Concurso Cultural Literário (61)

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capa diário

LEIA UM TRECHO

Aos 13 anos, Isadora Faber, uma estudante de escola pública de Florianópolis (SC), indignada com os problemas de ensino e infraestrutura de seu colégio resolveu criar uma página no Facebook, o Diário de Classe, para denunciá-los. Chamou a atenção da imprensa nacional e internacional, mobilizou milhares de seguidores e conseguiu as mudanças que reivindicou.

Sua jornada, no entanto, foi árdua: sofreu críticas, ameaças, represálias, agressões e processos. Porém, não desistiu, e hoje tem mais de 625 mil seguidores, inspirou a criação de mais de cem Diários de Classe, já participou de inúmeras palestras e eventos, ganhou prêmios e fundou a ONG Isadora Faber, com a qual continua seu trabalho por uma educação pública de qualidade no Brasil.

Mais que um relato de coragem e do poder do webativismo, este livro é um retrato perturbador da situação da educação e dos serviços públicos brasileiros, que grita por cidadania e por transformações urgentes.

Vamos sortear 3 exemplares de “Diário de classe – A verdade“, superlançamento da Gutenberg.

Para participar, registre na área de comentários uma dica de como os alunos podem contribuir para melhorar a Educação no Brasil (use no máximo 3 linhas).

O resultado será divulgado no dia 12/5 às 17h30 neste post.

Se usar o Facebook, por gentileza deixe seu e-mail de contato.

Boa sorte! :-)

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Quem é o novo assassino de ‘Game of thrones’? (spoiler)

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Publicado em O Globo

Quem leu os livros que inspiram a série ‘Game of thrones’ já sabia que o desprezível rei Joffrey Baratheon morreria, mas poucos esperavam que acontecesse tão cedo na temporada, ainda no segundo episódio (apesar da distância entre os dois casamentos fatais no livro ser de menos de 100 páginas).

Joffrey morreu, envenenado pelo vinho ou pela torta, em sua festa de casamento com Margaery Tyrell, no episódio que foi ao ar neste domingo. Na festa que deveria selar a paz em todo o reino de Westeros ficou claro que a guerra ainda está longe de acabar.

Logo após a morte do filho, a rainha-regente Cersei Lannister não teve dúvidas e mandou prender o irmão Tyrion pelo assassinato. Mas entre os espectadores a culpa do anão está longe de ser uma certeza. Então, quem matou Joffrey Baratheon?

1. Tyrion Lannister

Imagem de Amostra do You Tube

A relação entre Tyrion e Joffrey nunca foi boa. Apesar do comportamento hedonista, Tyrion sempre foi muito mais rígido com o sobrinho do que os pais dele. Durante o casamento, Joffrey faz tudo o que pode para humilhar o tio, incluindo um show de comédia de anões na cerimônia e até mesmo derramando vinho na cabeça dele. No fim, exige que o tio lhe sirva o vinho que pode ter causado a sua morte.

O vídeo acima é da primeira temporada, quando Tyrion já tentava ensinar modos ao ainda príncipe Joffrey. O tapa no rosto acabou virando meme.

2. Oberyn Martell

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A Víbora Vermelha de Dorne entrou para a série nesta temporada e já no primeiro episódio deixou claro que está na cidade para matar Lannisters. O príncipe de Dorne quer vingar a morte de sua irmã, Elia. Ela era a mulher do príncipe Rhaegar, morto durante a rebelião de Robert Baratheon, que teve em Tywin Lannister um dos principais aliados.

3. Petyr Baelish, o Mindinho

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‘O caos é uma escada’, ele disse na terceira temporada. E poucas coisas desestabilizam mais que o assassinato de um rei. Um dos principais conselheiros do rei, Mindinho não estava no casamento, o que torna tudo ainda mais suspeito. Ou não?

4. Varys

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Mais um que age nos subterrânos do poder. Curiosamente, a câmera foca nele em vários momentos do casamento, o que pode ser uma tentativa do diretor de sugerir uma ligação dele com o assassinato ou de desviar a atenção para os verdadeiros culpados. De qualquer forma, Varys sempre gosta de reforçar que nada acontece na corte sem que ele saiba.

5. Dontos Hollard

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O bobo da corte era uma das vítimas favoritas das humilhações impostas por Joffrey a todos a sua volta. Ele pode não ser culpado, mas estava pelo menos informado de que algo iria acontecer, pois aparece muito rápido para tirar Sansa de cena, sabendo dos riscos que ela corria.

6. Sansa Stark

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Desde a primeira temporada, quando Joffrey mandou executar Ned Stark, o pai de Sansa, ninguém tem mais motivos para querer matá-lo do que ela. Depois do assassinato, o rei ainda se dedicou a humilhar e agredir a ex-noiva sempre que podia. Mas uma atitude tão drástica não parece fazer parte do tempramento de Sansa, sempre passiva e subserviente.

7. Olenna e Margaery Tyrell

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Ao chegar a Porto Real, com a neta Margaery já prometida em casamento a Joffrey, a senhora Olenna Tyrell pergunta a ex-noiva Sansa como é o comportamento do rei. “Ele é um monstro”, é a resposta nada tranquilizadora. A morte poderia ser uma tentativa de proteger a neta, mas a escolha do momento não parece adequada. Afinal, Margaery sequer consumou o casamento e não tem direito de sucessão com a morte de Joffrey.

8. Melisandre

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Na última temporada, a sacerdotisa jogou três sanguessugas no fogo, representando os três reis que desafiavam Stannis Baratheon. Robb Stark e Joffrey já se foram. Se Balon Greyjoy morrer nos próximos episódios, será difícil questionar os poderes do deus de Melisandre.

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Internet não diminui o valor do romance

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Marcelo Wainer, no Livros e Afins

Links, vídeos, imagens, textos e comentários, esse é o ambiente que a internet proporciona a seus usuários. Tudo atrelado à rapidez e à cada vez mais fácil perda de interesse em qualquer tipo de conteúdo. Nada mais natural pensar que o predomínio da ferramenta levaria à morte do romance. Não foi o que aconteceu, defendem os autores Alexandre Marino, Daniel Galera, Joca Terron e André Giusti, na 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura.

“A literatura evoluiu segundo critérios que já existiam. A lista de livros mais vendidos é semelhante à que era antes da internet. Os romances ainda estão lá. Os livros com mais de 500 páginas ainda são best sellers”, diz o escritor e tradutor Daniel Galera. Para Galera, a internet é uma ferramenta necessária à literatura, faz parte da escrita como faz parte de qualquer outro trabalho. Prova disso é que os títulos lançados atualmente tem a versão digital também à venda nas livrarias. “O que mudou foi o suporte [computadores, tablets], mas não a literatura”.

O escritor conta que, quando começou a escrever, a internet ainda estava em evolução. Como não havia publicadores, blogs ou redes sociais, usava o e-mail para veicular uma revista distribuída a 1,5 mil assinantes. Muito do que foi produzido naquela época, ele diz que ajudou a compor o primeiro livro, Dentes Guardados, lançado em 2001.

Já Alexandre Marino, que pertence à geração anterior à internet, quando publicar era luxo e passar pela censura da ditadura, uma batalha, acredita que a internet não vai acabar nem mesmo com os livros de papel. “Com a internet, ganhou-se alcance, mas com ela veio também uma tecnologia que facilitou a impressão de livros”, diz.

Nenhum dos autores sabe prever por quais mudanças a literatura ainda vai passar, mas dentre as que já passou, André Giusti destaca a troca com os leitores, os comentários, a facilidade de divulgação. Poeta e usuário da internet, ele utiliza o blog e as redes sociais para publicar. “Recentemente, em um dia, tive mais de 60 curtidas no Facebook em um poema. Quando, com um livro, teria mais de 60 leitores em um dia?”, questiona.

Joca Terron, poeta, prosador, artista gráfico e editor brasileiro, valoriza as facilidades da internet, mas diz que é preciso cautela. “Para mim, a internet é a perfeição atingida do que é literatura: processo coletivo”, diz. E explica que a internet traz também a ilusão de que se é lido em um ambiente onde “todo mundo fala e pouquíssima gente escuta”. O escritor passa a ser mais um perfil na internet em busca de um clique “curtir” dos leitores.

O assunto foi debatido no seminário Internet – Estética, Difusão e Mercado, na 2ª Bienal do Livro, em Brasília. O evento tem entrada franca e prossegue até o dia 21 de abril. A programação está disponível na internet, no site http://www.bienalbrasildolivro.com.br.

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Por que ler dá sono?

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O problema não é a leitura, é você. E a hora em que resolve abrir o livro

Students Air Their Belongings After Winter Vacation

Cristine Kist, na Superinteressante

Não é ler um livro que dá sono, claro, mas substâncias químicas que agem no corpo. Uma delas é a adenosina, que se acumula ao longo do dia. Quanto mais adenosina, maior o sono, explica Fábio Haggstram, diretor do Centro de Distúrbios do Sono do Hospital São Lucas, de Porto Alegre. Ou seja, o problema, na verdade, é a hora da leitura. Experimente ler em outro horário. Você pode até sentir preguiça, não conseguir nem virar a página e se entediar. Mas não terá sono.

Já a segunda substância envolvida é a melatonina. Ela regula o sono, pois é liberada quando o ambiente escurece. Por isso dormimos, normalmente, à noite. E, como a luz inibe a produção de melatonina, quem lê no tablet, por exemplo, tende a sentir menos sono do que quem lê no papel. É por esse mesmo motivo que é mais fácil passar horas na internet ou vendo televisão do que ler um bom livro de madrugada. Não se sinta culpado se a TV estiver mais agradável às 4h.

Três dicas para não dormir

Ponha a leitura em dia antes de cair no sono

1. Começou a bocejar? Levante e dê uns pulinhos. Estar acordado é reagir a estímulos, e esse pequeno exercício nada mais é do que um estímulo motor. De quebra, vai ajudar a quebrar a monotonia.

2. Ler em voz alta exercita outras partes do cérebro, como o lobo temporal (relacionado à audição) e o lobo frontal (relacionado à produção da fala), e vai acabar com aquela preguiça momentânea.

3. Leia sentado. É lógico: a não ser que você tenha problema na coluna, é mais difícil dormir sentado do que deitado, já que, para dormir, é preciso relaxar toda a musculatura, o que não ocorre sentado.

dica do Jarbas Aragão

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Pesquisa mostra prejuízo ao ensino causado pela indisciplina no país

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Segundo números do Pisa, problemas como interrupções de aulas, atrasos e ausência de professor são mais frequentes no Brasil
Levantamento da Fundação Lemann mostra que “clima escolar” no país é pior que a média internacional em todos os itens

Os professores Cristiane Vera Cruz e Ivan Macedo, do Colégio estadual Operário João Vicente, em Caxias (Foto: Cléber Júnior / Agência O Globo)

Os professores Cristiane Vera Cruz e Ivan Macedo, do Colégio estadual Operário João Vicente, em Caxias (Foto: Cléber Júnior / Agência O Globo)

Lauro Neto, em O Globo

Uma pesquisa com diretores de escolas que participaram da última edição do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2012 sugere explicações para o mau desempenho do Brasil, que ficou entre as 10 últimas posições na lista de 65 países pesquisados. Dados tabulados com exclusividade pela Fundação Lemann para O GLOBO mostram até que ponto 19 fatores sobre clima escolar atrapalham o aprendizado de matemática, leitura e ciências, disciplinas avaliadas na prova, aplicada a alunos de 15 anos. Entre esses fatores estão evasão, atraso e falta a aulas por alunos e professores, uso de álcool e drogas por estudantes, bullying e falta de respeito com os docentes.

Cerca de 800 diretores de escolas brasileiras responderam a um questionário com 19 perguntas, como parte do Pisa 2012. A intensidade com que os problemas atrapalham o aprendizado nas escolas brasileiras é maior do que a média dos países da Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE) em todos os itens da pesquisa. As possibilidades de resposta foram divididas em quatro opções (“nada”, “muito pouco”, “até certo ponto” e “muito”) para perguntas como: “até que ponto a interrupção de aulas por alunos impede a aprendizagem?”.

Nessa questão, aliás, o Brasil é o último do ranking de 65 países avaliados. Para 24,57% dos diretores de escolas nacionais, interrupcões de estudantes atrapalham muito o aprendizado. Já a média dos países participantes da OCDE é de apenas 2,54%. Em países como Reino Unido, Canadá, Tailândia e Polônia, menos de 1% dos dirigentes de colégios veem as interrupções como um grande empecilho ao aprendizado.

denador de projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins Faria cruzou dados das respostas com desempenhos nas três provas, e viu uma relação de causa e consequência.

- A maioria dos itens tem uma relação forte com o aprendizado. Por exemplo, nos países que relatam que há muito problema de atraso dos alunos, a proficiência é mais baixa. Naqueles que relatam que acontece pouco, a proficiência é mais alta – compara Martins Faria.

O especialista pondera que pode acontecer de um país ter uma maior frequência de um problema e ainda assim ter um resultado melhor, ou o inverso.

- Não são só esses fatores que determinam a qualidade da educação. Mas para todos os países há esta tendência: resultados baixos (em matemática, leitura e ciências) nas escolas em que os diretores relatam a maior incidência de um problema, e resultados altos onde relatam menos. Em várias perguntas isso aparece. As questões de clima escolar estão muito ligadas aos resultados do aprendizado – diz ele.

Professor ameaçado por aluno

Professor de matemática, Ivan Macedo vive essa realidade no dia a dia. Ele dá aulas no ensino médio do Colégio Estadual Operário João Vicente, em Duque de Caxias, e endossa os 14,08% das escolas brasileiras que consideram que a aprendizagem dos alunos é muito dificultada pela falta de respeito com docentes. Na média dos países da OCDE, a alta frequência desse problema é de 1,88%. Na opção “até certo ponto”, os percentuais são de 27,23% e 15,19%, respectivamente.

- Na semana passada, um aluno do 3º ano faltou com respeito a mim e a outro professor nos xingando. Já aconteceu de aluno ameaçar me bater, mas não chegou às vias de fato. Em um Ciep em que trabalhei, um professor foi ameaçado por um grupo em que um aluno estava armado. A agressividade e a falta de respeito atrapalham os alunos bons que querem participar, mas ficam cansados com essas situações. A grande maioria atrapalha os outros. O tempo já é curto, e ainda temos que ensinar para gente grande como ter educação – lamenta Ivan, de 24 anos.

Diretora adjunta do mesmo colégio, a professora de língua portuguesa Cristiane Vera Cruz acredita que a evasão escolar é um dos maiores entraves ao aprendizado. No Brasil, 15,85% dos diretores disseram que esse problema atrapalha muito, mais que o dobro nos países da OCDE (7,01%). Na opção “até certo ponto”, a diferença percentual é maior: 35,96% contra 26,15%, respectivamente.

- A evasão está acontecendo bastante, principalmente no turno da noite, porque os alunos trabalham e acabam não vindo à aula. No momento em que abandonam, há uma ruptura. Mesmo que venham a retomar os estudos depois, não é o mesmo que ter uma continuidade no ensino. O ideal é se manter na escola dentro da sua faixa etária para concluir a educação básica até os 18 anos – diz Cristiane.

Para os estudantes, a responsabilidade na dificuldade de aprendizado também está associada ao desempenho dos professores. Aluna do 3º ano de Colégio Estadual Souza Aguiar, na Lapa, Mariana Santos diz que se sente prejudicada quando não é incentivada a atingir seu pleno potencial. Para 28,15% dos diretores brasileiros isso dificulta até certo ponto, e para 8,32%, muito. Na média da OCDE, os percentuais são 18,40% e 2,2%.

- Isso dificulta o aprendizado, até porque eles facilitam muito para a gente passar de ano. Tem professor que dá três pontos na nota se o aluno estiver presente em todas aulas. Não sou avaliada como devo. Se tirar 2 na prova, quer dizer que só sei 20% da matéria. Mas consigo passar por causa desses três pontos – conta Mariana.

Ligado a esse fator está a baixa expectativa depositada pelos professores nos alunos. Esse problema afeta até certo ponto, segundo 31,74% dos diretores brasileiros, e muito, para 7,28%. Na OCDE, os números são 16,05% e 1,36%. No 3º ano do Colégio Estadual Pedro Álvares Cabral, em Copacabana, Lucas Alves sabe como é isso.

- Uma professora de biologia dizia que eu não conseguiria ir bem na matéria. Estudei e me esforcei para fazer ela engolir as palavras. Mas os alunos da minha sala têm mais rendimento quando o professor acredita que é possível ir além.

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