Orgulho & Preconceito

7 grandes livros que você deve ler antes de morrer

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publicado no Geekness

O poeta espanhol Rubén Darío disse uma vez que “aprender a ler é uma das coisas mais importantes que nos acontece na vida”. E esta é uma verdade.

Quase não dá para imaginar como seria nossa vida hoje sem os grandes livros, histórias e registros. E, sim, para ler e aproveitar a leitura é preciso aprender. Uma coisa é ler a lista do mercado ou textos na internet outra coisa bem diferente é entrar em um universo novo feito de páginas, palavras e imaginação.

Dizem que para saber ler basta ler; e nós concordamos. Uma vez que você pega gosto pela leitura é difícil conseguir parar. A dica é se manter lendo, trocando de livro um atrás do outro e não deixando o ânimo esfriar.

Para que você tenho pelo menos sete ótimos livros para ler nos próximos meses, selecionamos clássicos imperdíveis da literatura. Não tem desculpa agora para dizer que não sabe o que ler… Boa leitura!

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Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez, 1967

Clássico absoluto recomendado por 10 entre 10 leitores, Cem Anos de Solidão apresenta a história da família Buendia em sete gerações. Durante um século, García Márquez narra a trajetória de uma vila no meio do nada, cuja existência passa despercebida no tempo.

Trata-se de uma leitura que exige concentração, pois pede certa sagacidade do leitor para entender o ambiente irreal de Macondo que é cheio de detalhes e mistura o normal e o fantástico, o real e o sobrenatural.

O livro tem a intenção de retratar a solidão humana, quando se passam cem anos e nada continua igual, apenas o ser humano. Leitura recomendada para todas as idades!

A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera, 1984
insustentavel-leveza-do-ser (1)O romance de Milan Kundera se passa em Praga em 1968 e narra os amores e desamores de quatro personagens: Tomás, Tereza, Sabina e Franz. O livro é permeado pela invasão russa à Tchecoslováquia e pelo clima de tensão que pairava em Praga naqueles dias.

Além de totalmente sensual e envolvente, o estilo narrativo de Kundera permite saídas do texto central com comentários que esclarecem ao leitor sobre o terreno filosófico e psicológico em que a história se desenrola.

Há referência a autores como Nietzsche e Parmênides que situam o enredo em uma perspectiva existencial e submete as situações à uma análise filosófica e uma reflexão especulativa.

O livro narra as dores e as delícias de optar pela liberdade ou pelo comprometimento ilustrando as consequências existenciais de cada uma dessas opções. Imperdível e maravilhoso!

Memória de Minhas Putas Tristes, Gabriel García Márquez, 2004

Memória de Minhas Putas Tristes narra a história de um velho cronista e crítico musical que, em seu aniversário de 90 anos, pretende presentear a si mesmo com uma noite de amor insano com uma adolescente virgem.

No entanto, ao vê-la dormindo, não tem coragem de acordá-la e se apaixona por uma garota adormecida. Um livro sábio, reflexivo e com muito bom humor.

1984, George Orwell, 1949
19841984 apresenta a história de Winston Smith, um homem com uma vida insignificante que recebe a tarefa de perpetuar a propaganda do regime atuante por meio da falsificação de documentos públicos e da literatura a fim de que o governo sempre esteja correto no que faz.

Smith fica cada vez mais desiludido com sua existência miserável e assim é iniciada uma rebelião contra o sistema. O romance ficou famoso por seu retrato sobre a fiscalização e controle de um determinado governo na vida dos cidadãos e a crescente invasão sobre os direitos do indivíduo.

Vivemos ou não em um imenso “Big Brother”?

Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley, 1932

No mundo futurista criado por Aldous Huxley não existe família e as pessoas nascem pré-condicionadas biologicamente em uma sociedade organizada por castas. Nesta sociedade não existe ética religiosa nem os valores que regem a sociedade atual.

Qualquer dúvida ou insegurança são dissipadas com o consumo de uma droga chamada “soma”. Não existem casais, nem o nascimento por meio da gravidez. O conceito de Amor, como um sentimento monogâmico, também não existe.

As pessoas praticam relações sexuais entre si como uma mera forma de lazer, vivendo sob o lema: “cada um pertence a todos”. O enredo remete à reflexões sobre os relacionamentos, o futuro e modos de vida.

Quando Nietzsche Chorou, Irvin D. Yalom, 1982

Em Quando Nietzsche Chorou, o psicoterapeuta Irvin Yalom liga duas figuras históricas importantíssimas em um relacionamento fictício que se passa em um contexto histórico real na Viena de 1982.

O médico e fisiologista austríaco Josef Breuer e o filósofo alemão Friedrich Nietzsche iniciam discussões permeadas pelas teorias de Nietzsche, como a do eterno retorno, e abrangem grandes questões que permeiam a existência humana: o seu significado, a liberdade, as escolhas, o destino, Deus, a morte e o desespero.

Grande Sertão: Veredas, Guimarães Rosa, 1956

Com uma linguagem caracterizada por acentos e jeitos sertanejos, Grande Sertão: Veredas é considerado uma das maiores obras da literatura brasileira. A grandiosidade do livro de Guimarães Rosa pode ser exemplificada pelas interpretações, que abordam variados pontos de vista e as mais diferentes culturas.

A obra se passa no sertão brasileiro e o enredo é tomado por uma espécie de labirinto. Como se fosse uma metáfora da vida, a travessia do labirinto pode ser interpretada como a travessia da própria existência.

Mais que os outros livros desta lista, este é destinado para quem sabe ler. Ele requer paciência, pois a linguagem é cheia de cultura oral e pede muita interpretação de texto. Com paciência é possível logo se sentir preso à trama e abduzido por um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos que deve ser lido e entendido muitas vezes.

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Lançada nos EUA, primeira antologia com todos os contos de Clarice Lispector chega ao Brasil

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Clarice Lispector - Arquivo

Clarice Lispector – Arquivo

 

Lembrada pelos romances, ela escreveu narrativas curtas por toda a vida

Guilherme Freitas, em O Globo

RIO — No início dos anos 2000, quando o americano Benjamin Moser começou a pesquisar sobre Clarice Lispector, o nome da autora de “A paixão segundo G.H.” circulava no país dele apenas na boca de um punhado de especialistas. No ano passado, Clarice foi capa das principais publicações literárias dos Estados Unidos, deslumbradas com seu “estranho coração” (“New York Review of Books”) e com o “sopro de loucura” (“New York Times”) que atravessa sua obra, comparada às de gigantes da literatura universal como Beckett e Mallarmé (“Los Angeles Review of Books”).

Esse percurso deve muito a Moser. Depois de lançar a biografia “Why this world” (no Brasil, “Clarice”), em 2009, ele colaborou com a publicação de cinco romances dela — e traduziu um deles, “A hora da estrela”. No ano passado, organizou o volume que reúne, pela primeira vez, os 85 contos escritos por Clarice. A recepção consagradora da imprensa americana ecoou pelo mundo.

— A grande alegria para mim tem sido assistir à emergência dessa obra na consciência do público de todo o mundo. A partir da edição em inglês, hoje há traduções dela até na Macedônia, na Coreia do Sul, na Turquia — diz Moser, por telefone. — Clarice foi sendo irradiada para vários países.

Agora é a vez de Clarice ser “irradiada” de volta ao Brasil, com o lançamento, na próxima semana, de “Todos os contos” (Rocco). Depois de apresentar a escritora ao público internacional, Moser oferece aos leitores brasileiros um novo olhar sobre ela. Admirada principalmente pelos romances, desde sua estreia com “Perto do coração selvagem” (1943), Clarice escreveu narrativas curtas durante toda a vida. Seu volume de contos mais célebre é “Laços de família” (1960), mas há muitas outras histórias espalhadas por jornais, revistas e livros menos lembrados.

— Mesmo quem acha que conhece tudo da obra de Clarice vai se surpreender com os contos, porque alguns saíram só na imprensa e outros ficaram em segundo plano — diz Moser.

Organizado de forma cronológica, “Todos os contos” começa com as histórias que Clarice escreveu na metade dos anos 1940, quando, depois de emigrar da Ucrânia, onde nasceu, em 1920, e passar pelo Nordeste, já estava radicada no Rio de Janeiro. É dessa época seu primeiro conto conhecido, “O triunfo”, publicado no jornal “Folha de Minas” em dezembro de 1944, já depois do impacto causado por “Perto do coração selvagem”.

A antologia reúne ainda textos dos livros “Laços de família”, “A legião estrangeira” (1964), “Felicidade clandestina” (1975), “Onde estivestes de noite” (1974), “A via crucis do corpo” (também de 1974) e “Visão do esplendor” (1975). E dois contos incompletos publicados em “A bela e a fera” (1979), dois anos depois da morte de Clarice.

Na apresentação, Moser escreve que “Todos os contos” pode ser lido como “o registro da vida inteira de uma mulher, escrito ao longo da vida de uma mulher”. As narrativas revelam a evolução de suas experimentações artísticas, mas também os dilemas de cada momento em que foram escritos: o ímpeto “artístico, intelectual e sexual” da juventude, as alegrias e decepções com o casamento e a maternidade, o confronto com a velhice e a decadência do corpo.

— A beleza dos contos é que, neles, vemos a evolução do olhar de Clarice ao longo de toda a vida. Ler os contos, do primeiro ao último, é como ter a revelação de um espírito.

‘HÁ TAMBÉM A HORA DO LIXO’

Em “Eu e Jimmy”, um de seus primeiros contos, Clarice ironiza o machismo da sociedade brasileira dos anos 1940 pelos olhos de uma jovem impetuosa. Escrito na década seguinte, quando a escritora se entendiava com a vida de esposa de embaixador, “A menor mulher do mundo” retrata, na história de uma pigmeia africana, o silenciamento das mulheres.

Já os contos de “A via crucis do corpo”, escritos em um turbilhão criativo de três dias em 1974, falam com crueza de maternidade e sexualidade na velhice. Na apresentação, Clarice desdenha dos críticos que rotularam o livro de “lixo” e “pornográfico”: “Concordo. Mas há hora para tudo. Há também a hora do lixo. Este livro é um pouco triste porque descobri, como criança boba, que este é um mundo cão”.

Os contos revelam vários outros aspectos da obra de Clarice, diz Moser. O olhar dela para a realidade brasileira está expresso em “Mineirinho”, sobre o bandido carioca morto com 13 tiros pela polícia, publicado na revista “Senhor” em 1962. Popular nas redes sociais, o texto é classificado por Moser como conto por sua linguagem literária e pela força alegórica que Clarice deu ao personagem.

Já textos mais experimentais, como “O relatório da coisa”, lembram a busca incessante de Clarice pela invenção. É essa qualidade que faz com que sempre seja possível encontrar novos ângulos em sua obra, diz Moser.

— A obra de Clarice é uma vertigem da linguagem. Esse é o impulso que a anima desde o início, a sua busca maior.

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Unesp lança 36 novos livros digitais gratuitos

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Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

 

Programa é pioneiro na publicação de livros em formato digital

Publicado no Paraiba Total

No próximo dia 3 de maio, às 9h, a Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Unesp e a Fundação Editora da Unesp lançam 36 livros digitais nas áreas de Ciências Humanas, Ciências Sociais e Aplicadas e Linguística, Letras e Artes, com acesso totalmente gratuito.

O Programa de Publicações Digitais foi criado em 2009, com trabalhos de docentes, pós-graduandos e pós-graduados sendo selecionados pelos Conselhos de Programas de Pós-Graduação da Unesp. As obras escolhidas são editadas pelo selo Cultura Acadêmica da Fundação Editora da Unesp.

Os novos 36 títulos estarão disponíveis a partir de 3 de maio na internet no formato Creative Commons (licença para uso não comercial, vedada a criação de obras derivadas) no site www.culturaacademica.com.br.

O Programa de Publicações Digitais da Unesp é o maior projeto de difusão de publicações de uma universidade brasileira e único no sentido de conceber a publicação original de obras em formato digital. Com os novos títulos, a coleção totaliza 322 títulos. Já foram realizados mais de 20 milhões de downloads.

A apresentação da coleção terá transmissão ao vivo no endereço: www.transmitirnaweb.com.br/propg_digital_2016

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BASTIDORES LITERÁRIOS – O Lado Negro do Facebook e o Mercado Editorial

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Gianpaolo Celli, no Livrólogos

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Em meados do ano passado saiu uma matéria de capa na revista Super Interessante (edição 348, de junho de 2015) apresentando o já comentado “Lado Negro do Facebook” e parte da matéria discorria exatamente a respeito da venda de curtidas.

Caso você tenha perdido a matéria da revista e esteja se perguntando como tal prática nas redes sociais pode mudar o mercado editorial, vou explicar:

Já há algum tempo dá para se perceber a falta de empreendedorismo, assim como de visão de marketing de mercado das editoras, que ao invés de investirem nos livros em que apostaram, preferem se dedicar a projetos cujos autores são populares nas redes sociais, pois isso garantiria um bom retorno sem investimento em marketing. E como fazem para medir essa ‘popularidade’?

FALA SÉRIO! Muito simples, verificando o número de curtidas do perfil do autor nas redes sociais.

Em nossos artigos anteriores, inclusive, não só já questionava a confiabilidade destes dados, usando como exemplo as promoções (que apesar de proibidas no Facebook, até grandes empresas fazem) que exigiam que a pessoa curtisse uma página para participar de um concurso, como comentava a respeito da compra de curtidas, não só apresentada, mas também testada na matéria da revista.

No meu caso, um dos e-mails que recebi falando do assunto, o valor, já citados nos textos acima mencionados, era de R$ 29,90 para mil curtidas numa rede social. Num outro, para receber mil e quinhentas curtidas era necessário desembolsar R$ 35,00 reais. FALA SÉRIO! Uma bagatela, não?

Na verdade mesmo a compra apresentada pela matéria, que segundo eles foi paga ao próprio Facebook, conseguiu 184 curtidas por R$ 70,00 reais.

O pior é que a questão que fica não é “se o mundo já sabe que é falso por que os editores preferem acreditar nisso como base para publicação”? Mas FALA SÉRIO! “Se eles acreditam nisso, por que não usar”?

O único problema é que os editores estão fazendo isso para evitar gastar com o marketing, de modo que se você usar, depois terá de “ralar” para fazer sua publicidade por conta própria, pois já sabemos que a editora não mexerá um dedo por seu livro, mesmo este também sendo dela…

Isso sem contar que, como já coloquei anteriormente, mesmo que as curtidas fossem reais, isso não determinaria a popularidade, não garantiria a venda, nem faria da pessoa que curtiu um cliente efetivo! E FALA SÉRIO! Não sou eu que digo isso, pois há 25 anos pelo menos essa proporção está em qualquer livro de marketing do Philip Kotler: é a mais que famosa regra dos 10%!

Como funciona? Simples: se você envia um dado número de convites para um evento, 10% das pessoas comparecerá, e 10% destas comprará o produto apresentado.

Em tempos de redes sociais, é só converter curtidas, ou confirmações em eventos, à regra dos 10% para ver quantas pessoas aparecerão. E FALA SÉRIO! Destas quantas se tornaram clientes? E pode acreditar que acontece! Porque confirmar apertando um botão é muito mais simples do que sair de casa ou do trabalho depois de um dia estafante e enfrentar transito e transportes lotados para ir a um evento.

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Quando a tecnologia ajuda alunos de escola pública a entrarem na universidade

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publicado na Nova Escola

Olá, professor!

A decisão de o que e onde estudar no Ensino Superior é um divisor de águas na vida dos alunos. Muitos estudantes de escolas públicas sequer consideram ingressar em uma universidade, pois acreditam ter chances pequenas ou se sentem responsáveis por trabalhar para contribuir com a renda familiar.

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Em 2014, 85% dos estudantes de Ensino Médio do Estado de São Paulo estavam em escolas da rede pública, mas eles eram apenas 30% dos inscritos nos principais vestibulares públicos do país. A pesquisa foi realizada por professores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e apresentada no simpósio Excellence in Higher Education. Mas esse cenário, felizmente, está em transformação. Este ano, 88% dos aprovados em Medicina na Unicamp estudava em escolas públicas!

Matheus Araújo Silva, de 18 anos, faz parte desse momento de mudança. Ele é de uma família de classe média baixa de Santo André, na Grande São Paulo, e sempre foi aluno de escola pública. Sua mãe, dona de casa, e seu pai, pintor, não fizeram curso superior. “Meu pai queria saber o que eu faria se não conseguisse ser aprovado no vestibular. Ele dizia que eu deveria esquecer os estudos e trabalhar”, contou Matheus.

Acontece que Matheus, ao contrário da maioria dos alunos, era apaixonado por Matemática no Ensino Médio. Sua professora, Mizu, o incentivou a perseguir seu plano: prestar vestibular para Matemática e, um dia, ser professor universitário. Este ano, graças à ajuda de Mizu, das tecnologias educacionais e de um horário de estudos rigoroso, ele entrou na Universidade Estadual Paulista (Unesp). “Sou o primeiro da família a chegar à universidade. Em casa, isso foi um acontecimento enorme”, disse Matheus. A conquista do estudante influenciou a família que, agora, já até torce para que o filho caçula também ingresse no Ensino Superior.

A aprendizagem personalizada como transformador na rede pública

A EE Jardim Riviera, onde Matheus estudou, fica na periferia de Santo André, na Grande São Paulo. Assim como todas as escolas da rede pública do estado de São Paulo, ela recebeu a plataforma de ensino adaptativo da Geekie no ano passado. O projeto, chamado Geekie+, foi oferecido a todos os alunos concluintes do Ensino Médio – e Matheus o considerou essencial para seu aprendizado. Mizu insistia para que seu aluno visitasse o site todos os dias e, apesar de ter aulas em período integral, ele acessava o conteúdo online em casa e nos intervalos. Usava até o trajeto entre uma sala e outra para tirar dúvidas com os professores nos corredores.

Matheus não é um caso isolado. Uma pesquisa da Fundação Lemann, divulgada em março de 2016, mostrou que no Brasil mais de 12 milhões de pessoas estudam com ferramentas digitais de Educação. São jogos, simulados, vídeos e atividades que podem ser acessados pela internet de qualquer lugar, muitas vezes até pelo celular. Também são recursos com linguagem mais jovem e interativa, que vai ao encontro do perfil conectado dos adolescentes.

Lays Reis, ex-aluna da mesma escola na Grande São Paulo e atualmente estudante de Relações Internacionais na Universidade Federal do ABC (UFABC), ressalta a importância dos ambientes de aprendizado online. Ela conta que, antes da chegada da Geekie em sua escola, estudava somente em sala de aula, por meio dos livros didáticos. “Vestibulando também precisa estudar sozinho e só os livros não preparam para prestar as provas. No período em que eu ficava em casa, usava a Geekie”, afirma. Segundo ela, que ainda no Ensino Fundamental pressionou os pais, uma cozinheira e um metalúrgico, para a trocarem de escola em busca de um ensino de qualidade, diz que ter uma plataforma de aprendizagem personalizada foi essencial para que chegasse à universidade.

Lembro também do estudante Henrique Cabral, que nos contou que sempre quis estudar Turismo. Para ele, a vantagem de estudar com a Geekie era a mobilidade: “Eu estudava em período integral e fazia pré-vestibular à noite. Raramente tinha tempo para revisar todas as matérias”. Com a plataforma, conseguia acessar o conteúdo pelo celular ou pelo computador rapidamente. “Eu assistia às videoaulas e logo em seguida fazia exercícios sobre aquele assunto, fixando melhor as matérias”, reflete.

Em 2016, Henrique começou o curso de Turismo na Universidade de São Paulo (USP) – passou na primeira chamada – e é o primeiro da família a entrar em uma universidade pública. Essas histórias representam uma nova geração de jovens brasileiros.

A novidade do ano

Os três relatos acima são especiais. Eles mostram a trajetória de jovens que superaram as próprias expectativas e conquistaram o que, há poucos anos, era algo inatingível para famílias de baixa renda e provenientes da rede pública. Mostram, também, a necessidade de a escola estar aberta para a inovação porque, assim, ela possibilita um acompanhamento personalizado, que respeita as necessidades de cada aluno.

Para a Geekie, essa é a busca constante: tecnologia de qualidade e acessível a todos. Por isso, ficamos animados ao anunciar uma novidade para este ano – e que deve impactar 2 milhões de alunos do 3º ano do Ensino Médio em escolas públicas de todo o país. Trata-se do programa Hora do ENEM, oferecido pelo SESI em parceria com o Ministério da Educação (MEC). Ele inclui o acervo de aulas, avaliações online do Geekie Games e planos de estudo personalizados. O conteúdo está sendo disponibilizado gratuitamente para os alunos e, para que traga os melhores resultados possíveis, precisamos de mais professoras como Mizu, que incentivem seus alunos a aproveitá-lo. Contando com esse engajamento, espero em breve, ter mais histórias como as do Matheus, da Lays e do Henrique para contar.

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