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Essa usuária do Instagram transforma seus livros em cenários incríveis

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Publicado no Hypeness

Quem ama os livros e possui uma boa biblioteca em casa sabe que além da importância intelectual, emocional e imaginativo que podem provocar em nossas vidas, os livros são objetos especialmente bonitos e cheios de espírito – como verdadeiros objetos de arte. Para além do aspecto decorativo, em que os livros sempre transformam a aparência de uma casa em algo mais bonito e vivo, com 90 mil seguidores no Instagram, Elizabeth Sagan, que sempre postou sobre livros, decidiu transformar a função de sua biblioteca e usar os livros como cenografia e cenário para suas incríveis fotos.

Inicialmente ela simplesmente postava sobre suas leituras preferidas. Aos poucos, a interação com os livros enquanto objetos, a estante e a biblioteca de modo geral foi se tornando o foco de suas postagens. Como que tornando literal o sentido metafórico da leitura, os livros são transformados em asas, casas, roupas e capas. O que a literatura é capaz de fazer por nosso espírito, Sagan torna em uma concreta e belíssima imagem em sua conta no Instagram.

Pesquisadores encontram livros envenenados em biblioteca universitária

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Parece O Nome da Rosa, mas não é: livros de biblioteca dinamarquesa possuem arsênio em suas capas (Foto: Flickr/Purple Heather)

 

Jakob Povl Holck e Kaare Lund Rasmussen, na Galileu

Alguns deve se lembrar do livro letal de Aristóteles que tem um papel importante na premissa da obraO Nome da Rosa, de Umberto Eco. Envenenado por um monge beniditino louco, o livro dá início ao caos no monastério italiano do século 14, matando todos os leitores que lambem seus dedos antes de virar as páginas tóxicas. Algo do tipo poderia acontecer na realidade?

Nossa pesquisa indica que sim: descobrimos que três livros raros da coleção da biblioteca da Universidade do Sul da Dinamarca contêm grandes concentrações de arsênico em suas capas. Os livros são de vários assuntos históricos e foram publicados entre os séculos 16 e 17.

As características venenosas dos livros foram detectadas por meio de análises de raios-x fluorescente. Essa tecnologia demonstra o espectro químico de um material ao analisar a radiação “secundária” emitida por ele durante uma grande concentração de energia e é bastante utilizada em campos como os da arqueologia e da arte para investigar os elementos químicos de louças e pinturas, por exemplo.

Um dos livros venenosos (Foto: Universidade do Sul da Dinamarca)

Brilho verde

Levamos esses livros raros para os raios-x porque a biblioteca já tinha descoberto que fragmentos de manuscritos medievais, como cópias da lei romana e da lei canônica, foram utilizados para desenvolver suas capas. É bem documentado que encadernadores dos séculos 16 e 17 costumavam reciclar pergaminhos antigos.

Tentamos identificar os textos usados em latim, ou pelo menos tentar ler parte desses conteúdos. Mas então descobrimos que os textos em latim nas capas dos três volumes eram difíceis de ler por conta de uma camada grossa de tinta verde que escondia as letras antigas. Então os levamos para o laboratório: a ideia era atravessar a camada de tinta usando raios-x fluorescentes e focando nos elementos químicos da tinta que estava por baixo dela, como o ferro e o cálcio, na esperança de que as letras ficassem mais legíveis para os pesquisadores da universidade.

A nossa análise, no entanto, revelou que o pigmento verde da camada era de arsênio. Esse elemento químico está entre as substâncias mais tóxicas do mundo e a exposição a ele pode causar vários sintomas de envenenamento, o desenvolvimento de câncer e até morte.

O arsênio é um metalóide que, na natureza, geralmente é combinado com outros elementos como carbono e hidrogênio. Esse é conhecido como arsênico orgânico. Já o arsênio inorgânico, que pode ocorrer em formas puramente metálicas e em outros compostos, tem variáveis mais perigosas e que não diminuem com o passar do tempo. Dependendo no tipo e duração de exposição, os sintomas do arsênio podem incluir irritação no estômago, no intestino, náusea, diarreia, mudanças na pele e irritação dos pulmões.

Acredita-se que o pigmento verde que contém arsênio seja do tom “verde Paris”, que contém acetoarsênio de cobre. Essa cor também é conhecida como “verde esmeralda” por conta de seus tons verdes deslumbrantes parecidos com o da pedra rara. O pigmento — um pó cristalino — é fácil de fazer e já foi utilizado com vários propósitos, principalmente no século 19. O tamanho dos grãos do pós influenciam o tom das cores, como pode ser visto em tintas a óleo. Grãos maiores produzem um verde mais escuro, enquanto os menores produzem um verde mais claro. O pigmento é conhecido principalmente por sua intensidade de cor e resistência a desaparecer.

Tom conhecido como verde Paris (Foto: Wikimedia/Chris goulet )

Pigmento do passado

A produção industrial do verde Paris começou no início do século 19 na Europa. Pintores impressionistas e pós-impressionistas usavam diferentes versões do pigmento para criar suas vívidas obras de arte. Isso significa que muitas peças de museu hoje contêm o veneno. Em seu auge, todos os tipos de materiais, até capas de livros e roupas, podiam receber uma camada do verde Paris por razões estéticas. O contato contínuo com a substância, é claro, levava a pele dos envolvidos a desenvolver alguns dos sintomas de exposição abordados acima.

Mas na segunda metade do século 19, os efeitos tóxicos da substância eram mais conhecidos, e as variáveis de arsênio pararam de ser utilizadas como pigmentos e passaram a ser usadas mais em pesticidas em plantações. Outros pigmentos foram encontrados para substituir o verde Paris em pinturas e na indústria têxtil. No meio do século 20, o uso da substância em fazendas também foi diminuindo.

No caso dos nossos livros, o pigmento não foi utilizado por motivos estéticos. Uma explicação plausível para a aplicação — possivelmente no século 19 — da substância em livros velhos é para protegê-los de insetos e vermes. Em algumas circunstâncias, compostos de arsênio podem ser transformados em um tipo de gás venenoso com cheio de alho. Há histórias sombrias de papeis de parede vitorianos verdes acabando com a vida de crianças em seus quartos.

Agora, a biblioteca guarda nossos três volumes venenosos em caixas separadas em cabines ventiladas. Também planejamos em digitalizá-los para minimizar o contato físico. Ninguém espera que um livro contenha uma substância venenosa, mas isso pode acontecer.

*Jakob Povl Holck é pesquisador da Universidade do Sul da Dinamarca e Kaare Lund Rasmussen é professor de química e farmacêutica na mesma instituição. O texto original foi publicado em inglês no site The Conversation.

Obras de arte ocultas incríveis pintadas na borda de livros históricos

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Katy Cowan, no Creative Boom

Houve uma época em que as pinturas de ponta estavam na moda – isto é, ilustrações intrincadas em torno das páginas fechadas de um livro. Embora a folha de ouro ou de prata fosse sempre uma escolha popular, alguns títulos foram um passo além e incluíram pinturas inteiras de paisagens ou retratos.

Curiosamente, algumas pinturas de vanguarda eram tão secretas que você só podia descobri-las quando o livro se abria em uma determinada direção. E se o livro fosse fechado normalmente, as bordas da página ficariam em branco. Às vezes, essas ilustrações secretas poderiam ser duplicadas – revelando duas obras de arte diferentes em inclinações diferentes.

A Biblioteca Earl Gregg Swem possui a coleção Ralph H. Wark, com 700 unidades, a maior coleção de livros pintados na América. Jay Gaidmore, diretor de Coleções Especiais da Biblioteca, disse: “Às vezes, as pinturas de ponta correspondem ao assunto do livro, e às vezes não. Cenas típicas incluem Oxford e Cambridge, o rio Tâmisa, a Abadia de Westminster, a vila inglesa e rural, Edimburgo, autores, navios e figuras clássicas … A maioria dos livros são do inglês do século XIX, mas há algumas cenas americanas. “

Então, quando começaram as pinturas de ponta? Elas podem ser encontradas em livros que datam do século 11, com versões mais elaboradas que aparecem em torno do século 17, quando os artistas tentaram ultrapassar as fronteiras do que era possível.

“Pinturas de ponta atingiram o pico no final do século 18 e início do século 19 na Inglaterra”, acrescentou Gaidmore. “Edwards de Halifax, parte da família Yorkshire de encadernadores e livreiros, foi considerado responsável pelo estabelecimento do costume”.

Via Atlas Obscura | Imagem principal cortesia da Biblioteca Swem

Uma pintura bidirecional de duas faces do Livro do Tamisa (1859), inclinada para um lado | Foto cedida pela The Swem Library

 

Inclinada para o outro lado aparece outra pintura | Foto cedida pela The Swem Library

 

A capital americana pintada na borda de Poemas americanos (1870) | Foto cedida pela The Swem Library

 

Henry Longfellow das obras poéticas completas de Henry Wadsworth Longfellow | Foto cedida pela The Swem Library

 

Uma cena de circo de Ensaios, Poemas e Peças (1820) | Foto cedida pela The Swem Library

 

Uma pequena cena de fazenda (1827) | Foto cedida pela The Swem Library

Bienal do Livro: faltam dois dias para o maior evento literário de Sergipe

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Publicado no Itnet

Faltam apenas dois dias para o início da IV Bienal do Livro de Itabaiana, maior evento literário de Sergipe. Este ano, a Bienal será realizada no Shopping Peixoto, em um espaço amplo e repleto de diversidades para a realização das atividades. A expectativa é de que mais de 50 mil pessoas participem do evento durante os três dias.

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A Bienal revelará e lançará diversos talentos, tanto de Itabaiana como também de todo o estado. Com uma programação bastante diversificada, haverá além de lançamentos de livros também exposições culturais, muita música, arte e homenagens. Confira a programação completa da IV Bienal do Livro através do site: Bienal do Livro de Sergipe Venha viajar com a gente!

Como literatura e arte podem surgir na prova de português do Enem?

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Leonardo Martins, no UOL

Compostas em sua maioria por interpretação de texto, as questões do caderno de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) são, em geral, as menos temidas pelos vestibulandos.

Mas é importante ressaltar que, além da interpretação, grandes livros e obras da cultura brasileira também podem estar presentes no exame, como forma de contextualizar os exercícios da prova. É o que diz Cristiane Siniscalchi, coordenadora de Linguagens e professora de literatura da escola Móbile.

“Com certeza não será cobrado nenhum conhecimento de enredo, ou seja, ninguém cobrará saber a história do livro ou da arte. Mas como esses assuntos aparecem contextualizando a questão, conhecer o teor e linguagem dos livros ou obras do autor pode facilitar um pouco a resolução do exercício”, explica Siniscalchi.

Vale lembrar também que, caso o aluno já seja um bom leitor e tenha prestado atenção nas aulas de arte, esse conhecimento pode ajudá-lo a ter maior repertório na hora de elaborar o texto da redação.

Confira abaixo dois exemplos de questões, preparados pela professora Cristiane Siniscalchi, que abordam literatura e arte.

Arte

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Literatura

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