As fases da lua

Com best-sellers e youtubers, Bienal do Livro de SP anuncia programação

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Organização apresenta programação da 24ª Bienal do Livro de São Paulo (Foto: Cauê Muraro/G1)

Organização apresenta programação da 24ª Bienal do Livro de São Paulo (Foto: Cauê Muraro/G1)

 

Autor Mac Barnett e ilustradora Stefanie Harjes estão entre novos nomes.
Evento acontece entre 26 de agosto e 4 de setembro em São Paulo.

Cauê Muraro, no G1

Com presença de best-sellers estrangeiros e aposta em youtubers brasileiros, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo anuncia nesta terça-feira (26) sua programação. O evento acontece entre 26 de agosto de 4 de setembro, no Pavilhão de Exposições Anhembi.

Entre os novos nomes confirmados para a 24ª edição, estão o autor americano de literatura infanto-juvenil Mac Barnett, a ilustradora alemã Stefanie Harjes, o economista Ladislau Dowbor, a historiadora feminista Margareth Rago, o antrópologo Roberto DaMatta e o ganhador do prêmio Jabuti em 2015 Klévisson Viana.

Escritoras responsáveis por sucessos de vendas no exterior, a psicóloga americana Becky Albertalli, autora de “Simon vs. a agenda homo sapiens” e a irlandesa Marian Keyes, dos hits “Melancia”, “Sushi” e “Tem alguém aí?”, foram anunciadas pelo evento em junho, juntamente com Jennifer Niven, Kevin Hearne, Ava Dellaria, Tarryn Fisher, Lucinda Riley, Amy Ewing e Jen Sterling.

Best-sellers

Best-sellers nacionais e internacionais ocuparão o maior espaço da feira, a Arena Cultural. O desenhista Mauricio de Sousa, o historiador Leandro Karnal e o filósofo Mario Sergio Cortella estão entre os brasileiros que participarão dos debates.

A área também dará destaque a youtubers, hoje considerados fenômenos editoriais no país. Estão na programação Kéfera Buchmann, Jout Jout, Lucas Rangel, PC Siqueira, Maju Trindade, Malena, entre outros.

O Espaço Ignácio de Loyola Brandão é destinado a discussões sobre temas ligados ao setor editorial, como direitos autorais, políticas públicas e hábitos de consumo.

Estão previstas ainda apresentações de música e teatro, exposições, atividades para as crianças e sessões de autógrafos. Pela quarta edição, a bienal terá também o espaço chamado “Cozinhando com Palavras”, que mistura culinária, literatura e cultura. A curadoria é novamente do chef André Boccato.

‘Histórias em Todos os Sentidos’
O tema da Bienal do Livro de São Paulo em 2016 é “Histórias em Todos os Sentidos”. Em nota, Luiz Antônio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), que organiza o evento, descreve: “Existem várias Bienais dentro da Bienal do Livro, e queremos que cada visitante descubra a sua. Para os mais cults, conversas com autores conceituados no Salão de Ideias, para os mais jovens, presença de best-sellers de literatura Young Adults na Arena Cultural; para os fãs de gastronomia, oficinas no Cozinhando com Palavras; para as crianças, muita diversão e literatura infantil no Espaço Mauricio de Sousa e BiblioSesc, e por aí vai”..

De acordo com a organização, a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo tem mais de 280 editoras, expositores individuais e autores independentes.

Saiba mais sobre autores estrangeiros confirmados na bienal

Amy Ewing – sem data confirmada
Autora do segmento Young Adults e frequentadora da lista de best-sellers do jornal “The New York Times”, a americana Amy Ewing é famosa pela trilogia “A cidade solitária” (Leya). O segundo capítulo, cujo título original é “The white rose”, sai no Brasil em 2016. Já o (previsto) desfecho da saga, “The black key”, chega às livrarias dos Estados Unidos no final do ano.

Ava Dellaira – 28 de agosto, às 16h, na Arena Cultural
Publicado no Brasil em 2014, o juvenil “Cartas de amor aos mortos” (Seguinte) já está sendo adaptado para o cinema. Um indicativo considerável do sucesso da autora nascida em Los Angeles. E é a própria Ava quem assina o roteiro do longa. Ela atualmente trabalha na indústria cinematográfica enquanto escreve seu segundo romance, “17 years”, que deve sair em 2018.

Becky Albertalli – 3 de setembro, às 19h, na Arena Cultural
Psicóloca de formação, a americana Becky Albertalli é conhecida pelo livro “Simon vs. a agenda homo sapiens” (Intrínseca), que tem como protagonista um adolescente gay de 16 anos que vive o drama de assumir ou não a homossexualidade. A autora também foi, durante sete anos, orientadora de um grupo de apoio em Washington que atendia crianças com não conformidade de gênero.

Jen Sterling – 28 de agosto, às 14h, na Arena Cultural
Best-seller do jornal “The New York Times”, Jen Sterling – ou J. Sterling – é conhecida pelo best-seller “O jogo perfeito” (Faro Editorial). A mesma editora lançou no Brasil “O jogo mais doce” e “Virando o jogo”. Na Bienal, debate com Tarryn Fisher.

Jennifer Niven – 27 de agosto, às 16h, na Arena Cultural
Foi apenas aos 46 anos de idade, em 2015, que a americana Jennifer Niven lançou seu primeiro livro voltado aos leitores jovens, “Por lugares incríveis” (Seguinte). Virou best-seller do jornal “The New York Times” e teve os direitos vendidos para 37 países. No ano que vem, estreia a adaptação para o cinema, que tem Elle Fanning (“Super 8”) no papel da protagonista.

Kevin Hearne – 27 de agosto, às 14h, na Arena Cultural
Nascido em 1970 no Arizona, Estados Unidos, Kevin Hearne é antes de escritor um fã devoto de “Star Wars”. Escreveu “Herdeiro do Jedi” (Aleph). Também é dele a série de fantasia urbana “The Iron Druid Chronicles”.

Lucinda Riley – 3 de setembro, às 15h, na Arena Cultural
Traduzida para 22 línguas em 36 países, a irlandesa é famosa por seus romances históricos. Esta vai ser a segunda Bienal Internacional do Livro de Lucinda, que vem para lançar dois livros: “A garota italiana” (Arqueiro) e o terceiro volume da série “As sete irmãs” (Arqueiro).

Marian Keyes – 28 de agosto, às 11h, na Arena Cultural
Nascida em Limerick, na Irlanda, em 1963, a autora é uma das maiores best-sellers do Reino Unido. Traduzida para mais de 20 idiomas, já vendeu 30 milhões de cópias de seus livros, informa seu site oficial. Suas obras mais conhecidas são “Melancia”, “Férias!”, “Sushi”, “Casório?!” e “É agora… ou nunca!”, todos lançados no Brasil pela Bertrand Brasil, do Grupo Editorial Record. Por aqui, os livros de Marian venderam 1 milhão de cópias.

Tarryn Fisher – 28 de agosto, às 14h, na Arena Cultural
Outra best-seller do “The New York Times”. Além de ter um blog de moda com uma amiga, a americana Tarryn Fisher escreveu a trilogia “Love me with lies”. O volume incial, “A oportunista” (Faro Editorial), chega agora ao Brasil. É sua estreia em português. Depois, virão “A perversa” e “O impostor”. No ano passado, leitores do portal Goodreads colocaram “Marrow”, escrito por Tarryn, em quinto lugar na votação dos melhores do ano na categoria Mistério & Suspense.

Yeonmi Park – 26 de agosto, às 19h, na Arena Cultural
A norte-corena escreveu, com ajuda de Mryanne Vollers, a biografia “Para poder viver – A jornada de uma garota norte-coreana pela liberdade” (Companhia das Letras), em que conta sua fuga, aos 13 anos, da Coreia do Norte. Nascida na cidade de Hyesan em 1993, Yeonmi hoje mora em Nova York, nos Estados Unidos, e trabalha na organização Liberty in North Korea (LiNK), que atua no resgate de norte-coreanos refugiados na China.

Bienal de Livro de São Paulo 2016

Quando: de 26 de agosto a 4 de setembro
Onde: Pavilhão de Exposições Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1209, Santana)
Ingressos: R$ 20 (visitas de segunda a quinta-feira) e R$ 25 (visitas de sexta-feira a domingo)
Onde comprar: site da Tickets For Fun (clique aqui) e em pontos de venda (clique aqui para ver os endereços)
* Menores de 12 anos e maiores de 60 anos não pagam ingresso

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Story Pod, uma biblioteca urbana pensada para cidades que nunca dormem

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Publicado no Idealista

Story Pod é uma biblioteca urbana pensada para diminuir o ritmo frenético de trabalho e, claro está, relaxar. Situada na cidade canadense de Toronto, à noite é uma construção em forma de “caixa”, mas de dia esta “caixa” abre-se para usufruto das pessoas que queiram desfrutar do prazer de ler. É um lugar vivo, até porque quem quiser pode levar ou deixar livros.

De referir que o edifício Story Pod é sustentável, tendo sido projetado pelo estúdio de arquitetura AKB.

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Que diferenças separam quem lê de quem não lê?

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Publicado na Gazeta do Povo

O sujeito pode ser extremamente culto, ler bem e ler muito, e ainda assim ser um crápula (veja Hitler).

O fato é que ler bem faz o cérebro funcionar melhor – o que você faz com isso é outra história. Porém, existem algumas qualidades visíveis e comuns entre os leitores experientes.

“Leitores costumam ter mais vocabulário, frases mais complexas, pensamentos mais matizados, na mesma medida em que expressam ideias e valores mais sutis, menos óbvios”, diz Luís Augusto Fischer, escritor e professor. Ele é autor de “Filosofia Mínima” (Arquipélago), livro que fala justamente sobre ler, escrever, ensinar e aprender. “Dito isso, é claro que não se trata de algo absoluto nessa diferença, porque eu ainda conheci gente do mundo rural que não sabia ler e mesmo assim tinha virtudes como as que mencionei antes.”

Existem desvantagens que pesam sobre quem não lê? (E esse “ler” tem a ver com o que os cientistas chamam de “leitura profunda”.) “Claro que sim”, responde Fischer, levando em conta um critério moderno “que avalia como positiva a consciência do indivíduo sobre sua vida e a vida coletiva”.

Quem não lê, é menos consciente

“Ler e escrever proficientemente ajudam cada um a conhecer-se mais e a perceber mais agudamente seu entorno, seu semelhante, a Cidade, o Estado”, diz Fischer. “Penso mesmo que seja uma questão de cidadania”, diz Benedito Costa Neto, também escritor e professor.
Reféns dos algoritmos

Julia Fank, fundadora da Escola de Escrita, faz a defesa das redes sociais. “Estamos lendo e escrevendo o tempo todo – e temos condições de nos manter bem informados e de ter contatos com textos bons mesmo no feed de notícias do Facebook”, diz. “A questão é que somos condicionados, a partir de algoritmos, a ler apenas aquilo que já lemos e consumir apenas aquilo que já consumimos culturalmente.”

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A livraria em Londres onde os livros são gratuitos!

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Publicado no Aprendiz de Viajante

Quem ama ler não tem dó nenhuma de gastar dinheiro com livros. E digo isso porque sou uma dessas pessoas! Acho que, como muita gente, compro mais livros do que dou conta de ler, mas nunca me arrependi de voltar pra casa com uma sacola carregada deles. Eu adoro entrar em livrarias e ficar olhando tudo com calma. Mesmo quando estou viajando, costumo entrar em livrarias só pra não perder o costume!

E se eu te falasse que existe uma livraria em Londres onde os livros são de graça? Que é só você entrar, escolher o que quiser e ir embora feliz? Essa livraria é o QG da iniciativa The Kindness Offensive, um projeto que vista fazer as pessoas felizes através de atos de gentileza. Basicamente, eles fazem parcerias com empresas para obter doações de produtos, os quais são então distribuídos para instituições de caridade. Mas a livraria é a menina dos olhos do projeto, e está lá pra atender toda e qualquer pessoa.

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Lá você não vai encontrar o mais recente lançamento de autores famosos, pois os livros são usados (provenientes de bibliotecas que fecharam as portas ou doações grandes de empresas, eles não recebem doações de pessoas). Mas em compensação a oferta é imensa, e tem de tudo. Biografias, ficção, guias de viagem, livros de história. Se você tem paciência e não se importa de ler um livro de segunda mão, esse lugar é um paraíso! Fora que o espaço é uma graça, super colorido e bem cuidado.

A livraria do The Kindness Offensive fica fora do centro da cidade, afastada das principais atrações turísticas. Mas é bem perto da estação de metrô Caledonian Road (na Piccadilly Line), então se você ficou curioso e quer ir lá conhecer, não é nada complicado fazer esse ‘desvio’.

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Livraria do Museu da República fecha as portas no Catete

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Palácio, no Catete, é patrimônio cultural e guarda relíqueas históricas - Ana Branco / Agência O Globo

Palácio, no Catete, é patrimônio cultural e guarda relíqueas históricas – Ana Branco / Agência O Globo

Dona da Mini Book Store alega que interdição de marquise prejudicou as vendas

Simone Candida, em O Globo

RIO – Mais uma livraria cerra as portas na cidade. Sem conseguir fechar as contas, a Mini Book Store, especializada em livros raros e DVDs, encerrou seus serviços na semana passada. Mas o triste final da lojinha, que funcionava desde 2010 dentro do Museu da República, no Catete, não foi causado apenas pela crise financeira. Segundo a proprietária Lilian Maffei, depois que a direção da instituição fechou um portão da Rua do Catete, devido ao risco de queda da marquise de uma varanda, o movimento de visitantes diminuiu. E as vendas, que já não andavam boas, despencaram de vez.

— Já vínhamos mantendo a livraria com dificuldade, por conta da crise. Mas o que piorou mesmo a situação foi o fechamento do portão. Eu conversei muito e pedi ajuda à direção do museu, que se limitou a tentar paliativos, como a instalação de placas indicando a loja. Mas, depois que o portão fechou, as pessoas não passavam mais pela frente da vitrine. Chegou a um ponto em que precisei fechar para não falir — justificou Lilian.

Ela conta que, diante do novo cenário, pediu uma redução de 50% no valor do aluguel, mas a direção não aprovou.

— Ganhei uma licitação para um contrato de seis anos. Mas, quando me candidatei, havia uma loja com grande fluxo de pessoas. Durante a semana, muita gente que trabalha no Flamengo e no Catete aproveitava o horário de almoço para vir passear no museu. As pessoas entravam por aquele portão da Rua do Catete e passavam em frente à loja. Perdi esses clientes — reclamou ela, que já encaixotou os cerca de 5 mil DVDs e livros que estavam à venda no estabelecimento.

A direção do Museu da República afirma acreditar que a interdição da varanda lateral não foi o maior motivo do fechamento da Mini Book Store, já que os outros estabelecimentos — um cinema e um bistrô — estão funcionando normalmente.

“Inicialmente, (os estabelecimentos) até sentiram o fechamento do portão da Rua do Catete, mas depois tudo se acomodou. Colocou-se aviso com letras maiores no portão. A crise é séria, e talvez a compra de DVDs, que é o forte da permissionária, não seja fundamental neste momento”, disse, por e-mail a diretora do Museu da República, Magaly de Oliveira Cabral, acrescentando que, para atender melhor à livraria, a direção fez alterações nos fluxos de saída do museu e colocou placas com uma indicação do estabelecimento.

A direção do museu informou também que está preparando um edital para contratação da obra de reparo da varanda.

PREVISÃO DE NOVAS LIVRARIAS

No ano passado, a cidade perdeu a Livraria Saraiva do Village Mall, na Barra, e viu a Leonardo da Vinci, no Centro, quase fechar por problemas financeiros. A livraria foi comprada e, depois de alguns meses funcionando num espaço provisório, deve retornar para o antigo endereço, no Edifício Marquês do Herval, ainda este ano.

De acordo com a Associação Estadual de Livrarias do Rio de Janeiro, entre 2014 e 2015, 18 estabelecimentos encerraram as atividades na cidade. E o mercado amargou em 2015 uma retração nas vendas entre 5% e 10%. Este ano, no entanto, houve uma melhora: há previsão de abertura de pelo menos seis livrarias na cidade. Segundo um levantamento da associação, o município tem 200 livrarias, sendo que 60 estão localizadas no Centro. Entre as que resistiram, uma das mais antigas é a Livraria da Federação Espírita Brasileira, na Avenida Passos, no Centro. Ela é especializada em livros da doutrina e foi fundada em 31 de março de 1897.

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