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Universitários organizam ‘saiaço’ em congresso estudantil
0Alunos da Unicamp e de outras instituições vestirão a peça para protestar contra a homofobia
Manifestação vai acontecer em evento da União Estadual dos Estudantes, em São Paulo, este fim de semana

O estudante da Unicamp, André de Oliveira (camiseta amarela) e amigos em uma das mobilizações feitas no ano passado Reprodução de internet / Facebook
Eduardo Vanini, em O Globo
RIO – Estudantes de diferentes universidades estão se organizando para fazer um “saiaço” durante o Congresso da União Estadual dos Estudantes, em Ibiúna (SP), este sábado. Homens e mulheres vestirão saias para atrair olhares de toda a sociedade para o combate à homofobia e ao machismo. A convocação, feita pelo Coletivo Feminista Rosa Lilás, já conta com adesão de estudantes de Unicamp, Unesp, USP e UFSCAR, entre outras instituições.
Os “saiaços” se tornaram a forma mais recente de protesto contra homofobia em escolas e universidades. Alunos da USP realizaram uma manifestação em maio, assim como estudantes do Colégio Bandeirantes, em São Paulo.
O coordenador do DCE da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), André de Oliveira Ferrera, de 27 anos, é um dos participantes confirmados. Estudante de Química, ele não tem qualquer problema em usar saia, já tendo participado de outras duas manifestações do tipo.
— Percebemos que saciedade recebe esse comportamento com estranheza justamente por ser machista. E nosso objetivo é fazer com que as pessoas percebam como a opressão machista é ruim e precisa ser combatida — justifica.
Segundo a coordenadora do DCE e membro do coletivo feminista, Diana Nascimento, de 23 anos, os participantes devem usar a peça durante todo o dia e, ao final das atividades do congresso, haverá uma reunião para um bate-papo. Diana, que cursa Ciências Sociais na Unicamp, espera que a mobilização desperte a curiosidade de toda a sociedade para os temas em questão.
— Já fizemos três manifestações como esta desde o ano passado. Desta vez, queremos chamar a atenção da população para importância de se questionar políticos como o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Marco Feliciano (PSC), que propaga a homofobia e preside Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados — explica Diana, acrescentando que essa temática precisa, inclusive, ganhar mais espaço dentro do próprio movimento estudantil.
Histórico
No ano passado, alunos da Unicamp já haviam lançado a campanha “Tirem suas saias do armário”, em um ato em memória do jornalista e militante da causa LGBT Lucas Cardoso Fortuna, que foi assassinado. Em maio deste ano, discentes da Universidade de São Paulo (USP) usaram a peça típica do vestuário feminino, enquanto alunas usaram gravatas, em apoio a um estudante de moda que foi ofendido pela internet depois de ir a aula usando saia.
Também em São Paulo, estudantes do ensino médio do Colégio Bandeirantes vestiram a peça depois de um jovem ter sido impedido de assistir aula por estar usando saia e outro ser suspenso pelo mesmo motivo. A manifestação também chegou à Universidade Federal do Amazonas, no começo deste mês, em uma ação contra os padrões convencionais de comportamento sexual.
Idosa encontra em museu diário de namorado morto na Segunda Guerra Mundial, há quase 70 anos
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Laura Mae Davis Burlingame, de 90 anos, mostra a foto que estava no diário do então namorado Foto: Michael Conroy / AP
Publicado por Extra
Antes de morrer na Segunda Guerra Mundial, em 1944, aos 22 anos, o oficial Thomas Jones escreveu o que chamou de “último pedido de vida”: quem encontrasse o diário dele, deveria entregá-lo a Laura Mae Davis, a garota que amava. Mas moça em questão só encontrou o diário na semana passada, quase 70 anos após a morte do rapaz, em uma visita ao Museu Nacional da Segunda Guerra Mundial, em Nova Orleans, nos Estados Unidos.
Jones morreu em uma batalha contra os japoneses, em uma ilha no Pacífico Sul. Ele foi atingido por uma bala na cabeça, por um atirador de elite. Laura se casou um ano depois, em 1945, e nunca imaginou que o diário que ela deu para Jones havia sobrevivido à guerra. A mulher, de 90 anos, encontrou o documento em uma vitrine do museu, e reconheceu a própria foto nele.
- Eu não tinha ideia de que havia um diário aqui – disse ela, emocionada, em entrevista à agência de notícias Associated Press.
Laura foi até o museu na esperança de encontrar alguma foto de Jones, com quem havia namorado ainda na adolescência. Ela era líder de torcida e ele jogava na equipe de basquete da mesma escola. Os dois foram ao baile de formatura juntos. Laura ficou empolgadíssima ao descobrir o registro do romance de tantos anos.
- Eu pensei que poderia encontrar fotos dele e dos companheiros que serviram na guerra com ele, e artigos sobre o local onde eles serviram – contou a anciã.
Laura recebeu permissão para olhar o diário de perto. Afinal, foi a primeira vez em 17 anos que alguém se reconhecia nos documentos expostos ali.
Após a morte de Jones, o diário foi encaminhado para a irmã dele. Depois, o documento ficou com o sobrinho dele, e foi entregue ao museu em 2001. Ele disse que não chegou a entrar em contato com Laura por receio de que causasse problemas no casamento dela. Coisa que a americana jurou ser impossível:
- Meu marido e Tommy eram ótimos amigos – garante.
Laura ficou emocionada com a quantidade de vezes que Jones mencionou o nome dela no diário, onde havia inúmeras cartas nunca enviadas para a amada e para os pais. Laura teve que deixar o documento para trás, no museu, mas saiu com a garantia de que receberia uma cópia digitalizada, conforme pediu o oficial, há 69 anos:
“Todo o meu amor para Laura, por quem o meu coração está completamente preenchido. Então, se você tiver a chance, por favor devolva o diário a ela. Estou escrevendo isso como meu último desejo”, suplicou Jones.
Com preços até 50% menores do que no Brasil, gráficas chinesas seduzem editoras nacionais
1Só no ano passado, 13,5 mil toneladas de livros produzidos na China chegaram aos portos do país, 2 mil toneladas a mais do que em 2011
Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) recorre ao governo federal para pedir uma política mais protecionista

Nos últimos meses, toneladas de livros impressos na China desembarcaram nos portos do Brasil Reproduções
Cristina Tardáguila e Maurício Meireles, em O Globo
RIO — Nos últimos meses, toneladas e toneladas de livros impressos na China desembarcaram nos portos do Brasil. Foram milhares. A editora Cosac Naify trouxe títulos como “Linha do tempo do design gráfico do Brasil”, de Chico Homem de Melo e Elaine Ramos. A Companhia das Letras, “Asterios Polyp”, de David Mazzucchelli. A Sextante imprimiu em território chinês livros da coleção 1001, conhecida por títulos como “1001 lugares para conhecer antes de morrer”. E a Record também foi atrás. Trouxe, de navio, lançamentos como “História da beleza”, de Umberto Eco, e “Diablo III — O livro de Caim”, de Deckard Cain. Todas essas editoras enxergaram lá, do outro lado mundo, uma forma de reduzir pela metade o custo de produção e de, assim, levar às livrarias obras 50% mais baratas do que se tivessem sido impressas em território nacional.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o Brasil importou da China 13,5 mil toneladas de livros no ano passado — o equivalente, em peso, a quase 3,5 milhões de exemplares de “Cinquenta tons de cinza”, da Intrínseca. Foram cerca de 2 mil toneladas a mais do que em 2011. O total de 2012 supera em quatro vezes o volume de livros que veio da Europa, região que ocupa o segundo lugar no ranking das importações de livro.
O salto alertou a Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), já pressionada pelo crescimento da venda de ebooks no país. O mercado estima que, em março, 150 mil livros digitais tenham sido comercializados no Brasil — dez vezes mais do que em setembro, pouco antes de a Apple abrir sua loja virtual no país. De olho nos números, a Abigraf solicitou reuniões tanto com a Receita Federal quanto com o Ministério da Fazenda. Na pauta: as chances de ter uma política mais protecionista. O debate, no entanto, segue em aberto.
— A gente optou por imprimir alguns livros na China porque, em vários casos, aqui no Brasil, eles seriam completamente inviáveis. É o que ocorre com “Linha do tempo do design gráfico do Brasil” — conta Aline Valle, gerente de produção gráfica da Cosac. — Se tivesse sido impressa aqui, a edição custaria R$ 400.
No site da editora, na tarde de ontem, a obra saía por R$ 212.
O interesse na China é tanto que, em novembro, a Cosac mandou Aline à região para conhecer e estreitar laços. A preocupação da editora era, sobretudo, não fechar contratos com empresas que usassem, por exemplo, mão de obra em situação irregular. Aline conta ao GLOBO que não viu nada parecido com isso nas empresas que visitou e que a Cosac só imprime em gráficas que tenham condições de trabalho internacionalmente certificadas.
— Os números da coleção 1001 são um ótimo exemplo de como o baixo custo de produção pode gerar grandes resultados (de venda) — diz Tomás Pereira, sócio-fundador da Sextante. — A série foi lançada a R$ 59,90, quando custaria, normalmente, quase R$ 100 (se feita no Brasil).
Prazo de entrega é visto como inconveniente
Rodar livros na China tornou-se atraente até para empresas de menor porte, como a editora de George Ermakoff.
— Tenho quatro livros prontos para serem impressos lá. Vale muito a pena — conta o editor. — Trazer da China, de navio, um livro de arte que pese mais ou menos 1,5 quilo custa US$ 0,40, ou R$ 1. É o mesmo valor cobrado no trajeto de caminhão entre São Paulo e Rio. A vantagem fica no custo da impressão. Na China, ele é 50% menor.
Ermakoff diz ainda que nem a Lei Rouanet nem a Lei do ICMS do Rio de Janeiro — ambas de incentivo à produção cultural — fazem referência a impressões no exterior.
— Consultei vários advogados e especialistas sobre isso. Ainda assim, para me proteger, só imprimo na China as obras que não têm lei de incentivo.
Quanto à qualidade do que vem de lá, as editoras brasileiras dizem não ter queixas.
— O papel chinês tem boa qualidade, e o ajuste de cores é muito bom — acrescenta Ermakoff, que lançará nos próximos meses “Geneviève Naylor — Uma fotógrafa norte-americana no Brasil” e “Parc Royal”, ambos vindos da Ásia.
Sônia Jardim, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e vice-presidente da Record, editora que tem seu próprio parque gráfico, faz eco:
— O padrão de qualidade deles é espetacular. Quanto mais caprichado for o acabamento do livro, mais vantajoso é imprimir na China. Os gráficos chineses já frequentam feiras internacionais, oferecendo o serviço. É comum vê-los em Bolonha (Itália) e Frankfurt (Alemanha).
Imprimir na China tem, entretanto, pelo menos um inconveniente: o prazo. Entre a entrega dos arquivos na gráfica chinesa (via internet) e a chegada dos livros às prateleiras brasileiras, podem se passar até 120 dias. Só o trajeto de navio leva, em média, um mês e meio. A solução chinesa não é, portanto, interessante para os best-sellers, que precisam ser repostos com agilidade, sob o risco de fracassar ante a busca dos leitores.
— É por isso que a gente só faz impressão na China em situações bastante específicas, como é o caso das coedições internacionais, que não permitem que as obras sejam impressas aqui — explica Mauro Palermo, diretor da Globo Livros, empresa que trouxe da Ásia títulos como “O livro da psicologia”, “O livro da economia” e “O livro da filosofia”.
Por coedição entende-se uma obra de origem estrangeira impressa em diversas línguas ao mesmo tempo e num mesmo lugar. A decisão sobre o local, nesse caso, cabe à editora dona do título. E aí a escolha tem sido quase sempre a China. Ao falar sobre o crescimento das impressões chinesas, os editores brasileiros fazem essa ressalva. Estão computadas aí muitas coedições internacionais, cada vez mais frequentes no Brasil.
— A situação tem diversos componentes. O que tira a competitividade da indústria gráfica brasileira é, sobretudo, o custo de operação e a mão de obra — afirma Fábio Mortara, presidente da Abigraf, lembrando que o setor investiu US$ 1,2 bilhão em maquinário no ano passado e que usa equipamentos semelhantes aos dos chineses (vindos da Europa).
20 mil aqui, 100 mil lá
Segundo Mortara, enquanto o Brasil tem 20 mil gráficas operando, a China possui 100 mil, e há notícias de que o Estado chinês subsidie a indústria milenar de seu país.
O que mais preocupa a associação da classe é a possibilidade de o maior comprador de livros do Brasil — o governo federal — adquirir material impresso na China em detrimento do mercado brasileiro.
— Por ano, o governo federal compra um terço dos exemplares que circulam no país. São cerca de 150 milhões de livros didáticos — diz Mortara. — Em 2012, quando vimos que a disputa com a China se agravaria, conseguimos que o governo concordasse em só comprar material impresso aqui. Até agora, para 2013, não temos qualquer garantia.
— A gente não tem nenhuma intenção de prejudicar o mercado brasileiro. Prezamos por nossas parcerias com as gráficas nacionais. E seria ótimo se pudéssemos fazer tudo, a um bom custo, no Brasil. Mas também estamos tentando fechar nossas contas — pondera Aline Valle, da Cosac, que lançou mais de 20 títulos nos primeiros quatro meses do ano, 13 deles made in China.
Apostilas da rede municipal do Rio erram capitais de PE e PB
0Publicado no UOL
Qual a capital de Pernambuco? Belém ou Recife? Para quem tem o mínimo conhecimento da geografia brasileira, a resposta é fácil, afinal de contas a primeira opção se refere à capital do Pará, na região Norte do país. No entanto, o caderno pedagógico de matemática distribuído pela Prefeitura do Rio de Janeiro aos alunos do 5º ano da rede municipal de ensino redesenhou a geografia do Nordeste ao designar Belém como capital de Pernambuco e Manaus, capital da Amazonas, como a principal cidade da Paraíba.
Segundo a SME (Secretaria Municipal de Educação), a confusão na confecção do material didático foi corrigida por um errata encaminhada para todas as escolas da rede. Mas este não é o único erro.
Na apostila de história utilizada no 1º bimestre letivo de 2013 pelos alunos do 7º ano da rede municipal, um texto que explica o fim do Império Romano do Ocidente apresenta outra inverdade. A cidade de Milão aparece como sede do império em vez de Roma.
A SME afirmou que este erro também foi identificado e corrigido nas salas de aula.
Erros de geografia no caderno de matemática
De acordo com a SME, os erros, encontrados na página 11 caderno pedagógico de matemática que está sendo utilizado no 2° bimestre letivo de 2013 – de maio a julho -, foram identificados e retificados por um comunicado divulgado no último dia 11.
“A utilização dos cadernos pedagógicos relativos ao 2° bimestre estava prevista para a segunda semana de maio e os mesmos foram distribuídos no início do mês”, informou a secretaria. “Quando erros são identificados, a determinação dada aos professores é para que eles façam as correções tão logo o material começar a ser utilizado”, completou a SME, via nota oficial.
Os cadernos pedagógicos utilizados pelos 56.420 estudantes que cursam o 5º ano na rede municipal foram elaborados pelos professores da SME.
No caso dos cadernos de matemática, as apostilas foram supervisionadas pela professora doutora Sueli Druck, do Instituto de Matemática da UFF (Universidade Federal Fluminense). A reportagem tentou entrar em contato com a docente, por meio da assessoria de comunicação da UFF, mas foi informada de que a professora é aposentada da universidade. Tentamos conseguir o seu contato, mas infelizmente foi em vão”, explicou a assessoria.
Os erros com relação às capitais do Nordeste estão em uma tabela que subsidia quatro questões e apresenta as medidas em quilômetros quadrados das capitais dos nove estados que integram a região. Além de trocar as capitais de Pernambuco e Paraíba pelas capitais de Pará e Amazonas, respectivamente, a relação ainda credita incorretamente a sigla da Paraíba: “PA” em vez de “PB”. A abreviação que está na apostila se refere ao estado do Pará.
Secretaria tirou caderno do site
No site da SME, o caderno de matemática para o 5º ano é o único que não está disponível para consulta. A secretaria explicou que a ausência se deve às retificações feitas, segundo a assessoria, na semana passada, que ainda não foram atualizadas na página.
Segundo Regina Célia Pimenta, diretora da Escola Municipal Alberto Barth, localizada no Flamengo, zona sul do Rio, a errata foi recebida pela escola e repassada aos alunos antes da utilização do material com problemas. A professora disse, no entanto, não ter autorização para mostrar o documento e a apostila.
A reportagem procurou ouvir pais e responsáveis de alunos da escola no fim da tarde desta sexta, mas alguns deles informaram que hoje não é dia de aula de matemática. Outros até reclamaram dos erros, mas não informaram seus nomes.
Reação
Em reação à veiculação dos erros nas apostilas na imprensa, nesta sexta-feira, o Sepe (Sindicato dos Profissionais de Educação) informou, por meio de nota oficial, que vai pedir esclarecimentos à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.
“Um caso como esse demostra a falta de autonomia dada aos professores, que não têm liberdade de escolher o material didático mais adequado para exercer seu trabalho pedagógico. Agora, a Secretaria informa que os professores das escolas municipais terão que revisar os erros da apostila, quando existe toda uma equipe técnica, paga pela prefeitura, para a elaboração do material, contando inclusive com quatro revisores”, reclamou o sindicato, que prometeu ainda pedir à SME que informe o valor da confecção do material.
O UOL tentou, sem sucesso, falar com representantes do Sepe no final da tarde desta sexta.
Jovem entra em universidade sem concluir ensino médio após Enem
0Adolescente teve nota suficiente para ingressar na federal de Lavras, MG.
Sem concluir ensino médio, estudante conseguiu na Justiça fazer matrícula.
Publicado por G1
O estudante Guilherme Lopes sempre estudou em escola pública e nunca teve problemas com notas. No ano passado, quando ainda cursava o 2º ano do ensino médio, o adolescente resolveu fazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pela segunda vez e conseguiu uma nota tão boa que pôde garantir uma vaga na Universidade Federal de Lavras (Ufla) (MG). Como ainda não havia concluído o ensino médio, ele foi barrado na hora de fazer a matrícula e a família teve que entrar na Justiça para conseguir o direito de Guilherme de estudar na universidade.
A mãe do adolescente, Aparecida Lopes, conta que nunca precisou se preocupar com as notas do filho e que ele sempre esteve à frente da idade escolar. “Sempre foi muito aplicado e muito esforçado”, diz a mãe. Mesmo assim, o estudante não esperava um resultado tão bom no Enem. “Era uma questão apenas de treinamento (fazer a prova). No ano que vem eu ia prestar vestibular, então seria muito mais fácil para acostumar com a prova”, afirma Guilherme.
A boa pontuação alcançada por Guilherme pôde garantir uma vaga em um curso superior em universidades que aceitam a nota do Enem. O estudante decidiu tentar a matrícula para o curso de engenharia de automação da Ufla, mas como precisava ter o certificado de conclusão do ensino médio, não pôde se matricular no curso. Para conseguir, a família entrou na Justiça.
“Eu procurei um advogado e a gente teve que entrar com um mandado de segurança, primeiro contra a Secretaria de Educação para emitir o certificado de conclusão do ensino médio através da prova do Enem. Só que aí já tinha passado o prazo da matrícula, então tivemos que entrar com outro processo contra a universidade para assegurar o direito de matrícula”, lembra o estudante.
Agora que conseguiu, o adolescente está ansioso. As aulas na universidade começam nesta segunda-feira (13) e ele não tem dúvidas de que vai dar conta do recado. “É o curso que eu queria, sempre dei muito certo com essa área de tecnologia, então vai dar tudo certo e eu vou tentar explorar ao máximo a universidade”, completa Guilherme.
Enem
O Enem é uma oportunidade para os estudantes tentarem uma vaga em universidades de todo o Brasil. No Sul de Minas, a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) e a Universidade Federal de Alfenas (Unifal) só adotam o Enem como vestibular. Na Universidade Federal de Lavras (Ufla), 60% das vagas são para alunos aprovados com nota do Enem e o restante é para alunos do processo seriado.
As inscrições para o exame deste ano começam nesta segunda-feira (13) e podem ser feitas até o dia 27 pela internet através da página do Inep que você acessa por aqui. É preciso informar a opção de língua estrangeira, o local de realização das provas e se há necessidade de atendimento especial no dia das provas. O Enem será realizado nos dias 26 e 27 de outubro.
Entre as novidades deste ano, está o maior rigor nas correções, principalmente nas redações. A mudança foi motivada após candidatos do Enem do ano passado terem colocado no texto uma receita de miojo e o hino do Palmeiras e ganharem 500 pontos na redação mesmo com as citações. A partir deste ano, se no texto tiver qualquer trecho que fuja do tema proposto, o estudante vai tirar zero.






























