Diário da Maísa

Novos clubes surgem com promessa de livros de qualidade para crianças

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Surpresas. Kit recebido pelos assinantes do clube Garimpo - Divulgação

Surpresas. Kit recebido pelos assinantes do clube Garimpo – Divulgação

 

Serviços de assinatura oferecem programas específicos para cada faixa etária

Leonardo Cazes, em O Globo

RIO – Eles começaram a aparecer em 2014, mas de um ano para cá se multiplicaram. Novos clubes de assinatura com foco nas literaturas infantil e juvenil buscam suprir lacunas deixadas pelas livrarias, ajudar os pais nas escolhas e unir diversão com qualidade artística (veja detalhes dos novos serviços ao lado).

Caçula da turma, o Clube de Leitura Quindim foi lançado em dezembro por iniciativa do ex-diretor do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura, Volnei Canonica, em parceria com Renata Nakano e Ana Lucia Castro. Com um conselho curador formado por nomes como os escritores Ziraldo e Marina Colasanti e o ilustrador Roger Mello, o Quindim oferece programas para quatro faixas etárias. Cada kit tem dois livros e um guia de exploração e leitura. Ao fazer a assinatura, a família ganha também um “Diário de leitura”, todo ilustrado, para registrar a experiência. O clube é um braço do Centro de Leitura Quindim, fundado por Canonica em 2014 na sua cidade natal, Caxias do Sul (RS). Além de ter uma biblioteca, o espaço atua na formação na área da leitura e também na internacionalização das literaturas infantil e juvenil brasileiras.

— A gente queria ter uma ação que levasse livros de qualidade para as mãos das crianças e dos pais. Queremos que o livro esteja presente nas vidas das crianças e que elas vejam valor simbólico no objeto — afirma Canonica.

ASSINATURA SOLIDÁRIA

Foi para levar mais obras a mais crianças que as educadoras Nicole Cezar de Andrade e Fernanda Marsico, da Sexta Arte, criaram o clube de assinaturas Leitor Solidário. Em 2016, elas conseguiram reunir R$ 30 mil por meio de um crowdfunding para lançar o projeto “Formando leitores, mudando histórias”, voltado para estudantes de baixa renda e que hoje atende a 50 crianças. A dupla oferece consultoria para professores e cria ou aperfeiçoa bibliotecas e salas de leitura, além de promover encontros com autores. Para ajudar a financiar a iniciativa, elas lançaram em meados do ano passado o Leitor Solidário: em um mês, o assinante recebe um livro autografado pelo autor e, no mês seguinte, um livro autografado segue para as crianças do projeto.

— Vivemos num país de não leitores. É muito difícil formar leitor onde não se lê. Nós lançamos assinaturas para todas as idades, até os 18 anos. As crianças saem da alfabetização superempolgadas com a leitura. Por que isso se perde? Essa é a importância de formar o leitor. Acho que a leitura muda o mundo. E nossa proposta é levar isso não só para quem pode pagar — explica Nicole.

A editora e escritora Julia Wähmann, criadora do clube de assinaturas Garimpo junto com Gustavo Barbeito, vê certa distorção no mercado editorial brasileiro, “que tem pouco leitor, muito lançamento, poucas livrarias e que só dão espaço para o que vem com chancela das editoras”. Assim, o Garimpo, lançado em setembro, busca suprir também essa lacuna para adultos e crianças. Quem cuida das áreas infantil e juvenil no clube é a editora Elisa Menezes. Ela destaca que a produção brasileira é muito rica e está espalhada por casas de diferentes portes.

— Há editoras pequenas que fazem os melhores trabalhos hoje no Brasil. E há obras que não chegam às livrarias, mesmo que suas editoras estejam no Rio ou em São Paulo. O universo das literaturas infantil e juvenil é enorme e múltiplo, então a gente busca fazer essa ponte dos pais e crianças até obras às quais não chegariam sozinhas — aponta Elisa.

Mell Brites, editora da Companhia das Letrinhas, concorda. Há um ano ela toca o Expresso Letrinhas, clube de assinaturas do selo que completa 25 anos em 2017. Para Mell, a concorrência na área de infantis e juvenis aumentou muito e o espaço nas livrarias ficou mais restrito. A criação do clube foi uma forma de abrir um canal alternativo com o público:

— Os espaços, quando existem, são bagunçados. Pais e professores ficam perdidos nas livrarias. Encontramos, então, essa forma de oferecer livros de qualidade — diz.

OS CLUBES E COMO FUNCIONAM

Clube de Leitura Quindim

Quatro faixas etárias: 0 -3, 3-6, 6-9 e 9-12. As mensalidades vão de R$ 37 (plano trimestral, um livro por mês) a R$ 117 (plano semestral, quatro livros/mês). Site: clubequindim.com.br

Leitor Solidário

Faixas: 0-5, 6-9, 10-13 e 14-18. Custa R$ 44,90 por mês. Num mês, o assinante recebe seu livro, autografado; no outro, um vídeo da criança que ele beneficiou, recebendo o kit dela. Site: leitorsolidario.com

Garimpo

Três faixas etárias: 4-6, 7-8 e 9-10. A mensalidade é de R$ 40. O kit traz um livro e uma carta da curadora sobre a obra. Site: garimpoclube.com.br

Expresso Letrinhas

Faixas: 0-6, 7-9, 10-12 anos. Por mês, paga-se R$ 54,90, mais frete. O kit vem com dois livros e brindes. Site: expressoletrinhas.com.br

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Menina de quatro anos já leu mais de mil livros

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Uma menina de 4 anos que leu mais de mil livros foi convidada para ser bibliotecária por um dia, na Biblioteca do Congresso norte-americano.

Publicado no JN

Daliyah Marie Arana tinha 2 anos e 11 meses quando leu o primeiro livro de forma independente.

Haleema Arana, a mãe, contou ao jornal “The Washington Post” que quando estava grávida de Daliyah lia, diariamente, para outras crianças e que quando a filha era bebé ouvia o irmão mais velho a ler capítulos de livros em voz alta pela casa, em Gainesville, na Geórgia, nos Estados Unidos da América.

“Ela queria ler sozinha”, afirmou a mãe ao jornal. “Quanto mais palavras aprendia mais vontade tinha de ler”, explicou.

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Agora, com 4 anos, a menina já leu mais de mil livros e alguns textos do ensino superior.

A mãe contactou a Biblioteca do Congresso e perguntou se era possível usufruir de uma experiência no local com a filha. Na última quarta-feira, Daliyah concretizou o sonho de ser bibliotecária por um dia.

A menina visitou a secção de crianças da Biblioteca, leu livros para Carla Hayden, 14ª bibliotecária do Congresso norte-americano, e conheceu alguns funcionários da instituição.

No entanto, quando a equipa lhe pediu algumas recomendações, a criança sugeriu que instalassem quadros brancos nos corredores da biblioteca para que as crianças, como ela, pudessem praticar a escrita.

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Carla Hayden ficou impressionada com a paixão da menina pela leitura e pela literatura e publicou algumas fotografias da visita no Twitter.

Haleema Arana revelou ao “The Washington Post” que a filha estava sempre a dizer que a Biblioteca do Congresso era a sua preferida em todo o mundo.

Daliyah tem um cartão de leitor e frequenta a biblioteca local, em Gainesville, com bastante regularidade. “Eu gosto de verificar os livros todos os dias”, revelou a menina. “Eu quero ensinar outras crianças a ler cedo também”, disse a criança ao jornal “Gainesville Times”.

A mãe teve a ideia de começar a contar o número de livros que a filha lia, através do programa “1000 livros antes do jardim-de-infância”. De acordo com Haleema, a menina, aos 3 anos, já devia ter lido mil obras.

Os pais nunca testaram o nível de leitura da filha. Contudo, a mãe, para atender ao amor da menina por livros, lançou-lhe um desafio e deu-lhe o discurso “The Pleasure of Books” (O Prazer dos Livros), de William L Phelps, considerado de grau universitário, para ler. Acontece que Daliyah leu tão bem o texto e pronunciou tão bem as palavras que a mãe publicou um vídeo da leitura no YouTube.

Daliyah pretende atingir a meta de 1500 livros até entrar, no próximo outono, no infantário e espera ajudar o professor a ensinar outras crianças a ler.

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Biblioteca digital da FGV libera acesso a mais de dez mil títulos

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Rodney Eloy, na Pesquisa Mundi

Com biblioteca digital, FGV libera acesso a mais de dez mil títulos entre base de dados e obras

Os pesquisadores e leitores de plantão têm uma boa notícia: a Fundação Getúlio Vargas liberou o acesso a mais de dez mil títulos de sua biblioteca virtual. São artigos, arquivos, coleções e muito mais disponível no acervo da FGV que agora pode ser acessado pelo público no site da Biblioteca Digital.

A fundação vem investindo na modernização de seu sistema de bibliotecas, que conta com acervos físicos no Rio de Janeiro, São Paulo e em Brasília, e a Biblioteca Digital é um dos resultados. Foram reunidas bases de dados e conjuntos de obras que podem ser acessados livremente online.

Há também o Acervo Acadêmico, ferramenta que permite ao usuário encontrar todas as referências sobre o trabalho pesquisado existentes nos acervos da FGV.

via Universia

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Ben & Jerry’s oferece sorvete em troca de material escolar

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Ação tem como objetivo fazer doações para ONGs relacionadas à educação

Gabrielli Menezes, na Veja SP

Até a próxima sexta (20), a Ben & Jerry’s oferecerá uma bola de sorvete no sabor morango para quem levar a uma das unidades materiais escolares para doação. Valem objetos como cadernos, fichários, tinta guache, pincel, mochilas, entre outros. As peças não precisam ser novas, mas em boa condição de uso.

Em São Paulo, as doações serão encaminhadas para a ONG Casa dos Curumins, que auxilia crianças de 5 a 15 anos de comunidades no distrito da Pedreira a terem acesso à educação.

As doações podem ser feitas nas quatro unidades da Ben & Jerry’s em São Paulo: Oscar Freire, Shopping Anália Franco, Conjunto Nacional e Shopping Morumbi.

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Leitura deve ser estimulada durante as férias

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Publicado no Bonde

Sabe aquele livro que está na prateleira esperando um tempo livre para ser descoberto? “O período de férias pode ser um excelente momento para relaxar e descobrir coisas novas por meio da leitura.” É o que garante a editora de Literatura da Editora Positivo, Cristiane Mateus.

Segundo ela, uma escolha mais livre de um livro, sem qualquer compromisso com resultados, pode ser um grande estímulo para desenvolver o hábito de leitura em crianças e adolescentes. E as férias são um bom pretexto pra isso. “Se os pais lerem o mesmo livro, essa experiência pode ser intensificada com conversas despretensiosas sobre a obra, aproximando ainda mais pais e filhos e promovendo boas horas em família”, explica.

Mestre em Literatura, Cristiane alerta que escolher bons livros é fundamental, pois a escolha certa possibilita a formação do hábito de leitura – um caminho que também desenvolve a imaginação, as emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa. “Isso significa que além de ampliar os horizontes e o repertório do leitor, os livros são uma grande fonte de prazer, trazendo resultados e experiências surpreendentes para as crianças”, ressalta.

Para fazer a escolha certa, Cristiane explica que é preciso relacionar a idade cronológica do leitor com sua maturidade e afinidades. Caso a criança não seja alfabetizada, também vale pensar num mediador.

E para aqueles que ainda têm dúvidas sobre aproximar ou não as crianças dos livros nas férias, Cristiane cita algumas boas argumentações para fazê-lo: “A leitura ajuda a não perder o ritmo da aprendizagem; a leitura é uma boa opção para os dias chuvosos; a leitura pode desencadear boas conversas e novas brincadeiras em família; quem lê viaja sem sair de casa; quem lê acaba por descobrir as bibliotecas – físicas ou virtuais – que são excelentes programas culturais”.

Confira cinco sugestões de livros, selecionadas por Cristiane, para as férias:

1 – Mar – Marianne Dubuc cria, neste livro sem palavras, uma história empolgante em que um gato persegue por dezenas de páginas um peixe vermelho. As crianças vão adorar as ilustrações e também aprender sobre presa e predador e a luta pela vida e pela liberdade. Várias histórias e brincadeiras podem surgir de uma única página, dependendo apenas da imaginação de quem abrir o livro. Editora Positivo, a partir dos 6 anos – R$ 55,40.

2 – Haicais Visuais – Inspirado em haicais, mas só que sem palavras, apenas desenhos que formam histórias curtas e deliciosas. Usa personagens reais ou fictícios tão diversos como o pintor René Magritte e o King Kong. Este finalista do Prêmio Jabuti de 2016, de Nelson Cruz, é um livro surpreendente que introduz as crianças no mundo das artes. Editora Positivo, a partir de 9 anos – R$ 39,80.

3– Frankenstein – Denis Deprez assina essa adaptação do clássico para história em quadrinhos, com tradução de Alexandre Koji. Escrito originalmente por Mary Shelley quando tinha apenas 19 anos. Foi um dos precursores da ficção científica e também do movimento Romântico. Preconceito, convivência com o outro e os limites da ciência são alguns dos temas de reflexão nesta obra clássica e sempre atual. Editora Positivo, a partir de 12 anos – R$ 54,90.

4 – Apenas Tiago – Este premiado livro de Caio Riter, com ilustrações de Pedro Franz, conta a história de um garoto abandonado pelo pai e que acaba se envolvendo com o mundo do crime. Tiago reflete sobre sua vida e nos faz pensar em como nos comportamos em situações adversas. Discute a relação familiar e a privação de liberdade. Editora Positivo, a partir de 13 anos – R$ 44,30.

5 – Era uma vez… – As histórias clássicas, como Chapeuzinho Vermelho, Alice no País das Maravilhas, Pinóquio, Peter Pan e outras são recriadas pelo ilustrador Benjamin Lacombe neste livro em páginas pop-up que, ao se abrirem, formam desenhos em três dimensões. Também é uma boa opção para os adultos contarem as histórias para as crianças enquanto manuseiam o livro. Editora Positivo, para todas as idades – R$ 54,90.

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