David Foster Wallace: o sentido do real

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O autor americano David Foster Wallace, cuja trajetória será abordada em filme. Marion Ettlinger

O autor americano David Foster Wallace, cuja trajetória será abordada em filme. Marion Ettlinger

Como em sua ficção, o escritor norte-americano lutou contra a frieza pós-moderna

Fernando Quinteiro Pires, na Carta Capital

Depois de ler as 5 mil páginas dos cinco volumes da biografia de Fiodor Dostoievski escrita por Joseph Frank, David Foster Wallace redigiu um ensaio para avisar seus colegas contemporâneos da urgência do romancista russo nascido no século XIX. Segundo Wallace, “a grande coisa que torna Dostoievski inestimável para os leitores e escritores norte-americanos é que ele parece possuir graus de paixão, convicção e engajamento com dilemas morais profundos que nós – aqui, hoje – não podemos ou não nos permitimos…”, ele escreveu. “A biografia de Frank nos força a perguntar a nós mesmos por que exigimos de nossa arte uma distância irônica das convicções arraigadas ou das questões aflitivas, de modo que os escritores atuais devem ou fazer piadas com elas ou tentar camuflá-las sob algum truque formal.”

Em Graça Infinita, traduzido por Caetano W. Galindo, Wallace insistiu na necessidade de os escritores estabelecerem laços entre a vida e a literatura. “A ideia de que a escrita representa uma maneira de superar a solidão e os efeitos de um individualismo radical é um dos temas mais importantes da ficção de Wallace”, diz Lee Konstantinou, professor de Literatura da University of Maryland e editor de The Legacy of David Foster Wallace (University of Iowa Press). “Ele usa a literatura para o que poderia ser um último e desesperado esforço para nos fazer sentir algo ou acreditar em alguma coisa. A julgar pela sua fama meteórica, dá para afirmar que muitos leitores compartilharam as aspirações dele.” Seu segundo romance, publicado em 1996, Graça Infinita, iniciou a mitificação de Wallace nos Estados Unidos, um fenômeno que se exacerbou após ele se enforcar em 2008, aos 46 anos.

O nome de Wallace continua a exercer apelo comercial. Um dos produtos culturais mais recentes ligados ao autor é a produção do filme The End of The Tour, com estreia prevista neste ano. O longa-metragem baseia-se em uma reportagem de David Lipsky, que no best seller Although of Course You End Up Becoming Yourself (Broadway Books, 2010) relatou a experiência de acompanhar Wallace por cinco dias, enquanto o escritor realizava uma viagem para promover as vendas de Graça Infinita.

Autor da biografia Every Love Story Is a Ghost Story: A Life of David Foster Wallace (Viking, 2012), o jornalista D. T. Max atribuiu o suicídio à decisão repentina do escritor de cessar o consumo de um antidepressivo. De acordo com Max, Wallace desconfiara de que o remédio embotava os seus pensamentos e emoções. Ele trabalhava havia quase dez anos em um novo romance, The Pale King (cuja tradução está a cargo de Galindo), e ficou cada vez mais ansioso com a incapacidade de finalizar a obra. A tendência de revisar seus manuscritos, presente em Graça Infinita, intensificou-se durante a redação do terceiro romance. “Wallace considerava a escrita uma luta complicada que levaria a dores e sofrimentos consideráveis”, diz Konstantinou.

Em The Pale King (Little, Brown & Co, 2011), uma obra inacabada que a Companhia das Letras deve editar no primeiro semestre de 2016, Wallace voltou a confrontar seu maior dilema. Ele queria apresentar ao público um livro que produzisse o que o ficcionista e amigo George Saunders declarou ser uma terceira via para a literatura norte-americana, dividida havia mais de quatro décadas entre os pós-modernos e os minimalistas. Para Saunders, autor do aclamado Dez de Dezembro (Companhia das Letras, 2013), os críticos trataram o pós-modernismo como uma desconstrução fria e intelectual dos artifícios da ficção e perceberam no minimalismo um retorno às raízes emocionais da literatura. Em conversas com Wallace, Saunders lembra-se de ambos mencionarem os problemas criados por essa dicotomia e de como ela tornou proibitivo o debate sobre “o sentido de uma ficção mais real”.

Wallace era um grande admirador dos pós-modernos. Diferentes resenhistas trataram The Broom of the System (Penguin, 1987), o primeiro romance, sem previsão de tradução brasileira, como uma homenagem às obras de Donald Barthelme (1931-1989), William Gaddis (1922-1998), Thomas Pynchon e Don DeLillo. Wallace admitiu, entretanto, que o pós-modernismo havia se transformado em um estilo canônico, repleto de armadilhas, das quais ele tentou escapar. E muitas vezes sem sucesso. “Wallace não resolveu da maneira que lhe seria satisfatória o desafio de escrever depois de Gaddis, Pynchon e DeLillo, e esse fato foi uma fonte de grande dor”, escreveu Samuel Cohen, professor da University of Missouri e um dos ensaístas de The Legacy of David Foster Wallace. “O ataque, ou pelo menos a resistência à hegemonia simbólica da literatura dominante, era, na opinião de Wallace, um projeto necessário”, diz Konstantinou. “Ele endossou a perspectiva de que a transformação da sensibilidade de um indivíduo podia promover a mudança de uma supremacia cultural.”

Diz o tradutor Caetano W. Galindo que Graça Infinita é um romance inovador o suficiente para não ser enquadrado como metaficção. “Wallace reage aos pós-modernistas. Ele afirma em um texto que o pós-modernismo é a festa que rola quando nossos pais saem de casa, a gente chama os amigos e passa uma noite bem louca. A geração de Wallace estava na situação de acordar, ver a casa toda vomitada e zoneada, e saber que ninguém vem arrumar. O problema de colocar aquilo em ordem era nosso, não uma imposição dos outros.” No romance, definido por Galindo como “uma leitura muito aprofundada da vida da sociedade de consumo em fins do século XX”, Wallace usa frases longas, interrompe a narrativa com quase 400 notas de fim de texto e cria enredos múltiplos. As escolhas formais tornam desafiadora a definição do tema do romance que se passa no início do século XXI.

Grosso modo, o livro aborda as experiências de Hal Incandenza, um estudante prodigioso em termos intelectuais e esportivos, usuário contumaz de maconha e filho do suicida James Incandenza (físico e o diretor do filme experimental Graça Infinita, também conhecido como Entretenimento). Relata os problemas de Don Gately, um ladrão “viciado em narcóticos orais” e participante de encontros dos Alcoólicos Anônimos, e acompanha a luta entre os funcionários do governo e separatistas de Quebec pela posse de Graça Infinita, um filme tão sedutor que torna o espectador catatônico e, por isso, pode ser usado como arma terrorista. De acordo com Samuel Cohen, o segundo romance de Wallace trata implicitamente de três assuntos: o amadurecimento de um jovem artista, a história da ficção contemporânea e os rumos dos Estados Unidos.

Graça Infinita, de David Foster Wallace (Editora Companhia das Letras, 1.144 págs., R$ 111,90

Graça Infinita, de David Foster Wallace (Editora Companhia das Letras, 1.144 págs., R$ 111,90

Ao abordar os efeitos nocivos do entretenimento, como a distração e a alienação, Wallace “queria resgatar a possibilidade de exercer o poder de acreditar como uma capacidade mental que foi com o tempo negligenciada”, segundo Konstantinou. O escritor alertou para o fato de os indivíduos serem incapazes de se desembaraçar do relativismo intelectual e da ironia, um dos efeitos duradouros do pós-modernismo. “Ele desejava descobrir um ethos pós-irônico viável para a literatura norte-americana, uma refém da perspectiva cultural fomentada pelo anúncio do fim da História.” Wallace cultivou a convicção de que seria possível superar o cinismo, a tristeza e a solidão do mundo posterior à Guerra Fria apresentado por Francis Fukuyama no livro O Fim da História e o Último Homem (Rocco, 1992). O autor de Graça Infinita, diz Konstantinou, “não aceitava uma nova ordem mundial que escolheu o cálculo econômico e a hegemonia tecnológica no lugar da coragem, da imaginação e do idealismo”.

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USP lança curso online gratuito de administração

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USP lança curso online gratuito de administração

Publicado no Porvir

Faculdade de Economia e Administração da Usp, em parceria com a Fundação Lemann e o Veduca, lançou hoje um Mooc (Cursos On-line Abertos Massivos, na sigla em inglês) Fundamentos de Administração, , o primeiro curso da instituição a ser oferecido nesse formato.

O curso é para aqueles que tem interesse em conhecer conceitos de administração e as principais tendências práticas e teóricas no campo da gestão e ampliar o alcance de conhecimentos na área para diversos alunos de dentro e de fora da instituição.

O curso é gratuito e pode ser realizado por qualquer pessoa que esteja interessada – estudantes de graduação e de cursos que envolvem abordagem gerencial e empreendedores que desejam ampliar os seus conhecimentos no tema.

O curso possui 17 etapas, divididas em tópicos como: visão sistêmica, planejamento, organização, controle, burocracia e funções do administrador. As aulas são ministradas pelo professor Hélio Janny Teixeira, da FEA-USP. Ele também indica referências bibliográficas para ajudar o aluno a se aprofundar nos temas.

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Apaixonadas por leitura, blogueiras produzem próprias obras e conquistam leitores

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Apaixonadas por leitura, blogueiras produzem próprias obras e conquistam leitores

Jovens que se dizem “viciadas em livros” já criaram trilogias e chegaram a ler até 200 livros por ano. “Não pretendo parar tão cedo”, ressaltou uma delas

Publicado no A Crítica

Muitas pesquisas apontam que o índice de leitura do brasileiro é de quatro livros por ano. Mas se excluídas as obras indicadas por escolas e faculdades, ou seja, quando considerada apenas a leitura espontânea, chega-se ao baixíssimo índice de pouco mais de um livro por ano por pessoa. Porém existe aquela minoria que não se encaixa nessa realidade. E não bastasse o amor pela leitura, resolveram passar para “o outro lado”: se tornaram escritores e conseguiram lançar as próprias obras.

“Lembro que, desde pequena, já gostava muito de ler. Ganhava meu dia quando me presenteavam com aqueles livrinhos infantis que têm mais figuras que texto. Uma vez, ganhei o livro baseado no filme da Disney “A Bela e a Fera”, que eu já amava. E esse tinha mais texto do que figuras e foi um desafio ler ‘tuuuuudo’ aquilo. Mas, daí, me encantei com aquele mundo que eu mesma criava na minha imaginação; já nem olhava as imagens, apenas imaginava”, diz Marcia Luisa Bastilho Gonçalves, 23.

Natural de Santana do Livramento (RS), a jovem universitária do quinto período de Letras se declarou uma “viciada em livros” e chega a ler até 200 por ano. Aos dez anos, ela “descobriu” a biblioteca da escola onde estudava e se deslumbrou com a história de “Harry Potter”, os poemas de Cecília Meireles e Ferreira Gullar, e as peças de Shakespeare. “Mas o meu livro preferido, até hoje, é “Os Miseráveis”, de Victor Hugo”, afirma, ao ressaltar que ele foi a inspiração para se arriscar na arte de escrever.

“Tenho certeza absoluta que comecei a escrever por causa desse livro. Lembro que peguei a versão escolar – mais fininho e com linguagem mais ‘acessível’ – na sexta-feira. E, no sábado à tarde, já estava acabando de ler. Quando me dei conta que estava chorando, fechei o livro após a última frase e disse baixinho para mim mesma: ‘É isso. É isso que eu quero fazer’. Me referia a fazer alguém chorar, ser tocado com as palavras escritas por mim, deixar de ver a personagem para vê-la como pessoa. Como real”, completa Marcia.

Após essa “epifania literária”, a gaúcha se dedicou a escrever pequenos contos, poemas e histórias. Sempre em meio aos livros, a blogueira se encontrou na Internet. “Aos 14 anos, meu vício literário ‘piorou’. Conheci outro mundo mágico: dos PDFs, fanfics [ficção criada por fãs] e comunidades do Orkut. Foi quando cheguei a ler mais de 200 livros em um ano”, diz.

Paixão virou trilogia

Com o “boom” do vampirismo em livros, filmes e séries, a universitária mergulhou de cabeça nas histórias de fantasia. “Cinema e literatura sempre andam juntos. Tudo que era de vampiro, eu corria atrás. Então, me deparei com um filme realmente ruim, enredo previsível e efeitos visuais precários… E tive outra epifania. Pensei: ‘se eu gosto tanto de vampiro, por que eu mesma não escrevo um filme?’. Foi nessa época que me veio a história ‘The Burns’, minha série de livros de vampiros”, declara.

Três anos depois, ela lançou a primeira obra da série, “Chamas de Sangue”, em 2011. A continuação, “Cidade em Chamas”, chegou às livrarias 12 meses depois. Ambos publicados pela editora Literata, selo da Arwen. “Agora, estou escrevendo o terceiro: ‘Fugindo das Chamas’. Acredito que qualquer escritor tem que ser leitor. Amar tanto imaginar que, ao ler um livro, crie suas próprias imagens, não se contente em apenas viver em um mundo inventado por alguém; e, sim, criar um completamente novo”, suspira.

Leitura precoce

Enquanto a maioria das crianças cresce em meio a brinquedos, Barbara Dewet, 28, foi rodeada por literatura. Filha de professora e de um músico, sempre ganhou livros de presente. Aos três anos de idade aprendeu a ler sozinha e devorou “Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda”. “As pessoas custam a acreditar. Acabei aprendendo a identificar letras e palavras sem a ajuda de ninguém e isso me ajudou muito a ser uma leitora voraz por anos a fio. Li sozinha, sentada em um quarto de brinquedos que eu e minha irmã dividíamos”, lembra.

Babi aprendeu a ler sozinha, com apenas três anos, e sempre amou livros (Foto: Divulgação)

Babi aprendeu a ler sozinha, com apenas três anos, e sempre amou livros (Foto: Divulgação)

Enquanto os coleguinhas corriam pelo playground, Babi Dewet, como é conhecida no cenário literário, se dedicava aos cadernos, canetas, giz de cera e brincadeiras de escolinha. “Meu livro favorito quando criança era ‘O Mundo de Sofia’ que, hoje em dia, não é comum na leitura das crianças. Mas eu adorava, junto com alguns do Paulo Coelho e outros autores”, revela a escritora, professora e administradora.

Após descobrir a série “Harry Potter” na adolescência, a carioca foi apresentada às fanfics e começou a compartilhar as próprias histórias, guardadas em cadernos, com outros fãs online. Desde então, pegou o “gosto” pela escrita e desistiu de contar a quantidade de livros lidos. “Decidi lançar meu próprio livro, baseado em uma fanfic, em 2009. Assim, minha vida como escritora começou de verdade. Hoje, tenho três livros lançados: a trilogia “Sábado à Noite”. E muitos projetos para esse ano”, conclui Babi.

‘Caminho natural’

Aos 22 anos, a também carioca Iris Figueiredo já lançou dos livros — “Dividindo o mel” e “Confissões de uma adolescente online” — e a série “Amores Proibidos”. “A leitura sempre esteve presente em minha vida, já que meus pais também são amantes de livros. Em um ano, cheguei a ler uma média de cem livros. Hoje em dia, com o ritmo corrido, me mantenho entre 50 ou 60 por ano, mas ainda é bem mais que a média nacional, quatro. Costumo brincar que leio por muitas outras pessoas”, declara.

A autora sempre teve vontade de escrever e, aos 14 anos, publicava alguns textos na Internet. “Foi um caminho natural. A Iris escritora sempre andou ao lado da Iris leitora. Terminei meu primeiro livro aos 17 anos, mas publiquei apenas aos 19, por causa da agenda da editora. Foi uma emoção incrível. Este ano, lanço o terceiro e já estou escrevendo o quarto. Não pretendo parar tão cedo”, ressalta.

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Concorra a livros do filósofo Giorgio Agamben

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Nos últimos anos, o filósofo italiano Giorgio Agamben tem ocupado lugar cada vez mais destacado no panorama do pensamento político contemporâneo, principalmente após a publicação, em 1995, de O poder soberano e a vida nua, primeiro volume da série Homo sacer, no qual retoma – e reformula – a idéia de Hannah Arendt e Michel Foucault acerca da politização moderna da vida biológica, a “biopolítica”.

Em sua obra ele exercita essencialmente a interação entre a filosofia, a literatura, a poesia e principalmente a política.

Vamos sortear três títulos de Giorgio Agambem, lançamentos da Autêntica!

Confira as obras:

nudezNudez

Nos ensaios que compõem Nudez, desdobra um procedimento muito caro a Furio Jesi: o problema da festa, ou melhor, do tempo festivo.

O paradigma com que Jesi confronta tal problema é justamente o da máquina mitológica. Agamben sabe que o que é necessário não é destruir a máquina em si, mas a situação que torna as máquinas produtivas; e o risco que se corre nessa possibilidade de destruição é exclusivamente político, pois a “máquina negativa”, escreve Agamben, “produz o nada a partir do nada”, e essa é a política em que vivemos.

Leia um trecho

 

 

 

meiossemMeios sem fim

“Publicado na Itália, em 1996, Meios sem fim é, segundo o próprio Agamben, um conjunto de textos (escritos entre 1990 e 1995) que se referem a um canteiro de obras cujo primeiro fruto tinha sido a publicação do primeiro volume de Homo Sacer (O poder soberano e a vida nua, Einaudi, 1995).

Os breves ensaios de Meios sem fim antecipam os seus núcleos originais e apresentam alguns de seus ‘estilhaços e fragmentos’: a vida nua, a biopolítica; o estado de exceção; o campo de concentração; o refugiado; as sociedades democrático-espetaculares; a política como a esfera dos meios puros ou dos gestos.

Leia um trecho

 

 

potenciaA potência do pensamento

“Publicado na Itália em 2005, A potência do pensamento é uma coletânea de ensaios e conferências escritas por Giorgio Agamben ao longo de um período de quase trinta anos.

Entre os textos aqui reunidos, o leitor encontrará desde o ensaio ‘Aby Warburg e a ciência sem nome’, de 1975 – estreitamente ligado às pesquisas, desenvolvidas por Agamben na biblioteca do Warburg Institute de Londres, que darão origem a seu segundo livro, Estâncias, de 1977, até o ensaio ‘A obra do homem’, de 2004, que antecipa as investigações sobre o conceito de inoperosidade.

Leia um trecho

 

 

Para participar, é só preencher o formulário nesse link http://goo.gl/0yNoGK. Sortearemos um exemplar de cada obra. Divulgue para seus amigos que curtem o filósofo italiano.

O resultado será divulgado em 19/2 neste post.

Boa sorte! :-)

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Parede de templo é ‘rabiscada’ em ritual por educação no Nepal

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Crianças praticam na parede as primeiras lições de escrita.
Cerimônia hindu exalta Saraswati, deusa da educação.

ritualhindu

Publicado no G1

Depois de receberem as primeiras aulas de escrita e leitura, crianças nepalesas foram incentivadas a escrever na parede do templo de Saraswati, neste domingo (25), em Catmandu, no Nepal. O ritual acontece durante o festival chamado Shree Panchami.

De acordo com a crença hindu, a prática fará com que Saraswati, deusa da educação celebrada no festival, ajude as crianças a irem bem nos estudos. As informações são da agência de notícias Reuters.

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