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Estupros na USP expõem omissão de universidades

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As denúncias recentes de casos de estupro ocorridos em uma das faculdades mais tradicionais do país expuseram um problema recorrente em várias universidades brasileiras: a omissão das instituições para coibir os abusos em trotes e festas universitárias, especialmente com os chamados “calouros”, que recém-ingressaram na universidade.

Alunas da FMUSP relatam abuso sexual em festas da faculdade em audiência pública

Alunas da FMUSP relatam abuso sexual em festas da faculdade em audiência pública

Renata Mendonça, na BBC Brasil

As alunas da Faculdade de Medicina da USP em São Paulo (FMUSP), vítimas de abusos sexuais em duas festas realizadas dentro do campus, chegaram a denunciar seus agressores, mas se disseram “silenciadas” pela universidade.

“O que essas meninas que sofreram violências mais relatam pra gente de resposta institucional é o silêncio”, conta Ana Luiza Cunha, aluna do 3º ano de medicina e uma das fundadoras do Coletivo Geni, um grupo criado para dar voz às vítimas de violência dentro da FMUSP.

“Essas violências são conhecidas por quem está lá dentro há muito tempo, mas a diretoria se omite, fala que não sabia.”

A FMUSP, porém disse que “se coloca de maneira antagônica a qualquer forma de violência e tem se empenhado em aprimorar seus mecanismos de prevenção destes tipos de casos, apuração de denúncias e acolhimento das vítimas.”

Os casos recentes reacenderam o debate sobre a responsabilidade das universidades diante do que acontece em trotes e festas vinculadas a ela.

Coletivo feminista Geni vestiu camisa contra o machismo em festa no início do ano e sofreu hostilizações

Coletivo feminista Geni vestiu camisa contra o machismo em festa no início do ano e sofreu hostilizações

Legislação

Não há lei federal que discorra sobre o trote universitário por enquanto – há um projeto de lei que ainda tramita no Congresso. No entanto, no caso de São Paulo, já há uma legislação específica que proíbe o trote violento atribuindo às instituições a responsabilidade por adotar medidas preventivas e impedir a prática dele.

Segundo essa lei (nº 10.454) – que entrou em vigor em 1999, após um calouro de medicina ter morrido afogado em um trote da USP -, a universidade pode ser responsabilizada por um aluno agredido ainda que o trote tenha acontecido fora das dependências dela, “porque a relação entre os alunos está ligada à entidade.”

Para a promotora do Ministério Público do Estado de São Paulo, Paula Figueiredo, que instaurou um inquérito para apurar os casos de violações aos direitos humanos na USP, a universidade tem o dever de investigar esse tipo de violência. “As coações aos novatos ocorreram lá dentro, há, sim, um dever da faculdade de apurar o que aconteceu e dar uma resposta”, disse à BBC Brasil.

A promotora explica que, mesmo em casos de festas organizadas por Atléticas – como é o caso da Carecas no Bosque, onde ocorreu um dos abusos -, “a diretoria da universidade tem responsabilidade por tudo o que acontece dentro do campus.”

O inquérito foi instaurado e agora Paula Figueiredo segue ouvindo depoimentos dos envolvidos. Segundo ela, se for comprovado que “a conduta da instituição gerou danos a uma pessoa, ela pode ter que fazer medidas compensatórias concretas, como uma manifestação expressa de retratação ou até promover políticas de inclusão.” Há ainda a possibilidade de ela ter que pagar uma indenização para o fundo de direitos coletivos que financia ações sociais.

Relatos

Relatos de abusos – sexuais ou físicos – em trotes ou festas universitárias não são uma exclusividade da FMUSP e costumam ser recorrentes nas universidades brasileiras em geral.

“Tem muito disso. Mulheres que têm que simular sexo oral na banana, tenho um amigo que teve um cigarro apagado na mão por um veterano”, conta uma estudante da Unesp Botucatu (SP) que não quis ser identificada.

Na UFMG, uma caloura foi pintada com tinta marrom, enrolada em uma corrente e chamada “Chica da Silva” em 2013. Na UFPR, em 2012, os veteranos do curso de Direito distribuíram um manual de sobrevivência dos calouros ensinando “como se dar bem na vida amorosa utilizando a legislação brasileira.”

Manual de conduta entregue aos bixos de Direito da UFPR em 2012

Manual de conduta entregue aos bixos de Direito da UFPR em 2012

A Unesp de Bauru tem o tradicional “leilão de RP (Relações Públicas)”, em que calouras desfilam para veteranos do curso de Engenharia e são leiloadas em lotes – eles pagam uma quantia (que pode ser de R$ 50, R$ 100) e levam as calouras para as repúblicas. Até 2007, o evento acontecia em uma sala de aula, mas foi proibido pela faculdade e atualmente ocorre em repúblicas.

Segundo a coordenadora do programa USP Diversidade (vinculado à pró-reitoria), Heloisa Buarque, “esse escândalo da USP acontece não por causa dos rituais, mas pelo estupro, porque isso ninguém pode aceitar”. “A imagem da FMUSP é importante, mas é o momento de ela mostrar que ela não vai aceitar mais isso. Há tradições que não têm que ser mantidas.”

Muitas vezes, por serem considerados uma “tradição” dos cursos, os rituais impostos por veteranos nos trotes acabam sendo encarados como algo “normal” para os alunos novos.

“Isso é meio perverso porque realmente ninguém está lá contra a vontade, mas normaliza-se a violência a um ponto de as pessoas pensarem ‘eu tenho que aturar essa violência pra fazer parte disso'”, disse Ana Luiza. Ela conta que o próprio Coletivo Geni sofre hostilizações na USP de pessoas que não concordam com as “violências” que elas estão denunciando.

“Muitos falam que é culpa da vítima, que não é abuso porque a menina estava bêbada e permitiu. Outros vieram nos criticar quando usamos uma camiseta contra o machismo no trote dizendo que ‘não tem machismo na faculdade'”.

Combate

Algumas faculdades promovem atividades culturais ou o chamado “trote solidário” para substituir os tradicionais rituais de tinta e brincadeiras praticados pelos veteranos. Além disso, algumas criaram ouvidorias ou “disque-trote” para os alunos fazerem denúncias.

No IME, calouros simulam sexo com mulher desenhada no chão

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A Unesp Botucatu chegou a abrir uma Comissão Central de Sindicância esse ano para apurar abusos em trotes – no mês passado, essa comissão anunciou a expulsão de Luís Yori Almeida Galvão, aluno da Medicina, acusado de praticar o trote violento. Já a Unicamp coloca comissões de plantão para fiscalizar o trote dos cursos.

Algumas faculdades particulares enfrentam o mesmo problema e também buscaram soluções. No caso da PUC, em Sorocaba, alunos da medicina criaram um Grupo de Apoio ao Primeiranista, que inclui núcleos e apoio psicológico e social para dar suporte a calouros que sofram eventuais violências ou tenham algum tipo de problema na faculdade.

A Faculdade de Medicina do ABC implantou câmeras pelo campus e também criou sindicâncias para investigar abusos. Em uma delas, dois alunos foram expulsos e quatro suspensos por terem levado calouros a um educandário próximo à faculdade e aplicado o trote do “cartão vermelho” (colocaram pimenta no ânus dos alunos).

No entanto, a punição acabou sendo revertida. “Os alunos foram à Justiça Comum e conseguiram reverter. O Ministério Público tem que trabalhar junto com as faculdades pra isso. Tem que mexer na lei”, disse à BBC Marco Akerman, à época vice-diretor da Faculdade de Medicina do ABC e atualmente professor da Faculdade de Saúde Pública da USP.

“Nossa formação é universitária, não é diversitária. Acaba sendo machista porque a maioria dos professores e diretores são homens, e aí vai se formando uma cultura de formação machista, homofóbica e racista”, explicou.

“A Universidade tem que assumir a organização do trote e das atividades de recepção junto com alunos. Tem que tirar isso da penumbra, mostrar pra sociedade o que está acontecendo.”

Proibição

Outra opção muito discutida nas universidades – inclusive na FMUSP – é a proibição de festas com álcool dentro do campus. Essa medida foi adotada pela Faculdade de Medicina do ABC, mas não agradou nem aos alunos, nem aos pais deles.

“Recebemos um abaixo-assinado com 600 assinaturas de alunos e 150 de pais. Eles acham que é mais seguro os filhos irem a festas na faculdade do que fora dela”, disse Akerman.

Concurso de "Miss Bixete" é comum nos trotes de universidades do Estado de São Paulo

Concurso de “Miss Bixete” é comum nos trotes de universidades do Estado de São Paulo

A FMUSP por enquanto apenas suspendeu as festas no campus. Na semana passada, a diretoria anunciou a “criação do Centro de Defesa dos Direitos Humanos, com assistência jurídica, ouvidoria, assistências psicológica e de saúde, para apoio de alunos da instituição que se sentirem vítimas de qualquer tipo de violação”, e disse que vai ampliar o sistema de vigilância, além de estabelecer novas regras para o consumo de álcool na faculdade.

O Coletivo Geni está otimista com as medidas e espera que as ações sejam estendidas a toda USP. “A universidade tem que fazer uma autocrítica, tem que sair do seu isolamento e voltar a se preocupar com o tipo de aluno que ela está formando e se esses profissionais vão trazer uma transformação da sociedade para que ela não seja só uma fábrica de diplomas”, concluiu Ana Luiza.

Mulheres dão a cara das mudanças no mundo islâmico

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Publicado por UOL

Lina Ben Mhenni, autora do blog A Tunisian Girl (uma garota tunisiana), onde escreve desde 2007 sobre censura, direitos femininos, direitos humanos e liberdade de expressão. Em 2010, ela ajudou a divulgar em suas redes sociais a imolação do vendedor de frutas Mohamed Bouazizi, em Tunis, episódio considerado o estopim da Primavera Árabe. A repercussão de sua página levou o governo do presidente Zine el Abidine Ben Ali a bloquear seu site e realizar buscas na casa de sua família. Em 2011, ela foi indicada ao Nobel da Paz (Foto: Lionel Bonaventure/AFP)

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“Amina Arraf”, suposta foto da blogueira autora de “Gay Girl in Damascus” (garota gay em Damasco, em tradução do inglês). Em junho de 2011, a notícia de sua suposta captura deixou as redes sociais em estado de tensão, até que apurações de jornalistas revelaram que a tal blogueira não existia. O autor do blog, o americano Tom McMasters, estudante na Escócia, admitiu que se passava pela menina (Foto: Reprodução)

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Em foto de dezembro de 2012, Aliaa Almahdy (centro) protesta por liberdade de expressão, ao lado de integrantes do coletivo feminista Femen, diante da embaixada egípcia em Paris. Em 2011, a jovem egípcia postou uma foto de si mesma nua em seu blog e se tornou o principal assunto de discussão na rede egípcia. Aliaa, que se apresenta como estudante de mídia e comunicação, criticou à época a proibição de modelos nus na faculdade de artes e em livros, e diz militar “contra uma sociedade de violência, de racismo, de sexismo, de assédio sexual e de hipocrisia” (Foto: Reprodução)

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Israelenses posam nuas em apoio à egípcia Aliaa Elmadhy, que postou foto nua em seu blog para protestar pela falta de liberdade de expressão em seu país (Foto: Anat Cohen/Efe)

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Jornalista egípcia Mona Eltahawy, que constantemente usa as redes sociais para denunciar abusos das autoridades de seu país. Nesta foto, postada por ela em seu Twitter, ela aparece com os dois braços enfaixados – segundo ela, fruto do espancamento de oficiais egípcios. Em setembro de 2012, ela foi presa por pichar com tinta cor-de-rosa pôsteres afixados no metrô de Nova York (EUA) que chamam de “selvagens” os oponentes muçulmanos do Estado de Israel (Foto: Reprodução)

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Jornalista e blogueira tunisiana Olfa Riahi, investigada em seu país por acusar de desvio de verbas públicas o ministro do Exterior do país, Rafik Abdessalem, em janeiro de 2013 (Foto: Zoubeir Souissi/Reuters) (mais…)

Alunos da UFRRJ denunciam no Facebook crimes no campus

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Criada em maio, página ‘Abusos cotidianos – UFRRJ’ já reúne 22 relatos, como uma tentativa de estupro sofrida por uma estudante
Diretor de vigilância diz que precisa de um efetivo três vezes maior para dar conta de toda a área da Rural

Página no Facebook para denunciar crimes no campus já conta com mais de 1.200 “curtidas”

Página no Facebook para denunciar crimes no campus já conta com mais de 1.200 “curtidas”

Eduardo Vanini, em O Globo

RIO – Agressões, tentativa de estupro e assédio são alguns dos problemas que compõem uma extensa lista de reclamações feita por alunos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) que começa a se formar na internet. Diante do quadro de insegurança instaurado no interior do campus, em Seropédica, eles criaram a página “Abusos cotidianos – UFRRJ” no Facebook. Lá as vítimas podem fazer denúncias sem que sejam identificadas. A maior parte dos casos é de assédio a alunas.

Aberta em maio deste ano, a comunidade já reúne 22 relatos (veja alguns trechos abaixo) e mais de 1.200 “curtidas”. Um dos casos mais graves é de uma tentativa de estupro que teria ocorrido em 19 de maio. Na ocasião, uma estudante teria sido atacada por um homem desconhecido que teria agredido e rasgado a roupa da vítima. Mas, ao notar que uma viatura de segurança do campus se aproximava do local, ele acabou fugindo.

A aluna do 2º período de psicologia Ellen Mariane, de 20 anos, é uma das criadoras da página. Ela conta que a combinação de um campus que se estende por mais de três mil hectares e um efetivo de apenas 62 guardas torna a universidade um ambiente propício a essas práticas. Além disso, segundo ela, há a falta de cuidados e de manutenção das instalações que se repetem ao longo de anos.

– Havíamos chegado a um ponto em que não conseguíamos enxergar o chão, devido à falta de iluminação – diz.
Sobre a quantidade de assédios, ela conta que boa parte vem dos próprios profissionais que atuam no campus.

– Por conta do Reuni (Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), há muitas obras aqui. É comum os homens que trabalham nessas construções mexerem com as garotas. Por isso, já criamos até um abaixo-assinado para que as empresas responsáveis pelos trabalhos capacitem seus funcionários.

Todo esse quadro acabou forçando os alunos a mudarem seus hábitos. Ellen conta que há casos de pessoas que pensam em trancar a faculdade por medo da falta de segurança e outros que deixaram de assistir aulas à noite.

Segundo a estudante, a página já garantiu alguns resultados positivos, como a restauração da iluminação do campus. Além disso, a visibilidade aos fatos também transformou a postura dos próprios alunos.

– Resolvemos dar mais visibilidade aos fatos justamente para forçar a direção tomar providências. Agora, isso está começando a acontecer. Também percebemos que os próprios alunos estão mais conscientes e participam com mais afinco das mobilizações e dos atos – nota.

Para o diretor da Divisão de Guarda e Vigilância (DGV) da UFRRJ, Renan Canuto, o efetivo reduzido e a grande extensão do campus de Seropédica prejudicam os trabalhos de segurança no local. Sem dar números concretos, Canuto afirmou que o ideal seria um contingente três vezes maior do que o atual.

Segundo ele, a universidade já abriu licitação para instalar um sistema de câmeras de vigilância e adquirir mais duas pickups, além de fazer o restabelecimento da iluminação da área. Canuco argumentou ainda que algumas denúncias dos estudantes seriam “infundadas, e aproveitou para pedir que casos de crimes também sejam comunicados a delegacias, e não somente no Facebook:

– Eles denunciam no Facebook, mas (os casos) têm que estar na delegacia, né? Cada um põe o que quer na rede. Para mim, algumas denúncias são infundadas. Se fossem verdadeiras, a delegacia de Seropédica estaria lotada de registros de ocorrência, o que não é verdade.

Veja alguns relatos que estão na página, reproduzidos da mesma maneira que foram escritos:

“Era noite já e não tinha nenhuma iluminação (um problema que temos enfrentado aqui no campus), quando de repente me deparei com um indivíduo na minha frente. Ele me mandou parar, obedecer tudo que ele falasse ou eu sofreria as conseqüências. Eu não tinha reação. Eu não conseguia me mover. Diante disso ele irritado me deu um tapa no rosto, mandou eu tirar a blusa. Diante da minha negativa ele tentou puxar minha calça causando um rasgo nela. (…) Da onde estávamos dava pra ver a guarda universitária do campus, foi quando percebi um carro da guarda saindo e subindo a rua, olhei assustada pro carro e ao perceber a movimentação o indivíduo se assustou, me largou e disse pra eu ir andando disfarçadamente pra onde eu estava indo, sem falar com ninguém, sem pedir ajuda, ou ele iria atrás de mim, porque sabia meu nome e onde eu morava. (…) Diante disso, hoje, eu me encontro em total pavor.”

“Me sinto abusada,invadida por não poder caminhar com segurança dentro da universidade…Assim como eu,já vi várias meninas sendo abordadas por esses caras que trabalham nas obras da Rural. O problema é essa cultura de achar que ”ah,foi só uma cantada mais grosseira,é normal!’”

“(…) Já fui assediada por professores desta universidade, com propostas indecentes, desde aqueles que foram diretos e chamaram para um jantarzinho mais intimo aos indiretos que chamam para uma cervejinha fora da rural (…) te prometem vantagens (…) e quando vc se recusa e rejeita a proposta é perseguida, ja tive muita vontade de abandonar meu curso por causa dessas coisas (…)”

“Numa tarde, a caminho do bandex, passei por um grupo de aproximadamente 10 funcionários e ouvi insultos de todos, um deles ainda ousou aproximar o rosto do meu ouvido para sussurrar asneiras; ao me manifestar, me afastando e rebatendo o que ouvia, tentando me manter firme, eles começaram a me ofender e hostilizar mais ainda, só que dessa vez num tom ameaçador, me deixando extremamente assustada e indignada.”

Filha mais velha de Klaus Kinski afirma que era abusada pelo ator

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Publicado por Folha de S.Paulo

Pola Kinski, filha mais velha do ator alemão Klaus Kinski, afirma em uma autobiografia ter sido abusada sexualmente pelo pai dos 5 aos 19 anos de idade. O artista, conhecido pelos trabalhos em parceria com o cineasta Werner Herzog, como “Fitzcarraldo” e “Aguirre, a Cólera dos Deuses”, morreu em 1991.

Hoje com 60 anos, Pola é filha da primeira mulher do ator, a cantora Gislinde Kuhlbeck. O casamento durou até 1955.

Em entrevista à revista alemã “Stern” publciada nesta quarta-feira (9), Pola disse que seu pai se aproveitou da separação para levar a filha em viagens pela Europa, durante suas filmagens.

Na autobiografia “Kindermund”, Pola Kinski relata que seu pai era agressivo e constantemente a jogava contra a parede antes de violentá-la. Depois dos abusos, Kinski presentearia a filha com objetos caros.

O ator alemão Klaus Kinski / AFP

O ator alemão Klaus Kinski / AFP

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