Com amor, a garota chamada Estrela

Meu filho pode perder o ano, mas professores não devem se calar, diz mãe

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Fabiana Maranhão, em UOL

O filho de 14 anos da promotora de eventos Viviane Domingues, 33, está sem ir à escola desde o começo da semana por causa da greve dos professores da rede estadual do Paraná. No começo do ano, ele passou um mês sem aula também por causa de uma paralisação dos docentes. Apesar disso, Viviane diz apoiar a mobilização.

“É lamentável ver meu filho sem estudar, mas ele pode perder o ano desde que o professores não se calem”, afirma a mãe. Ela estava na quarta-feira (29) no local onde houve um confronto entre a Polícia Militar e professores, no Centro Cívico, em Curitiba, que ela descreve como “massacre”. “Sinto muito pelo meu filho, mas é por uma boa causa”, diz.

No último sábado (25), os professores da rede estadual de ensino decidiram em assembleia decretar greve em protesto contra o projeto de lei do governo do Paraná que altera a previdência dos servidores públicos. A matéria foi aprovada pelos deputados estaduais na quarta-feira e segue para sanção do governador Beto Richa (PSDB).

Entre janeiro e março deste ano, a categoria paralisou as atividades por quase um mês para reivindicar o pagamento de promoções e progressões de carreira.

O pipoqueiro Josué Moraes, 31, estava trabalhando perto da Assembleia Legislativa quando se viu no meio do embate de quarta-feira. “Eu pensei que ia morrer. Meus olhos ardiam. O que eles fizeram foi uma barbaridade. Os professores não tinham arma”, diz.

O filho de Moraes estuda na rede pública. “Estou 100% com eles [os professores]. Eles têm de lutar pelos direitos deles”, declara.

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‘Não se pode bater em quem ensina nossos filhos’, diz ministro do MEC

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Renato Janine Ribeiro disse ao G1 que reação da PM do PR foi ‘chocante’.
Ministro diz que MEC não pode interferir mas pode mediar negociação.

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Publicado no G1

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, afirmou nesta quinta-feira (30) que considera “muito chocante” a reação da Polícia Militar do Paraná ao protesto de professores da rede estadual em greve.

“Há muito tempo não via fotos de professores feridos, e de tantos professores feridos”, afirmou o ministro em entrevista exclusiva ao G1, em São Paulo. “Não se pode bater em ninguém, muito menos nos professores que ensinam os nossos filhos.”

Janine Ribeiro explicou que o Ministério da Educação não tem autoridade para dar ordens nas redes municipais e estaduais, a não ser em caso “muito gritante” de descumprimento das normas. Mas, segundo ele, o MEC está à disposição para atuar como mediador da negociação entre o governo estadual e o sindicato de professores, se houver interesse.

O ministro disse ainda que, no âmbito federal, há metas de curto e médio prazo previstas no Plano Nacional de Educação (PNE) para obrigar as redes a aplicaram o piso salarial nacional da categoria, e a criar planos de carreiras para incentivar a permanência dos professores nas escolas públicas.

Veja a seguir trecho da entrevista concedida pelo ministro:

O que o senhor acha sobre a reação da Polícia Militar do Paraná ao protesto dos professores em greve na quarta-feira?
Muito chocante. É muito chocante, há muito tempo não via fotos de professores feridos, e de tantos professores feridos. Veja, o MEC tem uma política de colaboração com estados e municípios, para a definição dos pontos comuns. O MEC não dá ordem para estados e municípios. Então quando você tem uma campanha salarial, discussões, o MEC não tem como intervir, não tem como opinar a não ser que seja um caso muito gritante, descumprimento de normas muito fortes.

Agora, na hora em que a violência entra em cena isso muda de figura. Não se pode bater em ninguém, muito menos nos professores que ensinam os nossos filhos. Que exemplo é dado quando você tem pessoas que têm um papel praticamente de extensão da família, de substituição em relação à família, que têm que então, ser respeitadas, antes de mais nada, quando a polícia os espanca? E machuca nessa quantidade

Então isso foi muito chocante.
Já manifestamos essa opinião várias vezes. Ao mesmo tempo, nós nos colocamos à disposição do governo do estado [do Paraná], se ele quiser reabrir as negociações, porque tem que parar a violência, tem que voltar a conversa.

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Tem sido uma constante as greves de professores, e isso acaba afetando a ponta final, que é o aluno. Como isso pode ser revertido futuramente?
Tem dois grandes pontos que estão previstos no Plano Nacional da Educação [PNE], e que devem equacionar isso muito melhor.

Um é realmente implementar o piso salarial de docentes, fixado em lei federal, mas que nem todos os estados até agora implantaram.

Dois, criar o plano de carreira dos servidores, professores municipais e estaduais, porque a maior parte dos casos não tem planos de carreira, alguns tem plano de carreira inconsistente, que cria problemas. Então tem várias discussões.

Quais seriam?
Por exemplo: se deve entrar com um piso muito baixo, depois vai progredindo até ter um salário alto na hora da aposentaria, o que desincentiva o ingresso, mas incentiva a permanência, por paradoxal que seja. Você tem um salário baixo pra entrar, mas depois tem todo o incentivo a ficar fidelizado à rede. Versus a ideia de você ter um piso inicial mais alto, competitivo no mercado, e um salário de aposentadoria que será um progresso em relação ao inicial, mas não será o dobro, o triplo, digamos.

Você tem duas filosofias aí, e nós temos que discutir muito isso, porque pela lei do PNE, daqui a um ano e dois meses, todos os municípios e estados teriam que ter implantado isso.

E um terceiro ponto do plano nacional: eu falei do piso e do plano de carreiras, mas o terceiro ponto é a meta 17 do PNE, que fala em até 2020 fazer que o salário dos professores da rede básica pública iguale o salário das pessoas que tiveram a mesma escolaridade, quatro anos de ensino superior, e que hoje ganham 38% mais que os professores. É outro gigantesco incentivo negativo pra você ser professor.

Então nós temos três metas, são ambiciosas, mas são justas. Você tem que ter uma valorização do professor. Essa valorização passa por essas medidas de salário, de reposição salarial, e passa também pelo respeito pelo professor, o que não aconteceu nos atos de violência que aconteceram no Paraná.

A posição que o MEC tem então é se colocar à disposição para mediar o diálogo entre as duas partes?
Se quiserem, se quiserem faremos o possível para baixar a temperatura e voltar com o clima de negociação.

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Professores no Brasil estão entre mais mal pagos em ranking internacional

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Para consultoria, salário de professor no Brasil deveria ser quase três vezes maior (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

Para consultoria, salário de professor no Brasil deveria ser quase três vezes maior (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

Publicado na BBC Brasil

O Brasil é o lanterninha em um ranking internacional que compara a eficiência dos sistemas educacionais de vários países, levando em conta parâmetros como os salários dos professores, as condições de trabalho na escola e o desempenho escolar dos alunos.

O ranking é de setembro do ano passado, mas volta à tona no momento em que o governo paranaense aprova uma redução nos benefícios previdenciários dos professores do Estado.

A votação da lei elevou as tensões e levou a um tumulto no qual pelo menos 170 pessoas ficaram feridas após a repressão policial de um protesto de professores em Curitiba. Os professores paranaenses estão em greve desde sábado (25 de abril).

Em São Paulo, professores da rede estadual estão em greve desde 13 de março, reivindicando reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

O estudo internacional foi elaborado pela consultoria Gems Education Solutions usando dados dos mais de 30 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e alguns emergentes, como o Brasil.

Nele, o país aparece como um dos últimos em termos de salário pago aos professores, por exemplo.

O valor que os educadores brasileiros recebem (US$ 14,8 mil por ano, calculado por uma média de 15 anos e usando o critério de paridade de poder de compra) fica imediatamente abaixo do valor pago na Turquia e no Chile, e acima apenas de Hungria e Indonésia.

Os salários mais altos são na Suíça (US$ 68,8 mil) e na Holanda (US$ 57,8 mil).

Os professores brasileiros também são responsáveis por mais estudantes na sala de aula: 32 alunos, em média, para cada orientador, comparado com 27 no segundo lugar, o Chile, e menos de 8 em Portugal.

Combinando fatores como estes com o desempenho dos alunos – entre os piores entre os países pesquisados – a consultoria coloca o sistema educacional brasileiro como o mais ineficiente da lista.

“Nossas conclusões sugerem que o Brasil deveria cuidar do salário dos professores para alcançar o objetivo da eficiência educacional”, diz o relatório.

Para a consultoria, a meta seria um salário quase três vezes maior que o atual.

Deficiências no gasto

Os dados mais recentes da OCDE mostram as debilidades no gasto educacional brasileiro.

Segundo a organização, o gasto do governo brasileiro com educação cresceu rapidamente desde o ano 2000, atingindo 19% do seu orçamento em 2011 – a média da OCDE foi de 13%.

O gasto público com educação chegou a 6,1% do PIB brasileiro, acima da média da OCDE de 5,6%, e à frente da proporção de outros latino-americanos como Chile (4,5%) e México (5,2%).

Porém, o gasto do Brasil com a educação pública foi o segundo menor de todos os países da OCDE e parceiros – US 3.066, contra uma média de US$ 9.487. O país ficou em 34º no ranking de 35 países da organização.

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Como melhorar a sua compreensão de textos

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Fonte: Shutterstock

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Leia mais rápido sem perder a interpretação dos conteúdos

Publicado no Universia Portugal

Um dos grandes problemas dos estudantes costuma ser o acumular de materiais de leitura. Muitas vezes, são necessários diversos livros para a realização de apenas um trabalho, o que acaba por gerar problemas para a administração do tempo em relação às restantes disciplinas.

No entanto, o sonho de ler mais rápido sem perder detalhes importantes do texto está a caminho. Para isso, basta seguir a lista de dicas que a Universia Portugal elaborou. A saber:

Vá do início ao fim sem escalas

Em geral, as principais ideias de um parágrafo estão contidas na primeira frase, enquanto que a última sintetiza o raciocínio e dá a deixa para a continuação do texto. Ler apenas as duas pode ser muito útil, principalmente em textos acadêmicos. No entanto, caso perceba que todos os parágrafos contêm informações muito importantes, leiam o texto na íntegra.

Passe a direito

Não perca tempo com palavras que servem como elementos de ligação, como a, em, para, o, e, de, isto, este. O cérebro é capaz de identificar o significado das expressões sem necessariamente ler tais palavras, o que economiza tempo.

Selecione

Procurar as palavras-chave durante a leitura é fundamental.A sua presença numa frase indica que ela provavelmente é relevante e que pode explicar conceitos fundamentais, ou seja, deve ser lida com prioridade.

Sublinhe e anote

Fazer anotações nas margens dos textos, sublinhar frases importantes ou destacar parágrafos com chaves são excelentes artifícios para melhorar a compreensão do texto. As marcações indicam a presença de pontos importantes, o que facilita na altura de rever algum conteúdo ou de retomar a leitura.

Tenha uma boa postura
Por mais que a compreensão seja um ato cognitivo, a leitura em si passa por processos mecânicos. Ao forçar os olhos para ler com pouca luz ou ler sentado de maneira desconfortável, o corpo passa a trabalhar mais lentamente, pois sente-se sobrecarregado, o que naturalmente irá diminuir o ritmo da sua leitura.

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Estudante carrega seu amigo para a escola todos os dias por 3 anos para que ele não perca a aula

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Felipe Brandão, no Tudo Interessante

Xie Xu, um garoto de 18 anos, ganhou recentemente o “título” de “o mais belo estudante da China” e isso não tem nada a ver com beleza física!

O que acontece é que o garoto se ofereceu para cuidar do colega de 19 anos, Zhang Chi, que sofre de distrofia muscular, uma doença que enfraquece progressivamente os músculos que controlam o movimento.

Todos os dias, há 3 anos, Xie Xu carrega o seu amigo nas costas até a escola

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Ele sofre de distrofia muscular, uma doença que reduz bastante a expectativa de vida

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São 200 dias por ano carregando o amigo e, além disso, Xie Xu ainda leva seu almoço todos os dias

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E toda essa dedicação trouxe frutos: os garotos são os melhores alunos da sala

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Graças ao seu amigo, Zhang nunca perdeu um dia sequer de aula

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Quando pensamos que não existe mais humanidade e esperança no mundo, vemos coisas assim.

Via: Independent

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