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O Senhor dos Anéis: Amazon comprou os direitos e oficializou a série

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Já existe vencedor da disputa pelos direitos televisivos dos livros de “O Senhor dos Anéis”. Entre a Netflix, a Amazon e a HBO, a vencedora foi a Amazon.

Catarina Fernandes, no Magazine HD

No início do mês de novembro surgiu o rumor de que a Warner Bros. planeava expandir o sucesso da saga literária de J.R.R. Tolkien dos cinemas para a televisão. A Netflix e a Amazon Studios eram as principais concorrentes na compra dos direitos televisivos de “O Senhor dos Anéis”, com a segunda plataforma de streaming apontada como a favorita. Agora, o rumor tornou-se realidade.

Segundo o Deadline, a Amazon apresentou uma melhor proposta que os representante da HBO e da Netflix. O serviço pagou 200 milhões de dólares norte-americanos para transformar a obra numa série. Este valor não inclui quaisquer custos de produção, apenas os direitos.

A Amazon já aprovou a série para pelo menos duas temporadas. O site adiantou ainda que a produção televisiva não se trata de uma nova adaptação, mas de uma história que preencha as lacunas da história original, provavelmente do tempo passado entre “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”. O acordo prevê também a possibilidade da criação de um spin-off

No cinema, a trilogia de “O Senhor dos Anéis” foi realizada por Peter Jackson e lançada entre 2001 e 2003.

A série ainda não tem previsão de estreia.

2001, uma odisseia no espaço

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Douglas Pereira, no Cafeína Literária

2001, uma odisseia no espaço
Arthur C. Clarke

Já comentei por aqui que gosto de literatura fantástica, desde que o livro mantenha uma perna dentro da realidade. Criar um mundo encantado ou inventar criaturas mágicas/místicas não é um salvo conduto para absurdos. Na literatura tudo é válido, mas é preciso levar o leitor com maestria até o seu mundo. Bem como setar regras coerentes que não ofendam a inteligência de quem lê.

O mesmo vale para ficção científica. Mesmo que o autor suponha falar do futuro e de toda a utopia (ou distopia) com a qual ele possa se parecer, tudo soará falso se as leis da física e da natureza não forem respeitadas.

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O livro 2001, Uma odisseia no espaço de Arthur C. Clarke, é um magnífico exemplo de livro que respeita as leis da realidade e, indo além, prediz o futuro, imaginando itens que vieram a existir de verdade. É aquele tipo de clássico que revoluciona e vira referência, e que dá origem a uma corrente de outras obras. Há até uma novela global em que existe um computador igualzinho ao HAL do filme, ambos baseados neste livro.

Aliás, falando no filme, decidi ler o livro justamente porque assisti novamente ao filme e, mesmo sendo muito bom, tinha um final… Vamos dizer… Esquisito. Busquei o livro então como uma forma de tentar entender o que Kubrick queria dizer e logo nas primeiras páginas me apaixonei.

A narrativa é dividida em três tomos (igual ao filme). Cada qual com seu núcleo de conflito próprio, mas ligados entre si pela premissa do monolito encontrado. A narração é em terceira pessoa, mas tende a ser indireta livre e não ao estilo demiúrgica. Cada tomo mantém o ponto de vista restrito ao do personagem em foco.

O autor demonstra alguns lampejos poéticos, mas o seu estilo pesa mais para o sóbrio, conferindo à obra um tom de seriedade que corrobora diretamente para manter a verossimilhança. Se ele tendesse demais ao lirismo, a ficção científica descambaria para a fantasia.

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Arthur C. Clarke e Stanley Kubrick no set (foto: http://hollywoodandallthat.com/)

Ele é tão meticuloso em montar sua previsão de futuro que peca um pouco pelo excesso de descrições. Suas explicações de como máquinas e dispositivos futuristas funcionam devem ter impressionado muito no tempo em que o livro foi escrito. Hoje em dia, o que impressiona é menos o dispositivo em si do que a forma muito assertiva com que ele deduz tecnologias que realmente vieram a existir. O que mostra um trabalho meticuloso de pesquisa e uma inteligência e imaginação muito acima da média.

No posfácio, o autor comenta um pouco sobre seu processo de criação e sua relação com Kubrick e Carl Sagan. Com essa dupla de amigos influenciando-o, era de se prever que o texto se tornaria uma obra prima.

Para os amantes da ciência, como eu, este livro abre uma janela por onde saltamos de braços abertos, flutuando num mar de divagações e imaginações. Entrou para meus top 10.

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