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Como bichos de estimação ajudam alunos a passar nas provas da Universidade de Cambridge

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St Catharine’s College
Image caption O trabalho de Toby é ajudar os alunos a tratar o estresse

Porquinhos-da-índia que ajudam a relaxar, um gato de três pernas e diversos cachorros agora são “funcionários” da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

Publicado na BBC Brasil

Os bichinhos ajudam os estudantes na época das provas – passar um tempo com os animais ajuda a diminuir o estresse trazido pelos dos exames e melhora o desempenho nas avaliações.

No projeto, funcionários de diversas faculdades da universidade adotaram animais para que eles fiquem em contato com os estudantes.

Alunos podem tomar um chá com Jasper, o gato malhado, ou levar os cachorros para passear.

A universidade diz que os animais demonstram ficar felizes ao ajudar alunos estressados ou com saudade de seus próprios bichinhos de estimação – já que os estudantes da universidade costumam morar no próprio campus.

Cambridge University/Marshall Library
Image caption Em um dos eventos com temáticas de gatos, a biblioteca de economia reuniu 140 alunos para conhecer Jasper, o gato

A iniciativa tem funcionado, mesmo que os bichos às vezes demonstrem alguma teimosia – como provou o cachorra Twiglet, que deu uma voltinha com seu “paciente” e depois se recusou a se mexer, provando que o trabalho de ser um “cão relaxante” não era pra ela.

O gato Jasper, que não tem uma pena, mora na biblioteca da faculdade de economia há anos. Ele é o “anfitrião” do evento “Chá com Jasper”, que às vezes atrai mais de 100 pessoas.

Cambridge University
Image caption A porquinha-da-índia Emmeline Squeakhurst foi nomeada em homenagem à feminista Emmeline Pankhurst, que lutou pelo voto das mulheres na Inglaterra

Já a faculdade Lucy Cavendish adotou quatro porquinhos-da-índia, que também são um sucesso entre os alunos. Eles podem brincar com os bichinhos no jardim.

“É muito bom cuidar deles, eles nos distraem das provas”, diz a estudante Laura McClintock.

O cocker spaniel inglês Jack também faz parte da equipe de “funcionários” animais, e sua agenda de passeios está sempre cheia.

A aluna Nina Jeffs diz que levá-lo para passear foi “como voltar para casa” e a ajudou a relaxar.

Cambridge University
Image caption O cocker Jack leva os alunos de Cambridge para passear – ou o contrário

Saúde mental

Para Stephen Buckley, da entidade Mind, que promove saúde mental, se conectar com a natureza através do cuidado com animais traz uma série de benefícios para a saúde.

“Brincar com um bichinho, levar um cachorro para passear ou cuidar de um gato são coisas que ajudam a atenuar uma série de problemas de saúde mental. Ajuda os alunos a se desligar das pressões do dia a dia, a ficar com a mente mais leve e com menos estresse”, afirma.

A Universidade de Cambridge não é a única instituição inglesa que tem um programa de convivência com animais de estimação.

A Universidade de Huddersfield tem uma “sala dos filhotes” onde estudantes podem passar tempo com uma dupla de cães treinados para terapia. Já a Universidade Aberystwyth leva os cães de um centro de acolhida de bichos abandonados para passear no campus e brincar com os alunos. A Universidade de Bath disponibiliza até patos e cabras para os estudantes interagirem.

A ong “Pets as Therapy” (Animais como Terapia) promove visitas terapêuticas de bichos a diversas instituições, incluindo hospitais e universidades. Eles afirmam que a época de provas coloca uma pressão enorme dos estudantes e que os bichos ajudam a lidar com a tristeza e a ansiedade, permitindo que os alunos consigam racionalizar a situação.

A entidade diz que pesquisas conduzidas com a Universidade de Lincoln sobre a interação entre animais de estimação e pessoas mostra que “alunos recebendo visita de bichinhos tinham um nível de cortisol (hormônio do estresse) bem mais baixo.”

A faculdade Santa Catarina, na Universidade de Cambridge, tem o caõzinho Toby justamente para isso.

Cambridge University
Image caption Spaniel Jack is loved by students at Corpus Christi College

No entanto, a tentativa da faculdade Sidney Sussex de implementar o projeto não deu muito certo.

A jack russell terrier Twiglet deu apenas uma voltinha com alunos e depois se sentou e não quis mais se mexer – provando que ser um cão de serviço não era para ela.

O jornal da faculdade disse que o cachorro estava muito estressado para a função e que foi “aposentado” depois de apenas um dia.

A Universidade diz que todos os bichos são muito bem tratados e que “Twiglet não está estressada, está perfeitamente bem. A pior coisa que pode ser dita sobre ela é que tem muita vontade própria.”

Treinadores dizem que nem todos os cães tem uma personalidade que se adapta a esse tipo de serviço.

Alunos assistem a aulas debaixo de lonas e sem merenda na Paraíba

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Filhos de Ana Maria Firmino vão juntos para a escola improvisada; para levá-los para a nova unidade, teriam de percorrer 4 km – Francisco França/UOL

Publicado no UOL

Crianças debaixo de lonas, sem água nem ventilador. O chão é de terra batida. Mães de estudantes varrem o local e espalham as cadeiras pela sala.

Nesse improviso, cerca de 50 alunos assistem às aulas na comunidade São José, na zona rural do município de Areia (PB), a 130 km de João Pessoa. Também faltam merenda e material escolar, embora exista sinal de internet Wi-Fi.

As aulas, que inicialmente eram de manhã e à tarde, agora só acontecem no turno matutino em razão do calor sufocante debaixo do plástico. E a situação precária não tem prazo para terminar, já que o caso está em disputa na Justiça.

A denúncia feita pelo Ministério Público Estadual aponta que foram fechadas 13 escolas na região, afetando cerca de 300 alunos. O anúncio do fechamento aconteceu no final de janeiro, quando teve início o ano letivo. A medida atinge crianças e adolescentes com idades entre 4 e 15 anos, tanto na educação infantil quanto no ensino fundamental.

Segundo o MP, a maioria dos pais, ainda que insatisfeitos, realocaram as crianças em unidades de ensino mais distantes de onde moram. Outros não aceitaram a situação e estão em casa, esperando a decisão judicial. A escola Emília Maracajá foi a única a insistir nas aulas, mesmo sem mínimas condições.

A prefeitura local argumenta que a estrutura desses estabelecimentos era precária, havia demanda insuficiente de alunos e que o desempenho escolar era baixo. “Ou a gente reestruturava ou continuaria com a fábrica de analfabetos”, diz a secretária de Educação de Areia, Sandra Araújo Medeiros. Ela também contesta o número de locais fechados (leia mais abaixo).

Já os pais reclamam da distância das escolas para onde seriam transferidas as crianças e da qualidade do transporte escolar.

Tudo é doado na sala debaixo das lonas: lousa, merenda, giz e garrafão de água – Francisco França/UOL

“A outra escola é longe. Eu tenho três filhos pequenos, não tenho condições de sair com dois e deixar a mais nova em casa ou sair carregando os três. Eles [da prefeitura] dizem que tem transporte escolar, mas os ônibus estão caindo aos pedaços”, afirma a dona de casa Ana Maria Firmino. A antiga escola ficava a 800 metros de sua casa. A nova está a quatro quilômetros.

De acordo com a prefeitura, há transporte para levar os estudantes, mas apenas dois dos 14 ônibus foram aprovados em vistoria recente.

Para o promotor Newton da Silva Chagas, autor da ação civil pública que contesta o fechamento das escolas, o prefeito João Francisco (PSDB) não tomou as providências determinadas pelo Ministério da Educação e pela Lei das Diretrizes de Bases ao pôr fim ao sistema de ensino multisseriado, no qual alunos de séries e idades diversas têm aula na mesma sala.

Segundo o MEC, a orientação é que alunos de idades e séries diferentes estudem em salas diferentes, com conteúdos específicos. Para o MEC, colocar todos na mesma sala compromete o aprendizado.

“Os pais dos alunos denunciaram que alguns veículos não têm freio de mão, que as portas não fecham e outras situações que colocam em perigo a vida dos estudantes”, relatou o promotor.

Ele também pediu mais dados à prefeitura sobre esse problema e sobre as medidas tomadas depois do resultado da vistoria. “Mas, pelo que estou vendo, só querem ganhar tempo, enquanto os alunos sofrem os riscos.”

A dona de casa Martiliana Targino, que mora ao lado de uma das escolas fechadas, se disse indignada. “Não entendo de leis, mas sei que isso é um absurdo. Meu filho de nove anos está fora da escola. Todos os dias ele me pergunta quando o prefeito vai reabrir as salas de aula, e eu não tenho resposta”, afirmou.

Professoras sem salário e giz doado

No quadro da sala de aula improvisada, uma frase a giz chama a atenção: “O Brasil é minha pátria”. Também se espalham desenhos coloridos sob o título “Minha Escola”.

O resultado da tarefa, passada pela professora Josivânia da Silva Lisboa, a Tia Vaninha, contrasta com a realidade atual. Mostrando os desenhos colados nas paredes, ela conta que a ideia era que os alunos desenhassem a escola como a viam. “Os desenhos mostram que eles sonham com uma escola melhor”, disse.

Tudo é doado na sala debaixo das lonas: lousa, merenda, giz e garrafão de água.

Mas há também espaço para solidariedade, conta Tia Vaninha. “Quando veio o anúncio de que a escola ia fechar, os pais se mobilizaram. A comunidade se sentiu tocada, e cada um passou a ajudar da forma possível, seja com biscoitos para a merenda das crianças, seja auxiliando na limpeza do local.”

Ela e outras duas professoras dão aulas de forma voluntária depois de terem seus salários cortados pela prefeitura.

Emocionada, ela diz que sabe que aquela sala de aula não é o modelo ideal. “Eu penso em cada um dos meus alunos. Eu quero um futuro para eles. Tudo isso é muito triste, mas pelo menos estou fazendo a minha parte”, diz.

Fabiana Batista, também professora voluntária, defende a permanência dos alunos nas escolas antigas. “Dói muito presenciar essa cena, não era para ser assim. A educação é linda na teoria, mas na prática a história é bem diferente.”

“A gente passa quatro anos estudando e vendo teoria. Mas, quando chega ao batente, encontra várias dificuldades. Não é fácil para ninguém, mas quem mais sofre são os alunos. O futuro deles fica comprometido”, afirma Batista.

O que diz o MEC e a prefeitura?

Procurado pelo UOL, o MEC (Ministério da Educação) destacou que, “de acordo com a Constituição Federal, os municípios, estados e a União têm autonomia garantida pelo Pacto Federativo”. “Nenhum órgão da União está acima de qualquer órgão municipal ou estadual.”

O MEC também informou que seu papel é de apoio e que o assunto deveria ser tratado com a Secretaria Municipal de Educação, “uma vez que qualquer decisão de fechamento ou abertura de escolas é da própria secretaria, dentro de sua autonomia garantida por lei”.

Já a secretária de Educação de Areia, Sandra Araújo Medeiros, reclama das condições anteriores das escolas municipais.

“Antes da nossa gestão, havia escola em que merendeira dava aula e escola que estava fechada em dia letivo. As mudanças foram necessárias”, afirmou ao UOL, ressaltando que foram 11, e não 13, o número de escolas fechadas.

Segundo ela, também há uma tentativa de politizar o fechamento das escolas.

No cargo desde janeiro de 2017, a secretária diz que, das 24 escolas municipais, apenas seis não eram multisseriadas, o que precisou ser reavaliado para atender as exigências do Ministério da Educação.

“Além disso, o desempenho era muito baixo. Havia escolas com distância de 900 metros de uma para outra e com estruturas péssimas. Outras eram assaltadas diversas vezes. Diante disso, ou a gente reestruturava ou continuaria com a fábrica de analfabetos”, afirmou.

Sobre o caso da escola Emília Maracajá, Medeiros disse que só depois de muitas conversas foi apresentada aos pais dos alunos a opção de transferência para outras escolas.

“A ideia era reabrir a escola por 60 dias e ver se realmente seria produtivo. Mesmo tendo apenas 14 alunos, íamos reabrir a escola, desde que os outros estudantes de salas multisseriadas fossem transferidos, mas a proposta não foi aceita [nem pelos pais nem pelo MP]”, afirmou.

Segundo ela, os alunos da Emília Maracajá não estão formalmente matriculados e correm o risco de perder o ano letivo.

Pais também se preocupam com o cancelamento do benefício do Bolsa Família por causa da falta de frequência escolar.

O impasse só deve ser resolvido na Justiça, tendo em vista as tentativas frustradas de acordo entre as partes.

Em relação ao sinal de internet, a secretária disse que a antena foi instalada, mesmo com a escola fechada, devido a um atraso na liberação do processo pelo MEC.

“Quando chegaram para instalar, a escola já estava fechada, mas, como havia a perspectiva de reabrir, optamos por deixar, pois fazia parte do acordo com os pais não retirar nada da escola até que a situação fosse definitivamente resolvida. Infelizmente não teve acordo e agora vamos aguardar a decisão da Justiça.”

A Justiça estadual deu um prazo de 30 dias, que vence no final deste mês, para a prefeitura se justificar oficialmente sobre o fechamento das escolas. Só então a questão vai ser colocada em julgamento.

Mulher barrada em escola por não ter braços desafia obstáculos e se torna professora

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Publicado na BBC Brasil

A cada começo de ano, os novos alunos da professora tailandesa Patcharamon Sawana costumam se surpreender em sala de aula.

Ela não tem braços e escreve no quadro negro com os dedos do pé.

Mas não é só isso que impressiona.

Patcharamon só começou a cursar a escola quando tinha 20 anos.

Durante sua infância, nenhum colégio de sua província queria aceitá-la.

Ela só pôde estudar após uma lei permitir o acesso de pessoas com deficiência a escolas comuns.

“Ainda me lembro do meu primeiro dia de trabalho. Meus alunos ficaram espantados em me ver usando meu pé para escrever no quadro negro”, diz.

Ambiciosa, Patcharamon não parou de estudar – ela acabou de se formar em Direito.

“Hoje, estou fazendo um exame de habilitação que me permitirá trabalhar na profissão”, diz ela.

“Quero poder pagar minhas contas sendo advogada para sustentar minha família e ensinar os outros”, acrescenta.

Os estudos permitiram expandir os horizontes de Patcharamon.

“Não queria que os outros ditassem o que eu poderia ou não poderia fazer porque sou deficiente”, diz.

“Quero romper com a norma social que os outros criaram para quem tem algum tipo de deficiência”, conclui.



Escola privada de NY chega para sacudir colégios da elite de SP

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Christiana Sciaudone, no UOL

Um colégio importado de Nova York está mexendo com a educação da elite em São Paulo. E o projeto é ir muito além da capital paulista.

A Avenues, escola apoiada por fundos de private equity que tem sede no bairro de Chelsea, em Manhattan, vai abrir um campus na maior cidade do País em agosto, após vários anos de planejamento. Será a primeira expansão fora de Nova York, das muitas planejadas pela escola, que vai até o ensino médio.

O crescimento da demanda ajudou a convencer o cofundador da Avenues, Alan Greenberg, que São Paulo precisava de um campus, que abre seis anos depois do de Nova York. Segundo ele, as escolas internacionais mais baladas de São Paulo têm centenas de crianças em lista de espera.

“Dentro de cinco a dez anos, poderemos encher três Avenues de alunos em São Paulo: a demanda é enorme”, disse Greenberg em entrevista na sede temporária, após uma reunião com pais interessados. “As escolhas aqui são mais limitadas do que em Londres ou Nova York.”

Barato não é

A inauguração do campus em São Paulo coincide com o fim da recessão. E não é a única escola de prestígio que apareceu na cidade ultimamente. Inspirada no Vale do Silício, a Escola Concept foi inaugurada neste ano pelo Grupo SEB (Sistema Educacional Brasileiro) entre as mansões do Jardim Paulista.

A Avenues, que atraiu investimentos de fundos como GSV Capital, Liberty Partners e LLR Partners, pretende ser uma escola única com diversos campi ao redor do mundo, de Hong Kong à Cidade do México. A expectativa é começar com 700 alunos em um prédio novo, próximo ao poluído Rio Pinheiros.

Nada disso sai barato. Embora sejam considerados dois prédios da mesma escola, a anuidade em São Paulo sairá por R$ 124.300 (US$ 36.625), menos do que a conta de US$ 54.000 paga pelos pais de alunos em Nova York. Já a tradicional Graded – The American School of Sao Paulo (também conhecida como Escola Graduada) cobra uma taxa única de aproximadamente R$ 45.000 reais e mensalidade de R$ 9.218 no ensino médio. Um dos colégios particulares mais famosos de Nova York, Horace Mann School, cobra anuidade de US$ 48.600 para alunos do ensino médio.

A concorrência

Ivan Amaral, da firma de private equity Principia Capital Partners, concorda que São Paulo precisa de mais opções de ensino de categoria internacional.

“Estamos tentando não ficar atrás de cidades globais que já oferecem opções melhores”, afirmou Amaral.

A chegada da Avenues e da Escola Concept forçou instituições mais antigas e estabelecidas a investir em reformas e outras modernizações para não perder alunos. A Principia tem interesse em apoiá-las.

“A ideia é melhorar infraestrutura e tecnologia e fazer com que as escolas invistam em atividades após o período letivo e tenham períodos letivos mais longos”, explicou Amaral.

Quando a unidade em São Paulo estiver totalmente pronta, o alvo da Avenues será a China, provavelmente daqui a dois anos.

Estudantes têm melhor desempenho quando aulas começam mais tarde

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Foto: Pexels

 

Publicado na Galileu

Atire a primeira pedra quem nunca ignorou o alarme e se permitiu ficar cinco minutos adicionais (ou horas?) na cama, antes de levantar e ir para a aula. Agora, além de ser uma prática comum, o hábito de prolongar o tempo de sono e acordar um pouco mais tarde também pode ser benéfico aos estudantes.

É o que indica estudo da Universidade Nacional de Singapura. De acordo com pesquisadores do departamento de neurologia do hospital da universidade, estudantes tendem a apresentar um desempenho melhor na sala de quala quando suas aulas começam mais tarde. A pesquisa foi publicada no portal Sleep Research Society.

Para realizar o trabalho, os cientistas analisaram como uma mudança no horário de início das aulas de turmas do Ensino Médio em um colégio para garotas em Singapura alterava o desempenho de suas alunas. Em 2016, a escola alterou o início das aulas de 7h30 da manhã para 8h15, o que permitiu que as estudantes tivessem mais minutos de sono todos os dias – vale mencionar que no Oriente aulas costumam começar mais cedo e ter uma carga de trabalho mais exigente do que no Ocidente.

Com a permissão dos pais das estudantes, os pesquisadores averiguaram de que forma a mudança de horário afetava no estado de alerta e no bem-estar de 375 alunos cursando entre a 7ª até à 10 ª série (o equivalente a 7ª série até o 3º ano do ensino médio no Brasil).

De acordo com os dados coletados, no primeiro mês após a mudança do início das aulas para 45 minutos mais tarde possibilitou que os alunos fossem dormir, em média, nove minutos mais tarde, mas que tivessem outros 23 minutos extras na cama. Em termos gerais, o novo horário permitiu que mais adolescentes tivessem oito horas de sono por noite.

No nono mês de pesquisa, os alunos estavam dormindo, em média, apenas 11 minutos mais tarde. Por outro lado, tinham cerca de 20 minutos adicionais na cama, o que totalizava aproximadamente 10 minutos extras de sono.

Uma diferença de minutos pode até parecer pouco. Porém, na visão dos estudantes, isso foi o suficiente para que eles pudessem ir às aulas com mais energia do que outrora.

Como o estudo chegou ao fim, não foi possível prever os impactos da mudança ao longo dos anos, mas os resultados da pesquisa alertam para a necessidade de se pensar em aulas que comecem em horários mais aceitáveis para os alunos – até porque privação de sono é um problema real que pode estar associado a doenças no futuro, como é o caso do Alzheimer, por exemplo.

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