Interestelar | Christopher Nolan escreverá uma HQ sobre história não contada no filme

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Diretor e roteirista é o editor convidado da edição de dezembro da revista Wired

Aline Diniz, no Omelete

Christopher Nolan foi convidado pela revista Wired para participar da edição de dezembro como seu editor convidado. Na publicação, o diretor e roteirista explicará em uma HQ alguns dos aspectos da história de Interestelar não contados no filme.

[Cuidado, possíveis spoilers à frente!]

Nolan desenvolveu a história em quadrinhos Absolute Zero, onde será contada a história de Dr. Mann (Matt Damon), o astronauta e pesquisador líder da missão que antecedeu a de Cooper (Matthew McConaughey) e Brand (Anne Hathaway), que acabou preso no mundo que foi explorar.

A HQ, que terá sete páginas, contará detalhes sobre suas decisões, o plano que tinha com a chegada da Endurance, os motivos “morte” de seu robô KIPP, entre outros detalhes. Confira abaixo uma das páginas do gibi:

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O longa narra as aventuras de um grupo de exploradores que usam um “buraco-de-minhoca” no espaço para superar as limitações das viagens espaciais humanas e conquistar vastas distâncias em viagens interestelares. Christopher Nolan reescreveu o roteiro de Jonathan Nolan (irmão e parceiro do diretor em Amnésia, nos dois últimos filmes de Batman e em O Grande Truque), baseado nas teorias científicas desenvolvidas por Kip Thorne, físico do Instituto de Tecnologia da Califórnia especialista em Teoria da Relatividade.

Também estão no elenco Jessica Chastain, Bill Irwin, John Lithgow, Casey Affleck, David Gyasi, Wes Bentley, Mackenzie Foy, Timothée Chalamet, Topher Grace, David Oyelowo, Ellen Burstyn e Michael Caine.

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Museu de Sherlock Holmes, em Londres, dá vida ao detetive mais incrível de todos os tempos

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Publicado por Hypeness

Sentado em frente à janela, com um violino nas mãos e um cachimbo na boca, ele observa o movimento da Baker Street. Sherlock Holmes, o maior detetive de todos os tempos, e Dr. Watson formam a dupla que desafiou os mais astutos bandidos da Londres do século XIX. Embora tenham existido somente nas páginas de ficção de Sir Arthur Conan Doyle, tem gente, até hoje, capaz de jurar que eles viveram de verdade. Para alimentar o mito e satisfazer a curiosidade de fãs, foi criado o Sherlock Holmes Museum, um museu que dá vida ao personagem em seu famoso endereço: a Baker Street, 221b.

Na época em que escreveu as histórias, o autor escolheu a rua por ser uma área residencial comum à classe média inglesa. O número 221b não existia até então, mas foi criado na expansão da rua, após a Segunda Guerra Mundial. A casa pertencia a um banco, o Abbey National, que chegou a contratar uma pessoa especial para responder às milhares de cartas que fãs endereçavam a Sherlock naquele endereço. Mas não é lá que fica o museu. O espaço ocupado pelo Sherlock Holmes Museum fica entre os números 237 e 241, em uma casa vitoriana típica, construída em 1815, que replica com perfeição o que poderia ter sido o lar de Sherlock e Dr. Watson.

O museu é gerenciado por uma organização sem fins lucrativos, que adicionou à atmosfera vitoriana da casa uma série de acessórios que fazem parte das aventuras da dupla. Lá é possível encontrar lupas, tubos de ensaio, livros, anotações, cachimbos, o violino e uma coleção de boinas, conforme descrições presentes nos livros. No museu há ainda alguns bonecos de cera bastante impressionantes que retratam personagens como Dr. Watson e o inimigo Moriarty.

Confira as fotos:

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Todas as fotos © OmneSolum

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Família que ajudou a fundar Casa Ronald McDonald no Brasil lança livro

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“O amanhã existe. A história de quem transformou a luta contra o câncer infanto-juvenil no Brasil” chega às livrarias a partir do dia 26. Publicação fala sobre os 15 anos da casa

Roberta Moraes, no Mundo do Marketing

A história da família que contribuiu para a fundação da Casa Ronald McDonald no Brasil será contada no livro “O amanhã existe. A história de quem transformou a luta contra o câncer infanto-juvenil no Brasil”, que chega às livrarias de São Paulo a partir de 26 de novembro e do Rio de Janeiro a partir de 9 de dezembro. Escrito pelo jornalista Renato Lemos, a publicação retrata o drama vivido por Francisco Neves, o “Chico”, hoje superintendente da entidade. A família dele foi fundamental para que o Rio de Janeiro recebesse uma sede do projeto patrocinado pela rede de fast-food McDonald’s.

A Casa Ronald McDonald é referência no acolhimento de crianças e jovens com câncer e seus familiares e beneficia, anualmente, cerca de 30 mil pessoas de Norte ao Sul do país. A história da família Neves com a Instituição começou no final da década de 1980, quando o filho de Chico, Marquinhos, foi diagnosticado com câncer. Com a cotização de amigos, Francisco e a mulher Sônia seguiram para os Estados Unidos com o caçula, onde foram acolhidos pela Casa Ronald McDonald. O menino morreu em 1990 e a família decidiu transformar a dor em voluntariado, ajudando outras famílias na mesma situação.

Em 1994, foi fundada a filial da entidade no Rio de Janeiro, com o objetivo de abrigar moradores de outras cidades e estado em tratamento médico na capital fluminense. Em 15 anos de atuação no Brasil, com apoio do McDonald´s, o instituto desenvolve e apoia programas que viabilizam diagnóstico precoce, tratamento de qualidade e apoio psicossocial.

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Presidente do Cruzeiro deixa livros no vestiário para motivar jogadores

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Obra com 14 lições de Oscar Schmidt, usada por Gilvan Pinho Tavares em momento instável, é lida por atletas enquanto eles buscam títulos brasileiro e da Copa do Brasil

Alexandre Alliatti, Lucas Borges e Rodrigo Franco, no Globo Esporte

Em idos de outubro, o Cruzeiro viveu raro momento de questionamento no Campeonato Brasileiro. Em seis rodadas, só venceu um jogo. E o presidente do clube, Gilvan Pinho Tavares, resolveu agir. Mas nada de dar bronca no elenco ou aumentar o prêmio por vitórias – gestos tradicionais de cartolas. Ele foi à livraria…

O mandatário celeste resolveu presentear seu elenco com um livro que acabara de ler: “Oscar Schmidt – 14 motivos para viver, vencer e ser feliz”, com texto de Elias Awad. Para isso, teve que sair à cata de dezenas de exemplares. Não os encontrou na primeira livraria. Mas não desistiu. Depois de comentar com os jogadores sobre a obra com lições do maior ídolo da história do basquete brasileiro, deixou os presentes para eles no vestiário da Toca da Raposa. Oscar soube da história pelo Globo Esporte MG e gravou um depoimento para os cruzeirenses.

Lucas Silva com livro de Oscar Schmidt: presente do presidente do Cruzeiro para o elenco (Foto: Alexandre Alliatti)

Lucas Silva com livro de Oscar Schmidt: presente do presidente do Cruzeiro para o elenco (Foto: Alexandre Alliatti)

Alguns jogadores estão lendo o livro nesta reta final de temporada, enquanto o Cruzeiro se aproxima do bicampeonato nacional e tentam ser campeões também da Copa do Brasil. É o caso do volante Lucas Silva.

Lucas Silva diz que gesto do presidente motiva jogadores do Cruzeiro (Foto: Alexandre Alliatti)

Lucas Silva diz que gesto do presidente motiva jogadores do Cruzeiro (Foto: Alexandre Alliatti)

– Ele teve uma conversa conosco sobre o livro. E aí procurou em duas ou três livrarias, mas não tinha na quantidade que ele queria. Passaram-se uns dois dias, e estava no armário de cada um – conta o jogador.

O gesto de Gilvan pegou os atletas de surpresa. Não é comum um presidente deixar livros em um vestiário. A reação parece ter sido positiva.

– Gostamos bastante. Estou começando a ler ainda. O Oscar foi um cara vitorioso no basquete. Isso mostra a preocupação do presidente com os jogadores. É algo que nos motiva – completa Lucas Silva.

O volante gosta particularmente de uma frase do Mão Santa no livro. Nela, ele brinca com o fato de ter 2,05m e, por isso, não se contentar em ser o maior: querer ser o melhor.

As 14 lições do livro são uma referência à camisa que Oscar vestia quando estava em quadra. Ele foi medalha de ouro no Pan 1987 com a seleção brasileira. Em 2011, teve diagnosticado um câncer no cérebro. Desde então, virou um emblema da luta pela sobrevivência – costuma ser muito requisitado para palestras motivacionais.

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Professor gay do DF ganha 45 dias de licença 10 meses após adotar 4 filhos

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Ele obteve mesmo direito dado a mães; licença de pais é de apenas 5 dias.
Casal não precisou ir à Justiça; meninos de 2, 4, 6 e 8 anos são irmãos.

Osmir Messora e o professor Carlos Eduardo Santos com os quatro filhos (Foto: Isabella Formiga/G1)

Osmir Messora e o professor Carlos Eduardo Santos com os quatro filhos (Foto: Isabella Formiga/G1)

Isabella Formiga, no G1

Um professor do curso de enfermagem da Universidade de Brasília (UnB) conseguiu, após dez meses de espera, o direito a licença-adotante de 45 dias para os quatro filhos, todos irmãos, que adotou com o marido no final de 2013. O benefício, que por lei é de cinco dias para pais e de 45 dias para mães, foi o primeiro a ser concedido a um homem servidor público federal sem que houvesse a necessidade de se acionar a Justiça. A decisão saiu no final de outubro.

Juntos há quase 30 anos, Carlos Eduardo Santos, de 54 anos, e o aposentado Osmir Messora Júnior, de 53, iniciaram o longo processo de adoção há dez anos, quando ainda viviam em São Paulo. À época, a relação do casal não era reconhecida pelo Estado e, por isso, Messora tentou sozinho entrar para o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), uma ferramenta que reúne dados das varas de infância e da juventude de todo o país. O processo, no entanto, não teve final feliz: mesmo já sendo chamado de “pai” pela criança que pretendia adotar, ele teve o direito à paternidade negado pela Justiça.

Carlos Eduardo Santos com o filho mais novo, Vinicius, de 2 anos (Foto: Isabella Formiga/G1)

Carlos Eduardo Santos com o filho mais novo,
Vinicius, de 2 anos (Foto: Isabella Formiga/G1)

“Ficamos muito mal, o processo foi muito longo e terminou mal. Cheguei até a ficar em depressão, precisei fazer tratamento”, lembra Messora. “Resolvemos dar um tempo então, porque ficamos muito passados pelo processo, travados. Você não se abre.”

Quando o casal se mudou para Brasília, há dois anos, precisou enfrentar novamente o longo trâmite burocrático para ser aprovado para o CNA: processo de visitas e entrevistas com assistentes sociais e psicólogos, pesquisa socioeconômica do casal e até um curso preparatório.

“Foi durante o curso que a gente teve a certeza e se abriu mais para a ideia de adotar um grupo de irmãos, porque tínhamos preferência por uma criança de até dois anos. Mas no curso perdemos o preconceito, a crença que todo mundo tem de que crianças mais velhas já vêm com personalidade formada, que é muito difícil modificar”, diz o professor.

“Nos decidimos por três irmãos, meninos ou meninas, de até oito anos, que é o que mais tem disponível”, afirma Messora. “Essa coisa de bebezinho não existe, a fila é muito grande, existem poucas crianças.”

Ele [Felipe, de 7 anos] olhava para a gente, mas não conseguia entender. Então a gente teve que explicar. Mostramos para ele o vídeo do nosso casamento, o álbum do casamento na união civil, da cerimônia tradicional, com juiz de paz, familiares. Aí eles entenderam e tiraram um pouco aquela coisa errada, aquela ideia que faziam dos homossexuais”
Carlos Eduardo Santos,
pai adotivo de quatro crianças

Em dezembro, dez minutos após entrarem oficialmente para o cadastro nacional, o casal recebeu a ligação pela qual esperou por dez anos.

Os meninos

O primeiro contato de Messora e Santos com os meninos de 3, 5 e 7 anos foi por telefone. Eles viviam em Pernambuco e estavam havia dois anos no abrigo, após serem tomados dos pais pelo Estado por negligência.

Quando partiram para Caruaru para conhecer as crianças, foram surpreendidos com a notícia de que as crianças tinham um irmão recém-nascido.

“Eles disseram que não éramos obrigados a ficar com ele e que inclusive não podíamos trazer ele junto com os outros, por ser um processo de adoção diferente”, disse o aposentado. “Mas nem precisamos pensar muito. Eles são irmãos. Na mesma hora falamos que sim.”

Messora conta que os irmãos já sabiam que teriam uma família “diferente”, com dois pais. “Ele [Felipe, de 7 anos] olhava para a gente, mas acho que não conseguia entender. Então a gente teve que explicar. Mostramos para ele o vídeo do nosso casamento, o álbum do casamento na união civil, da cerimônia tradicional com juiz de paz, familiares. Aí eles entenderam e tiraram um pouco aquela coisa errada, aquela ideia que faziam dos homossexuais”, diz Santos.

Meninos se divertem no quarto que dividem na Asa Norte (Foto: Isabella Formiga/G1)

Meninos se divertem no quarto que dividem na Asa Norte (Foto: Isabella Formiga/G1)

“Perguntamos ao mais velho se ele via algum problema nisso. Já tínhamos conversado por telefone com eles antes, e ele voltou a dizer que não, que entendia”, lembra o professor.

Em menos de 15 dias, o casal embarcou com os filhos com destino à nova casa deles. O processo de adoção de Vinicius ainda levaria outros cinco meses.

Adaptação

Com a chegada dos três irmãos, o professor universitário teve direito a cinco dias de licença para passar com os filhos. “Tive que voltar ao trabalho e as crianças ficaram basicamente com o Osmir. Tentamos minimizar o problema, mas ficamos um tempo numa situação difícil”, lembra o professor. “Naquela época eu era coordenador do curso, ficava muito tempo na faculdade e eles ficavam juntos comigo, chegaram a me acompanhar em reuniões. A gente dava lápis de cera, bolacha, banana, e dizia: ‘Vamos fazer um piquenique hoje’ e juntos eles se distraíam.”

A concessão da licença para as crianças levou mais do que o casal imaginava. “O processo ficou dois meses circulando dentro da UnB, um mês dentro do MEC [Ministério da Educação] e depois foi para o Ministério do Planejamento, que também deu parecer favorável.”

Quando finalmente buscou Vinicius, em maio deste ano, o professor conseguiu tirar férias de 45 dias. “Senti a grande diferença e a necessidade de todas as pessoas que adotam de terem esse espaço com a criança, porque minha relação com ele foi totalmente diferente dos demais, por ter mais proximidade e por ter criado um vínculo mais rápido”, conta Santos. “Esse tempo foi fundamental.”

“Acho que é um direito conquistado. O que é bacana nessa história toda é a jurisprudência, já que agora outras pessoas não precisarão mais passar por esse interstício”, disse.

Meninos na primeira festa de aniversario comemorada em família (Foto: Osmir Messora/Reprodução)

Meninos na primeira festa de aniversario
comemorada em família
(Foto: Osmir Messora/Reprodução)

Final feliz

Passado quase um ano da adoção, os pais dizem que nem se lembram mais como era viver sem as crianças. Atualmente, a família vive em um espaçoso apartamento na Colina da UnB, na Asa Norte. Os meninos dormem em beliches no mesmo quarto, decorado com imagens temáticas de super-heróis. As crianças frequentam a escola, fazem aulinhas de futebol e aos poucos vão conhecendo novos alimentos, já que no abrigo alimentavam-se apenas de arroz, feijão e carne.

“É uma coisa supergratificante. Adotar um grupo de irmãos é muito melhor porque eles se ajudam. É diferente, eles têm um elo de ligação entre eles. Eles dormem todos no mesmo quarto, a gente não quis separar. Quando chegaram, eles já se sentiram meio amparados. Não é uma relação solitária do eu sozinho com aquela pessoa estranha. Tem todo um contexto histórico deles, que eles já se adaptam”, conta Messora.

Chamado pelos filhos de “pai Carlos”, o professor se emociona ao falar da vida familiar. “Ser pai é uma realização pessoal. É poder transferir culturalmente, socialmente seus valores, fazer com que eles entendam seu próprio histórico de vida e como é bom ser honesto, como é bom construir sua vida pautada em valores. A gente espera deles exatamente isso: que consigam ser felizes da forma como quiserem, da forma como almejam, dentro desses princípios de honestidade, ética, de valores, e que possam ter uma formação religiosa, acadêmica, e que possam ser pessoas felizes e, tal como nós, realizar os sonhos deles. É o principal”, diz.

“Passado o tempo, a gente nem sente mais que eles não vieram do nosso seio familiar ou que eles nao estiveram inserido desde sempre”, afirma.

Adoção no DF

Pais que pretendem adotar crianças esperam até um ano e meio para conseguir vagas no curso de habilitação, que é a primeira etapa da adoção. De acordo com a Vara da Infância e da Juventude, faltam profissionais e estrutura para realizar os cursos. São apenas dez psicólogos e três assistentes sociais para preparar as cerca de 150 famílias que já deram entrada no processo de adoção. São 2,3 milhões de habitantes para uma única vara da infância cível, segundo o órgão.

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