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The Next Chapter: ABC fecha parceria com Nicholas Sparks

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Nicholas Sparks

Provável estreia na TV do autor queridinho de Hollywood é uma comédia semiautobiográfica sobre divórcio.

Rodrigo Torres, no Adoro Cinema

A ABC está entrando com tudo na onda de adaptações da televisão norte-americana. Motivo: a emissora fechou um acordo com ninguém menos que o escritor Nicholas Sparks, queridinho de Hollywood no quesito adaptação de livros de romance. O projeto se chama The Next Chapter, e contará com o autor nas mais variadas etapas de desenvolvimento — da produção à inspiração. As informações são do The Hollywood Reporter.

The Next Chapter é baseada num argumento de Austin Winsberg (Gossip Girl), que divide a produção executiva e o roteiro com Sparks. O projeto é de uma sitcom sobre o romancista de sucesso Ben Diamond, um homem recém-divorciado que passa a questionar sua crença no amor, ao passo que precisa reaprender a conhecer pessoas e conciliar com muito cuidado a vida pessoal com a profissional.

Em suma, toda coincidência com a vida do próprio Nicholas Sparks não é acidental. Caso seja aprovado para série, seu primeiro projeto televisivo original será uma semiautobiografia — desenvolvida quase que simultaneamente à nova adaptação de um de seus maiores sucessos: Diário de uma Paixão, sendo adaptado pela Warner Bros. TV, para exibição na CW, como o projeto The Notebook.

ABC desenvolve série baseada nos livros fictícios de Richard Castle

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Publicado no Pipoca Moderna

derrickstorm 400x604 ABC desenvolve série baseada nos livros fictícios de Richard CastleO canal americano ABC está desenvolvendo uma série baseada na franquia literária de mistério “Derrick Storm”, criação fictícia do personagem principal da série “Castle”. A informação é do site Variety.

A série foi criada por Gregory Poirier (série “Missing”), que assina a produção do piloto com o criador de “Castle” Andrew Marlowe e sua mulher Terri Miller. Mas vale informar que a atração não irá incluir personagens de “Castle”.

Trata-se de uma produção metalinguística, que dará vida aos livros fictícios de Richard Castle, que é interpretado por Nathan Fillion na série “Castle”. Nos livros, Derrick Storm é um espião convocado pela CIA para missões misteriosas.

Por sinal, a 7ª temporada de “Castle” estreará em 29 de setembro nos EUA, mostrando o protagonista sumindo no dia de seu casamento com Kate (Stana Katic). “Castle” é exibida no Brasil pelo canal pago Sony.

Paulista faz engenharia aeroespacial na Rússia e quer se tornar astronauta

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Nadia Del Corto Baradel, de 27 anos, morava em Ribeirão Pires, no ABC.
Brasileira trabalha em um programa espacial na Lituânia.

Nadia Del Corto Baradel na Cidade das Estrelas, em Moscou, área militar onde são treinados os astronautas antes de irem para o espaço (Foto: Arquivo pessoal/Nadia Del Corto Baradel)

Nadia Del Corto Baradel na Cidade das Estrelas, em Moscou, área militar onde são treinados os astronautas antes de irem para o espaço (Foto: Arquivo pessoal/Nadia Del Corto Baradel)

Vanessa Fajardo, no G1

Foi para a Rússia, a terra da cachorra Laika e do astronauta Yuri Gagarin, primeiros seres vivos a chegarem ao espaço, que a brasileira Nadia Del Corto Baradel, de 27 anos, se mudou para estudar engenharia aeroespacial. Deixou a ‘vida caipira’ como ela define, em Ribeirão Pires, no ABC, venceu barreiras como idioma, baixas temperaturas e saudade de casa, e em junho deste ano defendeu o mestrado na mesma instituição em que se graduou, o Instituto de Aviação de Moscou.

Sem intenção de voltar para o Brasil, depois de sete anos na Rússia, Nadia se mudou para Lituânia para trabalhar em um programa espacial. Porém, seus próximos planos têm um endereço que a fascina desde muito tempo: o espaço. Agora ela quer se tornar astronauta.

A especialidade da jovem é a construção de veículos espaciais e foguetes de grande porte. Ela explica que os foguetes têm a função de levar bombas e satélites para astronautas que estão em órbita, como se fosse um ônibus. “É um meio de locomoção que leva o que chamamos em português de carga útil.”

Para fazer parte de algum programa aeroespacial e me tornar astronauta tenho de trabalhar muito. Muitos cosmonautas se formaram no instituto onde estudei, dois deles, inclusive, estão no espaço agora mesmo”
Nadia Del Corto Baradel, engenheira aeroespacial

Em 2011, como trabalho de conclusão de curso na graduação, Nadia criou um microsatélite capaz de estudar a atividade solar, que influência a vida na Terra e o trabalho dos astronautas nas estações espaciais. “O interessante deste satélite é o meio por qual se movimenta, por ‘velas solares’, como se fosse uma propulsão ecológica e barata.”

O trabalho rendeu a brasileira várias premiações, entre elas, a de melhor inventor de Moscou em março deste ano e o primeiro lugar no concurso de projetos inovadores da Câmara do Comércio da Federação Russa.

Depois de conquistar os diplomas de graduação e mestrado, Nadia quer chegar à Estação Espacial Internacional (ISS), um laboratório onde são feitas pesquisas e experimentos, para trabalhar em programas governamentais. Mas ela sabe que para chegar lá precisa enfrentar uma longa jornada.

“Para fazer parte de algum programa aeroespacial e me tornar astronauta tenho de trabalhar muito. Muitos cosmonautas se formaram no instituto onde estudei, dois deles, inclusive, estão no espaço agora mesmo. Preciso de boa experiência de trabalho e muito profissionalismo”, afirma. “O Brasil não tem uma participação tão ativa na EEI como a Rússia ou os Estados Unidos, e como sou brasileira, só posso fazer parte de algum programa espacial do meu país, nenhum outro me aceitaria.”

Nadia Del Corto Baradel em frente ao Instituto de Aviação de Moscou (Foto: Arquivo pessoal)

Nadia Del Corto Baradel em frente ao Instituto de
Aviação de Moscou (Foto: Arquivo pessoal)

A brasileira nascida em São Bernardo do Campo não sabe dizer bem por que escolheu estudar engenharia espacial. “Toda vez que me perguntam tenho dificuldade para responder. Sempre gostei de aviação e minha mãe tem um primo que desde o 14 anos serviu a aeronáutica. Sempre fui fã dele.” Nadia diz que em 2006, quando foi para Rússia ainda não havia o curso de engenharia aeroespacial no Brasil – criado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em 2010.

Para embarcar, Nadia teve de convencer o pai Donizeti Antonio Baradel, desenhista e projetista, que não tinha simpatia pela ideia de ela deixar o país para estudar. A mãe Irani Del Corto não se opôs, pois achava que a filha tinha habilidade para aprender idiomas e seria uma boa experiência, mas não a via como engenheira – muito menos aeroespacial.

Longe da família, a brasileira diz que teve anos difíceis na Rússia, mas não os trocam por nada. “Não acredito que tenha existido uma maior dificuldade. É como uma bola de neve, um probleminha atrás do outro: saudade dos amigos, o custo de vida em Moscou, uma cidade muito cara, a dificuldade do idioma. Quando não se sabe falar russo é muito difícil encontrar alguém que ajude.”

Com o rigor do inverno, Nadia logo se acostumou. “Aprendi que não existe ‘frio ruim’, existe ‘roupa ruim’, assim dizem os russos. Alimentação também conta muito, mas encarar uma temperatura de – 35°C não é brincadeira.” A jovem não convive com brasileiros, por isso hoje, depois de sete anos, considera que fala melhor russo do que português. “Falo português só com meus pais pela internet.”

A jovem diz que tentou algumas oportunidades profissionais no Brasil, mas não teve nenhuma resposta concreta. “Na dúvida, resolvi ficar por aqui.”

Nadia com a estátua de Yuri Gagarin, primeiro homem a viajar para o espaço (Foto: Arquivo pessoal)

Nadia com a estátua de Yuri Gagarin, primeiro homem a viajar para o espaço (Foto: Arquivo pessoal)

Cápsula de preparação aos astronautas na Cidade das Estrelas (Foto: Arquivo pessoal)

Cápsula de preparação aos astronautas na Cidade das Estrelas (Foto: Arquivo pessoal)

Ler, escrever e fazer contas são mistérios para maioria dos alunos do ensino fundamental brasileiro

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Quase 70% dos estudantes concluem o 3º ano do ciclo sem dominar competências básicas de redação e cálculo, comprova Prova ABC

Estudantes do 3º ano do ensino fundamental não sabem o mínimo esperado (Thinkstock)

Estudantes do 3º ano do ensino fundamental não sabem o mínimo esperado (Thinkstock)

Lecticia Maggi, na Veja

Quase 70% dos estudantes brasileiros concluem o 3º ano do ensino fundamental sem dominar competências básicas de escrita e matemática. Mais da metade não sabe ler no nível adequado a um aluno dessa etapa escolar. O alarme foi dado nesta terça-feira pela organização não-governamental Todos Pela Educação, que analisou os resultados da Prova ABC — avaliação aplicada no final de 2012 a 54.000 alunos do 2º e 3º anos de 1.185 escolas públicas e privadas de todos os estados brasileiros.

O estudo é mais uma confirmação de que o ensino vai mal no Brasil. Além disso, comprova que o país está muito longe de atingir as metas estipuladas pelo Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic). Lançado em julho 2012 pelo governo federal, o Pnaic é um compromisso entre estados, municípios e União que tem como objetivo garantir que toda criança esteja plenamente alfabetizada até os 8 anos de idade.

A situação da escrita não é mais favorável do que as de matemática e leitura. Em nenhum estado a parcela de estudantes que dominam a competência é superior a 50%. Longe disso: no Pará, por exemplo, somente 11,6% dos estudantes atendem aos quesitos da avaliação. “Uma criança alfabetizada não é aquela que está aprendendo a ler, mas aquela que demonstra capacidade de ler para aprender. Ou seja, possui as habilidades básicas para continuar avançando no conteúdo escolar”, afirma Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos pela Educação.

Em matemática, tradicional bicho-papão dos estudantes brasileiros, só 33,3% dos alunos do 3º ano atingiram o nível de conhecimento esperado: 175 dos 250 pontos possíveis. Segundo avaliação da prova — e do governo, portanto —, quem não atingiu a marca de proficiência (175 pontos) não consegue resolver problemas envolvendo moedas ou unidades padronizadas, como litros ou quilos, tampouco ler horas em um relógio digital, associando 20h com 8h da noite, por exemplo.

Fracasso no ensino fundamental
Alunos que NÃO aprendem o esperado ao fim do 3º ano da etapa escolar — em %

LEITURA

FONTE: Todos pela Educação

FONTE: Todos pela Educação

ESCRITA

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FONTE: Todos pela Educação

MATEMÁTICA

FONTE: Todos pela Educação

FONTE: Todos pela Educação

O levantamento mostra que há regiões do país onde a situação do ensino é ruim, e outras onde é péssima. As regiões Sul e Sudeste são as únicas em que mais da metade das crianças, ao término do 3º ano, possui proficiência em leitura. No Norte, o porcentual é de 27,3% (confira no mapa). Proficiência, na definição da própria Prova ABC, significa capacidade de localizar informações explícitas em um texto e de identificar temas e características de personagens em fábulas e histórias em quadrinhos, entre outras habilidades.

Há grande discrepância também entre estados. Enquanto em São Paulo as crianças com proficiência em leitura somam 60%, no Amapá e no Pará, elas representam menos de um quarto do total de alunos. O mesmo cenário se repete quando analisadas as demais habilidades: em Minas Gerais, 49,3% dos alunos do 3º ano aprenderam o esperado em matemática, contra 9,7% no Amazonas. Já no item escrita, a discrepância maior de aprendizado é verificada entre Goiás (42,1%) e Pará (11,6%). “Isso mostra que a desigualdade educacional no país começa já no início da vida escolar do aluno. É algo gravíssimo”, afirma Priscila Cruz. “O Brasil não pode tratar como iguais regiões e estados tão diferentes. É preciso intervir para garantir que essas crianças tenham direito à aprender”.

Prova ABC – Parceria entre o movimento Todos Pela Educação, a Fundação Cesgranrio, o Ibope e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a Prova ABC foi aplicada pela primeira vez em 2011 (confira aqui os resultados). Os dados daquele ano, no entanto, não são comparáveis aos divulgados agora. Isso porque, naquela ocasião, a prova foi realizada por alunos do primeiro semestre do 4º ano — na presente edição, os estudantes cursavam o quarto semestre do 3º ano.

A prova ABC é composta por cinquenta questões de matemática e cinquenta de leitura, divididas em blocos de dez. Cada aluno respondeu a vinte itens de uma das duas áreas e todos realizaram a redação.

Essa foi a última edição do exame. Em razão da criação do Pnaic, o Ministério da Educação (MEC) anunciou que usará um instrumento próprio de verificação do aprendizado dos alunos, a Avaliação Nacional de Alfabetização (Ana). A expectativa é que a Ana seja aplicada neste ano a todos os concluintes do 3º ano do ensino fundamental na rede pública de ensino.

Qualidade de ensino e apelo popular pressionam capacidade da Fundação Casa

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Juízes autorizam internações para que jovens tenham acesso à educação

Daia Oliver/R7 Obrigatoriedade de presença nas aulas e qualidade de ensino são alguns dos motivos que fazem juízes adotar internação como medida socioeducativa

Daia Oliver/R7
Obrigatoriedade de presença nas aulas e qualidade de ensino são alguns dos motivos que fazem juízes adotar internação como medida socioeducativa

Felippe Constancio, no R7

A qualidade do ensino oferecido aos menores infratores internados na Fundação Casa (Centro de Atendimento
Socioeducativo ao Adolescente) e a pressão popular por punições a autores de delitos podem ser alguns dos motivos
para que diversas unidades trabalhem atualmente acima da capacidade ideal. Segundo dados da instituição, diversas
unidades trabalham com um excesso de capacidade tolerável de até 15% em relação à capacidade prevista.

O desembargador e professor de Direitos Humanos das Faculdades Integradas Rio Branco, Dr. Antonio Carlos Malheiros, ressalta que um dos fatores que podem contribuir para as internações de menores infratores é o apelo da sociedade diante de alguns delitos de repercussão nacional.

Além da qualidade da educação da Fundação, juízes optam por internar menores infratores como medida
socioeducativa com objetivo de aproveitar a privação de liberdade do sistema como uma medida punitiva ao
adolescente que se envolveu em algum crime, como em casos recentes envolvendo garotos abaixo dos 18 anos — o assassinato do estudante Victor Hugo Deppman e a morte da dentista Cynthia Moutinho de Souza, queimada viva em seu consultório durante um assalto no ABC paulista contaram com a participação de menores.

— Certos juízes das varas especiais estão se comportando muito mais como criminalistas, também porque na Fundação Casa o jovem é obrigado a comparecer às aulas, onde o sistema de ensino é integral.

Qualidade de educação

Ainda que os centros tenham diferenças em termos de qualidade das instalações, como quadras descobertas e arquitetura que às vezes pode lembrar uma prisão, todas as unidades têm o mesmo programa educacional, conta a superintendente pedagógica da Fundação, Marisa Fortunato.

Segundo ela, para muitos jovens os centros são o primeiro contato com a arte.

— Eles têm aulas multisseriadas todos os dias, num período total de 4h30.

A reportagem do R7 visitou a Fundação Casa de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, e conheceu as instalações e os programas educacionais que são oferecidos aos alunos. Em instalação, apenas a unidade de Atibaia se assemelha à de Franco da Rocha.

No período da tarde, são dadas aulas de qualificação básica, nas quais os menores escolhem uma profissão para ter um primeiro contato. O período vespertino também inclui atividades esportivas e cursos de artes.

Este é um dos motivos pelo qual o Estado de São Paulo é o que mais interna menores em centros de socioeducação. Enquanto Estados como o Rio Grande do Sul internam um a cada sete menores que cometem algum ato infracional, o Estado paulista chega a internar, em média, um a cada três jovens.

De acordo com a diretora do complexo da Fundação em Franco da Rocha, a “Novo Tempo”, Keila Costa da Silva, a
escolha do juiz muitas vezes está ligada ao acesso à educação que o menor infrator tem ao ser internado.

— A Fundação, para muitos internados, é o primeiro contato com a arte, por exemplo. Muitos deles começam a estudar
aqui, onde além de qualidade, as aulas têm presença obrigatória. Na visão de muitos magistrados, o ambiente da
Fundação Casa é melhor e o adolescente fica mais protegido.

Sistema de ensino

A forte presença de jovens que abandonaram os estudos ou não tiveram acesso ao ensino de qualidade obriga o
centro a montar um esquema diferenciado em seu sistema de ensino.

Os alunos com defasagem são alocados para séries inferiores, para que não percam o interesse e preencham as
lacunas de seu conhecimento nas disciplinas, conta Keila.

— Mais de 95% deles não estão adequados à relação série-ano. Vários adolescentes e jovens que deveriam estar na
sétima série ou mesmo no ensino médio são analfabetos e por isso são ouvintes no segundo ano.

Além disso, àqueles cuja sentença prevê um período curto de privação de liberdade, a CASA oferece o PEC (Programa de Educação e Cidadania). Nele, o jovem não tem aulas no modelo curricular proposto pela rede estadual de ensino, mas participa de atividades educativas que começam e terminam no mesmo dia, uma vez que ele pode ter sua liberdade devolvida no dia seguinte.

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