Romances de Época Gutenberg

Japão mantém estação de trem para uma única menina ir à escola

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publicado no Catraca Livre

No Japão, uma empresa ferroviária decidiu manter uma estação de trem funcionando para atender a um único usuário: a adolescente Kana Harada, que dependia do modal para ir e voltar de sua escola. As informações são do site britânico Daily Mail.

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No ano passado, a empresa Japan Railways se preparava para fechar a estação Kyu-shirataki, no norte do país, por causa da falta de passageiros.

No entanto, a companhia percebeu que a linha estava sendo usada por essa estudante e, então, decidiu manter a estação aberta até que a jovem se formasse. Além da garota, outros alunos pegam esse trem, só que eles utilizam outras estações.

E foi exatamente isso que aconteceu: a linha encerrou as operações em março de 2016, data que coincidiu com a formatura da garota. Antes de se formar, ela levava cinco minutos para ir até a estação, de onde pegava o trem para ir à escola.

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Booktubers conquistam público e mercado literário

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VICTOR ALMEIDA – Jovem de Londrina, no Paraná, é dono do canal Geek Freak, dedicado à cultura pop, especialmente literatura para jovens e animes

VICTOR ALMEIDA – Jovem de Londrina, no Paraná, é dono do canal Geek Freak, dedicado à cultura pop, especialmente literatura para jovens e animes

Publicado no Hoje em Dia

É possível criar canais no YouTube sobre tudo: gastronomia, games, cinema… mas existe um tipo de produção de vídeo que tem ganhado uma crescente atenção especial por parte dos internautas e do mercado publicitário: o de crítica literária. Os booktubers (como são chamados os youtubers que falam sobre literatura) não têm milhões de seguidores como os gamers, mas seu público é extremamente diferenciado e as editoras já compreenderam isso.

Tanto que as empresas passaram a procurar por esses jovens e lhes propor contratos e parcerias. Normalmente funciona assim: a editora paga o youtuber para ler um livro (a ser escolhido dentro de uma lista) e comentá-lo em um vídeo. O contrato é pela leitura, não garante elogios. “Alguns vídeos são patrocinados por autores nacionais, mas todos têm ciência de que a minha opinião não é vendida, mas, sim, o espaço no canal”, explica a capixaba Juliana Cirqueira, 26 anos, dona do canal Nuvem Literária, com mais de 44.900 inscritos.

De acordo com Ana Lima, editora do selo Galera, da Record, os booktubers transformaram o mercado infantojuvenil. “O livro jovem não tem espaço na mídia tradicional, sempre foi o patinho feio da literatura. Vende muito, mas ninguém fala no assunto. Para mim foi ótimo, porque a opinião dos youtubers vale mais para nosso público do que a mídia tradicional”, explica.

JULIANA CIRQUEIRA – Ela deixou de dar aulas de inglês para se dedicar completamente ao canal em que fala de livros variados

JULIANA CIRQUEIRA – Ela deixou de dar aulas de inglês para se dedicar completamente ao canal em que fala de livros variados

Haja tempo

O paranaense Victor Almeida, de 23 anos, há dois anos deu início ao seu canal Geek Freak, que hoje tem mais de 55.600 inscritos. Ele já chegou a receber 30 livros em um mês, mas teve de limitar a sua leitura e os contatos com as editoras. “Muitas vezes você recebe livros que não te interessam e aquilo fica acumulando na sua casa”, diz o youtuber, que prefere literatura jovem.

Designer gráfico e funcionário público, o rapaz une a vida de youtuber com dois empregos. E falar sobre livro não é fácil: tem que ter tempo para ler os livros, gravar os comentários e editar os vídeos. Mas ele garante que fez muitos amigos com essa iniciativa. “A comunidade de booktubers é muito unida. Quando você faz um canal, conhece muita gente. De tempos em tempos, fazemos encontros entre youtubers e fãs. Teve uma vez em que reunimos 500 pessoas”, conta Victor.

Amor nos Tempos de #Likes

A editora Galera decidiu investir nos booktubers como escritores. Tanto que acaba de lançar “Amor nos Tempos de #Likes”, feito por quatro catarinenses de três canais: Pam Gonçalves (180 mil seguidores), Bel Rodrigues (108 mil inscritos) e o casal Hugo Francioni e Pedro Pedreira, do canal Pedrugo (69 mil seguidores).

“No começo do ano eu escrevi o conto e agora acabo de terminar o meu livro solo que será lançado no segundo semestre. Quem olha de fora não percebe como é todo esse processo. São pontos minuciosos para se trabalhar e tomar um cuidado extremo”, diz Pam Gonçalves, que prefere não ter parcerias com editoras para não ter que ler por obrigação.

“Já tive metas, mas eu não funciono muito bem com obrigação de leitura. Eu leio por prazer, sempre amei ler. A partir do momento que gera um estresse para cumprir metas de leitura, o bloqueio vem e eu não consigo mais me concentrar em nada”, diz a youtuber, que tem de separar um ou dois dias para as gravações e outro para a edição dentro de sua rotina.

Sem obrigação

A pressão é tão grande que Pedro e Hugo decidiram parar de resenhar livros para o canal, mudando-o de Estante Geek para Pedrugo. Hoje preferem falar de temas leves, gostos pessoais e relacionamento. “Como não postamos mais resenhas no canal, tenho lido apenas o que realmente me interessa. Acho que essa decisão foi boa, pois tirou aquele peso de ler algo por obrigação”, diz Hugo.

“Acho que a leitura nunca deve ser uma obrigação. É muito perceptível quando um influenciador fala sobre um livro por falar e quando ele fala por realmente ter gostado da obra”, completa Pedro. Já Bel Rodrigues tem a meta pessoal de leitura de quatro a cinco livros por mês. Se alguém a procura para uma parceria, ela conversa bastante antes de fechar contrato, para saber de antemão se a leitura será prazerosa.

E ela garante que dá tempo de ler tudo isso e se dedicar aos vídeos. “Costumo dizer que não tenho uma rotina certa. O que eu faço todos os dias é ler, mesmo que um pouco, e escrever. Meu dia não está completo se eu não faço essas duas coisas. Sempre gravo de madrugada e tenho um cronograma para pelo menos mais um mês de vídeos”, afirma Bel, completando que está realizando um sonho de infância ao ver sua produção ser publicada em livro de papel.

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‘A guerra dos mundos’ ganha edição com ilustração de brasileiro

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'THE WAR OF THE WORLDS' A Martian machine contemplates the drunken crowd Date: First published: 1898 - Rights Managed / Mary Evans Picture Library

‘THE WAR OF THE WORLDS’ A Martian machine contemplates the drunken crowd Date: First published: 1898 – Rights Managed / Mary Evans Picture Library

 

Alessandro Giannini, em O Globo

SÃO PAULO – Principal atrativo de uma nova edição de “A guerra dos mundos’’ (Suma das Letras), que chegou às livrarias este mês, os desenhos do brasileiro Henrique Alvim Corrêa (1876-1910) ilustraram uma versão do romance de H.G. Wells (1866-1946) publicada em 1906, na Bélgica, onde o artista estava radicado. Modernas e representativas da violenta invasão marciana à Terra, as ilustrações impressionaram Wells, que se tornou amigo de Alvim Corrêa. O título, como outras obras do autor, entra em domínio público em janeiro de 2017.

— Do ponto de vista do leitor, acho que é a edição mais acessível com as ilustrações do artista brasileiro. Em uma pesquisa rápida que fiz, houve uma edição anterior que também tinha os desenhos, mas era sofisticada demais e com preço muito alto — diz o escritor e compositor Bráulio Tavares, autor do prefácio da obra.

Desenho do brasileiro Henrique Alvim Corrêa para edição belga de ‘A guerra dos mundos’ publicada em 1906 - Divulgação

Desenho do brasileiro Henrique Alvim Corrêa para edição belga de ‘A guerra dos mundos’ publicada em 1906 – Divulgação

 

Invasões extraterrestres de alienígenas tecnologicamente desenvolvidos e extremamente violentos são comuns hoje na ficção científica, seja na literatura, no cinema ou nos videogames. No fim do século XIX, no Reino Unido, não era bem assim, até porque o gênero, chamado então de “romance científico’’, ainda não florescera. Ao imaginar marcianos hostis e armados até as antenas com raios de calor, prontos para varrer a Humanidade do mapa e controlar os recursos naturais do planeta, Wells fazia um alerta ao Império Britânico sobre sua política colonizadora e predatória:

— Muitos críticos reagiram a essa descrição dos marcianos. E Wells respondia que não entendia o estranhamento, afinal, era o mesmo tipo de comportamento dos britânicos quando invadiam suas colônias — diz Tavares.

WELLS encontra welles

O volume tem capa dura e traz ainda uma introdução do autor americano de ficção científica Brian Aldiss, membro da H.G. Wells Society, além de um posfácio com a transcrição de uma entrevista concedida por Wells ao cineasta americano Orson Welles (1915-1985), em 1940, para uma rádio de San Antonio, no estado americano do Texas. Dois anos antes, Welles havia adaptado “A guerra dos mundos’’ em uma novela radiofônica que, reza a lenda, teria causado pânico em cidades remotas dos Estados Unidos.

— Essa entrevista é muito curiosa e foi tirada de um áudio que pode até ser encontrado na internet — diz Tavares. — Em determinado momento, eles falam de um filme que Welles estava fazendo. Era sua estreia na direção de cinema e trazia uma série de revoluções tecnológicas. Welles diz o título, “Cidadão Kane’’, mas Wells não entende direito.

 

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Casal se inspira em ‘Alice no País das Maravilhas’ para fazer festa de casamento

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Mônica da Cruz, no Tudo e Todas

O casal polonês Natalia e Rafael Kurzawa se conheceu numa casa de chás. O livro “Alice no País das Maravilhas” estava sobre uma mesa próxima e os dois eram fãs da obra. Quatro anos depois, eles se casaram e se inspiraram no texto de Lewis Carroll para escolher o tema da festa.

Depois da cerimônia na igreja, o casal e seus convidados se dirigiram para uma experiência diferente. De cara, um enorme espelho refletia o salão, dando a impressão de que eles entravam em outro mundo. Depois de algum tempo, Bobo, o coelho de estimação dos dois, chegou à festa (atrasado, é claro).

O ambiente foi inspirado no chá do Chapeleiro Maluco, com flores coloridas, grama sobre as mesas, xícaras e pires que não combinavam e detalhes como relógios, chaves, cartas de baralho e livros. Além da festa, os dois também aproveitaram a decoração para fazer um ensaio fotográfico especial.

Confira:

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Startup francesa cria livro que adapta história ao leitor

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Via Fabula desenvolveu aplicativo de livros digitais que se adaptam (Foto: Reprodução/Facebook/Via Fabula )

Via Fabula desenvolveu aplicativo de livros digitais que se adaptam (Foto: Reprodução/Facebook/Via Fabula )

 

Aplicativo se adapta ao gosto, à vida e à personalidade do usuário

Publicado na Epoca Negocios

Dizem que a pessoa que se identifica com a história que lê sempre chega ao final dela. Com base nisso, foi criado na França um aplicativo que se adapta ao gosto, à vida e à personalidade de cada leitor. Assim, a história pode variar se o leitor for homem ou mulher, se estiver ou não em um relacionamento, e até mesmo dependendo do lugar em que o livro for lido. A invenção é da Via Fabula, uma startup francesa que desenvolve um aplicativo de livros digitais.

“Nós não fazemos livros interativos, mas adaptativos”, comentou Bruno Marchesson, fundador do projeto. A diferença, segundo explicou, é que as histórias interativas permitem que o leitor escolha o que quer ler, e nas “adaptativas é o livro que escolhe a história que será mostrada ao leitor e que será adaptada a seus gostos e interesses”.

Para isso, o leitor deve baixar gratuitamente o aplicativo, que já conta com mais de 1,1 mil usuários desde que foi lançado, no início deste ano. Depois, é necessário associar a conta a um perfil no Facebook ou preencher um simples questionário e permitir que o aplicativo identifique sua localização geográfica.

Feito isso, já é possível começar a ler o romance policial “Chronique(s) d’Abîme” (“Crônica(s) do abismo”), que apresenta o primeiro capítulo adaptado à hora e à cidade do leitor, embora por enquanto só esteja disponível na versão francesa.

No entanto, para ter as adaptações que o aplicativo propõe é preciso pagar, como com qualquer livro digital ou de papel, para continuar com a história. O custo é de US$ 4,99, dos quais 30% vão para a plataforma de download, outros 30% para Via Fabula e os 40% restantes para o autor. “É uma verdadeira vantagem para os escritores, pois habitualmente as editoras pagam apenas 10% das vendas a eles”, comparou o empresário.

O escritor Marc Jallier, especializado em terror, foi o escolhido para fazer o piloto deste projeto, apesar de “Chronique(s) d’Abîme” já ter sido publicado há mais de dez anos. Marchesson contou que o escritor decidiu trabalhar com a Via Fabula pelo desafio de escrever seis histórias diferentes que partissem de uma mesma base, com nove finais alternativos e 150 variações no desenvolvimento da história.

“Uma vez ele escutou um de seus leitores dizer que tinha gostado de um livro, mas não do final. Então, quando começamos a trabalhar, lembrou desse episódio e quis tentar não um final diferente, mas muitos mais”, disse.

Isso ocorreu há dois anos e, desde então, Marchesson, que é engenheiro informático, começou a trabalhar com o escritor. Depois, vieram seus dois atuais sócios: o desenvolvedor Rémy Bauer e a web designer e diretora geral Aurélie Chavanne. Após seis meses de trabalho coletivo, o projeto ficou pronto.

“Tudo funciona com um algoritmo que se encarrega de introduzir as variações da história, a partir de uma plataforma informática que muda de forma dinâmica para cada leitor”, detalhou Marchesson.

De acordo com o fundador do projeto, a equipe da Via Fabula “trabalhou com os códigos e a programação” e a diversão ficou com o escritor, que “saiu de sua zona de conforto e pôde explorar verdadeiramente sua criatividade para desenvolver o que pode ser uma nova forma de literatura”.

A Via Fábula trabalha agora na publicação de dois novos livros. Um deles será ilustrado e infantil, que pode ser lançado em breve, segundo Marchesson, para “conquistar” mais crianças e “animá-las para que leiam desde os primeiros anos”.

O segundo será de ficção científica e deve ser disponibilizado até o fim deste ano. “É um documentário de ficção, ou seja, vai ser baseado em histórias reais, mas o ponto de vista de cada personagem mudará de acordo com os desejos dos leitores”, explicou Marchesson.

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