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Salão Carioca do Livro inspira roteiro por bibliotecas do Rio

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Criança pega um livro na Biblioteca Infantil Maria Mazzetti – Gustavo Miranda / Agência O Globo

Também conhecido como LER, evento marca reabertura da Biblioteca Parque Estadual

Sergio Luz, em O Globo

A segunda edição do LER — Salão Carioca do Livro, que começou ontem e vai até domingo, marca dois renascimentos: o do próprio evento, que não aconteceu no ano passado devido à falta de recursos e à realização da gigante Bienal do Livro; e o da sua sede neste ano, a Biblioteca Parque Estadual (BEP), no Centro, fechada desde o final de 2016, na esteira da crise financeira do Estado.

Após a reabertura das unidades da Rocinha, em fevereiro, e de Manguinhos, em março, é a vez de o espaço de 15 mil metros quadrados da Av. Presidente Vargas voltar à ativa, em iniciativa da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro.

— Com a reabertura (programada para o dia 28 deste mês), serão retomadas aos poucos as atividades inicialmente idealizadas para cada um dos espaços, permitindo ao público o acesso ao acervo de 200 mil títulos, aos espaços multimídia e ao teatro — diz o Secretário de Cultura Leandro Sampaio Monteiro, por meio de um comunicado.

Além do mundo infinito de conhecimento dos livros e de toda a memória de arquivos e documentos, as prateleiras e estantes espalhadas pelo Rio também proporcionam um oásis de silêncio, introspecção, entretenimento e lazer. Fora os estudantes e pesquisadores, muitos dos espaços também servem para quem busca um abrigo temporário em horas vagas do dia, ar-condicionado, wi-fi grátis ou apenas um lugar silencioso.

Aproveitando o LER e essa nova etapa da BPE, o Rio Show preparou um roteiro por algumas das mais bacanas bibliotecas da cidade. Bom passeio e boa leitura.

Fachada da Biblioteca Parque Estadual – Custódio Coimbra / Agência O Globo

BIBLIOTECA PARQUE

Apesar de a estrutura atual ter sido inaugurada em 2014, inspirada no modelo de gestão das bibliotecas públicas de Bogotá e Medelin, a Biblioteca Parque Estadual tem uma história que remonta a 1873, e já foi chamada de Biblioteca Municipal do Rio de Janeiro, Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro e Biblioteca Estadual Celso Kelly. A instituição chegou ao atual endereço em 1943, na então nova Av. Presidente Vargas.

Em 1987, após um incêndio três anos antes, um novo prédio foi inaugurado, seguindo as diretrizes de seu idealizador, o antropólogo e ex-vice-governador do Rio Darcy Ribeiro. O edifício de hoje mantém as características imaginadas por ele.

— A ideia era criar uma instituição que fosse ligada a outras iniciativas com o intuito de servir a população e combater a violência. É através da cultura que você cria um cidadão, muda uma cidade — diz Ana Ligia Medeiros, diretora do Centro de Memória e Informação da Fundação Casa de Rui Barbosa, que trabalhou com Darcy Ribeiro na montagem do projeto das bibliotecas estaduais.

Com 15 mil metros quadrados, teatro com 195 lugares, auditório com 75 assentos, salas multiuso, café, pátio e bicicletário, a BPE tem um acervo que conta com 250 mil livros, 20 mil filmes e 2,5 mil livros em braile, além de seu espaço infantil.

— Um equipamento desse equivale a um aparelho de resistência, a um quilombo. É um crime não educar seus cidadãos — afirma a poeta e atriz Elisa Lucinda, uma das convidadas do LER 2018.

Biblioteca Parque Estadual: Av. Presidente Vargas 1.261, Centro — 3171-7505. Seg a sex, das 10h às 18h. A partir do dia 28 de maio. Grátis. Livre.

LER — SALÃO CARIOCA DO LIVRO

Aberta ontem, a segunda edição do LER — Salão Carioca do Livro, totalmente gratuita, oferece saraus, oficinas, contação de histórias, exposições e bate-papos com autores e artistas como Conceição Evaristo, Márcia Tiburi, Lázaro Ramos, Maria Valéria Rezende, Miriam Leitão, Cristóvão Tezza, Luiz Antônio Simas, Martinho da Vila, Nei Lopes, Nelson Sargento, Geovani Martins e Arthur Dapieve, em espaços como Palco da Palavra, Jardim Literário para crianças, Café do Livro, Salão Digital e o Salão do Livro.

A festa também apresenta montagens teatrais de clássicos como “A megera domada” (hoje, às 11h), “Dom Casmurro” (amanhã, às 10h), “Tristão e Isolda”, “O homem que sabia javanês” (domingo, às 10h).

Alguns dos participantes do LER — Salão Carioca do Livro – Gustavo Miranda / Agência O Globo

— Nossa meta é ser o maior evento aberto do livro na cidade. É gratuito, acessível e inclusivo. Queremos ter todos os pontos de vista, trazer todo mundo para o diálogo. Buscamos a pluralidade — garante o curador Julio Silveira.

Seguindo esse pensamento, Silveira apostou numa programação de vozes múltiplas da literatura brasileira:

— O mundo está muito fechado, as pessoas querem apenas a narrativa que lhes é mais conveniente. Queremos mostrar que há diversos pontos de vista. Ao invés de agredir, devemos evoluir juntos. Esperamos que o público saia com a cabeça mais aberta — diz.

Essa intenção pode ser vista em mesas como “Não foi essa a história que nos contaram”, com Eliana Alves Cruz (romance histórico), Marcelo D’Salete (graphic novel) e Kiusam de Oliveira (literatura infantil), hoje, às16h30m, e “Texto em trânsito”, com Jessé Andarilho e Carlos Eduardo Pereira, também hoje, às 14h30m.

— Essa reabertura é primordial. Vinha muito para cá com minha filha. Tinha também gente que vinha só para matar o tempo, para tomar água, até dormir. É um refúgio intelectual, de lazer, de entretenimento, mas também da própria rua — comenta Pereira.

Andarilho concorda com o colega:

— Sou de Campo Grande. Como minha mulher trabalha no Centro, eu costumava vir pra ler, ver filme e descansar. Era muito ruim ver um espaço como esse fechado — diz.

Vista interna da Biblioteca Parque Estadual – Custódio Coimbra / Agência O Globo

Eliana Alves Cruz faz coro e ressalta a importância da ocasião:

— Minha filha Julia, de 11 anos, chorou quando a biblioteca foi fechada. O salão e a reabertura da biblioteca são incríveis. É um espaço de todos — afirma.

A atriz e apresentadora Cissa Guimarães, que também participa da festa, acredita que participar do LER e lutar pelo projeto das bibliotecas parque é obrigação:

— O que falta na formação desse país é educação. Eu me sinto numa obrigação cívica, como mãe, avó e cidadã — diz.

As inscrições prévias para as atividades do LER estão encerradas, mas há ingressos disponíveis para todas elas. Para garantir ingresso, é aconselhável chegar com antecedência. De hoje a domingo, o salão abre às 10h. A seguir, confira alguns dos destaques.

Sexta (18/5): às 14h, “A importância social e a poética do samba”, com Martinho da Vila, Nelson Sargento e Luiz Antônio Simas; às 19h, “O texto ou a vida, com Cristóvão Tezza e Antonio Xerxenesky; às 19h45m, “Literatura e empoderamento feminino”, com Márcia Tiburi.

Sábado (19/5): às 14h30m, “Mormaço”, com Arthur Dapieve e Giovani Martins; às 17h30m, “Música e letra”, com Joyce Moreno e Ruy Castro; às 19h, “Escrevendo a própria história”, com Conceição Evaristo e Henrique Rodrigues.

Domingo (20/5): às 14h45m, “O protagonismo do negro nas artes”, com Regina Dalcastagnè, Conceição Evaristo, Ruth de Souza, Milton Gonçalves e outros.

Para conferir a programação completa, acesse o site do LER: www.lersalaocarioca.com.br

BIBLIOMAISON

Situada no 11º andar do Consulado Geral da França, no Centro, a BiblioMaison já vale a visita apenas pela vista deslumbrante que oferece da Baía de Guanabara.

Com seu acervo de 23 mil peças — entre livros (literatura, HQ, arte, ciências sociais, filosofia e infantis), jornais, DVDs e CDs —, a biblioteca, fundada em 1961 e totalmente reformada, apresenta um espaço arejado que traz sofás confortáveis, mesas de estudo, poltronas e salas para os amantes da cultura francesa.

Sala de leitura da BiblioMaison, no Centro – Divulgação

Nos computadores ou tablets disponíveis, o visitante ainda pode acessar serviços como Europresse (revistas e jornais como “Le Monde”, “Libération”, “Lire” e “L’Express”) e Izneo (HQs). O acesso à rede de wi-fi também é gratuito. Quem não fala o idioma de Proust não precisa se preocupar, já que há títulos em português também.

Para completar o passeio, ainda há o CafeMaison, do chef francês David Jobert, além do Teatro Maison de France e o CineMaison, com programação gratuita.

BiblioMaison: Consulado Geral da França. Av. Antonio Carlos 58, 11º andar, Centro — 3974-6669. Seg, qui e sex, das 10h às 19h. Qua, das 10h às 19h. Sáb (1º e 3º de cada mês), das 9h às 13h. Grátis. Livre.

BIBLIOTECA NACIONAL

Mais antiga instituição cultural brasileira, a Biblioteca Nacional foi fundada em 1810, com um acervo de cerca de 60 mil itens (entre manuscritos, livros, mapas e estampas), que desembarcaram no Brasil com a família real portuguesa dois anos antes.

Responsável pela execução da política governamental de captação, preservação, guarda e difusão da produção intelectual do Brasil, a BN possui um acervo de mais de dez milhões de objetos, sendo a maior biblioteca da América Latina e uma das maiores do mundo, segundo a Unesco.

Prateleiras da Biblioteca Nacional: acervo com 10 milhões de itens – Bárbara Lopes / Agência O Globo

Mas quem nunca visitou o local não se espante com a ausência de… livros. Apesar de todos os títulos estarem disponíveis para consulta, os muitos andares que guardam o acervo não são acessíveis ao público, que precisa pedir aos bibliotecários as obras desejadas para consultá-las nas salas de estudo e pesquisa, como a de Periódicos e Referência e de Iconografia.

Entre os milhões de itens da BN, destacam-se arquivos como a Bíblia de Mogúncia, de 1462, que pode ser vista em versão digital interativa no hall principal da biblioteca, e uma cópia da primeira edição de “Os Lusíadas”, de Luis de Camões, de 1572.

Além da sede, a Fundação Biblioteca Nacional ainda administra espaços como a Casa de Leitura, em Laranjeiras, o Auditório Machado de Assis, no Centro, a Biblioteca Euclides da Cunha e o Escritório de Direitos Autorais, ambos na Cidade Nova, e acervo de Música e Arquivo Sonoro, no Palácio Capanema.

Biblioteca Nacional. Av. Rio Branco 219, Centro — 2220-3040. Seg a sex, das 9h às 19h. Sáb, das 10h30m às 15h. Grátis. Livre.

REAL GABINETE

Desconhecido de muitos cariocas, o Real Gabinete Português de Leitura, fundado em 1837, é uma das bibliotecas mais bonitas do mundo.

O edifício de estilo manuelino apresenta um salão de pesquisa com mesas de madeira bem no centro dos três andares repletos de estantes e prateleiras de livros dedicados à cultura lusófona. O ambiente é tão espetacular que muitos frequentadores costumam dividir suas atenções entre o livro e os detalhes do prédio.

Real Gabinete Português de Leitura – Agência O Globo

Entre suas obras raras, o Real Gabinete guarda títulos dos primórdios da impressão de livros, como outra edição princeps de “Os Lusíadas”.

Real Gabinete Português de Leitura. Rua Luís de Camões 30, Centro — 2221-3138. Seg a sex, das 9h às 18h. Grátis. Livre.

CASA DE RUI BARBOSA

Situada num casarão do século XIX no coração de Botafogo, a Casa de Rui Barbosa é uma mescla de museu, arquivo e biblioteca que guarda a mobília e toda a coleção bibliográfica original do político, jurista e advogado brasileiro.

Na casa principal, o visitante pode ver exatamente como Rui Barbosa organizava seus 37 mil livros de diversas línguas — reza a lenda que ele falava 13 idiomas — que podem ser consultados mediante pedido aos bibliotecários.

Casa de Rui Barbosa: biblioteca de 37 mil livros – Gustavo Miranda / Agência O Globo

A sede da fundação ainda oferece um jardim (todos os dias, das 8h às 18h), reformado há pouco para tentar reconfigurar sua estrutura original, a Biblioteca Infantojuvenil Maria Mazzetti (seg a sex, das 9h30m às 12h e das 14h às 17h) e o edifício de administração, pesquisa, armazenamento e restauração de seu amplo arquivo, como os 25 mil títulos do acervo do bibliófilo Plínio Doyle.

Casa de Rui Barbosa. Rua São Clemente 134, Botafogo — 3289-4600. Ter a sex, das 10h às 17h30m. Grátis. Livre.

Biblioteca do CCBB

Fundada em 1931, a Biblioteca do Banco do Brasil passou décadas com um acervo dedicado a obras técnicas. Com a abertura do Centro Cultural Banco do Brasil, em 1989, ela mudou sua linha de atuação e se tornou referência em áreas como artes, literatura e ciências sociais, com cerca de 150 mil exemplares em sua coleção.

Biblioteca do CCBB – Rafael Pereira / Divulgação

Gratuita, assim como todas as exposições do museu, a biblioteca — que traz sala de multimídia, de leitura, três salas para obras gerais, sala de referências com enciclo- pédias e dicionários, sala de literatura infantojuvenil com mais de 4 mil títulos, além de salas com coleções especiais — é bastante concorrida durante a semana, tanto por quem pesquisa em seu arquivo quanto por estudantes que precisam de um lugar agradável, arejado e calmo para estudar.

Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março 66, Centro — 3808-2020. Qua a seg, das 9h às 21h. Grátis. Livre.


BIBLIOTECA DO MAR

Caçula do grupo, a Biblioteca do Museu de Arte do Rio foi inaugurada em 2014. Numa pequena porém agradável sala do quarto andar do museu da Praça Mauá, o espaço mostra um acervo focado em artes visuais, história do Rio e cultura afro-brasileira.

Museu de Arte do Rio. Praça Mauá 5, Centro — 3031-2741. Ter a sex, das 10h às 17h. Grátis. Livre.

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20 livros para entender Tom Wolfe e o que foi o jornalismo literário

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George W. Bush White House/Reprodução)

Pâmela Carbonari, na Superinteressante

A cada nove minutos, uma pessoa morre na cidade de Nova York. São 404 mortes por dia, e doenças cardíacas são a principal causa de óbito. Nesta semana, Thomas Kennerly Wolfe entrou para as estatísticas: morreu aos 88 anos em um hospital de Manhattan. Ao contrário da maioria da população da Big Apple, este nova-iorquino nascido em uma cidade no estado da Virgínia, que hoje tem tantos habitantes quanto os bairros de Upper West Side e Upper East Side juntos, faleceu de uma infecção. O cronista da vida americana, que respirava Nova York e sofria de pneumonia, deixa a esposa e dois filhos.

De terno bem cortado, olhar minucioso e sempre disposto a ironias, Tom Wolfe foi um dos fundadores do Novo Jornalismo, corrente jornalística da década de 1960 que inovou ao narrar a realidade com técnicas literárias, até então características da ficção. Radical Chique (1970) e A Palavra Pintada (1975) são alguns de seus principais livros jornalísticos.

Sem deixar o sarcasmo, as descrições ácidas e as críticas ao american way of life de lado, o escritor também se aventurou na ficção, com destaque para A Fogueira das Vaidades (1987) e Um Homem por Inteiro (1998) – o primeiro, considerado a grande novela de Nova York, virou filme com Tom Hanks, Morgan Freeman e Melanie Griffith.

Wolfe era doutor em estudos americanos pela Universidade de Yale. Para tornar seus escritos mais vívidos e realistas, ele acreditava que era necessário organizar o texto cena por cena como uma novela, usar a maior quantidade possível de diálogos, se concentrar nos detalhes para construir os personagens e escolher um ponto de vista para contar a história.

Pergunte a um jornalista quem são suas referências de boa reportagem: é muito provável que, além de Tom, surjam nomes como Truman Capote, Gay Talese, Norman Mailer (notório desafeto de Wolfe), Joel Silveira, Joan Didion ou Hunter Thompson. Eles foram os repórteres mais inovadores do século 20, criaram, cresceram com o Novo Jornalismo (que é velho mas não envelheceu) e a obra deles segue viva, irreverente e necessária.

Aqui, cinco livros para conhecer o trabalho de Wolfe e outras leituras fundamentais do jornalismo literário:

O Teste do Ácido do Refresco Elétrico, Tom Wolfe (1968)
Radical Chique, Tom Wolfe (1970)
O Novo Jornalismo, Tom Wolfe (1973)
A Palavra Pintada, Tom Wolfe (1975)
Os eleitos, Tom Wolfe (1979)
Fama e Anonimato, Gay Talese (1970)
A Sangue Frio, Truman Capote(1966)
Os Exércitos da Noite, Norman Mailer (1968)
Medo e Delírio em Las Vegas, Hunter S. Thompson (1971)
O Álbum Branco, Joan Didion (1979)
O segredo de Joe Gould, Joseph Mitchell (1965)
A Milésima Segunda Noite na Avenida Paulista, Joel Silveira (2003)
O Jornalista e o Assassino, Janet Malcom (1990)
O Gosto da Guerra, José Hamilton Ribeiro (1969)
O Traidor, Jimmy Breslin (2008)
Operação Massacre, Rodolfo Walsh (1957)
Hiroshima, John Hersey (1946)
Filme, Lilian Ross (1952)
O Imperador, Ryszard Kapuściński (1978)
Esqueleto na Lagoa Verde, Antônio Callado (1953)

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Série de O Senhor dos Anéis pode ser focada na versão jovem de Aragorn

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Tayná Garcia, no Jovem Nerd

O site TheOneRing.net reportou que várias fontes anônimas revelaram que a primeira temporada da série de O Senhor dos Anéis pode ser focada em uma versão mais jovem de Aragorn, mas não deu mais detalhes além disso. Veja:

Nós confirmamos através de várias fontes que a primeira temporada da série de O Senhor dos Anéis da Amazon Studios será focada em uma versão mais jovem de Aragorn. Vamos discutir o que está disponível e como isso aborda a Legendarium de Tolkien.”

O que se sabe até agora é que a Amazon pagou US$ 250 milhões para garantir os direitos globais de O Senhor dos Anéis, vencendo a disputa contra a Netflix. Mas isso foi só para garantir os direitos. Calculando os custos com elenco, efeitos visuais e a produção de maneira geral (locações, etc.), a série deve custar US$ 1 bilhão para a empresa de streaming.

A nova série derivada dos livros de J.R.R. Tolkien não contará a mesma história da trilogia de Peter Jackson, sendo descrita como uma espécie de prequel, e segue sem previsão de estreia.

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As Crônicas Vampirescas | Bryan Fuller deixa a produção da série de TV de Anne Rice

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Gage Skidmore/Wikicomons

Motivo da saída não foi divulgado

Arthur Eloi, no Omelete

O roteirista Bryan Fuller deixou a produção da série de TV de As Crônicas Vampirescas, obras de Anne Rice que inspiraram A Entrevista com o Vampiro, clássico de 1994. A informação é do Nerdist.

O motivo da saída não foi divulgado, mas o desenvolvimento da série continua. Essa dificilmente é a primeira vez que Fuller faz algo parecido: o produtor também deixou Star Trek: Discovery e Deuses Americanos no passado.

Em 2017, a Paramount TV e a Anonymous Content adquiriram os direitos aos 11 livros da autora. “O rico e vasto mundo que ela criou com As Crônicas Vampirescas é incomparável e sofisticado, com tons góticos dos anos 90 que serão adequados perfeitamente para o público. A série é recheada de personalidades atraentes liderados por Lestat, indiscutivelmente um dos melhores personagens originais da literatura ou qualquer outra arte”, afirmou Powell à Variety na época.

As histórias da autora já chegaram aos cinemas com A Entrevista Com Vampiro, longa lançado em 1994 com Brad Pitt e Tom Cruise no elenco. Em 2016, Josh Boone havia anunciado que estava trabalhando no roteiro de um remake, mas com a autora recuperando os direitos de seus livros o longa está travado. A Rainha dos Condenados, de 2002, também é baseado nas histórias de Rice.

Ainda não há data de estreia, título ou emissora definida para a série de TV das Crônicas Vampirescas.

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Bad Blood: Roteirista de A Forma da Água vai escrever filme estrelado por Jennifer Lawrence

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(Photo by Kevork Djansezian/Getty Images)

Vanessa Taylor vai trabalhar no filme baseado em fatos reais que será dirigido por Adam McKay.

João Vitor Nogueira, no Adoro Cinema

Vanessa Taylor, corroteirista de A Forma da Água, foi contratada pela Legendary Entertainment para escrever o roteiro de Bad Blood. O filme terá a direção de Adam McKay, de A Grande Aposta e Tudo Por Um Furo, e será estrelado por Jennifer Lawrence. As informações são do site Deadline.

Baseado no livro Bad Blood: Secrets and Lies in Silicon Valley, de John Carreyrou, o filme terá a atriz de mãe! e Jogos Vorazes no papel de Elizabeth Holmes, a fundadora da empresa privada prestadora de serviços de saúde Theranos. A companhia fundada no Vale do Silício ganhou as manchetes após promover uma suposta descoberta de um exame de sangue inovador, que usa apenas uma pequena amostra sanguínea coletada com um simples furo no dedo — sem uso de seringas e furos direto na veia.

A Theranos foi alçada ao status de companhia inovadora e passou a valer bilhões em Wall Street até ser investigada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos por suspeitas de fraude em seus métodos.

Inicialmente, seria McKay quem iria assinar o roteiro de Bad Blood, mas o cineasta está empenhado nas filmagens de um filme sobre Dick Cheney, vice-presidente dos Estados Unidos durante os governos de George W. Bush, que terá Christian Bale como protagonista.

Vanessa Taylor e Guillermo del Toro durante a cerimônia do WGA Awards em fevereiro deste ano. Alberto E. Rodriguez/Getty Images

Vanessa Taylor e Guillermo del Toro durante a cerimônia do WGA Awards em fevereiro deste ano.

Vanessa Taylor foi indicada ao Oscar, Globo de Ouro e BAFTA Awards de melhor roteiro original por seu trabalho em conjunto com Guillermo del Toro em A Forma da Água. Taylor também tem créditos como roteirista em Game of Thrones, Divergente e na versão com atores de Aladdin, ainda inédita.

Lawrence e Will Ferrell estão entre os produtores de Bad Blood, que ainda não tem previsão de estreia nos cinemas.

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