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C.S. Lewis: conheça a história do autor de ‘As Crônicas de Nárnia’

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Os irmãos Lúcia, Susana, Pedro e Edmundo com o leão Aslam (Foto: Divulgação)

Os irmãos Lúcia, Susana, Pedro e Edmundo com o leão Aslam (Foto: Divulgação)

Isabela Moreira, na Galileu

Há 67 anos, a pequena Lúcia se escondia em um guarda-roupa durante um jogo de esconde-esconde contra os irmãos. Entre jaquetas e casacos, ela acabou encontrando um novo mundo: trata-se de Nárnia, uma terra onde animais falam, um leão é a autoridade máxima e crianças humanas têm o poder de mudar a história.

O clássico faz parte da coleção As Crônicas de Nárnia, escrita pelo britânico C.S. Lewis. Foi a partir de uma adaptação animada da história, lançada em 1979, que a pesquisadora brasileira Gabriele Greggersen conheceu o trabalho do autor: “O desenho passava na época do Natal e tinha elementos que me deixavam emocionada”.

Mal sabia ela que aquele seria o início de uma parceria que levaria para o resto da vida. Mestre e doutora em História e Filosofia da Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, a pesquisadora dedicou os últimos 30 anos ao estudo e análise das obras do autor. Considerada a principal especialista em Lewis no Brasil, Greggersen recentemente traduziu cinco livros dele que estão sendo relançandos no Brasil pela editora Thomas Nelson: Cristianismo Puro e Simples, A Abolição do Homem, O Peso da Glória, Os Quatro Amores e Cartas de Um Diabo.

Conversamos com Greggersen sobre o papel da religião na obra de C.S. Lewis e a forma que As Crônicas de Nárnia impactou seus leitores. Confira abaixo:

O cristianismo é uma parte muito importante da vida e da obra dele. Há algumas obras dele, como as de fantasia, em que isso não fica tão claro. Qual foi o papel da religião na obra dele?
Entendo que ele não tinha intenção de fazer proselitismo. Encaro a forma de ele tratar a religião na obra não religiosa como um reflexo natural, porque um autor quando escreve expõe seu mundo interior. Nas entrelinhas, aparecem valores do cristianismo, principalmente questões como amor ao próximo, amizade, busca pela paz, justiça e a igualdade. Nos livros de fantasia não há uma necessidade obrigatória de ler a religião, tanto que há pessoas que não fazem associação com religião nenhuma. Para mim, as obras de fantasia dele não são religiosas: são escritas como clássicos que são respeitados no mundo todo e que têm um conteúdo implícito cristão, isso porque um autor não consegue desligar a crença dele na hora de escrever. O objetivo não era veicular nenhum valor cristão subliminarmente, mas de expressar seu tema interior.

Qual é a importância desses livros que estão ganhando novas edições no Brasil para o conjunto das obras do C.S. Lewis?
A editora foi bem feliz na escolha das obras, porque são, nas recomendações que se fazem sobre a ordem de leitura do Lewis, as primeiras que devem ser lidas. Por exemplo, Cristianismo Puro e Simples é a Bíblia do Lewis, ele trata de várias questões que depois serão tratadas em outros livros. O mesmo se aplica a O Peso da Glória, que são sermões que ele dá abordando questões que depois o inspiraram a escrever outros livros. Já em A Abolição do Homem, vemos o lado educador do Lewis porque nele, o autor trata de educação e ética.

C.S. Lewis (Foto: Wikimedia Commons)

C.S. Lewis (Foto: Wikimedia Commons)

Qual seria a ordem correta para começar a ler Lewis?
Para quem tem uma mente mais sistemática, sugiro O Cristianismo Puro e Simples, mas para quem é mais imaginativo, e não necessariamente quer ficar filosofando, sugiro começar por As Crônicas de Nárnia.

Como foi a experiência de traduzir algumas obras do autor?
Foi um privilégio. Para mim, mais fácil que para outros, pois conheço o autor e as obras todas. A maioria dos tradutores não tem esse estudo todo do autor nem de todas as obras. Ao mesmo tempo, tive uma dificuldade que foi de ficar muito emocionada e envolvida querendo refletir e pensar e fazer novas teses. Mas foi um processo bastante prazeroso.

Uma das palestras que você dá é voltada para os significados éticos e existenciais dentro de As Crônicas de Nárnia. Pode falar sobre o assunto?
É interessante ler As Crônicas em paralelo com Cristianismo Puro e Simples, em que ele fala mais claramente da ética. Lewis fala também em A Abolição do Homem, sobre o tal, que são os valores que ele considera universais na humanidade, que não se aplicam só ao cristianismo, independente da época ou da cultura. Quais valores? Os clássicos da ética aristotélica, por exemplo, que são as virtudes cardeais, que tem a justiça, a temperança, a prudência e a moderação. Esses valores aparecem em várias cenas de As Crônicas: quando as crianças, por exemplo, decidem dar a liderança à Lúcia, apesar de ela ser a mais nova, eles foram prudentes, pois sabiam que a Lúcia conhecia o lugar e que poderia ser uma guia melhor do que o irmão mais velho. E eles também foram humildes nessa hora de reconhecer que uma criança mais nova poderia ter liderança. Tem muitas cenas que mostram coragem, justiça, sabedoria, esses valores transparecem nas cenas de ação, nos diálogos, nas atitudes que as crianças assumem durante o desenrolar da história.

O quarteto Pevensie chegando em Nárnia no filme 'As Crônicas de Nárnia', de 2005 (Foto: Divulgação)

O quarteto Pevensie chegando em Nárnia no filme ‘As Crônicas de Nárnia’, de 2005 (Foto: Divulgação)

Qual das crônicas é a sua favorita?
Sou suspeita para falar porque a minha tese foi sobre “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”. Acho que ela é a chave para entender. Tanto que re-editei o livro da minha tese como “O Leão, a Feiticeira, o Guarda-Roupa e a Bíblia”, pela editora Prisma. Mas gosto muito também de “A Cadeira de Prata”, a próxima crônica que será lançada em filme, porque a Jill recebe uma missão toda especial de resgate do mundo. Essa ideia de que temos uma missão e que existe algo a ser resgatado é uma da qual eu gosto muito. Também tem muita aventura e ação, o resgate do príncipe, que está iludido por uma feiticeira, é toda uma trama da qual eu gosto bastante.

A minha crônica favorita é a primeira, “O Sobrinho do Mago”. Acho bem emocionante a imagem do Aslam cantando e criando um novo mundo.
É que cada crônica conversa com a história de vida de cada um. Elas são bastante abrangentes e tentam apelar para estilos de pessoas diferentes. Tanto que há estudos que até comparam as crônicas com planetas diferentes do Sistema Solar — e dá também para fazer um perfil de personalidade relacionado com cada crônica. Cada uma delas apela para um tipo de pessoa diferente.

Um dos outros tópicos que você aborda nos seus estudos é o Caspian como o “herói narniano”. O que isso significa?
Na verdade, ele como herói de Nárnia foi um trabalho de Hollywood, que gosta de heróis e anti-heróis. Acho que foi mais uma coisa da produção cinematográfica de colocá-lo em destaque do que propriamente a intenção do Lewis. O herói do Lewis é, na verdade, mais parecido com o do Tolkien — que trabalha com o hobbit, o ser mais desprezível do mundo da Terra Média, baixinho, que não gosta de aventuras, meio medroso —, uma figura bizarra que não tem nada a ver com os super-heróis da Marvel. Mas acontece que a figura do herói é universal e tem apelo, tanto que o livro do Caspian é o que mais vende entre os meninos. É uma coisa meio humana de querer ver o herói e escolher um salvador. Nesse sentido que o Lewis trabalha a ideia do salvador. Mas a grande salvadora das crônicas todas, para mim, é a Lúcia.

Pedro e o Príncipe Caspian (Foto: Divulgação)

Pedro e o Príncipe Caspian (Foto: Divulgação)

Por quê?
Primeiro que ela é uma das que mais aparece nas histórias. A Susana sai no começo, o Pedro também fica logo muito velho para participar. A Lúcia também tem um papel importante, até mesmo em “O Príncipe Caspian”, é ela quem tem as visões. Ela tem uma intimidade maior com o Aslam. Essa é uma ideia muito cristã: os grandes santos são os que tiveram mais proximidade com Deus e visões mais aproximadas da divindade. Entre os personagens de Nárnia, a Lúcia é a que mais representa essa ideia do herói santo.

Millie Bobby Brown pode entrar para o elenco do novo As Crônicas de Nárnia

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(Divulgação/Netflix)

(Divulgação/Netflix)

Renan Lelis, no Poltrona Nerd

Segundo informações do Comic Book, Millie Bobby Brown (Stranger Things) pode se juntar ao elenco do quarto filme da franquia As Crônicas de Nárnia, intitulado A Cadeira de Prata (The Silver Chair) do autor C.S. Lewis. A TriStar Pictures quer a jovem atriz para o papel de Jill Pole. O primeiro contato com Brown já teria acontecido em abril, segundo o site.

A Cadeira de Prata se passa décadas após A Viagem do Peregrino da Alvorada em Nárnia, mas pouco mais de 1 ano na Inglaterra. O Rei Caspian X, agora um velho, recorre ao leão Aslan para ajudá-lo na busca de seu filho perdido. Aslan então envia duas crianças britânicas de um internato, Eustáquio Scrubb (visto em O Peregrino da Alvorada) e Jill Pole, para rastrear o príncipe e solucionar o mistério.

No início de 2016, durante o TCA (Television Critics Association) de inverno, o produtor Mark Gordon revelou que o novo filme não será uma continuação dos anteriores, mas sim o começo de uma nova franquia. De acordo com Gordon, a mais nova adaptação da amada série de livros de C.S. Lewis terá um elenco completamente novo para a nova produção.

David Magee (As Aventuras de Pi) escreveu o roteiro de As Crônicas de Nárnia: A Cadeira de Prata, que ainda não tem previsão de estreia. Joe Johnston (Capitão América: O Primeiro Vingador) será o diretor.

Novo Crônicas de Nárnia começa filmagens em 2018, sem ligação com longas anteriores

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Guilherme Cepeda, no Burn Book

Por Aslam! Finalmente temos notícias sobre a “continuação” da saga As Crônicas de Nárnia no cinema.

Em entrevista ao canal Clone Web, o diretor Joe Johnston (Capitão América: o Primeiro Vingador) confirmou que The Chronicles of Narnia: The Silver Chair já a pré-produção deve começar as filmagens em julho 2018.

É um pouco mais sombrio do que os outros filmes de Nárnia, é o livro mais sombrio de todos, eu acho. É uma literatura clássica, acho que o trabalho de C.S. Lewis é incrível, mesmo sendo para crianças. Será divertido, eu também adoro a Nova Zelândia”, afirmou Johnston no vídeo. “Não quero que seja parecido com os outros filmes. Quero que o público olhe para o Cadeira de Prata e pense ‘essa é uma visão totalmente nova de As Crônicas de Nárnia’. Não quero nem referenciar os outros filmes. É como começar algo totalmente novo”, completou.

Por enquanto não há informações sobre o elenco.

Quarto livro da série criada por C.S. Lewis, e o primeiro sem a presença dos irmãos Pevensie, A Cadeira de Prata se passa 70 anos depois de A Viagem do Peregrino da Alvorada no tempo de Nárnia, o que permite a entrada de um novo elenco. Na trama, Eustáquio volta a Nárnia na companhia de sua amiga Jill Pole.

Relembre os livros infantis que marcaram décadas

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(foto: Divulgação)

(foto: Divulgação)

 

Publicado no Bem Paraná

No mês de maior homenagem à literatura infantil, com a comemoração ao Dia Nacional do Livro Infantil e Dia Mundial do Livro, a Leiturinha, maior clube de assinaturas de livros infantis do Brasil, preparou uma surpresa para os leitores de plantão.

Para relembrar os livros que marcaram as últimas 10 décadas, o clube reuniu os clássicos que encantaram gerações ao longo dos anos. “Todas as obras escolhidas como representantes de sua década são importantes. Além de carregarem um valor histórico, trazem consigo uma carga afetiva contextualizada em seu tempo”, explica a curadora da Leiturinha, Cynthia Spaggiari.

Preparem-se para voltar no tempo!

Década 1920: A Menina do Narizinho Arrebitado – Monteiro Lobato. Lançado em 1920
Este é o primeiro clássico infantil do autor Monteiro Lobato. Esta obra deu início a uma série de personagens eternizados no Sítio do Picapau Amarelo.

Década 1930: Aventuras do Avião Vermelho – Érico Veríssimo. Lançado em 1936
Este clássico conta a história de Fernando e seu pai. Com um aviãozinho vermelho, a imaginação do leitor é transportada por uma grande aventura..

Década 1940: O Pequeno Príncipe – Antoine de Saint-Exupéry. Lançado em 1943
Uma sensível história que se passa num planeta muito, muito distante. O escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou este clássico há 70 anos, mas transcende gerações e gostos literários.

Década 1950: As crônicas de Nárnia – de C.S. Lewis. Lançado entre 1949 e 1954
Esta é uma série de fantasia criada pelo autor irlandês C. S. Lewis. Nesta aventura, os animais falam, os objetos têm vida e as crianças são inseridas em batalhas entre o bem e o mal.

Década 1960: Flicts – Ziraldo. Lançado em 1969
O clássico de Ziraldo conta uma história emocionante que permite refletir sobre respeito, diferença e aceitação.

Década 1970: O Escaravelho do Diabo – Lucia Machado de Almeida. Lançado em 1974
Este é um clássico juvenil de mistério e muito suspense. Sua primeira publicação aconteceu em 1953, na revista O Cruzeiro. Em 1974, O Escaravelho do Diabo alcançou maior sucesso ao ser republicado pela Série Vaga-Lume.

Década 1980: O Menino Maluquinho – Ziraldo. Lançado em 1980
O menino maluquinho é uma série de quadrinhos eternizados por muitas crianças, servindo de inspiração para peças teatrais, filmes, óperas e séries de tv.

Década 1990: Harry Potter e a Pedra Filosofal – J.K. Rowling. Lançado em 1997
Harry Potter e a Pedra Filosofal é o primeiro livro dos sete volumes da série de fantasia Harry Potter. As obras deram origem a filmes que fizeram com que o bruxinho virasse uma febre entre crianças, adolescentes e até adultos de todo o mundo.

Década 2000: O Diário de um Banana – Jeff Kinney. Lançado em 2007
Não é nada fácil ser criança e esse banana sabe bem disso! Quem entende sobre ser criança melhor do que todo mundo é Greg, um menino comum que, como qualquer outro, passar por disputas na escola e sofre com sua baixa popularidade. Diário de um Banana é sucesso até hoje entre crianças e pré-adolescentes de todo o mundo.

Década 2010: Malala, a Menina que Queria Ir Para a Escola – Adriana Carranca Corrêa – Lançado em 2015
Malala é um best-seller, escrito pela brasileira Adriana Carranca, que conta a história de Malala Yousafzai, que sofreu um atentado de membros do movimento Talibã por defender a educação feminina no Paquistão. Uma emocionante história sobre coragem e resiliência.

Novo filme da série Nárnia A Cadeira de Prata está em produção

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Edilson Cândido Rezende, no Canal do Leitor

A série clássica de C.S. Lewis As Crônicas de Nárnia tem sido um sucesso através da literatura infantil por décadas, e teve três adaptações para o cinema. A Disney produziu os dois primeiros livros da série, na esperança de ter o seu próprio Senhor dos Anéis / Harry Potter. O primeiro livro adaptado foi O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa , que foi bem sucedido em ambos um ponto de vista crítico e comercial. O segundo livro trouxe para a tela era Príncipe Caspian, que foi um sucesso modesto – mas não o sucesso que a Disney esperava. Depois, A Viagem do Peregrino da Alvorada foi trazido para a tela pela 20th Century Fox.

Mas durante anos, parecia que o potencial de cinema para esta série tem diminuído, deixando os livros de Lewis, no caso quatro livros sem uma adaptação. Bem, depois de muitos anúncios ao longo dos anos, parece que o público pode, finalmente, voltar a Nárnia. A Cadeira de Prata está avançando para uma adaptação cinematográfica, a TriStar da Sony vai financiar juntamente com a One e The Mark Gordon Company.

A Cadeira de Prata será produzido por Douglas Gresham, Vincent Sieber, e Melvin Adams. Um roteiro está sendo escrito por David Magee ( Finding Neverland; Life of Pi ) .Foi noticiado anteriormente terá um novo elenco.

Estou satisfeito por saber que estamos finalmente perto de um retorno a Nárnia. Os Livros de C.S. Lewis têm sido parte integrante da fantasia moderna, juntamente com J.R.R. Tolkien O Senhor dos Anéis e de JK Rowling Harry Potter.

Estas histórias merecem tanto amor e dedicação às suas adaptações para o cinema, e espero que desta vez os realizadores tenha o direito de apresentar um projeto adequado e altura da obra.

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