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Na Suécia, escritora brasileira cria biblioteca infantil no jardim de casa

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A escritora carioca Ilana Eleá criar uma biblioteca infantil no jardim de casa, em Estocolmo Claudia Wallin

A escritora carioca Ilana Eleá criar uma biblioteca infantil no jardim de casa, em Estocolmo Claudia Wallin

Publicado na RFI

A poeta e escritora carioca Ilana Eleá transformou a dor de uma depressão na Suécia em um sonho literário: criar uma biblioteca infantil no jardim de casa, em Estocolmo, e transformar o quintal em um espaço literário para promover a leitura de livros entre crianças suecas e brasileiras.

O cenário é quase uma poesia concreta. A biblioteca de Ilana funciona em uma pequena réplica em madeira de uma idílica casa sueca dos anos 20. À sua volta, crianças e pais folheiam livros e fazem performances e leituras em voz alta. No jardim de mil metros quadrados, Ilana espalha mesas cheias de livros e bolos, e uma fogueira espanta o frio nos dias gelados do inverno.

“A proposta da biblioteca é oferecer um espaço de convivência literária aqui no bairro. Temos atividades semanais, e nosso acervo é diversificado. Mas o enfoque é claro: livros de literatura infantil que tenham uma linguagem poética, que sejam ricos em metáforas, belamente ilustrados. E livros que abordem questões existencialistas, porque perguntas sobre a existência são fundamentais.

Quando a crise vira uma oportunidade

A ideia nasceu de uma crise pessoal. Com doutorado em Educação pela PUC do Rio de Janeiro, Ilana dava aulas na universidade quando conheceu o marido sueco, Johan Averstedt, em um site de relacionamentos. Em 2011, ela desembarcou na Suécia. Foram tempos difíceis: era difícil aprender a língua sueca, era difícil se adaptar à nova cultura e aos dias escuros do rigoroso inverno nórdico.

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Dois anos mais tarde, Ilana chegou a conseguir trabalho como pesquisadora da Universidade de Gotemburgo. Mas a depressão se acentuou. E só foi superada, segundo ela, graças ao sistema sueco de apoio aos trabalhadores.

“A Suécia me salvou”, diz Ilana. “O sistema de previdência sueco me ofereceu um mês de licença para ficar em casa, com salário pago, e a prescrição médica foi muito simples: fazer longas caminhadas, e apenas coisas que eu gostasse de fazer. Fiz as longas caminhadas, li muito, fui a eventos literários. E meu coração indicou que era isso que eu tinha que fazer: mudar a direção, mudar de área e trabalhar com literatura. Começar do zero. Quando eu voltei um mês depois, muito constrangida por ter que dizer que eu pediria demissão, depois de todo o tempo que investiram no meu tratamento, a médica na verdade me parabenizou. E disse, ‘vai ser apenas uma questão de tempo para que você seja novamente produtiva para a Suécia, e como uma cidadã feliz, que é o que queremos’”, conta Ilana.

Café com bolo e livros

Mãe de Dante, de cinco anos, e Liv, de dois anos de idade, Ilana transformou a sua trajetória no livro “Ela foi para a Suécia”, com lançamento no Brasil previsto para fevereiro. E se dedicou a plantar no jardim de casa a biblioteca infantil, que acabou virando mais uma poesia de Ilana:

“Uma biblioteca para o bairro nasce em jardim de casa, pintada de amarelo, com telhado de tijolo, e livros e gentes e fogueiras e cantos e poesias e bolos de histórias, ilustrando as tardes das crianças e suas famílias. Páginas são sementes para um peito leitor. Esse que bate, esse que nasce em voz alta ou sussurada, quando a lâmpada deita com a noite. Livros semeiam quintais com literatura. Essas árvores, essas casas acesas, somos nós”, ela recita.

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Todas as quartas-feiras, Ilana abre as portas da biblioteca para pais e crianças a partir de dois anos de idade. Às quatro e meia da tarde, os bolos que Ilana faz começam a sair do forno. É a hora do que os suecos chamam de “fika” – a pausa para o café. Em seguida, começam as leituras de livros em voz alta, e as performances de música realizadas pelas crianças ou pelos pais.

Inaugurada em setembro, a biblioteca tem um acervo de cerca de 200 livros – que aumenta a cada dia, com as doações de livros que vão chegando. O plano de Ilana é expandir as atividades da biblioteca, que já começa a receber a visita de turmas de escolas locais, e criar um acervo de obras infantis brasileiras. A primeira doação já está a caminho: um lote de 50 livros doados a Ilana pela Biblioteca Pública do Paraná.

Pais revelam o amor pelos filhos por meio da literatura e da internet

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Pai e filho compartilham momentos na internet (Foto: reprodução EPTV)

Pai e filho compartilham momentos na internet (Foto: reprodução EPTV)

Rafael Noris e o filho Miguel possuem um canal na internet, onde compartilham a rotina; já o jornalista Lucas Puntel escreveu um livro sobre as histórias do filho

Publicado no GShow

Em clima paterno, o repórter Daniel Perondi e o apresentador Pedro Leonardo mostram alguns pais inspirados pelos filhos. Eles revelam o amor aos pequenos por meio da arte.

Em Campinas (SP), Daniel Perondi conheceu o publicitário Rafael Noris e o filho Miguel. Eles possuem um canal e um blog na internet, chamado ‘Família Palmito’, onde contam o dia a dia da família e também compartilham fotos e vídeos.

Há um ano e meio, Rafael e Miguel moram sozinhos, longo dos avós do pequeno, e por isso precisam lidar com a rotina de trabalho e escola. Para um convívio melhor, pai e filho dividem as tarefas, que são dispostas em um quadro. “Eu lavo louça e ele já começou a lavar os talheres para ir aprendendo”, conta o publicitário.

Quadro de tarefas da 'Família Palmito' (Foto: reprodução EPTV)

Quadro de tarefas da ‘Família Palmito’ (Foto: reprodução EPTV)

Uma das atividades que mais chama atenção no ‘Família Palmito’ são as leituras compartilhadas, onde pai e filho, em voz alta, leem livros um ao outro. Ao todo são mais de 50 livros que os dois possuem e um deles é muito especial, afinal foi escrito por eles mesmos: “Brena e o Dragão”, sobre “a história de uma menina que conheceu um dragão”, afirma Miguel.

Pedro Leonardo também conheceu uma história inspiradora. O jornalista Lucas Puntel resolveu escrever um livro sobre as histórias do filho.

Pai escreve livro sobre histórias contadas pelo filho (Foto: reprodução EPTV)

Pai escreve livro sobre histórias contadas pelo filho (Foto: reprodução EPTV)

O projeto teve o ponto de partida em 2010, quando o pequeno Bento ainda tinha 8 anos de idade “e se tornou não só uma fonte de inspiração para as crônicas, mas também um personagem”, conta o pai.

Livro escrito pelo jornalista Lucas Puntel (Foto: reprodução EPTV)

Livro escrito pelo jornalista Lucas Puntel (Foto: reprodução EPTV)

Tribunal dos EUA mantém aventuras de Sherlock Holmes em domínio público

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Decisão encerra, dez vez, briga pelos direitos autorais sobre as histórias do personagem

Jonny Lee Miller, Benedict Cumberbatch e Robert Downey Jr como Sherlock Holmes - Reprodução

Jonny Lee Miller, Benedict Cumberbatch e Robert Downey Jr como Sherlock Holmes – Reprodução

Publicado por Reuters [via O Globo]

O caso da briga pelos direitos autorais das histórias de Sherlock Holmes está encerrado, agora que a Suprema Corte dos Estados Unidos manteve intacto um veredicto que determina que 50 obras com o famoso detetive ficcional são de domínio público.

Os juízes da alta instância, que assim como o excêntrico investigador escolhem que casos aceitam, recusaram-se a ouvir o apelo apresentado pelo espólio do autor Arthur Conan Doyle, morto em 1930.

O espólio pedia que o escritor Leslie Klinger pagasse uma licença de US$ 5 mil antes que um volume de novas histórias baseadas no personagem, conhecido por sua genialidade, pudesse ser publicado.

A medida do tribunal significa que o veredicto de junho da Sétima Corte de Apelações dos EUA a favor de Klinger é a palavra final sobre o assunto. A corte argumenta que as 50 obras de Sherlock Holmes publicadas antes de 1923 são de domínio público, já que as proteções dos direitos autorais expiraram.

O tribunal de apelações afirmou que só as dez últimas obras protagonizadas pelo detetive, que foram publicadas entre 1923 e 1927 e cujos direitos autorais só vencem depois de 95 anos, exigem proteção.

Klinger é o editor de “The New Annotated Sherlock Holmes” e outros livros com o personagem. Ele havia pago uma licença ao espólio por um trabalho anterior, mas o processou depois de se recusar a pagar outra taxa por um compêndio de novas histórias de Holmes que ele e a co-editora Laurie King estavam editando, “In the Company of Sherlock Holmes”.

Sua editora, a Pegasus Books, recusou-se a publicar a obra depois que o espólio de Conan Doyle ameaçou suspender as vendas no site Amazon.com e na livraria Barnes & Noble a menos que recebesse mais uma taxa.

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