Mães recorrem à polícia para garantir matrícula de filhos com deficiência

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Família teve vaga negada mesmo depois de liminar expedida pela Justiça.
Escolas exigem que pais paguem custos com profissionais especializados.

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Publicado no G1

Matricular filhos com deficiência em escolas particulares de Paulínia(SP) tem se transformado num drama para muitas famílias. Na cidade, há casos de mães que foram obrigadas não apenas a recorrer à Justiça para conseguir a vaga, como tiveram de buscar a Polícia Civil para garantir o cumprimento da decisão judicial.

Este é o caso da gerente administrativa Cleide Doutor da Silva, que já há quase um ano briga com a Escola Adventista de Paulínia para garantir atendimento ao filho – acometido por uma ataxia congênita, patologia que provoca tremores constantes – em especial na cabeça e mãos – e dificuldades severas de coordenação motora.

De acordo com a mulher, a escola – que no início de julho foi acusada de cobrar taxa extra para matricular uma aluna com síndrome de Down – cria seguidos empecilhos para evitar a matrícula do menino. Ela diz ter tentado sensibilizar a diretoria da escola e chegou depois a recorrer à Delegacia de Ensino. Mas não teve sucesso. Foi então ao Ministério Público, mas nem isso resolveu.

Caso de polícia

“Eles (a escola) não queriam acatar a decisão da Justiça e, sem outra opção, tive de ir à polícia e registrei um boletim de ocorrência”, explicou ela.

“Eu cheguei a ser barrada na escola”, denuncia. Ela conta que no início deste ano, quando da renovação da matrícula, a direção da escola propôs um aditivo no contrato, pelo qual a família deveria se responsabilizar pela contratação de um professor-auxiliar e um tutor. “Como eu não aceitei fazer isso por entender que isso é obrigação da escola, eles disseram que não poderiam aceitar a matrícula”, relata a mãe.

“Fui então à Justiça, mas como levou um certo tempo para consegui a liminar, eles alegaram que já havia se encerrado o prazo para matrícula”, contou. “Cheguei a fazer o pagamento da matrícula pelo boleto, mas a diretoria queria me devolver o dinheiro. Queriam me devolver até as moedas”, relatou. Foi então, à Policia Civil. “Na verdade, eles tratam a gente como se a gente fosse nada”, reclama.

Outro B.O.

A pedagoga Nayanne de Oliveira Fahl conta que teve problema semelhante com a Escola Cosmos, também de Paulínia, quando tentou matricular a filha de 8 anos, que tem síndrome de Down.

A professora conta que na primeira entrevista para a matrícula, não informou a escola sobre a síndrome. “Eu acredito que inclusão deve ser plena e que isso, não poderia ser um impeditivo para a matrícula”, argumentou.

“Quando eles viram a minha filha, disseram que não trabalhavam com esse tipo com esse tipo de criança. Me falaram exatamente assim”, disse ela.

“Fui à Justiça e registrei boletim de ocorrência contra a escola, mas não matriculei minha filha, porque eu a quero num lugar em que seja aceita”, acrescentou.

Só que não foi fácil. Nayanne conta que no período de setembro a janeiro esteve em cinco escolas em Paulínia e mais três em Campinas até conseguir uma que tivesse uma estrutura consolidada para receber alunos com deficiência. “Passar por isso, é coisa que não desejo pra ninguém”, diz ela.

A direção da escola foi procurada pela reportagem, mas por meio de funcionários administrativos informou que desconhecia o assunto, apesar do Boletim de Ocorrência registrado na policia.

Paralisia Cerebral
A dona de casa Eliane Gomes Mendes conta que teve problema idêntico na Adventista de Paulínia. O filho, acometido por uma paralisia cerebral, também foi recusado. “Como ele é cadeirante, usava fraldas e registrava episódios de convulsões, eles queriam que a gente pagasse dois especialistas, e eu não tinha a menor condição”, disse.

Eliane levou o menino para a Apae onde permaneceu até os 7 anos, mas teve de tirá-lo de lá por causa da idade. Foi levado, então, para uma outra escola particular em Paulínia.

Situação semelhante viveu o professor José Paulo de Araújo, que tem uma filha de 10 anos e que apresenta atraso neuro-psico motor em consequência da chamada Síndrome de Williams. Na renovação da matrícula no final do ano passado, a Escola Adventista de Paulinia exigiu o pagamento de profissionais especializados para acompanhamento da menina.

“Me recusei a fazer isso, mas me desencantei com a escola. Não quis ingressar com ações judiciais por entender que ela não poderia mais continuar lá”, argumentou.

Hoje a menina está matriculada na rede pública de Paulínia. “Não é o ideal, mas ela conta com auxílio de professores especializados e seu desenvolvimento tem apresentado melhora sensível”, disse ele.

Nota oficial
A Escola Adventista de Paulínia se pronunciou por meio de nota. A direção afirmou ao G1 que no seu entendimento “não há no ordenamento jurídico qualquer obrigação legal de uma instituição particular de ensino regular em oferecer, custear ou promover adaptações em sua estrutura, como a contratação de um tutor/mediador pedagógico, para suprir necessidades exclusivas de alunos com necessidades especiais”, destaca o documento.

A escola afirma ainda que “em nenhum momento”, cobrou dos pais um valor adicional ao da mensalidade regular e nem ofereceu o serviço de tutor/mediador pedagógico. A instituição informa também que a liminar em favor de Cleide Doutor foi suspensa.

Síndrome de Down

Na semana passada, o G1 mostrou que a Escola Adventista havia sido acusada de promover cobrança extra para garantir uma vaga a uma aluna de 7 anos, que tem síndrome de Down. De acordo com a mãe da menina, Rosângela Galina, o colégio alegou que, para manter a menina numa classe regular, precisaria contratar um tutor – que seria uma espécie de professor auxiliar, além de um cuidador. E condicionou a matrícula, ao pagamento dessas novas despesas.

Segundo a escola, o tutor faria a orientação em sala de aula e o auxiliar ficaria responsável por ajudar a menina em tarefas de higienização, na administração de medicamentos e outros cuidados de ordem pessoal. A mãe reagiu e recorreu ao Ministério Público hoje iniciou uma campanha na internet chamada #diganãoadownfobia.

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Professor publica tese de doutorado em forma de quadrinhos nos EUA

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Publicado em UOL

Nada como ver a tese de doutorado publicada pela editora da Universidade de Harvard, uma das mais tradicionais do mundo, não? Para o norte-americano Nick Sousanis, o feito teve um gostinho ainda mais especial: todo o trabalho foi feito em formato de história em quadrinhos.

Intitulado “Unflattening”, Sousanis, que agora tem pós-doutorado em HQs pela Universidade de Calgary, no Canadá, defendeu em sua tese a importância do pensamento visual no processo do ensino e da aprendizagem. “As imagens podem falar coisas fora do alcance da linguagem [escrita] e os quadrinhos têm o potencial de ampliar as possibilidades de comunicação. As imagens são, enquanto as palavras são”, explicou.

O pós-doutor não quis revelar a nota que tirou na tese, mas contou que foi o trabalho mais longo que já fez. “Eu passei! Eu tenho o meu doutorado [agora]”, pensou ao ser aprovado. “Fui com minha esposa e filha de três semanas de idade para um passeio no Central Park logo em seguida! Foi um bom dia!”, brincou.

Sousanis decidiu fugir dos padrões acadêmicos antes mesmo de ser aprovado no doutorado em educação pela Universidade de Columbia. Em 2008, ele aproveitou alguns quadrinhos educacionais que havia feito e entregou para a instituição de ensino como parte dos materiais de aplicação à pós-graduação. “Quando me candidatei, expressei minha intenção de fazer o trabalho [de doutorado] em forma de quadrinhos. E acho que eu acertei o momento ao fazer isso. Houve mais recepção aos quadrinhos do que nunca”, relembrou.

Em 2011, iniciou o projeto “Unflattening” e tanto os acadêmicos da instituição quanto os produtores de quadrinhos abraçaram a ideia, segundo o ex-aluno. O doutorado foi concluído em 2014 e o livro publicado no começo deste ano. “Precisamos incentivar esse tipo de alfabetização visual e eu acho que os quadrinhos se prestam bem para fazer isso acontecer.”

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“Unflattening”

O nome “Unflattening” (algo como “não nivelado”, em tradução livre) surgiu da vontade do autor de representar ideias e histórias em planos além da linguagem escrita. O objetivo foi valorizar o uso da imagem como forma de comunicação e estimular o leitor a refletir sobre diferentes pontos de vistas.

“Unflattening é o que o leitor decide o que é. Eu uso metáforas visuais e verbais para tornar os conceitos mais acessíveis, mas nunca os simplificando. O texto por si só pode ser um fator limitante e imagens são como parte integrante do significado como texto”, detalhou.

“Estou emocionado em ver como as pessoas se envolveram profundamente com ele [“Unflattening”] e como ele já está sendo usado em uma variedade de salas de aula.”

Paixão desde cedo

Os quadrinhos o fascinam desde quando ele era bebê. Tanto que Batman acabou sendo a primeira palavra que Sousanis falou – seu irmão mais velho lia as histórias em quadrinhos do personagem na época. Já os primeiros traços foram feitos por brincadeira quando criança.

Apesar da paixão, o jovem trilhou outros caminhos em sua vida acadêmica. Sousanis é matemático por formação. Porém, voltou aos quadrinhos quando começou a trabalhar com artes depois de formado. “Voltei aos quadrinhos em pleno vigor mais tarde. Primeiro, ao fazer alguns quadrinhos políticos e, em seguida, alguns quadrinhos educativos sobre arte e jogos”, relembrou.

“Eu gostaria de pensar que o desenho um dia será considerado parte de uma alfabetização vital que não apenas para os sete anos, mas que continue a nos nutrir por toda a vida”, acrescentou.

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Na sala de aula

Sousanis acredita muito no potencial dos quadrinhos na sala de aula. Para ele as HQs oferecem um meio distinto e importante para a organização dos pensamentos. Além disso, ele defende que os quadrinhos são importantes ferramentas de comunicação sobre qualquer assunto e em qualquer campo.

“Os méritos da alfabetização com os quadrinhos para leitores com dificuldades têm sido bem documentados. Talvez em algum momento eles não serão apenas formas ‘alternativas’ [para usar na sala de aula]”, afirmou.

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Escritoras condenam o termo “literatura feminina” e exigem igualdade

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Publicado no Boa Informação

Logo após a Feira Literária de Paraty (Flip), um debate teve início nos perfis de alguns leitores e escritores nas redes sociais. Eles questionam: existe a chamada literatura feminina? Se existir, o que exatamente ela é? É possível classificar a arte de acordo com o gênero sexual de quem a faz? Não seria a literatura algo feito simplesmente por seres humanos?

O UOL resolveu, então, entrar nesse debate e percebeu que, se não é possível chegar a uma resposta definitiva para perguntas tão amplas, algumas constatações são possíveis. Primeiro, é importante ressaltar a diferença que há entre alguns tipos de literatura, os feitos por mulheres, para mulheres e a respeito das mulheres, para que tenhamos as frentes de discussão bem delineadas.

Há quem tenha preferido abrir mão da conversa, como foi o caso da doutora em literatura Leyla Perrone-Moisés, que, após receber as perguntas da reportagem, respondeu, em um educado e-mail: “Literatura feminina, masculina ou GLT só existem do ponto de vista da temática. E como, para mim, a temática é apenas um aspecto da obra literária, sendo a outra a forma, não trabalho com o conceito de gênero. Clarice Lispector dizia: ‘Quando escrevo, não sou homem nem mulher. Sou homem e mulher’”.

Reprodução/Facebook Há preconceito com a literatura escrita por mulheres, porque o machismo ainda está enraizado na sociedade, em todos nós. O nome de uma escritora na capa do livro, ou mesmo o ponto de vista de uma protagonista mulher na obra, ainda desperta no leitor, no crítico, nos jurados dos concursos literários, nos organizadores de eventos, uma ideia difusa de que se trata de algo ‘menor’, ‘menos universal’ do que aparenta ser uma ‘narrativa masculina’ Marta Barcellos, escritora

Reprodução/Facebook Há preconceito com a literatura escrita por mulheres, porque o machismo ainda está enraizado na sociedade, em todos nós. O nome de uma escritora na capa do livro, ou mesmo o ponto de vista de uma protagonista mulher na obra, ainda desperta no leitor, no crítico, nos jurados dos concursos literários, nos organizadores de eventos, uma ideia difusa de que se trata de algo ‘menor’, ‘menos universal’ do que aparenta ser uma ‘narrativa masculina’ Marta Barcellos, escritora

A escritora Ivana Arruda Leite, autora de obras como “Hotel Novo Mundo” e “Cachorros”, já é mais enfática. “Se existe uma literatura que se nomeia feminina, ela é da pior qualidade e não merece sequer entrar no rol da produção literária digna desse nome. Se formos por esse caminho, começamos a classificar a literatura em feminina, masculina, gay, negra, da periferia, feminista, socialista, católica, dos caminhoneiros, dentistas, canina, bovina e por aí vai.”

Simone Campos, que escreveu “A Vez de Morrer”, dentre outras obras, por sua vez, começa a enxergar alguns vieses na definição. “Nossa literatura é formatada por nossas experiências. E quando se fala que literatura feminina ou feminista não existe, pode parecer que a experiência particular de autoras mulheres no mundo não difere da dos homens. E como difere!”, diz. “Temos muito mais experiência direta com conflitos causados pelo machismo”, exemplifica, ressalvando que “não é que mereçamos ‘atenção especial’, mas a mesma atenção seria mais do que justo”.

Indo além do existir ou não a literatura feminina, o que o UOL pôde apurar é que, independente de rótulos, é preciso que se discuta a maneira como a arte feita por mulheres é recebida.

A luta por espaço

A princípio, o sexo de uma pessoa não deveria ser importante quando falamos de literatura. “O adjetivo ‘feminina’, pra mim, não é nada mais do que uma referência ao gênero do autor, ou da autora, no caso. Quanto à classificação, os livros escritos por mulheres são simplesmente literatura”, diz Ivana.

No entanto, o mundo ideal e o real são muito diferentes. Por isso, o termo em questão pode servir de ponto de partida para que se discuta o espaço das mulheres em tudo o que envolve o universo literário, desde a publicação de livros, passando pela conquista de prêmios e chegando à participação em eventos.

Segundo Maria José Silveira, romancista que recentemente lançou “De Onde Vêm as Histórias”, no qual faz reflexões sobre literatura e dedica um capítulo a esse assunto, a separação entre masculino e feminino não passa por nenhum crivo rigoroso, sendo “um método importado de outras ciências pelos estudiosos da literatura, talvez por uma suposta e equivocada necessidade prática. Equivocada porque, em sua ânsia de separar, classificar e arrumar, perde o foco principal e se torna estéril”. Para ela, embora intencional, esse tipo de classificação contribui para que ainda hoje exista preconceito com relação às mulheres escritoras. “Vemos essa discriminação cotidianamente, nas listas que se fazem, na distribuição dos espaços literários, nos convites que são feitos, na meritocracia que se estabelece. É algo ideológico, insidioso, mal percebido e que, no entanto, se reproduz em inúmeras esferas. Poucos escapam disso.”

Reprodução/Facebook Teve uma vez que o entrevistador me gritou ‘de brincadeirinha': ‘Tira a roupa!’, enquanto outro entrevistador se recusava a me dirigir a palavra, sentando-se sobre o microfone… Um terceiro mediador tentava salvar o que podia, coitado Simone Campos, escritora

Reprodução/Facebook Teve uma vez que o entrevistador me gritou ‘de brincadeirinha': ‘Tira a roupa!’, enquanto outro entrevistador se recusava a me dirigir a palavra, sentando-se sobre o microfone… Um terceiro mediador tentava salvar o que podia, coitado Simone Campos, escritora

Marta Barcellos, uma das vencedoras do Prêmio Sesc de Literatura deste ano na categoria Contos com “Antes que Seque”, corrobora o discurso de Maria José. “Há preconceito com a literatura escrita por mulheres, porque o machismo ainda está enraizado na sociedade, em todos nós. O nome de uma escritora na capa do livro, ou mesmo o ponto de vista de uma protagonista mulher na obra, ainda desperta no leitor, no crítico, nos jurados dos concursos literários, nos organizadores de eventos, uma ideia difusa de que se trata de algo ‘menor’, ‘menos universal’ do que aparenta ser uma ‘narrativa masculina’.”

Em cinco das 24 narrativas breves que compõem sua premiada obra, Marta adota o ponto de vista de homens, sendo três desses contos escritos em primeira pessoa. Segundo ela, para aumentar as chances de ganharem prêmios, é comum que muitas escritoras construam suas histórias com protagonistas homens e até mesmo adotem pseudônimos masculinos.

“Tira a roupa”

Sobre os eventos literários que se espalham pelo país, quem fala é Simone Campos. Ela conta que é comum ver mesas que agrupam certas minorias, como negros, homossexuais ou as próprias mulheres, como uma espécie de “cota” para esses grupos. Apesar de ressaltar que quer ser chamada para “mesas mistas, com temas diferentes de ‘feminino’”, a escritora afirma que essas reservas podem ter sua importância. “É melhor do que nada, mas é (mais…)

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14 livros que você deveria ler, segundo Mark Zuckerberg

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Publicado no Olhar Digital

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, fez uma lista com 14 livros que ele considera que todo mundo deveria ler. Ele inclusive criou o clube do livro “A Year of Books”, em que discute os livros que está lendo com membros da rede social. Confira a lista abaixo.

‘The Muqaddimah’, de Ibn Khaldun
O livro foi escrito em 1377 pelo historiador islâmico Ibn Khaldun e tenta despir preconceitos de registros históricos e encontrar elementos universais sobre o progresso da humanidade.

‘Sapiens: uma breve história da humanidade’, de Yuval Harari Noah
Publicado pela primeira vez em 2014, “Sapiens” é um aclamado best-seller que conta a evolução do Homo Sapiens. Zuckerberg escreveu que ‘Sapiens’ é uma perspectiva contemporânea ao que é em ‘The Muqaddimah’.

‘The New Jim Crow’, de Michelle Alexander
A professora de direito da Universidade Estadual de Ohio Michelle Alexander abre a discussão da “Guerra às Drogas” em seu livro e conta a criação de uma cultura que criminaliza população negra.

‘O fim do poder’, de Moisés Naím
Naím é ex-diretor executivo do Banco Mundial e membro sênior do Carnegie Endowment for International Peace. Em seu livro, ele faz uma investigação histórica sobre a mudança de poder em governos autoritários, militares e de grandes empresas sobre a população.

‘Criatividade S.A.’, de Ed Catmull
O livro conta a história da Pixar e é escrito por um dos seus fundadores. A história intercala a narrativa com lições de gestão e empreendedorismo.

‘Os anjos bons da nossa natureza’, de Steven Pinker
No livro, Pinker estuda como a violência tem diminuído ao longo do tempo, apesar de ser ampliada pelo noticiário e mídia social. Vale ressaltar que Bill Gates também considera esse livro como um dos melhores que já leu. (mais…)

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Aos 23 anos, escritor publica livros na web e é comparado a Paulo Coelho

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Felipe já escreveu dois livros e pretende publicar seus trabalhos em papel (Foto: Felipe Sali/Arquivo Pessoal)

Felipe já escreveu dois livros e pretende publicar seus trabalhos em papel (Foto: Felipe Sali/Arquivo Pessoal)

Felipe Sali conseguiu mais de 350 mil visualizações de suas publicações.
Após receber negativas de editoras, jovem resolveu lançar livros virtuais.

LG Rodrigues, no G1

Fã de autores clássicos da literatura nacional e internacional, um jovem de 23 anos, de Santos, no litoral de São Paulo, tem se destacado na internet com seus livros virtuais. Felipe Sali, que também é jornalista, afirma que seu sonho sempre foi ser escritor e já conseguiu mais de 350 mil visualizações de seus romances, por meio de um site. Na página, autores podem publicar seus trabalhos para que os internautas leiam gratuitamente.

Felipe conta que sempre quis ser autor de romances e que foi incentivado pelos professores, assim que eles notaram sua paixão pelos livros. “Enquanto todos os outros garotos queriam ser jogadores de futebol, eu já sonhava em ser escritor. Fazia minha mãe me levar aos lançamentos que ocorriam em Santos”, lembra.

Atualmente, o jovem tem focado em escrever para o público adolescente e já recebeu um bom retorno dos leitores. “Eu percebi que tinha algo realmente relevante para contar a esse público, o que não tenho certeza que ocorreria com o público adulto. Escrevo basicamente histórias de amor, sou um cara romântico, incorrigível, e isso se traduz nos meus livros”, revela.

foto_7Entre seus ídolos, Felipe enumera autores influentes da literatura, como Pedro Bandeira, Jorge Amado, Gabriel Garcia e J. D. Salinger. “Sou super fã de Machado de Assis, tenho muito orgulho de ser do mesmo país que ele. Acredito que a sua genialidade puxou os padrões da literatura brasileira para cima. Também fui apresentado aos livros de John Green, e fiquei fascinado pelo fato de existir alguém produzindo o mesmo estilo de livros que eu”, afirma.

Após receber negativas de algumas editoras, Felipe resolveu publicar suas obras na internet. O livro “Mais Leve que o Ar” conseguiu 366 mil visualizações no site Wattpad, cujo conselho chegou a compará-lo a Paulo Coelho. “Até fã-clube já criaram para mim. Fico super feliz quando recebo e-mail de jovens me contando que leram algum clássico por conta de algo que escrevi. Sou até convidado para eventos literários, ao lado de outros autores, mesmo não tendo nenhum material publicado em papel”, conta.

Para quem quer começar a escrever, o autor afirma que é preciso tratar a paixão com profissionalismo. “Escrever é uma profissão como qualquer outra. Você tem que estudar, escrever todos os dias e tentar se aprimorar sempre. O mercado pode parecer difícil, mas se você tem uma boa história para contar, não precisa ter medo de nada”, conclui.

Livros de Felipe podem ser conferidos em site gratuitamente (Foto: Reprodução/Wattpad)

Livros de Felipe podem ser conferidos em site gratuitamente (Foto: Reprodução/Wattpad)

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