Uma vida com prioridades

Na Flip, especialista em obras eróticas critica ’50 tons de cinza’: ‘Mal escrito’

0
Eliane Robert Moraes fala na mesa de abertura da Flip 2015 (Foto: Divulgação/Walter Craveiro)

Eliane Robert Moraes fala na mesa de abertura da Flip 2015 (Foto: Divulgação/Walter Craveiro)

Publicado no G1

Eliane Robert Moraes, professora de literatura brasileira da USP e especialista em obras eróticas, lança na Flip 2015 uma antologia com uma boa amostra da poesia brasileira de temática sexual, que reúne de anônimos a escritores consagrados, como Olavo Bilac e Adélia Prado. A literatura do gênero está com a popularidade em alta, mas ela critica a trilogia “Cinquenta tons”, da escritora britânica E.L. James, que já vendeu mais de 125 milhões de cópias no mundo inteiro.

“‘Cinquenta tons de cinza’ é um livro que não coloca nenhuma questão nova. Ele não te tira do lugar. Se você pegar um livro da Hilda Hilst ou um poema do Roberto Piva, aquilo mexe com você.”

A ideia de “Antologia da poesia erótica brasileira” (lançada pela Ateliê), diz a crítica literária, surgiu a partir da leitura de um prefácio escrito por Mário de Andrade em 1926 para “Macunaíma”, em que notou a ausência de um “erotismo literário sistematizado no país”.

Opinião das leitoras

Na Travessa, livraria oficial da Flip que fica logo ao lado das tendas, os livros eróticos de E.L. James, que neste ano geraram um filme de sucesso estrelado por Jamie Dornan e Dakota Johnson, não estão disponíveis. “Se houver alguma procura, podemos encomendar, mas nada previsto ainda”, diz um funcionário da loja ao G1.

Mas as leitoras que frequentam a Flip acreditam que cada vez mais as mulheres procuram por esses livros eróticos. “A mulher naturalmente tem esse interesse em se estimular pelas imagens que os livros sugerem”, diz a atriz Ana Vitória Prudente.

Eliane Robert Moraes foi destaque na mesa de abertura do evento ao falar sobre a homossexualidade de Mário de Andrade. Ela ainda participa de uma mesa às 21h30 desta sexta-feira (3), com o escritor Reinaldo Moraes.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Maioria dos alunos sai do ensino médio sem aprender matemática

0

banner-educacao-matematica_01

Publicado em UOL

Apenas 2,7% dos estudantes de Roraima terminam o ensino médio dominando o conteúdo de matemática. No Maranhão o percentual é 2,8% e no Amazonas, 2,9%. Esses três estados tiveram o pior resultado no relatório De Olho nas Metas, divulgado hoje (2) pelo movimento Todos Pela Educação. O nível de proficiência em matemática foi medido com base no Sistema de Avaliação da Educação o Básica referentes a 2013, do Ministério da Educação.

De acordo com os dados, o resultado também é baixo na média nacional: 9,3% dos que concluem o ensino médio absorveram o essencial da disciplina. Os estudantes do Distrito Federal tiveram o melhor desempenho com 17% deles demonstrando proficiência na matéria. No Rio Grande do Sul o percentual é 13,8%.

O relatório destaca que nem mesmo os estados com melhor resultado atingiram a meta proposta pelo Todos pela Educação de 28,3% dos estudantes com domínio do conteúdo de matemática. “A cada vinte crianças que ingressam no ensino fundamental, apenas uma está saindo com a aprendizagem adequada em matemática”, enfatiza a coordenadora geral da pesquisa, Alejandra Velasco.

Em português, os resultados foram um pouco melhores, porém também abaixo das metas. O Distrito Federal tem 40,2% dos estudantes concluintes do ensino médio com os conhecimentos essenciais em português. O percentual é maior do que a meta nacional (39%), mas menor do que o objetivo específico (54,7%). Na média de todo o país, o percentual ficou em 27,2%. Os piores resultados foram registrados no Maranhão (12,2%) e em Alagoas (12,6%).

Para contornar essa situação, Alejandra defende uma atenção específica ao ensino médio. “Só corrigindo o percurso todo é que se corrigirá essa estatística. Isso é o produto de toda a escolaridade desse aluno. Então, a gente precisa falar e ter soluções específicas para os anos finais do ensino fundamental, que é uma etapa esquecida das políticas públicas”, ressaltou após a apresentação dos dados.

Para Alejandra, a matemática é uma disciplina especialmente difícil de se apresentar aos estudantes. “Com matemática há uma dificuldade maior de não apenas apresentar os conteúdos, mas relacionar esses conteúdos com o cotidiano do aluno”, destacou. Por esse motivo, ela enfatizou a importância da capacitação dos educadores. “Não é apenas o domínio dos conhecimentos específicos de matemática . Mas é também o domínio de diferentes técnicas e formas de se ensinar esses conhecimentos. Ter um repertório para quando uma estratégia não funciona com determinados alunos, empregar outra”, acrescentou.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Fies tem novas regras oficializadas pelo MEC no Diário Oficial da União

0

Mudanças só valerão para os próximos contratos.
Portaria foi publicada na edição desta terça do DOU.

size_810_16_9_estudantes-de-mochila

Publicado no G1

O Ministério da Educação (MEC) publicou na edição desta sexta-feira (3) do “Diário Oficial da União” uma portaria que oficializa as novas regras para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no segundo semestre de 2015 anunciadas pelo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro.

De acordo com a publicação, os cursos com notas 5 e 4 terão mais vagas ofertadas. A portaria indica também que haverá prioridade para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste (excluindo Distrito Federal) e em carreiras como engenharia, áreas da saúde e formação de professores.

A segunda edição do programa já havia sido anunciada em 8 de junho pelo ministro. Agora, o programa de financiamento terá juros de 6,5% e novo teto de renda familar para participar do programa.

Veja abaixo as principais mudanças no Fies:

TAXA DE JUROS
COMO SERÁ: 6,5% ao ano
ANTERIOR: Antes, até outubro de 2006, eram de 9%. Depois, até agosto de 2009, passou a ficar entre 3,5% e 6,5%. Desde março de 2010 os juros são de 3,4% ano ano.

JUSTIFICATIVA: Ministérios dizem que buscam “fortalecer a sustentabilidade do programa, para que, no médio prazo, novos alunos sejam financiados pelos formados”. Outra razão é corrigir distorção com o mercado de crédito.

TETO DA RENDA FAMILIAR
COMO SERÁ: Limite é a renda per capita de 2,5 salários mínimos.
ANTERIOR: Renda familiar bruta de 20 salários mínimos.

JUSTIFICATIVA: “O Fies é para os estudantes que são mais pobres e precisam de financiamento. Não é mais (a família com renda de) até R$ 15 mil que tem direito ao Fies, são valores mais baixos, mas que ainda atingem muitas pessoas”, afirmou o ministro da Educação. O governo diz que 90% das famílias brasileiras estão no novo limite de renda.

PRIORIDADES PARA CURSOS DE TRÊS ÁREAS

COMO SERÁ: As áreas de engenharias, formação de professores (licenciaturas, pedagogia ou normal superior) e saúde serão prioritárias.
ANTERIOR: Não havia definição de critério.

JUSTIFICATIVA: Cursos são considerados estratégicos para o desenvolvimento do país ou para atendimento de demandas sociais. Alunos de outros cursos continuarão a ser atendidos.

CURSOS COM NOTAS ALTAS TERÃO PRIORIDADE
COMO SERÁ: Foco serão os cursos com notas 5 e 4 no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES).
ANTERIOR: MEC exigia avaliação positiva no Sinaes. No primeiro semestre, passou a adotar o critério e cursos com nota 4 ou 5 somaram 52% dos financiamentos.

JUSTIFICATIVA: Ministério diz que cursos com nota três no Sinaes ainda serão financiados, mas em patamares menores do que os das áreas consideradas prioritárias.

PRIORIDADE PARA TRÊS REGIÕES DO BRASIL
COMO SERÁ: Será priorizado o atendimento de alunos matriculados em cursos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste (excluindo Distrito Federal).
ANTERIOR: Não havia recorte de prioridade para regiões ou estados. E 60% dos contratos eram com estudantes de estados do Sul, do Sudeste ou Distrito Federal.

JUSTIFICATIVA: Ministério diz que decisão se soma a “outras várias políticas sociais federais que buscam corrigir as desigualdades regionais”. Alunos de outros estados continuarão a ser atendidos, mas em patamares menores do que os das áreas consideradas prioritárias.

VALIDADADE DAS MUDANÇAS
COMO SERÁ: Mudanças só valerão para os próximos contratos.

JUSTIFICATIVA: “Você não pode mudar um contrato por vontade unilateral. O governo firmou um contrato com milhões de estudantes com determinadas regras e essas regras serão mantidas e respeitadas”, disse o ministro Renato Janine Ribeiro.

NOTAS MÍNIMAS NO ENEM
COMO SERÁ: Alunos precisam de 450 pontos na média do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) e nota diferente de zero na redação.
ANTERIOR: A mudança passou a valer para contratos firmados neste ano. Antes, só era preciso ter prestado o exame.

JUSTIFICATIVA: A iniciativa busca aumentar o nível dos profissionais formados com apoio do financiamento público, de acordo com o governo.

UNIVERSIDADES DARÃO DESCONTO EM MENSALIDADES
COMO SERÁ: Instituições participantes vão oferecer um desconto de 5% sobre a mensalidade para os estudantes com contrato do Fies.
ANTERIOR: Estudante pagava a mensalidade mais barata cobrada na instituição pelo curso.

JUSTIFICATIVA: “O governo é um grande comprador de cursos pelo Fies. Ao ser um grande comprador ele deve se beneficiar de descontos que são dados de modo geral quando você compra em grandes quantidades. Calculando 5%, quer dizer que três mil vagas das 61,5 mil são geradas por essa nova economia”, afirmou o ministro.

PRAZO PARA PAGAMENTO
COMO SERÁ: Três vezes a duração do curso
ANTERIOR: Até 2010, era de duas vezes a duração.

Crescimento do Fies
A reformulação do Fies em 2015 ocorreu depois de o programa crescer de forma exponencial nos últimos anos. Ao mesmo tempo, o MEC precisou fazer ajustes no orçamento diante de cortes do ajuste fiscal.

Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Fies gastou R$ 13,7 bilhões em 2014.

Entre fevereiro e agosto do ano passado, o governo federal publicou três medidas provisórias para abrir crédito extraordinário para o Fies, que passou a atender também a alunos de mestrado, doutorado e cursos técnicos.

Para conter gastos, o MEC decidiu limitar o prazo para pedido de novos contratos (antes, era possível entrar com a solicitação em qualquer momento do semestre letivo), vincular a aceitação do pedido de financiamento a cursos com notas mais altas nos indicadores de qualidade, privilegiar instituições de ensino fora dos grandes centros e exigir que os estudantes interessados em contratos de financiamento do governo tivessem média de pelo menos 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

As novas restrições no programa, porém, se depararam com a crescente demanda dos estudantes e o resultado foi um período de instabilidade nos sistema, devido à grande procura por novos contratos, e o esgotamento da verba do Fies de todo o ano de 2015 para novos contratos.

O orçamento do Fies para novos contratos durante todo o ano de 2015 era de R$ 2,5 bilhões e, segundo o ministro, essa verba foi gasta inteiramente para atender aos 252.442 novos contratos fechados no prazo do primeiro semestre. Segundo o MEC, 178 mil pessoas tentaram celebrar novos contratos e não conseguiram.

Por isso, a segunda edição do programa para novos contratos ficou indefinida até que o governo federal finalizasse o reajuste orçamentário.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Mário de Andrade, muito além do debate sobre a homossexualidade

0
Sessão de abertura da Flip, Beatriz Sarlo (à esq.), Eliane Moraes (centro) e Eduardo Jardim (à dir.) / Tânia Rêgo (Agência Brasil)

Sessão de abertura da Flip, Beatriz Sarlo (à esq.), Eliane Moraes (centro) e Eduardo Jardim (à dir.) / Tânia Rêgo (Agência Brasil)

Flip teve início nesta quarta com um debate dedicado ao intelectual brasileiro. Segundo a ensaísta Eliane Moraes, ele “não pode ser reduzido à sua sexualidade”

Camila Moraes, no El País

“Não estou interessado em ser conhecido em 1985”, disse certa vez Mário de Andrade, conforme recordou seu biógrafo, Eduardo Jardim, durante a mesa de abertura da 13ª Festa Literária de Paraty. Ao lado da crítica literária argentina Beatriz Sarlo e da ensaísta Eliane Robert Moraes no encontro titulado As margens de Mario, Jardim perfilou o escritor, homenageado desta Flip, como um dos grandes intelectuais brasileiros – também músico, pesquisador, agitador cultural –, que expressava publicamente a ansiedade de que suas ações e criações impactassem em seu próprio tempo.

Mario viveu sua idade adulta e mais ativa entre os anos 1917 e 1937, período em que liderou o modernismo brasileiro, cujo auge foi a Semana de 22, e realizou diversos feitos de toda ordem artística e cultural. No entanto, morreu em 1945 sem ver concretizada a maioria de seus projetos de vida, que tinham a ver com a valorização da cultura popular brasileira e a criação de uma identidade nacional própria. Somente nos dias atuais – muito depois do que ele mesmo temia – é que Mário de Andrade passa por um resgate.

Mário de Andrade em sua casa, em 1938. / Acervo IEB-USP

Mário de Andrade em sua casa, em 1938. / Acervo IEB-USP

Segundo Eliane Robert Moraes, que é professora da USP e examinou a obra de Mário a partir do erotismo, esse reconhecimento tardio perpassa a homossexualidade do autor – centro de uma polêmica de décadas envolvendo desde cartas pessoais censuradas até uma desvalorização do traço erótico presente transversalmente em sua literatura. “Chegou o momento de poder liberar em Mário de Andrade o que é de ordem pessoal para reconhecer o que é de ordem estética. Eros foi muitas vezes silenciado [em sua produção]. Cabe a nós ouvi-lo”, disse Eliane, que também é escritora. “Sim, nosso escritor era homossexual, era gay. Há resquícios disso em sua obra, ainda que não possamos falar de uma obra homoerótica. Nosso desafio é não reduzi-lo à sua sexualidade”, acrescentou, num esforço de superar a banalidade da polêmica.

Filósofo que lecionou por anos na PUC-Rio, Eduardo Jardim examinou, à luz de sua trajetória pessoal, a diversidade característica do escritor, que ele atribui a uma “permanente dualidade”. “É uma espécie de bivitalidade, que marca todos os escritos e iniciativas de Mario de Andrade. Uma tensão da qual ele nunca escapou. Ao contrário, fez que ele continuasse produzindo”, disse o especialista, se referindo a embates de Mário entre suas facetas nacional e universal, intelectual e popular, exigente e sensual.

Já Beatriz Sarlo discorreu sobre as distâncias culturais entre a Argentina e o Brasil nos anos 1920, comparando Mário de Andrade em São Paulo a escritores que foram seus contemporâneos em Buenos Aires, como Jorge Luis Borges. “As diferenças entre eles começam com as pesquisas de Mário em música popular, que nunca teriam ocorrido a um escritor portenho da década de 20. Passam pelas viagens, como as que ele fez à Amazônia, e chegam ao caráter carnavalesco de sua obra, que continua uma profunda celebração da festa, do ritual”, declarou Sarlo. A ensaísta, que participa de outra mesa no sábado pela manhã, elogiou a multiculturalidade brasileira, que ela relaciona com uma personalidade mais aberta e cordial do que a argentina.

Deve ter se espantado quando, no meio da plateia, o ator Pascoal da Conceição surgiu declamando versos de Mário de Andrade citados inicialmente por Eduardo Jardim. Vestido a caráter, como costuma fazer em eventos relacionados ao intelectual, ele subiu ao palco para finalizar sua intervenção, bastante emotiva e tão pouco convencional de acordo com os moldes do evento. Ao contrário do que pensaram os presentes por alguns instantes, nada tinha sido programado. “Foi uma surpresa, mas até as surpresas podem fazer parte da Flip de vez em quando”, finalizou o curador da festa, Paulo Werneck.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Conheça dicas para se tornar um escritor

0
Fonte: Shutterstock

Fonte: Shutterstock

Viver da escrita é o sonho de muitas pessoas, mas para isso é preciso se destacar dos concorrentes. Entenda

Publicado no Universia Brasil

Muitas pessoas idealizam o momento em que estarão na livraria mais conhecida da cidade, cumprimentando conhecidos e fãs, distribuindo autógrafos em seus livros recém publicados. Contudo, o caminho para chegar ao lançamento de uma obra e ser um escritor bem sucedido é árduo e requer muita dedicação. Pensando nisso, elaboramos dicas que ajudarão aqueles que desejam seguir a carreira e alcançar seus objetivos. Confira:

Assim como em outras profissões, os escritores também têm centenas de concorrentes e, muitas vezes, ser bom apenas não é o suficiente. É preciso ser o melhor e mostrar um diferencial que, não simplesmente atraia, mas que também prenda as pessoas a seu texto: leitores motivados continuarão acompanhando seu trabalho, bem como apresentarão suas obras a outras pessoas.

Ademais, além de boa gramática, coesão e coerência, é importante ser esforçado e não desistir facilmente. Como iniciante no mundo das letras, é necessário ter coragem de arriscar e não ter medo de errar. Deste modo, você adquire experiência e ganha maturidade no ramo.

Ter amigos escritores também auxiliará seu processo de escrita. Eles certamente entenderão suas agonias e anseios, e vocês poderão dividir seus conflitos, servindo um como suporte para o outro.

Além disso, é essencial ter comprometimento: com você, com seus prazos, projetos, objetivos e, principalmente, com sua escrita. Diariamente, tente imaginar como você descreveria, em linguagem poética, coisas simples, como um café sendo coado de manhã. Traga a literatura para sua rotina e pratique constantemente o hábito de escrever. Anote as ideias que tem ao longo do dia e não deixe nada para trás.

Lembre-se que você tem concorrentes e que precisa se diferenciar deles. Não tenha medo de arriscar e colocar suas ideias no papel. Inove, seja original e construa uma carreira de sucesso.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Go to Top