Caixa Rubem Braga

Casa do Harry Potter, em Londres, está à venda por quase R$ 2 milhões

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Diferentemente das outras locações dos filmes e dos livros, a residência existe de fato. O imóvel fica em Martins Heron, em Bracknell, cidade do Reino Unido

Leticia Carvalho no Metropoles

Estudar em Hogwarts, atravessar o Beco Diagonal e beber uma cerveja amanteigada. Todo fã de Harry Potter já sonhou em fazer alguma dessas atividades. E morar na casa dos tios do bruxo? Diferentemente das outras locações, a residência existe de fato e está à venda. O imóvel – que no livro fica na Rua dos Alfeneiros, nº 4, em Little Whinging –, na verdade, está situado em Martins Heron, em Bracknell, cidade do Reino Unido.

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Para ter a experiência de morar na casa onde Harry recebeu a carta de aceitação em Hogwarts, no entanto, é preciso desembolsar £475 mil libras (algo em torno de R$ 2.031.218, na cotação atual). Se a poupança não está tão grande assim, dá para matar a saudade do bruxo nos filmes ou visitar a versão cenográfica da locação, na Warner Bros Studio Tour, em Londres.

No passeio, os visitantes têm a oportunidade de conhecer não só a Rua dos Alfeneiros, mas também todas as outras locações que habitaram o imaginário dos fãs de Harry Potter ao longo dos últimos anos.

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Morre Dalton Prager, garoto que inspirou personagem do livro ‘A Culpa É das Estrelas’

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Caio Delcolli, no Brasil Post

Dalton Prager, o marido do casal que inspirou o livro A Culpa É das Estrelas (The Fault in Our Stars), de John Green, morreu aos 25 anos, no último sábado (17). As informações são da CNN.

Ele tinha fibrose cística e uma infecção causou sua morte. Dalton estava internado na UTI do Barnes-Jewish Hospital, em St. Louis, no estado do Missouri. Ele foi a referência de Green para criar o personagem Augustus Waters.

Katie, esposa de Dalton que inspirou a protagonista do livro, Hazel Grace Lancaster, disse no Facebook: “Ele foi corajoso e ‘desistir’ não estava em seu vocabulário”. Katie também tem fibrose cística.

A garota estava em casa, na cidade de Flemingsburg, Kentucky, recebendo cuidados paliativos, quando se comunicou com o esposo pela última vez pelo FaceTime, enquanto Dalton morria. Ela disse que o ama. Segundo a mãe de Katie, Debra, talvez Dalton não a tenha ouvido.

O rapaz, que respirava com ajuda de aparelhos há duas semanas, não conseguiu se recuperar para se juntar à esposa em casa, como a família havia planejado. Ambos se viram pessoalmente pela última vez em 16 de julho, no quinto aniversário de casamento.

Relacionamento e saúde

Ambos começaram a conversar pela internet, antes de iniciarem um relacionamento. Eles se casaram dois anos depois, em 2011, aos 20 anos de idade cada.

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Juntos, Dalton e Katie enfrentaram diversos problemas de saúde, como um linfoma que o rapaz desenvolveu após fazer um transplante de pulmão em 2014.

O transplante de pulmão de Katie, realizado em 2015, tem sido problemático – entre idas e vindas do hospital, os médicos lhe disseram que não há mais nada a fazer.

Apesar de a bactéria de Dalton ser altamente contagiosa e os médicos de Katie lhe recomendarem nenhum contato com outro paciente com fibrose cística, ela insistiu no relacionamento.

“Eu disse a Dalton que prefiro ser feliz de verdade por cinco anos da minha vida e morrer mais cedo a ser mediocremente feliz e viver por 20 anos”, disse Katie anos atrás, segundo a CNN.

“Isso foi uma coisa sobre a qual eu realmente tive que refletir, mas quando você tem esses sentimentos, simplesmente sabe.”

Best-seller

Lançado em 2012, o livro de John Green se tornou um enorme sucesso, com milhões de leitores engajados na obra, que também foi elogiada pela crítica. Mais de dez milhões e meio de cópias foram vendidas, de acordo com o Telegraph. No Brasil, a obra foi lançada pela Intrínseca.

O romance foi adaptado para um filme homônimo, lançado em 2014 e dirigido por Josh Boone – que também foi sucesso de crítica e bilheteria.

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“A literatura é apresentada na escola como velha, chata e obrigatória”

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Bruno Vaiano, na Galileu

Não é preciso queimar livros para destruir uma cultura. Só faça com que as pessoas parem de lê-los.”

― Ray Bradbury, autor de Farenheit 451, obra distópica que, por ironia, fala de um futuro em que os bombeiros são responsáveis por queimar livros.

Leyla Perrone-Moisés é professora de literatura na era de 50 Tons de Cinza. E faz mais de 50 anos que está na profissão. Hoje na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, a especialista lança Mutações da Literatura no Século 21 (Cia. das Letras, R$ 44,90), livro que, qualquer leitor dedicado poderá atestar, mais parece uma bússola para se guiar pelo mundo confuso da literatura contemporânea.

(Foto: Ricardo Parada/Cia. das Letras)

(Foto: Ricardo Parada/Cia. das Letras)

Como já aconteceu com o rock, com Elvis Presley, com Deus e mais um monte de coisas, a morte da literatura já foi anunciada incontáveis vezes. Mas ao contrário do que ocorre com Elvis — que, até onde se sabe, era um ser vivo — não há teóricos da conspiração penando para ressuscitá-la. Apesar disso, exatamente como acontece com o rock, a literatura já resiste, embora não incólume, a mais de um século de gente respeitável pensando no seu fim.

E é assim que o livro começa. Logo nas primeiras páginas, o diagnóstico: uma lista melancólica e interminável de ensaios de crítica literária que discutem o fim da arte da palavra. O Último Escritor, Desencanto com a Literatura, O Último Leitor, A Literatura em Perigo, O Silêncio dos Livros etc. Pois é, não vou continuar, não quero arrancar lágrimas.

O livro, porém, longe de endossar o ar de pessimismo que paira sobre a lista de títulos acima, passa um pente fino consciente pelas manifestações literárias e críticas de nosso tempo. Em sua primeira metade, há passagens pelo estado atual da crítica literária e do ensino de literatura e pela própria definição de literatura pós-moderna. Depois, reflexões esclarecedoras sobre os fenômenos que hoje podemos ver surgir escondidos detrás dos bestsellers nas boas livrarias, como o retorno dos longos romances, a autoficcção e os autores que escrevem sobre outros autores.

Com a GALILEU, Leyla falou sobre a relação da nossa geração com os livros, sobre a importância da arte, sobre Karl Ove Knausgård ― cujo tradutor, Guilherme da Silva Braga, também conversou com a revista ― e, claro, sobre o momento atual da literatura.

Você afirma que nossa época é a de “pensar o passado recente e criticar os caminhos do presente. Só depois dessa fase poderão surgir ‘pensamentos novos’. E deixaremos de vê-la como ‘pós’, para vê-la como ‘pré’ alguma coisa que ignoramos”. Outras gerações foram capazes de perceber o surgimento de um movimento? Ou nós podemos estar vivendo um “pré” nesse exato momento sem nos dar conta disso?

Acho que nenhuma geração tem consciência imediata de que está participando de um movimento novo e importante. A percepção de um “pré” e de um “pós” só vem num momento posterior, quando as obras daquela geração são vistas em conjunto e mostram traços comuns muito diferentes do que as da geração anterior.

Entretanto, em alguns momentos da história os escritores sentem que algo importante está acontecendo no mundo, como foi o caso do romantismo, anunciador e contemporâneo da Revolução Francesa. Diante daquela mudança, alguns exprimiram a nostalgia do passado, outros o entusiasmo pelo futuro.

A diferença é que atualmente os homens sentem que há uma mudança positiva e acelerada nas ciências e nas tecnologias, mas nas sociedades só vêem a proliferação da violência, das guerras e do terror, sem um projeto geral de melhoria. E a literatura atual se limita a apontar essa situação, “sem ideal nem esperança”, como no poema Tabacaria de Fernando Pessoa.

Eu adoro que você tenha dedicado um trecho do livro a Karl Ove Knausgård. Se por um lado o que ele faz é boa literatura, por outro tem um apelo popular que poucos livros considerados literários têm. Como você explica a existência de uma obra tão “afinada” com o espírito de seu tempo?

A obra de Knausgård gerou identificação porque ele narra uma existência comum em nosso tempo, desde a infância numa família problemática, passando por uma juventude roqueira e entorpecida pelo álcool, até a maturidade e a formação de uma nova família, que ele deseja tornar mais feliz do que a sua de origem.

Se fosse só isso, sua obra seria apenas um bom documento de época. Mas ela é mais do que a narrativa minuciosa de uma vida comum. Ela é movida por um desejo maior do que o de simplesmente ser feliz: o desejo de ser escritor, que o leva a ser um observador atento, que reflete sobre o que vê em sua volta, fazendo o leitor pensar em suas próprias experiências. A condição para a autoficção ser boa literatura é não ser somente uma exibição da pessoa do autor, como no Facebook, mas ser uma abertura para o mundo e para o outro a que se destina, o leitor.

Você considera “útil” uma palavra perigosa? Muitas discussões sobre a importância da literatura passam por sua “utilidade”. Mas julgar a arte por sua finalidade prática parece algo perigoso.

Apalavra “util” não é perigosa; depende do sentido que lhe damos. Nas sociedades atuais, considera-se útil apenas o que é aplicável na vida cotidiana, visando a uma melhoria imediata ou a um lucro monetário. Nesse sentido, a arte não é útil. Ela não nasce de uma finalidade básica, como a moradia e a alimentação. Ela nasce da necessidade humana de algo mais do que a simples sobrevivência. Ela não tem aplicação imediata.

A arte só é útil indiretamente, na medida em que ela lida com objetivos superiores, como o desejo de enxergar e compreender a realidade para além de sua aparência e a capacidade de alterá-la pela imaginação. E é por essa possibilidade de modificar a realidade que ela é considerada perigosa por aqueles que não desejam uma realidade diferente daquela em que vivemos.

A minha geração possui um fetiche pelo livro como objeto que a geração anterior não cultivou. Mas, no geral, não há discernimento entre entretenimento, divulgação científica, arte, ficção científica e romances policiais nos canais do YouTube que comentam livros. Você acredita na ideia de que obras massificadas podem abrir caminho para que os leitores façam a transição para a literatura estudada na universidade? Ou as pessoas tendem a estagnar?

Atualmente, as obras mais populares de qualquer gênero – ficção científica, policial, sentimental – são diluições de obras literárias anteriores mais complexas e mais inventivas, que os leitores das obras massificadas desconhecem por falta de cultura.

Não acredito nessa transição, porque as obras massificadas habituam os leitores a histórias simples e a uma linguagem fácil, feita de clichês. Os leitores comuns recusam o esforço exigido pela boa literatura, ou por não terem acesso a ela, ou porque esta lhes é apresentada na escola como coisa velha, chata e obrigatória. Se eles tivessem sido devidamente iniciados à leitura de boas obras literárias desde a infância (já que há boas obras para todas as idades), eles descobriram o prazer e o conhecimento que elas oferecem. E os jovens veriam que o livro não é apenas um objeto para por na estante, porque tem uma capa chamativa e porque os colegas o tem, mas uma porta para outros mundos mais significativos e mais reais do que aquele dos super-heróis.

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Confira 10 costumes que você deve ter para fazer com que seu dia seja mais produtivo

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Publicado no Amo Direito

Ser produtivo nem sempre é uma missão fácil: isto requer que você adquira hábitos não inatos, mas importantes pra seu sucesso. Pensando nisso, preparamos uma lista com 10 costumes que pessoas produtivas têm – e que você deve adquirir.

1. Saia da sua zona de conforto
Quando você está acostumado com uma situação e permanece na sua zona de conforto dificilmente aprende novas coisas, já que tende a não correr grandes riscos. Muitas vezes, ainda que seja uma decisão difícil, é necessário explorar novas possibilidades, pois assim você amadurece, desenvolve novas habilidades e expande seus horizontes.

2. Não faça antes de aprender
Pessoas produtivas não correm o risco de “refazer” algo. Primeiro elas aprendem e depois fazem. Assim, você não desperdiça seu tempo com algo que não sabe como executar. Está é uma oportunidade para desenvolver um outro bom hábito: pergunte sempre. Quando você pergunta, demonstra interesse e ainda aprende novas coisas. Além disso, você perceberá que toda forma de conhecimento será útil e expandirá sua mente.

3. Peça conselhos
Conselho é uma das melhores formas de aprendizagem. Pessoas que já passaram pela mesma situação que você ou que têm mais experiência em uma determinada área podem te guiar em decisões difíceis. Embora você se senta inseguro ou dependente, não tenha medo de pedir conselhos aos outros.

4. Não se perca em pequenos detalhes

Algumas vezes, quando muito envolvido em algum projeto, tendemos a nos prender em pequenos detalhes e gastamos horas tentando resolver uma questão irrelevante. Contudo, muitas vezes, é possível deixar esses problemas para “mais tarde” e continuar progredindo em outras áreas. Mas atenção: não acumule pequenos problemas, pois eles podem se tornar um grande.

5. Não queira resolver tudo de uma vez
Tentar fazer mais de uma atividade ao mesmo tempo pode diminuir sua produtividade e limitar suas habilidades, portanto, focar em uma única atividade e explorar seu melhor pode ser o mais recomendado para você.

6. Não minta para você mesmo
Mentir para si próprio e criar desculpas para problemas mal resolvidos é muito mais fácil do buscar uma solução para uma situação. Contudo, isso não aumentará sua produtividade. Aceite as situações difíceis e lide com elas da melhor maneira possível. Assim, você se verá crescendo e evoluindo através de seus erros e dificuldades.

7. Peça opinião
Saber o que os outros pensam sobre um projeto, por exemplo, te ajudará a desenvolvê-lo ainda mais, já que diferentes pessoas têm diferentes pontos de vista e visões de mundo. Uma nova perspectiva pode indicar erros que você não tinha notado, além de apontar possíveis melhorias. Não tenha medo nem hesite ao pedir um feedback.

8. Não siga, lidere
Pessoas bem-sucedidas tendem a se tornar lideres pois têm mais facilidade para lidar com situações difíceis, por este motivo, para ser mais produtivo, busque pensar em pequenas e grandes atitudes que podem ser tomadas em equipe.

9. Não deixe o passado afetar seu futuro
O que aconteceu no passado, fica no passado. Aprenda com seus erros, mas siga em frente. Você nunca conseguirá mudar o que já fez, mas pode, em atitudes futuras, transformar seus erros em conquistas e vitórias.

10. Não conviva com pessoas negativas
Assim como pensamentos positivos atraem coisas positivas, estar próximo a pessoas negativas também trará coisas ruins para você. Por isso, conviva com pessoas que vejam sempre o lado bom das coisas – e seja assim também.

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Cinema agora faz parte do currículo de escolas infantis da Argentina

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Children at a 3-D Movie

Ana Beatriz Rosa, no Brasil Post

Escola Vai Ao Cinema.

Esse é o nome do novo programa de educação do país hermano que muita gente invejaria e que é inspirado em uma política semelhante França. Agora, os filmes fazem parte do currículo da educação infantil do país.

O projeto é resultado de um acordo feito entre o presidente francês, François Hollande, durante sua visita à Argentina e que teve o aval do INCAA Film, o instituto de cinema do país, da agência de filme CNC, da França, e do Instituto Francês.

A ideia é fazer um esforço para aumentar as audiências nos cinemas locais e incentivar o mercado de filmes argentino.

Especialistas franceses visitaram Buenos Aires e se reuniram com os profissionais argentinos para estudar uma forma viável de replicar o programa francês de sucesso École au Cinema.

Agora, alunos de sete entre 24 províncias argentinas serão levados às salas de cinema para assistir às obras nacionais e terão aulas sobre o histórico e a crítica da produção do país, de acordo com informações da Variety.

“As crianças vão muito pouco ao cinema, e, do que viram, poucos são os filmes argentinos. E os filmes que se assistem são normalmente vistos on-line”, argumentou Alejandro Calcetta, presidente da INCAA. “Nós fizemos um programa de longo prazo que esperamos intensificar ao longo do tempo para que se torne parte da política do governo.”

A expectativa dos envolvidos é que o impacto da ação seja tão positivo quanto foi na França – lá, o programa nas escolas foi lançado em 1989 e hoje o país tem um dos maiores mercados nacionais de qualquer cinema europeu, de acordo com estatísticas da CNC.

“O trabalho tem que ser agora na distribuição e exibição. Se nós só produzirmos, mas não mostrarmos os nossos filmes, seremos um cemitério cinema”, argumentou Calcetta.

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