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Sem-teto de 52 anos é aceito na Universidade de Cambridge

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Mendigo britânico se reinventa graças ao amor pela literatura

Mendigo britânico se reinventa graças ao amor pela literatura

Geoff Edwards vendia jornais na rua. Ele cursará literatura inglesa.

Publicado no G1

Um britânico, de 52 anos, que morou na rua vendendo jornais foi aceito na prestigiada universidade britânica de Cambridge, de acordo com o “The Guardian”. Ele cursará licenciatura em literatura inglesa.

Foram os livros que ajudaram Geoff Edwards a superar épocas difíceis: quando teve de fazer trabalhos pontuais no setor agrícola, ficou desempregado, teve depressão e ficou sem lar.

Agora, esse hobby o levou a uma das melhores universidades do mundo. “Não posso dizer que isto seja o que sempre sonhei porque, na realidade, nem sequer pensava em estudar”, disse ao jornal britânico.

Edwards acrescentou que, depois de ter vivido nas ruas da cidade de Cambridge “durante um tempo”, é um privilégio passar finalmente pelas portas da universidade.

Passado

O pai dele trabalhava como carteiro enquanto sua mãe era funcionária de um um escritório. Na casa de sua família, sempre havia livros.

O homem reconheceu que contava com poucas perspectivas de trabalhar em Liverpool, por isso abandonou a cidade, sem planos de estudar. Quando chegou a Cambridge, começou vivendo em edifícios ocupados ou nas ruas. Ele recolhia livros nas bibliotecas e nas tendas de caridade como forma de fugir de sua realidade.

“Não conhecia ninguém que tivesse ido à universidade”, disse Edwards, que costumava acampar perto de seus empregos temporários.

Com ajuda de algumas organizações, começou a vender exemplares do “Big Issue”, um jornal estruturado por pessoas sem lar, para conseguir se reincorporar ao mercado de trabalho e à sociedade.

Universidade de Cambridge (Foto: Loic Vennin/AFP/Arquivo)

Universidade de Cambridge (Foto: Loic Vennin/AFP/Arquivo)

IV Bienal do Livro de Sergipe tem inicio hoje em Itabaiana

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Publicado no Infonet

Para contribuir com a expansão da IV Bienal do Livro, empresários sergipanos se juntaram a organização do evento para tornar a maior feira literária de Sergipe ainda mais especial. Ao todo, 14 colaboradores dos mais diversos segmentos da economia contribuíram para a realização do evento neste ano. A festa da literatura acontece nos dias 20 e 21 (das 10h às 22h) e dia 22 (14h às 22h) no Shopping Peixoto, em Itabaiana. Um dos livros que será apresentado na bienal é o ‘Surpresas No Cabelo’ do escritor Matheus Luamm Bispo.

A estrutura montada para recepcionar os convidados, escritores e visitantes durante a 4ª edição da Bienal do Livro, será separada em oito setores para distribuir de maneira organizada o fluxo de pessoas, facilitando o contato dos autores com os admiradores da arte. A feira literária é declarada pela Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) como Patrimônio Cultura e Imaterial de Sergipe.

Grande admirador da cultura e apaixonado pela leitura de livros, o itabaianense e o ex-deputado Federal, José Carlos Machado, declarou todo seu amor pela literatura contribuindo com a realização do evento. “Desde o nascedouro percebi que era um projeto que iria se sobressair e não ficaria somente divulgando a cultura do povo itabaianense, iria extrapolar as fronteiras, inclusive de Sergipe. A Bienal nasceu de uma boa intenção e nos acreditamos”.

A valorização dos escritores, artistas e músicos da terra foi o fator primordial que levou o empresário do ramo da construção civil, Edson Passos, a contribuir de maneira efetiva na Bienal do Livro. “Acreditei neste projeto literário desde o início por isso resolvi me tornar um dos incentivadores desta empreitada dos sonhadores Carlos Eloy, Júnior da Perfil e Jamisson que pretendiam divulgar e incentivar a cultura e o turismo desta região”.

Ressaltando a admiração por todos que abraçaram a Bienal do Livro ajudando a torna-la no maior evento cultura de Sergipe, o organizador Honorino Júnior, agradeceu o apoio irrestrito. “Estes empresários que tem uma vida assoberbada de compromisso, não mediram esforços e dedicaram parte do seu precioso tempo para ajudar na organização por acreditar que somente através da educação que se muda o mundo”.

Bienal do Livro

A IV Bienal do Livro montou na área externa do Shopping Peixoto três espaços: Exposição de mais de 100 carros antigos; a Feira da Cultura Sergipana, destinados para sebo de livros, Cosplay, exposição fotográfica, artesanatos, academias literárias, cordelistas e oficinas. E a Tenda Cultural será o espaço destinado aos municípios e as escolas a apresentarem um pouco da sua cultura.

Na parte interna terão outros cinco espaços. No Palco da Palavra Abrahão Crispim, localizado na Praça de Alimentação; Talk Show, local onde serão debatidos os mais variados temas; Praça dos Escritores Bartolomeu Peixoto, destinado ao contato dos escritores com o público; Cinema será realizado a abertura oficial e o debate com figuras ilustres; E a Praça da Imprensa João Batista Santos, será destinada para os comunicadores trabalharem confortavelmente tendo a disposição mesa, cadeira e internet.

Como os livros podem salvar sua vida

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Publicado por Fred Di Giacomo

Antes de ter dinheiro para conhecer o mar ali do lado, no litoral paulista, eu já tinha rodado o mundo com os navios de John Silver e Gulliver, tinha ido até o coração da África com Livingstone e admirara o Mississipi em aventuras passadas com Tom Sawyer. Antes de sonhar em entrar na universidade, eu tivera algumas aulas curtas com mestres como Camões, Darcy Ribeiro e Platão. Eu não tinha uma namorada ainda, mas achava que Romeu e Julieta tinham sido muito ansiosos em se matarem e que o primo Basílio era um tremendo sacana.

Marilyn Monroe lendo o clássico “Ulysses”, de James Joyce. Seus poemas foram reunidos em “Fragments: Poems, Intimate Notes, Letters”

Marilyn Monroe lendo o clássico “Ulysses”, de James Joyce. Seus poemas foram reunidos em “Fragments: Poems, Intimate Notes, Letters”

 

Na minha vida, tive três grandes influências: meus pais, os livros e a música — inicialmente cavalgando os três acordes do punk rock. Provavelmente, meus pais — professores — foram a mais importante de todas, porque foram eles que me estimularam a ler desde os 6 anos de idade. Seu grande tesouro era uma biblioteca recheada de livros que me rodearam por toda infância e adolescência. Livros que disputavam espaço com os móveis e pessoas em casa. Livros e seu cheiro de papel novo ou amarelado, espalhados, deitados, catalogados. Livros cheios de nomes estranhos que eu fui decifrando quando aprendi o “bê — a — bá”: Macunaíma (seria um livro sobre índios?), Trópico de Capricórnio (um livro sobre geografia?), Guimarães Rosa (um homem com nome de flor?). O que aqueles livros grossos e sem figuras tinham de tão legal para tomar a atenção dos meus pais por tanto tempo? Entre um livro da coleção Vaga-Lume e um infantil da Ruth Rocha, fui descobrindo que livros ensinavam, divertiam e viciavam sem grandes efeitos colaterais. Aliás, o único efeito colateral dos livros era te deixar mais inteligente.

Os livros foram meu curso de inglês, meu reforço escolar, minha aula de administração, game design e cultura geral. Graças a eles eu tive assunto em mesas de bar, entrevistas de emprego e reuniões de negócio.

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Cientificamente, já se provou que ler faz muito bem para o ser humano. A leitura retarda suas chances de desenvolver Alzheimeir, melhora sua memória, reduz o estresse e combate a depressão. Mais que isso: ler te ajuda a escrever melhor, aguça o pensamento analítico e aumenta seu conhecimento. E você pode perder sua casa, seu dinheiro e sua família, mas nunca ninguém poderá tirar seu conhecimento. (A não ser que te façam uma lobotomia, é claro.)

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Albert Einstein: o único efeito colateral da leitura é torná-lo mais inteligente

Albert Einstein: o único efeito colateral da leitura é torná-lo mais inteligente

 

Se você quer ficar rico ou garantir a paz mundial. Se você quer entender o sexo oposto ou apenas fazer mais sexo. Se você quer aprender uma língua ou se preparar para o mercado de trabalho, então LEIA. Leia tudo que cair na suas mãos, mas comece com leituras que te agradem. Uma das coisas que mata o prazer da leitura é dar para uma criança de 10 anos a obrigação de devorar as obras de José de Alencar. O menino abre as primeiras páginas cheias de descrição rococó de “O Guarani” e dorme no segundo parágrafo. Quando acorda, vai jogar videogame. Eu adoro videogame , mas acho que todo mundo deve reservar umas horinhas para a leitura no seu dia. E você deve começar lendo o que te dá prazer. Também não vale a pena começar com coisas muito difíceis. Encare a leitura como um jogo: a cada fase você vai evoluindo um pouco. Quando eu tinha 10 anos abri o “Grande Sertão: Veredas” e não entendi uma frase; catorze anos depois, ele se tornou um dos meus livros favoritos. Você é uma pessoa romântica? Leia “Bridget Jones”. Você acha que todos os livros só falam de playboys? Leia “Cidade de Deus”. Você gosta de aventura? Leia “Os Três Mosqueteiros”. Livros não são chatos. Acredite, existem livros sobre sexo e drogas, rock n’ roll. Existe um livro para cada pessoa, você só não achou o seu ainda.

Como já disse, sugiro que você comece lendo sobre o que gosta. E, quando o que você gosta se tornar a leitura, expanda seu universo. Aí está a verdadeira magia da literatura: ela te permite viajar pelo mundo, pelo tempo e para lugares que nunca existiram. Ela te permite ter aulas com os melhores professores do mundo. A literatura é a única universidade onde você pode aprender sobre felicidade com Aristóteles, sobre o mal com Hannah Arendt e sobre a guerra com Sun Tzu. Você pode descobrir como era a vida de uma escrava em “Um defeito de cor”, ir até o inferno com “A Divina Comédia” ou se aventurar com elfos e anões em “O Senhor dos Anéis”.

Bukowski num momento de leitura íntima

Bukowski num momento de leitura íntima

 

Depois que você descobrir um autor favorito, comece a criar uma “teia de autores” que se relacionam com ele. Eu descobri o Bukowski na faculdade e adorei seu “Misto Quente”, que falava da infância e adolescência de um garoto feio, pobre e virgem de uma forma crua, sarcástica e, ainda assim, engraçada. Tive aquela mágica sensação de “escreveram essa história para mim” e terminei o livro com vontade de tomar uma cerveja com o autor. Tinham me falado que Henry Miller seguia uma linha parecida e, então, fui ler seus livros. De lá, passei por Anaïs Nin, Nietzsche, os beats e John Fante numa prazerosa sequência de descobertas de uma literatura (e filosofia) marginal. Em outras palavras: você descobriu o prazer da literatura lendo “50 tons de cinza”? Leia, na sequência, “Crepúsculo” que inspirou o livro de E. L. James e continue com o “O morro dos ventos uivantes”, de Emily Brönte — o livro favorito de Bella e Edward. Em um ano, você estará lendo Jane Austen e vai ter se divertido muito no caminho.

Um dado interessante: ler aumenta sua empatia. Quando você lê histórias da vida de mulheres mulçumanas, meninos afegãos e angolanos alforriados; você passa a ver todas essas pessoas como… Pessoas. Você começa a enxergar a humanidade como uma (turbulenta) família. Você percebe que os “outros” são como você. Você entra na vida de pessoas com as quais você nunca conviveu e se identifica com o que existe de universal em toda vida humana: a dor, o amor, o ciúme, o medo, a inveja… Quase o mesmo efeito de viver em outro país. Por isso, como escrevi antes, eu recomendo que você comece lendo sobre o que te interessa e depois passe a ler de tudo — inclusive livros de pessoas completamente diferentes e opostas a você. Eu sempre simpatizei com autores da esquerda libertária, mas aprendi muito com conservadores como Céline, Nélson Rodrigues, Paulo Francis e Gilberto Freire. O maior símbolo da nossa direita — Reinaldo Azevedo — diz que seu autor favorito é o comunista Graciliano Ramos. Quer se arriscar? Se você é um machista convicto, leia “O Harém de Kadhafi” e depois Simone de Beauvoir. Se você é um stalinista, leia “1984” e “A revolução dos Bichos” (ambos escritos por um militante socialista, o grande George Orwell). Leia quem escreve o que você concorda e quem escreve o que você discorda. Mesmo que você não passe a concordar, isso lhe dará melhoras argumentos em seus próximos debates. Aliás, antes de entrar em um debate no bar ou na internet, antes de emitir opiniões definitivas, antes de sentenciar alguém em seus julgamentos: leia sobre o assunto, pesquise, reflita. Existem excelentes livros sobre seu tema polêmico favorito: leia!
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A Tatiane de Assis, leitora do Glück, nos mandou uma belíssima entrevista com o cineasta Cristiano Burlan — que foi criado na periferia de São Paulo e teve diversos membros de sua família assassinados ao longo de uma vida dura. Entre a pobreza, a marginalidade e a violência; o que mais me impressionou na entrevista de Cristiano foi seu amor pela literatura e as artes. Como a literatura salvou sua vida de um fim trágico. Aliás, arte e cultura têm operado milagres e salvado muita gente de uma morte violenta, como bem lembrou o cantor Criolo. Tem salvado tantas almas quanto as igrejas espalhadas pelo mundo. Mas a literatura não serve de apoio apenas aos marginalizados. Ela ajuda executivos a subirem em suas carreiras, viajantes a conhecerem o globo, apaixonados a fazerem declarações bonitas e deprimidos a enxergarem algum sentido no labirinto da existência.

Malala sofreu um atentado por lutar pelo direito das mulheres poderem frequentar escolas no Paquistão. Na foto, ela lê no hospital.

Malala sofreu um atentado por lutar pelo direito das mulheres poderem frequentar escolas no Paquistão. Na foto, ela lê no hospital.

Se eu tivesse só um conselho para dar para você, leitor desse blog em busca da felicidade, eu repetiria: leia. Leia tudo que você puder. Faça carteirinha na biblioteca municipal da sua cidade, se você não tem dinheiro. Troque suas roupas de marca por centenas de livros, se você é rico. Presenteie seus amigos com livros. Pesquise sobre os autores, vá a sebos, leia livros que estão gratuitos na internet. E, se você quiser bater um papo sobre literatura, estou aqui pronto pra passar uma madrugada enchendo o saco de todos falando sobre meus livros favoritos, os livros que eu preciso ler antes de fazer 40 anos, os livros que quero escrever um dia e até sobre um livro-disco que escrevi. Mas leia. Se tem um conselho que eu posso dar para quem quer mudar de vida é esse.

Os livros salvaram minha vida. Eles podem salvar a sua também.

dica do Marcos Vichi

Seth MacFarlane promete igualar doação de US$ 1 milhão a projeto de leitura para crianças

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LeVar Burton tenta arrecadar US$ 5 milhões para o ‘Reading rainbow’

O ator, roteirista e diretor Seth MacFarlane - Jordan Strauss / Jordan Strauss/Invision/AP

O ator, roteirista e diretor Seth MacFarlane – Jordan Strauss / Jordan Strauss/Invision/AP

Publicado em O Globo

LOS ANGELES — O projeto de incentivo à leitura de LeVar Burton vai receber uma generosa contribuição de Seth MacFarlane. O humorista prometeu igualar até US$ 1 milhão em doações feitas no Kickstarter para que o “Reading ainbow” alcance um número ainda maior de escolas nos EUA. Burton disse ter ficado sem palavras com a generosidade da oferta feita pelo ator, produtor e roteiristas do filme “Ted” e da série “Uma família da pesada”.

MacFarlane resolveu participar quando soube que o “Reading rainbow” precisava de pelo menos US$ 5 milhões. A oferta dele é válida para todas as doações feitas a partir da marca de US$ 4 milhões. Faltando cinco dias para o fim da campanha, o valor arrecadado está em US$ 4,1 milhões.

“Minha mãe me ensinou que ao pegar um livro você ir a ‘qualquer lugar’ e ser ‘qualquer coisa’”, escreveu Burton na página da campanha. “Desde o início do ‘Reading rainbow’ em 1983, eu me dedico a promover o amor pela literatura em crianças, assim como minha mãe fez comigo.”

Burton, estrela de “Star Trek: Next Generation”, foi o apresentador do programa de leitura que foi ao ar na televisão pública nos EUA até 2009. “Reading rainbow” foi lançado como um aplicativo para tablet em 2012 e agora os organizadores pretendem aumentar o alcance com um versão por assinatura para computadores.

Um formato específico para professores será criado para escolas e fornecido gratuitamente para 1.500 salas de aula no país graças ao primeiro milhão conseguidos com as doações. O dinheiro adicional, incluindo aquele doado por MacFarlane, permitirá que o formato seja extendido para pelo menos mais seis mil salas, de acordo com Burton.

Como sempre acontece nas campanhas do Kickstarter, as contribuições dão direito a prêmios, como lembranças autografadas e até mesmo um jantar com LeVar Burton.

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