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Flip divulga primeiras atrações para a 11ª edição

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Evento marcado para o começo de julho confirmou Maria Bethânia, em homenagem a Fernando Pessoa; a escritora Lydia Davis e o irlandês John Banville

Publicado no Divirta-se

Esta é a 11ª edição da feira (Reprodução/ Facebook)

Esta é a 11ª edição da feira

A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), já começou a divulgar as atrações para a 11ª edição, que ocorre de 3 a 7 de julho. Entre os selecionados, se destaca a participação de Maria Bethânia e Cleonice Berardinelli, que se encontram para homenagear o poeta português Fernando Pessoa. Professora emérita da UFRJ e da PUC-Rio, Cleonice, 96 anos, soma mais de cinco décadas dedicada ao estudo do poeta. Bethânia, por sua vez, dispensa apresentações.

Outra participação confirmada é da escritora norte-americana Lydia Davis. Durante a Festa, será lançado o seu livro mais recente, ‘Tipos de perturbação’. Nos 57 textos que compõem a obra, Davis vale-se das mais variadas formas, abordagens e estilos para flagrar seus personagens em suas inseguranças e em seus desajustes com o cotidiano. A obra em português será lançada pela Companhia das Letras.

Outro destaque da 11ª edição fica por conta irlandês John Banville, que também aproveita para lançar sua obra mais recente, ‘Luz antiga’. O romance é o 16º publicado por John e acompanha a história de um ator cuja carreira parece decadente – assim como sua própria vida. Banville já venceu o Booker Prize e é um dos nomes cotados ao Prêmio Nobel de Literatura.

Editora vende livros em triciclo em forma de carrinho de sorvete

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Venda de livros alternativos acontece nos ‘points’ da cidade, e roteiro é divulgado pelo Facebook

Mariana Filgueiras, em O Globo

"A Bolha Móvel", projeto itinerante d'A Bolha Editora Divulgação

“A Bolha Móvel”, projeto itinerante d’A Bolha Editora Divulgação

Desde que fundou no Rio uma editora alternativa com foco em “narrativas visuais”, a escritora Rachel Araújo sabia que não seria fácil formar seu público. Aos poucos, no entanto, foi ampliando os domínios d’A Bolha. Para atrair os leitores até a sede-livraria, no alto da antiga fábrica Bhering, no Santo Cristo, bolou eventos culturais de fim de tarde, com cinema e jazz, organizou feiras de arte impressa e montou até uma piscina de plástico no terraço para quem quisesse levar as crianças. A ideia agora é levar os produtos exclusivos da editora — que tem no catálogo títulos como “O Babaca”, primeira obra do quadrinista punk americano Gary Panter publicada no Brasil, ou “Gigantes do jazz”, biografias ilustradas de músicos do gênero, assinadas pelo historiador americano Studs Terkel — para toda parte. Para isso, as sócias Rachel e Stephanie Mauer compraram um carrinho de sorvete, batizaram a minilivraria de A Bolha Móvel e encheram a caçamba de livros.

A partir deste fim de semana, A Bolha Móvel estará em algum lugar da cidade às quarta-feira, aos sábado e aos domingo. Sempre com muito humor, como se vê pelos condutores de máscaras nas fotos acima. O local exato será divulgado na página da editora no Facebook, mas pode ser na Rua Joaquim Silva, na Lapa; nos jardins do MAM, no Aterro; na Praça Paris, na Glória; ou na orla de Copacabana…

— O importante é repensar estruturas tradicionais de distribuição. Se os leitores não chegam até o Santo Cristo, nós chegamos até eles — diz Rachel, que lançou a ideia há alguns dias, numa versão itinerante da livraria, montada na loja da estilista Isabela Capeto, em Ipanema. — Vamos usar as redes sociais para indicar nossa localização, como fazem aqueles food trucks americanos. Quem sabe não conseguimos levar essa ideia para Brasília e São Paulo? — aposta Rachel, que lança este mês “Shrimpy e Paul”, do cartunista canadense (e nonsense) Marc Bell, e acaba de produzir o lançamento de “Cartas de um sedutor”, da escritora Hilda Hilst, para lançamento nos Estados Unidos em coedição com a renomada Nighboat Books.

— É o projeto “Obá obá”, como a gente diz, para combater a inexistência da literatura brasileira na América do Norte.

dica do Ailsom F. Heringer

Flip confirma John Banville

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Publicado no brpress

John Banville: Man Booker Prize por O Mar. Foto: Barry McCall/wbur.org

John Banville: Man Booker Prize por O Mar. Foto: Barry McCall/wbur.org

Vencedor do Booker Prize, e nome cotado ao Prêmio Nobel de Literatura, o romancista irlandês John Banville confirma presença na 11ª edição da Flip – Festa Literária Internacional de Paraty, que acontece entre os dias 3 e 7 de julho. Antes, em 22 de fevereiro, Banville recebe o Prêmio PEN irlandês, em uma cerimônia em Dún Laoghaire.

Seu título mais recente, Luz Antiga (Ancient Light), será lançado no Brasil pela Globo Livros (Biblioteca Azul) durante sua visita à Festa. O romance, o 16º publicado pelo autor, acompanha a história de um ator cuja carreira parece seguir para o fim – assim como sua própria vida.

Diante do processo, Alexander Cleave passa a viver de suas recordações, memórias de seu primeiro amor (um relacionamento delicado com uma mulher bem mais velha e mãe de seu melhor amigo) e de sua falecida filha.

Beckett e Joyce

Banville é autor de uma obra em que se combinam uma dicção exuberante, marcada pelo lirismo e pelos jogos de linguagem, e enredos complexos. Dizendo-se influenciado acima de tudo pelo realismo sofisticado do americano Henry James, Banville é comparado pela crítica a mestres da literatura moderna como os irlandeses Samuel Beckett e James Joyce, e o russo Vladimir Nabokov.

Colecionador de prêmios ao longo de sua trajetória, Banville foi agraciado, em 2001, com o Prêmio Franz Kafka. Seu maior sucesso, O Mar (2005), recebeu o Man Booker Prize, mais importante distinção da literatura em língua inglesa.

Escrevendo sob o pseudônimo de Benjamin Black, Banville publicou ainda sete romances policiais, entre eles O Cisne de Prata e O Pecado de Christine (Ed. Rocco). Ambientados na Irlanda dos anos 50, os romances compõem uma intrincada teia de romances e adultérios envolvendo o protagonista Garret Quirke.

O autor

Nascido em 8 de dezembro de 1945, em Wexford (Irlanda), Banville, o mais velho dos três filhos do casal Doran Née e Banville Martin, declarou, após o período escolar, que a faculdade teria pouco benefício para ele.

Dono de um espírito aventureiro, o escritor começou a trabalhar cedo, como balconista, na companhia aérea Aer Lingus, que lhe permitiu viajar a preços muito baixos. Na época, aproveitou para explorar países como Itália e Grécia e, mais tarde, se mudou para os Estados Unidos, onde viveu entre 1968 e 1969. Em seu retorno à Irlanda, trabalhou como jornalista e editor.

“Me fascina o passado parecer mais intenso que o presente”, diz John Banville

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Raquel Cozer, na A Biblioteca de Raquel

O irlandês John Banville, autor do lindíssimo “O Mar” (Nova Fronteira), vencedor do Man Booker Prize 2005, vem neste ano para Flip, o que levou a Globo a programar seu romance mais recente, “Luz Antiga”, para junho. Minha entrevista com ele para o texto da Ilustrada foi motivada por outro lançamento, de “O Cisne de Prata” (Rocco), dentro da série de policiais que assina com o pseudônimo Benjamin Black. Falo um pouco do livro no link acima.

Desde 2006, quando começou a lançar policiais como Benjamin Black, inspirado pelos romances do belga Georges Simenon (1903-1989), Banville quase não escreve como Banville. Além de “Luz Antiga”, lançou só “Os Infinitos” (Nova Fronteira), que nem faz jus ao escritor que ele é. No mesmo período, foram sete livros como Black, com mais um previsto para este ano.

Em resumo, ele sofre mais para escrever como Banville, obcecado pela frase perfeita, e não vende tanto assim. Como Black, escreve com facilidade, sem nenhuma ambição de ser artista, e lidera listas de mais vendidos. É assim que funciona e, ele diz, é absolutamente natural.

Ele fala também sobre as especificidades de seus romances policiais, a “conversão” a Benjamin Black e a Wikipedia, entre outros temas, na entrevista abaixo, concedida por e-mail.

Foto de Beowulf Sheehan

Foto de Beowulf Sheehan

Em vez de centrar a história no ponto de vista de Quirke, o protagonista, “O Cisne de Prata” alterna capítulos na voz dele com as de outras personagens, incluindo a vítima. O resultado é que os leitores acabam sabendo muito mais do que o personagem que investiga a história. Por que optou por esse formato?
Acho romances policiais fascinantes do ponto de vista técnico. Nesse livro, foi interessante alargar a perspectiva e trazer, embora obliquamente, as vozes, ou ao menos as sensibilidades, de outros personagens. E com isso fazer Quirke desconhecer detalhes que outros personagens, e os leitores, sabem. Mas, enfim, Quirke geralmente progride por meio da ignorância dos fatos. O que admiro nele como protagonista é que ele não é um superdetetive. Se você quer o oposto de Sherlock Holmes ou Hercule Poirot, esse é Quirke. Ele é um pouco estúpido, como o resto de nós –humanos, em outras palavras. (mais…)

Gato com crise existencial faz sucesso na internet

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Publicado na BBC BRASIL

Os vídeos de Henri nasceram de um trabalho universitário improvisado

Os vídeos de Henri nasceram de um trabalho universitário improvisado

Henri é uma estrela atribulada: gato, francês, existencialista e cheio de ódio, cujo passatempo preferido é “questionar o sentido da vida”. Além de dormir, é claro.

O resto do tempo Henri passa na frente da câmera de William Braden: o gato é o protagonista de uma série de vídeos no YouTube, que valeu fama global ao bichano e tem rendido uns bons trocados a Braden, que vive em Seattle, no noroeste dos Estados Unidos.

Fotógrafo de casamentos, Braden, de 32 anos, deixou sua antiga profissão para pensar, redigir e registrar as reflexões do filósofo felino.

Primeiro foram os vídeos na internet, que tiveram mais de 10 milhões de visitantes. Depois vieram uma coleção de camisetas, canecas e calendários. Agora Braden fechou contrato para um livro com frases célebres que Henri.

“Faço isso há seis anos e agora esta é minha principal fonte de renda, embora pareça absurdo pensar que é um gato depressivo quem me sustenta”, ri o fotógrafo, que estudou literatura e cinema em Seattle.

Henri coleciona outros exitos: com seu segundo vídeo, Paw de Deux, o bichano virou a estrela principal do primeiro festival de vídeos felinos, em Minneapolis, onde recebeu 10 mil votos e ganhou o “Kitty de Ouro”, de 2012.

O curioso é que o Henri sequer era o animal de estimação de Braden. Mas ninguém conhece a identidade da verdadeira dona, uma parente, que teme um eventual sequestro do animal.

De hobby a negócio

Braden deixou a vida de fotógrafo de casamento para se dedicar ao projeto, que agora vai virar livro

Braden deixou a vida de fotógrafo de casamento para se dedicar ao projeto, que agora vai virar livro

A estreia de Henri se deu em 2006. Braden, então estudante de cinema, deixou para última hora um trabalho da universidade para o qual deveria encontrar um personagem. Escolheu o bichano.

“Me pareceu uma boa ideia supor que um gato poderia ter uma crise existencial. Optei pelo existencialismo como papel de fundo, a imagem em preto e branco e o francês para darem o tom”, explica Branden, que faz a narração na língua de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir.

O primeiro vídeo teve 3 mil visitas. Com a disseminação das redes sociais, Brandem se tornou uma estrela em pouco tempo.

Com o segundo vídeo – e seus 6,5 milhões de visitantes -, Brandem viu que as reflexões felinas poderiam virar negócio.

“Começaram a me pedir camisetas”, conta. “Assim que pus à venda, o interesse pelos produtos cresceu”. Parte da renda vai para campanhas em defesa dos animais.

Papel

A última aposta de Brandem é transpor as reflexões de Henri para um livro, que será publicado em abril pela Random House, uma das maiores editoras do mundo.

Para Brandem, será um desafio e tanto: colocar em palavras os pensamentos de um terceiro, no caso, de um gato.

Já em relação à saga audiovisual, Brandem desenvolveu algumas técnicas. Com um grito convence Henri a correr. Para uma cara mal-humorada, basta soprar os bigodes do bichano. Se quer uma gracinha, suborna o gato com guloseimas.

“Muitas vezes escrevo o texto a partir das imagens do que o gato faz naturalmente”, explica, no entanto, Branden, que demora até duas semanas para produzir um episódio.

Braden diz que Henri é um gato como os outros – gosta de brincar e adora a comida especial que recebe ao final dos episódios.

“Sempre digo não quando me pedem para levá-lo à TV, ou para viajar de avião para algum show. Me parece egoísta, criar um estresse desnecessário. Ponho limites até onde posso tirar proveito. No resto, cuido de sua saúde e trato de satisfazer todos os seus caprichos”, diz.

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