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Grandes nomes na Feira do Livro de Joinville

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Escritora Ana Maria Machado

Publicado no Blog do Aldo

A 11ª edição de Feira do Livro de Joinville, de 4 a 13 de abril, estará recheada com uma extensa programação, contando com grandes nomes da literatura nacional. Mais de 20 autores de renome já foram confirmados para o evento, além de inúmeros escritores regionais e palestrantes que virão ampliar a grade de atividades prevista para esta edição. Entre os gêneros contemplados, escritores de literatura infantil e infantojuvenil, poesia, história, dramaturgia, romance e crônica marcarão presença na feira. A programação abrangente foi planejada para agradar diferentes públicos e encantar todos os visitantes com os prazeres da leitura.

No universo literário infantojuvenil, o evento contará com a participação de Pedro Bandeira, escritor reconhecido, com mais de 80 títulos publicados e vencedor de vários prêmios. Ele integrará a programação nos dias 11 e 12 de abril. No dia 11, o evento também terá a presença de Leo Cunha, autor de mais de 40 obras infantis e juvenis. A Feira do Livro ainda vai trazer a da autora da série de livros “Minha Vida Fora de Série” e “Fazendo meu Filme”. Paula Pimenta, revelação da literatura voltada ao público adolescente, participará de um encontro com os leitores no dia 5 de abril. No dia 8, o palco da feira será do escritor Caio Ritter, autor de uma série de livros infantis, juvenis e crônicas. Ainda no meio infantojuvenil, outros destaques do evento serão o poeta, escritor e arte educador Chico dos Bonecos e o historiador, professor e escritor Joel Rufino.

No âmbito jornalístico, a feira contará com a participação do escritor e editor Luiz Fernando Emediato e do roteirista e autor José Torero, ex-colunista no jornal “Folha de S. Paulo”. Nos dias 12 e 13 de abril, Ana Maria Machado (foto), presidente da Academia Brasileira de Letras, estará em Joinville para abrilhantar a feira. Com mais de 100 livros publicados no Brasil e em outros 18 países, ela integrará a programação com a palestra “Memórias Literárias”.

No ramo da dramaturgia, entre os nomes confirmados, o evento contará com atores e atrizes conhecidos como Cláudia Alencar, Elisa Lucinda, Maitê Proença e Luiz Salem. O autor Silvio de Abreu também estará presente, para o lançamento do livro “Crimes do Horário Nobre”. Conhecido por ter escrito novelas como “Guerra dos Sexos”, “Rainha da Sucata”, “Torre de Babel”, “Da Cor do Pecado” e “Passione”, ele participará de um bate-papo com os fãs e leitores, integrando a programação da Feira no dia 9 de abril.

O evento contará também com a participação de Adeilson Salles, Carlos Augusto Novais, José Paulo Teixeira, Ligia Cademartori, Lucília Garcez, Maria José Garcia Sottomayor Rosa da Silva, Ronaldo Britto, Stella Maris Rezende, Florentino Alves de Freitas, Vera Maria Tietzmann, além de dezenas de escritores locais.

A 11ª edição da Feira do Livro de Joinville acontecerá no Centreventos Cau Hansen, das 9h às 21h, com entrada franca. Mais informações sobre os autores que participarão do evento podem ser conferidas no site www.feiradolivrojoinville.com.br/2014/.

Ana Maria Machado deixa presidência da ABL com discurso inspirado

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Em cerimônia de posse, escritora passou o cargo a Geraldo Holanda Cavalcanti
Novo presidente promete continuidade

Maurício Meireles em O Globo

RIO – A escritora Ana Maria Machado foi aplaudida de pé, na tarde desta quinta-feira, na sede da Academia Brasileira de Letras (ABL), depois do seu discurso de despedida da presidência da ABL. Na cerimônia, foi empossado o novo ocupante da cadeira, o imortal Geraldo Holanda Cavalcanti Filho. Também foi apresentado um balanço das iniciativas da Academia nos dois anos em que Ana maria esteve à frente da instituição, que o novo presidente promete continuar.

— Sinto-me alegre egoisticamente, por estar recuperando meu tempo, poder me recolher e voltar a visitar os reinos silenciosos que tanto almejo, espero que prenhes de desagios e estímulo à criação — disse a imortal. — Estou com muita saudade de desligar os metafóricos focos de luz e microfones que acompanham o cargo e poder voltar a escrever, ou simplesmente viver à vontade, sem ser interrompida e sugada por agenda oficial.

Na cerimônia, também tomou posse toda a nova diretoria da Casa de Machado de Assis. A nova cúpula da ABL tem Domício Proença Filho como secretário-geral; Antonio Carlos Secchin como primeiro-secretário; e os colunistas do GLOBO Merval Pereira e Rosiska Darcy de Oliveira, como segundo-secretário e tesoureira, respectivamente.

Em seu discurso, Geraldo Holanda Cavalcanti, que ocupou o cargo de secretário-geral da ABL nos últimos dois anos, prometeu continuidade nos projetos iniciados por Ana Maria Machado, cuja gestão foi marcada por iniciativas em favelas do Rio de Janeiro e parcerias com universidades internacionais.

Sob o comando de Ana Maria Machado, a ABL também manifestou, recentemente, sua posição a favor das biografias não autorizadas. Há um mês, também foram inauguradas as novas instalações do arquivo da Academia, abertas para pesquisa. Geraldo Holanda Cavalcanti promete continuar o projeto, digitalizando os documentos no acervo dos imortais.

— Continuaremos nessa linha (de Ana Maria Machado). A esse permanente esforço de atualização substantiva deve corresponder igual preocupação com estruturar serviços de apoio de forma adequada. Também nesse espaço temos a nos favorecer os grandes passos que já vêm sendo tomados. Não faltaremos a esta nossa obrigação — disse Geraldo Holanda Cavalcanti.

O novo presidente foi eleito para mandato de um ano, com direito a apenas uma reeleição. Poeta, contista, ensaísta e ex-diplomata, Cavalcanti também é tradutor e crítico literário. Seu último livro “A herança de Apolo” (Civilização Brasileira) foi lançado em maio. Ele entrou na ABL em 2010, para ocupar a cadeira vaga com a morte do bibliófilo José Mindlin.

Ana Maria Machado diz que prêmio é ‘reparação de injustiça’

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Escritora venceu o Passo Fundo Zaffari & Bourbon com ‘Infâmia’

Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

Ana Maria Machado já ganhou muitos prêmios, como o Hans Christian Andersen, o mais importante do mundo para a literatura infantil, e o Machado de Assis, pelo conjunto da obra. Mas nada repercutiu tanto quanto a derrota que sofreu no Jabuti, no ano passado. Ela era a favorita de dois dos três jurados, mas sua obra perdeu por causa desse terceiro, o famoso jurado C, que deu zero para seu livro.

Claudio Tavares/Divulgação A escritora Ana Maria Machado

Claudio Tavares/Divulgação
A escritora Ana Maria Machado

O título em questão era Infâmia (Alfaguara), e a hora dele finalmente chegou. Terça, na abertura da 15.ª Jornada de Literatura de Passo Fundo (RS), ele foi anunciado como o romance vencedor do 8.º Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura, no valor de R$ 150 mil – um dos mais altos do País. Concorreram obras escritas em português e publicadas no Brasil nos últimos anos. Ao lado dela, na lista de finalistas, nomes como João Gilberto Noll e Luiz Ruffato.

“Quando soube do prêmio, a sensação de reparação de uma injustiça entrou forte na alegria”, comentou ontem, em Passo Fundo. “Na vida, as coisas tendem a seguir um equilíbrio. Talvez a linguagem popular dissesse ‘O que é do homem o bicho não come’. Talvez o Zagalo dissesse ‘Tiveram que me engolir’”, brincou a imortal e presidente da Academia Brasileira de Letras.

Baseado em fatos reais, Infâmia fala do limite entre o verdadeiro e o falso. São dois os personagens principais: um embaixador que recebe um envelope com documentos sobre sua filha morta e um funcionário público falsamente acusado de corrupto.

Ana Maria terminou há pouco um infantil, que está descansando “na nuvem”. Entre outubro e novembro lança, pela Objetiva, a novela juvenil Enquanto o Dia Não Chega – uma história que se passa no século 17 e se alterna entre uma aldeia africana e outra portuguesa e um colégio de jesuítas.

Seus leitores adultos, porém, devem esperar um pouco mais por outro romance. “Estava com uma história na cabeça, mas aí alguém publicou um livro sobre o assunto. Desisti do projeto. Mas, com o prêmio, vou poder parar um tempo e financiar um silêncio para mim e ver como dar rumo, ou não, a esse tema que me assombra”, conta.

Ela não revela o assunto por medo de perdê-lo. “O momento de escrever é muito próximo do inconsciente. Pôr em palavras, é dar uma forma verbal a certas sensações que são ainda muito difusas e a certas percepções inconscientes. Na hora de botar no papel, ela perde a espontaneidade”, conclui.

Na feira do livro de Frankfurt, o Brasil sem exotismos

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Maria Fernanda Rodrigues no Clic Folha

A feira não é ao ar livre, mas organizada dentro de enormes pavilhões, com várias entradas. / Divulgação

A feira não é ao ar livre, mas organizada dentro de enormes pavilhões, com várias entradas. / Divulgação

No pavilhão de 2.500 m² que o Brasil terá na Feira do Livro de Frankfurt, a maior do mundo, de 9 a 13 de outubro, nada de passistas ou de fotos de onças pintadas e vitórias-régias.

“Pretendemos mostrar um Brasil onde a produção contemporânea é muito contemporânea, mas que não nega as raízes tradicionais, só foge do exótico”, disse Antonio Martinelli, que ao lado de Manuel da Costa Pinto, de Daniela Thomas e de Felipe Tassara, idealizou o espaço onde o País fará sua apresentação cultural.

Isso tudo porque o Brasil será o convidado de honra da feira alemã deste ano, convite aceito pelo governo brasileiro há dois anos e que custará R$ 18 milhões ao País. A Câmara Brasileira teve licença para captar cerca de R$ 13 milhões, mas não conseguiu patrocínio.

Jürgen Boos, presidente da Feira de Frankfurt; Renato Lessa, presidente da Fundação Biblioteca Nacional; e Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro aproveitaram a movimentação em Paraty para anunciar o que pretendem fazer na Alemanha.

Ao lado deles, Costa Pinto e Martinelli. Embora o pavilhão esteja sendo preparado para funcionar como uma grande vitrine da produção artística brasileira – passam pela feira, todos os anos, cerca de 300 mil profissionais do mercado editorial -, a programação não será concentrada nele e vai se espalhar por outros espaços da feira, como um restaurante, o estande coletivo do Brasil e das editoras que vão viajar de forma independente e também por museus, centros culturais e bibliotecas de Frankfurt e de outras cidades.

O pavilhão foi idealizado como uma grande praça pública. De um lado, um auditório onde os 70 escritores escalados – entre os quais Luiz Ruffato e Ana Maria Machado, escolhidos para o discurso de abertura, e ainda Adélia Prado, Nuno Ramos, Daniel Galera e Ziraldo, entre outros – se revezam em conversas com o público.

No meio, uma mesa no formato da marquise do Ibirapuera. Sobre ela, edições estrangeiras de livros brasileiros. Ao redor, uma instalação de Heleno Bernardi – colchões no formato de corpos, onde o visitante pode relaxar.

Haverá também seis bicicletas. Ao pedalar, a projeção de filmes sobre formas de circulação do livro – de bibliotecas ambulantes a projetos mais quixotescos – é acionada.

Ali por perto, um redário e, ao lado das redes, totens com música popular brasileira.

Encerrando a exposição – ou iniciando, não há ordem -, um canto com uma instalação multimídia criada pelos videoartistas Gisela Mota e Leandro Lima Serão seis grandes telas que exibirão filmes com imagens que remontam ao universo do imaginário ficcional e poético brasileiro e que fazem referência aos temas: metrópole, subúrbio, campo, floresta, mar e sertão.

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Brasil será homenageado na feira de livros de Bolonha em 2014

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Publicado no Jornal do Brasil

Escritores brasileiros estão na “Feira de Livros para Crianças de Bolonha”, na Itália, que vai até o dia 28 deste mês, para representar o país e fazer o anúncio oficial sobre a próxima edição do evento. Ana Maria Machado, Anielizabeth Cruz, Maurício de Sousa, Anna Claudia Ramos, Roger Mello e Sandra Pina representam o país durante a divulgação da homenagem que será feita em 2014, quando 30 escritores daqui irão ao evento e o Brasil assumirá a condição de convidado de honra.

Na homenagem, o Brasil apresentará toda a diversidade da sua produção editorial e a riqueza de sua cultura. Sob o slogan “Um país cheio de vozes”, adotado para as próximas homenagens até 2020, serão lançadas  luzes sobre as marcas da produção editorial brasileira para os temas: multiplicidade cultural, capacidade de ressignificar influências externas e intertextualidade.

Brasil será homenageado na próxima edição da "Feira do Livro para Crianças de Bolonha", em 2014
                   Brasil será homenageado na próxima edição da “Feira do Livro para Crianças de Bolonha”, em 2014
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