Orgulho & Preconceito

5 livros para ler num dia chuvoso que o público deveria conhecer

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publicado no Verificar

Já é possível sentir uma brisa fresca, a qual traz um prenúncio de chuva. A chuva é considerada frequentemente um obstáculo à diversão, agoirando uns tão desejados dias de descanso, e muitos preferem ficar em casa a sair e sentir a umidade desconfortável. Porém, existem muitas alternativas caso seja uma das pessoas que abomina chuva. Pode, por exemplo, optar por ir para um café ou sentar-se no seu sofá e ler um bom livro – afinal de contas, deve existir algum motivo pelo qual muitos apreciadores de literatura apreciam uma boa obra enquanto a chuva cai.

O Ver[e]Ficar apresenta algumas sugestões de livros que poderá optar por ler um dia chuvoso. E não se esqueça do acompanhamento: uma bela chávena de chá, café ou chocolate quente.

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Contigo Para Sempre, de Takuji Ichikawa
Os dias de chuva também são um pretexto para literaturas mais românticas – esta é uma das concepções mais generalizadas entre o público feminino. Contigo Para Sempre é um livro que poderá agradar a todos os que apreciam um enredo com romance e drama. Porém, esta obra distancia-se um pouco da banalidade de muitos livros cujas capas repletas de mulheres belas, flores, casais ou letras brilhantes prometem um amor ora trágico, ora apaixonante.

A história segue a vida de Takumi, um homem que perde a mulher, Mio, e que se vê diante da solitária tarefa de criar o filho. Porém, num dia chuvoso, Takumi e Yuji reencontram Mio. No entanto, a mulher não possui quaisquer memórias dos seus familiares, e Takumi mostra-lhe como era a sua vida antigamente, celebrando esta maravilhosa nova oportunidade. O livro foi recebido com entusiasmo no Oriente, tendo sido adaptado em filme.

A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón
Tendo Barcelona como pano de fundo, com as suas ruas lúgubres, repletas de neblina e de uma chuva constante, a popular história de Carlos Ruiz Zafón é uma aventura maravilhosa. A Sombra do Vento é um livro mágico, onde a intriga se adensa e segue um fio condutor inquietante.

Nesta obra, Daniel Sempere, um rapaz curioso, descobre um local chamado Cemitério dos Livros Esquecidos, uma biblioteca secreta que se assemelha a um autêntico labirinto. É aqui que Daniel encontra um livro intrigante, “A Sombra do Vento”. Movido pela curiosidade, Daniel procura mais informações sobre o autor, descobrindo, porém, que poucas pessoas o conhecem e que os seus livros são constantemente queimados por alguém. A partir daqui, inicia-se uma aventura ímpar, capaz de aliciar qualquer apreciador de histórias.

O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë
Sendo um clássico da literatura inglesa, O Monte dos Vendavais dispensa apresentações. A história do amor intempestivo de Catherine Earnshaw e de Heathcliff é intemporal, tendo sido adaptada por diversas vezes em filme. Porém, nada ultrapassa a escrita magistral de Emily Brontë, a qual descreve com precisão os sentimentos das personagens, retratando-nos uma história repleta de paixão, amor e vingança.

Se nunca teve oportunidade de ler este livro, aproveite o dia convidativo que se afigura. O ambiente chuvoso irá proporcionar uma atmosfera rica, sendo impossível não se embrenhar e envolver nesta história.

As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley
Constituída por quatro volumes, a série As Brumas de Avalon é uma das histórias mais famosas de Marion Zimmer Bradley. Ambientada numa época medieval, a história segue a vida das figuras que marcaram a lenda do Rei Artur.

No entanto, o enredo não traduz uma simples cópia das lendas que todos conhecemos. Ao invés disso, a autora explorou uma perspectiva diferente, centrada em Morgaine e no poder feminino.

A Mãe Que Chovia, de José Luís Peixoto
Mãe Que Chovia é um livro infantil escrito por José Luís Peixoto e ilustrado por Daniel Silvestre da Silva, no qual o protagonista é o filho da própria chuva. Sendo uma história curta e repleta de belas ilustrações, é também uma ode à figura maternal, bem como à importância do amor.

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Aprenda qualquer conteúdo mais rápido

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Fonte: Shutterstock

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Entenda como você deve estudar para acelerar o seu processo de aprendizado

Publicado no Universia Brasil

Durante o processo de aprendizagem de qualquer tipo de conteúdo, cada pessoa demora determinado tempo para entender os conceitos explicados. No entanto, há formas de acelerar esse processo, fazendo com que o aprendizado aconteça de maneira natural e eficiente. A seguir, confira as dicas para aprender mais rápido:

 

1 – Pratique

Independentemente do conteúdo que está estudando, é importante que você pratique. Assim, entrará mais em contato com o objeto de estudo e, então, potencializará o que você sabe sobre ele. Você deve se apoiar em materiais didáticos que sirvam para aumentar a base que já tem, mas sem abrir mão da prática, porque ela que será fundamental para o seu aprendizado.

2 – Peça ajuda

Para aprender bem é importante que você não tenha dúvidas sobre nada. Por isso, recorra ao seu professor ou a alguém que entenda sobre o assunto quando tiver problemas. Você perceberá que conseguirá aprender melhor e muito mais rápido sempre que solucionar qualquer tipo de dúvida que tiver ao longo da sua rotina de estudos.

3 – Tenha estratégias

É importante que você pré-determine estratégias para conseguir estudar bem. Experimente diversas formas de estudos para que você entenda qual a melhor para você. Para isso, dedique parte do seu dia para os estudos, focando sempre em ter o melhor desempenho possível. Quando você encontrar a melhor para você, será fácil conseguir focar e potencializar os assuntos.

4 – Mantenha o foco

O foco é um elemento crucial para que você consiga aprender o que deseja. Preocupe-se em entender quais os pontos centrais do conteúdo e se dedique muito mais a eles. A partir disso, será mais fácil entender todo o resto. Além disso, mantenha a distância de qualquer distração, para que você não perca tempo com atividades que não tenham ligação com o estudo.

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Por que ler grandes clássicos é tão importante?

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Fonte: Shutterstock

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Veja 3 motivos pelos quais você deveria começar a leitura de obras clássicas agora

Publicado no Universia Brasil

Você se lembra do último livro que leu? Segundo uma pesquisa da Jenkins Group, uma editora de livros norte-americana, 42% dos estudantes que se formam na graduação nunca mais lerão um livro novamente. Além disso, constatou-se que a maior parte das pessoas se dedica somente à leitura de best-sellers com, no máximo, 10 anos de existência. Ou seja, os clássicos estão, cada vez mais, ficando esquecidos nas prateleiras.

A maioria de nós tem contato com as grandes obras literárias durante o período escolar, já que praticamente todos os vestibulares do País cobram o conhecimento de livros das literaturas brasileira e portuguesa, de autores como Machado de Assis, Eça de Queirós, Fernando Pessoa e Carlos Drummond de Andrade. Depois da aprovação na universidade, muitos acabam deixando de lado esse tipo de literatura.

Contudo, a leitura de livros clássicos auxilia em diversos pontos da nossa formação pessoal, profissional e acadêmica. Além disso, deixá-los de lado é ignorar uma parte importante de conhecimento produzido pela humanidade. Para retomar as leituras agora mesmo, veja uma lista com 3 de benefícios de ler grandes obras literárias do passado:

1 – Aumenta seu vocabulário

Quando você dedica um tempinho à leitura dos clássicos também está trabalhando para ter um vocabulário mais rico e diversificado. Muitas palavras que aprecem nos textos antigos são pouco usadas ou praticamente desapareceram do nosso dia a dia. Conhecê-las pode ser um diferencial, já que terá uma lista de novos termos para se comunicar e escrever.

2 – Melhora seu texto

A leitura é a melhor forma de aprimorar a forma como você escreve. Enquanto devora as páginas dos livros, seu subconsciente absorve o estilo e construções gramaticais utilizadas pelo autor, fazendo com que aquele texto se torne uma referência para seus futuros trabalhos.

3 – Aprimora seus discursos e apresentações

A leitura tem o poder de melhorar a escrita e também a forma como nos comunicamos, pois ela cria pessoas intelectualmente mais bem preparadas. Ler ensaios, crônicas e livros de grandes pensadores e líderes contribuí ainda mais para esse processo, tornando nosso discurso mais maduro, persuasivo e inteligente.

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Uma escola para se inspirar

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As bibliotecas têm projeto do arquiteto Edmir Perrotti, que implementou no Brasil o conceito de biblioteca interativa

As bibliotecas têm projeto do arquiteto Edmir Perrotti, que implementou no Brasil o conceito de biblioteca interativa

 

Localizado em São Bernardo do Campo, Centro Educacional da Fundação Salvador Arena traz currículo diversificado e investimento de 20 mil reais anuais por aluno

Thais Paiva, no Carta e Educação

Cerca de 3 mil dólares (ou 10 mil reais) é o valor que, anualmente, o Brasil desembolsa para cada estudante matriculado na Educação Básica de sua rede pública. Para se ter uma ideia, o valor corresponde a um terço do investido por aluno pelos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), segundo o relatório “Education at a Glance”, divulgado pela entidade no final de 2015.

Em São Bernardo do Campo (SP), no entanto, uma escola totalmente gratuita chama a atenção por destoar enormemente desse panorama. Investe cerca de 20 mil reais por aluno ao ano, quantia equivalente a praticadas por países com sistemas educacionais considerados de ponta como Alemanha, Japão e Reino Unido.

Mais: dos 2.500 estudantes ali matriculados, da Educação Infantil ao Ensino Superior, metade é oriunda de famílias com renda de até 1,5 salário mínimo. Resumindo, crianças e jovens vindos de contextos socioeconômicos vulneráveis tendo acesso à uma educação de primeiro mundo.

Criado em 1989, o Centro Educacional da Fundação Salvador Arena (CEFSA) foi desenvolvido para ser uma espécie de escola-modelo para as escolas públicas do País. Sua história começa com a vinda do imigrante italiano Salvador Arena que, chegando ao Brasil, fez fortuna e tornou-se um dos maiores empresários do setor metalúrgico do País à frente da Termomecanica. Filho único e sem herdeiros, Arena viu na criação da escola uma forma de deixar seu legado e impactar outras gerações.

Aula de agricultura na estação agroambiental do Centro

Aula de agricultura na estação agroambiental do Centro

 

Iniciar os estudos na instituição é, pode-se dizer, uma questão de sorte. A entrada no colégio é realizada por meio de sorteio da Loteria Federal. Todo ano, 105 crianças ingressam na instituição pelo sorteamento que segue alguns critérios. Do total, 25 são filhos de funcionários da Fundação Salvador Arena. Das 80 vagas restantes, 50% são vagas sociais, isto é, destinadas a famílias que ganham até 1,5 salário mínimo.

O Ensino Médio, por sua vez, oferece 210 vagas. Se o aluno obtiver a média 7 do 6° ao 9° ano, ele garante automaticamente sua vaga na etapa. Se não conseguir, concorre com a comunidade por meio de uma espécie de vestibular. Das vagas que são abertas para concorrência, novamente, 50% são sociais.

Além do investimento volumoso, outro diferencial da escola está na grade curricular ofertada, bastante diversificada. Aulas de agricultura, robótica, cerâmica, educação financeira, modelismo, música e teatro são algumas das novidades que despontam no cotidiano escolar dos alunos do colégio. Fora o Ensino Médio, todos os outros ciclos funcionam em tempo integral.

“Desde a fundação da escola, houve essa preocupação de desenvolver mais do que as competências cognitivas, para que os alunos se desenvolvam como seres humanos”, explica Cristina Favaron Tugas, diretora pedagógica da Educação Básica.

Nas aulas de agricultura, por exemplo, a importância de plantar, colher, valorizar uma alimentação saudável e respeitar a natureza são questões norteadoras. “Com esse tipo de abordagem, fica mais claro para as crianças a noção de desperdício. Quando compreendem todo o processo por trás do alimento que chega ao prato delas, percebem que uma porção desperdiçada não é apenas um pouco de arroz sendo jogado no lixo, mas tempo e cuidado sendo desperdiçados”, explica a diretora.

Além da estação agroambiental, um curral, uma cisterna, uma estação de tratamento de esgoto e um extenso pomar ajudam a dar essa visão holística. “As crianças participam da ordenha manual e mecânica das vacas. O leite é usado internamente na faculdade de Engenharia de Alimentos, onde vira queijo, sorvete. Há ainda palestras sobre os vários tipos de leite e os processos que os transformam nos produtos encontrados nos supermercados”, conta Cristina.

A própria configuração da sala de aula tenta acompanhar as inovações curriculares ao fugir da disposição tradicional dos alunos enfileirados diante do quadro-negro e do professor. “Estamos testando novas disposições. Há salas com as mesas organizadas em formato de X, outras com carteiras em duplas, em grupos. Enfim, estamos vendo quais modelos favorecem mais a aprendizagem compartilhada”, explica Cristina.

Laboratório do curso de Engenharia de Controle e Automação

Laboratório do curso de Engenharia de Controle e Automação

 

A preocupação em pensar a arquitetura escolar não como um recipiente para os alunos, mas como um dos elementos influenciadores do processo de ensino-aprendizagem e da convivência fica evidente nas bibliotecas do espaço, projetadas pelo arquiteto Edmir Perrotti, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP e responsável pela implementação do conceito de biblioteca interativa em diversas cidades do Brasil.

Nas partes reservadas aos alunos da Educação Infantil e Fundamental I, prateleiras baixas, condizentes com a altura das crianças, favorecem a consulta e pesquisa nos livros, revistas e outros materiais dispostos. Na parte coletiva, bancos que imitam uma pequena arquibancada permitem que todos os alunos enxerguem e participem da contação de histórias e outras atividades lúdicas. “Todas as nossas bibliotecas possuem uma infoeducadora, uma pedagoga que realiza o trabalho de mediação com os professores das demais disciplinas. Então se a professora de Língua Portuguesa utilizará o espaço, a infoeducadora a ajuda com indicações de livros, preparação do espaço para a proposta da aula, entre outras intervenções”.

Na escola, os estudantes também recebem alimentação gratuita e dispõem de programações culturais e esportivas que acontecem no teatro e nos complexos poliesportivo e aquático sediados dentro do terreno da instituição.

No Ensino Médio, saltam aos olhos o investimento feito nos laboratórios e na ampliação da participação dos alunos com a incorporação de alguns conceitos de gestão democrática.

As salas elegem os alunos representantes que se tornam responsáveis por encaminhar as demandas dos colegas aos supervisores. “Para se candidatar tem de ter ficha-limpa, isto é, não pode ter infrações recentes”, diz a diretora. A partir das demandas, é feita a deliberação em uma espécie de plenária. “Os alunos também fazem a avaliação dos professores e demais funcionários”.

Cerca de 80% dos alunos que se formam na Educação Básica do centro vão para a universidade, dos quais 60% para instituições públicas.

CEFSA oferece também quatro cursos de Educação Superior: Administração, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Computação e Engenharia de Controle e Automação. Por ano, são abertas 80 vagas por curso, 40 no primeiro semestre e mais 40 no segundo. Destas, metade é destinada aos estudantes de famílias que ganham até 1,5 salário mínimo.

Os cursos ofertados foram escolhidos de acordo com o perfil econômico da região do ABC paulista, importante polo industrial do País. “Temos muitas fábricas instaladas na região. Então é uma respostas às necessidades locais. Muitas empresas procuram estagiários e funcionários aqui e também nos solicitam para fazer o desenvolvimento de produtos por conta dos nossos laboratórios de ponta”, conta Wilson Carlos da Silva Júnior, diretor acadêmico das faculdades.

Segundo o diretor, a empregabilidade dos egressos gira em torno de 96%. “Também fazemos o acompanhamento da evolução socioeconômica dos nossos alunos. Podemos dizer que a grande maioria tem uma ascensão social significativa, cerca de 60% estão com renda de 3 mil reais mensais para mais. Uma ascensão que não só impacta a vida deles, mas também de suas famílias e comunidades”, comemora Júnior.

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Veja 5 competências que a faculdade infelizmente (ainda) não ensina ao estudante

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Publicado no Amo Direito

Experiências vividas na faculdade costumam ser marcantes: elas ajudam a esboçar valores, paixões e opiniões que levaremos para o resto da vida.

Apesar de toda essa riqueza, é comum a sensação de que os aprendizados adquiridos na graduação nem sempre estão em sincronia com as competências exigidas pelo mercado de trabalho.

Segundo Felipe Brunieri, gerente da consultoria Talenses, a maior lacuna aparece nas habilidades ligadas ao comportamento e à gestão das emoções. As chamadas “soft skills” costumam receber pouca atenção das universidades.

Para o headhunter, isso ocorre porque os cursos de graduação no Brasil ainda apresentam currículos bastante engessados. “Com algumas honrosas exceções, há muita ênfase na teoria e pouco diálogo com as situações do dia a dia”, diz.

O resultado é que jovens competentes do ponto de vista técnico se descobrem pouco preparados para a realidade do trabalho numa empresa.

Lacunas
Claro que nem tudo é “culpa” da faculdade. O desenvolvimento de muitas competências – sobretudo das comportamentais – só vem com a maturidade e a experiência. Em termos simples: é preciso viver para aprender.

Mas isso não significa que você deva simplesmente esperar o tempo passar.

Para Daniela Ribeiro, gerente sênior da Robert Half, é preciso assumir uma certa postura mental durante e após a faculdade para conquistar as habilidades que ela não ensina.

“Seja no estágio ou no emprego, é importante buscar o máximo de consciência sobre o que se passa ao seu redor”, explica. Isso significa estar atento aos detalhes do cotidiano, do estilo de liderança do seu chefe à forma como os seus colegas lidam com suas emoções.

Cultura e entretenimento também podem ajudar a complementar a sua formação. “Você pode fazer diversas conexões entre a vida profissional e narrativas presentes em livros, filmes e videogames, por exemplo”, afirma Jacqueline Resch, sócia-diretora da Resch Recursos Humanos. “O importante é estar aberto ao aprendizado constante”.

Mas quais são exatamente as lacunas a serem supridas? Veja a seguir 5 competências essenciais para a carreira que a maioria dos cursos universitários ainda não oferece ao aluno:

1. Inteligência emocional
Profissionais resilientes e capazes de administrar sentimentos próprios e alheios são disputados a tapa pelo mercado. Não é à toa, diz Jacqueline: inteligência emocional não é o forte da maioria das pessoas.

Ausente da maior parte das discussões acadêmicas, a gestão das emoções é essencial para manter a calma em processos seletivos, continuar produtivo durante crises econômicas e até ser promovido.

2. Visão de negócio
Brunieri diz que mesmo cursos ligados umbilicalmente ao mundo empresarial, como administração e contabilidade, raramente capacitam o aluno a enxergar os negócios como eles realmente são. “Mesmo quando cases são abordados em sala de aula, as discussões são extremamente teóricas”, afirma.

Segundo o especialista, outras graduações, que formam profissionais para RH ou TI, por exemplo, oferecem ainda menos subsídios nesse sentido.

3. Liderança e trabalho em equipe
Você coordenou um grupo de estudos na faculdade? Fez muitos trabalhos em grupo? Segundo Daniela, o clima de amizade entre colegas de curso faz com que esses exercícios tenham pouca relação com a vida real.

“As empresas cobram ‘olhar de dono’, assertividade, capacidade de extrair o melhor de pessoas com diferentes perfis, habilidades pouco treinadas num contexto universitário”, completa Jacqueline.

4. Networking
“Ingrediente mágico” para ascender na carreira e sobreviver a demissões, a boa gestão da rede de contatos profissionais não costuma ser abordada na graduação. Para Brunieri, isso é grave.

“O networking começa justamente com os primeiros amigos da faculdade, mas não há muita consciência da importância disso nessa época”, explica. O headhunter também enxerga pouco ou nenhum debate em sala de aula sobre a importância do marketing pessoal para a carreira.

5. Línguas
Única competência não-comportamental desta lista, o domínio de idiomas não costuma constar do currículo da maior parte dos cursos universitários.

O resultado disso, avalia Daniela, é um imenso déficit em inglês – e até em português. “Quase nenhum curso de graduação dá ênfase ao uso da língua e muita gente acaba entrando no mercado com graves deficiências nesse quesito”, diz a recrutadora.

Por Claudia Gasparini
Fonte: Exame

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