Warning: Invalid argument supplied for foreach() in /home/livrosep/public_html/wp-content/plugins/jquery-t-countdown-widget/countdown-timer.php on line 68
Livros só mudam pessoas - Part 4

A vida do homem que era catador e virou médico com a ajuda de livros encontrados no lixo

0

1

Vicente Carvalho, no Hypeness

Quais são seus obstáculos na vida? Você pode falar que o seu problema é maior do que o de outra pessoa, mas a verdade é que a única solução para qualquer problema é simples: enfrentá-lo e resolvê-lo.

Existem pessoas com tanta vontade de vencer na vida de forma correta, que mesmo diante dos maiores obstáculos, conseguem encontrar saída e tornar-se vencedoras. É o caso de Cícero Pereira Batista, 33 anos, que comemora – merecidamente -, o diploma de médico, conquistado graças à sua obstinação, como ele mesmo define.

Cícero cresceu em Brasília, em uma área com altos índices de violência, junto com mais 20 irmãos, e sua mãe entrou para o mundo do alcoolismo (depois da morte do pai) pra tentar fugir das dificuldades que apareciam. Os problemas cresciam e o irmão mais velho de Cícero passou a traficar e usar drogas.

Diante de grandes dificuldades, Cícero teve que aprender bem cedo a encontrar meios para sua subsistência, procurando no lixo algo para comer e alimentar seus 20 irmãos. Muitas vezes encontrava pedaços de alimentos estragados, iogurte vencido, dentre outros, mas era aquilo que os alimentava. E o mesmo lixo que o alimentava foi também o lugar onde lhe surgiu a oportunidade de uma vida melhor.

Cícero guardava livros e vinis que descobria no lixão e que passaram a ser seu refúgio e chance de fugir momentaneamente da realidade, embarcando em outros pensamentos lendo livros ao som de Bethoven e Bach, seus músicos preferidos (que só podia escutar graças à boa vontade de um vizinho, que deixava usar sua vitrola).

1

Vendo a aptidão e gosto pela leitura de Cícero, uma das irmãs resolveu matriculá-lo em uma escola pública, onde conseguiu, com ajuda de amigos e professores, chegar ao ensino técnico decidindo logo depois fazer o curso técnico de enfermagem, onde passou em segundo lugar na seleção feita pelo Cespe, banca que integra a UnB (Universidade de Brasília).

Logo depois de concluir o curso, conseguiu aprovação no concurso da Secretaria de Saúde para Técnico em Enfermagem e começou a trabalhar em um hospital público. Mas ele não pensou parar de estudar e fez então vestibular para Medicina em uma faculdade particular. O salário que recebia ia todo para o pagamento da mensalidade.

1

Como a rotina estava muito difícil, Cícero decidiu fazer o Enem e tirou nota suficiente para lhe garantir uma bolsa de estudos, e passou a estudar medicina no Gama (DF), onde enfrentou o preconceito racial e a rotina de estudos. Mas para quem trazia cicatrizes da infância, ser vítima de preconceito era apenas mais uma etapa a ser vencida.

“Eu nunca pensei em desistir. Meus companheiros sempre foram os livros e a música clássica me dava leveza de espírito para seguir em frente. Eu pensava que se Beethoven se tornou um dos grandes compositores da história, eu também poderia me tornar um bom médico.”

1

Sua forma otimista de levar a vida deu certo. No dia 6 de junho deste ano, o ex-catador de lixo tornou-se médico e está focado em ser um bom médico, dar uma vida melhor para sua mãe e especializar-se em psiquiatria ou pediatria. E ainda pensa em estudar Direito – “quem sabe?”, diz o agora Dr. Cícero. Alguém duvida?

Abaixo um vídeo onde ele conta um pouco de sua história em um programa de TV local:

Imagem de Amostra do You Tube

Foto: Breno Fortes/CB/D.A. Press

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Formada em letras, garota de programa narra em livro experiência com alta sociedade

0

420743-970x600-1

Gabriela Yamada, na Folha de S.Paulo

Homens com Rolex no pulso acompanhados de mulheres “vestindo” só joias e salto alto –e nada mais. Esse era o traje de uma festa privê regada a sexo que reuniu casais da alta sociedade de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo)

Aconteceu no ano passado numa fazenda luxuosa da região, segundo Lola Benvenutti, 22, codinome da garota de programa Gabriela Natalia Silva.

Os detalhes da noite estão em seu livro “O Prazer é Todo Nosso” (editora MosArte), que será lançado em agosto.

Há menos de dois anos, a acompanhante ficou conhecida por relatar seus encontros com clientes em um blog que leva seu nome. Ao mesmo tempo, frequentava o último ano da faculdade de letras na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).

O caso lembra o da ex-garota de programa Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha, que também relatava seus programas num blog e cuja história rendeu livro e filme.

“Era tudo muito sofisticado. Eu já havia participado de swings, mas eram mais modestos. Em Ribeirão, foi ostentação total”, afirma.

Eram 15 casais de médicos e suas mulheres numa fazenda com diversos quartos –segundo ela, o cenário remetia ao filme “De Olhos Bem Fechados” (1999), de Stanley Kubrick (1928-1999).

Os nomes de todos os “personagens” são mantidos em sigilo no livro, que levou um ano para ficar pronto.

Nele, muito além de relatos dos programas e dicas para apimentar uma relação, a autora defende a bandeira da liberdade sexual. “Faço o que faço porque gosto, porque sou mulher, porque sou humana e tenho o direito de traçar o meu próprio caminho.”

Por isso, o tom do livro é leve e as passagens, divertidas, diz ela. “O livro é neste sentido: de se libertar para gozar a vida, o parceiro, sozinho.”

Foi pelo caminho do prazer que Lola disse ter descoberto o amor por si mesma: tida como a “patinho feio” do colégio, resolveu gostar de si.

A primeira vez em que fez sexo por dinheiro, diz, foi aos 17, mas não continuou –temia a repercussão em sua cidade, Pirassununga (211 km de São Paulo).

“Eu sempre tive curiosidade em saber como funciona [a prostituição]“, afirma ela, que se considera precoce no tema. “Quando era criança, colocava o Ken e a Barbie sem roupas, um em cima do outro, e simulava o ato sexual.”

NA PELE

Lola diz que pretende lançar outros livros. Tem passagens literárias tatuadas pelo corpo. Nas costas, um verso de Manuel Bandeira :”…dizer insistentemente que fazia sol lá fora”. No pulso esquerdo, uma frase João Guimarães Rosa: “Digo: o real não está na saída nem na chegada. Ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”.

Ela tem projetos para workshops e palestras. Não pensa em namorar. Sua descrença na monogamia, diz, é um dos motivos para ter escolhido o atual ofício.

Ao posar para a Folha, tentou manter uma imagem de glamour, distante do estereótipo de uma garota de programa. “A minha proposta não é aparecer com a bunda de fora na TV, ter 15 minutos de fama e falar que saí com jogador de futebol”, diz ela.

Sem revelar valores, afirma que é possível ganhar dinheiro com a profissão “se souber ser administrada”.

Diz ser realista e saber que a carreira é curta, principalmente porque “a beleza acaba e gasta-se muito para estar sempre bonita”.

Mesmo assim, jura que não se arrepende de ter escolhido a atual profissão.

“Nunca fui tão feliz como agora, porque sou quem realmente sou. Não tem alegria maior do que não ter de se enganar”, afirma.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Inovações na educação ‘servem de estímulo a professor’, diz OCDE

0

Estudo vê ‘indícios’ de benefícios trazidos por inovações na sala de aula; relação não é ‘facilmente comprovável’.

classeinteligentekorea
Inovações – de filosofia, estilo e até de recursos tecnológicos – nas escolas podem ter impacto positivo na valorização de professores e, em alguns casos, nas notas dos alunos em algumas disciplinas.

É o que sugere um estudo-piloto divulgado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o relatório Mensurando Inovação na Educação.

A análise se debruçou sobre 28 sistemas educacionais (entre países, estados americanos e territórios canadenses, Brasil não incluído) no mundo.

Segundo os especialistas da OCDE, ainda que não haja uma relação facilmente comprovável entre inovação e melhorias na educação, “em geral, países com maiores níveis de inovação veem aumento em alguns resultados educacionais, incluindo melhor performance em matemática na oitava série (13 e 14 anos), resultados de aprendizado mais igualitários e professores mais satisfeitos”.

Entre as inovações analisadas estão materiais didáticos, recursos educacionais, estilo de ensino, aplicação de conhecimento na vida real, interpretação de dados e textos, disponibilidade de computadores e sistemas de e-learning nas aulas, novas formas de organizar atividades curriculares e uso de tecnologia na comunicação com pais e alunos, entre outros.

Porém, os investimentos em tecnologia e inovação não são unanimidade entre estudiosos de educação, já que nem sempre esses investimentos se traduzem em melhor desempenho ou em benefícios mensuráveis – e muitas vezes incorrem em aumento de gastos.

Questão de confiança
O autor do relatório, Stephan Vicent-Lancrin, explica à BBC Brasil que de fato não é possível verificar com certeza a relação direta entre inovação e benefícios. Mas há “indícios” de que aquela tenham efeitos positivos na igualdade de oportunidades entre alunos, no desempenho em disciplinas como matemática e, sobretudo, no estímulo a professores.

“Não podemos afirmar com certeza que as notas melhoram graças a inovações na sala de aula. Mas vemos que inovações trazem confiança para (que agentes participantes da educação) promovam outras mudanças”, diz Vincent-Lancrin.

“A relação mais forte que observamos foi em relação à satisfação de professores. Mais inovações trouxeram mais motivação.”

As práticas foram estudadas pela OCDE entre 2000 e 2011, no ensino primário e secundário, e o país estudado que mais adotou inovações no período foi a Dinamarca (com 37 pontos no índice calculado pelo órgão), seguido por Indonésia (36), Coreia do Sul (32) e Holanda (30).

Entre as mudanças observadas na Dinamarca estão, por exemplo, aumento no uso de testes-padrão elaborados por professores, e mais intercâmbio de conhecimento entre o corpo docente.

Segundo o relatório, “os sistemas educacionais que mais inovaram são também os mais igualitários em termos de desempenho dos estudantes”. Por exemplo, os da Indonésia e da Coreia do Sul.

Sendo assim, o estudo aponta que há uma “presunção” de que mais inovação desencadeie mais igualdade de oportunidades e aprendizado entre alunos, ainda que isso não possa ser efetivamente provado.

Debate
Mas se a adoção de novas práticas na ciência e na economia produtiva é apontada como um fator importante para a competividade global, na educação essa correlação não é tão simples. O próprio estudo aponta que existem também sistemas educacionais com baixa inovação e alto desempenho.

Ao mesmo tempo, argumentos pró-inovação na educação incluem maximizar o retorno do investimento público, buscar avanços no desempenho de alunos e reduzir a desigualdade de oportunidades entre estudantes, aponta a OCDE.

O relatório diz que, “ao contrário do que se costuma pensar, há um nível razoável de inovação no setor educacional, tanto em relação a outros setores da sociedade como em termos absolutos. Setenta por cento dos formandos empregados no setor educacional consideram seus estabelecimentos como altamente inovadores, índice similar ao da média (do restante) da economia (69%)”.

Segundo Stephan Vincent-Lancrin, o setor educacional apresentou índices de inovação mais elevados do que o restante do setor público, mas são necessários mais estudos para entender exatamente seus desdobramentos no ambiente escolar.

“Estamos tentando colocar o assunto no mapa para entender seu impacto”, diz.

Fonte: G1

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Rubem Alves deixa legado de mestre acadêmico e catálogo com mais de 160 obras

0
Nascido em Boa Esperança, no Sul de Minas, Rubem Alves dedicou-se à carreira acadêmica com o mesmo afinco com que conduzia a trajetória literária, que rendeu mais de 160 títulos

Nascido em Boa Esperança, no Sul de Minas, Rubem Alves dedicou-se à carreira acadêmica com o mesmo afinco com que conduzia a trajetória literária, que rendeu mais de 160 títulos

Morto aos 80 anos, mineiro radicado em Campinas dedicava-se a projeto social

Fernanda Machado, no Portal UAI
Mineiro de Boa Esperança, sul do estado, Rubem Alves soube encantar o mundo com suas histórias infantis, além de dar enorme contribuição para o cenário acadêmico e educacional com publicações as áreas de teologia, psicanálise, sociologia, filosofia e educação. O escritor faleceu neste sábado, 19, em decorrência de complicações renais, deixando um currículo invejável e mais de 160 títulos publicados e distribuídos em 12 países. O teólogo deixa também três filhos: Sérgio, Marcos e Raquel.

Rubem Alves nasceu em 15 de setembro de 1933. Aos 12 anos, se mudou com os pais para o Rio de Janeiro, onde acabou sofrendo preconceito de seus amigos de escola por conta de seu sotaque arregado. Para compensar o isolamento provocado pela mudança, acabou encontrando na religião m alento e, posteriormente, a profissão que escolheria seguir.

Formou-se Bacharel em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas, e em seguida Mestre na mesma disciplina pelo Union Theological Seminary, em Nova York. Considerado subversivo pela Igreja Presbiteriana, foi perseguido na época da ditadura militar, se mudando para os EUA. Lá, tornou-se Doutor em Filosofia, pelo Princeton Theological Seminary.

Como professor, lecionou no no Instituto Presbiteriano Gammon, na cidade de Lavras, Minas Gerais, no Seminário Presbiteriano de Campinas, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro e na Universidade Estadual de Campinas, onde recebeu o título de Professor emérito. Ainda na UNICAMP, foi eleito representante dos professores titulares junto ao Conselho Universitário, no período de 1980 a 1985, Diretor da Assessoria de Relações Internacionais de 1985 a 1988 e Diretor da Assessoria Especial para Assuntos de Ensino de 1983 a 1985.

Entre as publicações de destaque do escritor estão as obras ‘Da esperança – Teologia da esperança humana’, que é marco do nascimento da Teologia da Libertação, e ‘Variações sobre a vida e a morte’, em que o autor trata de construir uma teologia poética, preocupada com o corpo, com a vida em sua dimensão real.

Além de teses, dissertações e monografias, Alves também conseguiu êxito na publicação de crônicas, ensaios e contos, e especialmente na literatura infantil, contabilizando quase trinta títulos do gênero, como ‘A menina, a gaiola e a bicicleta’ e ‘A boneca de pano’.

Após sua aposentadoria, o escritor investiu na construção de um restaurante na cidade de Campinas, para colocar em prática sua paixão pela gastronomia. No local ainda eram ministrados cursos de cinema, pintura e literatura. A cidade paulista acabou se tornando a segunda casa do mineiro, que ocupou uma cadeira na Academia Campinense de Letras e foi condecorado com o título de cidadão-honorário do município, onde também recebeu a medalha Carlos Gomes de contribuição à cultura.

O teólogo também criou ao lado de sua família o Instituto Rubem Alves, associação aberta, sem fins lucrativos e de interesse publico que surgiu com o objetivo de ser um marco na educação, através do desenvolvimento de programas inovadores e alternativos. Um dos projetos desenvolvidos pelo Instituto é o Clube do Saber, que visa manter vivo o patrimônio intelectual e cultural do autor, além de aproximar o público das obras de Rubem Alves através da exposição permanente de seu acervo. Saiba mais no site oficial do projeto.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Livro inacabado de Ubaldo reúne histórias dos bares do Leblon, diz o filho

0

João-Ubaldo-Ribeiro_Bruno-Veiga

O novo livro ao qual o escritor João Ubaldo Ribeiro, 73 anos, se dedicava e escrevia em sigilo, antes de morrer na madrugada da última sexta-feira (18), conta histórias que se passam bares no Leblon, bairro onde ele morava, na zona sul do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo filho, Bento Ribeiro, que contou que o pai ocupava o seu tempo reunindo material para a obra, ainda sem título.

Publicado Portal AZ
“Eram contos do Leblon narrados por um baiano. Tem muito da linguagem típica da Bahia, era um apanhado de várias historias e crônicas sobre o bairro”, contou Bento, que admite não ter lido nenhum trecho do livro. “Quem lia as obras do meu pai antes de estarem prontas era sempre a minha mãe (Berenice).” Segundo Bento, porém, o pai lhe contou que estava escrevendo o livro do ponto de vista de um narrador baiano.

Morto devido a uma embolia pulmonar, Ubaldo foi enterrado às 10h deste sábado (18), no túmulo de número 32 no Mausoléu dos Acadêmicos da ABL, no cemitério São João Batista, em Botafogo.

Nascido em Itaparica, Ubaldo cultivava grande amor pela ilha baiana, sempre lembrada em suas obras. Por baixo do fardão usado como uniforme pelos acadêmicos da ABL, o escritor vestia uma camisa com uma foto de Itaparica, ao ser sepultado. E em cima do caixão, foi colocada uma camiseta do Bloco Areia, que o homenageou no último Carnaval.

“Senhor da palavra”

“É impossível não ficar emocionado, era meu amigo”, afirmou o acadêmico Domício Proença, que contou ter sofrido um grande impacto ao saber da morte do amigo. “João era uma pessoa preocupada com duas coisas fundamentais: a nossa identidade como povo e a língua que ele cultivava como poucos. João era um erudito e dominava todos os registros do idioma, era um senhor da palavra”, lamentou.

Na opinião de outra acadêmica, a escritora Nélida Piñon, a obra de Ubaldo permanecerá atual. “A obra de João Ubaldo aporta a essencialidade e vai enfrentar também os favores e desfavores do tempo. Vamos resgatá-lo sempre para que não seja esquecido. Acredito na obra dele, é uma obra que perdura e que vai deixar grandes exemplos. Ele semeou maravilhas, semeou a grandeza da língua portuguesa. Todo escritor, ao utilizar a magia da língua portuguesa, amplia nossa visão de Brasil e traz traços da nossa identidade”, disse.

Piñón defendeu ainda que os livros “Viva o Povo Brasileiro” e Sargento Getúlio”, de Ubaldo, devem ser resgatados por representarem o “ponto alto” de sua obra. “Vamos pô-lo dentro da moldura da história”.

Linguajar destemperado

Piñon relembra os momentos em que conviveu com Ubaldo. “Como pessoa, ele era muito engraçado e irônico. Tinha um linguajar destemperado, era capaz de dizer o que quisesse. Sem contar a naturalidade com a língua. Cada vez que ele era irreverente com uma frase, ele se cercava de um fundamento linguístico muito sólido. Era um homem muito culto. Eu tinha uma grande estima, amizade e admiração por ele.”

Outro acadêmico, o linguista Evanildo Bechara, afirmou estar ressentido pela morte de mais um acadêmico, além de Ivan Junqueira, falecido o dia 7 de julho.

“Mal terminamos de enxugar as lágrimas com a morte do Ivan, surge agora o falecimento do Ubaldo, foi inesperado. A Academia e a literatura brasileira se sentem órfãos nesse momento. Ubaldo era não somente o grande romancista, mas também um homem de pensamento”.
Bechara se diz admirador das crônicas de Ubaldo, que, segundo ele, reúnem “uma estrutura de pensamento, amor ao Brasil e esperança no povo brasileiro”.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Go to Top