NÃO ERA VOCE QUE EU ESPERAVA

Estes passos podem ajudar quem morre de medo de apresentar trabalho em aula

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Reinaldo Polito, no UOL

Se você fica desesperado quando precisa falar diante dos colegas em sala de aula, pode se animar porque essa insegurança tem cura. E o melhor da história é que o remédio é você mesmo. Sim, tudo depende de você. As suas melhores armas para combater o receio de fazer apresentações são sua boa vontade, disciplina e iniciativa.

Pratique bastante

Em primeiro lugar – não fuja das oportunidades para fazer apresentações de trabalhos em sala de aula. Por mais difícil que seja, não caia na tentação de “terceirizar” as apresentações que você poderia fazer. Praticar para ter experiência no uso da palavra em público é uma das atitudes mais importantes para combater o medo.

Quanto mais praticar, exercitar e se familiarizar com a condição de falar para um grupo de pessoas, mais experiência irá adquirir, e esse é um requisito fundamental para que comece a se sentir à vontade para falar em público. Por isso, mesmo que esteja bastante nervoso, enfrente a situação. No futuro você agradecerá a “você mesmo” por essa iniciativa.

Conheça o assunto

Reflita – como você poderá se sentir tranquilo diante dos colegas e do professor se não souber o que vai falar. Estude muito. Saiba muito mais do que for preciso para a exposição que deverá fazer. Se for uma apresentação de meia hora, tenha conteúdo para pelo menos uma hora. Quanto mais dominar o tema, mais seguro irá se sentir.

Para que você tenha domínio do seu conhecimento, para fazer a apresentação é preciso que ele seja antes verbalizado. Pensar é uma coisa. Escrever é outra. Falar é outra, completamente distinta. Quando você escreve, utiliza determinados termos, determinada pontuação, determinado ritmo, determinada sequência.

Quando você fala, os termos não são necessariamente os mesmos, a pontuação obedece outra dinâmica, surge um novo ritmo, até a sequência das ideias sofre transformações. Se você apenas pensar e escrever, não terá exercitado a atividade que desenvolverá ao se apresentar diante da classe – a verbalização.

Por esse motivo, encontre uma forma de verbalizar o que sabe sobre o tema. Só assim o conhecimento será seu para a apresentação. Reúna os colegas de grupo e converse bastante sobre o assunto. Não se preocupe em fazer a apresentação para eles, apenas verbalize as informações.

Se não puder contar com a ajuda de alguém que possa ouvi-lo, fale sozinho em voz alta olhando para a parede. De vez em quando grave um pouco dessa conversa de você com você mesmo. Pegue o celular, ponha no fundo da sala e fale em voz alta. Assim saberá se aqueles que ficarão no fundo da sala durante a apresentação também irão ouvi-lo.

Atenção – nada de tentar decorar palavra por palavra. Tenha apenas a sequência das ideias e fale como se estivesse conversando de maneira animada com um grupo de amigos. As palavras surgirão normalmente, como acontece quando está batendo um papo com as pessoas conhecidas.

Durante esse ensaio fale com voz bem audível, pronunciando corretamente as palavras. Capriche na postura deixando o corpo bem distribuído sobre as duas pernas. Gesticule de forma moderada, sem ficar apertando as mãos, nem com elas nos bolsos ou nas costas. Fale com a cabeça levantada e olhe para os ouvintes hipotéticos que estão à sua frente. Precisará agir assim diante dos colegas.

Organize as ideias

Você só se sentirá seguro se souber o caminho que irá percorrer durante a exposição. Planeje bem os passos que irá dar desde o início até a conclusão. Divida a apresentação em cinco ou seis partes e memorize bem essa sequência. Se ficar com receio de se esquecer, escreva o roteiro em uma folha de papel e a leve com você.

É incrível, mas só pelo fato de saber que se a memória falhar poderá recorrer às suas anotações, você dificilmente se esquecerá. Não caia na tentação de escrever no roteiro palavra por palavra o que irá dizer, mas sim em uma ou duas linhas as ideias que serão apresentadas em cada uma das etapas.

Eleja um tema de apoio

De maneira geral, discorrer apenas sobre o tema deixa a apresentação cansativa e desinteressante. É preciso ter um assunto de apoio para tornar a fala mais atraente. Esse recurso fará com que você se sinta mais à vontade para desenvolver a mensagem. Escolha um assunto de apoio sobre o qual tenha muito domínio.

Você poderá usar a história de um livro, de um filme, da vida de um artista, enfim qualquer assunto que conheça muito bem e que esteja perfeitamente dentro do contexto da apresentação. E essa ação deve ser empreendida de tal forma que nem pareça que você está contando uma história, mas sim ilustrando e reforçando seus argumentos.

Dê uma sequência lógica

Comece cumprimentando. Atenção, você vai falar para colegas de classe e para o professor, pessoas com as quais convive no dia a dia. Portanto, nada de formalidade. Um simples “olá”, ou “pessoal” pode ser suficiente para dirigir respeitosamente a palavra aos ouvintes e chamar a atenção para sua presença na frente do grupo.

Em seguida esclareça em uma ou duas frases, três no máximo, qual o assunto que irá apresentar. Na sequência, apresente o problema que pretende solucionar, ou faça um histórico mostrando como os fatos foram se sucedendo até chegar ao momento atual. Esta é a oportunidade em que irá instruir os ouvintes para que entendam bem sua mensagem.

Chegou o momento de apresentar a mensagem principal. Tudo o que foi preparado você irá aplicar neste instante. Se levantou um problema, agora dará a solução. Se fez um histórico, agora falará do presente. É nesta fase também que lançara mão dos exemplos, fará as comparações, usará as estatísticas e pesquisas, enfim, toda a linha de argumentação de que puder dispor.

Para expor o assunto central do seu trabalho, você poderá organizar as informações no tempo, mostrando as diversas etapas de desenvolvimento do assunto em diferentes momentos. Poderá ainda fazer uma divisão no espaço, dizendo como o tema se apresenta ou se apresentou em distintas localidades.

Por exemplo, no nosso país e em outras nações, ou no nosso estado e em estados diferentes, ou na nossa cidade e em diversas localidades. Para cada uma dessas etapas faça comentários sobre questões econômicas, sociais, políticas, de acordo com a conveniência do assunto. Esses comentários complementares irão arejar a apresentação e torná-la mais interessante.

Finalmente chegou a hora de concluir. Depois de ter contado qual o assunto, apresentado o problema ou feito o histórico, dado a solução ou falado do presente com todos os argumentos é o instante de fazer o fechamento. Para isso, será simples, por exemplo, pedir que reflitam ou aceitem a mensagem que apresentou.

Antes de ficar desesperado porque tem de fazer uma apresentação em sala de aula, reflita sobre essas orientações simples e se prepare com afinco. Seu desempenho será melhor. E à medida que for se apresentando, passará a se sentir cada vez mais confiante e seguro.

Superdicas da semana

*Sua voz precisará ter volume suficiente para ser ouvida pelos ouvintes no fundo da sala
*Cuidado para não falar com voz monótona. Alterne sempre o volume da voz e a velocidade da fala
*Olhe para todos os ouvintes, girando a cabeça e o tronco de um lado para o outro da sala
*A naturalidade deve estar sempre presente nas apresentações
*Diante dos colegas de classe, entretanto, esse cuidado deve ser redobrado

Livros de minha autoria que ajudam a refletir sobre esse tema: “29 Minutos para Falar Bem em Público”, publicado pela Editora Sextante. “Assim é que se Fala”, “Conquistar e Influenciar para se Dar Bem com as Pessoas”, “As Melhores Decisões não Seguem a Maioria” e “Como Falar Corretamente e sem Inibições”, publicados pela Editora Saraiva. “Oratória para líderes religiosos”, publicado pela Editora Planeta.

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Escritora Jane Austen teria inventado os próprios casamentos

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A escritora Jane Austen (VEJA.com/Divulgação)

A escritora Jane Austen (VEJA.com/Divulgação)

 

Ainda não se sabe por que a autora inventou os matrimônios — pode ter sido por pura brincadeira

Publicado na Veja

A escritora inglesa Jane Austen, autora de romances clássicos que descrevem com lucidez e humor a sociedade inglesa do início do século XIX, criou as próprias certidões de casamento com dois homens diferentes, revelam os arquivos da cidade de Hampshire. Jane, cujas heroínas, sujeitas aos costumes patriarcais da época, lutam para não precisar encontrar estabilidade financeira e status social no casamento, nunca se casou de fato com ninguém. Jane tinha acesso fácil ao registros de casamento porque seu pai era o pastor da paróquia de Steventon.

Para marcar o bicentenário de sua morte, os arquivos de Hampshire anunciaram que vão expor as certidões de casamento escritas por ela. Os documentos foram encontrados no cartório de registro de casamentos de Steventon, no sudeste da Inglaterra, onde a escritora passou a juventude. Eles anunciam a sua união com um homem chamado Henry Fitzwilliam, de Londres, e com Edmund Mortimer, de Liverpool. Não se sabe ainda se eles existiram ou se também foram criados por ela.

“Esses documentos únicos revelam um aspecto particular da personalidade de Jane. Ela devia ser adolescente quando escreveu esses certificados falsos, que revelam um lado malicioso dela”, disse o assessor de cultura de Hampshire, Andrew Gibson, ao site da prefeitura da cidade.

Jane Austen escreveu uma série de seis romances que se tornaram clássicos da literatura inglesa, ensinados em todas as escolas e regularmente adaptados para o cinema e a televisão, incluindo Razão e Sensibilidade e Orgulho e Preconceito. Eles retratam realisticamente a vida da pequena nobreza inglesa da era georgiana.

Nascida em Steventon, Jane Austen passou toda a sua vida em Hampshire e morreu em julho de 1817 aos 41 anos de idade. Uma série de eventos vai marcar o aniversário de sua morte este ano no país.

(Com agência France-Presse)

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Pesquisa mostra que mais da metade dos brasileiros lê livros ao menos uma vez por semana

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Biblioteca municipal de Campanha, em Minas Gerais (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)

Biblioteca municipal de Campanha, em Minas Gerais (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)

No universo feminino, 29% leem todos os dias

Nonato Viegas, na Época

Levantamento realizada pela empresa de pesquisa GfK constatou que mais da metade (53%) dos brasileiros lê livros ao menos uma vez por semana. A divisão é a seguinte: 26% declaram ler diariamente e 27% uma vez por semana. A média brasileira é inferior à verificada em outros 17 países, de 59%.

No Brasil, o levantamento aponta que as mulheres leem mais vezes que os homens. Os adolescentes, na faixa etária de 15 a 19 anos, são o segmento que mais lê semanalmente, seguido do público que tem entre 20 e 29 anos.

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Mais de 4,7 mil professores sofreram atentados à vida dentro das escolas

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 Tânia Rêgo / Agência Brasil Escola Mendes de Moraes, na Ilha do Governador (RJ)

Tânia Rêgo / Agência Brasil
Escola Mendes de Moraes, na Ilha do Governador (RJ)

 

Mais de 2,3 mil professores afirmaram que estudantes frequentaram as aulas com armas de fogo, segundo questionário da Prova Brasil de 2015.

Mariana Tokarnia, no Huffpost Brasil

Mais de 22,6 mil professores foram ameaçados por estudantes e mais de 4,7 mil sofreram atentados à vida nas escolas em que lecionam. Os dados são do questionário da Prova Brasil 2015, aplicado a diretores, alunos e professores 5º e do 9º ano do ensino fundamental de todo o país.

As informações foram organizadas e divulgados nesta segunda-feira (20) na plataforma QEdu www.qedu.org.br

As respostas aos questionários mostram que há um cenário de violência nas escolas. As agressões não ocorrem apenas com professores e funcionários, mas também entre estudantes.

A maioria dos professores (71%), o que equivale a 183,9 mil, disse ter ocorrido agressão física ou verbal de alunos a outros estudantes da escola.

Mais de 2,3 mil professores afirmaram que estudantes frequentaram as aulas com armas de fogo e mais de 12 mil disseram que havia alunos com armas brancas, como facas e canivetes.

Muitas vezes, havia nas aulas estudantes que tinham bebido, segundo 13 mil professores, ou usado drogas, de acordo com 29,7 mil.

Segundo o pesquisador da Fundação Lemann, Ernesto Faria, muitos desses conflitos vêm de fora da escola.

Ao todo, 262,4 mil professores responderam aos questionários.

Embora, percentualmente, os índices de violência não sejam tão altos, quando olhados em números, segundo o pesquisador, são preocupantes. “Temos que olhar o quanto o ambiente escolar é agradável, a relação de professores e alunos. Temos que pensar em gestão em sala de aula, disciplina, o trabalho com habilidades socioemocionais”, diz.

Organização deu certo

A Escola Municipal Armando Ziller fica na periferia de Belo Horizonte, numa região com alto índice de violência. O estabelecimento, no entanto, é conhecido na vizinhança por exigir o rígido cumprimento de horários e por não liberar os alunos por falta de professores.

Foi uma das escolas destacadas pela pesquisa Excelência com Equidade, que identificou escolas públicas que atendem a alunos de baixa renda familiar e que conseguem alcançar bons índices educacionais.

Excelência com equidade

“A escola é muito tranqüila, considerando a localização, a situação local é de conflitos no entorno entre gangues rivais. A comunidade tem essa escola como referência. Por maiores que sejam os problemas, aqui dentro parece outra realidade”, diz o diretor Hamilton Gomes Pereira.

Segundo ele, quando é identificada uma situação de violência, os responsáveis pelos estudantes são imediatamente convocados.

Eles não são chamados apenas em situações críticas. A escola busca envolvê-los, ainda que com dificuldade, no aprendizado dos estudantes. Logo no início do ano, os professores se apresentam e mostram o planejamento de cada uma das disciplinas.

Ao longo do ano letivo, os estudantes avaliam a escola e o ensino e fazem uma autoavaliação. Isso é apresentado aos responsáveis, que também podem contribuir.

Os professores também anotam o que ocorre em sala de aula e repassam as informações. Eles também são informados se alunos faltam às aulas.

Outra estratégia adotada envolve a organização e a limpeza do espaço. “O aspecto físico da escola conta muito. Uma escola suja, pichada, contribui para a indisciplina. Os estudantes sabem que, quando eles sentam em uma carteira, ela é de responsabilidade deles. Se há alguma pichação ou algo anormal, o estudante específico é procurado. Quando não conseguimos identificar a autoria, tiramos foto, mas rapidamente fazemos a limpeza”.

Os alunos também não ficam sem aula. Caso haja faltas, rapidamente há uma substituição, algumas vezes até mesmo pela direção.

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4 motivos científicos para começar a escrever mais

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(Foto: Reprodução/Tumblr/psychicdisco)

(Foto: Reprodução/Tumblr/psychicdisco)

 

Publicado na Galileu

Não é à toa que tantas pessoas são entusiastas dos diários e agendas: escrever faz bem para a saúde. Separamos cinco estudos que mostram os diferentes efeitos da prática. Leia abaixo — e separe um bloquinho e caneta para começar suas anotações:

1 – Escrever pode literalmente te curar

Em pesquisa conduzida pela Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, um grupo de pessoas entre os 64 e 97 anos escreveu sobre seus problemas pessoasi durante três dias seguidos. Duas semanas depois, uma biópsia foi feita em seus braços e um acompanhamento foi feito durante 21 dias: 76% daqueles que escreveram sobre seus sentimentos já haviam se curado totalmente no 11º dia, em comparação com apenas 42% do grupo que não fez nada. Os pesquisadores acreditam que a prática ajuda a acalmar o indíviduo, reduzindo os hormônios ligados ao estresse no corpo, melhorando o sistema imunológico.

2 – Escrever ajuda você a lidar melhor com seus problemas

Um estudo que acompanhou engenheiros em situação de desemprego mostrou que aqueles que escreviam sobre as dores do fracasso conseguiram achar um novo trabalho mais rapidamente. Após oito meses, em torno de 48% deles já estavam empregados em comparação com apenas 19% dos que não tinham esse hábito. Segundo a pesquisa, os profissionais relataram sentir menos raiva em relação ao chefe antigo, além de beberem muito menos.

3 – Usar sua letra cursiva te ajuda a reter melhor a informação

Em um experimento realizado na Noruega, um grupo de adultos precisou aprender um novo alfabeto. Aqueles que aprenderam a nova língua a partir de escrita manual se saíram muito melhor do que aqueles que utilizaram um teclado. Os especialistas acreditam que isso acontece por causa do tempo e esforço dispensados na escrita manual, o que facilita a fixação da memória.

4 – Fazer uma lista de coisas pelas quais você é grato pode melhorar sua qualidade de vida

Cinco frases simples, uma vez por semana. Essa é a receita para dormir melhor, ser mais otimista, ter menos problemas de saúde e até mesmo ter mais vontade de fazer exercícios físicos. É o que indica um estudo na Universidade da California. Os resultados não foram só observados pelos participantes, mas também por suas esposas e maridos, que notaram grande melhora na qualidade de vida dos parceiros.

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