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Mulheres dão a cara das mudanças no mundo islâmico

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Publicado por UOL

Lina Ben Mhenni, autora do blog A Tunisian Girl (uma garota tunisiana), onde escreve desde 2007 sobre censura, direitos femininos, direitos humanos e liberdade de expressão. Em 2010, ela ajudou a divulgar em suas redes sociais a imolação do vendedor de frutas Mohamed Bouazizi, em Tunis, episódio considerado o estopim da Primavera Árabe. A repercussão de sua página levou o governo do presidente Zine el Abidine Ben Ali a bloquear seu site e realizar buscas na casa de sua família. Em 2011, ela foi indicada ao Nobel da Paz (Foto: Lionel Bonaventure/AFP)

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“Amina Arraf”, suposta foto da blogueira autora de “Gay Girl in Damascus” (garota gay em Damasco, em tradução do inglês). Em junho de 2011, a notícia de sua suposta captura deixou as redes sociais em estado de tensão, até que apurações de jornalistas revelaram que a tal blogueira não existia. O autor do blog, o americano Tom McMasters, estudante na Escócia, admitiu que se passava pela menina (Foto: Reprodução)

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Em foto de dezembro de 2012, Aliaa Almahdy (centro) protesta por liberdade de expressão, ao lado de integrantes do coletivo feminista Femen, diante da embaixada egípcia em Paris. Em 2011, a jovem egípcia postou uma foto de si mesma nua em seu blog e se tornou o principal assunto de discussão na rede egípcia. Aliaa, que se apresenta como estudante de mídia e comunicação, criticou à época a proibição de modelos nus na faculdade de artes e em livros, e diz militar “contra uma sociedade de violência, de racismo, de sexismo, de assédio sexual e de hipocrisia” (Foto: Reprodução)

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Israelenses posam nuas em apoio à egípcia Aliaa Elmadhy, que postou foto nua em seu blog para protestar pela falta de liberdade de expressão em seu país (Foto: Anat Cohen/Efe)

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Jornalista egípcia Mona Eltahawy, que constantemente usa as redes sociais para denunciar abusos das autoridades de seu país. Nesta foto, postada por ela em seu Twitter, ela aparece com os dois braços enfaixados – segundo ela, fruto do espancamento de oficiais egípcios. Em setembro de 2012, ela foi presa por pichar com tinta cor-de-rosa pôsteres afixados no metrô de Nova York (EUA) que chamam de “selvagens” os oponentes muçulmanos do Estado de Israel (Foto: Reprodução)

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Jornalista e blogueira tunisiana Olfa Riahi, investigada em seu país por acusar de desvio de verbas públicas o ministro do Exterior do país, Rafik Abdessalem, em janeiro de 2013 (Foto: Zoubeir Souissi/Reuters) (mais…)

Alunos da UFRRJ denunciam no Facebook crimes no campus

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Criada em maio, página ‘Abusos cotidianos – UFRRJ’ já reúne 22 relatos, como uma tentativa de estupro sofrida por uma estudante
Diretor de vigilância diz que precisa de um efetivo três vezes maior para dar conta de toda a área da Rural

Página no Facebook para denunciar crimes no campus já conta com mais de 1.200 “curtidas”

Página no Facebook para denunciar crimes no campus já conta com mais de 1.200 “curtidas”

Eduardo Vanini, em O Globo

RIO – Agressões, tentativa de estupro e assédio são alguns dos problemas que compõem uma extensa lista de reclamações feita por alunos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) que começa a se formar na internet. Diante do quadro de insegurança instaurado no interior do campus, em Seropédica, eles criaram a página “Abusos cotidianos – UFRRJ” no Facebook. Lá as vítimas podem fazer denúncias sem que sejam identificadas. A maior parte dos casos é de assédio a alunas.

Aberta em maio deste ano, a comunidade já reúne 22 relatos (veja alguns trechos abaixo) e mais de 1.200 “curtidas”. Um dos casos mais graves é de uma tentativa de estupro que teria ocorrido em 19 de maio. Na ocasião, uma estudante teria sido atacada por um homem desconhecido que teria agredido e rasgado a roupa da vítima. Mas, ao notar que uma viatura de segurança do campus se aproximava do local, ele acabou fugindo.

A aluna do 2º período de psicologia Ellen Mariane, de 20 anos, é uma das criadoras da página. Ela conta que a combinação de um campus que se estende por mais de três mil hectares e um efetivo de apenas 62 guardas torna a universidade um ambiente propício a essas práticas. Além disso, segundo ela, há a falta de cuidados e de manutenção das instalações que se repetem ao longo de anos.

– Havíamos chegado a um ponto em que não conseguíamos enxergar o chão, devido à falta de iluminação – diz.
Sobre a quantidade de assédios, ela conta que boa parte vem dos próprios profissionais que atuam no campus.

– Por conta do Reuni (Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), há muitas obras aqui. É comum os homens que trabalham nessas construções mexerem com as garotas. Por isso, já criamos até um abaixo-assinado para que as empresas responsáveis pelos trabalhos capacitem seus funcionários.

Todo esse quadro acabou forçando os alunos a mudarem seus hábitos. Ellen conta que há casos de pessoas que pensam em trancar a faculdade por medo da falta de segurança e outros que deixaram de assistir aulas à noite.

Segundo a estudante, a página já garantiu alguns resultados positivos, como a restauração da iluminação do campus. Além disso, a visibilidade aos fatos também transformou a postura dos próprios alunos.

– Resolvemos dar mais visibilidade aos fatos justamente para forçar a direção tomar providências. Agora, isso está começando a acontecer. Também percebemos que os próprios alunos estão mais conscientes e participam com mais afinco das mobilizações e dos atos – nota.

Para o diretor da Divisão de Guarda e Vigilância (DGV) da UFRRJ, Renan Canuto, o efetivo reduzido e a grande extensão do campus de Seropédica prejudicam os trabalhos de segurança no local. Sem dar números concretos, Canuto afirmou que o ideal seria um contingente três vezes maior do que o atual.

Segundo ele, a universidade já abriu licitação para instalar um sistema de câmeras de vigilância e adquirir mais duas pickups, além de fazer o restabelecimento da iluminação da área. Canuco argumentou ainda que algumas denúncias dos estudantes seriam “infundadas, e aproveitou para pedir que casos de crimes também sejam comunicados a delegacias, e não somente no Facebook:

– Eles denunciam no Facebook, mas (os casos) têm que estar na delegacia, né? Cada um põe o que quer na rede. Para mim, algumas denúncias são infundadas. Se fossem verdadeiras, a delegacia de Seropédica estaria lotada de registros de ocorrência, o que não é verdade.

Veja alguns relatos que estão na página, reproduzidos da mesma maneira que foram escritos:

“Era noite já e não tinha nenhuma iluminação (um problema que temos enfrentado aqui no campus), quando de repente me deparei com um indivíduo na minha frente. Ele me mandou parar, obedecer tudo que ele falasse ou eu sofreria as conseqüências. Eu não tinha reação. Eu não conseguia me mover. Diante disso ele irritado me deu um tapa no rosto, mandou eu tirar a blusa. Diante da minha negativa ele tentou puxar minha calça causando um rasgo nela. (…) Da onde estávamos dava pra ver a guarda universitária do campus, foi quando percebi um carro da guarda saindo e subindo a rua, olhei assustada pro carro e ao perceber a movimentação o indivíduo se assustou, me largou e disse pra eu ir andando disfarçadamente pra onde eu estava indo, sem falar com ninguém, sem pedir ajuda, ou ele iria atrás de mim, porque sabia meu nome e onde eu morava. (…) Diante disso, hoje, eu me encontro em total pavor.”

“Me sinto abusada,invadida por não poder caminhar com segurança dentro da universidade…Assim como eu,já vi várias meninas sendo abordadas por esses caras que trabalham nas obras da Rural. O problema é essa cultura de achar que ”ah,foi só uma cantada mais grosseira,é normal!’”

“(…) Já fui assediada por professores desta universidade, com propostas indecentes, desde aqueles que foram diretos e chamaram para um jantarzinho mais intimo aos indiretos que chamam para uma cervejinha fora da rural (…) te prometem vantagens (…) e quando vc se recusa e rejeita a proposta é perseguida, ja tive muita vontade de abandonar meu curso por causa dessas coisas (…)”

“Numa tarde, a caminho do bandex, passei por um grupo de aproximadamente 10 funcionários e ouvi insultos de todos, um deles ainda ousou aproximar o rosto do meu ouvido para sussurrar asneiras; ao me manifestar, me afastando e rebatendo o que ouvia, tentando me manter firme, eles começaram a me ofender e hostilizar mais ainda, só que dessa vez num tom ameaçador, me deixando extremamente assustada e indignada.”

Filha mais velha de Klaus Kinski afirma que era abusada pelo ator

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Publicado por Folha de S.Paulo

Pola Kinski, filha mais velha do ator alemão Klaus Kinski, afirma em uma autobiografia ter sido abusada sexualmente pelo pai dos 5 aos 19 anos de idade. O artista, conhecido pelos trabalhos em parceria com o cineasta Werner Herzog, como “Fitzcarraldo” e “Aguirre, a Cólera dos Deuses”, morreu em 1991.

Hoje com 60 anos, Pola é filha da primeira mulher do ator, a cantora Gislinde Kuhlbeck. O casamento durou até 1955.

Em entrevista à revista alemã “Stern” publciada nesta quarta-feira (9), Pola disse que seu pai se aproveitou da separação para levar a filha em viagens pela Europa, durante suas filmagens.

Na autobiografia “Kindermund”, Pola Kinski relata que seu pai era agressivo e constantemente a jogava contra a parede antes de violentá-la. Depois dos abusos, Kinski presentearia a filha com objetos caros.

O ator alemão Klaus Kinski / AFP

O ator alemão Klaus Kinski / AFP

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