Cientistas fazem aposta para ver quem consegue inserir mais citações de Bob Dylan em artigos

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Disputa foi revelada pelos acadêmicos após 17 anos de pesquisas com letras do bardo americano

Álbum de Bob Dylan serviu de inspiração para nome de um dos artigos científicos publicados  (Foto: Agência O Globo)

Álbum de Bob Dylan serviu de inspiração para nome de um dos artigos científicos publicados (Foto: Agência O Globo)

Publicado em O Globo

Não há limites para o que um fã pode fazer para homenagear seu ídolo. Nem os muros das universidades são capazes de conter tal euforia. Cinco cientistas suecos relevaram, após 17 anos, terem incluído citações de letras do cantor Bob Dylan em seus artigos de pesquisa como parte de uma aposta. Se a competição era um tanto inusitada, o prêmio não seria ambicioso: quem conseguisse inserir mais mensagens subliminares até a data da aposentadoria ganhava um almoço grátis.

De acordo com os participantes, tudo teria começado em 1997, após uma publicação na revista Nature intitulada “Óxido nítrico e Inflamação: a resposta está soprando no vento” (em referência à música Blowing in The Wind). Os autores do estudo, Jon Lundberg e Eddie Weitzberg, confessaram ser fãs de Bod Dylan, mas até então a escolha para o título se devia mais à oportunidade do momento:

– Nós gostávamos muito do Dylan, e quando começamos a escrever um artigo sobre a medição do gás óxido nítrico nas vias respiratórias e no intestino, o título surgiu como um encaixe perfeito – disse Weitzberg recentemente.

Anos mais tarde, um bibliotecário percebeu que dois colegas da dupla fã de Dylan, Jonas Frisén e Konstantinos Meletis, também tinham citado letras do cantor em um artigo sobre a capacidade das células não-neuronais de gerar neurônios em 2003: “Blood on the tracks: a Simple Twist of Fate?”. Foi uma façanha e tanto, já que em apenas um título, Frisén e Meletis haviam conseguido reproduzir o nome de um álbum de Dylan e de outra famosa canção.

O que era apenas uma simples brincadeira então ganhou ares de competição. Lundberg, um dos primeiros a fazer citações, propôs que quem fizesse mais inserções nos artigos científicos ganhava um almoço grátis em um restaurante local.

A notícia se espalhou rapidamente através do Instituto Karolinska de Estocolmo, onde todos os quatro homens trabalham, e em pouco tempo havia um quinto concorrente: Kenneth Chien, professor de pesquisa cardiovascular, que também estava de olho na refeição gratuita. No momento em que ele conheceu os outros, ele já tinha um trabalho em homenagem a Dylan: “Tangled Up in Blue: cardiologia molecular na era pós-molecular”, publicado em 1998.

E com cinco competidores, as citações foram se acelerando. Mas os grandes vencedores até o momento são a dupla Lundberg e Weitzberg, que publicaram os artigos “O Papel Biológico do Nitrato e do Nitrito: The Times They Are A-Changin”, em 2009; Ef Receptores Tangled Up in Two, em 2010; Nitrato dietética – A Slow Train Coming, em 2011.

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O que fazer para melhorar a educação? O educador José Pacheco dá pistas

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Marcelle Souza, UOL

O educador José Pacheco defende uma escola sem salas de aula, divisão de turmas ou disciplinas, ou seja, pensa que o modelo atual de ensino precisa de mudanças profundas para dar certo. “A velha escola há de parir uma nova educação, mas as dores do parto serão intensas, enquanto a tecnocracia e a burocracia continuarem a invadir domínios onde deveria prevalecer a pedagogia”, diz o pesquisador.

Apesar de português, Pacheco conhece bem o Brasil e já visitou experiências educacionais em várias cidades do país. Ele diz que o Brasil possui excelentes professores e teóricos, e que uma mudança depende de autonomia e da dignidade de um diálogo horizontal e respeitoso entre escolas e poder público.

Sobre algumas das bandeiras mais defendidas pelos candidatos na campanha deste ano, Pacheco diz que não adianta aumentar o tempo na escola se a estrutura continua a mesma, o que ele chama de dose “dupla de tédio”, e que usar tablets na sala de aula não resolve os problemas da escola, eles “apenas contribuem para reforçar a mesmice”. Leia a seguir a entrevista com o educador, que acaba de lançar o livro “Crônicas Educação”.

UOL Educação – Alguns candidatos à presidência da República listam em seus planos de governo o incentivo ao uso de tecnologias da informação e da comunicação em sala de aula. Na sua opinião, qual deve ser o peso dessas ferramentas no dia a dia dos alunos?

José Pacheco - Com ou sem novas tecnologias, a escola precisa ser reinventada. Mas do modo como as novas tecnologias estão a ser introduzidas nas escolas, temo que se transformem em panaceias, que sirvam para congelar aulas em computadores, aulas que os alunos, acostumados ao imediatismo e à velocidade dessas tecnologias, acriticamente consumam, sem resquícios de cooperação com o aluno vizinho, dependentes de vínculos afetivos precários, estabelecidos com identidades virtuais. É comum verificar que a utilização de quadros interativos e o recurso a tablets, por exemplo, são considerados indicadores de qualidade, quando apenas contribuem para reforçar a mesmice.

UOL – Em seus planos de governo, os presidenciáveis destacam a ampliação do ensino em tempo integral. Qual é o impacto do aumento da permanência da criança na escola?

Pacheco – Um bom exemplo de iniciativa ministerial é o “Mais Educação”. Porém, a interpretação prática de uma proposta de elevado potencial redundou, em muitas escolas, na criação de “contraturnos” feitos de atividades desconexas, transformando o turno integral numa dose dupla de tédio. O impacto poderá ser positivo, se não se tratar apenas de “tempo integral”, mas de desenvolver educação integral em tempo integral. Não se aprende apenas no restrito tempo escolar de quatro horas diárias, ou adicionando horas de “contra-turno”. A aprendizagem acontece vinte e quatro horas de cada dia, nos trezentos e sessenta e cinco dias de cada ano. Deveremos aproveitar a iniciativa do “Mais Escola” para recuperar a ideia de vizinhança, de solidariedade, de fraternidade, de responsabilidade social.

UOL – Acaba de entrar em vigor no Brasil o novo PNE (Plano Nacional de Educação), com metas para a educação brasileira os próximos dez anos. Quais são os seus pontos negativos e positivos?

Pacheco - A par do reconhecimento de muitos dos seus méritos, deverei denunciar o fato de em nenhuma das suas propostas e conclusões haver indícios de uma ruptura de paradigma. O PNE deixa pressupor que o sistema educativo se manterá cativo do velho modelo epistemológico do século 19. Celebro o PNE como documento de macro política. Mas a melhoria da educação depende mais de pequenos gestos quotidianos, no chão das escolas.

UOL – Uma das principais metas do PNE é a destinação de 10% do PIB para a educação. Na sua opinião, mais dinheiro para a educação está relacionado ao aumento da qualidade do ensino?

Pacheco - É louvável essa iniciativa. Porém, a manter-se a prevalência do modelo epistemológico do século 19, de que enferma a maioria das escolas brasileiras, a destinação de 10% do PIB apenas dará aso a um maior desperdício de recursos.

UOL – Qual é a sua avaliação sobre a definição de uma base curricular nacional?

Pacheco - Seria útil rever currículos. As ditas “grades” de língua portuguesa, por exemplo, são amontoados de conteúdos inúteis. Para que serve decorar termos como “dígrafo”, ou expressões como “sujeito nulo subentendido”? O leitor saberá o que são “plantas epífitas”, ou em que consiste um “ato elocutório diretivo”? Nem eu! Mas os alunos são receptáculos de uma acumulação cognitiva, que nem mil horas de “carga” poderiam contemplar. Quando aluno, fiz decoreba dos afluentes da margem esquerda de rios africanos e outras lengalengas que me ocupam a memória de longo prazo e que não me fizeram mais sábio nem mais feliz.

UOL – Um dos entraves da educação básica hoje é ensino médio, fase em que muitos jovens deixam a escola. Alguns candidatos à presidência defendem a reformulação do ensino médio. O que precisa mudar na sua opinião?

Pacheco - Na minha opinião, não é somente o ensino médio que precisa mudar. Predomina nas escolas uma cultura que assente no individualismo, na competição desenfreada, na ausência de trabalho em equipe, na ausência de verdadeiros projetos. Nas decisões de política educativa, prevalece o discurso de economistas, engenheiros, técnicos de informática, jornalistas, gestores, diretores de marketing, ex-ministros, empresários, tudo gente de boa vontade, mas desprovida de conhecimento pedagógico. Talvez devamos apelar ao bom senso dos candidatos e dos titulares do poder público, pedir-lhes que estejam atentos a excelentes práticas que muitos educadores brasileiros vêm produzindo, sem importação de modas pedagógicas, e que são o contraponto da construção social “escola”, que a modernidade nos deixou como herança. A velha escola há de parir uma nova educação, mas as dores do parto serão intensas, enquanto a tecnocracia e a burocracia continuarem a invadir domínios onde deveria prevalecer a pedagogia.

UOL – Você acha que dar um auxílio financeiro (bolsa) ou oferecer o ensino médio aliado à capacitação profissional são saídas para reduzir o abandono nessa fase?

Pacheco – Duvido que essas medidas logrem grandes mudanças. O meu conhecimento da educação é parco, mas suficiente para poder afirmar que há motivos para ser esperançoso. Não tanto pelos progressos na política educativa, que continua sendo desastrosa, mas pelos projetos que, por toda a parte, vejo surgir. O Brasil tem excelentes professores e os melhores teóricos do mundo. O drama educacional brasileiro poderá sintetizar-se numa frase: jovens do século 21 são ensinados por professores do século 20, com recurso a práticas do século 19, em práticas desprovidas de fundamentação científica. A lei brasileira permite ultrapassar esta situação. Estou a falar de autonomia, da dignidade de um diálogo horizontal, respeitoso entre escolas e poder público. Temos razões para acreditar que a educação do Brasil pode melhorar.

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Enquanto Agonizo, o livro que merece ser lido sempre

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José Figueiredo, no Homo Literatus

O que leva esse romance escrito de 1930 ainda ser tão lido e admirado ainda hoje?

william faulkner

Faulkner foi capaz de recriar o sul americano em toda sua decadência – mostrando as implicações da Guerra de Secessão – e de mostrar uma vasta amostra da condição humana a partir de uma matéria simples. O que mais impressiona não é o poder do autor ao manipular as múltiplas e contrastantes vozes dos personagens ao longo da narrativa e sim a capacidade poética de rememoração, capaz de prender o leitor linha após linha e nos levar até o grande desfecho.

Provavelmente, Harold Bloom tenha sido quem melhor definiu a obra e sua força:

De todos os romances americanos do século XX, o que tem o começo mais brilhante é Enquanto Agonizo… o começo pressagia a originalidade do livro que mais surpreende de seu autor.

Mas vamos à trama.

Enquanto Agonizo – título retirado de Odisséia, de Homero – começa com o fim trágico da matriarca da família Bundren. Sabemos desde as primeiras palavras que ele morrerá, inclusive ela própria. Contudo, antes de falecer, ela tem um último pedido: quer ser enterrada em Jefferson, sua terra natal, ao lado dos seus parentes. A partir daí temos uma sucessão de fatos que prendem o leitor a cada página e que também o intriga, pois cada capítulo é narrado por um personagem diferente, levando-nos a encontrar vários pontos de conflito no enredo. De Vardaman, o filho mais novo (autor do capítulo mais interessante do livro, no qual se resumo as seguintes palavras: Minha mãe é um peixe), a Cash, o mais velho, seguimos a peregrinação dos Bundren até Jefferson e todos os conflitos gerados pelo caminho.

As múltiplas vozes – que incluem até os mortos – tecem uma rica teia narrativa onde nenhuma palavra parece estar posta à toa. Cada personagem tem uma voz própria, indo do conciso ao eloqüente, nos apresentando os tipos mais variados e caracterizando o mundo dos brancos pobres em meio às terras sulinas e racistas no fictício condado de Yoknapatawpha.
Todos os sentimentos humanos são escavados e dissecados durante a travessia do condado até Jefferson, apresentando ao leitor a agonia de um sistema falido – e apontando que provavelmente nenhuma daquelas pessoas é inocente em meio a tudo que se passa com eles, nem a morta.

É complicado definir um romance tão forte e decisivo como este. Enquanto Agonizo se mostra um livro capaz de atravessar um século inteiro sem perder em nada seu valor estético e transcendente.

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Editora abre microlivraria em banca no centro de São Paulo

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Thiago Blumenthal, Cecilia Arbolave e João Varella, da editora Lote 42, na banca na região central de SP (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

Thiago Blumenthal, Cecilia Arbolave e João Varella, da editora Lote 42, na banca na região central de SP (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

Regiane Teixeira, na Folha de S,Paulo

A partir de 1º de outubro, a rua Barão de Tatuí, em Santa Cecília, região central, contará com uma banca que venderá jornais, mas não revistas sobre moda, fofoca, economia ou saúde. A banca Patuí, instalada na altura do número 275 da via, terá suas prateleiras ocupadas pelos sete livros lançados pela editora Lote 42.

Além das obras da casa, como o “Manual de Sobrevivência dos Tímidos” (R$ 39,90), de Bruno Maron, e “Seu Azul” (R$ 42,90), de Gustavo Piqueira, a ideia é ter publicações de tiragem limitada, voltadas para arte, fotografia e ilustração, com preços entre R$ 30 e R$ 50.

Segundo João Varella, 29, sócio da Lote 42, as bancas de jornais hoje não são atrativas. “Elas perderam a magia vendendo cigarro, recarga de celular”, afirma. Ele e os sócios, Cecilia Arbolave, 28, e Thiago Blumenthal, 33, pretendem oferecer ainda internet sem fio a quem passa na rua, música ao vivo e um parklet (vagas de estacionamento transformadas em uma minipraça).

Apesar do risco do negócio, não é a primeira vez que a Lote 42 faz uma aposta inusitada no mercado editorial. No dia 8 de julho, quando o Brasil enfrentou a Alemanha na Copa, a editora divulgou que daria 10% de desconto em sua loja virtual para cada gol tomado pela seleção brasileira.

Após o 7 a 1, a empresa manteve a promessa e deu 70% de desconto, esgotando o estoque de 2.000 livros. “Vendemos livros abaixo do preço de custo, mas a exposição compensou o prejuízo”, diz Varella.

Nessa nova empreitada, já existe um concorrente: a banca Tijuana. A lojinha funciona com a mesma proposta, mas dentro da galeria Vermelho, na rua Minas Gerais, 372, região central. O negócio existe há um ano e vende hoje 188 publicações nacionais e estrangeiras.

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Empresas tentam criar alternativas para viabilizar autógrafos em e-books

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autógrafos em e-books

A escritora Noemi Jaffe autografa capa de seu livro de contos ‘Comum de Dois’, lançado como e-book. Antonio Carlos Espilotro/Divulgação

Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

“Parecem inscrições rupestres”, constatou Noemi Jaffe, 52, dias atrás, ao olhar para a dedicatória que acabara de anotar na capa de seu livro “Comum de Dois”. Com boa vontade, era possível ler “para o Samir, com carinho”.

Munida de uma caneta stylus, feita para telas sensíveis ao toque, e de um iPad, a escritora protagonizava, na Livraria Cultura, em São Paulo, uma rara noite de autógrafos digitais. Seu recente livro de contos saiu apenas como e-book, pelo selo e-galaxia.

A dificuldade em escrever na tela de um tablet é o menor dos dramas envolvendo a ideia de autografar livros digitais, que ganha corpo nos Estados Unidos, onde os e-books correspondem a mais de 20% do total da venda de livros no país —por aqui, não chegam a 5% do mercado.

Pode parecer detalhe, mas dedicatórias têm valor comercial e afetivo. Para o leitor, é a prova inestimável de que esteve com o autor que admira. Para quem escreve, noites de autógrafos garantem livros vendidos. Autores independentes não raro vendem nessas ocasiões suas únicas cópias, a amigos e familiares.

autógrafos em e-books

Antonio Carlos Espilotro/Divulgação

Atenta a esse cenário, em setembro de 2013 a Apple patenteou um sistema que permitiria a autores autografar e-books vendidos por sua loja virtual, a Appstore. Ainda não pôs a ideia em prática.

A questão é que, para os autógrafos poderem ser inseridos nos e-books, é preciso que estes não tenham travas de segurança (o DRM, sigla de Digital Rights Management), que impedem cópias ilegais. Quase nenhuma loja vende sem essa trava.

Por aqui, a e-galaxia, uma das únicas editoras com noites de autógrafos digitais, recorreu ao aplicativo Skitch Notes. Com ele, é possível autografar a capa —mas uma capa de mentirinha, que não pode ser agregada ao e-book. O autor assina em seu tablet e envia por e-mail ao leitor.

“É uma espécie de souvenir”, diz o editor Tiago Ferro. “O leitor pode compartilhar nas redes sociais”, comenta.

A desvantagem é que ninguém garante que quem ganhou o autógrafo comprará o livro. E a ideia de um autógrafo avulso na rede não é exatamente animadora.

“Vai aparecer aqui no meu e-book?”, quis saber uma leitora, na noite de autógrafos de Noemi. “Hm. Não. Vai aparecer só uma capa. Solta. No seu e-mail”, respondeu a autora, cheia de sinceridade.

DEGUSTAÇÃO

Um ano atrás, a e-galaxia fez uma parceria com a americana Autography, precursora nesse mercado, para o lançamento de “The Book Is on the Tablet”, de Alberto Villas. Na ocasião, autógrafos eram inseridos em uma “degustação”, com parte do e-book.

A empresa americana, que começou a operar em junho de 2012, ofereceu os serviços de graça para chamar a atenção no mercado brasileiro, mas não houve interessados. Nos EUA, já recorreram à empresa mais de 600 autores, incluindo best-sellers do “New York Times”, como Alison Gaylin e Jon Land.

Garry Martin, criador da Autography, diz que editoras como Penguin e Harper Collins aceitam que livros autografados sejam vendidos sem DRM pelo site da empresa porque a dedicatória serve como um “DRM brando”, ao permitir identificar a origem de um exemplar pirateado.

Martin diz que seus advogados estudam a patente de autógrafos da Apple, “que é muito similar” ao modelo da Autography, lançada um ano e três meses antes.

Precursor por precursor, à frente nesta fila estão escritores independentes como o gaúcho Luís Peazê, 56, que há cerca de três anos oferece seu e-book “Alvídia – Um Horizonte a Mais” autografado, na venda por seu site. Mas é um desses pioneirismos que costumam ficar restritos a amigos e familiares.

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DEDICATÓRIA VIRTUAL
Como funcionam os autógrafos digitais*

1) O leitor escolhe a opção “livro autografado” na loja e, ao fazer o pagamento, preenche um formulário que será enviado ao autor, com o pedido de autógrafo

2) O autor abre, em seu próprio tablet, o aplicativo que permite dar autógrafos digitais

3) Com uma caneta do tipo stylus, usada para fazer anotações digitais em tablets, o autor faz a dedicatória em uma página digital em branco

4) Ainda dentro do aplicativo, a página é inserida no e-book, que não pode ter DRM (trava de segurança presente em quase todos os livros digitais)

5) O e-book, já com a assinatura, é enviado para o e-mail do leitor, que pode então transferi-lo para seu e-reader

6) página com a assinatura, sem o livro, pode ser compartilhada pelo leitor nas redes sociais

* O passo-a-passo corresponde aos procedimentos via Autography, principal programa do gênero. Outros programas têm pequenas variações; a maior parte oferece o autógrafo fora do livro

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