Vitrali Moema

Trabalhar cansa

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Trabalhar cansa é um livro que vale a pena ler com em ritmo lento. Comecei a leitura dele na sexta-feira e terminei na terça. O poeta foi traduzido do italiano para o português por Maurício Santana Dias, que fez o brilhante e gigantesco trabalho de traduzi-lo preservando a métrica dos versos. O prefácio, de setenta páginas, é fundamental para entender a história de vida de Cesare Pavese e de suas poesias.

Trecho de Mania di Solitudine
Mangio un poco di cena alla chiara finestra.
Nella stanza è giá buio e si vede nel cielo.
A uscir fuori, le vie tranquille conducono
dopo un poco, in aperta campagna.
Mangio e guardo nel cielo — chi se quante donne
stan mangiando a quest’ora — il mio corpo è tranquillo;
il lavoro stordisce il mio corpo e ogni donna.

Mania de Solidão
Como um leve jantar posto à clara janela.
Já está escuro no quarto e se vê pelo céu.
As estradas tranquilas lá fora conduzem,
em um breve percurso, aos campos abertos.
Como e olho para o céu — quiçá quantas mulheres
fazem o mesmo a esta hora — e o meu corpo está calmo;
o trabalho atordoa o meu corpo e as mulheres.

• Trabalhar cansa. Cesare Pavese. Cesare Pavese, Cosac Naify e Viveiro de Castro Editora. (400p.)

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Trabalhar cansa

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Trabalhar cansa é um livro que vale a pena ler com em ritmo lento. Comecei a leitura dele na sexta-feira e terminei na terça. O poeta foi traduzido do italiano para o português por Maurício Santana Dias, que fez o brilhante e gigantesco trabalho de traduzi-lo preservando a métrica dos versos. O prefácio, de setenta páginas, é fundamental para entender a história de vida de Cesare Pavese e de suas poesias.

Trecho de Mania di Solitudine
Mangio un poco di cena alla chiara finestra.
Nella stanza è giá buio e si vede nel cielo.
A uscir fuori, le vie tranquille conducono
dopo un poco, in aperta campagna.
Mangio e guardo nel cielo — chi se quante donne
stan mangiando a quest’ora — il mio corpo è tranquillo;
il lavoro stordisce il mio corpo e ogni donna.

Mania de Solidão
Como um leve jantar posto à clara janela.
Já está escuro no quarto e se vê pelo céu.
As estradas tranquilas lá fora conduzem,
em um breve percurso, aos campos abertos.
Como e olho para o céu — quiçá quantas mulheres
fazem o mesmo a esta hora — e o meu corpo está calmo;
o trabalho atordoa o meu corpo e as mulheres.

• Trabalhar cansa. Cesare Pavese. Cesare Pavese, Cosac Naify e Viveiro de Castro Editora. (400p.)

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Bookess: alegria dos internautas

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A escritora, que também é veterinária, tem dois livros cadastrados no site Bookess Foto:Jessé Giotti

Criado no ano passado, o site Bookess se tornou uma livraria, editora e biblioteca virtual. E com o detalhe que faz a alegria dos internautas: tudo gratuito. Os livros que estão disponíveis no site são de domínio público ou de novos autores, que usam o Bookess para escoar suas obras, sem custo nenhum. Uma das autoras mais lidas do site é Emília Kesheh. A escritora de 23 anos nasceu no Irã, mas desde os dois anos mora em Joinville.

A própria biografia de Emília parece ter saído das páginas de um romance. Quando ela tinha apenas 40 dias de vida, sua família fugiu do Irã. Adepta do bahaísmo, religião condenada pela maioria muçulmana, a família escapou de uma perseguição que resultou em um massacre de 200 mil bahá’is. Eles moraram dois anos no Paquistão, até que a ONU encaminhou Emília e os pais para o Brasil.

Três famílias bahá’is foram assentadas em Joinville, em 1988, entre elas a de Emília.

— Viemos para cá porque a comunidade bahá’i no Brasil decidiu que seria um bom destino o Sul do País. Ganhamos então o terreno onde está nossa casa — conta a escritora, que se formou em veterinária no ano passado.

Emília trabalha de manhã em uma clínica veterinária e durante a tarde escreve. Seus primeiros contos e poemas foram feitos quando ela tinha apenas 12 anos. No “Bookess”, ela tem dois livros cadastrados: “ Os Bárbaros” e “Vampiros e Lobisomens”. As duas coletâneas de contos são resultados da dieta literária de Emília: literatura fantástica e de terror.

— Amo a saga ‘Senhor dos Anéis’, do Tolkien, e os romances de vampiro da Anne Rice — diz.

Em fevereiro deste ano, Emília venceu as fronteiras virtuais e publicou seu primeiro livro à moda antiga. Com o dinheiro que conseguiu juntar de seus primeiros salários como veterinária, ela editou por conta própria 50 exemplares do romance medieval “A Última Aliança”. Com recursos do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec), ela levará ao prelo uma nova edição do livro, desta vez com uma tiragem de mil exemplares. Os livros virtuais de Emilia no “Bookess” lhe renderam milhares de leitores — um número bem superior que as pessoas que leram seu livro “físico”. Mas para autora, nada se compara à emoção de ter segurado pela primeira vez nas mãos seu livro publicado.

— O livro de papel satisfaz muito mais. E ele dá credibilidade. Quando os leitores do Bookess sabem que já publiquei um livro, eles se interessam mais — afirma Emília.

Mesmo com o apreço pela literatura impressa, ele está animada com a janela que sites como o Bookess proporcionam para os jovens autores.

— Nós podemos escolher a capa, interagir com os leitores e encontrar outras obras de qualidade. Infelizmente, quem lê as obras no Bookess são basicamente as mesmas pessoas que também escrevem. Mas é bom saber que tem tanta gente nova interessada em ser escritor — comemora. O livro “Os Bárbaros” pode ser lido na íntegra em http://www.bookess.com/.

Fonte: A Notícia

+ “A sensação de ler livros é insubstituível”

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Bookess: alegria dos internautas

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A escritora, que também é veterinária, tem dois livros cadastrados no site Bookess Foto:Jessé Giotti

Criado no ano passado, o site Bookess se tornou uma livraria, editora e biblioteca virtual. E com o detalhe que faz a alegria dos internautas: tudo gratuito. Os livros que estão disponíveis no site são de domínio público ou de novos autores, que usam o Bookess para escoar suas obras, sem custo nenhum. Uma das autoras mais lidas do site é Emília Kesheh. A escritora de 23 anos nasceu no Irã, mas desde os dois anos mora em Joinville.

A própria biografia de Emília parece ter saído das páginas de um romance. Quando ela tinha apenas 40 dias de vida, sua família fugiu do Irã. Adepta do bahaísmo, religião condenada pela maioria muçulmana, a família escapou de uma perseguição que resultou em um massacre de 200 mil bahá’is. Eles moraram dois anos no Paquistão, até que a ONU encaminhou Emília e os pais para o Brasil.

Três famílias bahá’is foram assentadas em Joinville, em 1988, entre elas a de Emília.

— Viemos para cá porque a comunidade bahá’i no Brasil decidiu que seria um bom destino o Sul do País. Ganhamos então o terreno onde está nossa casa — conta a escritora, que se formou em veterinária no ano passado.

Emília trabalha de manhã em uma clínica veterinária e durante a tarde escreve. Seus primeiros contos e poemas foram feitos quando ela tinha apenas 12 anos. No “Bookess”, ela tem dois livros cadastrados: “ Os Bárbaros” e “Vampiros e Lobisomens”. As duas coletâneas de contos são resultados da dieta literária de Emília: literatura fantástica e de terror.

— Amo a saga ‘Senhor dos Anéis’, do Tolkien, e os romances de vampiro da Anne Rice — diz.

Em fevereiro deste ano, Emília venceu as fronteiras virtuais e publicou seu primeiro livro à moda antiga. Com o dinheiro que conseguiu juntar de seus primeiros salários como veterinária, ela editou por conta própria 50 exemplares do romance medieval “A Última Aliança”. Com recursos do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec), ela levará ao prelo uma nova edição do livro, desta vez com uma tiragem de mil exemplares. Os livros virtuais de Emilia no “Bookess” lhe renderam milhares de leitores — um número bem superior que as pessoas que leram seu livro “físico”. Mas para autora, nada se compara à emoção de ter segurado pela primeira vez nas mãos seu livro publicado.

— O livro de papel satisfaz muito mais. E ele dá credibilidade. Quando os leitores do Bookess sabem que já publiquei um livro, eles se interessam mais — afirma Emília.

Mesmo com o apreço pela literatura impressa, ele está animada com a janela que sites como o Bookess proporcionam para os jovens autores.

— Nós podemos escolher a capa, interagir com os leitores e encontrar outras obras de qualidade. Infelizmente, quem lê as obras no Bookess são basicamente as mesmas pessoas que também escrevem. Mas é bom saber que tem tanta gente nova interessada em ser escritor — comemora. O livro “Os Bárbaros” pode ser lido na íntegra em http://www.bookess.com/.

Fonte: A Notícia

+ “A sensação de ler livros é insubstituível”

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Não aos downloads ilegais

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Escritor português diz que conteúdos baixados da rede prejudicam escritores

O escritor português José Saramago, prêmio Nobel de Literatura de 1998, apresentou nesta quinta O Caderno, um livro que reúne vários artigos publicados em seu blog pessoal, em um ato no qual criticou downloads ilegais de livros e música pela Internet.

O escritor afirmou que o formato blog “não é nada de outro mundo” e reconheceu que começou a trabalhar na Internet a pedido de sua esposa e tradutora, a jornalista espanhola Pilar del Río.

O lançamento da obra foi transmitido ao vivo de Lisboa pela internet e Saramago respondeu a perguntas de seus leitores, uma delas sobre a divulgação de seus livros na Internet.

– Claro que isso afetaria os escritores. Do que vocês querem que vivamos? – respondeu Saramago, que ressaltou sua oposição aos “downloads anárquicos”, que afetam especialmente os músicos.

– Espero que os livros em papel ainda tenham uma longa vida – disse o escritor português, que deixou aberto o debate sobre as condições das edições on line.

O blog de Saramago, já conta com mais de dois milhões de acessos, segundo o autor, considerado por ele “um fenômeno de massas”, em resposta à necessidade do ser humano de se comunicar e reafirmar-se em sua própria individualidade.

Saramago comentou vários de seus textos, como que critica o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, chamando-o de “delinquente”, e os que falam sobre o ex-líder dos Estados Unidos, George W. Bush, que também foi alvo de suas reprovações

Fonte: ClickRBS

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