Trens de Moscou ganharão bibliotecas virtuais gratuitas

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Preferência será pelos gêneros de leitura de curta duração

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Publicado por Diário da Rússia

Em 2015 as composições de todas as 10 linhas de trem da grande Moscou serão equipadas com materiais gráficos exibindo códigos QR (tipo de código de barras que pode ser facilmente esncaneado usando telefones celulares e equipamentos dotados de câmeras digitais) pelos dos quais os passageiros poderão ter acesso gratuito a livros de uma biblioteca virtual.

Segundo revelou à agência M24 o diretor do departamento de comunicações da empresa central de trens da grande Moscou, as primeiras obras disponibilizadas pelo projeto serão os clássicos das literaturas russa e mundial, gratuitos por já terem seus direitos autorais esgotados.

A preferência será igualmente dada a gêneros mais curtos, como contos e novelas, capazes de serem lidos pelos passageiros em 30 a 40 minutos. A seleção de livros disponibilizados pela biblioteca virtual dos trens moscovitas será renovada trimestralmente.

dica do Jarbas Aragão

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‘Mundo produz mais armas do que livros e brinquedos’, diz Nobel da Paz

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Indiano pede corte de gastos militares para se investir em educação.
Kailash Satyarthi ganhou Nobel da Paz ao lado de Malala Yousafzai.

Kailash Satyarthi ganhou o Prêmio Nobel da Paz (Foto: Bernat Armangue/AP)

Kailash Satyarthi ganhou o Prêmio Nobel da Paz (Foto: Bernat Armangue/AP)

Publicado por G1

Países em todo o mundo devem cortar seus orçamentos de defesa e investir em educação se quiserem erradicar o trabalho infantil, disse Kailash Satyarthi. O indiano de 60 anos recebeu o Nobel neste mês junto à paquistanesa Malala Yousafzai por sua luta contra a opressão às crianças.

“O mundo foi capaz de produzir mais armas, armamentos e munição do que livros e brinquedos que são necessários para as crianças”, disse Satyarthi em entrevista coletiva na noite de segunda-feira (20).

“Precisamos do que as pessoas chamam de ‘defesa’, mas que eu vejo como ‘ataque’? Devemos gastar mais dinheiro, mesmo tirando de nossos orçamentos de defesa, e devemos dar às crianças uma boa educação globalmente.”

Cerca de 30 milhões de pessoas -incluindo crianças- são escravizadas no mundo todo, traficadas para bordéis, forçadas a trabalho manual, vítimas de escravidão por dívida e ou até mesmo nascidas na servidão, mostrou um índice global sobre escravidão moderna divulgado em outubro do ano passado.

Quase a metade está na Índia, onde a escravidão vai de trabalho em pedreiras até trabalho doméstico e exploração sexual.

O que precisamos é cerca de US$ 18 bilhões adicionais para educar todas as crianças no mundo. Isso é menos do que três dias de gastos militares”
Kailash Satyarthi, Prêmio Nobel da Paz

Satyarthi fundou a organização Bachpan Bachao Andolan (Movimento Salve a Infância) em 1980 e ajudou a resgatar mais de 80 mil crianças, muitas das quais foram traficadas de vilas rurais pobres de Estados indianos como Bihar e Jharkhand.

Satyarthi, que também começou um movimento da sociedade civil chamado Campanha Global para a Educação, disse que o ciclo de analfabetismo, pobreza e trabalho infantil pode ser quebrado ao se colocar as crianças na escola.

“Nós precisamos de mais vontade política. É uma questão de financiamento global e financiamento para a educação de crianças, para sua saúde e para sua melhora”, disse o ativista.

“O que precisamos é cerca de US$ 18 bilhões adicionais para educar todas as crianças no mundo. Isso é menos do que três dias de gastos militares.”

Gastos públicos em educação variam pelo mundo, com países como Lesotho e Cuba alocando cerca de 13% do PIB ao setor, ao passo que outros como Mianmar e Bangladesh gastam menos de 2,5 por cento, de acordo com dados do Banco Mundial.

Orçamentos militares variam de 9%o do PIB na Arábia Saudita para 1,4% no Brasil.

Satyarthi classifica a escravidão humana como o terceiro maior tráfico do mundo, após armas e drogas.

Segundo ele, há 168 milhões de crianças que trabalham hoje em dia, comparado a 260 milhões há quase duas décadas, ao passo que o número de crianças fora das escolas primárias caiu quase pela metade globalmente, para 57 milhões.

“Toda criança nasce com liberdade, dignidade e identidade. Roubar isso delas é uma violência contra a humanidade”, afirmou o ativista.

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9 ideias para organizar livros

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Ter muitos livros pode – mas não precisa – ser sinônimo de bagunça. Com as dicas a seguir, você organiza sua coleção e foge do lugar-comum
Stephanie Durante, na Casa e Jardim

 

organizar livros

Dos dois lados: a estante, criada pelo designer de interiores Marcel Steiner, tem 50 cm de profundidade e permite que as lombadas dos livros fiquem voltadas para o escritório ou para o corredor (Foto: Lufe Gomes/Editora Globo)

 

organizar livros

Apoio incomum: a designer de interiores Marilia Campos Veiga aproveitou o desnível na sala de estar e criou, nas costas do sofá, uma estante que funciona como guarda-corpo: um uso esperto de marcenaria. (Foto: Edu Castello/Editora Globo)

 

organizar livros

Só uma espiadinha: que tal deixar os exemplares abertos? Apoiados sobre o banco de madeira, eles despertam a curiosidade de quem passa pelo hall de entrada e convidam a dar uma folheada. Engastado na parede, o móvel, executado pela Brumatti, foi projetado pelo escritório Cyntia Issa & Rogério Cruz Arquitetura e Interiores em parceria com as designers de interiores Silvia Cavalcanti e Flavia Torres (Foto: MCA Estúdio/Editora Globo)

 

organizar livros

Em blocos: Nesta sala de TV projetada pela designer de interiores Maristela Gorayeb, os livros, revistas e objetos estão divididos em três prateleiras que correm pela parede principal, sem tocar nas laterais. Para driblar a monotonia, siga o exemplo da foto: organize os exemplares ora deitados, ora em pé (Foto: Lufe Gomes/ Editora Globo)

 

organizar livros

Só a janela livre: o espaço até então inutilizado nas laterais da janela deste quarto foi ocupado por duas estantes sob medida, desenhadas pelo arquiteto Gustavo Calazans e executadas pela Bricel Móveis. Com 27 cm de profundidade, elas abrigam a enorme coleção de livros do casal de moradores, ambos jornalistas (Foto: Lufe Gomes/ Editora Globo)

 

organizar livros

Biblioteca móvel: o carrinho plataforma saiu do estoque da Micasa e foi direto para a sala de estar do empresário Houssein Jarouche, dono da loja. A peça, utilizada para a movimentação de cargas, agora expõe livros de arte (Foto: Edu Castello/ Editora Globo)

 

organizar livros

Ar de galeria: com nichos de diversos tamanhos, a estante modular acomoda os livros de viagens e fotografia do morador. No projeto do designer Paulo Azeco, os exemplares são expostos com a capa para frente, como se fossem quadros (Foto: Lufe Gomes/Editora Globo)

 

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Alto lá: boa dica para ambientes com pé-direito generoso: neste projeto do arquiteto Gustavo Calazans, uma prateleira alta, quase no teto, deixa os livros de culinária por perto, porém protegidos, e mantém a cozinha organizada (Foto: Edu Castello/ Editora Globo)

 

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Local improvável: o sofá em L, da Miniloft, é composto por dois módulos, sendo que um deles tem um braço avantajado, formando uma espécie de mesa de apoio. No projeto da arquiteta Monica Drucker, a moradora Gabriela tirou proveito dessa característica do móvel e colocou ali alguns livros de decoração (Foto: Lufe Gomes/ Editora Globo)

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Ganhador do Nobel da Paz pede investimento em educação

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Kailash Satyarthi ganhou o Prêmio Nobel da Paz (Foto: Bernat Armangue/AP)

Kailash Satyarthi ganhou o Prêmio Nobel da Paz (Foto: Bernat Armangue/AP)

Publicada em Exame

Nova Délhi – Países em todo o mundo devem cortar seus orçamentos de defesa e investir em educação se quiserem erradicar o trabalho infantil, disse Kailash Satyarthi, ganhador do Prêmio Nobel da Paz.

O indiano de 60 anos recebeu o Nobel neste mês junto à paquistanesa Malala Yousafzai por sua luta contra a opressão às crianças.

“O mundo foi capaz de produzir mais armas, armamentos e munição do que livros e brinquedos que são necessários para as crianças”, disse Satyarthi em entrevista coletiva na noite de segunda-feira.

“Precisamos do que as pessoas chamam de ‘defesa’, mas que eu vejo como ‘ataque’? Devemos gastar mais dinheiro, mesmo tirando de nossos orçamentos de defesa, e devemos dar às crianças uma boa educação globalmente.” Cerca de 30 milhões de pessoas -incluindo crianças- são escravizadas no mundo todo, traficadas para bordéis, forçadas a trabalho manual, vítimas de escravidão por dívida e ou até mesmo nascidas na servidão, mostrou um índice global sobre escravidão moderna divulgado em outubro do ano passado.

Quase a metade está na Índia, onde a escravidão vai de trabalho em pedreiras até trabalho doméstico e exploração sexual.

Satyarthi fundou a organização Bachpan Bachao Andolan (Movimento Salve a Infância) em 1980 e ajudou a resgatar mais de 80 mil crianças, muitas das quais foram traficadas de vilas rurais pobres de Estados indianos como Bihar e Jharkhand.

Satyarthi, que também começou um movimento da sociedade civil chamado Campanha Global para a Educação, disse que o ciclo de analfabetismo, pobreza e trabalho infantil pode ser quebrado ao se colocar as crianças na escola.

“Nós precisamos de mais vontade política. É uma questão de financiamento global e financiamento para a educação de crianças, para sua saúde e para sua melhora”, disse o ativista.

“O que precisamos é cerca de 18 bilhões de dólares adicionais para educar todas as crianças no mundo. Isso é menos do que três dias de gastos militares.” Gastos públicos em educação variam pelo mundo, com países como Lesotho e Cuba alocando cerca de 13 por cento do PIB ao setor, ao passo que outros como Mianmar e Bangladesh gastam menos de 2,5 por cento, de acordo com dados do Banco Mundial.

Orçamentos militares variam de 9 por cento do PIB na Arábia Saudita para 1,4 por cento no Brasil. Satyarthi classifica a escravidão humana como o terceiro maior tráfico do mundo, após armas e drogas.

Segundo ele, há 168 milhões de crianças que trabalham hoje em dia, comparado a 260 milhões há quase duas décadas, ao passo que o número de crianças fora das escolas primárias caiu quase pela metade globalmente, para 57 milhões. “Toda criança nasce com liberdade, dignidade e identidade. Roubar isso delas é uma violência contra a humanidade”, afirmou o ativista.

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Resenha ‘Linhas invisíveis’

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Cristine Tellier, no Cafeína Literária

Linhas invisíveis

J. Pedro Baltasar

Há uma linha que nos une a todos. Paira sobre nós, suspensa e inocente.
Observa-nos… Estuda-nos.
Se puxada por uns, pode provocar a queda de outros. Porque de uma forma ou de outra, como num tabuleiro de xadrez, todas as nossas vidas se cruzam. Todos os nossos actos.
Há uma outra linha, porém, mais ténue e dissimulada, que marca a fronteira entre o bem e o mal.
Poderemos nós,… qualquer um de nós atravessá-la e, passar de pacato e inofensivo cidadão a… assassino implacável?
Que razões nos podem levar a fazê-lo?
O ódio e a vingança?
O sofrimento?
O amor?
É que… todos estamos ligados por…
… Linhas Invisíveis
(fonte: quarta capa do livro)

linhas invisiveis - capa

O assassinato do empresário Robert Brannagh é o primeiro de uma série de crimes que ocorrem em Eghan, Inglaterra. O chefe da polícia local encarrega da investigação Michael Burnett e Karen “Foxy” Brookes – dois investigadores que, mesmo se considerando concorrentes, acabam formando uma boa dupla. O assassino envia cartas às vítimas, dias antes de suas mortes, num papel timbrado com o desenho de uma coruja, cujo texto alude a jogadas de xadrez.

Essa é uma da linhas narrativas, que se passa em 2010. Há outra, que narra eventos ocorridos em 1979, época em que alguns dos personagens estavam em idade escolar. Apesar de a utilização de dois fios narrativos ser uma boa solução estrutural, neste caso peca pela aparente falta de planejamento. Além de as idas e vindas serem muito frequentes, interrompendo demais a ação e quebrando o ritmo de leitura, a ausência de um padrão e de, muitas vezes, uma identificação de qual período está sendo abordado causa confusão ao leitor. A fluidez da leitura fica bastante comprometida.

Outro problema é que, em vez de a linha narrativa do passado complementar a linha “atual” e dar consistência aos personagens, ela dá pistas e insumos ao leitor para que este descubra logo quem é o culpado pelos crimes. Em certo ponto do livro – faltando mais ou menos um terço – o autor faz com que a história deixe de ser impelida pela questão “quem fez?” e passe a ser impulsionada por outra, “por que fez?”. Contudo, ao invés do leitor descobrir junto com os personagens quem é o principal suspeito, para leitores habituados a romances policiais essa descoberta ocorre muito, muito antes. Não creio que tenha sido essa a intenção do autor. Pessoalmente, meu interesse decaiu exponencialmente a partir daí. Não apenas por já ter “matado a charada”, mas porque o autor não conseguiu segurar a bola ao passar do whodunit para o whydunit.

E neste ponto, chegamos a outra consideração a ser feita – o excesso de texto ou, em português popular, a “encheção de linguiça”. A trama em nada perderia se boa parte do texto tivesse sido removida. E isso é ainda mais perceptível na segunda metade do livro, depois que o principal suspeito é identificado. O autor quis enfatizar e detalhar demais os fatos do passado que culminaram nos assassinatos. Há trechos extensos explicando as motivações do criminoso, que poderiam ser resumidos a algumas linhas. Uma prosa mais enxuta teria sido bem mais adequada ao clima de suspense do livro. Some-se a isso a tendência do autor de subestimar o leitor, povoando as páginas com uma quantidade excessiva de notas de rodapé – a maioria delas desnecessária. Não há nada que atrapalhe mais o ritmo da leitura do que parar para ler uma nota. E em um livro de suspense, o interesse do autor deve ser de manter o leitor preso ao texto, sustentando a tensão. Tem-se a impressão, em vários trechos, de que ou o autor acha que o leitor é ignorante ou que esteve fora da Terra nas últimas décadas. Quem precisa de uma nota de rodapé explicando o que é uma Budweiser?

autor_jpedrobaltasar

J. Pedro Baltasar

A dupla de protagonistas funciona bem, com personagens bem construídos, mesmo sendo estereotipada e passando por situações muito comuns a esse modelo – parceiros contra a vontade, com personalidades díspares. O personagem melhor construído é o criminoso, mas como já dito o excesso de informações acaba por atrapalhar a fluidez da narrativa.

A trama é bem envolvente e desperta o interesse principalmente pelo uso que o criminoso faz do tabuleiro de xadrez. Já dizia Bobby Fisher – enxadrista norte-americano, gran mestre e campeão mundial: “Chess is life.”. Apesar de as “jogadas” utilizadas no livro não serem de fácil entendimento para leigos, não é preciso ser um expert para perceber que não há melhor metáfora para a vida do que um jogo de xadrez. Porém, o autor poderia ter feito um melhor uso da estretégia que se aplica ao xadrez ao estruturar a trama, evitando assim que as pistas ficassem óbvias demais no início.

Vale um Capuccino
★★★★

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