros e castanhos. Ele falou de escolhas e tentações. Falou de novos começos.” p17

A presença de um padre não muito comum para o local, ajudou Shell a olhar para um novo começo, que é o que trata a estória. Apaixonante a cada página, este livro foi escrito por Siobhan Dowd que dá alma ao texto e consegue levar o leitor a sentir raiva, amor e complacência, tudo ao mesmo tempo.

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