O consenso possível

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Propostas comuns para a educação podem ser o ponto de partida para a difícil tarefa de reunificar um país dividido após as eleições

Publicado por Antônio Gois

Ainda vai levar um tempo até que a poeira desta eleição baixe e os ânimos fiquem menos acirrados. Depois de uma disputa tão intensa, em que o país se viu dividido no segundo turno entre dois projetos de poder aparentemente antagônicos, cabe ao novo governo atuar para, na medida do possível, unificar o país. Nesse sentido, seria simbólico e oportuno começar pela educação, tema que ninguém discorda ser prioritário, ainda que tenha ficado em segundo plano durante toda a campanha.

A oportunidade que se apresenta ao novo governo é que, no caso da educação, houve concordância em temas fundamentais para avançarmos. Isso ficou claro num debate realizado seis dias antes da eleição na FGV Rio, reunindo o atual ministro da Educação José Henrique Paim e a coordenadora de educação do programa de governo de Aécio Neves, Maria Helena Guimarães de Castro. Entre as propostas comuns às duas candidaturas estavam:

1) Criação de uma base nacional comum, que defina com clareza o que se espera que o aluno aprenda em cada etapa da educação básica. Isso não significa que todas as escolas do país tenham que adotar rigorosamente o mesmo currículo, mas que ao menos uma parte menor dele seja comum a qualquer criança, em qualquer escola, de forma a garantir um mínimo de equidade no sistema. As diretrizes curriculares nacionais em vigor, além de serem pouco específicas, podem simplesmente serem ignoradas pelas escolas sem que nada aconteça, contribuindo para o aumento da desigualdade no aprendizado.

2) Valorização do professor, de modo a atrair mais talentos para a carreira docente. Nos últimos 20 anos, políticos públicas como o Fundef, o Fundeb e a criação do piso nacional do magistério foram importantes para melhorar o salário dos professores. No entanto, eles seguem, em média, ganhando 60% do que recebem outros profissionais com nível superior. É importante pagar melhores salários, e garantir que, ao longo da carreira, o profissional continue estimulado e recompensado pelo seu trabalho.

3) Reformular a formação de professores. Diante da construção de uma base curricular comum, será fundamental também rever como formamos hoje os professores. A preparação desses futuros profissionais do magistério em universidades e faculdades não pode estar dissociada do que se espera deles uma vez ingressando em sala de aula. Sem abrir mão da formação teórica, será preciso aproximar mais essa formação da prática no dia-a-dia das escolas.

4) Reestruturar o ensino médio, nível em que temos os piores resultados na educação básica, dando mais flexibilidade aos jovens e tornando a escola mais atrativa e significativa para eles.

5) Aumentar investimentos para, entre outras políticas públicas, ampliar o número de escolas em tempo integral. Por si só, aumentar o tempo que os alunos ficam em sala de aula não é garantia de melhoria na aprendizagem, mas, se associado a outras políticas públicas e priorizando os mais pobres, a educação integral pode ajudar a reduzir desigualdades.

Nenhuma das propostas acima é original ou revolucionária. Quase todas constam do Plano Nacional de Educação. E talvez esse seja justamente o grande mérito delas. São políticas de Estado, capazes de unificar o país num momento tão delicado.

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Resenha: a cor do leite

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Karen, no Por Essas Páginas

Forte e sensível, belo e visceral, feminista e humano. Esses são apenas alguns dos muitos adjetivos de a cor do leite (sim, em minúsculas), de Nell Leyshon e da Editora Bertrand Brasil. Quando recebi esse livro como uma cortesia da nossa parceria com o Grupo Editorial Record, apesar de ter considerado a capa belíssima (aveludada, deliciosa de tocar) e a sinopse instigante, acabei deixando-o para depois, devido às leituras de parceria. Grande erro: a cor do leite é um livro para ser lido imediatamente, com urgência, e acabou se tornando um dos meus favoritos na estante.

A_COR_DO_LEITE“em 1831, uma menina de 15 anos decide escrever a própria história. mary tem a língua afiada, cabelos da cor do leite, tão brancos quanto sua pele, e leva uma vida dura, trabalhando com suas três irmãs na fazenda da família. seu pai é um homem severo, que se importa apenas com o lucro das plantações. contudo, quando é enviada, contra a sua vontade, ao presbitério para cuidar da esposa do pastor, mary comprovará que a vida podia ainda ser pior. sem o direito de tomar as decisões sobre sua vida, mary tem urgência em narrar a verdade sobre sua história, mas o tempo é escasso e tudo que lhe importa é que o leitor saiba os motivos de suas atitudes. a cor do leite apresenta a narrativa desesperada de uma menina ingênua e desesperançosa, mas extremamente perspicaz e prática. escrito em primeira pessoa e todo em letras minúsculas, o texto possui estrutura típica de quem ainda não tem o pleno controle da linguagem. a jovem narradora intercala a história com suas opiniões, considerados por alguns críticos os trechos mais angustiantes da obra.” Fonte

O livro, narrado em primeira pessoa por Mary, uma menina de 15 anos, se passa em 1831, uma época na qual as mulheres não tinham valor algum. Mary é a mais nova de quatro irmãs, e o pai das meninas nunca as perdoou por nascerem mulheres. Ele as obriga a trabalhar na roça de sol a sol, sem descanso, e os dias se sucedem iguais, sempre cansativos, muitas vezes com castigos físicos. Mas Mary está acostumada com essa vida, aceita-a como sua com uma maturidade e resignação extraordinárias para sua idade. Sempre de cabeça erguida, Mary está acostumada a dizer o que pensa, até mesmo para o pai bruto, e por isso sofre toda sorte de castigos e humilhações, mas jamais abaixa a cabeça, apesar de ser obediente. A personagem mostra que há uma grande diferença entre obediência e submissão. Talvez sua única felicidade seja realmente as conversas e a companhia com o avô inválido, que tem a língua tão ferina quanto Mary, o que rende diálogos excepcionais durante o livro.

“esse é o meu livro e eu estou escrevendo ele com as minhas próprias mãos.” Página 7.

Essa é a primeira frase do livro e isso já diz muito sobre a obra – e sobre Mary. Todo o livro é em letras minúsculas, repleto de erros de concordância, o que por si só demonstra a grande sensibilidade e competência da autora, que se colocou na pele de uma menina humilde e semi-alfabetizada que resolveu escrever sua história com próprias suas mãos. Em uma época onde as mulheres não tinham voz, a escolha narrativa é brilhante e extremamente significativa: Mary, a corajosa, honesta, direta e afiada Mary, assume a tarefa de escrever sua história para, assim, dizer a verdade, sabendo que só ela poderia fazê-lo.

a cor do leite - livros

Mary é obrigada pelo pai a trabalhar na casa do pastor. É claro que ela não vê a cor do salário, que é integralmente repassado ao pai, e obviamente ela não tem escolha a não ser ir para uma casa estranha, afastando-se da família. Alguns podem dizer que isso foi bom para ela, afinal, ela tinha roupas limpas e comida quente na casa do pastor, e até mesmo a companhia amável da esposa adoentada do religioso, que acaba por nutrir um grande carinho pela menina. Mas essa não é a questão: o fato é que Mary não queria isso, simples assim. Ela queria continuar na sua casa, na sua cama, com a sua família, por mais que a vida fosse dura, por mais que as coisas não fossem perfeitas. Mas Mary não tem voz nem escolha simplesmente pelo fato de ser mulher. É claro, que, sendo uma menina de gênio e opinião forte, Mary obedece ao pai, mas não sem dizer tudo o que pensa, não sem lembrar a cada minuto ao pastor que ela não queria estar ali. E algumas vezes você até pensa que Mary é impertinente, que ela teve sorte, mas aí vem o livro e dá um grande tapa na sua cara.

“às vezes é bom ter lembranças porque elas são a história da nossa vida e sem elas não ia ter nada. mas tem vezes que a memória guarda coisas que a gente não quer nunca mais ouvir falar e não importa quanto a gente tenta tirar elas da cabeça, elas voltam.” Página 163

A obra é ao mesmo tempo deliciosa e dolorosa de ler. Deliciosa por ser repleta de cenas inteligentes e sacadas brilhantes, por Mary ser essa personagem incrível, complexa e real, que encarna a dor de ser mulher com maestria, que exala sabedoria em sua aparente ignorância. Dolorosa pela vida repleta de sofrimento e a dor pungente de Mary não ser mera ficção; e não é só por isso ter acontecido em uma época que já passou, mas sim por isso continuar acontecendo. É tolo quem pensa que as mulheres não são mais oprimidas, que não há preconceito, violência e rejeição contra um ser humano apenas por ele ser do sexo feminino, mesmo na nossa suposta época moderna. E aqui arrisco uma opinião pessoal: feminismo é essencial e, se você acha que não é feminista, pense de novo, ou será que você não concorda, por exemplo, que uma mulher pode e deve receber o mesmo salário que um homem se faz a mesma função que ele numa empresa? Bem, isso é feminismo, meu caro e minha cara. E a cor do leite é um livro feminista da primeira à última linha.

Leitura intensa e sensível, a cor do leite certamente emocionará até mesmo o leitor mais duro. Impossível não se impressionar com a jornada de uma personagem tão rica e extraordinária como Mary. Recomendo do fundo do coração que leiam; esse livro é capaz de mudar sua visão de vida e vai tocá-lo profundamente.

Esse livro foi gentilmente cedido como cortesia pelo Grupo Editorial Record!

Ficha Técnica

Título: a cor do leite
Autor: Nell Leyshon
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 208
Avaliação: 5star

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A mágica dos sebos

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Susana Reis, no Literatortura

Minha estante está cheia. Cada dia aperto mais meus livros para se encaixarem direitinho dentro dela. Mas meu tempo para ler essas aquisições está cada vez mais curto. Para se ter uma ideia, comprei cinco livros na Bienal internacional do livro em São Paulo, a uns dois meses atrás, e comecei a ler o primeiro essa semana. E como se não bastasse, toda vez que eu passo em um sebo de livros, sou obrigada a entrar e consequentemente comprar… O resultado são mais livros para ler.

Poucas coisas na vida são melhores como resgatar um livro de um sebo. Talvez apenas lê-lo. É tão bom entrar em uma lojinha cheia de livros abandonados, esquecidos e empoeirados e começar a espirrar. Esses livros, em sua maioria com páginas amarelas, cheiro forte e com a capa caindo, são tão baratinhos em comparação com o que achamos nas livrarias que valem a pena. Aonde eu acharia “O grande Gatsby” em perfeito estado por três reais? Apenas em um sebo.

Dentro de um sebo podemos encontrar relíquias e livros que nunca pensamos que existia. Por exemplo, outro dia achei “Filadélfia”, o livro que foi inspirado no filme de mesmo nome protagonizado por Tom Hanks, por seis reais. Como não levar? Também achei “O Perfume”, de Patrick Süskind, por dez reais. São valores pequenos para livros que com certeza iremos ler. Alias, é um ótimo lugar para arriscar. Já comprei livros desconhecidos, estranhos e, confesso, pela capa. Além de dicionário de inglês!

Sebos também são bons locais para você se despedir de alguns livros e fazer trocas. Afinal todo mundo tem um momento de desespero, em que necessita de dinheiro. Ou melhor, se estiver sem dinheiro para comprar um novo livro, é só pensar naquele seu que você não gosta e trocar no sebo por outro. E quase uma utilidade pública.

Entrar em um sebo é mágico. Quando entro em um, o tempo para. Fico ouvindo a música de fundo (normalmente MPB, samba ou Roberto Carlos) enquanto procuro novidades, sinto o clima do lugar e namoro os livros. Quando não saio da loja com um livro na mão, a sensação é de tristeza. Quando o escolhido aparece, me sinto realizada.

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Viúva de José Saramago, Pilar del Río fala sobre romance inacabado do escritor

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‘Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas!’, livro incompleto do Nobel de Literatura, chega às livrarias brasileiras

Pilar del Rio admite pensar mais na morte depois da perda do companheiro

Pilar del Rio admite pensar mais na morte depois da perda do companheiro

Vanessa Aquino, no Divirta-se

O novo romance do escritor português José Saramago chegou às livrarias brasileiras, em setembro, com um alarde a mais além do título, que destaca em letras vermelhas trecho extraído da obra ‘Exortação da guerra’, de Gil Vicente: ‘Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas!’. Acontece que Saramago morreu antes mesmo de concluir a história. A publicação do livro causou celeuma entre os críticos. Segundo eles, dificilmente o autor publicaria algo antes da finalização. A viúva do mestre, Pilar del Río, no entanto, afirma que se trata de uma obra acabada. Ela diz que Saramago finalizou as páginas, embora não tenha conseguido terminar o romance em si. A edição contém notas do autor com descrições dos passos da construção da narrativa, ideias, detalhes e dúvidas a respeito do título.

Antes de acabar o romance, Saramago, no entanto, sabia bem como terminaria. “Creio que poderemos vir a ter um livro. O primeiro capítulo, refundido, não reescrito, saiu bem, apontando já algumas vias para a tal história ‘humana’. Os caracteres de Felícia e do marido aparecem bastante definidos. O livro terminará com um sonoro ‘Vá à merda’, proferido por ela. Um remate exemplar”, escreveu Saramago em uma das notas que compõem a publicação.

A história não terminou como Saramago previu. Aliás, não terminou. Faltou, inclusive, um ponto final — o que deixa o texto tão aberto, que o crítico português Alberto Gonçalves sugere que ‘Alabardas’ inaugura um novo gênero, o de romances “praticamente por começar” e conclui: “Meia dúzia de críticos hão de considerar estarmos perante um momento de ruptura na cultura universal”. No entanto, o estilo consagrado do polêmico escritor acaba se destacando, como sempre ocorreu antes mesmo da publicação de seus livros. O debate acerca da temática das obras começava logo no anúncio de lançamento de um romance.

'Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas!' De José Saramago. Companhia das Letras, 112 páginas. R$ 27,50

‘Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas!’ De José Saramago. Companhia das Letras, 112 páginas. R$ 27,50

“Num certo sentido, ‘Alabardas’ consagra de fato o estilo do Nobel, que em vida fazia questão de anunciar, ele próprio, o caráter polêmico de cada livro antes mesmo de o livro chegar ao público. Devido a condicionantes óbvias (a morte do autor), agora o anúncio da polêmica ficou a cargo de terceiros, mas o processo é idêntico e com uma vantagem: se o hábito consiste em privilegiar a algazarra em detrimento do conteúdo, desta vez o conteúdo quase não existe e a algazarra abunda. Saramago vintage, de fato. E, desde que ignoremos os pechisbeques anexos, a minha obra preferida dele. As outras não se liam em horas. Conto não ler esta em 20 minutos”, diz o crítico.

Em entrevista, Pilar del Río justifica a publicação da obra e garante que não há mais livros inéditos de Saramago. Diz também que o novo trabalho é um final feliz “em mais alto grau de criatividade.” A jornalista fala, ainda, sobre a ausência do marido, o dia a dia na Fundação Saramago e as parcerias com Fernando Gómez Aguilera, Luiz Eduardo Soares e Roberto Saviano, que assinam os textos que complementam o livro; assim como a participação de Günter Grass com os traços fortes que ilustram a história do Nobel português.

Entrevista / Pilar del Río

Como veio a decisão de publicar uma obra inacabada de Saramago?
Porque é uma obra acabada, de um mestre da literatura, que merece ser conhecida pelos leitores. E digo bem: essas páginas estão acabadas, mesmo que o romance não esteja. É o que se entende pelas notas que o autor deixou escritas e que foram publicadas.

Ele chegou a revisar o texto? Acredita que ele publicaria um livro sem revisar?
Não sei se faria, porque nunca vou interpretar quem não está aqui. Sei, isso sim, que os capítulos que ele deixou estão acabados. Também sei que era fiel leitor de obras cujos autores não puderam terminar, como Camus e Mann.

A maioria das críticas sugere que Saramago não teria revisado o texto. E que isso comprometeria a obra. Como avalia isso?
O texto estava revisado, pronto. O autor ia mudar de nome e a morte veio quanto estudava outra frase. Digamos que o planejamento estava em finalização também, como se pode ver nas notas.

Como você vê que os textos complementares de Roberto Saviano, Fernando Gómez Aguilera e Luiz Eduardo contribuem no texto de Saramago?
Como disse um editor brasileiro na apresentação em Lisboa, o diálogo se produz no livro porque o autor não está aqui para mantê-lo fora. Estes três autores completam a função ética de Alabardas, a de dar uma porrada nas consciências adormecidas de tanta gente. Saramago estabelece a função literária e abre caminho para os demais.

E a parceria com Günter Grass, como se deu?
Como se dão as relações entre colegas, de forma generosa e decidida: dos antibelicistas que se gostam, se respeitam e se valorizam.

Saramago é considerado um autor profundamente parabólico. Você concorda com isso? O que acredita ser a principal mensagem desse novo livro?
Não sei se é um autor parabólico… José Saramago podia utilizar a alegoria ou outra forma literária, o que nunca fez de seus romances algo panfletário ou de falso moralismo. Ele fazia literatura a partir de assuntos que lhe inquietavam e os desenvolvia com seu peculiar e estupendo estilo literário. Respeitava muito o leitor, para fazer doutrina, como sabe qualquer leitor que já o leu. E o humor e a ironia estão sempre presentes antes de qualquer tentação de deixar que pesem ideias e conceitos dogmáticos, sejam políticos, sejam religiosos. José Saramago era um antidogmático.

Há outro trabalho inédito a ser publicado?
Não, não há nenhum outro livro a ser publicado. Haverá, sim, e espero que muitas, reedições.

Como anda o projeto do Diocionário Saramaguiano?
Está a caminho, mas não é a Fundação que está tocando. É o professor Carlos Reis, a partir de sua absoluta e grande liberdade de acadêmico de primeira ordem.

Como é a sua rotina com a demanda de trabalho da fundação?
Rotina? Cada dia é novo. Os brasileiros que vêm se assombram de ver como se trabalha. E se emocionam com a exposição permanente e com o espírito da casa. Muitos também vão a Lanzarote, onde se pode ver a casa e a biblioteca de José Saramago, que está aberta para visita pública.

O que da convivência com Saramago você mais sente falta?
Isso, a convivência e me desculpe por não ser mais explícita neste assunto tão pessoal.

Passou a ver a morte de uma maneira diferente depois que ele morreu?
Talvez a desejá-la mais. E que seja tão natural e tranquila como a que ele teve.

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Novo e-reader brasileiro vai te convencer a trocar os livros de papel pelos digitais

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Publicado por Hypeness

Alguns hábitos nunca mudam para algumas pessoas, como a paixão de ler, mas a tecnologia cada dia mais tem chegado para facilitar a nossa vida e simplificar essas tarefas do cotidiano. Um exemplo disso, são os e-readers, que fizeram com que não seja mais preciso acumular estantes de livros em casa, e nem andar por aí carregando uma pilha deles debaixo do braço.

O mercado recentemente ganhou um novo produto nessa categoria: é o Lev Saraiva, um gadget que você pode levar na bolsa e que te permite ler os livros que quiser em poucos cliques. A gente recebeu o produto aqui no QG do Hypeness e é claro que fomos logo testar – afinal, somos devoradores de livros.

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A primeira coisa que chama atenção é o peso do produto que faz jus ao nome. O e-reader é bem leve (pesa 190g) e também pequeno: com 12cm x 16,6cm x 0,9cm. O produto todo só tem um botão de menu, deixando mais espaço livre para a tela touch E-Ink de 6″. Na parte de baixo do Lev, fica a luz que indica a quantidade de bateria restante, assim como a entrada para o cabo USB, cartão micro SD e o botão de liga/desliga. O gadget pode ser manuseado sem problemas com uma mão só, fazendo com que o usuário possa mudar de página sem precisar ficar clicando em botões: basta apenas fazer o mesmo movimento que você faria ao virar a página de um livro, deslizando o dedo da direita para a esquerda na tela.

Para inserir seus livros, você pode usar tanto o cabo USB como pode fazê-lo também via Wi-fi, e guardá-los usando os 4GB de armazenamento interno ou então em algum cartão microSD de até 32GB, para aqueles viciados em livros.

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Falando da melhor parte: a resolução da tela digital de 758 X 1024 pixels que garante uma ótima nitidez na hora da leitura, dando impressão de estar lendo em papel. O Lev tem um sistema de leitura de arquivos em PDF super eficiente, graças à tecnologia chamada PDF Reflow que adapta qualquer texto para o tamanho da tela, fazendo com que você não precise perder tempo dando e tirando o zoom da tela para reorganizar o texto. Além disso, ele também aceita formatos JPEG, PNG, GIF, BMP, ICO, TIF e PSD.

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A leitura é boa e bastante confortável e não cansa a vista (mesmo sob à luz do sol) e os menus são simples de entender e bastante intuitivos. Também é possível fazer anotações, marcar trechos e páginas enquanto você segue com a leitura, mais um ponto positivo para quem não abre mão de ir fazendo anotações enquanto lê.

Outro ponto bem bacana do Lev é a bateria que, segundo especificação técnica, pode chegar até os impressionantes 28 dias de uso com a luz de suporte ligada.

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O bacana é que no Lev, você pode ler livros de basicamente qualquer loja do mundo, além de receber 10 livros de graça no ato da compra e ainda poder escolher mais 4 outros títulos da lista de best-sellers.

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Conclusão final: o gadget vale bastante a pena para quem busca um leitor digital leve, fácil de manusear, com bateria de longa duração e uma leitura confortável.

Para mais infos, acesse o site da Saraiva.

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