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A livraria e mais 12 filmes que revelam o potencial da literatura no cinema

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Filme A livraria, premiado no Goya, tem direção de Isabel Coixet. Foto: Cine Art Cinema/Divulgação

Filme de Isabel Coixet retrata o mundo dos livros

Ricardo Daehn, no Diário de Pernambuco

Em cartaz na cidade, o premiado filme A livraria, além de investir na adaptação de romance escrito por Penelope Fitzgerald, mostra os bastidores do contato de leitores com uma das matérias primas do cinema: a literatura. No filme, uma viúva (Emily Mortimer) tenta implantar uma livraria em cidade conservadora da Inglaterra. No curso natural do comércio, entretanto, ela depara com muitos boicotes e portas fechadas. Dirigida por Isabel Coixet, a fita abre um leque de memórias para os cinéfilos que lembram de outros longas similiares. Confira outras produções que tiveram relação direta com o poder da literatura:

Um lugar chamado Notting Hill
Mais do que afirmada no filão das comédias românticas, a estrela Julia Roberts reproduziu a persona, na trama que traz o empedernido personagem de Hugh Grant, em altos dilemas, ao se envolver com uma estrela de cinema. William (Grant) é o dono de uma livraria especializada em roteiros de viagens, quando atende cliente especial: a estrela Anna (Roberts).

O despertar de Rita
Idas e vindas amorosas permeiam tanto a vida do alcoólico professor Frank Bryant (Micheal Caine) quanto da cabeleireira Rita (Julie Walters), interessada num empoderamento, por meio dos estudos, e um tanto desgostosa com a vida doméstica oferecida pelo marido Denny.

A culpa é das estrelas
De cara, a protagonista Hanzel (Shailene Woodley) tira o crédito de “romances açucarados”. Com câncer, a moça, para além do apoio do namorado Gus (Ansel Elgort), terá como motivação o apego à literatura, fato que a levará a Amsterdã, ao encontro do admirado escritor Van Houten e aos vestígios de Anne Frank.

O livro de cabeceira
A fusão máxima entre corpo e literatura resulta na expressão deste peculiar título assinado pelo criador de pomposas imagens de cinema: o inglês Peter Greenaway. Amparado pelos escritos da japonesa Sei Shonagon, que viveu no século 10, ele discorre sobre a tentativa de uma moça encontrar o amante ideal, que, literalmente, crave na pele a poesia das letras.

O clube de leitura de Jane Austen
A novelista inglesa morta em 1817 é dissecada por um grupo de mulheres sem muita estabilidade emocional e que decide pelo aprofundamento, em conjunto, dos escritos da autora de Emma e Orgulho e preconceito.

Mensagem para você
A partir de uma peça de teatro, de 1937, Nora Ephron colocou, pela terceira vez nas telas, o casal Tom Hanks e Meg Ryan. Na comédia romântica, a internet e os mistérios das relações virtuais atingem a dona de tradicional livraria e uma potencial ameça ao empreendimento dela: o dono de uma mega store de publicações.

Nunca te vi… Sempre te amei
O Bafta de melhor atriz foi para Anne Bancroft, a mola para que o romance de Helene Hanff ganhasse adaptação para o cinema. Ela impulsionou o marido a produzir a fita sobre o romance epistolar, pontilhando a relação sentimental entre uma escritora e o livreiro de edições raras interpretado por Anthony Hopkins.

As horas
Foram nove indicações ao Oscar e uma vitória. Nicole Kidman foi eleita a melhor atriz, ao retratar a autora Virginia Woolf. Recriação da obra de Michael Cunningham, o longa mostra mulheres afetadas pelo enredo de A senhora Dalloway. Em pauta, literatura, Aids, amor e solidão.

O leitor
Adaptado de livro assinado por Bernard Schlink, o filme rendeu o Oscar de melhor atriz para Kate Winslet. Na trama, que examina profundamente aspectos de colaboração durante a Segunda Guerra, o rapaz Michael (David Kross) se dedica à espécie de instrução para Hanna (Winslet), numa rotina em que fazem sexo e se deleitam com cada parágrafo de clássico literário.

Desconstruindo Harry
Uma viagem a contragosto, a companhia de uma prostituta e até sequestro estão na trilha do professor Harry (Woody Allen) que será celebrado pelos feitos literários justo na escola que, no passado, o havia expulsado. Além de todos os contratempos, ele a fúria dos conhecidos que lhe serviram de fonte de inspiração para livros.

Para sempre Alice
Pleno domínio de discurso e da gramática inglesa, uma vida pessoal bem resolvida vida e reconhecimento profissional desmoronam quando a professora acadêmica Alice Howland (Julianne Moore, primorosa) confrontará o mal de Alzheimer.

Walt nos bastidores de Mary Poppins
Uma virtual vitória para a adaptação do clássico livro de Pamela Travers (Mary Poppins) deixa o maior executivo e criador da Disney em estado de êxtase, depois de anos de tentativa. Estrelado por Tom Hanks e Emma Thompson, o filme revela caprichos e o controle da autora em cima da obra de cinema, além de fundamentar a origem de algumas de suas criações.

Filme de Fahrenheit 451 ganha data de lançamento para maio

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João Abbade, no Jovem Nerd

A HBO divulgou um curto vídeo para anunciar que a adaptação em filme de Fahrenheit 451, o clássico romance distópico de Ray Bradbury, chegará ao canal no dia 19 de maio.

O romance, publicado em 1953, conta a história de um futuro distópico quando o pensamento crítico é proibido, a mídia é usada apenas para distração da população e os livros devem ser queimados para que o conhecimento perigoso e perverso não se espalhe pelas ruas novamente. O número “451” é a temperatura, em fahrenheit, que o fogo deve estar para que livros entrem em combustão. Junto de Admirável Mundo Novo e 1984, o livro é uma das obras de distopia fantástica mais importantes da literatura.

 

O filme original HBO acompanha Montag (Michael B. Jordan), um jovem bombeiro que se rebela contra o sistema e decide recuperar a humanidade. O elenco conta com Michael B. Jordan, Michael Shannon, Laura Harrier, Sophia Boutella e Lilly Singh. A direção é de Ramin Bahrani.

Fahrenheit 451 será exibido na HBO no dia 19 de maio.

Os filmes clássicos que são adaptações de livros e você provavelmente não sabia

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Cena do filme Clube da Luta

Cena do filme Clube da Luta

Publicado no Preparado pra Valer

Alguns livros fazem tanto sucesso que vão parar nos cinemas através de um filme ou mesmo uma franquia inteira. É o caso, por exemplo, de “Harry Potter”, “Jogos Vorazes” e “Garota Exemplar”. Mas em outros casos a obra cinematográfica obtém tanto destaque que nem imaginamos que a história original não veio da cabeça do roteirista (que muitas vezes também é o diretor), mas sim de um livro. Muitas vezes isso ocorre porque a obra até então não era tão conhecida, ou mesmo porque a história original tem um nome diferente do utilizado pelo filme.

Seja qual for o caso, há muitos clássicos ou títulos premiados que talvez você nem saiba que tiveram a sua inspiração em uma publicação. Se você é dessas pessoas que gosta de ler a história original para compará-la com a adaptação, dá uma olhada nas obras que tiveram a sua origem na literatura em uma lista feita pelo #P:

Blade Runner (1982)

O clássico que recentemente ganhou uma continuação para os cinemas foi inspirado em uma obra de ficção científica intitulada “Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?”. Pois é, o nome é tão diferente que é bem possível que você já tenha até visto na livraria e nem tenha percebido. Embora a obra original também fale de um futuro distópico, ela acaba se aprofundando mais em relação ao filme ao oferecer também subtramas que se desenvolvem com a narrativa.

O autor do livro, Philip K. Dick, infelizmente morreu pouco tempo antes do longa chegar aos cinemas, e embora estivesse envolvido diretamente com a produção do filme ele vivia mudando de ideia a respeito de sua qualidade. Por isso não temos como saber se ele teria aprovado a sua adaptação para as telonas ou não.

Um Corpo que Cai (1958)

Esse clássico de Alfred Hitchcock já chegou a ser considerado o melhor filme do mundo de acordo com uma lista elaborada por Hollywood. O que poucos sabem é que ele foi uma adaptação do livro homônimo dos franceses Pierre Boileau e Thomas Narcejac, que costumavam assinar suas obras como Boileau-Narcejac. Se você é fã da trama, que segue um estilo policial, talvez seja interessante conhecer outros títulos dos autores, que têm uma obra bem extensa.

Pois é, os filmes dirigidos por Hitchcock não eram de sua autoria, como muita gente pensa. Mas isso não significa que ele fosse menos cuidadoso ao manter suas histórias em segredo. Em “Psicose” (1960), por exemplo, ele chegou a comprar todos os exemplares da editora do livro para que ninguém pudesse saber qual era o desfecho da trama e tivesse que ir ao cinema para descobri-lo.

A Chegada (2016)

Indicado a 8 Oscars este ano, incluindo o de Melhor Filme, e vencedor da categoria Melhor Edição de Som, “A Chegada” também teve suas origens na literatura. Só que desta vez a história não veio de um livro, mas sim de um conto de Ted Chiang publicado em “História da sua vida e outros contos”. E é justamente o “História da sua vida” que acabou dando origem ao longa estrelado por Amy Adams. O autor chegou a receber diversos prêmios por suas obras, que são quase obrigatórias a qualquer amante de ficção científica.

Tubarão (1975)

Não, a história não foi escrita por Steven Spielberg, como muitos acreditam, mas sim por Peter Benchley. Embora o livro tenha sido um sucesso de vendas, hoje são poucos os que o conhecem se compararmos ao número de pessoa que já viram a adaptação para os cinemas. Por isso, após seu lançamento nas telonas, o autor acrescentou na introdução do livro o relato que conta que Spielberg decidiu tirar a parte da máfia da história para produzir o longa. Tal detalhe chama a atenção de quem viu o filme, claro. Afinal, não há máfia na trama! Pois é, a história acabou sendo modificada, o que por si só já é motivo suficiente para ler a obra original.

Um Sonho de Liberdade (1994)

Como o filme não segue o gênero de terror muita gente nem sabe que ele é do aclamado escritor Stephen King. Mas a razão chega a ser justificada, já que a história que deu origem ao filme é o conto “Rita Hayworth e a redenção de Shawshank” que está no livro “Quatro Estações”, que é bem pouco conhecido de uma forma geral. Ainda assim, vale a pena adquiri-lo, já que ele mostra o lado dramático de King. Além disso, o livro de quatro contos contém outros dois que se tornaram adaptações cinematográficas. “Aluno inteligente” deu origem a “O aprendiz” (1998), enquanto “O corpo” foi a base para “Conta comigo” (1986).

Laranja Mecânica (1971)

Assim como Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick também se baseava em livros para fazer as suas obras. E foi assim com o clássico “Laranja Mecânica”, cujo autor é o britânico Anthony Burgess. Um detalhe interessante é que o dialeto utilizado pela gangue se trata de uma língua inventada pelo autor do livro. Para criá-la ele misturou principalmente o russo e o inglês, e por isso a maior parte das edições vem com um glossário. Uma leitura difícil, mas que vale a pena para quem se interessa em histórias distópicas.

Clube da Luta (1999)

A gente sabe que a regra número um do Clube da Luta é não falar sobre o Clube da Luta. Será que é por isso que muita gente desconhece a existência do livro que deu origem ao filme? Escrita por Chuck Palahniuk, a história chamou a atenção ao ser adaptada para as telonas em uma produção estrelada por Brad Pitt e Edward Norton. Ainda assim, os fãs da obra original não são poucos, e uma continuação foi feita em forma de quadrinhos e publicada em 2015. Ah, se você viu o filme saiba que ele é fiel ao livro até aproximadamente a metade da trama, mas o final é bem diferente. Mas para conhecer o desfecho original será preciso ler a história.

por Ana Carolina Porto

Salem e Dança da Morte, de Stephen King, vão ganhar adaptações

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Cesar Gaglioni, no Jovem Nerd

Conversando com a Vulture, Stephen King revelou que dois de seus livros vão ganhar adaptações: Dança da Morte, de 1978, vai virar uma série de TV. Já Salem (ou A Hora do Vampiro), vai ganhar um filme. O autor não deu mais detalhes.

Dado o sucesso de It: A Coisa, os estúdios de Hollywood estão vasculhando toda a bibliografia de King em busca de uma obra que possa fazer tanto sucesso quanto o filme do Palhaço.

Eles estão planejando uma série de Dança da Morte, talvez para o Showtime ou para o CBS All Access. E estão interessados em fazer um filme de Salem, provavelmente porque as pessoas pensaram, “Bem, transformamos uma minissérie antiga chamada It: A Coisa e transformamos em um sucesso, então talvez dê para fazer isso com outra coisa”. Nada faz mais sucesso do que o excesso.

King também falou que uma animação baseada em um de seus livros está sendo desenvolvida:

Existem planos para outra coisa, uma animação, mas eu não posso falar nada. É um segredo. É algo que deve acontecer.

Ainda em 2017, chegam outras duas adaptações de obras do Rei: 1922 e Jogo Perigoso — ambos na Netflix. Já em 2019, teremos a segunda parte de It: A Coisa. Mais filmes baseados na obra do escritor devem chegar nos próximos anos.

Belas Maldições | Adaptação da obra de Neil Gaiman e Terry Pratchett terá atores de Harry Potter e Better Call Saul no elenco

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Série de TV também terá David Tennant e Michael Sheen

Arthur Eloi, no Omelete

A adaptação televisiva de Belas Maldições, obra de Neil Gaiman e Terry Pratchett, teve algumas adições ao elenco: Jack Whitehall, Michael McKean (Better Call Saul) e Miranda Richardson (Sleepy Hollow, Harry Potter) estarão no seriado. A informação é do Deadline.

Whitehall será Newton ‘Newt’ Pulsifer, um balconista fracassado que torna-se caçador de bruxas; McKean viverá o sargento Shadwell, líder do exército caçador de bruxas; já Richardson será a madame Tracy, uma médium e cortesã que ajuda os dois a salvarem o mundo do apocalipse.

A trama será ambientada nos últimos dias que antecedem o apocalipse enquanto a raça humana se prepara o julgamento final, acompanhando a procura do anjo enrolado Aziraphale (Michael Sheen) e do demônio Crowley (David Tennant) pelo anticristo.

Gaiman servirá como roteirista e showrunner dos seis capítulos, que ainda não têm data de estreia definida. A série será uma parceria entre a BCC e a Amazon. O serviço de streaming também abriga Deuses Americanos, outra adaptação da obra do escritor britânico.

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