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Série baseada em livros de Elena Ferrante é renovada para 2ª temporada

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‘My Brilliant Friend’ (HBO/Divulgação)

‘My Brilliant Friend’ estreou no Brasil no último dia 25; segundo ano do seriado vai adaptar o romance ‘História do Novo Sobrenome’

Publicado na Veja

A HBO anunciou nesta terça-feira que a série My Brilliant Friend, baseada nos livros de Elena Ferrante, foi renovada para a segunda temporada. No Brasil, o primeiro ano do seriado estreou no último dia 25 – por enquanto, quatro dos oito episódios foram exibidos.

A produção é inspirada na série de livros que ficou conhecida informalmente por Tetralogia Napolitana, que retrata os mais de sessenta anos de amizade de Elena e Lila, duas italianas de Nápoles. A primeira temporada foi baseada em A Amiga Genial, que abre a série; já a segunda será inspirada em História do Novo Sobrenome, o segundo título.

O seriado, gravado em dialeto napolitano e com atores realmente naturais de Nápoles, tem entre seus roteiristas Elena Ferrante, a misteriosa escritora cuja identidade nunca foi confirmada.

A Amiga Genial | HBO divulga trailer de sua adaptação do livro

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Lucas Nascimento, no Observatório do Cinema

A HBO divulgou o primeiro trailer de A Amiga Genial, adaptação para a TV dos romances italianos de Elena Ferrante, que rendeu uma franquia de quatro livros iniciada em 2012.

Em mais uma amostra do catálogo internacional da emissora, a série de 8 episódios será exibida com áudio italiano, e com legendas em inglês nos EUA – e, se chegar ao Brasil, com legendas em português.

A adaptação será dirigida por Saverio Costanzo.

A Amiga Genial estreia na HBO americana e italiana em novembro, sem data oficial definida pelo canal.

‘A Amiga Genial’, série baseada na obra de Elena Ferrante, deve estrear em 2019

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Divulgação/HBO
Gaia Girace (à esquerda) e Margherita Mazzucco interpretam Raffaella Cerullo, a Lila, e Elena Grego, a Lenu, respectivamente.

Adaptação da famosa ‘tetralogia napolitana’ é uma parceria entre HBO e a rede pública de televisão italiana Rai.

Publicado no HuffpostBrasil

A aguardada série sobre a “tetralogia napolitana” da escritora italiana Elena Ferrante deve estrear nos Estados Unidos e na Itália no fim do próximo inverno no hemisfério norte, entre dezembro de 2018 e março de 2019.

A previsão foi dada pelo produtor Lorenzo Mieli, que disse também que a série está sendo filmada em dialeto napolitano. “É algo complexo até para o público italiano, um grande desafio. Se tiver sucesso, toda a indústria mudará”, afirmou.

A série está sendo produzida pela emissora pública Rai e pela rede norte-americana HBO e deve ter quatro temporadas – uma para cada livro – de oito episódios. As gravações estão sendo feitas em Caserta, na Itália. A própria Ferrante está contribuindo para o roteiro.

O título original da série será My Brilliant Friend.

A chamada tetralogia napolitana é formada pelos volumes A Amiga Genial, História do Novo Sobrenome, História de Quem Foge e de Quem Fica e História da Menina Perdida, todos já lançados no Brasil pelo selo Biblioteca Azul, da Globo Livros.

A série conta a história de duas amigas da periferia de Nápoles, Lenù (apelido de Elena) e Lila, escrita pela primeira após o súbito desaparecimento da segunda. A narrativa começa com Lenù recebendo a notícia de que Lila, já idosa, havia sumido sem deixar rastros, cumprindo um antigo desejo. Irritada, ela decide relatar toda a trajetória de sua amizade, desde a primeira infância até a velhice.

Como pano de fundo, Ferrante descreve as tensões enfrentadas pela Itália e por Nápoles no pós-Guerra, como os anos de chumbo, o fascismo, o comunismo e o crescimento da Camorra, e a tentativa das duas amigas, cada uma a seu modo, de se libertarem da vida de miséria, exploração e violência à qual nasceram condenadas.

A personagens Lenu e Lila serão interpretadas na infância por Elisa Gel Genio e Ludovica, respectivamente. Já na adolescência, Margherita Mazzucco e Gaia Girace interpretam as personagens.

De acordo a HBO, o processo de seleção do elenco durou mais de oito meses e envolveu cerca de 9 mil crianças e 500 adultos. O elenco final conta com mais de 150 atores e 5 mil figurantes – incluindo estudantes locais.

Com informações da agência ANSA.

Romances de Elena Ferrante guiam passeio por becos e praias de Nápoles

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Amigas tiram fotos da baía de Nápoles, com o Vesúvio ao fundo, na rampa SantAntonio a Posillipo

Amigas tiram fotos da baía de Nápoles, com o Vesúvio ao fundo, na rampa SantAntonio a Posillipo

Iara Biderman, na Folha de S.Paulo

Descobrir Nápoles seguindo os passos da escritora Elena Ferrante ou de suas personagens é uma aventura proveitosa até para quem ainda não leu os livros de sua elogiada série napolitana.

Os quatro romances (“A Amiga Genial, “História do Novo Sobrenome, “História de Quem Foge e de Quem Fica” e “História da Menina Perdida, publicados no Brasil pela Biblioteca Azul) acompanham a vida das amigas Lenu e Lila, nascidas no fim da Segunda Guerra em um bairro da periferia de Nápoles.

Lenu, a narradora, tenta superar os limites impostos pela pobreza do bairro e se tornar uma escritora -enquanto Lila, a amiga audaciosa, manipula a vida de Lenu e de todos os vizinhos. No meio disso, o leitor mergulha na história de Nápoles, da Itália e de acontecimentos que definiram o mundo de hoje, como o feminismo, a luta de classes e o crime organizado.

Segui-las por ruas e becos de Nápoles é a melhor forma de perceber a marca da cidade, o contraste entre periferia e centro, interior e mar, riqueza e miséria. Ao mesmo tempo, é uma viagem genial caminhar com as amigas pelo caos napolitano e os marcos turísticos da capital de Campânia, no sul da Itália.

Não à toa os livros se tornaram um fenômeno mundial de vendas, e o primeiro volume já está sendo adaptado para a televisão pela HBO, que deve estrear uma minissérie em 2018.

O nome verdadeiro da autora, porém, continua um mistério: Elena Ferrante é um pseudônimo, a autora se recusa a aparecer e só concede raras entrevistas por e-mail.

ONDE O TURISTA NÃO VAI

O melhor jeito de entrar na Nápoles de Ferrante é por trem. Da janela, você busca avistar a estação central, mas tudo que vê é a periferia, a mesma de qualquer cidade, com seus prédios cinzentos, torres elétricas e muros de pedra, como descreve a autora.

Gianturco, um ponto antes da estação central de Nápoles, é a parada no cenário onde as protagonistas Lila e Lenu nasceram, cresceram, fugiram ou ficaram. Saindo, à direita, chega-se ao túnel que as amigas percorreram quando, pela primeira vez, tentaram passar os limites do bairro.

Uma das bocas do túnel está fechada para carros. Há alguns anos era usado para festas e shows alternativos, mas os eventos foram proibidos pela prefeitura. Hoje, só há escuridão, umidade e grafites.

Na saída estende-se a avenida Emanuele Gianturco, o estradão. Pouco depois de se passar por um posto de gasolina (será ainda o mesmo em que o personagem Antonio Cappuccio, filho da viúva louca, trabalhava?), vira-se à direita, para entrar no coração do bairro: Rione Luzzatti, tão difícil de chegar (para os turistas) quanto de sair (para os personagens).

Praia no vilarejo de SantAngelo, onde o passeio é subir pelas ruas formadas por escadas de pedra, rente às casas brancas e floridas.

Praia no vilarejo de SantAngelo, onde o passeio é subir pelas ruas formadas por escadas de pedra, rente às casas brancas e floridas.

Os prédios de quatro andares de Luzzatti foram construídos para a população sem recursos desabrigada após a Segunda Guerra. Das fábricas erguidas por lá só restam os muros semiarruinados e, no hoje bairro-dormitório, ruas praticamente desertas.

Um dos seres vivos encontrados pela reportagem é o carroceiro Enzo. Nos primeiros livros da série, o também carroceiro Enzo Scanno vendia verduras.

O Enzo real vende peixes e frutos do mar, mas só parou para descansar em frente à igreja da Sagrada Família, onde Lila se casou. Não há para quem vender seus pescados.

Ele nunca ouviu falar em Ferrante ou nos seus livros. “Não sou uma pessoa que lê”, desculpa-se, como provavelmente faria qualquer personagem do bairro da ficção.

Quando a narradora Lenu já é uma escritora consagrada e encontra Lila pela última vez, em 2005, percebe que o bairro permanecera idêntico e, no entanto, a paisagem em torno tinha mudado: “No lugar dos pântanos e da velha fábrica de conservas, há o brilho de espigões de vidro”. É mesmo o que se vê agora para além dos muros da igreja.

Rione Luzzatti satisfaz o fetiche de ver “a casa” dos personagens e permite ao leitor mais aficionado passar pelo túnel de volta ao estradão da Emanuele Gianturco que levaria as amigas ao mar. Mas, como na discussão sobre a verdadeira identidade de Elena Ferrante, talvez aqui seja mais importante a ficção do que a realidade.

BECOS E VIELAS

Para completar a imagem do bairro arquetípico descrito nos livros, o melhor é pegar de volta o trem na linha 2 da rede metropolitana até a estação Cavour, duas paradas após a Gianturco.

Dali chega-se a Sanità, bairro popular onde artesãos, comerciantes, estudantes, artistas e camorristas convivem em ruas estreitas e caóticas.

mapa

Ao entrar pela rua Vergini, ocupada por uma feira livre diária, o primeiro impulso dos leitores da série napolitana é buscar uma criança perdida entre as barracas de frutas, verduras, panelas, roupas e sapatos.

É fácil se perder em Sanità –e isso faz parte do jogo. Ao perambular sem destino pelas ruas, cruza-se com marceneiros ou sapateiros conversando em frente a pequenos negócios, com moradoras que estendem seus varais até a janela da vizinha da frente e com o som incompreensível do dialeto napolitano.

Ao final da via Vergini, um desvio à direita leva à praça Miracoli, de onde se avista do alto o emaranhado de becos e vielas do bairro. Descendo por um desses “vicos”, em direção a via Sanità, chega-se à igreja San Vicenzo.
Ao contrário da fechada e vazia Sagrada Família, em Rione Luzzatti, esta está sempre aberta e cheia, e não é difícil topar com um casamento.

A visão dos convidados em trajes de festa sob um calor de 40 graus remete à cerimônia de casamento do livro. A impressão é mais forte quando se percebe, na praça da igreja, um monumento a um jovem morto em uma disputa da Camorra (máfia napolitana). Quando Lenu volta ao bairro, em 2005, encontra o cadáver de Gigliola Spagnuolo, mulher do camorrista Michele Solara, no canteiro ao lado da igreja.

Barquinhos levam os turistas de SantAngelo até a praia de Maronti por três euros (para uma travessia de três minutos), mas dá para ir caminhando numa  escalada de cerca de uns 20 minutos.

Barquinhos levam os turistas de SantAngelo até a praia de Maronti por três euros (para uma travessia de três minutos), mas dá para ir caminhando numa escalada de cerca de uns 20 minutos.

O bar-confeitaria da família Solara talvez não exista, mas dá para sentir o gosto de sfogliatelles e canolis apreciados pelos personagens de Ferrante (e por toda a torcida do Napoli) na Poppella.

Hoje em uma pequena loja moderna na via Arena Sanità, a Poppella foi inaugurada no bairro na década de 1920 e era frequentada pelo comediante napolitano Totó (1898-1967), uma das três figuras mais cultuadas da cidade (as outras são San Gennaro e Diego Maradona, que jogou no clube local).

No início deste ano, dois motociclistas encapuzados atiraram na vitrine da confeitaria. Não se sabe se foi coisa dos Solara

Série baseada nos livros de Elena Ferrante é comprada pela HBO

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Capa de 'A amiga genial', de Elena Ferrante - Reprodução

Capa de ‘A amiga genial’, de Elena Ferrante – Reprodução

 

Produção italiana será dirigida por Saverio Costanzo

Publicado em O Globo

RIO – A adaptação da tetralogia napolitana de Elena Ferrante para a TV já tem um lar. A HBO anunciou nesta quinta-feira que adquiriu os direitos de exibição da série, capitaneada pelas produtoras italianas Wildside (também responsável por “The young pope”) e Fandango. O primeiro livro, “A amiga genial”, será transformado em uma minissérie de oito episódios dirigidos por Saverio Costanzo.

As filmagens começam no meio do ano na Itália — a série será toda falada em italiano, aliás. As atrizes que interpretarão as amigas Lenu e Lila ainda não foram escaladas. No momento, Costanzo trabalha no roteiro ao lado da própria Elena Ferrante, além dos roteiristas italianos Francesco Piccolo (“Habemus papam”) e Laura Paolucci (“Gomorrah”).

“A série vai explorar a complicada intensidade da amizade entre mulheres”, disse Casey Bloys, presidente de programação do canal americano, que divulgou a sinopse da primeira temporada:

“Quando sua amiga mais importante desaparece sem deixar rastros, Elena Greco, agora uma mulher idosa, imersa em uma casa cheia de livros, liga o computador e começa a escrever a história da amizade das duas. Ela conheceu Raffaella Cerullo, a quem ela sempre chamou de Lila, no primeiro dia de aula em 1950. Passada na perigosa e fascinante Nápoles, a história das duas cobre mais de 60 anos da vida delas, tentando descrever o mistério de Lila, a amiga genial de Elena e, de certa forma, sua pior inimiga”.

Ao todo, a série deve ter 32 episódios de 50 minutos cada, que cobrirão os quatro livros. Recentemente, um jornalista italiano causou polêmica ao investigar transações bancárias na tentativa de descortinar o verdadeiro nome por trás do fenômeno, chegando até a tradutora Anita Raja. A informação nunca foi confirmada.

“As personagens são tão bem contadas, com tantos detalhes, que todos nos identificamos com elas e com o desejo de elas se emanciparem. Elena Ferrante deu um jeito de contar em primeira pessoa coisas que são muito íntimas, arriscadas, coisas que todos nós sentimos, mas que precisam de muita coragem para se admitir”, disse Costanzo.

Segundo o diretor, a série será feita “como um grande filme”. “Para mim a diferença entre a TV e o cinema é muito sutil. As grandes séries atuais são cinematográficas”.

O quarto e último volume da saga de Elena, “A história da menina perdida”, será lançado no Brasil ainda no primeiro semestre deste ano pela editora Biblioteca Azul.

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