São Paulo será cidade convidada da Feira do Livro de Buenos Aires, neste mês

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Buenos Aires, 19 abr (EFE).- A Argentina está concluindo os últimos detalhes para receber escritores de peso como o Nobel sul-africano J. M. Coetzee e o campeão de vendas americano Paul Auster, que se reunirão a partir desta quinta-feira na 40ª edição da Feira do Livro de Buenos Aires, que terá São Paulo como cidade convidada.

A capital paulista levará, sob coordenação da Secretaria Municipal de Cultura, a produção literária e cultural de sua periferia, apresentada em saraus.

A literatura, o teatro e a música paulistanos ultrapassarão os limites da feira, na Avenida Sarmiento, em Palermo, e tomarão os bairros vizinhos, confraternizando com os portenhos nas ruas.

“São Paulo não vem para nos contar o que é o Brasil: é uma cultura que conhecemos bem. O que interessa à cidade é apresentar a si mesma, nos mostrar sua cultura em primeira pessoa e sem intermediários”, explicou Gabriela Adamo, diretora da Fundación El Libro, que organiza a feira, à agência oficial “Télam”.

De 24 de abril a 12 de maio, a capital argentina se transformará no epicentro da literatura do continente que na quinta-feira ficou órfão de um de seus patriarcas, o colombiano Gabriel García Márquez.

O “Capítulo 40″ da Feira será inaugurado por Joaquín Salvador Lavado, o nome que se esconde atrpas da assinatura “Quino”, o célebre criador das tirinhas da Mafalda.

“Há mais de uma década, a Feira do Livro de Buenos Aires é inaugurada por um autor argentino de destaque”, explica a organização em seu site. “Para comemorar nossos 40 anos, convidamos uma das pessoas mais talentosas, admiradas e internacionalmente reconhecidas da Argentina: Quino”.

O quadrinista protagonizará o ato de abertura de um evento que ele mesmo descreveu como “um momento cultural importantíssimo para a vida de Buenos Aires” e da Argentina em geral.

Outro destaque da feira, a mais importante do continente, será o contador de histórias do Brooklyn (Nova York) Paul Auster e do romancista e ensaísta sul-africano John Maxwell Coetzee.

Auster e Coetzee se encontrarão tête-à-tête no dia 27 de abril em Buenos Aires para continuar uma conversa que vêm mantendo há anos em várias cidades do mundo e que começou por correio para terminar materializando-se em um livro intitulado “Here and Now” (“Aqui e agora”, 2005).

A amizade que mantêm os permite falar “de temas tão variados como viagens, esportes, família, política, trabalho e, certamente, literatura”, declarou a organização do evento.

O prêmio Nobel de 2003 foi uma das presenças mais destacadas na feira do ano passado, enquanto Paul Auster não visita a Argentina há mais de 10 anos.

Cerca de 1.500 expositores de mais de 40 países transformarão Buenos Aires na “cidade dos livros”, com propostas culturais destinadas aos sedentos leitores portenhos e aos profissionais do meio, além de aos visitantes.

Do vizinho Chile, participarão os escritores Roberto Ampuero, Pilar Sordo, Claudio Naranjo e Pedro Lembel.

O México será representado por Julio Trujillo, Ricardo Cayuela, Christopher Dominguez e Michael Antonio Deltoro; e a literatura espanhola contará com nomes como Julia Navarro, Almudena Grandes, Arturo Pérez- Reverte e Enric Corbera.

Outros autores presentes serão o palestino Izzeldin Abuelaish; James Dashner e William Gordon (Estados Unidos), Esther Gerritsen (Holanda), David Held (Inglaterra), Nina Jäckle (Alemanha), Eduardo Lalo (Porto Rico) e Laurent Mauvignier (França).

A 40ª Feira do livro de Buenos Aires espera receber, como nas duas últimas edições, mais de 1 milhão de visitantes. EFE

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Sucesso no Facebook, criadora do Diário de Classe escreve livro

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Publicado no Midiacom News

Em fevereiro, Isadora Faber, 13, recebeu uma ameaça de morte pelo Facebook. Mesmo assim, a estudante voltou às aulas na segunda-feira (18) após a mensagem

Em fevereiro, Isadora Faber, 13, recebeu uma ameaça de morte pelo Facebook. Mesmo assim, a estudante voltou às aulas na segunda-feira (18) após a mensagem

Aos 13 anos, a estudante catarinense Isadora Faber se tornou uma celebridade instantânea com seu “Diário de Classe”, publicado no Facebook. Ela só queria soluções para os problemas de infraestrutura da escola pública onde estudava, em Florianópolis, a Maria Tomázia Coelho.

Prestes a fazer 15, ela quer agora a história de sua luta eternizada. Para isto, mudou de mídia: escreveu um livro. Livro, sacou? Aquele de papel, com textos espalhados nas folhas – um objeto que a gente lê sem precisar ligar na tomada.

“O livro é para sempre”, diz, com um sorriso meigo, do jeito delicado com que fala quando está fora dos holofotes.

Ela não tem medo de dar um tiro no pé dizendo isto – afinal, foi na internet que fez 626 mil pessoas curtirem sua história de vida. Mas, aconselha: “O Facebook pode acabar, como acabaram o Orkut e o MSN. Com um livro isso nunca vai acontecer”.

Isadora conta que botou “um ponto final no livro na semana passada”. Sentiu-se aliviada, sem a pressão do mundo dos adultos: “Eu tenho um contrato com a editora (Gutenberg, de São Paulo). Vamos começar uma maratona de viagens para lançamentos”.

Não parece difícil para a menina que passou o último ano viajando pra cima e pra baixo pelo Brasil, dando palestras sobre como fazer/pensar/bolar/ajudar educadores a melhorar a qualidade do ensino público – tarefa prioritária do Ministério da Educação.

Nas suas andanças, Isadora sentiu a necessidade de uma estrutura pra garantir o trabalho. Com a ajuda dos pais, ela criou então a ONG com seu nome – sede na casa da família na praia do Santinho, a 40 km do centro de Floripa.

A ONG faz uma interação entre o mundo cibernético e o real. Isadora conta que copiou “uma boa ideia da Bahia” e lançou o projeto Aluno Nota 10: a fundação recebe doações de notebooks, tablets, smartphones, bicicletas e repassa para estudantes com bom desempenho. “Estamos começando, é uma boa forma de incentivo”.

E como ela está vivendo?

“Atarefada”, diz, balançando a cabeleira loira que está deixando crescer –era curtinha no ano passado. Vaidade? “Não. Depois que crescer bastante vou doar para as crianças com câncer” – bem Isadora, sempre preocupada com os outros.

O dia dela começa cinco em ponto. Logo está na hora de pegar o ônibus para o Colégio Solução, onde este ano começou o primeiro ano do segundo grau. Viaja uma hora e meia, sonolenta, até chegar ao destino, no centro de Floripa.

“As aulas são puxadas, é uma escola particular”, diz, sem ironia. Os pais pagam mensalidade de R$ 420. Ela conta que volta para almoçar em casa – mais hora e pouco no busão. Divide suas tardes entre aulas de reforço, inglês na academia Kumon e ajudando a mãe nas tarefas da casa, nos cuidados com a avó com necessidades especiais.

Mudando a plataforma
E a fama? “Aquele assédio dos primeiros meses está passando”, diz, como se estivesse aliviada. Os acessos ao seu Diário “estagnaram um pouco” depois dos 600 mil, agora eles pingam mais devagar, aos atuais 626, contados até o final de semana.

A editora e a autora mirim esperam que destes milhares saiam os futuros compradores do livro. Com tiragem de 10 mil (os destinados à eternidade), eles apostam é no sucesso da versão e-book. Ela não quis falar dos valores do contrato.

Que novidades o leitor pode esperar na obra? “Nenhuma”, diz, candidamente, sem se preocupar com o marketing. “Eu vou contar os bastidores de todas as experiências que tive”.

Se ela acha que é pouco, está enganada. Seu Diário provocou reações violentas de colegas, a fúria de professores e abalou o sistema público catarinense – até ela ser ouvida e respeitada. No ano passado, ficou entre os 25 brasileiros mais influentes, segundo o jornal inglês Financial Times.

Ela não deu bola para a honraria: “Tenho certeza que o resultado do Diário foi para melhor”, afirma, sem modéstia. “As críticas que eu fiz tinham fundamento e muita coisa foi mexida enquanto o blog esteve no auge”.

Ainda hoje ela recebe pedidos para participar de eventos em defesa da qualidade do ensino público. Com a ajuda da mãe, seleciona os melhores e acha tempo na agenda para participar e ajudar.

Num lado mais pessoal, o que faz a menina de 1m60 e 40 quilos quando não está na pele da Isadora autora/palestrante/celebridade? “Não tenho namorado”, vai avisando. Lazer? Muita praia (sempre que tem sol, a 200 metros de casa).

E ler, no conforto de seu quarto, com o bebê poodle Juba no colo. No momento, está lendo “A Menina que Roubava Livros”. O da menina que agita na internert, mas não abre mão de lançar um livro de papel só estarás livrarias em 16 de maio.

Fonte: UOL notícias

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Crítico literário afirma ter encontrado emoticon em poema de 1648

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Publicado no Boa Informação

Já imaginou escrever uma mensagem sem um emoticon? :-/ Realmente a internet e as mensagens de texto não seriam as mesmas. Mas pode ser que combinar caracteres para expressar sentimentos não seja exclusivo da era da internet.

O crítico literário Levi Stahl, da Universidade de Chicago, diz ter encontrado o que pode ser o primeiro uso da pontuação para criar um rosto sorridente em uma cópia do poema “To fortune”, escrito por Robert Herrick, em 1648.

Primeiro Emoticon

Segundo informações do site do jornal O Globo, Stahl achou que a carinha fosse um erro de digitação, mas ao checar a versão publicada ano passado pela Universidade de Oxford, encontrou a mesma marcação e, com isso, passou a considerar que a intervenção foi proposital, o que faria sentido na obra de Herrick, marcada pelo humor.

Até hoje, o exemplo mais antigo de uso de emoticons estava na edição da revista Puck de 30 de março de 1881.

Revista Puck

Repare na parte inferior, no meio da página.

Mas no caso dessa edição da revista, o emoticon não está dentro do texto, logo não imprime os mesmos sentimentos :’(.

Isso significa que Heck talvez seja o “pioneiro” das carinhas de caracteres por pelo menos 200. O emoticon pode ser apenas um erro tipográfico, mas a hipótese da inclusão ser proposital ganha força graças ao contexto do verso “smiling yet” (“ainda sorrindo”).

O professor de literatura inglesa Alan Jacobs, no entanto, discorda e acha pouco provável que Herrick tenha criado o emoticon. Ele argumenta que, para ter certeza das intenções do poeta, seria preciso encontrar os manuscritos originais, pois os responsáveis pela impressão não necessariamente seguiram as orientações dos autores.

Como exemplo, ele cita uma versão do poema publicada no século XIX sem os parênteses. Jacobs imagina que a imagem tenha sido incluída em edições posteriores.

“Os parênteses não eram usados em verso na época de Herrick de forma tão comum quanto hoje nem da forma como usamos hoje”, argumenta ele. “A pontuação, no geral, era incerta no século XVII, tão incerta quanto soletrar. Shakespeare escrevia seu nome de várias formas diferentes e não havia regras gerais. Herrick dificilmente tinha práticas de pontuação consistentes e, mesmo que tivesse, não poderia esperar que os editores ou seus leitores compartilhassem dessas práticas”, completa.

A história oficial aponta o cientista da computação Scott Fahlman como o criador dos emoticons, apesar dos registros da revista Puck em 1881. Em 19 de setembro de 1982, mais de 100 anos depois, ele sugeriu a seus colegas na universidade Carnegie Mellon o uso das formas gráficas :-) e :-( para expressar emoções.

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Quer estudar em Hogwarts?

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Publicado na revista Galileu

A internet, essa linda, vai realizar o seu maior sonho de infância (pelo menos se você for um Pottermaníaco) – estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. O Hogwarts is Here tem tudo o que você pode querer: uma rede social interna com direito a feed de notícias sobre as novidades de sua casa, uma cerimônia com chapéu seletor (Sonserina não, Sonserina não?), esquema de contabilização de pontos (a Corvinal está na frente por enquanto) e até uma biblioteca com todos os livros mágicos que você pode sonhar.

E, falando em livros, você é obrigado a entregar as tarefas de casa. Afinal, o jogo combina o sistema de um MMORPG (um RPG massivo online) com um MOOC, sigla em inglês para Curso Aberto Online Massivo, que já foi assunto na GALILEU. Cada curso dura nove semanas e tem provas, tarefas de casa e leituras recomendadas.

“Mas já não existe o Pottermore?“, você pode estar se perguntando. Sim, a rede oficial do Harry Potter também funciona como um MMORPG, mas tem objetivos diferentes: recontar a história dos livros através de uma narração interativa. A diferença para o Hogwarts is Here é que o game une aulas de verdade (sobre magia, mas vá lá) com a possibilidade do jogador criar seu próprio caminho.

E aí, já está se inscrevendo? Vale lembrar que, uma vez que sua casa é escolhida, você não poderá mais mudá-la – não que grifinórios vão se arrepender e querer virar sonserinos (e vice-versa).

A má notícia? Por enquanto o material está inteiramente em inglês =/.

Nos encontramos na sala comunal?

  (Foto: Reprodução)

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Cinco livros essenciais para entender Gabriel García Márquez

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Ele é autor de ‘Cem anos de solidão’ e ‘O amor nos tempos do cólera’.
Escritor colombiano morreu nesta quinta (17), aos 87 anos, no México.

Publicado no G1

O escritor colombiano Gabriel García Márquez morreu aos 87 anos, nesta quinta-feira (17), na Cidade do México. Considerado um dos mais importantes escritores do século 20 e um dos mais renomados autores latinos da história, García Márquez ganhou sucesso internacional após a publicação do romance “Cem anos de solidão”, em 1967.

Entre seus títulos mais conhecidos estão ainda “A incrível e triste história de Cândida Eréndira e sua avó desalmada”, “O outono do patriarca”, “Crônica de uma morte anunciada”, “O amor nos tempos do cólera”, “Do amor e outros demônios” e “Memórias de minhas putas tristes”.

Abaixo, veja os cinco livros essenciais para entender Gabriel García Márquez:

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1. “Cem anos de solidão” (1967)
A obra-prima de García Márquez vendeu, até hoje, mais de 50 milhões de exemplares. É considerado, ao lado de “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes, um dos livros mais importantes da literatura em língua espanhola. Foi traduzido para 35 idiomas. Exemplo máximo do realismo fantástico – gênero característico do boom latino-americano da segunda metade do século XX –, “Cem anos de solidão” se passa na fictícia aldeia de Macondo e acompanha, ao longo de gerações, a saga da família Buendía.

 


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2. “O amor nos tempos do cólera” (1985)
“Foi a época em que fui quase completamente feliz. Gostaria que minha vida tivesse sido como naqueles anos em que escrevi ‘O amor nos tempos do cólera’”, afirmou García Márquez ao “New York Times” três anos após a publicação do romance. Aqui, o autor resgata a verdadeira história da paixão de seu pai, também Gabriel, por Luiza, sua mãe. O pai dela reprovava a relação e conspirava contra. No livro, o casal se chama Florentino e Fermina. “Todas essas coisas para mim são parte da nostalgia. Nostalgia é uma fonte incrível para inspiração literária, para inspiração poética”, comentou na mesma entrevista ao “New York Times”.

 


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3. “Crônica de uma morte anunciada” (1981)

“No dia em que o matariam, Santiago Nasar levantou-se às 5h30 da manhã para esperar o navio em que chegava o bispo.” Na frase de abertura da novela  “Crônica de uma morte anunciada”, García Márquez demonstra um estilo mais enxuto daquele que o havia consagrado e dá mostra de seu lado jornalista, sua primeira profissão.

 


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4. “Notícia de um sequestro” (1996)
Para esse livro, García Márquez colheu depoimentos de várias pessoas envolvidas nos sequestros ocorridos na Colômbia na década 1990. Ele mistura histórias reais com ficção para retratar, principalmente, a guerra do tráfico de drogas em seu país natal. O livro traz reportagens sobre o cotidiano dos cativeiros, as negociações entre traficantes, e a repercussão na vida dos parentes das vítimas.


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5. “Viver para contar” (2002)
Sua autobiografia narra o início de sua carreira como escritor e as origens do realismo fantástico – gênero literário consagrado por García Márquez. Em 2012, Jaime García Márquez, irmão de Gabo, que dirige a Fundação Novo Jornalismo Ibero-Americano (FNPI), lamentou que ele não tivesse mais condições de escrever a segunda parte do livro.

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