Filho de ferroviário arrecada R$ 15 mil na internet para bancar estudos em Stanford, nos EUA

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O estudante Jessé Candido, de 17 anos (foto: Arquivo Pessoal)

O estudante Jessé Candido, de 17 anos (foto: Arquivo Pessoal)

Leonardo Vieira, em O Globo

Filho de um ferroviário e ex-aluno de escola pública, um jovem de 17 anos aprovado em nada menos que seis universidades americanas conseguiu arrecadar mais de R$ 15 mil em uma campanha na internet para financiar sua graduação. Assim, Jessé Leonardo Justino Cândido embarca em setembro para a conceituada Universidade de Stanford, na Califórnia. Essa é apenas mais uma história bem-sucedida de crowdfunding na educação, prática que vem crescendo segundo sites que acolhem as campanhas.

Jessé frequentou aulas em uma escola municipal até a 4ª série do ensino fundamental, quando conseguiu uma bolsa integral para estudar no Colégio Antônio, em Ourinhos (SP). Lá, o menino começou a alimentar seu sonho pela Física e pelas engenharias. Caçula de mais três irmãos, sendo dois bombeiros e uma estudante de Medicina, ele quis traçar seu caminho.

Enquanto não chegava o momento de ir para a universidade, Jessé foi colecionando conquistas em outras áreas acadêmicas. Ao longo do ensino médio, foram 17 medalhas em olimpíadas científicas estaduais e nacionais de Física, Oceanografia, Robótica, Química, Astronomia e Astronáutica. No ano passado, em época de vestibular, o menino conquistou o 1º lugar no Desafio Brasileiro de Matemática Pré-Universitária do Brilliant.

Aprovado em Física na Ufscar, em São Carlos (SP), Engenharia Mecatrônica na UFPR e Medicina na Unioeste (PR), ele foi aceito em Columbia, Universidade de Nova York, Middlebury College, Skidmore College e Universidade Minerva.

— Escolhi Stanford não só pela qualidade do ensino. Lá eu vou cursar o ciclo básico de exatas nos dois primeiros anos e, depois, poderei escolher Física ou Engenharia. Aqui eu teria que decidir agora — explica o rapaz, que participou do programa de financiamento coletivo da Fundação Estudar, que auxilia alunos do ensino médio na obtenção de vagas em instituições americanas. Ele gravou um vídeo contando seus sonhos e pedindo uma pequena ajuda para cumprir sua meta, de R$ 10 mil. Seu apelo está desde o dia 15 de março na plataforma da fundação, com prazo que deve terminar na próxima terça-feira.

OUTROS 16 APROVADOS E FINANCIADOS

Além dele, outros 16 estudantes aprovados em universidades americanas se valeram das “vaquinhas” on-line. Quatro deles conseguiram atingir as metas. Andreia Sales, de 17 anos, é uma delas. Filha de um piloto de aviação comercial e uma engenheira civil, Andreia explica que quis unir os dois conhecimentos em uma só atividade: ser astronauta da Nasa. Com uma vaga garantida na Universidade do Colorado, ela ultrapassou a meta de R$ 12 mil para financiar seus estudos iniciais nos EUA:

— Quero levar o nome do Brasil cada vez mais longe e aumentar a participação das mulheres na ciência.

O crowdfunding na educação já é praticado pela Fundação Estudar desde o ano passado, quando 14 estudantes participaram e oito atingiram as próprias metas, arrecadando mais de R$ 260 mil. Somente para este ano mais de 200 alunos participam do preparatório.

A gerente de educação da fundação, Renata Moraes, explica que as universidades americanas não exigem só boas notas. Segundo ela, o ideal é o candidato participar de projetos sociais, competições e iniciativas que demonstrem proatividade:

— Enquanto você mostra suas boas notas, tem gente que também tem notas altas e ainda dá aulas em um pré-vestibular social. É isso o que as universidades americanas querem. Ir bem nas matérias é só uma obrigação.

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Maior parte dos eleitores tem ensino fundamental incompleto

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Dados foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral nesta terça-feira (29)

Agência Brasil

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Pessoa utilizando uma urna eletrônica: maioria do eleitorado brasileiro não completou o ensino fundamental

Brasília – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou hoje (29) o perfil dos 142,8 milhões eleitores aptos a votar nas eleições de outubro. Segundo os dados, a maioria do eleitorado tem ensino fundamental incompleto, faixa que representa 30,2% (43,1 milhões). Em comparação a pleitos anteriores, o número ficou estável.

O levantamento também mostra que 12% dos eleitores (17,2 milhões) apenas leem e escrevem. Analfabetos somam 5% (7,3 milhões). O percentual de eleitores que não terminou o ensino médio é 19,2% (27,4 milhões).

Em seguida, aparecem aqueles que conseguiram terminar essa etapa de ensino, 16,6 % (23,7 milhões). Somente 5,5% dos eleitores (7,9 milhões) concluíram curso superior. Na comparação com os dados das eleições de 2008, 2010 e 2012, os todos os números ficaram estáveis.

Nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Sul, o percentual de eleitores com ensino fundamental completo varia entre 28 % e 33%. A pesquisa é feita com é baseada nas informações que o eleitor presta à Justiça Eleitoral quando se cadastra para votar.

De acordo com os números divulgados hoje (29) pelo TSE, o eleitorado brasileiro cresceu 5,17% nos últimos quatro anos, saltando de 135.804.433 votantes, em 2010, para 142.822.046, aumento de cerca de 7 milhões.

Fonte: Exame.com

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Usuários de táxi de BH têm acesso grátis a livros

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Cerca de 1.500 dos 6.576 táxis que rodam pela capital têm exemplares

Benefício. O taxista Almeida aproveita projeto para ler e diz preferir autores de sua terra, a Bahia

Benefício. O taxista Almeida aproveita projeto para ler e diz preferir autores de sua terra, a Bahia

Camila Bastos em O Tempo

Atendente em um restaurante no centro da capital, Beatriz Eugênia de Jesus, 42, adora ler, mas reclama da dificuldade de acesso aos livros. “É muito caro comprar, e é fora de mão ir às bibliotecas públicas”, diz. No entanto, ela descobriu uma campanha que disponibiliza exemplares em táxis da cidade, e desde a última semana, todas as noites lê um pouquinho de um romance – seu gênero literário preferido.

Denominado Bibliotáxi, o projeto disponibilizado pelo aplicativo para smartphones Easy Taxi desde março de 2013 objetiva que o passageiro pegue um exemplar durante a corrida e leve para ler em casa. Não há prazo para a devolução, que pode ser feita em qualquer carro da rede. Em Belo Horizonte, cerca de 1.500 dos 6.576 táxis que rodam pela cidade carregam os livros.

Os passageiros também são incentivados a doar livros ao Bibliotáxi. “Algumas pessoas pegam o livro e acabam trazendo mais uns de casa. Mas também tem muita gente que não devolve, e a gente fica um tempo sem nenhum”, diz o taxista Luiz Sérgio Amaral, que aderiu ao projeto há cerca de um ano.

“Nossa ideia é incentivar a leitura. Se a pessoa leva um livro para casa já é uma vitória. Se ela devolve e doa outros, melhor ainda”, avalia o criador do aplicativo, Tallis Gomes.

Adesão. Para tentar garantir que os livros sejam devolvidos, o taxista Osvaldo de Almeida, 59, oferece os livros para os passageiros que já conhece. “Como o livro fica exposto, o usuário do táxi pode pedir o livro, mas eu só divulgo o projeto para quem eu conheço”, afirma. Ele conta que a estratégia deu certo, e quase sempre recebe os livros de volta. Nesta segunda, ele foi buscar mais dois no ponto de recolhimento, na região Oeste, porque todos os exemplares estavam emprestados.
Além de emprestar os livros, Almeida aproveita para colocar a leitura em dia e até troca opiniões sobre as histórias com os passageiros. Baiano, ele prefere os autores da sua terra, mas diz que gosta de ler de tudo. “A literatura da Bahia é mais leve, mais divertida”, diz o taxista, fã de Jorge Amado.

Destaque
Minas.
Belo Horizonte tem o maior número de analfabetos entre as capitais do Sudeste: 69.183 pessoas, quase 3% da população, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010).

Saiba mais
Funcionamento.
O passageiro escolhe um livro em um dos táxis do programa e o leva para casa. Sem prazo para fazer a devolução, ele pode entregar o exemplar em qualquer carro da rede Easy Taxi e também fazer doações ao programa.

Frota. São 6.576 táxis na capital mineira. Desses, cerca de 1.500 participam do projeto. Ao todo, cem cidades no Brasil, no Chile, no Peru e na Colômbia participam do Bibliotáxi.

Minas. No Estado, além da capital, a campanha também está presente em Juiz de Fora, na Zona da Mata, e em Contagem e Betim, na região metropolitana.

Parceria. Em maio deste ano, o programa recebeu uma doação de mais de 80 mil exemplares da livraria Saraiva. O acervo conta com livros de todos os estilos literários.

Alcance. Ao todo, 111,4 mil passageiros andam de táxi todos os dias em Belo Horizonte. São realizadas 87,7 mil corridas diárias na cidade, e mais de 12 mil taxistas trabalham na capital mineira.

Metrô mantém acervo com 4.000 obras

O metrô de Belo Horizonte também tem uma iniciativa que une mobilidade urbana com incentivo à cultura. A Biblioteca Estação Leitura fica na Estação Central, no centro da cidade, e está aberta a todos os moradores da cidade.

O acervo conta com cerca de 4.000 exemplares das literaturas nacional e internacional. Segundo o site do Metrô BH, até junho desse ano, cerca de 4.500 pessoas eram sócias da biblioteca.
Para o cadastro, é preciso cópia do documento de identidade, do CPF e do comprovante de residência. Os menores devem ir acompanhados pelos pais.

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Estas 10 práticas vão deixar você mais inteligente

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Seu cérebro é capaz de realizar muitas peripécias, mas você pode dar uma ajudinha

Fonte da imagem: Shutterstock

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Daiana Geremias, no Megacurioso

Quer ficar mais esperto, ter um rendimento melhor nos estudos e no trabalho? Sabia que é possível dar um empurrãozinho no funcionamento do seu cérebro? A revista Time fez uma lista com pequenas atitudes que podem ajudar você a ser uma pessoa mais inteligente. Confira quais são essas atitudes a seguir e depois nos conte se já pratica alguma delas:

1 – Administração do seu tempo online

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Você provavelmente já reparou que, de vez em quando, faz seu login no Facebook “só para dar uma olhadinha” e, de repente, lá se foram algumas horas diante da tela azul e branca. Não que você não possa se divertir com as redes sociais, mas aprender a administrar seu tempo na internet é uma grande coisa.

Você pode usar “o lado bom” da internet e se dedicar a aprender coisas novas, ver palestras do TED, tentar aprender uma nova língua, conhecer um novo país, aprender mais a respeito do corpo humano e por aí vai.

2 – Tome nota!

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Você tem acesso a um número muito grande de informações todos os dias, por isso não adianta pensar que vai conseguir lembrar sempre o conteúdo daquela matéria do Mega Curioso que você acabou de ler e que achou incrível. Quando alguma coisa for realmente importante para você – por exemplo: se for algo que possa cair em uma prova –, o ideal é que você faça anotações para poder lembrar depois.

3 – Faça uma lista das coisas que você já fez

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Ser confiante e feliz é sinal de inteligência, e uma boa forma de você se tornar confiante e satisfeito é se lembrar das coisas que já conquistou. Se sua meta era fazer academia e se você já está fazendo aulas de musculação há duas semanas, lembre-se disso. Idem para aquela conquista no trabalho, na faculdade, na escola. Isso vai fazer de você uma pessoa mais motivada.

4 – Jogue mais!

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Os jogos mais recomendados para treinar seu cérebro são o xadrez, alguns jogos de baralho e, claro, as famosas palavras cruzadas. Tudo que envolve planejamento estratégico e memória é uma boa ideia. Melhor ainda se você jogar sozinho, sem ajuda de livros e dicas.

5 – Selecione melhor seus amigos

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Não é novidade que as pessoas com as quais você se relaciona podem influenciar seus hábitos e suas decisões. Por isso, é sempre bom manter por perto aquele amigo que gosta de ler, que vai bem nos estudos, que tem um bom relacionamento social, que sabe tomar boas decisões e que tem boas conversas. Esse conselho serve para a vida inteira: é sempre bom ter por perto uma pessoa inteligente tanto na questão racional da coisa quanto na emocional também.

De acordo com Saurabh Shah, o seu QI é uma média do QI das cinco pessoas mais próximas de você. Isso só comprova o que falamos no parágrafo anterior: ficar perto de gente esperta faz de você uma pessoa esperta.

6 – Leia muito

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Esse é um conselho muito batido e, para alguns, um pouco chato. Ainda assim, é preciso reforçar o poder da leitura, principalmente em tempos de redes sociais, quando passamos mais tempo em contato com conteúdos rasos do que com uma boa narrativa literária, por exemplo.

Cientificamente falando, a leitura tem o poder de dar aquele impulso que seu cérebro precisa de vez em quando, sem falar que é um ótimo exercício para a criatividade também. Você não precisa começar lendo a obra completa de Dostoiévski, mas pode criar o hábito de ler jornal e, quem sabe, aquele livro que faz mais o seu estilo. O importante é ler bastante e sempre. (mais…)

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Coisas que eu queria saber aos 21: Sérgio Vaz

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“Acabei me tornando o famoso amigo gangorra: quando eu sentava, muita gente levantava”, diz poeta

Poeta Sérgio Vaz conta sobre a vida e os sonhos na juventude - Roberto Fernandjes/Estadão

Poeta Sérgio Vaz conta sobre a vida e os sonhos na juventude – Roberto Fernandjes/Estadão

Felipe Neves, no Estadão

Eu venho de um lugar onde achavam que o planeta se chamava Terra porque as ruas não tinham asfalto. No meu bairro não tinha nem escola estadual. A gente não crescia para fazer universidade.

Eu também achava que poesia não tinha utilidade, que era coisa de cara maluco que acorda e fala bom dia para o café, bom dia para o pão, bom dia para o Sol.

Porque nos anos 70, na periferia de São Paulo, região violenta, poesia era coisa de gente fresca.
Aos 21 anos eu comecei a me interessar por MPB e, depois, por literatura. Aí conheci Pablo Neruda, João Cabral de Melo Neto, Ferreira Gullar. Foi quando eu percebi que poesia servia também para lutar contra a ditadura, a favor da liberdade. Nessa idade eu comecei a escrever.

No futebol, me perguntavam: “Tá escrevendo poesia, mano?”. Eu dizia: “Não, é letra de protesto!” Acabei me tornando o famoso amigo gangorra: quando eu sentava, muita gente levantava. A solidão da literatura é terrível. Ler e não ter com quem comentar é péssimo. Me questionava por que meus amigos não liam.

Mas, lá dentro, uma coisa já me inspirava a mudar esse cenário. Antes da Cooperifa, eu tive o Poesia Contra a Violência, em que implorava para os diretores das escolas me deixarem entrar e recitar poesias.

Naquela época, minha perspectiva era chegar aos 50 anos prestes a me aposentar, trabalhando 20 anos na mesma empresa, voltando do trabalho e vendo novela, Jornal Nacional. Não imaginava o que aconteceria.

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