Prêmio Sesc de Literatura abre inscrições para edição 2019

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Publicado no Hoje em Dia

O Prêmio Sesc de Literatura abre, nesta quarta-feira (9), as inscrições para a edição 2019. Os autores estreantes podem concorrer nas categorias “Romance” ou “Conto”, com obras inéditas. Serão aceitos livros destinados ao público adulto e escritos por maiores de 18 anos. As inscrições gratuitas e feitas on-line vão até o dia 14 de fevereiro.

O objetivo da premiação é identificar novos escritores, cujas obras possuam qualidade literária para edição e circulação nacional. Os vencedores têm suas obras publicadas e distribuídas pela editora Record, com tiragem inicial de 2 mil exemplares. O edital com o regulamento completo pode ser conferido em sesc.com.br/portal/site/premiosesc.

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Como ler mais em 2019? Selecionamos 8 dicas para você

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A leitura não precisa ser solitária.

Ana Beatriz Rosa, no Huffpostbrasil

A leitura é vista, na maioria das vezes, como uma atividade individual. Mas isso não quer dizer que ela precise ser solitária. Os clubes de leitura têm raízes no século 18 e remontam à ideia dos grandes salões franceses, bem como às reuniões de mulheres que marcaram a história política dos Estados Unidos.

Mas, atualmente, eles ganharam uma nova roupagem – e recebem cada vez mais adeptos reunidos com a ajuda das redes sociais. O advogado Pedro Pacífico, por exemplo, coordena o clube de leitura Book.ster no Instagram e já conta com mais de 70 mil seguidores ávidos pelas dicas de leituras e suas experiências com os textos.

Ele conta que, antes de iniciar o perfil, usava como referência a lista de livros mais populares das livrarias para escolher as suas leituras. Porém, ao começar a interagir com perfis sobre literatura no Instagram, passou a conhecer obras diferentes que nunca teria acesso sozinho.

“Com esses perfis, também aprendi a perder o medo dos clássicos e de autores considerados difíceis. Foi até por isso que criei o @book.ster. Se eu fui influenciado por perfis literários, também queria influenciar os outros. O objetivo é mostrar que um leitor comum consegue ir além dos best sellers e que tem muita recomendação boa de leituras que nem sempre chega ao grande público.”

Na rede social, ele compartilha posts praticamente diários com resenhas e dicas de leitura. Além disso, promove leituras conjuntas com seus seguidores e faz transmissões ao vivo para comentar as obras.

A interação do clube de livro virtual deu tão certo que Pacífico resolveu extrapolar as redes e criou encontros presenciais com leitores de São Paulo. Os encontros acontecem mensalmente no hub de criatividade Tucupi, localizado em uma casinha aconchegante no bairro de Vila Nova Conceição, na capital.

Lá, um grupo de cerca de 20 pessoas se reuniu em dezembro para discutir a leitura de As Meninas, um romance clássico brasileiro da autora paulistana Lygia Fagundes Telles.

O enredo é trabalhado sob a perspectiva de múltiplas protagonistas, com uma forte dose de fluxos de consciência e com uma estrutura de tempo não linear, o que torna a leitura um tanto confusa para aqueles que enfrentavam o primeiro contato com a escrita da autora.

A compreensão, então, foi facilitada por meio da mediação do advogado Pedro Pacífico, que começou antes mesmo do grupo se encontrar por meios de mensagens no WhatsApp do clube.

Chegado o dia do encontro, o que antes pareciam dúvidas sobre a narrativa, acabaram por se tornar interpretações sobre a obra.

Na roda de conversa, surpreendia a capacidade de atenção dos leitores que se lembravam de vários detalhes do enredo e não poupavam ao contribuir com referências de suas vidas pessoais para dar novos sentidos à obra.

“Gostaria que fosse mais comum esse tipo de leitura conjunta como acontece nos clubes de livro. Assim, temos acesso a várias perspectivas de uma mesma história. Acho que, hoje em dia, a leitura ainda é vista como uma atividade muito individual, mas não deveria. Inclusive, precisamos de mais políticas públicas para que essas discussões cheguem às pessoas que ainda não tiveram a oportunidade de participar de um clube do livro”, compartilha Isabelle Freitas, uma das participantes.

Além de retomarem um costume por vezes esquecido, os clubes de leitura são ótimas oportunidades de criar um compromisso e alimentar o hábito da leitura. O espaço é aberto ao leitor comum, que não necessariamente tem conhecimento técnico sobre o gênero literário, mas tem vontade de compartilhar suas impressões sobre as personagens e as emoções despertadas pela obra.

A seguir, o clube de leitura Book.Ster listou 8 dicas para quem quer retomar o hábito da leitura ou simplesmente se arriscar em novas histórias em 2019.

1. Tenha uma rotina

“Eu amadureci como leitor quando comecei a criar uma rotina de leituras. O primeiro passo foi tornar a leitura um hábito do meu dia. Ler um pouco todos os dias. No começo pode parecer difícil, mas em pouco tempo você já começa a se acostumar e a leitura se torna parte do cotidiano. É um tempo que você foca só em você.” – Pedro Pacífico

2. Separe um cantinho de sua casa dedicado a leitura

“Eu tenho um ‘lugar’ só para a leitura. É uma poltroninha confortável na varanda, deixo o meu celular longe, levo meu livro e um lápis para rabiscar as partes importantes e só. Me ajuda bastante a concentrar no meu momento.” – Isabelle Freitas

3. Aproveite o deslocamento nos transportes públicos

“Eu sempre leio no ônibus e metrô. Ajuda bastante porque seria um ‘tempo perdido’.” – Samuely

4. Tenha sempre um livro em mãos

“Eu leio enquanto tomo café da manhã, pelo menos 1 página, antes de começar de fato o dia. Antes de dormir também. E carrego para todo lado o Kindle (ou o próprio livro, se for pequeno).” – Raissa Barbosa

5. Esconda o celular

“Eu preciso esconder o celular e deixar o livro bem acessível.” – Thomas

6. Intercale os gêneros literários

“O que eu acho importante é escolher temas e gêneros bem diferentes para não se confundir com a leitura. A melhor maneira para começar é pegar um livro de ficção e outro de não ficção. Com isso, você dificilmente cansará de uma obra e você irá perceber que o ritmo de leitura melhora muito.” – Pedro Pacífico

7. Compartilhe as suas leituras

“Tenho mania de querer ler trechos que me tocam para as pessoas que estão a meu lado, contextualizo e leio. Normalmente elas não dão muita bola, acho que é por não estarem envolvidas na leitura como eu. Mas mesmo assim continuo com essa mania, me faz bem reler ou compartilhar o que estou lendo.” – Tipiti

8. Participe de um clube do livro (virtual ou não)

“Gostaria que fosse mais comum esse tipo de leitura conjunta como acontece nos clubes de livro. Assim temos acesso a várias perspectivas de uma mesma história. Acho que hoje em dia a leitura ainda é vista como uma atividade muito individual.” – Isabelle Freitas

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O livro (ou o jogo) Bandersnatch existe de verdade?

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E o que Black Mirror: Bandersnatch tem a ver com o livro Alice no País das Maravilhas?

Melissa Cruz Cosseti, no Tecnoblog

Black Mirror: Bandersnatch recebeu críticas de todos os tipos — positivas e negativas — e está com uma nota razoável no IMBD: 7.6. Lançado de surpresa em 28 de dezembro, o filme interativo da Netflix tem cinco finais diferentes, com variações em seu caminho, e cenas escondidas tão difíceis de desbloquear que até o diretor tem lá as suas dúvidas.

O que mais aparece em torno do filme de Black Mirror — que vai atrasar a quinta temporada da série na Netflix — são dúvidas. O nome do longa, significa o quê? E o livro Bandersnatch que aparece no filme, existe? Quem foi Jerome F. Davis? Ele matou realmente a sua mulher? E o que isso tudo tem a ver com Alice no País das Maravilhas? Parece um emaranhado confuso cheio de possíveis respostas erradas, como no filme.

Tudo o que sabemos é que não, não existiu um Jerome F. Davis, tampouco ele foi autor de um livro chamado Bandersnatch. Tudo faz parte da trama do filme. Portanto, não houve crime, se você estava preocupado com esse detalhe da história do escritor.

Entretanto, existiu (ou quase) um jogo chamado Bandersnatch. Há também um outro livro com o mesmo nome, mas não tem nada a ver com o livro interativo de Black Mirror. Você vai ver também que o termo Bandersnatch apareceu primeiro, teoricamente, em um livro de Lewis Carroll, chamado “Alice Através do Espelho”, lançado em 1871.

Portanto, muita calma nessa hora para explicar tudo sem perder detalhes importantes.

Existe um livro chamado Bandersnatch?

Sim, existe um livro chamado Bandersnatch que não tem nada a ver com o livro referenciado no filme de Black Mirror. Isso pode ser desanimador, eu sei. De acordo com o Google Books, o título foi publicado em 2016 por Diana Pavlac Glyer (autora) e‎ James A Owen (ilustrador) com um ensaio de 202 páginas sobre o que chama de colaboração criativa entre JRR Tolkien (“O Senhor dos Anéis”) e CS Lewis (“As Crônicas de Nárnia”).

A obra pretende discutir como essas conversas moldaram os livros que estavam escrevendo e como a colaboração criativa aprimorou o talento individual de cada. Se ficou interessado, custa R$ 47.69 (e-book/Kindle) e R$ 90.92 (capa comum) na Amazon.

Mas, se você procurar mais um pouquinho vai encontrar outros títulos com o mesmo nome: Bandersnatch: An Invitation to Explore Your Unconventional Soul escrito por Erika Morrison, o romance criminal Bandersnatch de Bo Dimitroff, The Frumious Bandersnatch de Ed McBain (sobre uma cantora que lança um álbum de mesmo nome) e o espertinho do autor espanhol J.L. Caballero que escreveu Dark Forest e pôs Bandersnatch no título do ebook na Amazon porque seu livro também é interativo e tem múltiplos finais…

Para você não ficar tão chateado, um dos livros que aparece bastante no filme existe de verdade, é o Look Door, Get Key: um guia para escrever jogos de aventura. Esse aí custa R$ 55.69 e parecia ser a Bíblia do Stefan, além do fictício Bandersnatch, que não existe (!).

O que significa Bandersnatch?

É aí que os outros livros que citam Bandersnatch nos ajudam a explicar o que isso significa e qual é a relação do livro com a obra do “pai da Alice”. Acredita-se que o termo foi usado pela primeira vez por Carroll em Alice Através do Espelho (1871). O título é uma continuação de Alice no País das Maravilhas (1865). Bandersnatch é citado dentro do poema Jabberwocky (ou Jaguadarte) e foi usado para descrever um “animal fabuloso”.

Bandersnatch – Ilustração de Peter Newell para Lewis Carroll

A tarefa de tradução do poema nonsense foi difícil porque muitas das principais palavras foram inventadas por Carroll, não tendo significado algum. Os tradutores inventavam palavras para as edições em português, e era comum ser traduzido para “Babassura”, ou “Capturandam”, ou “Bandagarra”, ou “Bicho Papão”, ou “Lobisomem”, ou “Bombocarra”… De acordo com o dicionário Oxford, a palavra existe desde então, 1871.

O significado? Um animal, uma criatura mítica e feroz, imune ao suborno e capaz de se mover muito rápido. Seria o demônio-leão (PAX) que aparece em algumas cenas?

Existe um jogo chamado Bandersnacht?

Quase existiu, foi na trave.

O enredo do filme parece ter tido como inspiração um jogo para plataformas como ZX Spectrum e Commodore 64 chamado Psyclapse & Bandersnatch que, se não fosse pela falência de sua produtora, a Imagine Software, teria sido lançado exatos 1984.

A Imagine queria lançar seis jogos do pacote Megagames. Apesar de referenciados como uma coisa só, Psyclapse & Bandersnatch eram títulos distintos e faziam parte do projeto. Como os games ultrapassariam a capacidade dos computadores da época, falava-se em lançá-los com hardware adicional— uma iniciativa bem ousada.

Não precisa dizer que isso não deu certo.

Bandersnatch até foi adaptado para plataformas como Amiga e Atari, mas só no ano de 1986 e com o nome de Brataccas. O jogo foi lançado pela Psygnosis, adquirida posteriormente pela Finchspeed, uma outra empresa formada por ex-membros da Imagine Software que compraram os direitos de desenvolver Bandersnatch.

Como era o jogo?

Em Brataccas, o jogador controla Kyne, um geneticista que desenvolveu tecnologia para criar super-homens. O governo quer que ele crie uma raça de supersoldados, mas Kyne se recusa a participar. Em retaliação, ele é acusado de traição. Poderosos alegam que o cientista pretende vender seu trabalho para inimigos. Ao mesmo tempo, oferecem uma recompensa para qualquer pessoa que capture Kyne, que precisa fugir… da Terra (!).

Durante a fuga, Kyne descobre que a evidência necessária para limpar seu nome pode ser encontrada no distante asteróide de Brataccas. O primeiro a ser colonizado, e que vive um clima de “ilegalidade”. Kyne tem que encontrar provas para ganhar o jogo, conseguindo com personagens do jogo. O manual não dava nenhuma indicação de quem tinha a evidência, sugerindo que todos eram igualmente corruptos e perigosos.

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Diário de Uma Paixão | Livro de Nicholas Sparks vai virar musical na Broadway

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Alexandre Guglielmelli, no Observatório do Cinema

Diário de Uma Paixão, romance de Nicholas Sparks que deu origem ao filme homônimo protagonizado por Ryan Goslin e Rachel McAdams, vai ganhar uma nova adaptação. A obra será transformada em uma musical da Broadway, ainda sem previsão de estreia.

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A adaptação será produzida por Bekah Brunstetter, da série This Is Us, e as músicas serão escritas pela compositora Ingrid Michaelson.

O livro de Nicholas Sparks conta a história do amor entre um jovem pobre e uma garota rica, enfrentando as diferenças culturais, pressões sociais e os valores da época. O romance foi publicado originalmente em 1996, e adaptado para o cinema por Nick Cassavetes em 2004.

“Quando eu ouvi a possibilidade de transformar Diário de Uma Paixão em um musical, fui instantaneamente conquistada pela ideia”, afirmou Brunstetter em nota oficial.

Ainda não foi divulgado nenhum detalhe sobre o elenco ou data de estreia da adaptação teatral de Diário de Uma Paixão.

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O Senhor dos Anéis | Conheça o anel que levou Tolkien a criar o Um Anel

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Matheus Fragata, em Nos Bastidores

Pouca gente pode saber, mas a mitologia de O Senhor dos Anéis tem grandes fundamentos e inspirações na realidade e na nossa história medieval.

Celebrando o aniversário do escritor da franquia, J.R.R. Tolkien, o British Museum postou uma homenagem comentando sobre o anel que inspirou o autor a criar o Um Anel em sua fantasia.

O anel está exposto no acervo do museu:

“J.R.R. Tolkien nasceu no dia 03 de janeiro de 1892. Os livros dele se inspiraram nos anglo-saxões, como na inscrição nesse misterioso anel de ouro.”

O anel é datado de algum momento entre o século VIII e X d.C. Até hoje, ninguém descobriu o que as inscrições significam. Ele está no catálogo do museu desde 1817 e uma peça parecida foi encontrada anos depois em Bramham Moor, no norte da Inglaterra.

Curioso, não?

Por enquanto, a próxima aventura com a saga virá com a série da Amazon prevista para 2020.

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