Praças da Cidade

Jogador Número 1 | Sequência do livro é confirmada por Ernest Cline

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João Abbade, no Jovem Nerd

O autor de Jogador Número 1, Ernest Cline confirmou que seu livro de 2011 ganhará uma sequência! O anúncio foi feito durante uma transmissão no Facebook e Cline diz que está se inspirando no filme de Steven Spielberg para escrever o segundo volume de sua novela. “Não há inspiração melhor para um escritor do que retornar a um mundo que você trabalhou depois de ver o que Steven Epielberg trouxe para este mundo”, disse o autor.

O segundo livro ainda não tem título e Cline disse que não pode falar muito sobre o enredo no momento. O último livro publicado por Ernest Cline foi Armada, de 2015; nele o autor também discorre sobre ficção científica, easter eggs de videogames e coisas dos anos 80.

A história de Jogador Número 1 se passa no ano de 2044 e segue Wade Watts, um jovem que, assim como a maioria das pessoas de seu mundo, escapa da realidade em uma utopia virtual chamada Oasis e sonha em encontrar os tesouros escondidos ali através de pistas deixadas em obras famosas da cultura pop oitentista.

A adaptação cinematográfica do best-seller será dirigido por Steven Spielberg e o elenco conta com Tye Sheridan, Olivia Cooke, Mark Rylance, Simon Pegg e Ben Mendelsohn.

O filme de Jogador Número 1 tem estreia prevista para 5 de abril de 2018, enquanto a sequência do livro não tem data de lançamento.

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Os dez melhores livros de 2017

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André Barcisnki, no Blog do Barcinski

Chegou a hora de fazer o balanço de 2017. Esse ano tomei a decisão de não fazer mais listas dos melhores filmes do ano, por uma razão simples: moro a 250 km de distância de qualquer sala de cinema decente e não consigo acompanhar os lançamentos. Até hoje não consegui ver “Mãe!” ou o filme da Sofia Coppola, por exemplo. Uma pena, mas é o preço que se paga por morar longe demais das capitais, como diria Humberto Gessinger.

Como não fiz lista de melhores livros em 2016 (o blog reestreou no UOL em outubro de 2016), incluí aqui alguns livros lançados no fim do ano passado. Priorizei títulos em português, mas incluí alguns títulos ainda não lançados por aqui.

Aqui vão, sem ordem de preferência, os dez livros mais legais que li este ano.

1 – Breve História de Sete Assassinatos, de Marlon James

Claramente inspirado por Don De Lillo e James Ellroy, o jamaicano Marlon James fez um épico histórico-policial centrado na tentativa de assassinato de Bob Marley, no meio dos anos 70.

2 – Sem Causar Mal, de Henry Marsh
Quem diria que um livro sobre neurocirurgia seria tão emocionante e tenso? As memórias de Henry Marsh, conhecido neurocirurguião britânico, e os relatos das operações que ele executou em décadas de carreira, são impressionantes.

3 – Dias Bárbaros, de William Finnegan
Conhecido jornalista investigativo e surfista amador, Finnegan conta sua vida em busca das ondas mais desafiadoras do planeta, de Fiji ao Havaí, da Austrália a Portugal.

4 – Distancia de Rescate, de Samantha Schweblin
Lançado originalmente na Argentina em 2014, o livro só ganhou tradução para o inglês este ano, com o título de “Fever Dream”. É uma história curta, surrealista e aterrorizante, narrada durante uma conversa entre uma mulher e uma criança em um hospital. Lembro que terminei de ler e, um tanto decepcionado com alguns aspectos da narrativa, liguei para discutir o livro com um amigo, que o havia recomendado. Mesmo insatisfeito com a leitura, a história não saiu da minha cabeça, e reli longos trechos. Até hoje, meses depois de terminar o livro, ainda me pego lendo algumas páginas especialmente estranhas.

5 – Enquanto Houver Champanhe, Há Esperança – Uma Biografia de Zózimo Barroso do Amaral, de Joaquim Ferreira dos Santos
Biografia de Zózimo (1941-1997), jornalista que não revolucionou só o colunismo social, mas o jornalismo brasileiro, com seu texto cheio de humor e, muitas vezes, venenoso. Tive a sorte de trabalhar no “Jornal do Brasil” no fim dos anos 80 e vi de perto muitas das figuras incríveis descritas por Joaquim. Esse livro deveria ser obrigatório em escolas de jornalismo.

6 – A Segunda Mais Antiga Profissão do Mundo, de Paulo Francis
Coletânea de artigos que Francis escreveu para a “Folha” entre 1975 e 1990. Os temas são variados: política, cinema, literatura, e casos pitorescos envolvendo seus amigos – e desafetos, claro. Francis era um dos poucos articulistas que se lia com prazer mesmo discordando dele.

7 – Killers of the Flower Moon: The Osage Murders and the Birth of the FBI, de David Grann
Nos anos 1920, os índios Osage venceram uma antiga luta contra o governo norte-americano para permanecer na região do Oklahoma que habitavam há muitos anos. Os nativos deram sorte: pouco depois, acharam petróleo em toda a área, o que fez dos Osage o povo mais rico do mundo. Logo, índios andavam em carros de luxo e construíam palacetes suntuosos. Mas a alegria durou pouco: um a um, os Osage começaram a ser exterminados por tiros, envenenamento, e até bombas. Esse livro conta a história da misteriosa matança dos Osage e da criação de uma força-tarefa da polícia que resultou na fundação do FBI. Fascinante.

8 – Move Fast and Break Things – Jonathan Taplin
O subtítulo resume bem a tese defendida pelo autor: “Como Facebook, Google e Amazon encurralaram a cultura e o que isso significa para nós”. No livro, Taplin explica como a Internet, cujo objetivo inicial era ser um instrumento de democratização da informação, foi usada por algumas empresas, como Google, Facebook, Amazon e Paypal, para monopolizar mercados e dar a seus donos um poder econômico e uma capacidade de controle da sociedade nunca antes imaginado. Leitura obrigatória para quem ainda acredita que vivemos na era da “Democracia Digital”.

9 – Uma História do Samba – Volume 1, de Lira Neto

Primeiro volume de uma trilogia em que Neto – biógrafo de personagens tão diversos quanto Padre Cícero, Getúlio Vargas e a cantora Maysa – contará toda a trajetória do samba, do fim do século 19 aos tempos atuais. A história desse primeiro livro começa no Rio de Janeiro no fim do século 19, logo após a Abolição da Escravatura, e vai até o surgimento das primeiras escolas de samba e o aparecimento de bambas como Noel Rosa, Cartola, Ismael Silva, Bide, Paulo da Portela e Almirante. É um livro excepcional, que mistura grandes personagens a um relato minucioso sobre a criação de uma cidade e de um gênero musical que ajudou a definir a identidade brasileira.

10 – Uncommon People: The Rise and Fall of The Rock Stars, de David Hepworth
O autor relata 40 histórias – uma por ano, de 1955 a 1995 – que marcaram a história do rock, e explica por que a era do rockstar durou até meados dos anos 90. Hepworth conta histórias já conhecidas, mas sempre trazendo uma visão nova e cheia de detalhes e informações, que as tornam interessantes.

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Paraisópolis terá escola de inglês de elite gratuita para até mil alunos

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Julia Barbon, na Folha de S.Paulo

De um lado, prédios de luxo, do outro, uma das maiores favelas da capital paulista. Em um terreno às margens de Paraisópolis que até 2010 era só mato e hoje serve de estacionamento, a Cultura Inglesa vai construir uma unidade para até mil alunos.

A escola de inglês será exatamente igual à que existe a 2 km dali, na região do Morumbi (zona oeste), onde alunos pagam ao menos R$ 2.400 por cada semestre de aula. Mas com uma diferença: os cursos serão gratuitos, voltados para a comunidade.

A intenção é iniciar as obras no começo de 2018 e que elas durem cerca de um ano, para que haja aulas em 2019. A Cultura tem outros projetos sociais em favelas, mas essa é a primeira vez que terá um prédio estruturado desse tipo.

A ideia toda na verdade surgiu por causa da creche municipal que existe há sete anos a alguns metros desse terreno e é gerida pela Catedral Anglicana de São Paulo.

A história é antiga. O reverendo Aldo Quintão, que comanda o templo e já é figura conhecida na mídia por celebrar casamentos de gays e batizados de famosos, tinha o sonho de construir uma escola infantil para mil crianças ali.

“Eu vim de uma família muito simples. Minha mãe era faxineira de escola, e meu pai, sapateiro. Se eu tivesse tido uma creche na minha vida, teria sido muito melhor”, diz ele.

Com a ajuda da iniciativa privada, que recebeu incentivos fiscais, conseguiu erguer uma unidade hoje com 430 alunos de até quatro anos de idade em Paraisópolis (a média na cidade é de 138 crianças por creche).

Como vai ficar a escola de inglês, que terá 850 m², e o prédio novo da creche, com 3.600 m²

Como vai ficar a escola de inglês, que terá 850 m², e o prédio novo da creche, com 3.600 m²

Neste ano, ele viu a possibilidade de ampliá-la e atingir seu objetivo inicial quando o prefeito João Doria (PSDB) e o deputado estadual Fernando Capez (PSDB) foram assistir a uma missa na catedral.

Ele chamou o prefeito para subir no altar e falou: “Se o senhor me permite, eu construí o maior prédio de creche do Brasil, com 4.000 m², mas ele foi feito para ter 8.000 m²”.

Os dois políticos prometeram mediar a procura por empresas que aceitassem custear as obras. Dias depois, um conselheiro da Cultura Inglesa participou de uma reunião com a gestão municipal, o reverendo e empresários.

“Ele trouxe a ideia para o conselho, levantamos os custos e topamos”, diz o presidente da escola de inglês, Derek Barnes. Segundo ele, a única contrapartida foi a posse do terreno onde a unidade da Cultura será feita.

“Como somos uma instituição sem fins lucrativos, já temos certa vantagem em termos fiscais”, afirma. “Estamos fazendo isso porque faz parte da nossa missão. Era uma parceria natural, temos origem inglesa e a catedral também é anglicana.”

A Cultura então ficou com 15% da área de 10 mil m². No total, planeja gastar R$ 16 milhões: dois terços disso com a ampliação da creche e o resto com a escola de inglês.

Milton Barbieri, engenheiro voluntário que é responsável pelo projeto da creche e acompanha o sonho do reverendo há dez anos, brinca que a obra é “subfaturada”. “Quando comecei a frequentar a catedral só tinha um papel com um desenho e não tínhamos dinheiro. Atender mil crianças vai ser sensacional.”

A CRECHE QUE JÁ EXISTE

A atual diretora da creche, Cristina Xavier, vai ser a responsável por controlar mais 500 crianças quando o novo prédio ficar pronto. Ela, no entanto, não mostra preocupação. Já se acostumou com a gritaria nos corredores e salas. “Nem ouço mais”, brinca.

17343185Segundo a pedagoga, cerca de 95% dos alunos hoje são de Paraisópolis, e a renda média das famílias varia entre R$ 1.000 e R$ 1.500.

O distrito onde fica a unidade, a Vila Andrade (zona sul), é um dos que têm o menor percentual de crianças atendidas com relação à demanda por vagas em creches. A fila na região ultrapassava um ano e três meses em 2015.

Como é conveniada, a Creche Anglicana segue a lista de espera da prefeitura, com prioridade para alunos mais pobres. O município paga, por cada criança, cerca de R$ 400 mensais à catedral –que também mantém outras quatro creches em São Paulo.

Esse dinheiro não é suficiente para gerir a estrutura de quase 500 alunos, 66 funcionários, 44 pedagogos e cinco refeições por dia, então a igreja arrecada o resto com festas, doações e leilões de objetos.

Para o início das obras da nova ala, só falta a aprovação do projeto pela prefeitura. As novidades vão ser apresentadas às crianças de Paraisópolis na festa de Natal da catedral, neste domingo (10).

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Gratidão une ex-alunos em campanha para pagar dívida de mais de R$ 100 mil de professor aposentado no RJ

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Alunos mobilizam campanha para ajudar professor aposentado que enfrenta problemas financeiros (Foto: José Ferreira Bernardo Junior | Arquivo Pessoal)

Alunos mobilizam campanha para ajudar professor aposentado que enfrenta problemas financeiros (Foto: José Ferreira Bernardo Junior | Arquivo Pessoal)

 

Hoje, formados e com carreira consolidada, ex-alunos querem que ex-mestre, de 82 anos, tenha uma vida digna e sugerem nas redes sociais que as pessoas reflitam sobre o ‘quanto vale um professor’.

Aline Rickly e Ariane Marques, no G1

O sentimento de gratidão une ex-alunos em uma campanha para pagar dívidas que somam mais de R$ 100 mil do professor aposentado Maurício Barroso, de 82 anos. O docente tinha um curso tradicional em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, de preparação para o vestibular, mas acabou falindo.

Apesar da inadimplência dos alunos na época, hoje Maurício conta que nunca se importou em dar bolsas e mais bolsas de estudo, além de destinar parte de seu tempo para aulas particulares de graça. Para ele, realizar o sonho dos alunos era o mais importante de tudo.

Eu fazia com que eles gostassem de ir para a aula e para a escola. Tinha sempre o desafio de fazer com que eles entendessem que eram capazes de irem até onde quisessem. Dessa forma, ia ajudando cada um a desenvolver a sua capacidade”, afirma o professor.

E foi assim que, em quase duas décadas do cursinho MPB Vestibular, que o professor ajudava cerca de 200 alunos, todos os anos, a entrarem para faculdades estaduais e federais. Ele também ficou conhecido por pagar lanches e até passagem.

E são esses alunos, hoje profissionais formados e com carreira, que, em vaquinha na internet, tentam melhorar as condições vida do mestre, em nome do respeito e do que se tornaram.

Diego Inagoki se formou em odontologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Além de ter ganhado bolsa de estudos é grato pelas aulas particulares de geometria e trigonometria do professor Barroso.

Ele permitia que eu acompanhasse a turma do pré-vestibular. Mas o incentivo vai muito além dessa parte financeira. Ele sempre me incentivou a ampliar os horizontes e os conhecimentos“, afirma.

Eva Maricato se formou em Administração pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Ela também reconhece a importância do ex-professor para a vida dela.

“Enquanto diziam que eu não ia conseguir e que era para desistir, o professor, por outro lado, afirmava que eu era muito capaz, que ainda ia me ver formada. Ele dizia para eu não desistir dos meus sonhos e me fez acreditar que iria passar para uma Universidade Federal“.

A mulher de Maurício, Iraci Barroso, se emocionou em entrevista ao G1 ao falar do amor dele pela profissão.

“Ele tinha uma preocupação com os alunos, dava muitas bolsas, não se importava com o dinheiro, mas sim em ensinar e aprender”, conta.

Maurício Barroso é formado em engenharia em faculdade pública. Na década de 1960, ele afirma que chegou a integrar o movimento estudantil que deu origem a UFF, Universidade Federal Fluminense.

O G1 entrou em contato com a universidade abrindo espaço para falarem da importância do movimento estudantil na época, do ensino público e da valorização do mestre, mas a assessoria preferiu não se manifestar.

Nas redes sociais, os ex-alunos pedem ajuda para pagar as dívidas acumuladas por Barroso questionando “quanto vale um professor?” Na vaquinha online eles chegam perto dos R$ 20 mil em arrecadações.

Dívidas

De forma voluntária, o ex-aluno, agora formado em direito pela UFRJ, José Ferreira Bernardo Junior, de 31 anos, está ajudando o professor Maurício com os problemas relacionados as dívidas que se acumularam ao longo dos anos.

Segundo o advogado, os problemas financeiros que hoje comprometem cerca de 50% da aposentadoria do professor, são provenientes de empréstimos, dívidas trabalhistas e referentes a mobiliário que era comprado para a escola.

As dívidas começaram depois que ele vendeu os bens que tinha para investir na escola“, disse.

Além disso, o José Ferreira afirma que existe um impasse com relação a compra e venda do cursinho em 2015, uma vez que o professor Maurício afirma não ter recebido nada pela transação.

Com relação ao serviço gratuito que está prestando para ajudar ao ex-mestre, José destaca que tem uma dívida com ele.

“Se me tornei quem eu sou, foi porque me inspirei nele. O Maurício fazia a gente se enxergar como ser humano e a empreender no sentido de modificar a sociedade para melhor. Dinheiro nenhum no mundo é capaz de pagar o que ele fez por mim, minha família e meus amigos”, destaca.

O advogado diz que os outros três irmãos também foram alunos do professor e, atualmente, dois estão formados em medicina e um em biologia. Todos cursaram faculdades públicas.

O sonho

Por causa dos problemas financeiros, Maurício e a mulher Iraci se mudaram para Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, onde estão morando com a filha. Há dois anos o professor está longe das salas de aula.

“Às vezes choro de saudade de fazer o trabalho que sempre fiz. Passo a noite toda acordado, estudando, porque não consigo dormir. Tenho muita vontade de voltar a trabalhar, para ver novamente meus meninos entrando para uma faculdade”, diz.

Segundo Iracy, Maurício sente muita falta de compartilhar o conhecimento e ensinar.

O amor pela educação era a vida dele, a razão de viver”, comenta.

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Como Eu Era Antes de Você | Terceiro livro da série será lançado em janeiro nos EUA

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Publicação se chamará Still Me

Fabio de Souza Gomes, no Omelete

A série Como Eu Era Antes de Você teve a data de seu terceiro livro confirmada. Escrita por Jojo Moyes, a publicação, intitulada Still Me, será lançada no dia 28 de janeiro nos EUA e teve sua capa em inglês e sinopse reveladas. Confira:

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A publicação chega após de Depois de Você, segundo livro da série que foi lançado em 2015. O livro mostrará como Louisa Clark lida com o relacionamento a distância com seu namorado, Sam.

Antes mesmo que perceba, Lou acaba se misturando com a alta sociedade da cidade e sente dificuldade de manter seus dois mundos unidos. Ela terá de lidar com segredos que vão causar mudanças catastróficas e colocar Lou frente a frente com a maior questão da sua vida: quem é a verdadeira Louisa Clark?

Como Eu Era Antes de Você foi publicado pela Intrínseca e foi um dos livros mais vendidos de 2016 no Brasil – leia mais.

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