As fases da lua

Gabriel García Márquez passa a estampar nota de 50 mil pesos na Colômbia

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No outro lado da nota há figuras dos povos que ancestralmente habitaram a Serra Nevada de Santa Marta, cidade natal do autor

Publicado no Opera Mundi

Desde a última sexta-feira (19/08), os colombianos podem encontrar o rosto do maior escritor do país, Gabriel García Márquez, nas notas de 50 mil pesos.

“A figura principal do bilhete de 50 mil pesos é Gabriel García Márquez (…) rendendo homenagem a um personagem que levou muito longe o nome da Colômbia desde metade do século passado”, afirmou o gerente geral do Banco da República, José Darío Uribe, durante a apresentação do novo papel moeda.

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O ato de lançamento ocorreu em Santa Marta – no norte da Colômbia, a 900 quilômetros de Bogotá –, cidade natal de Gabo e que serviu de inspiração para a famosa Macondo, onde se passa o maior romance do autor: Cem Anos de Solidão.

No outro lado da nota há “figuras dos povos que ancestralmente habitaram a Serra Nevada de Santa Marta, reconhecida pela Unesco como reserva da biosfera da humanidade”, afirmou Uribe.

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García Márquez, ganhador do Nobel de Literatura de 1982, morreu em abril de 2014 no México, onde viva com sua esposa.

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10 dicas e macetes para quem quer realmente escrever textos mais interessantes

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Publicado no Amo Direito

Mais do que ter um bom domínio da gramática, para escrever bem é preciso ter criatividade. No começo, é normal ter dificuldade e ficar confuso, mas existem muitas táticas que podem ser úteis para quem está se preparando para redações de vestibular ou precisa escrever artigos acadêmicos. Conheça alguns hábitos úteis para quem quer aprimorar seu texto conferindo a lista abaixo:

1- Pratique
Quanto mais você tiver contato com a escrita, mais fácil isso se torna. A ideia é tornar o ato de escrever um hábito, pois mesmo que você já tenha muito domínio das técnicas sempre existem pontos a serem melhorados.

2- Ler em voz alta
Essa técnica ajuda a desenvolver o texto, pois assim é mais fácil identificar frases arrastadas e cacófatos, evitando que os parágrafos se tornem prolixos.

3- Tenha boas referências
Ao expandir seu repertório cultural, você terá mais argumentos e entrará em contato com ideias novas, o que sempre colabora para a criatividade.

4- Leia
Um bom escritor é também um bom leitor. Esse hábito é útil não apenas para as referências, mas para entrar em contato com novos vocabulários e estilos de escrita.

5- Faça registros
Anotar suas ideias é sempre uma boa pedida, principalmente aquelas que surgem em momentos de divagação. É justamente pelo fato de o cérebro estar relaxado que pode surgir um pensamento inovador que será bem aproveitado nos seus textos futuros.

6- Se esforçar é importante
Bons textos são fruto de um trabalho apurado. Releia, edite e, se caso for necessário, reescreva seus textos: sua dedicação transparecerá no resultado final.

7- Edite corretamente
Seja preciso ao editar. Procure deixar apenas o que for fundamental e corte os excessos para deixar o texto o mais significativo possível.

8- Prepare-se antes de escrever
Quando estiver escrevendo, tente se concentrar completamente e evitar interrupções. Alongue-se, vá ao banheiro e alimente-se antes de começar.

9- Saiba desenvolver a história
Para que o leitor continue a ler seu texto, ele precisa ser envolvido. Trabalhe a sua habilidade de desenvolver o texto com coesão, criando uma redação com começo, meio e fim.

10- Saiba quando fugir das regras
O processo criativo varia de pessoa para pessoa. Conheça seus limites e saiba o que funciona para você, mesmo que sejam hábitos incomuns. Crie seu próprio método!

Fonte: noticias universia

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Game of Thrones: Maisie Williams revelou o motivo de não ter lido os livros

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A atriz que vive Arya Stark, aparentemente, nunca leu a obra que originou o seriado. Entenda o porquê

Stef M. Nunes, no Blasting News

Maisie Williams nunca leu 'As Crônicas de Gelo e Fogo'

Maisie Williams nunca leu ‘As Crônicas de Gelo e Fogo’

Uma das personagens mais queridas pelo público e pela legião de fãs da série ‘#Game of Thrones’ – e que continua viva, é claro – é Arya Stark. Sem dúvida, a intérprete Maisie Williams, e sua exímia atuação, imprimiram a personalidade forte, força e coragem que a personagem demanda. Mas você sabia que a atriz nunca leu os livros de George R.R. Martin – “#As Crônicas de Gelo e Fogo” – que deram origem ao seriado de televisão?

Não foi por falta de interesse da jovem, acontece que, quando foi selecionada para o papel, em 2010, ela tinha apenas 12 anos, e quando a primeira temporada foi exibida pela primeira vez, em 2011, ela tinha 13 anos, e sua mãe não permitiu que ela lesse.

Game of Thrones é famoso, principalmente, por seu conteúdo adulto, e cenas explícitas, ou seja, impróprio para a grande parte do elenco que foi escalado quandro criança e cresceu diante das câmeras, como por exemplo, os atores que viveram os irmãos de Arya Stark, Sophie Turner (Sansa Stark), Isaac Hempstead-Wright (Bran Stark) e Art Parkinson (Rickon Stark).

Em recente entrevista cedida ao Telegraph, Maisie Williams revelou que, embora quisesse ler a saga para melhor entender sua personagem, sua mãe a proibiu: “Minha mãe julgava imprópria a temática das crônicas. Eu era uma atriz inexperiente, e não insisti porque nunca fui apaixonada pelo hábito da leitura. Eu apenas fui Arya quando eu era mais jovem, e parece que esse caminho deu certo”, contou.

Contudo, a jovem afirmou que, hoje, gostaria de ter assimilado a Arya dos livros nestes anos de atuação.

“Eu incorporei o que eu sou para vivê-la, e estou muito contente com o que estranhamente criei para Arya agora. Seria realmente ótimo se eu pudesse voltar no tempo e recriar minha interpretação baseada nos livros, e ver como ela deveria de fato ser”, expôs Maisie.

A atriz ainda foi comentou, bem-humorada: “Eu fico imaginando como seria hilário se alguém me visse pelo metrô Londrino, lendo o primeiro livro ‘As Crônicas de Gelo e Fogo: O Jogo dos Tronos'”.

Maise Williams já pode ficar tranquila, a personagem que ela criou foi extremamente bem recebida.

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Ler livros aumenta longevidade, diz estudo

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Pesquisa diz que quem lê livros tem redução de 20% no risco global de mortalidade

 

Phillippe Watanabe, na Folha de S. Paulo

“‘Viram?’, disse Hermione quando Harry e Rony terminaram. ‘O cachorro deve estar guardando a Pedra Filosofal de Flamel!’. ‘Uma pedra que produz ouro e não deixa a gente morrer!’, exclamou Harry.”

O trecho de “Harry Potter e a Pedra Filosofal” pode ser adaptado, pelo menos em partes, para a vida real. É só trocar a pedra filosofal por um livro.

Claro que a ideia de vida eterna também é um exagero, mas uma pesquisa recente afirma que a leitura de livros pode resultar em um tempo a mais de vida.

Ler livros reduziu, aparentemente, em 20% os riscos de mortalidade das pessoas que, por 12 anos, foram acompanhadas. A pesquisa, publicada na revista “Social Science & Medicine”, utilizou dados do Health and Retirement Study, realizado pela Universidade de Michigan. Os 3.635 entrevistados eram adultos acima de 50 anos.

Além de verificar se e quanto as pessoas liam, o estudo, chamado “A Chapter a Day” (Um Capítulo por Dia, em tradução livre), precisou “descontar” o efeito de alguns fatores que influenciam a longevidade, entre eles: câncer, doenças de pulmão, infarto, diabetes e hipertensão. Estado civil e situação e trabalho, histórico de depressão, idade, sexo, raça e condição econômica também foram considerados.

Mesmo assim, os pesquisadores da Universidade Yale constataram uma bela vantagem na sobrevivência daqueles que liam em média 30 minutos por dia, quando comparados a não leitores.

“É divertido saber que quanto mais leio mais tempo vou ter para ler”, diz o professor de literatura Edmundo Juarez, 57.

O estudo afirma que livros propiciam uma “leitura imersiva”, na qual o leitor consegue fazer conexões entre o que está sendo lido e o mundo ao redor, as possíveis aplicações daquilo na vida real.

Vocabulário, concentração, pensamento crítico, empatia, comportamentos mais saudáveis e menos estresse. A melhora de todos esses processos cognitivos, no fim, pode levar a uma vida um pouco mais longa.

Juarez concorda que a leitura diária melhora a saúde mental. Um dia sem livros faz com que ele se sinta mal.

“É o melhor passatempo que existe e é barato. O tempo passa voando, mesmo que ele vá devagar. Você se sente bem ao terminar a leitura.”

O brasileiro, em geral, tem opiniões um pouco diferentes sobre o assunto. Segundo a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, divulgada este ano pelo Instituto Pró-livro e pelo Ibope Inteligência, apenas 24% dos entrevistados disseram gostar de ler livros no tempo livre.

Redes sociais, televisão, música, WhatsApp, tudo isso está na frente da leitura de livros no gosto dos brasileiros.

A mesma porcentagem de pessoas, 24%, declararam gostar de ler jornais e revistas no tempo livre, outro tipo de leitura que também foi levado em conta na análise dos pesquisadores da Universidade Yale. Contudo os resultados para os periódicos, mesmo ainda positivos, não foram tão expressivos.

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Mesmo que o estudo norte-americano tenha tentado controlar todos os fatores que, de alguma forma, poderiam influenciar na expectativa de vida, algumas coisas podem ter escapado.

“A qualidade da educação recebida. Se uma pessoa estudou em escolas melhores (mesmo tendo a mesma escolaridade), isso pode ter levado ela a, ao mesmo tempo, ler mais livros e também a adquirir maior conhecimento sobre saúde que a levem a tomar mais cuidado com a sua saúde e portanto viver mais”, afirma Alexandre Chiavegatto, professor de estatísticas de saúde da USP.

Mesmo com a pesquisa bem conduzida, mais estudos ainda são necessários para provar a relação. “Se a associação for confirmada no futuro, espero que escrevam um livro sobre o assunto”, brinca Chiavegatto.

Na dúvida, vale guardar sua pedra filosofal –ou tentar encontrar uma.

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Conheça o romance francês com mais de 220 páginas que não utiliza a letra E

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Perec

Rodrigo Casarin, no Página Cinco

Você já pensou em escrever – tá, ler já serve também – um romance inteiro sem a letra E? Pois foi justamente isso que o francês Georges Perec (1936 – 1982) realizou em “O Sumiço”, livro publicado originalmente em 1969 e recentemente traduzido pela primeira vez para o português por José Roberto Féres, o Zéfere, mestre em literatura comparada pela Sorbonne, em tradução literária pela Paris 8, doutor em literatura e cultura pela UFBA, professor e também poeta.

o-sumico-210x300A narrativa, lançada aqui pela Autêntica, conta a história do sumiço de Anton Voyl, um entusiasta de jogos de palavras. Não por acaso, evidentemente, a vogal mais utilizada na língua francesa também desaparece das páginas da obra. “A ambição do ‘Scriptor’, o propósito, digamos, o alvo, sua visada contínua, foi, acima de tudo, criar um produto final tão original quanto instrutivo, um produto apto a propulsionar ou, quiçá, a vir a proporcionar um impulso instigador à construção, à narração, à fabulação, à ação, ou, digamos, numa palavra, ao padrão da narrativa longa atual”, escreve Perec, também autor de “Prix Médicis: A Vida Modo de Usar”, dentre outros, no posfácio – que, como é possível perceber, também abre mão do E.

o sumicoE quem imagina que o escritor optou por algo breve, o que poderia facilitar as coisas, engana-se: a história traduzida ocupa mais de 220 páginas. Com uma empreitada tão grande e desafiadora quanto a de Perec pela frente, Zéfere começou a verter “O Sumiço” para o português em 2008, enquanto fazia seu mestrado, e só foi conclui-lo em 2015.
“Antes de mais nada, antes de estudar as minúcias do livro e investigá-las ainda mais nas dissertações de mestrado e tese de doutorado que escrevi em torno de Perec e sua obra, senti a necessidade de experimentar essa restrição com a língua portuguesa, fazer exercícios textuais sem o E. Meu primeiro teste foi, então, reescrever lipogramaticamente, sem a letra E, alguns versos de Manuel Bandeira, o que resultou em ‘Caio fora pra Pasárgada’’”, conta o tradutor.

O resultado é uma prosa com uma estética um tanto estranha para o leitor. Veja esse trecho como exemplo: “Na ponta, surgiu um sacristão com uma túnica da cor limão agitando um turíbulo do ouro mais maciço, aí uma padraria (um trio) brandindo um crucifixo sob um baldaquim um pouco baranga, com babados a frufrulhar, aí cinco funcionários da casa mortuária Borniol, içando um caixão acaju com alças cromadas. Um dos funcionários tropicou: o oblongo caixão balançou, caiu, abriu: danação! Hassan Ibn Abbou havia sumido!”

O próprio tradutor assume que foi obrigado a buscar “estratégias e estruturas que implicam a construção de um outro português, ou, ao menos, a sua reconstrução, a sua reciclagem, reativando potencialidades latentes ou adormecidas, colocando em relação termos que jamais ou raramente se encontrariam no nosso falar cotidiano, reformulando grande parte dos pensamentos e falas que nos saem, em geral, tão naturalmente, que sequer nos damos conta do que estamos realmente dizendo”.

Os desafios da tradução

Para Zéfere, a maior dificuldade do trabalho esteve principalmente na necessidade de se criarem jogos de linguagem que apontem constantemente para a ausência da letra. “Foi essa a jogada de mestre do autor, a sua grande sacada: escrever um livro sem o E, mas que fala, exatamente, do sumiço do E. Quanto à fidelidade da tradução, precisei refletir a cada momento sobre aquilo a que eu deveria ser fiel, e sempre optei por oferecer ao leitor lusófono jogos que não se prendiam, necessariamente, àquilo que estava explícito, mas mais ao implícito, isto é: não me deixei limitar pelo dito, busquei explorar igualmente o não-dito, ou melhor, o interdito entredito, o proibido exibido nas entrelinhas”, conta.

Como exemplo cita o jogo que existe em uma das passagens. “O protagonista, Anton Voyl, antes de sumir e, consequente, colocar todos seus amigos aflitos em busca de uma solução para o mistério do seu sumiço, instala no seu carro um dispositivo antirroubo, ‘anti-vol’; só que esse ‘vol’ de ‘anti-vol’, em francês, pode ser pronunciado como Voyl, o sobrenome do personagem, sob o qual, nas entreletras, lê-se a palavra ‘voyelle’, vogal, ou seja: o dispositivo era não somente antirroubo mas, igualmente, anti-vogal, duplo sentido que não se produz num simples ‘antirroubo’ em língua portuguesa”, diz, expondo um dos problemas que encarou.

A solução encontrada para tal foi também trabalhar com uma dupla interpretação. Rebatizou Anton Voyl para Antoin Vagol – um nome relativamente conhecido dos brasileiros, Antoine, mas sem o E, acompanhado de um sobrenome que é um anagrama da palavra ‘vogal’ – e no lugar do dispositivo antirroubo, colocou na tradução “uma invocada ignição ativada por discriminação vocal”. “É algo um tanto quanto futurístico, sim, anacrônico, talvez, mas que garante, implicitamente, que se diga o indizível, que se apresente a ausência da vogal, graças à polissemia de ‘discriminação vocal’, que pode significar reconhecimento por voz e, quem sabe, atitude discriminatória em relação a uma certa vogal”, argumenta.

E, ao cabo, o que Zéfere achou da experiência? “Uma coisa é certa: ninguém sai ileso de um trabalho como esse, e muito menos a língua! Foi engraçado me ver tão profundamente habitado por esse sumiço, que me peguei escrevendo até mesmo artigos acadêmicos em que eu evitava certas palavras, sem perceber, porque elas continham E”. Sorte que a vogal já voltou ao vocabulário do tradutor.

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