Vitrali Moema

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Estrela do Nobel, Malala leva amigas que sofreram ataque para a premiação

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Shazia e Kainat também foram feridas em atentado dos talibãs em 2012.
Elas seguem a amiga famosa que receberá Nobel da Paz nesta quarta.

Kainar Riaz (de véu branco), Malala Yousafzai e Shazia Ramzan (de óculos), além da ativista síria Mezon Almellehan, estão em Oslo para a cerimônia do Nobel (Foto: Matt Dunham/AP)

Kainar Riaz (de véu branco), Malala Yousafzai e Shazia Ramzan (de óculos), além da ativista síria Mezon Almellehan, estão em Oslo para a cerimônia do Nobel (Foto: Matt Dunham/AP)

Publicado por G1

Malala Yousafszai será a grande estrela da cerimônia de entrega do Prêmio Nobel, na tarde desta quarta-feira (10). A jovem paquistanesa que desafiou o talibã para lutar pelo direito à educação ganhou o Prêmio Nobel da Paz junto com o ativista indiano Kailash Satyarthi, que lutou durante 35 anos para libertar milhares de crianças do trabalho escravo. Eles receberão o prêmio em um evento em Oslo, na Noruega. Em outra cerimônia também nesta quarta-feira, mas em Estocolmo, na Suécia, os vencedores dos Nobel de literatura, física, química, medicina e economia serão premiados (veja lista abaixo).

VEJA TODOS OS VENCEDORES DO PRÊMIO NOBEL EM 2014

Prêmio / Vencedores / Motivos
Prêmio Nobel da Paz
Malala Yousafszai (Paquistão) e Kailash Satyarthi (Índia)
Direito da criança à educação e luta contra o trabalho infantil

Prêmio Nobel de Física
Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura (Japão)
Viabilizar uso de LED para iluminação

Prêmio Nobel de Química
Eric Betzig (EUA), Stefan W. Hell (Alemanha) e William E. Moerner (EUA)
Pelos trabalhos que levaram a capacidade dos microscópios a um novo patamar

Prêmio Nobel de Medicina
John O’Keefe (EUA/Reino Unido), May-Britt e Edvar Moser (Noruega)
Pela descoberta de células que formam um sistema de posicionamento no cérebro humano, uma espécie de “GPS” interno

Prêmio Nobel de Literatura
Patrick Modiano (França)
Pela arte da memória com a qual evocou os destinos humanos mais inapreensíveis e jogou luz sobre a vida durante a ocupação

Prêmio Nobel de Economia
Jean Tirole (França)
Pelo trabalho de análise do poder e regulação de mercado

Montagem - Uniforme ensanguentado de Malala é exibido em cerimônia pré-Nobel (Foto: Odd Andersen/AFP; Matt Dunham/AP)

Montagem – Uniforme ensanguentado de Malala é
exibido em cerimônia pré-Nobel
(Foto: Odd Andersen/AFP; Matt Dunham/AP)

Malala, de 17 anos, não estava sozinha quando foi baleada pelos talibãs por ter a ousadia de lutar pela educação. Duas outras meninas também foram atacadas quando iam para a escola de ônibus no Paquistão no dia 8 de outubro de 2012. Malala não se esqueceu delas. As amigas a acompanham na festa do Prêmio Nobel da Paz.

Shazia Ramazan, de 16 anos, e Kainat Riaz, 17, estão unidas no que elas chamam de “Missão Malala”, o desafio de chamar a atenção do mundo para o direito de jovem meninas terem a chance de estudar.

“Quando você tem educação, você é capaz de fazer tudo”, disse Kainat. “Se você não tem educação, você não pode fazer nada.”

Shazia e Kainat também sofreram ferimentos graves no ataque que resultou em um tiro na cabeça de Malala. A jovem que ganhou o Nobel da Paz foi levada de helicóptero para um hospital britânico, mas Ramazan e Riaz ficaram para trás. O uniforme de Malala foi exibido pela primeira vez nesta terça-feira.

A polícia escoltou as duas para a escola. Mas elas continuaram a luta pelo dreito à educação. Agora elas estudam no UWC Atlantic College, no País de Gales, e querem fazer medicina.

“A missão Malala é a nossa missão. Ela é minha amiga”, disse Kainat. “E ela nos inspirou. Inshallah, vamos sempre apoiá-la.”

Com atrações para todas as idades, Bienal do Livro de SP começa nesta sexta-feira

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Maria Fernanda Rodrigues, em O Estado de S. Paulo

A Bienal do Livro de São Paulo começa na próxima sexta-feira, com números superlativos: 1.500 horas de programação, 186 autores brasileiros e 22 estrangeiros, 400 atrações e 300 expositores. São esperados, até o dia 31, 700 mil visitantes. Devem participar 121 mil estudantes, e este ano os alunos de escolas estaduais não receberão vale livro. Já os 25 mil das escolas municipais de São Paulo que estão com visita agendada ganharão, da Prefeitura, vale de R$ 10.

A feira é orçada em R$ 34 milhões e foi autorizada a captar R$ 10 milhões – conseguiu, porém, R$ 4,8 milhões. O Sesc, parceiro da Câmara Brasileira do Livro e responsável pela programação cultural, está investindo cerca de R$ 2,2 milhões. E essa programação mais consistente, como não se via há tempos, é a aposta da organização para levar público. “Procuramos não ficar só na feira de livro. Queremos transformar a Bienal em um evento multicultural, com tudo dentro do mesmo ambiente para que o visitante não venha só comprar livro, já que ele pode fazer isso pela internet ou na livraria da esquina”, explica Karine Pansa, presidente da CBL.

Mas as editoras querem, sim, vender livros. E mesmo aquelas que não investem em estandes muito suntuosos, como foi o da editora da Igreja Universal, que construiu, já em 2012, um Templo de Salomão em pleno Anhembi, gastam bem. Estima-se que aqueles que escolhem fazer um estande básico acabam pagando cerca R$ 1.200 – só pelo chão e a montagem. Um estande médio tem cerca de 80 m².

Casas importantes como a Cosac Naify e a Summus decidiram não participar da Bienal em 2012 e mantiveram a decisão este ano. A surpresa ficou por conta da ausência do grupo Objetiva na planta da feira, e isso não tem a ver com a recente fusão com a Companhia das Letras, mas, sim, com a relação custo-benefício, explica o diretor Roberto Feith. Em 2012, ela ocupou um espaço de 250 m². “Nos últimos anos, a Bienal de São Paulo vinha tendo custos crescentes e resultados em vendas e divulgação institucional que deixavam a desejar. Nossa análise indicou que, para nós, seria mais eficaz alocar esses recursos em outros investimentos de marketing”, diz.

Feith comenta, ainda, a mudança de perfil das bienais de São Paulo e do Rio. “Elas estão atraindo um público novo, mais jovem e das classes C e B. Isso é muito bom, mas exige uma participação focada nestes segmentos. Estamos repensando nossa participação em futuras bienais nesta direção, reduzindo custos e planejando trazer autores internacionais que escrevem para estes segmentos mais amplos.”

Mariana Warth, da Pallas, diz que não compensa vir do Rio para São Paulo. Sua última vez na feira foi em 2010. “Compramos um estande de 80 m² que foi dividido por cinco editoras. Ficamos com 22 m² e tivemos um prejuízo de mais de R$ 20 mil”, conta. “Fora isso, é muito triste ter de competir com distribuidoras que fazem saldão a R$ 5 e R$ 10. Para as editoras independentes, o custo de participação é inviável.”

No total, a feira terá 46 expositores a menos do que na edição passada. “Tivemos uma diminuição da metragem vendida, mas foi dentro da expectativa. Passamos por uma crise recente, o mercado sente. Mas não nos preocupamos”, diz Karine Pansa.

Renata Farhat Borges, da Peirópolis, não acredita no modelo e não costuma ter o investimento compensado, como quase todos os expositores. “Ainda assim nós vamos porque completamos 20 anos, queremos mostrar a cara, lembrar ao público que o mercado é prodigioso na bibliodiversidade e que não existem apenas os livros das rodas das grandes redes de livrarias.”

Fernando Baracchini, publisher da Novo Conceito, é mais otimista. Em 2012, ele teve um estande de 150 m² e agora terá um de 276 m². “É na Bienal que nos encontramos pessoalmente com nosso público-alvo, que trocamos ideias, conhecemos seus anseios”, conta. Ele diz, ainda, que nos dois últimos anos a participação nas bienais daqui e do Rio começaram a valer a pena financeiramente.

Marcos Pereira, sócio da Sextante, também gosta da oportunidade. “É o nosso momento. Queremos festejar o livro, mesmo que o caixa dê negativo, e às vezes dá mesmo.” É de sua editora o maior best-seller internacional da feira: Ken Follett. Segundo Pereira, o escritor não está ganhando cachê e sua viagem está sendo paga pela organização.

Aliás, uma curiosidade desta edição: finalmente os escritores e mediadores – mas só os escolhidos pelo Sesc – estão sendo pagos. Aqueles incluídos na programação oficial a pedido de suas editoras terão de se contentar com os direitos autorais.

23ª BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO
Pavilhão de Exposições do Anhembi. Av. Olavo Fontoura, 1.209.
De 2ª a 6ª, das 9h às 22h. Sáb. e dom., das 10h às 22h (dia 31 até às 21h). R$ 12/R$ 14. De 22/8 a 31/8.

EM NÚMEROS

186 Autores brasileiros estão na programação oficial da Bienal – e 22 autores internacionais

700 mil pessoas são esperadas na Arena Anhembi durante os nove dias de evento, 50 mil a menos do que na lotada edição de 2012

8 espaços serão montados pela Câmara Brasileira do Livro e pelo Sesc para abrigar as mais de 400 atrações programadas

34 milhões de reais é o orçamento total da Bienal deste ano, R$ 10 milhões dos quais passíveis de captação de recursos. O montante é R$ 2 milhões maior do que em 2012

300 expositores, entre livrarias, editoras e distribuidoras e 750 selos, estarão por lá

Internet supera livrarias em vendas de livros nos EUA

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Comércio de livros pela internet ganha força com crescimento de pedidos e aumento de procura por e-books

FOTO: Reuters

FOTO: Reuters

Bruno Capelas, no Link

SÃO PAULO – As livrarias de paredes, prateleiras e tijolos estão em declínio. Pelo menos é o que parece acontecer nos EUA, onde o faturamento das editoras foi maior, pela primeira vez, em lojas online e vendas de e-books do que em varejistas físicas.

Em 2013, as vendas “virtuais” corresponderam a US$ 7,54 bilhões, enquanto a receita vinda do modo tradicional de se vender livros foi de US$ 7,12 bilhões, de acordo com estatísticas da BookStats, que contou com informações cedidas por mais de 1,6 mil editoras. Assim, as vendas online representaram 35,4% da receita das editorias, que ainda conta com a venda de livros escolares e publicações acadêmicas. Ainda que a diferença não seja grande, mostra uma preferência considerável do público americano pela compra pela internet.

De maneira geral, a indústria editorial americana permaneceu estável com suas vendas batendo US$ 27,01 bilhões em 2013. Pouco inferior aos US$ 27,1 bilhões de 2012 – queda de 0,3% – e aos US$ 26,5 bilhões de 2008 – um aumento de 1,9% em seis anos.

Diferenças de Brasil e EUA
Enquanto lá fora muitas cadeias tradicionais de livrarias sofrem para seguir no mercado, fruto do “fantasma” da Amazon no mercado, no Brasil ainda há expansão de lojas físicas. A rede brasileira Saraiva está investindo na abertura de unidades nos aeroportos que estão passando por reformas ou ampliações. A companhia já abriu uma nova unidade em Guarulhos e terá mais cinco lojas só em Viracopos, em Campinas. Após dois anos sem nenhuma nova loja no País, a francesa Fnac abriu uma unidade na área de free shop de Guarulhos, em maio. A Hudson, rede que pertence à empresa de “free shops” Dufry, estreou no Brasil com lojas em terminais aeroportuários. Com 700 pontos de venda no exterior, a companhia aposta em unidades de “conveniência” em aeroportos por aqui. Por enquanto, anunciou sete Hudson News em terminais como Guarulhos, Brasília e Natal. Como não existe um site dominante de vendas de livros pela internet no País, como é o caso da Amazon nos EUA, as principais redes locais estão buscando reforçar suas operações online. A Livraria Cultura investiu R$ 8 milhões na área este ano. Recentemente, a Saraiva fechou parceria para oferecer seu portfólio de livros dentro do site Walmart.com.

E-books. A venda de e-books nos Estados Unidos também cresceu e bateu recorde em 2013. Em volume, esse formato passou a vender de 465,4 milhões em 2012 para 512 milhões de unidades (um aumento de 10,1%). Apesar de inédito, o número não foi suficiente para deixar o formato em papel para trás.

Em termos de receita, no entanto, o número apresentou ligeira queda de 0,7%, caindo de US$ 3,06 bilhões (2012) para US$ 3,04 bilhões. Para analistas, a relativa estabilidade – após crescimento consecutivo em relação ao ano anterior – é resultado de políticas de promoção, que aumentaram a demanda ao diminuir o preço dos livros digitais, mas não necessariamente provocaram aumento de interesse de novos leitores americanos pelo formato digital.

Outro fator que pesa contra o posicionamento dos livros digitais na pesquisa se refere ao fato de que a Bookstats considerou apenas livros com ISBN – número de cadastro usado pela maioria dos editoras do mundo. Dessa maneira, ela excluiria livros e e-books autopublicados.

Brasil. No País, dados do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) contabilizam uma receita anual em 2012 (o último período registrado) de US$ 4,98 bilhões. Entre 2011 e 2012, houve um aumento do número de livros digitais vendidos (entram na conta e-books e aplicativos de leitura animados) de 343% no mercado brasileiro. No total, foram lançados 7,6 mil títulos no formato digital em 2012, além de 235 mil unidades vendidas. O que levou a indústria brasileira a ter um faturamento da R$ 3,8 milhões (participação de 0,78%).

A Saraiva – que vende, além de livros, aparelhos eletrônicos – teve 30% de suas vendas concentradas no e-commerce.

Em 2012, o Brasil viu o mercado de livros digitais expandir com a chegada da canadense Kobo, da americana Amazon (dona do leitor Kindle), da loja de livros do Google (em sua loja virtual Google Play) e com o início das vendas de livros em português pelo iTunes, da Apple.

No ensino médio, Isadora Faber lança livro e comenta sobre nova escola

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Mesmo em colégio particular, estudante continua com o ‘Diário de classe’.
Para a catarinense, momento mais marcante foi reforma de antigo colégio.

Joana Caldas, no G1

Isadora Faber lança livro nesta sexta-feira, em Florianópolis (Foto: Apoio Comunicação/Divulgação)

Isadora Faber lança livro nesta sexta-feira, em
Florianópolis (Foto: Apoio Comunicação/Divulgação)

Agora no ensino médio, a criadora da página “Diário de Classe” afirmou que o momento mais marcante da publicação foi a reforma realizada na antiga escola de Florianópolis, no bairro Santinho, onde cursava o ensino fundamental. Atualmente em um colégio particular no Centro da cidade, a estudante segue com a página na rede social, comentando desde a educação na capital catarinense até o sequestro de adolescentes na Nigéria.

Esta sexta-feira (16) marca o lançamento do livro “Diário de Classe: A Verdade”, em Florianópolis. É quando a estudante participa da primeira sessão de autógrafos. “Estou muito ansiosa. Espero que gostem”, declarou. Na obra, a adolescente, atualmente com 14 anos, fala “de tudo um pouco da vida dela antes do ‘Diário’, de tudo o que ela viveu durante o diário, brigas na Justiça, eventos”, conta a mãe da garota, Mel Faber.

O livro começou a ser escrito no início de 2013. Eles [a editora] mandaram um e-mail com o convite e falaram com meus pais. Eles me mandavam um roteirinho e cronologicamente eu escrevia a minha história e a minha experiência com ‘O Diário de Classe’, contou Isadora. A conciliação entre a produção e escola “foi bem difícil”, segundo a estudante. “Eu escrevia no final da tarde ou à noite, depois do colégio”, completou.

'Diário de classe' foi criado em 2012 (Foto: Reprodução/Facebook)

‘Diário de classe’ foi criado em 2012
(Foto: Reprodução/Facebook)

Outra publicação, o “Diário de Classe”, continua sendo escrito por Isadora. Criada em julho de 2012, a página do Facebook foi responsável por deixar a estudante famosa tanto dentro como fora das redes sociais.

Antes focada nos problemas da escola municipal que frequentava, Maria Tomázia Coelho, agora a publicação aborda assuntos diversos, como o sequestro de adolescentes argelinas na Nigéria, o confronto entre estudantes e Polícia Federal na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e os 50 anos do golpe militar.

A educação, porém, continua sendo o assunto predominante. “Eu tento sempre falar de educação, mas, quando eu vejo coisas que são absurdas na TV ou nos jornais, eu opino. Primeiro eu converso com os meus pais e, depois, eu me manifesto”, afirmou a estudante.

Mesmo frequentando uma escola particular, a garota diz não ter se distanciado do assunto “educação”. “Eu sigo publicando, quando eu vejo alguma notícia eu comento. Seja em Santa Catarina ou em outro lugar no Brasil ou mundo. O importante é dar destaque ao que é bom e chamar atenção do que está errado”, finaliza.

Nobel da Física de 2013 diz que hoje não teria lugar na Academia

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“Não seria considerado suficientemente produtivo”, afirma Peter Higgs, que em 1964 previu a existência do bosão de Higgs, que só viria a ser comprovada em 2012. Cientista britânico critica o clima atual das universidades, em que os investigadores são transformados em máquinas de produzir papers.

Publicado no Esquerda

higgs_peter_19293Peter Higgs, prémio Nobel da Física de 2013 junto com François Englert pela descoberta do bosão de Higgs, disse ao The Guardian que hoje não conseguiria um emprego na Academia. “Tão simples assim. Não creio que fosse considerado suficientemente produtivo”.

Higgs recebeu diversos prémios, como a Medalha Dirac pelas contribuições à física teórica do Instituto de Física em 1997, o Prémio High Energy and Particle Physics pela Sociedade Europeia de Física em 1997, o Prémio Wolf de Física em 2004 e o Nobel de Física de 2013. Mas duvida que a descoberta que expôs num célebre artigo publicado em 1964 pudesse ter sido feita no clima que impera nas universidades de hoje, onde os investigadores têm de produzir papers uns atrás dos outros. “É difícil imaginar como é que no ambiente atual [da universidade] eu teria paz e tranquilidade suficientes para fazer o que fiz em 1964”.

Higgs diz que publicou menos de dez artigos depois da sua importante descoberta de 1964, e está convencido que teria sido despedido se não tivesse sido nomeado para o Nobel, pela primeira vez, em 1980. O que aconteceu foi que a direção da Universidade de Edinburgh percebeu que o investigador poderia vir a ganhar o Prémio Nobel, e se não ganhasse sempre poderiam ver-se livres dele.

O cientista contou ao Guardian o embaraço que ele significava para o departamento quando circulava o pedido de lista de publicações dos cientistas do departamento naquele ano, e ele respondia: “Nenhum”.

O nome de Higgs foi posto à partícula cuja existência ele previu em 1964 e que só foi comprovada pelo acelerador de partículas LHC do Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN) em 2012. O físico só lamenta que o bosão tenha ficado conhecido como “a partícula de Deus”, pois teme que essa alcunha “reforce o pensamento confuso na cabeça das pessoas que já pensam de forma confusa. Se acreditam na história da criação em sete dias, estão a ser inteligentes?”, disse ao Guardian.

dica do Davi Duarte

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