12 livros para conhecer a cidade de São Paulo

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Publicado no Vermelho

A cidade de São Paulo, de Caio Prado Junior
Lançado pela editora Brasiliense, em 1983, o livro faz parte da Coleção Tudo é História. O autor explica como região de São Paulo mesmo não oferecendo atrativos para a criação de um centro industrial e urbano, conseguiu tal proeza

A noite das grandes fogueiras, de Domingos Meirelles

O livro lançado em 1995, pela editor Record procura relatar as origens da rebelião de 5 de julho de 1924, quando um grupo de jovens tenentes do Exército que participara do frustrado levante do Forte de Copacabana, em 1922, toma de assalto os quartéis da Força Pública de São Paulo. Após pesquisa e muitas entrevistas, Meirelles conseguiu reunir testemunhos, relatórios oficiais e vasta documentação americana.

São Paulo Ensaios Entreveros, de Aziz Nacib Ab’Saber

O livro combina pesquisas realizadas desde 1956 até o início do século XXI sobre as mais diferentes regiões da cidade. Aziz comenta sobre o clima, os rios, a urbanização, as diferenças sociais, a arquitetura, entre muitos assuntos. Foi lançado pela editora Edusp e Co-editora Imprensa Oficial.

Arquivo Histórico – A História Pública de São Paulo, organizado por Eudes Campos

A iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura e lançado pela Imprensa Oficial, o livro reúne reproduções de 95 documentos entre manuscritos, mapas, pranchas de arquitetura, desenhos e fotografias, que abrangem o período de 1555 a 1954, pesquisados pela equipe do Arquivo Histórico de São Paulo. Os textos foram redigidos e organizados pelo pesquisador e arquiteto Eudes Campos.

História da Cidade de São Paulo, de Paula Porta

Os três volumes que dividem a história da metrópole foi lançada em 2005 pela Editora Paz e Terra.
A esta altura da história brasileira, que ninguém duvide: a Cidade de São Paulo é, sob qualquer ponto de vista, um fenômeno. Para tentar compreender – e explicar – essa história desta grande metrópole, esta obra está sendo editada em três volumes. Uma obra de longo fôlego e conteúdo profundo.

O Caminho do Anhanguera, de Nestor Goulart Reis

Editado pela Via das Artes, o ganhador do Prêmio Jabuti na categoria Arquitetura e Urbanismo mostra a influência do caminho dos bandeirantes na ocupação do Centro-Oeste, a partir da Rodovia Anhanguera, e sua importância na formação das cidades brasileiras.

Memorial do Imigrante – Imigração no Estado de São Paulo, de Soraya Moura

Italianos, espanhóis, portugueses, japoneses, russos e dezenas de outras nacionalidades chegaram a cidade de São Paulo ou ao interior do Estado passando por este local. Parte integrante da vida da imensa maioria dos imigrantes de São Paulo, a hospedaria do imigrante é estudada e explicada amplamente.

“Palmeiras x Corinthians 1945: o jogo vermelho”, de Aldo Rebelo

A publicação, da Editora Unesp, retrata o conturbado cenário político de 1945 e seus reflexos no esporte que, além de paixão nacional, sempre esteve diretamente ligado à identidade do povo brasileiro. O livro discorre sobre a partida beneficente ao Movimento Unificador dos Trabalhadores que teve como objetivo arrecadar fundos para a campanha eleitoral do PCB (Partido Comunista do Brasil).

Meu São Paulo? Nunca mais!, de Paulo José da Costa Jr.

O autor revive a velha São Paulo descrevendo elementos que formavam sua paisagem, como as festas de rua, o bonde, os salões de gafieira, o centro da cidade, os teatros, os prostíbulos e os colégios, entre outros.

O último mamífero do Martinelli, de Marcos Rey

Edmundo Donato, conhecido como Marcos Rey foi tradutor, cineasta e escritor. É dele a ficção em que um perseguido político se esconde num edifício fechado para reformas. Passa o tempo inventando histórias a partir dos objetos que encontra, até que realidade e ficção se misturam. O livro foi lançado pela Ática Editora e faz parte da Coleção Rosa dos Ventos.

“Malditos Paulistas”, de Marcos Rey

Outro romance de Marcos Rey, lançado pela Círculo do Livro em 1980, o livro conta a história da vida de Raul, um carioca, que vai a São Paulo para trabalhar e acaba por se envolver na investigação sobre negócios escusos de um rico morador do Morumbi.

Brás, Bexiga e Barra Funda, de Antonio de Alcântara Machado
Este livro é uma deliciosa literatura sobre os bairros operários de São Paulo através da vida de imigrantes italianos.

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Por que a tecnologia não mudou a educação: porque o sistema é o mesmo

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Karina Yamamoto, no UOL

A educação não vai bem — isso todo mundo sabe por estatística ou por experiência própria. O que intriga muita gente é por que a situação não melhora com toda a tecnologia disponível.

Para o trio da Santo Caos, uma “consultoria de engajamento” de São Paulo, a resposta é que o modelo educacional é o mesmo. O aparato tecnológico é usado apenas como outra modalidade de material, sem alterar a maneira como o conteúdo é ensinado ou modificar a administração das verbas e do tempo.

Usando um método de pesquisa chamado “bola de neve”, em que um entrevistado indica o próximo, os publicitários fizeram um documentário de 30 minutos que pretende esclarecer a questão com o título “Do Giz ao Tablet: por que a tecnologia não mudou a educação”.

Derrubando paredes

“É preciso haver uma remodelagem da escola”, afirma Guilheme Françolin, 25, que buscou as respostas em companhia dos sócios Jean Soldatelli, 25, e Daniel Santa Cruz, 25. Ele cita a escola municipal Amorim Lima, que derrubou as paredes das salas de aula e estabeleceu roteiros de estudos para os alunos, flexibilizando a aula.

Segundo ele, a escola de hoje não atende mais as necessidades do mercado de trabalho que os filhos da geração Y (nascidos nos anos 1980) terão que enfrentar. “Temos que mudar isso de um cara no tablado, um professor que só transmite os conhecimentos.”

A mudança, indica o jovem publicitário, estaria na maneira de organizar o tempo e as verbas da escola. Como exemplos ele aponta a construção de conhecimento em rede como nas plataformas wiki ou a personalização das experiências de cada aluno.

Ele faz uma analogia tecnológica para explicar seu ponto: “a gente viu que precisava mesmo era de uma plataforma de código aberto”. Ou seja, com liberdade e espaço para soluções particulares surgirem, mas com um objetivo comum de ensinar o mesmo para os alunos.

Além do conteúdo, Françolin acha que a escola precisa desenvolver competências nos aluno, as novas chaves para o sucesso.

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O novo voo do Estante Virtual, maior plataforma online de sebos do Brasil

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(foto: divulgação)

(foto: divulgação)

Empresa, que faz 9 anos, agora também vende livros novos. Seu fundador, André Garcia, explica o surgimento da ideia do negócio, como o site tornou-se uma referência

Marcia Pinheiro, no IDGNOW [via Brasileiros]

André Garcia é destes jovens empreendedores que tiveram uma ideia simples, em 2005, que ninguém havia pensado: centralizar em um único site, a Estante Virtual, os principais sebos do País. Hoje, tem como parceiros cerca de 1,3 mil livreiros virtuais e oferece um milhão de títulos. No esquema do site, não há necessidade de investimento em logística, uma vez que os próprios sebos são responsáveis pela entrega do livro ao comprador. O faturamento da empresa vem da comissão cobrada dos sebos participantes, que vai de 8% a 12% sobre a compra, de acordo com o volume vendido.

Depois de se firmar no segmento de livros usados, a Estante passou a comercializar exemplares novos, a exemplo do que já faz a Amazon, seu principal concorrente. Com este passo, Garcia espera conquistar mais leitores, além dos tradicionais estudantes, pesquisadores e caçadores de raridades. O empresário é adepto do lema “ócio criativo”. Por isso, os funcionários do site trabalham apenas seis horas por dia, “com salário de oito”, segundo afirma. Para ele, a produtividade tende a aumentar quando as pessoas chegam felizes ao trabalho, depois de terem a manhã livre para seus hobbies ou compromissos. Para se ter uma ideia da qualidade do público comprador e do acervo, na última lista dos mais vendidos, constavam: A Menina que Roubava Livros (Markus Zuzak), Lolita (Vladimir Nobokov), Admirável Mundo Novo (Adous Huxley) e Cem Anos de Solidão (Gabriel Garcia Marquez).

Em 2015, ele aposta no aperfeiçoamento dos mecanismos de compra, além de abrir a Estante para a colaboração dos compradores, que poderão dar dicas de leitura, fazer resenhas e postar fotos. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida à Brasileiros.

Brasileiros – Como o senhor teve a ideia de criar a Estante Virtual?
André Garcia: Eu estava me preparando para fazer um mestrado em Psicologia Social, uma área diferente da que me formei – Administração. Eu estava frustrado em trabalhar em grandes empresas, nas quais a criatividade vai até a página dois. Estava estudando muito e lia livros em bibliotecas, porque então eu não estava com muito dinheiro. Mas muitos eu não encontrava e passei a frequentar sebos. Perambulava por eles e achei aquela forma de busca muito pouco amigável: ter de bater perna, perder muito tempo. Passei a procurar na internet se havia algum sebo on-line; achei meia dúzia que oferecia sistemas de buscas. A maioria só tinha um site e um e-mail de contato.

Havia então algum modelo de negócios no exterior, em que o senhor pudesse se inspirar?
Existia sim. Aqui no Brasil, havia o Mercado Livre, que é mais genérico. No exterior, a AbeBooks, que vende livros usados de vários sebos.

Como foi seu contato inicial com os sebos? Houve desconfianças?
Eu tive a ideia em setembro de 2004. Comecei a fazer a Estante; inclusive eu mesmo desenvolvi o código. Não sou formado em programação, mas aprendi para fazer o site, de tão empolgado que eu estava. Nem tinha dinheiro para pagar alguém para fazer. Ao mesmo tempo, mapeei os sebos por meio de guias e lista telefônica. Quando a Estante ficou pronta, disparei uma mala direta por e-mail e Correios, expliquei qual era o negócio. Primeiro, entraram os sebos, digamos, mais tecnológicos, que estavam há muito tempo querendo um site como o nosso. Aos poucos, foram entrando os outros e, por último, até os mais desconfiados aderiram a esta forma de venda.

Qual foi o investimento inicial?
Na época, R$ 10 mil. Era pouco. Foi o que ganhei com a rescisão contratual do último emprego, onde fiquei um ano. Eu era uma empresa de um homem só. O custo era baixo. Continuei a estudar para prestar o mestrado, passei, mas o valor da bolsa de estudos era muito pequeno. Resolvi, então, tocar a Estante.

Quantas pessoas o site emprega hoje?
Quarenta pessoas.

A companhia tem alguma abordagem especial em gestão de pessoas?
Nós temos a gestão do ócio criativo. O expediente de trabalho é de seis horas, mas o salário é de oito. Desde que eu montei o site, fiz questão de fazer diferente das empresas onde trabalhei. Acreditamos que, tirando o cafezinho e o tempo que as pessoas passam no Facebook, seis horas podem ser muito mais produtivas do que oito. Mais até do que nos lugares modernos, como os pontocom, onde a ênfase é decorar baias e encher o escritório de brinquedos. Damos a manhã livre para as pessoas irem à praia, por exemplo.

Onde fica a sede da empresa?
No Rio, em Laranjeiras.

Normalmente, o calcanhar de Aquiles dos negócios on-line é a questão da logística. Como o senhor montou a sua?
O produto está com o vendedor, não comigo. Fazemos recomendações para ele postar em um prazo máximo de 24 horas. O sebo é responsável pela remessa. Somos apenas um conector. Consolidamos a constelação de vendedores em um lugar só.

Como é feito o pagamento?
O pagamento vai para o sebo e, na mesma hora, é cobrada a comissão. Isso é feito por meios de pagamento como o PayPal, que faz o depósito automaticamente.

Quantos livreiros estão na Estante e quantos títulos são oferecidos?
Temos mais 1.300 livreiros virtuais e mais de um milhão de títulos em português. É o maior sebo virtual em língua portuguesa do planeta.

Que gênero é maioria? Livros científicos, técnicos, best-sellers?
Best-seller é uma parte menor. Grande parte é composta por livros acadêmicos, científicos, muita literatura. Nossa base é muito pulverizada. Entre os mais vendidos, há obras de George Orwell, Gabriel Garcia Marquez e Milan Kundera. São pérolas literárias, que fogem das óbvias listas tradicionais.

Desde a criação da Estante, quantos livros foram vendidos?
Mais de 14 milhões.

A Amazon é seu concorrente?
Sim, concorrente direto.

Eles já fizeram oferta para comprar o seu negócio?
Não. Nunca.

Há algum tempo, a Estante elevou a taxa de comissão dos livreiros, o que teria gerado desconforto?
Em novembro de 2013, fiz uma viagem a dez cidades e visitei mais de cem livreiros. Ouvi deles várias solicitações, como novos meios de pagamentos, ferramentas de gestão, de coisas que não estávamos fazendo. Pediram ainda mais equipes de atendimento. Providenciamos os avanços e apresentamos um novo patamar de serviços. Foi impossível manter o mesmo preço. Fizemos um investimento de tecnologia de R$ 4 milhões em 2014. Tudo tem um preço. Mas é natural a tensão em um primeiro momento. A comissão era de 6% e passou a ser de 8% a 12%. Quanto mais o lojista vende, pode baixar a taxa para 8%.

O senhor perdeu muitos lojistas com a mudança da taxa de comissão?
Não chegou nem a dez.

Sua equipe ainda faz captação de sebos?
Na verdade, os sebos nos procuram. Na semana passada, falei com um sebo de Gramado, na Serra Gaúcha, que é pioneiro na região. Mal abriram e nos procuraram.

Por que a Estante vai também vender livros novos?
As livrarias convencionais há muitos anos estão se concentrando nos mais vendidos. Isso cria uma demanda não atendida dos livros de catálogo. Por exemplo, você vai a uma livraria e encontra só dois títulos do Rubens Fonseca. Isso é muito ruim para a diversidade. Já tínhamos no acervo uma quantidade muito grande – cerca de 2 milhões – de livros novos e o que fizemos agora foi categorizar as obras e abrir as portas para este tipo de segmento.

O senhor também pretende entrar no negócio de venda de música?
Estamos muito focados em livros, mas novas áreas são sempre uma possibilidade. De todo modo, o mercado fonográfico está em crise.O CD está desaparecendo e o DVD tem forte concorrência de veículos como o Netflix, o pay-per-view de canais fechados. Não é uma coisa que consideremos agora.

E os livros eletrônicos?
Por enquanto, não. Não temos um título eletrônico sequer.

A Estante tem uma reputação muito boa no Reclame Aqui e no e-bit, pela quantidade de problemas solucionados em relação às queixas dos compradores. Qual é a estratégia?
Eu atribuo o bom atendimento a uma política que temos desde o início, que é não lavar as mãos. No caso de qualquer reclamação que chega à Estante, entramos em contato com o sebo, pedimos a ele que interceda nos Correios. Se a entrega demorar muito além do prazo acordado, a sugestão é devolver o dinheiro. Se o sebo não reembolsar, nós os fazemos e vamos atrás do sebo. Temos uma política muito rigorosa de qualidade com nossos vendedores. Os 1.300 sebos no meu site são os melhores do País.

A principal reclamação é atraso?
Sim. Os Correios têm deixado muito a desejar.

Quais são seus planos para 2015?
Queremos ampliar a oferta de livros novos, também com a entrada em livrarias que atuam neste mercado. Implantar ainda a compra expressa, só por e-mail, sem a necessidade de se fazer o log in e senha, que é uma chatice. São recursos de usabilidade. Também vamos investir bem forte em crowd sourcing, em que o usuário pode enriquecer a base de dados, cadastrando fotos, sinopses, resenhas. Enfim, criar uma rede colaborativa. O usuário não será um mero comprador, mas um colaborador.

Você tem algum concorrente no Brasil, além da Amazon?
Tem o Mercado Livre, mas que é mais restrito. Dedicado a livros, existem o Livronauta e o Sebos On-Line. Eles seguem o modelo da Estante, mas não dispõem de todos os recursos. Já houve outros, como o Gojaba, que ficou apenas dois anos no mercado e desistiu.

O senhor pode revelar o faturamento anual da Estante?
Não costumo divulgar isso. Mas encerramos o ano de 2014 com 1 milhão de títulos vendidos.

Qual é o deságio médio do livro usado em relação ao novo?
Em média, de 52%.

O senhor já fez alguma pesquisa sobre o perfil de seus compradores?
Grande parte é de universitários. Mas agora, com esta abertura, com a oferta de livros novos, em com todas as melhorias de usabilidade do site, qualquer pessoa que queira comprar um livro, fácil ou difícil de achar, pode comprar aqui, com a grande diferença que na Estante o consumo é ético. Isso porque assegura a sobrevida de milhares de livreiros e não só de um grande player.

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Capes libera conteúdos da National Geographic na internet

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Capes libera conteúdos da National Geographic na internet

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Além das revistas, podem ser acessados outros materiais históricos e relevantes da Cengage Learning

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Todas as edições da revista National Geographic — de 1988 até hoje — a partir de agora podem ser acessadas pelo Portal de Periódicos da Capes. Além dessa biblioteca digital é possível buscar conteúdos em outras publicações como The Economist, The Financial Times, Sabin Americana, Gale World Scholar e Ninetheenth Century.

A Chantam House Collection Online, uma das mais recentes bibliotecas digitais abertas ao público, traz documentos sobre a política internacional fundada após a conferência da Paz de Paris. São quase cem anos de documentos entre 1920 e 2010 dedicados aos estudos sobre desenvolvimento de situações que envolvem paz e guerra.

Além dessas publicações estão acessíveis ao público outros conteúdos como o Slavery and Anti-Slavery Collection, que registram temas sobre a escravidão e abolição incluindo fatos sobre o tráfico de escravos no Atlântico, e movimentos de acordos transatlânticos entre os séculos XVI ao XIX. O The Sunday Times Digital Archives oferece artigos com análises e comentários sobre acontecimentos e sociedade em geral no ano de 1822.

O objetivo dessas plataformas virtuais é tornar essas informações acessíveis para que sejam fontes de conhecimento, e também utilizadas como ferramentas para estudos e pesquisas tanto para estudantes, desde o grau primário a universidade, como professores, pesquisadores e curiosos em geral.

Em todos os casos os arquivos estão disponíveis digitalmente desde a primeira edição, e oferecem ao leitor informações raras de fontes confiáveis que o ajudarão a compreender o contexto atual sobre diversos temas, já que os conteúdos são profundos e permitem reflexões.

Conheça um pouco mais sobre as coleções que estão nas bibliotecas virtuais da Capes:

National Geographic – Ciências, História, Tecnologia, Meio Ambiente, Cultura, são apenas alguns dos conteúdos da National Geographic Virtual Library. O leitor pode viajar por diversos períodos da revista que estão disponíveis integralmente desde a primeira edição, de 1888, até os dias atuais.

The Economist – Leitura essencial para quem quer saber sobre política, atualidades e negócios, desde 1843. Com imagens e suplementos de pesquisa, The Economist Historical Archive é uma fonte primária essencial para pesquisar e retransmitir conhecimentos sobre os séculos passados.

The Financial Times – Possibilita pesquisar a história econômica e financeira dos últimos 120 anos. The Financial Times Historical Archive contém artigos e propagandas impressas no papel desde 1888 acessíveis para pesquisas e visualizações.

Sabin Americana – A coleção apresenta trabalhos sobre as Américas, entre outros, publicados em todo o mundo e é baseada na bibliografia de José Sabin. São 29 mil obras entre documentos e livros que falam que abordam exploração, comércio, colonialismo, escravidão, abolição, movimento ocidental, nativos americanos, ações militares desde 1500 até o início dos anos 1900.

Gale Word Scholar – Essa coleção proporciona uma volta ao passado na história da América Latina e Caribe desde o período de 1800 aos dias atuais. O portal Word Scholar: Latin America and the Caribbean oferece acesso a referências, periódicos, multimídias, relatórios, revistas, jornais, entre outros.

Nineteenth Century – Recurso inovador, essa coleção é focada em disponibilizar materiais confiáveis para estudos do século XIX, a partir de documentos digitalizados diversos e parcerias com as principais bibliotecas do mundo.

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Prisioneiro de Guantánamo detalha tortura no 1º livro escrito da prisão

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‘Diário de Guantánamo’, de Mohamedou Ould Slahi, é sucesso de vendas.
Considerado ‘documento secreto’, relato levou 7 anos para ser publicado.

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Publicado no G1

O primeiro livro publicado por um prisioneiro de Guantánamo que descreve 13 anos de episódios de tortura, humilhação e desespero tornou-se um sucesso de vendas nesta quarta-feira (21) nos Estados Unidos, atraindo uma incomum atenção para o caso do autor.

O relato escrito por Mohamedou Ould Slahi a partir da base naval dos EUA em Cuba, “Guantanamo Diary” (“Diário de Guantánamo”), foi lançado na terça-feira após uma batalha legal de sete anos.

O livro reconstitui banhos de gelo, degradações e humilhações diversas num relato em primeira pessoa sobre os interrogatórios aos quais Slahi foi submetido durante a guerra dos EUA contra o terrorismo, ainda que ele nunca tenha sido acusado de qualquer crime.

Um tribunal federal norte-americano ordenou a libertação de Slahi, de 44 anos, em 2010, mas a decisão nunca foi cumprida e ele permanece encarcerado.

A publicação do livro coincidiu com o discurso de Estado da União proferido pelo presidente dos EUA, Barack Obama, sete anos depois de o presidente democrata ter prometido fechar a prisão em Cuba durante seu primeiro ano de mandato. Tais esforços acabaram bloqueados por parlamentares que consideraram os prisioneiros uma ameaça à segurança nacional.

O manuscrito de 466 páginas de Slahi foi inicialmente classificado como documento secreto pelo governo dos EUA e passou por uma edição forte antes da publicação.

“Ele é um homem inocente. Ele permanece detido ilegalmente e deveria ser a pessoa a contar sua história. Sem censura”, disse a advogada de Slahi, Hina Shamsi, da União Americana pelas Liberdades Civis.

“Guantanamo Diary” ficou entre os 100 livros mais vendidos da Amazon e entrou na lista dos 50 mais vendidos da livraria Barnes&Nobles nesta quarta-feira.

“Está à venda há apenas um dia, mas o meu telefone não para de tocar, então obviamente o livro está chegando às pessoas do jeito que gostaríamos”, disse a agente Liz Garriga, da Hachete Book Group, companhia à qual pertence a Little, Brown and Co, editora da obra.

Shamsi disse que o suplício de Slahi é mais do que a prova de que a tortura não funciona. Ela citou um trecho no qual ele descreve seus interrogadores como dizendo: “Tudo que você tem que dizer é ‘Eu não sei’, ‘Não me lembro’, para a gente te ferrar.”

A família de Slahi organizou uma entrevista coletiva em Londres na terça-feira para pedir sua libertação, ao mesmo tempo em que o livro era lançado na Grã-Bretanha. Várias celebridades, incluindo os atores Stephen Fry e Colin Firth, fizeram gravações publicadas on-line de trechos do livro.

Fry leu a descrição de Slahi sobre seu tratamento fora de Guantánamo, quando se encontrava nas mãos de indivíduos árabes que cumpriam ordens dos norte-americanos: “Eles preencheram o espaço entre minhas roupas e eu com cubos de gelo, do pescoço ao tornozelo, e sempre que o gelo derretia, colocavam cubos novos e duros. De vez em quando um dos guardas batia em mim, a maioria das vezes na cara.”

Slahi, natural da Mauritânia, disse que se entregou às autoridades três semanas depois dos ataques de 2001, sendo levado para a Jordânia, onde foi interrogado por vários meses antes de ser enviado ao Afeganistão e então a Cuba, de acordo com transcrições de seu processo judicial militar nos EUA.

Slahi foi descrito pela comissão responsável pela investigação dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra o World Trade Center e o Pentágono como “um importante operador da Al Qaeda” que ajudou a organizar a viagem de treinamento ao Afeganistão de membros da célula de Hamburgo, na Alemanha, incluindo dois dos sequestradores do 11 de setembro e o companheiro de quarto de um terceiro (Mohamed Atta).

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