S.O.S Amor

Cinco leituras para o carnaval

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leitura

A literatura é a grande viagem dos não carnavalescos

Raphael Montes, em O Globo

O carnaval vem aí — na verdade, ele já chegou faz algumas semanas, com muita folia pelas ruas, purpurina, glitter, fantasias e disposição para dar e vender ao enfrentar os blocos sempre abarrotados. Pessoalmente, amo o carnaval, o clima contagiante das pessoas, dá até vontade de sair pulando no meio de todo mundo e de deixar as responsabilidades um pouco de lado.

Acho curioso como tem muita gente que não gosta. No último final de semana, estive com alguns amigos e perguntei o que eles estavam programando para os dias de festa e a resposta foi: ler e relaxar. Sem dúvida, para os que não gostam, o feriado é um ótimo motivo para viajar e ficar longe de toda a muvuca que se cria nas ruas; um bom momento também para ser introspectivo e se preparar para o ano que finalmente vai se iniciar. E nada melhor que uma boa leitura para os dias de descanso — a literatura é a grande viagem dos não carnavalescos. O bloco está nas páginas. Então, aqui vão algumas recomendações de lançamentos recentes que tive a oportunidade de devorar.

No início do ano, terminei de ler o festejado “Enclausurado” (ed. Companhia das Letras), de Ian McEwan, escritor inglês conhecido por obras-primas como “Reparação”, “Amor sem fim” e “Na praia”. A meu ver, Ian McEwan é um autor que une com perfeição a trama bem arquitetada a um texto de qualidade, une entretenimento ao erudito, como defendo com frequência nas minhas colunas neste jornal. Claramente inspirado em Hamlet, “Enclausurado” oferece um narrador inusitado: um feto dentro da barriga de sua mãe que descobre que a genitora planeja matar o ex-marido com a ajuda do amante. É um livro para ser lido no sábado de carnaval, deliciando-se com as viradas da história e as reflexões propostas por um feto irônico e um tanto ácido.

Outra ótima opção para o feriado inteiro é “Casos de família” (ed. Darkside Books), livraço de Ilana Casoy, em edição de luxo com capa dura ilustrando uma espécie de caderno antigo. Isto porque, neste livro, a criminóloga destrincha dois crimes que chocaram o país — os assassinatos do casal Richthofen e o de Isabella Nardoni —, informa bastidores das investigações e, pela primeira vez, revela seus cadernos de anotações utilizados durante a pesquisa na Polícia Civil. Sou fã de Ilana Casoy desde seus primeiros livros, sobre serial killers do mundo e serial killers brasileiros, e é um privilégio ler o trabalho acurado de uma boa profissional. Um prato cheio para quem gosta do mundo investigativo.

Se a ideia for uma leitura mais complexa e aventureira, vale conferir “As primeiras quinze vidas de Harry August” (editora Bertrand Brasil), de Claire North. A meu ver, a maior qualidade deste livro é usar um tema clássico (viagem no tempo) com uma premissa inovadora: Harry é uma pessoa com um dom incomum — toda vez que morre, ele retorna para o início da vida (renasce), mas mantém todas as lembranças e conhecimentos das vidas anteriores. Até compreendermos toda a mitologia criada pela autora, passeamos por diferentes períodos do século XX e culturas de países de todo o mundo, da Inglaterra à Rússia. Um livro perfeito para transitar entre épocas e países, com boas reviravoltas e alguns momentos de tensão.

Outra leitura que superou minhas expectativas foi “Nimona” (ed. Intrínseca), de Noelle Stevenson. Publicada de forma independente na internet, a história ganhou o carinho do público e conquistou uma editora. Confesso que não sou o maior entendedor de histórias em quadrinhos, mas os traços coloridos chamaram minha atenção e comecei a ler despretensiosamente. Quando percebi, estava dando gargalhadas, como quando assistimos a um bom desenho animado. Nimona é uma metamorfa — um ser que pode se transformar em qualquer tipo de animal — e se alia a Lorde Ballister Coração-Negro, o maior vilão que já existiu, mas com um bom coração, para realizar um plano de vingança. Com uma trama bem original, Nimona te fará rir e refletir, com boas doses de ação.

Por fim, e como não poderia deixar de ser, indico um romance policial que comecei a ler esta semana — “O canto dos segredos” (ed. Rocco), da irlandesa Tana French. Tive o privilégio de conhecê-la em Nova York e conversamos muito sobre o gênero. A autora segue o velho e bom estilo whodunit, uma espécie de Agatha Christie moderna, com um interesse maior na profundidade psicológica dos personagens e com uma escrita cirúrgica. Desta mesma autora, li os ótimos “No bosque da memória” e “O passado é um lugar”. Em “O canto dos segredos”, o detetive Stephen Moran é chamado a desencavar o caso de um jovem assassinado em um prestigioso colégio feminino. Entre um bloco carnavalesco e outro, voltarei a tentar desvendar este mistério. Boa folia (e boas leituras) a todos!

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Leitura on-line estimula o hábito em crianças

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A princípio, pode parecer uma tarefa difícil, mas o suporte dos pais é fundamental

Publicado em A Tribuna

Internet deve ser aliada para incentivar os pequenos a lerem (Foto: Divulgação)

Internet deve ser aliada para incentivar os
pequenos a lerem (Foto: Divulgação)

Com a chegada da internet à vida das crianças, torna-se cada vez mais difícil tirá-las da rede e fazer com que foquem nas atividades que as tiram da frente da tela do computador.

Trata-se de uma realidade que pode impactar de forma negativa uma série de atividades saudáveis para o desenvolvimento e aprendizagem dos pequenos, como a prática da leitura.

Diante desse cenário, como fazer com que as crianças não percam o interesse pelos livros? Bem, a saída está em mesclar aquilo que elas gostam de manipular com o que elas devem ter presente no dia a dia.

Faça da internet uma aliada

A princípio, pode parecer uma tarefa difícil, mas o suporte dos pais nessa transição é fundamental. Os mesmos podem começar demonstrando como a internet se torna uma ferramenta de busca para leituras interessantes e dinâmicas.

Tablets e laptops permitem que milhares de títulos sejam carregados para onde quer que se vá, tornando-se uma opção portátil que acompanha a criança em diversos ambientes. Sites como a Leiturinha oferecem uma biblioteca online para assinantes, com livros selecionados para cada faixa etária.

O fato de estar conectada à internet permite que a criança realize pesquisas sobre o tema abordado no livro conforme a mesma progride com a leitura, estimulando mais ainda a curiosidade e o interesse pela busca de informações. O fato de ler livros online já faz com que a criança:

● Comece a se interessar por tecnologia e assunto correlatos;

● Exercite outras habilidades motoras ao manusear tablets e iPads;

● Conheça sempre novas tecnologias e esteja mais preparada para inovações.

É importante salientar que cabe aos pais o controle ao acesso que elas têm ao conteúdo disponibilizado na internet, limitando-o apenas a livros que correspondam à idade das crianças. É preciso ter cuidado com a exposição dos pequenos ao conteúdo impróprio que permeia a rede.

No mundo virtual

O segredo, assim como na leitura tradicional de livros físicos, está no estímulo. Os pais podem iniciar com medidas simples, porém, eficazes:

● Convidar a criança a manusear os dispositivos para despertar o interesse pela leitura dinâmica, deixando com que ela descubra os recursos que a internet proporciona;

● Demonstrar que a leitura é para todos, fazendo-se mostrar adepto do hábito;

● Fazer leitura em voz alta e deixar que a criança observe o computador, tablet ou laptop em uso;

● Participar da leitura, tornando esse momento uma atividade familiar em que cada um incorpora um personagem da história;

● Deixar que a criança convide os amigos para ler livros dentro de casa, criando um ambiente divertido e propício ao aprendizado.

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Dicas infalíveis para passar no Vestibular

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 É claro que a gente não aprende de um só jeito, mas conhecer as preferências do seu cérebro ajuda a escolher Foto: Mundo vestibular

É claro que a gente não aprende de um só jeito, mas conhecer as preferências do seu cérebro ajuda a escolher
Foto: Mundo vestibular

 

 

Publicado no Terra

1. Descubra o seu estilo de aprender

Se o autoconhecimento — saber quem você é, seus valores, suas aspirações e habilidades — foi fundamental para escolher o curso na hora de se inscrever no vestibular, saber um pouco mais sobre si mesmo também vai ajudar na hora de se preparar para o exame. Descobrir de que jeito você aprende melhor economiza tempo e energia!

Já percebeu como algumas pessoas fixam melhor a matéria desenhando esquemas? Que aqueles que precisam ler tudo em voz alta? E que outros vão direto resolver os exercícios, para só depois consultar a matéria?

É claro que a gente não aprende de um só jeito, mas conhecer as preferências do seu cérebro ajuda a escolher, por exemplo, entre começar a estudar literatura fazendo uma ficha de resumo ou atacando um simulado.

2. Faça um reconhecimento do terreno

Uma boa maneira de se preparar para o vestibular da faculdade dos seus sonhos é saber onde você está pisando. E a melhor maneira de fazer isso é analisar as questões dos anos anteriores de todas as matérias.

Procure os cadernos de prova e gabaritos dos três últimos anos — normalmente eles são publicados no site da própria universidade, na seção “vestibular”.

Com os cadernos de prova em mãos, reproduza a mesma situação de cada um dos dias da prova (não faça mais de uma prova por dia!!): reserve o tempo exigido para a resolução das questões, tranque-se no quarto com água e algum lanche, use apenas o material permitido na hora da prova e faça seu próprio simulado.

Depois de resolver tudo, confira o gabarito, anote o que tem dificuldade, reforce essa matéria e não descanse enquanto não compreender aquilo que não acertou. Faça o mesmo com as demais provas dos anos anteriores.

Após conferir as questões e sua pontuação, com a cabeça fresca, analise o tipo de questão, se tem “pegadinha” e qual a proporção de questões fáceis, médias e difíceis, por exemplo. Isso não garante que você adivinhe como vai ser a próxima prova, mas deixa você mais tranquilo e preparado para o que está por vir.

3. Fique um pouco offline

Na hora da prova, você não vai poder usar o celular, o computador, a calculadora ou qualquer tipo de ajuda. Na sua rotina de estudos, inclua uns momentos completamente desligado de aparelhos eletrônicos, internet, redes sociais, música, celular, calculadora.

Além de ajudar na concentração e fazer com que os viciados não passem mal na hora da prova por não poderem usar celular, resolver as questões sozinho treina o raciocínio e a agilidade, qualidades importantes para quem quer passar no vestibular. Ou você quer perder minutos preciosos da prova de matemática porque não está acostumado a fazer contas de dividir e multiplicar sem a calculadora do lado?

4. Saco vazio não para em pé… nem estuda direito.

Cuide do corpo e da mente para aguentar a maratona de estudos. Não é o momento de encarar dietas malucas, virar noite na base do café + refrigerante + energético + guaraná em pó, ou se entupir de doces e chocolates “pra dar energia”. É uma época de privações, sim, mas não de se detonar. Dê ao corpo as três coisas que ele mais vai precisar: dormir, comer, mexer.

-Dormir: estabeleça uma rotina de quantidade de horas de sono, com hora para dormir e para acordar, respeitando os seus limites. Algumas pessoas precisam de 10 horas de sono para funcionar no dia seguinte, outras sentem-se bem com 5 horas. Descubra a quantidade ideal de sono para você e siga essa rotina.

-Procure manter essa rotina também nos fins de semana. É que uma noite maldormida, seja por motivo de estudo ou de festa, tem muito mais consequências do que dificuldades de raciocínio, concentração e memória no dia seguinte. Pesquisas indicam que o organismo pode levar até 10 dias de sono normal para se recuperar de uma noite em claro!

-Comer: assim como o sono, sua alimentação precisa ser regrada, sem excessos ou privações. Prefira os alimentos naturais aos industrializados e procure comer frutas, verduras e legumes. Eles fornecem as vitaminas que seu cérebro vai consumir para resolver aqueles exercícios todos!

-Evite o excesso de cafeína, principalmente à noite, e tome muito cuidado com os doces e chocolates em excesso. Eles dão a sensação de aumento de pique num primeiro momento, mas em seguida acontece o efeito rebote: a glicose cai a níveis mais baixos do que antes, fazendo com que você entre num ciclo de consumo de mais doces ou, dependendo do organismo, sinta-se fraco e até mesmo tenha desmaios. Vai ficar fora de casa muitas horas com aulas no cursinho? Carregue sempre um lanche leve e saudável na mochila.

-Mexer: pode ser que você não consiga encaixar a academia ou o futebol com os amigos por uns tempos enquanto estuda para o vestibular. Mas se puder, ótimo! Uma caminhada, natação ou passeio de bicicleta também ajudam a desestressar a mente e oxigenar o corpo.

-Faça também pequenos intervalos nas horas de estudo para se mexer. Levante da cadeira, alongue a coluna, os braços e pulsos, relaxe os ombros e respire! Faça isso a cada 45 minutos, aproximadamente. Se estiver no cursinho, aproveite os intervalos para caminhar pela sala, esticar as pernas, dar uma volta pelo corredor. A tensão nos ombros e pescoço pode prejudicar o fluxo de sangue e, consequentemente, a oxigenação do cérebro, tudo o que você não quer quando está estudando!

5. Troque a procrastinação pelo foco

Deixar para a última hora é um verdadeiro tiro no pé para o vestibulando. Se você tem a tendência de empurrar as tarefas chatas com a barriga e arrumar desculpas para não seguir seu plano de estudo, combata a procrastinação com técnicas que ajudam a manter o foco — e algumas fazem a gente produzir mais sem nem perceber o tempo passar.

6. Leia mais para escrever melhor

Os livros obrigatórios, revistas semanais, artigos em jornais, algum livro mais leve sobre um assunto de que você gosta…
A leitura ajuda muito a organizar as ideias para fazer a redação do vestibular, dá repertório e cultura, elementos para argumentar bem, vocabulário mais rico e reforça a gramática e ortografia.

E além de melhorar a redação, ler bastante ainda tem dois ótimos efeitos colaterais: ajuda a se expressar melhor nas questões dissertativas e, no caso de jornais e revistas, garante que você não vai ficar boiando nas questões sobre atualidades.

7. Não faz mal pular os obstáculos de vez em quando

Sabe quando a gente empaca em uma questão difícil? Em vez de ficar remoendo e se desgastando para chegar à solução, às vezes o melhor mesmo é deixar o problema de lado, dar um tempo, fazer outras coisas ou estudar outras matérias e voltar um, dois dias depois, com a cabeça fresca. O mesmo vale para o dia da prova do vestibular. Encontrou uma questão muito difícil? Pule para a seguinte e volte depois para resolver.

8. Crie seu próprio código de estudo

Alguns usam canetas coloridas, outros preferem resumir tudo em fichas e há aqueles que criam ícones e símbolos para representar conceitos. Não existe uma fórmula única de sucesso para as anotações do vestibulando. O ideal mesmo é descobrir o que funciona para ajudar você a memorizar, compreender, analisar e absorver o conteúdo.

9. Pergunte… e responda!

Se estiver frequentando aulas, aproveite para perguntar, tirar todas as dúvidas. Não tenha vergonha, mesmo que a pergunta pareça boba para você. Leve para a sala de aula aqueles exercícios e questões de prova que você não conseguiu resolver.

Ensinar também ajuda a aprender, sabia? Encontre colegas com quem você tem afinidade e recorra a eles para trocar conhecimento. De repente ele precisa de ajuda em uma matéria que para você é tranquila e pode te ajudar naquelas que você tem mais dificuldade… algumas pessoas até estudam melhor em grupo.

10. Ligue os pontos

Procure enxergar a conexão entre temas, disciplinas e atualidades. Muitas universidades incluem questões multidisciplinares em suas provas do vestibular, seja no formato objetivo ou dissertativo.

Ter uma visão mais ampla e conectada das coisas também ajuda a fixar conceitos e a combater o “branco” na hora da prova. É só ir puxando o fio do raciocínio que você consegue lembrar do que precisa.

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Rogue One: Uma História Star Wars | Novo livro servirá como sequência do filme

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Rogue One: Uma História Star Wars

Rogue One: Uma História Star Wars

André Zuliani, no Observatório do Cinema

A Lucasfilm anunciou que um novo livro do cânone da franquia Star Wars, intitulado Inferno Squad, com lançamento previsto para julho de 2017, servirá como sequência de Rogue One: Uma História Star Wars.

A trama do romance começará instantes após os acontecimentos do longa. Mas ao invés de contar a história pela perspectiva dos Rebeldes, o livro contará pela perspectiva do Império.

Inferno Squad será centrado em um grupo de elite do Império que sobreviveram após a batalha e destruição de Jedha e que tem a missão de exterminar os últimos seguidores de Saw Guerrera (personagem de Forest Whitaker).

Leia a sinopse oficial:

“A Rebelião pode ter heróis como Jyn Erso e Luke Skywalker. Mas o Império tem Inferno Squad (Esquadrão do Inferno, em tradução livre). Depois do humilhante roubo dos planos da Estrela da Morte e da consequente destruição da estação de batalha, o Império está na defensiva. Em resposta a esta derrota deslumbrante, a Marinha Imperial autorizou a formação de uma equipe de elite de soldados, conhecida como Inferno Squad. Sua missão: infiltrar e eliminar os restos de seguidores de Saw Gerrera. Após a morte de seu líder, os partidários mantiveram seu legado extremista, determinados a frustrar os planos do Império – não importa qual o custo. Agora, o Inferno Squad deve provar seu status como o melhor dos melhores e derrubar os partirá para garantir a segurança do Império?”

Inferno Squad foi escrito por Christie Golden, autor de outros livros para o cânone da saga, como Dark Disciple e The Fate of The Jedi. O novo livro chegará às lojas em 21 de julho de 2017.

Rogue One: Uma História Star Wars é a segunda maior bilheteria do mundo de 2016, com o total de US$ 1,033 bilhão.

Os números também fizeram de Rogue One: Uma História Star Wars o segundo maior filme da saga, atrás apenas de Star Wars: O Despertar da Força (que faturou pouco mais de US$ 2,06 bilhões pelo mundo).

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Livro do Uruguai causa polêmica ao comparar Smurfs com comunismo

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Katiúscia Vianna, no Adoro Cinema

O que surge na sua cabeça quando pensa em Smurfs? Seres azuis e … comunismo?

Um livro didático utilizado em escolas do Uruguai causou polêmica ao fazer uma comparação entre a aldeia dos amados personagens infantis e o sistema comunista.

“Talvez o próximo exemplo te ajude a entender a ideia de uma sociedade comunista. Conhece os Smurfs? Eles formam uma comunidade que vive numa vila. Todos eles tem uma moradia. Ninguém passa fome. A água é de uso coletivo. Todos tem obrigações na comunidade. Por exemplo, um Smurf cozinha. Outro é carpinteiro e conserta coisas quebradas. Então, cada um contribui com seu trabalho e recebe do trabalho dos outros. Comunismo é algo similar”, afirma o livro, criado para o sexto ano do ensino fundamental. A publicação ainda posta uma foto dos Smurfs ao lado do político comunista Lênin.

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O porta-voz da Administração Nacional de Educação Pública do Uruguai (Anep), declarou que o livro não faz parte da leitura obrigatória nos colégios públicos. Porém, é um título recomendado na biografia de algumas instituições particulares – que não são sujeitas ao controle do governo. A situação causou tanta polêmica que o caso vai ser analisado por autoridades locais, a partir do dia 21 de fevereiro.

 

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