Cada um na sua casa

Para incentivar leitura, projeto registra pessoas e seus livros no metrô de São Paulo

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Publicado em EBC

Em tempos de tecnologia à palma da mão, quem ainda prefere os bons e velhos livros de papel chama a atenção por onde anda. E foi prestando atenção em quem aproveita o tempo de trajeto do metrô para ler que quatro amigos criaram o projeto “Tem mais gente lendo”, no qual mostram pessoas e seus livros para festejar, cultuar e apoiar o gesto da leitura nos espaços públicos.

A ideia sugiu há cerca de dois anos, quando o jornalista Sérgio Miguez criou a hashtag #temmaisgentelendo. E no início de 2014, o também jornalista Hamilton dos Santos passou a fotografar as pessoas que observava nos vagões do metrô de São Paulo. “Comecei a ver naquilo um fenômeno que ia na contramão das previsões de que o livro físico estava condenado e dando seus últimos suspiros”, lembra.

Hamilton conta que costuma ler alguns capítulos e fragmentos digitais pelo smartphone, no entanto, com o tempo está passando a se dedicar a fotografar as pessoas em seus momentos de leitura. Ele tem a preocupação de buscar não identificar as pessoas em suas fotos, devido aos direitos de imagem de cada um. “Avisamos no blog que se a pessoa não quiser, retiramos a foto. Com o crescimento do projeto, passaremos a andar com um formulário de autorização de uso de imagem”, planeja.

A ideia é que o “Tem mais gente lendo” se torne cada vez mais colaborativo; com imagens enviadas por pessoas que usam o transporte público. “As pessoas estão mandando fotos e essa era mesmo a ideia. Mandam fotos muito boas. Já publciamos algumas e vamos continaur publciando na timeline da página”, celebra Santos.

O projeto é semelhante ao Underground New York Public Library, que também registra leitores no transporte público de Nova York. A iniciativa criada por Ourit Ben-Haim existe desde 2008 e já teve mais de 56 mil curtidas em sua página do Facebook. No blog, Hamilton também publicou uma entrevista com o fotógrafo holandês Reinier Gerritsen, autor da série intitulada “The Last Book” (O Último Livro), na qual ele reuniu retratos de passageiros lendo livros no metrô da cidade norte-americana.

O vídeo abaixo mostra algumas das imagens já captadas pelo “Tem mais gente lendo”. Assista:

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Dez filmes para repensar a educação

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Publicado em Eco Desenvolvimento

Mais do que entreter, alguns filmes têm o poder de inspirar. Ainda mais quando o assunto é educação. Produções nacionais e internacionais vão além do questionamento do modelo tradicional de ensino e convidam para uma reflexão sobre o papel do professor, do aluno e do sistema educacional. Prepare a pipoca – e um caderninho de anotações -, e confira os dez filmes que a Revista Educação selecionou sobre o tema:

1. Quando sinto que já sei

Custeado por meio de financiamento coletivo, o filme registra práticas inovadoras na educação brasileira. Os diretores investigaram iniciativas em oito cidades brasileiras e colheram depoimentos de pais, alunos, educadores e profissionais.

Duração: 78 minutos
Ano de lançamento: 2014 (Brasil)
Direção: Antonio Sagrado, Raul Perez e Anderson Lima

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2. A Educação Proibida

Gravado em oito países da América Latina, o documentário problematiza a escola moderna e apresenta alternativas educacionais em mais de 90 entrevistas com educadores. O filme é independente e foi financiado de forma coletiva.

Duração: 145 minutos
Ano de lançamento: 2012 (Argentina)
Direção: German Doin e Verónica Guzzo

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3. Pro dia nascer feliz

O filme mostra o cotidiano permeado de desigualdade e violência de jovens de quatro escolas públicas brasileiras, em Pernambuco, São Paulo, Duque de Caxias e no Rio de Janeiro.

Duração: 89 minutos
Ano de Lançamento: 2006 (Brasil)
Direção: João Jardim

 

4. Além da sala de aula

Baseado em fatos, o filme narra a trajetória e os desafios enfrentados por uma professora recém-formada em uma escola temporária para sem-tetos nos Estados Unidos.

Duração: 95 minutos
Ano de lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Jeff Bleckner

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6. Quando tudo começa

Em meio à miséria e à indiferença do governo francês, um professor de uma escola pública se envolve com as situações vividas pelas famílias das crianças e protesta contra as políticas sociais do país.

Duração: 117 minutos
Ano de lançamento: 1999 (França)
Direção: Bertrand Tavernier

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7. Paulo Freire – Contemporâneo

Entrevistas com familiares, pedagogos e o próprio Paulo Freire apresentam o pensamento e a atemporalidade do método de alfabetização do educador.

Duração: 52 minutos
Ano de lançamento: 2006 (Brasil)
Direção: Toni Venturi

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8. Tarja Branca

Tratado com seriedade, o direito de brincar é o tema deste documentário, que aborda o conceito de “espírito lúdico” e convida para a reflexão do desenvolvimento do homem adulto.

Duração: 80 minutos
Ano de lançamento: 2014 (Brasil)
Direção: Cacau Rhoden

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9. Entre os muros da escola

Uma sala de aula na periferia de Paris simboliza o choque cultural presente na França contemporânea: François Marin, um professor francês, busca formas de se aproximar de seus estudantes asiáticos, africanos, árabes e franceses. O longa é baseado no livro homônimo de François Bégaudeau, protagonista da narrativa.

Duração: 130 minutos
Ano de lançamento: 2008 (França)
Direção: Laurent Cantet

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10. Mitã

Educação, espiritualidade, tradição e cultura da criança se misturam na narrativa, inspirada pelos pensamentos de Fernando Pessoa, Agostinho da Silva e Lydia Hortélio.

Duração: 52 minutos
Ano de lançamento: 2013 (Brasil)
Direção: Lia Mattos e Alexandre Basso

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‘Game of thrones’ volta com surpresas até para os fãs dos livros

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Sansa Stark (Sophie Turner) e Mindinho (Aidan Gillen) em cena da quinta temporada de 'Game of thrones' - Divulgação

Sansa Stark (Sophie Turner) e Mindinho (Aidan Gillen) em cena da quinta temporada de ‘Game of thrones’ – Divulgação

Quinta temporada da série é exibida mundialmente a partir de 12 de abril

Eduardo Rodrigues, em O Globo

LONDRES — A guerra de spoilers vai recomeçar, desta vez envolvendo o mundo todo ao mesmo tempo. Em duas semanas a quinta temporada de “Game of thrones” vai estrear simultaneamente em mais de 170 países (a ONU tem 192 estados-membros). No Brasil os dez episódios vão ao ar aos domingos, às 22h, a partir de 12 de abril, na HBO. Os ingleses precisarão segurar o sono para assistir ao programa às 2h, enquanto na Austrália as sangrentas batalhas serão acompanhadas pelo desjejum, às 11h da manhã.

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A premiada saga estreou em 2011 e desde então vem batendo seguidos recordes de popularidade. Já se tornou a série mais vista da HBO, desbancando “Família Soprano” e “True Blood” e, desde 2012, é também a mais pirateada na internet. Esses altos números de pirataria — localizados em países onde a exibição acontecia com atraso de um dia ou mais — serviram de incentivo para a emissora acionar sua ampla rede de subsidiárias e parceiros ao redor do mundo para oferecer o programa de forma legal ao maior número possível de espectadores.

Os motivos do sucesso da série já foram amplamente debatidos nos quatro primeiros anos e reiterados por atores do programa numa série de entrevistas em Londres: a qualidade do texto, a complexidade da história e dos personagens, a forma realista como retrata um mundo medieval, mesmo com elementos de fantasia, e, claro, muito sexo e muita violência sem nenhuma censura.

— Eu gosto de programas de fantasia, mas acho que não alcançam o público por serem muito irreais — sugere Sophie Turner, a Sansa Stark. — Nós temos dragões, zumbis, monstros, mas também relacionamentos como o de Jon (Snow) e Sam (Tarly). Todos têm um amigo como aquele. E a política é a mesma de hoje, apesar dos elementos fantásticos.

E a violência?

— Não acho que em “Game of thrones” haja limite para qualquer coisa. Isso é ótimo, pois extrapolamos os limites. Então acho que quanto mais violento, melhor — arremata Sophie.

Liam Cunningham, o ex-contrabandista Davos, inverte o jogo, questionando aqueles que criticam a brutalidade do programa:

— A série é sobre paranoia, vingança, legado e controle. Então, o fato de acontecimentos dos últimos anos, especialmente no Oriente Médio e na Ucrânia, terem similaridades com a série, isso sim me deixa assustado. Os paralelos que temos em um mundo no qual o homem comum não tem importância para as pessoas no poder reflete o que acontece hoje. Na maior parte do tempo esses caras estão falando sobre política.

Maisie Williams como Arya Stark - Divulgação

Maisie Williams como Arya Stark – Divulgação

Essa brutalidade promete ser ainda maior na quinta temporada, que também deve superar todas as outras em imprevisibilidade. “Game of thrones” já ficou famosa por matar protagonistas sem nenhuma cerimônia — seguindo a história da “Saga de gelo e fogo”, escrita por George R.R. Martin com inspiração na Guerra das Rosas, que sacudiu a Grã-Bretanha no século XV. E Martin já avisou que “personagens que não morrem nos livros vão morrer na série, então até os leitores ficarão tristes”. Um dos ditados do mundo ficcional é “valar morghulis”, ou “todos os homens devem morrer”. Com isso, mesmo os principais atores da trama têm motivos para se preocupar.

— Se a morte servir bem ao programa e eu sentir que foi justo com meu personagem, sinceramente já tive uma grande passagem — fala Kit Harington, ao ser perguntado sobre a possibilidade (inaceitável para a maioria dos fãs) de Jon Snow deixar a história.

A imprevisibilidade é tanta que ele decidiu ler apenas suas partes do roteiro, para experimentar a série como um espectador comum:

— Nesta temporada eu li apenas as minhas partes, então não sei nada. Eu li até o livro quatro e queria ver o programa e ser conquistado por ele, entender o que o público vê nele.

Enquanto o terceiro livro (“Tormenta de espadas”) foi dividido entre a terceira e a quarta temporadas, a quinta segue as histórias contadas paralelamente entre o quarto e o quinto volumes (“O festim de corvos” e “A dança dos dragões”). Com as mortes recentes de personagens importantes (“reis estão morrendo como moscas”, já disse o anão Tyrion Lannister, que deu um Globo de Ouro a Peter Dinklage) um vácuo de poder surgiu e muitos personagens vão em busca de vingança e novas alianças.

Peter Dinklage como Tyrion Lannister - Divulgação

Peter Dinklage como Tyrion Lannister – Divulgação

Tyrion termina a quarta temporada fugindo para o exílio, após escapar de uma condenação à morte, numa sentença proferida pelo próprio pai. Esse exílio trará encontros inesperados ao personagem. Jon Snow já viveu um encontro desse tipo, quando negociava com os selvagens ao norte da Muralha e foi surpreendido pelos exércitos de Stannis Baratheon, um dos pretendentes ao trono, e sua conselheira, Melisandre.

Daenerys Targaryen, a herdeira ao trono exilada desde a primeira temporada, passa por momentos difíceis com os dragões que deveriam ser a sua maior arma. Um deles matou uma criança e desapareceu, forçando-a a acorrentar os outros dois. Ela ainda precisa aprender a se virar sem seu principal conselheiro, Jorah Mormont, expulso depois da descoberta de uma traição.

— Sir Jorah sempre foi seu confidente e conselheiro desde a primeira temporada. Como esse relacionamento deteriorou, foi preciso procurar outra pessoa e ela respeita a visão clara de Missandei. Antes ela sempre teve conselhos de homens mais velhos, agora tem uma visão mais contemporânea — fala a atriz Emilia Clarke.

Em meio a tudo isso, os espectadores ainda serão apresentados à família Martell, que entrará no jogo para vingar o príncipe Oberyn, morto em um combate eletrizante na temporada anterior. Com os Martell, o público será apresentado também ao reino de Dorne, com cenas filmadas no castelo Alcázar e arredores de Sevilha, na Espanha.

Todas essas tramas — e mais algumas — precisam encontrar solução até a sétima temporada, se for feito o desejo dos produtores David Benioff e D.B. Weiss. Mas Michael Lombardo, diretor da HBO, já deixou claro que por ele a série pode chegar a dez temporadas. Não é fácil abandonar uma galinha dos ovos de ouro.

*O repórter viajou a convite da HBO

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5 dicas para aumentar seu interesse pela leitura

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Fonte: Shutterstock

 

Veja como cultivar esse hábito e aproveitar melhor os livros

Publicado no Universia Brasil

Embora seja um hábito muito importante para a construção do conhecimento e a formação pessoal, nem todas as pessoas costumam ler. Para combater a falta de prática e até mesmo o pouco interesse pela leitura, existem algumas orientações que podem ajudar a adquirir esse costume e, principalmente, apreciar as obras ao máximo. Confira algumas dicas preparadas pela Universia Brasil e boa leitura!

1- Encontre seus interesses
Será muito mais fácil – e prazeroso – completar uma leitura se o tema for algo atrativo para você. Por isso, pode ser mais produtivo começar a cultivar o hábito através de obras de ficção, literatura juvenil, ou artigos de revistas e jornais a ir direto para áreas mais complexas, como textos acadêmicos ou literatura clássica, temas que você poderá abordar quando tiver mais experiência.

2- Separe um momento
Com a rotina acelerada, é comum não encontrar tempo para a leitura, o que acaba se tornando uma justificativa. Para evitar que isso impeça seu progresso, determine um período do dia exclusivamente para ler. Não se esqueça, também, de aproveitar os momentos livres, como a ida para o trabalho ou a faculdade para estimular o hábito.

3- Crie metas
É mais fácil se manter produtivo quando há um hábito a ser alcançado, por exemplo, ler um livro por mês. Como incentivo, também é interessante estabelecer uma recompensa, por exemplo, um passeio a cada livro lido. Dessa forma, o cérebro associará a leitura a sensações positivas, o que a tornará cada vez mais agradável.

4- Fique longe das distrações
A leitura também é um exercício de concentração, portanto, o ideal é se desconectar de tudo o que o fazer perder o foco, seja lendo em papel ou por meios digitais. Nesse último caso, a própria tecnologia é uma aliada: existem aplicativos que auxiliam a concentração, bloqueando seus sites favoritos – como redes sociais- por um período de tempo determinado, para que você foque totalmente em atividades mais importantes.

5- Compartilhe a prática
Ter amigos leitores pode ser uma ótima maneira de incentivo. Vocês podem combinar, por exemplo, algumas discussões sobre a obra que te deixarão motivado a continuar com a leitura em dia e compartilhar opiniões. Existem redes sociais exclusivas para leitores, como a Skoob, que podem se tornar uma boa opção para compartilhar suas ideias literárias.

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Editoras mais populares no Instagram (10)

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Sérgio Pavarini

A polêmica do dia envolve o Instagram. Rupi Kaur, poeta e artista de Toronto, postou no Twitter foto simulando uma menstruação. O clique faz parte de uma série desenvolvida para o curso de retórica visual na Universidade de Waterloo.

O Instagram literalmente não curtiu a proposta artística e deletou a imagem. Rupi postou a mesma foto e novamente ela foi apagada. A artista publicou uma carta aberta ao Instagram, obtendo apoio de dezenas de milhares de usuários.

Administradores da rede recuaram da proibição e agora a imagem está no ar. Veja aqui. Remetendo à peça de  Shakespeare, “muito barulho por nada. #ArteSemCensura

O mês de março foi agitadíssimo no ranking de popularidade das editoras, com intensa troca de posições. A Universo dos Livros avançou duas posições. Mundo Cristão, Arqueiro, Sextante, Cosac Naify e Zahar subiram uma posição cada. Abaixo, vejam como ficou a nova lista.

O ranking de editoras no Twitter está aqui e o do Facebook pode ser visto neste link.

Ranking Março

#1:   88.400 Panelinha editorapanelinha

#2:   80.400 Intrínseca intrínseca

#3:   58.200 Rocco editorarocco

#4:   42.900 Casa dos Espíritos casadosespiritos

#5:   40.600 Novo Conceito novo_conceito

#6:   19.500 Mundo Cristão mundocristao

#7:   18.700 Arqueiro editoraarqueiro

#8:   17.700 Gutenberg editoragutenberg

#9:   16.700 Cia das Letras companhiadasletras

#10: 12.900 Galera Record galerarecord

#11: 10.500 Sextante editorasextante

#12:   9.900 Editorial Record grupoeditorialrecord

#13:   7.000 Cosac Naify cosacnaify

#14:   6.700 Central Gospel editora_centralgospel

#15:   5.900 Editorazahar editorazahar

#16:   5.300 WMF Martins Fontes editorawmfmartinsfontes

#17:   4.100 Univdoslivros universodoslivros

#18:   4.000 CPAD editora_cpad

#19:   3.700 Saraiva editora_saraiva

#20:   3.600 Globo Livros globolivros

atualizado em 30/3

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